Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Considerando aspectos sintáticos, semânticos e de pontuação empregados no primeiro parágrafo do texto, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
( ) A conjunção e estabelece relação de coordenação conclusiva entre dois verbos de mesmo sujeito.
( ) O uso da vírgula antes de mas decorre da necessidade de separar o sujeito do predicado.
( ) A retirada do advérbio de modo silenciosamente não compromete a estrutura sintática da oração, mas altera seu efeito de sentido.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
“A universidade, neste sentido, é apenas a continuação da escola – cada vez mais imprescindível –, conforme não para de aumentar o corpo de conhecimento necessário para ser um ser humano funcional numa sociedade que tornamos cada vez mais complexa. E, na universidade, a sobreposição se estende por três gerações: os alunos, seus professores, e os professores destes.”
A respeito do emprego dos sinais de pontuação no referido trecho, analisados em seus respectivos contextos e em conformidade com a norma-padrão, é correto afirmar que
I. João Carlos trabalha, e o filho Alex estuda.
II. É um “ótimo leitor” de poesia: não entende nada.
III. Com a nova lei, os funcionários públicos e, principalmente os federais, receberam um reajuste aceitável.
IV. Madalena costuma dizer: eu só como sanduíches de “mortandela”, pois são os melhores.
V. Em nossa cidade natal, a segurança dos habitantes (oxalá isso venha a mudar um dia!) continua precária.
Quanto à pontuação, podemos afirmar que:
Tendo por base os sinais de pontuação no trecho retirado do texto “A disciplina do amor”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
“Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho.”
( ) O ponto final indica encerramento da oração declarativa.
( ) Os dois pontos servem para indicar a mudança de interlocutor.
( ) A vírgula após a palavra “França” separa uma oração adjetiva explicativa.
( ) As vírgulas entre “pontualmente” servem para isolar um advérbio intercalado.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Considerando a pontuação decorrente do deslocamento do termo "Entre esses aditivos", assinale a alternativa CORRETA.
Considerando as regras de pontuação da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA quanto à reorganização do período.
O que na sua opinião precisa ser feito para que as sociedades conheçam mais a respeito de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e consumo consciente?
Kátia Queiroz Fenyves - Acredito que para avançarmos como sociedade precisamos tratar a questão das desigualdades socioeconômicas que estão intrinsicamente relacionadas a desigualdades ambientais, inclusive no que diz respeito às informações, ao conhecimento. A educação é, portanto, um componente estratégico para este avanço, mas é preciso ter um entendimento amplo que traga também os saberes tradicionais para esta equação. Além disso é preciso cada dia mais abordar o tema da perspectiva das oportunidades, pois a transição para modos de vida mais sustentáveis, que preservam o meio ambiente e que se baseiem em consumo consciente alavancam inúmeras delas; por exemplo, um maior potencial de geração de empregos de qualidade e menos gastos com saúde.
Fonte: http://www.cest.poli.usp.br/ (adaptado)
( ) O uso da vírgula está incorreto em “A lua brilhava, e o poeta ficou extasiado”.
( ) A vírgula está corretamente usada em “Ele gosta, às vezes de correr sem rumo”.
( ) Na frase “O poeta tem um coração de ouro” há uso de linguagem conotativa.
( ) Na frase “Morro de amores por aquela cidade” há a presença de hipérbole.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alessandra Giannella Samelli. Revista Superinteressante. 20
out 2025. Internet: <https://super.abril.com.br> (com adaptações).


Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,
agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Na sentença “Sem nós, a sociedade fica vulnerável”, a vírgula após o pronome é obrigatória por separar uma oração subordinada adverbial condicional.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “O ministro ressaltou que a Lei de Acesso à Informação define a publicidade como regra geral e o sigilo, como exceção”, a vírgula após “sigilo” está corretamente empregada para indicar a elipse da forma verbal “define” na segunda estrutura coordenada, preservando‑se, assim, o paralelismo sintático do período.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No fragmento “A manutenção da norma, portanto, resguarda não apenas a autonomia técnica da fisioterapia”, a vírgula empregada após o vocábulo “portanto” é obrigatória, uma vez que se trata de um conectivo conclusivo intercalado.
No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “o COFFITO lançou, em 2025, o documentário”, as vírgulas isolam um adjunto adverbial intercalado e podem ser suprimidas, sem prejuízo da correção gramatical do texto.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
A vírgula no trecho “O equilíbrio é a palavra‑chave para se pensarem os papéis e as atividades que temos ao longo da vida, e a terapia ocupacional (TO) pode nos ajudar nesse desafio” é empregada para isolar um termo explicativo intercalado, sem relação com a separação de orações.
Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Considerando os aspectos linguísticos do segundo balão de fala, do jovem à direta da charge, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) A locução verbal ESTAVA TRABALHANDO expressa uma ação de caráter contínuo e prolongado que ocorreu em um momento específico do passado.
( ) O uso da vírgula no trecho justifica-se pela necessidade obrigatória de separar um vocativo de chamamento no interior da oração.
( ) O pronome pessoal EU, presente na oração, atua sintaticamente como o sujeito e marca de forma explícita a primeira pessoa do discurso.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?