Questões de Concurso Comentadas sobre clínica médica humana em medicina

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Q3926781 Medicina
Homem de 54 anos é levado ao pronto-socorro após episódio de hematêmese volumosa há cerca de 30 minutos. Relata história de etilismo crônico e diagnóstico prévio de hepatite C, sem acompanhamento médico regular. Nas últimas semanas notou aumento do volume abdominal e edema em membros inferiores.
Ao exame físico: paciente pálido, sudoreico, consciente, orientado, pressão arterial 94/60 mmHg, frequência cardíaca 112 bpm, saturação de O₂ 97% em ar ambiente. Apresenta circulação colateral abdominal, telangiectasias em tronco e discreta ascite. Toque retal revela melena. Hemoglobina: 8,1 g/dL; plaquetas: 78.000/mm³; INR: 1,6; ureia: 68 mg/dL; creatinina: 1,1 mg/dL.

Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais, a conduta inicial mais apropriada no manejo da hemorragia digestiva com suspeita de origem varicosa é 
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Q3926780 Medicina
Homem de 67 anos procura o pronto atendimento devido a dois episódios de evacuação de fezes enegrecidas nas últimas 24 horas. Relata discreta náusea e sensação de fraqueza, sem dor abdominal ou hematêmese. Tem histórico de hipertensão arterial e osteoartrose, em uso de losartana e anti-inflamatório não esteroide de forma intermitente. Nega história prévia de anemia.
Ao exame físico: paciente em bom estado geral, consciente, hidratado, pressão arterial 122/76 mmHg, frequência cardíaca 98 bpm, sem sinais de hipotensão ortostática. Abdome flácido, indolor, sem visceromegalias. Toque retal revela fezes escurecidas e pastosas. Hemoglobina atual: 8,5 g/dL (prévia há 3 meses: 13,2 g/dL), ureia 58 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL, tempo de protrombina normal.

Considerando o quadro clínico e o manejo inicial apropriado da hemorragia digestiva em paciente hemodinamicamente estável, a conduta mais adequada é
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Q3926779 Medicina
Homem de 58 anos, previamente hipertenso e dislipidêmico, é encaminhado para avaliação cardiológica após diagnóstico recente de fibrilação atrial persistente detectada em exame de rotina. Relata episódios prévios de palpitações leves, mas atualmente encontra-se assintomático, negando dispneia, tontura ou dor torácica. Usa losartana 50 mg/dia e atorvastatina 20 mg/dia. Nega tabagismo, etilismo, diabetes ou cardiopatia estrutural prévia.
Ao exame físico: frequência cardíaca 92 bpm, pressão arterial 126/78 mmHg, ritmo irregular, sem sopros.
Ecocardiograma transtorácico: átrio esquerdo 38 mm, fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Função tireoidiana, renal e eletrolítica normais. ECG confirma fibrilação atrial com resposta ventricular média de 90 bpm.
Considerando o quadro clínico e os achados complementares, a conduta inicial mais apropriada no manejo da fibrilação atrial, entre controle de ritmo e controle de frequência, é 
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Q3926778 Medicina
Mulher de 63 anos comparece à consulta de cardiologia para avaliação de palpitações intermitentes. Relata episódios recorrentes de palpitações irregulares nos últimos dois anos, com duração variável entre 30 minutos e 4 horas, ocorrendo mensalmente.
Durante alguns episódios, realizou eletrocardiograma que documentou fibrilação atrial. Possui smartwatch que registrou múltiplos episódios de frequência cardíaca irregular acima de 120 bpm, durando entre 45 minutos e 5 horas, totalizando aproximadamente 6% do tempo monitorado no último mês.
Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, obesidade grau I (IMC 32 kg/m²). Nega diabetes, dislipidemia, insuficiência cardíaca, tabagismo, doença vascular ou eventos tromboembólicos prévios. Não apresenta sangramentos prévios nem contraindicações à anticoagulação.
Exame físico: frequência cardíaca 76 bpm, ritmo regular; pressão arterial 128/82 mmHg. Exames complementares: eletrocardiograma atual em ritmo sinusal; ecocardiograma transtorácico com átrio esquerdo 32 mL/m² (VR até 34), fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Calculados os escores: CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto (hipertensão) e HAS-BLED = 1 ponto (hipertensão controlada).

Considerando os achados clínicos e os escores de risco apresentados, a conduta mais apropriada em relação à anticoagulação oral é 
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Q3926774 Medicina
Paciente de 52 anos, sexo masculino, procura consulta ambulatorial para avaliação de rotina. Nega comorbidades prévias e uso de medicações. Refere pai hipertenso e avô paterno com história de infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Nega tabagismo, consome bebidas alcoólicas socialmente.
Ao exame físico: peso 88 kg, altura 1,75 m, IMC 28,7 kg/m2 . Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de 5 minutos, com esfigmomanômetro automático de braço validado, em três medidas com intervalo de 1 minuto: 148/94 mmHg, 146/92 mmHg e 144/90 mmHg. Frequência cardíaca 76 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 102 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 85 mL/min/1,73m2, potássio 4,2 mEq/L, colesterol total 210 mg/dL, LDL 140 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicerídeos 160 mg/dL, ácido úrico 6,8 mg/dL. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, sem alterações.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para confirmação diagnóstica e avaliação complementar inclui
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Q3926768 Medicina
Homem de 55 anos, hipertenso recém-diagnosticado, comparece à primeira consulta de seguimento após confirmação de pressão arterial média de 148 x 94 mmHg em duas visitas distintas. É ex-tabagista, com circunferência abdominal aumentada, e refere dieta rica em sódio.
Durante a consulta, o médico discute os exames laboratoriais necessários para a avaliação inicial do quadro.
De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a avaliação inicial completa do paciente hipertenso é
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Q3926767 Medicina
Homem de 58 anos, diabético tipo 2 há 10 anos, dislipidêmico e ex-tabagista, comparece para reavaliação de pressão arterial. Relata boa adesão às medidas não farmacológicas, com redução de sal na dieta, perda ponderal de 3 kg e prática regular de atividade física. Apresenta as seguintes médias de pressão arterial em consultório: 135 x 85 mmHg em duas consultas distintas, com intervalo de 3 meses entre elas. Exames recentes mostram TFG estimada de 70 mL/min/1,73m², microalbuminúria positiva e LDL de 115 mg/dL.

De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a conduta mais apropriada neste momento é
Alternativas
Q3926763 Medicina
Paciente masculino, 72 anos, comparece à consulta com queixa de fraqueza, cansaço progressivo e dispneia leve aos esforços há vários meses. Nega sangramentos evidentes, mas relata perda de peso não intencional nos últimos seis meses. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica (hemoglobina 8,0 g/dL; VCM 70 fL; HCM 20 pg).
Valores de Referência Laboratorial:

• ferritina sérica: 20 a 250 ng/mL;
• ferro sérico: 60 a 170 microg/dL;
• capacidade total de ligação do ferro (tibc): 250 a 450 microg/dL;
• índice de saturação de transferrina (ist): 20 a 50%;
• contagem de reticulócitos: 0,5 a 2,0%.

O residente de clínica médica, ciente dos principais exames solicitados, fez a seguinte interpretação correta para o quadro descrito:
Alternativas
Q3926759 Medicina
Paciente masculino, 45 anos, é trazido à emergência por familiares com rebaixamento do nível de consciência, dor abdominal intensa, náuseas e vômitos persistentes. Ele estava participando de uma festa na noite anterior e ingeriu uma quantidade não especificada de bebida alcoólica artesanal. Ao exame, apresenta-se torporoso, taquipneico e com relato de dificuldade visual (“visão turva”). Os resultados dos exames laboratoriais iniciais são:

• Gasometria Arterial: pH 6,95; pCO2 15 mmHg; Bicarbonato (HCO3) 5 mEq/L.
• Bioquímica Sérica: Sódio 140 mEq/L; Potássio 4,0 mEq/L; Cloro 100 mEq/L; Glicemia 110 mg/dL; Ureia 40 mg/dL; Creatinina 1,0 mg/dL.
• Osmolalidade Sérica Calculada: 295 mOsm/kg. Diante do quadro clínico, assinale a afirmativa correta em relação ao diagnóstico provável e à conduta terapêutica de urgência a ser instituída.
Alternativas
Q3926758 Medicina
Paciente masculino, 70 anos, com história de insuficiência cardíaca e diabetes, é admitido na emergência com quadro de tosse, febre há quatro dias e dispneia progressiva. Uma radiografia de tórax confirma a presença de derrame pleural à esquerda, sendo realizada toracocentese. Os resultados bioquímicos e citológicos do líquido pleural e do soro são:

• Soro: Proteína Total 6,0 g/dL; Desidrogenase Lática (LDH) 200 U/L.
• Líquido Pleural: Proteína Total 3,5 g/dL; Desidrogenase Lática (LDH) 150 U/L; Glicose 40 mg/dL; Contagem de Leucócitos 10.000 por milímetro cúbico (com predominância de neutrófilos); pH 7,20.

Diante da análise do caso, a correta classificação do derrame, segundo os critérios de Light, e a principal hipótese diagnóstica que justifica os achados são
Alternativas
Q3926757 Medicina
Paciente masculino, 55 anos, diabético e hipertenso, comparece à emergência referindo dor torácica intensa, em aperto, com irradiação para o membro superior esquerdo, iniciada há 40 minutos. Ao exame físico, apresenta-se pálido, sudoreico e com pressão arterial de 100 por 60 mmHg. O eletrocardiograma (ECG) inicial revela supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm em derivações V2 a V4. O tempo estimado até a chegada ao laboratório de hemodinâmica é de 15 minutos.

Diante deste quadro clínico, a conduta terapêutica imediata mais apropriada é
Alternativas
Q3926755 Medicina
Paciente de 68 anos, com câncer de pulmão avançado e metástases ósseas, utiliza morfina oral de liberação controlada há 6 meses para dor crônica, com dose atual de 200 mg/dia. Nas últimas duas semanas, a dor (EVA 9/10) se intensificou, mas o paciente a descreve agora como "queimante" e "espalhada" para além da área das metástases. Além disso, ele relata hipersensibilidade ao toque na pele (alodínia). O aumento da dose de resgate de morfina não alivia, e em alguns momentos, parece piorar o quadro. O paciente está hemodinamicamente estável e a investigação por imagem não detectou nova progressão da doença que justifique a nova dor.
Diante deste quadro clínico, a conduta terapêutica mais apropriada seria
Alternativas
Q3926582 Medicina
A nefropatia por IgA é uma das formas mais comuns de glomerulonefrite no mundo. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas apresenta maior incidência entre a segunda e a terceira décadas de vida. O achado característico é a demonstração, na imunofluorescência da biópsia renal, de depósitos de IgA na região mesangial. 

Em relação ao tema, avalie as afirmativas a seguir.

I. A hematúria microscópica é característica da doença, sendo tipicamente dismórfica à sedimentoscopia.
II. Episódios de hematúria macroscópica podem ocorrer em associação com infecções de vias aéreas superiores.
III. A síndrome nefrótica constitui uma apresentação frequente da doença.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3884353 Medicina
Paciente sexo feminino, com 25 anos, tem diagnóstico de hipotireoidismo por tireoidite de Hashimoto desde os 16 anos de idade, vem à consulta de seguimento e traz consigo resultado de exames: TSH: 10,2mUI/L (valor de referência: 0,4 e 4,0 mUI/L) e T4livre: 0,68 ng/ dl (valor de referência: 0,7 a 1,8 ng/dL). Paciente em uso regular de levotiroxina 75mcg/dia e pesa 60kg. Sobre o caso clínico, a conduta correta a ser tomada é
Alternativas
Q3884337 Medicina
Sobre sarcoma de Kaposi (SK), analise as afirmativas abaixo.
I. É uma doença angioproliferativa que requer infecção pelo vírus herpes humano 8 (HHV-8), também conhecido como vírus herpes associado ao sarcoma de Kaposi (KSHV), para seu desenvolvimento.
II. O envolvimento pulmonar parenquimatoso geralmente se manifesta clinicamente por dispneia, hipoxemia e tosse seca que se desenvolvem ao longo de algumas semanas. Hemoptise, febre, fadiga e, ocasionalmente, insuficiência respiratória também podem ocorrer.
III. A maioria dos casos de sarcoma de Kaposi pós-transplante ocorre em indivíduos de ascendência mediterrânea, judaica, árabe, caribenha ou africana. Isso se deve à distribuição geográfica do herpes-vírus humano tipo 8 (HHV-8). O tempo médio de apresentação é de 13 a21 meses após o transplante.
IV. O tratamento sistêmico com terapia antirretroviral combinada potente (TARV) é recomendado para todos os pacientes com SK relacionado à AIDS. A necessidade de tratamento além da TARV e a escolha entre as várias opções dependem da extensão da doença, da rapidez do crescimento do tumor, da carga viral do HIV, da contagem de células CD4 e da condição médica geral do paciente.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3883416 Medicina
À admissão hospitalar do paciente de 42 anos, homem trans, para correção cirúrgica de fratura de tíbia, após acidente automobilístico, é identificada glicemia capilar de 184 mg/dl. O paciente nega antecedente pessoal de hiperglicemia fora do hospital, assim como diabetes mellitus. Tem diagnóstico de asma controlada com uso diário de budesonida e formoterol inalatórios. Paciente nega outras doenças, está assintomático e demais sinais vitais encontram-se normais. Com base no Manejo da hiperglicemia hospitalar em pacientes não críticos da Diretriz Brasileira de Diabetes (2025), a conduta mais adequada seria, além do monitoramento da glicemia capilar (MGC), propor
Alternativas
Q3858534 Medicina
Homem de 44 anos é levado à sala de emergência do pronto-socorro apresentando agitação intensa, confusão mental, tremores generalizados e sudorese profusa. Ao exame físico verifica-se frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial (PA) de 150 x 110 mmHg. O paciente é etilista crônico, sem antecedentes patológicos e seus familiares relatam que ele interrompeu o consumo de álcool há 48 horas.
Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o diagnóstico correto e a conduta inicial para esse paciente. 
Alternativas
Q3858207 Medicina
Mulher de 62 anos, com histórico de infecções do trato urinário de repetição, dá entrada em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de febre alta e calafrios. A paciente é portadora de diabetes mellitus tipo 2, em tratamento regular com metformina e glicazida. À admissão apresenta-se com pressão arterial de 110 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 106 bpm, frequência respiratória de 25 irpm e temperatura axilar de 38 °C. Os exames laboratoriais indicam hemoglobina de 12,3 g/dL e hematócrito de 36%; leucócitos de 14.000/mm3 (valor de referência: 6.000 a 10.000/mm3), com 84% de neutrófilos e 12% de bastonetes; plaquetas de 210.000/mm3 .
A conduta para o caso deve ser recomendar
Alternativas
Q3858199 Medicina
Homem de 28 anos, solteiro e residindo com os pais, comparece ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), com visível constrangimento ao longo da consulta. Apesar de sua resistência inicial, relata que tem pensamentos recorrentes e indesejados, os quais invadem sua cabeça, tendo como temática a sua mãe sendo vítima de grande violência. Enfatiza sua angústia com esses pensamentos, que já duram mais de 6 meses, provocando significativo prejuízo em sua vida pessoal e profissional. Afirma ter o entendimento de que não há fundamento nessas ideias e que não faz sentido sofrer com isso.
A denominação para a descrição clínica apresentada é 
Alternativas
Q3858179 Medicina
Homem de 38 anos retorna a ambulatório de clínica médica de um hospital de atenção secundária, onde faz acompanhamento clínico de retocolite ulcerativa. Analisando os exames complementares solicitados na última consulta, o médico atendente observa elevações significativas da fosfatase alcalina e gama-GT, com discreta elevação dos níveis séricos de aminotransferases, sem hiperbilirrubinemia. Questionado, o paciente refere apenas leve desconforto no hipocôndrio direito. Ao exame físico, não há icterícia, febre ou presença de sinal de Murphy.
Considerando a doença de base do caso, o exame complementar indicado e seu resultado provável são, respectivamente,
Alternativas
Respostas
141: C
142: A
143: B
144: D
145: A
146: E
147: E
148: A
149: C
150: D
151: C
152: C
153: B
154: C
155: A
156: C
157: B
158: B
159: B
160: C