Paciente de 68 anos, com câncer de pulmão avançado e
metástases ósseas, utiliza morfina oral de liberação controlada há
6 meses para dor crônica, com dose atual de 200 mg/dia. Nas
últimas duas semanas, a dor (EVA 9/10) se intensificou, mas o
paciente a descreve agora como "queimante" e "espalhada" para
além da área das metástases. Além disso, ele relata
hipersensibilidade ao toque na pele (alodínia). O aumento da
dose de resgate de morfina não alivia, e em alguns momentos,
parece piorar o quadro. O paciente está hemodinamicamente
estável e a investigação por imagem não detectou nova
progressão da doença que justifique a nova dor.
Diante deste quadro clínico, a conduta terapêutica mais
apropriada seria