Questões de Concurso
Comentadas sobre uso da vírgula em português
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“A universidade, neste sentido, é apenas a continuação da escola – cada vez mais imprescindível –, conforme não para de aumentar o corpo de conhecimento necessário para ser um ser humano funcional numa sociedade que tornamos cada vez mais complexa. E, na universidade, a sobreposição se estende por três gerações: os alunos, seus professores, e os professores destes.”
A respeito do emprego dos sinais de pontuação no referido trecho, analisados em seus respectivos contextos e em conformidade com a norma-padrão, é correto afirmar que
I. João Carlos trabalha, e o filho Alex estuda.
II. É um “ótimo leitor” de poesia: não entende nada.
III. Com a nova lei, os funcionários públicos e, principalmente os federais, receberam um reajuste aceitável.
IV. Madalena costuma dizer: eu só como sanduíches de “mortandela”, pois são os melhores.
V. Em nossa cidade natal, a segurança dos habitantes (oxalá isso venha a mudar um dia!) continua precária.
Quanto à pontuação, podemos afirmar que:
Tendo por base os sinais de pontuação no trecho retirado do texto “A disciplina do amor”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.
“Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho.”
( ) O ponto final indica encerramento da oração declarativa.
( ) Os dois pontos servem para indicar a mudança de interlocutor.
( ) A vírgula após a palavra “França” separa uma oração adjetiva explicativa.
( ) As vírgulas entre “pontualmente” servem para isolar um advérbio intercalado.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Considerando a pontuação decorrente do deslocamento do termo "Entre esses aditivos", assinale a alternativa CORRETA.
Considerando as regras de pontuação da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA quanto à reorganização do período.
O que na sua opinião precisa ser feito para que as sociedades conheçam mais a respeito de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e consumo consciente?
Kátia Queiroz Fenyves - Acredito que para avançarmos como sociedade precisamos tratar a questão das desigualdades socioeconômicas que estão intrinsicamente relacionadas a desigualdades ambientais, inclusive no que diz respeito às informações, ao conhecimento. A educação é, portanto, um componente estratégico para este avanço, mas é preciso ter um entendimento amplo que traga também os saberes tradicionais para esta equação. Além disso é preciso cada dia mais abordar o tema da perspectiva das oportunidades, pois a transição para modos de vida mais sustentáveis, que preservam o meio ambiente e que se baseiem em consumo consciente alavancam inúmeras delas; por exemplo, um maior potencial de geração de empregos de qualidade e menos gastos com saúde.
Fonte: http://www.cest.poli.usp.br/ (adaptado)
( ) O uso da vírgula está incorreto em “A lua brilhava, e o poeta ficou extasiado”.
( ) A vírgula está corretamente usada em “Ele gosta, às vezes de correr sem rumo”.
( ) Na frase “O poeta tem um coração de ouro” há uso de linguagem conotativa.
( ) Na frase “Morro de amores por aquela cidade” há a presença de hipérbole.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Na juventude, manter-se sobre uma perna costuma ser fácil.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
Quanto à pontuação, assinale a alternativa CORRETA sem alteração do sentido original da frase.
(1ª parte): No primeiro parágrafo, a utilização de a Pasta configura coesão por elipse, pois omite o termo Secretaria de Turismo, exigindo sua recuperação pelo contexto.
(2ª parte): No primeiro parágrafo, a substituição dos doispontos por travessão é gramaticalmente possivel, sem prejuizo da correção, embora implique alteração de efeito estilistico.
(3ª parte): Na frase A interiorização do turismo e a criação de novas rotas no campo também pautaram as entregas da pasta, a concordância verbal em pautaram ocorre no plural em razão da presença de sujeito composto.
Pode-se afirmar que:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
O emprego correto da vírgula ajuda a separar e organizar as informações apresentadas em sequência ao longo de uma frase. No trecho “Estados Unidos, Canadá e México”, o uso da vírgula justifica-se normativamente pela regra que determina separar:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
O uso da pontuação também serve para isolar expressões de caráter explicativo que conectam e organizam o sentido do texto. No último parágrafo, a expressão “Ou seja,”, seguida de vírgula, estabelece entre as orações uma nítida relação lógico-semântica de:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.
Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.
O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.
A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.
Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.
Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente
