Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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• ... mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. (1o parágrafo)
• ... morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco... (3o parágrafo)
As vírgulas empregadas nas passagens transcritas apresentam o mesmo motivo de emprego, respectivamente, nas expressões destacadas em:
A vírgula foi empregada CORRETAMENTE em:
I.Pequenas escolhas − o que comer, como comer e até em que ritmo − podem transformar a maneira como sentimos e encaramos cada momento do dia.
II.Por outro lado, o desequilíbrio intestinal − causado por estresse ou alimentação pobre em fibras − pode gerar sintomas como ansiedade, irritabilidade e digestão difícil.
O uso dos travessões nos dois excertos está correto e se justifica por delimitar um adendo, um comentário ou uma ponderação que se intercala no discurso (por causa da intercalação, há duas ocorrências do travessão dentro de cada período a fim de demarcá-la). Eles podem ser substituídos por outros sinais de pontuação, sem causar prejuízo no sentido do texto, mas essa escolha não é aleatória, ela depende do contexto. Tendo isso em consideração, assinale a alternativa que apresenta corretamente os sinais que podem ser usados em cada um dos excertos, substituindo os travessões (nas duas ocorrências dentro de cada exemplo dado):
Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Comia pouco, usava trapos. Reciclava lenços, lavava o fio dental usado”, as vírgulas foram empregadas para separar orações coordenadas assindéticas.
Inteligência Artificial: entre o bem e o mal
Por Vitor Magnani

(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/forum-opiniao/inteligencia-artificial-entre-o-bem-e-o-mal/ - texto adaptado especialmente para esta prova).
Trecho 1: "O mais recente movimento nesse sentido reuniu 350 executivos - entre eles o CEO da OpenAI, criadora do ChatGPT - para manifestar as suas preocupações sobre o avanço da IA no mundo".
Trecho 2: "No Brasil, o desenvolvimento de IA ainda é incipiente, mas já existem empresas brasileiras promissoras com potencial para colocar nosso país no ranking mundial".
Sobre os trechos acima e considerando a pontuação empregada, suas funções gramaticais e implicações de sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
Texto para o item.
O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.
Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.
Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.
Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.
Mas os assaltos continuaram.
Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.
Mas os assaltos continuaram.
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.
Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.
Mas os assaltos continuaram.
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.
Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.
Mas surgiu outro problema.
As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.
A guarda tem sido obrigada a agir com energia.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).
De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir.
Texto para o item.
O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.
Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.
Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.
Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.
Mas os assaltos continuaram.
Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.
Mas os assaltos continuaram.
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram.
Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.
Mas os assaltos continuaram.
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.
Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua.
Mas surgiu outro problema.
As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade.
A guarda tem sido obrigada a agir com energia.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Segurança. In: Ana Maria Machado. (org.) Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva, 2001 (com adaptações).
De acordo com as ideias do texto apresentado, julgue os itens a seguir.
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item.
No trecho “A falta de informação, transparência e padronização, no entanto, também continua sendo um desafio” (último período do quinto parágrafo), a correção gramatical seria mantida caso o segmento “no entanto” fosse deslocado para o início do período, da seguinte forma: No entanto, a falta de informação, transparência e padronização, também continua sendo um desafio.
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item.
É facultativo o emprego do artigo definido masculino — o — após o vocábulo “pelo” (segundo período do segundo parágrafo).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Apesar de se viver um momento em que a tecnologia está ao redor, acredita‑se que, em qualquer época, as pessoas sempre sentirão vontade de estar juntas”, as vírgulas que separam o termo “em qualquer época” do restante da oração justificam‑se pela presença de um termo acessório deslocado.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “Por meio de uma abordagem humanizada, o fisioterapeuta consegue estabelecer vínculos terapêuticos consistentes, transmitindo confiança àqueles que enfrentam desafios físicos.”, a primeira vírgula presente no período justifica‑se pela demarcação de um adjunto adverbial deslocado da ordem canônica da frase.
Em relação aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
No período “Quando acredito que tenho toda a razão e o outro, nenhuma, não existe diálogo”, o emprego de cada uma das vírgulas é justificado por uma regra específica.


Extraído e adaptado de: Bolívar Lamounier, Tribunos, Profetas e Sacerdotes: Intelectuais e Ideologias no Século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p.206-223.
Considere as afirmações abaixo, referentes ao uso de vírgulas no texto.
I. As vírgulas que delimitam “como a questão sobre nossa composição racial e seu papel na evolução do país” (I.06-07) poderiam ser eliminadas sem prejuízo do sentido do texto.
II. As vírgulas que delimitam “e noutros livros da época” (l.24) poderiam ser eliminadas sem prejuízo do sentido do texto.
III. A vírgula que segue “sofisticada e diversa” (l.37) poderia ser eliminada sem prejuízo sentido do texto, mas a vírgula que segue “na sociedade” (l.43) não poderia.
Quais afirmações são corretas?
Considerando‑se os aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.
O emprego da vírgula que ocorre após a palavra “públicos” (segundo período do terceiro parágrafo) é opcional.
Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
No período “Usar o português no Brasil é fruto de uma herança de colonização e dominação de Portugal, país cuja língua tem esse mesmo nome”, o emprego da vírgula após a palavra “Portugal” é obrigatório.
Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item a seguir.
No trecho “No início do século XX, a cárie dentária era um problema de saúde pública, na maior parte do planeta”, a supressão da vírgula após “pública” provoca erro gramatical, pois separa termos essenciais da oração.
Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.
O emprego de vírgula logo após a conjunção “mas” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.
