Questões de Concurso Comentadas sobre uso da vírgula em português

Foram encontradas 5.018 questões

Q3241484 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão:

Às compras

Hoje tirei parte do meu dia para algumas compras. Primeiro, fui a um shopping e depois a uma loja de bairro, duas experiências bem distintas.

No shopping, entrei numa loja onde não precisei falar com ninguém: escolhi, experimentei, paguei no caixa automático e saí, tudo de forma rápida e prática. Depois, passei no supermercado do térreo, comprei alguns itens e novamente utilizei o caixa automático. Tudo foi conveniente e rápido.

Na parte da tarde, fui à pequena loja na minha rua para um serviço de fechamento de box. Lá, fui atendido por um senhor que teve dificuldade devido a um problema de visão, resultado de um AVC.

Na parte da tarde, fui à pequena loja na minha rua para um serviço de fechamento de box. Lá, fui atendido por um senhor que teve dificuldade devido a um problema de visão, resultado de um AVC. Ele se desculpou, mas manteve-se atencioso e prestativo. Conversamos, e ele compartilhou a história do seu AVC.

Apesar das limitações, sua dedicação e o atendimento emocionalmente afetuoso deixaram-me sensibilizado. Ao sair da loja, fiquei refletindo sobre como andamos em busca de conveniência, mas o calor humano e a emoção são insubstituíveis. Às vezes, é preciso desacelerar e valorizar a humanidade em nossas interações diárias.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado

https://cronicaseagudas.com/2024/11/24/as-compras/
No texto "Às Compras", em que situação a vírgula pode ser empregada de forma semelhante à que aparece em "Ele se desculpou, mas manteve-se atencioso e prestativo"?
Alternativas
Q3241477 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão:

Às compras

Hoje tirei parte do meu dia para algumas compras. Primeiro, fui a um shopping e depois a uma loja de bairro, duas experiências bem distintas.

No shopping, entrei numa loja onde não precisei falar com ninguém: escolhi, experimentei, paguei no caixa automático e saí, tudo de forma rápida e prática. Depois, passei no supermercado do térreo, comprei alguns itens e novamente utilizei o caixa automático. Tudo foi conveniente e rápido.

Na parte da tarde, fui à pequena loja na minha rua para um serviço de fechamento de box. Lá, fui atendido por um senhor que teve dificuldade devido a um problema de visão, resultado de um AVC.

Na parte da tarde, fui à pequena loja na minha rua para um serviço de fechamento de box. Lá, fui atendido por um senhor que teve dificuldade devido a um problema de visão, resultado de um AVC. Ele se desculpou, mas manteve-se atencioso e prestativo. Conversamos, e ele compartilhou a história do seu AVC.

Apesar das limitações, sua dedicação e o atendimento emocionalmente afetuoso deixaram-me sensibilizado. Ao sair da loja, fiquei refletindo sobre como andamos em busca de conveniência, mas o calor humano e a emoção são insubstituíveis. Às vezes, é preciso desacelerar e valorizar a humanidade em nossas interações diárias.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado

https://cronicaseagudas.com/2024/11/24/as-compras/
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula é obrigatório. 
Alternativas
Q3241434 Português
O texto seguinte servirá de base para responder questão.

Vida sem filtro

Em casa, ouvi um barulho de água e encontrei a cozinha inundada. O aparelho de filtrar água estava vazando. Fechei o registro e contatei a assistência técnica, que explicou que o reservatório principal havia rompido devido à pressão excessiva. Bebi água mineral por dois dias até a substituição com um redutor de pressão.

No início, a saída de água tornou-se lenta, mas logo percebi que era uma pausa necessária, aproveitando a lentidão para apreciar a beleza da água. Era como se eu usasse um micro-ondas e tivesse mudado para um forno a gás... Refleti sobre a velocidade de nossos dias e a necessidade de "redutores de pressão" em nossa vida para apreciá-la melhor.

A tecnologia nos proporciona conveniência, mas também nos rouba tempo com sua incessante demanda de atenção. Precisamos encontrar um equilíbrio entre aproveitar suas facilidades sem perder o "reservo" principal: nossas próprias vidas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado

https://cronicaseagudas.com/2024/10/27/vida-sem-filtro/
No trecho "A tecnologia nos proporciona conveniência, mas também nos rouba tempo com sua incessante demanda de atenção", a vírgula antes de "mas" está correta porque:
Alternativas
Q3241374 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vida sem filtro

Em casa, ouvi um barulho de água e encontrei a cozinha inundada. O aparelho de filtrar água estava vazando. Fechei o registro e contatei a assistência técnica, que explicou que o reservatório principal havia rompido devido à pressão excessiva. Bebi água mineral por dois dias até a substituição com um redutor de pressão.

No início, a saída de água tornou-se lenta, mas logo percebi que era uma pausa necessária, aproveitando a lentidão para apreciar a beleza da água. Era como se eu usasse um micro-ondas e tivesse mudado para um forno a gás... Refleti sobre a velocidade de nossos dias e a necessidade de "redutores de pressão" em nossa vida para apreciá-la melhor.

A tecnologia nos proporciona conveniência, mas também nos rouba tempo com sua incessante demanda de atenção. Precisamos encontrar um equilíbrio entre aproveitar suas facilidades sem perder o "reservo" principal: nossas próprias vidas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2024/10/27/vida-sem-filtro/
No trecho "Bebi água mineral por dois dias até a substituição com um redutor de pressão", a vírgula entre "dias" e "até" poderia ser considerada necessária para: 
Alternativas
Q3241373 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vida sem filtro

Em casa, ouvi um barulho de água e encontrei a cozinha inundada. O aparelho de filtrar água estava vazando. Fechei o registro e contatei a assistência técnica, que explicou que o reservatório principal havia rompido devido à pressão excessiva. Bebi água mineral por dois dias até a substituição com um redutor de pressão.

No início, a saída de água tornou-se lenta, mas logo percebi que era uma pausa necessária, aproveitando a lentidão para apreciar a beleza da água. Era como se eu usasse um micro-ondas e tivesse mudado para um forno a gás... Refleti sobre a velocidade de nossos dias e a necessidade de "redutores de pressão" em nossa vida para apreciá-la melhor.

A tecnologia nos proporciona conveniência, mas também nos rouba tempo com sua incessante demanda de atenção. Precisamos encontrar um equilíbrio entre aproveitar suas facilidades sem perder o "reservo" principal: nossas próprias vidas.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2024/10/27/vida-sem-filtro/
No trecho "A tecnologia nos proporciona conveniência, mas também nos rouba tempo com sua incessante demanda de atenção", a vírgula antes de "mas" está correta porque: 
Alternativas
Q3241345 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão:

Às compras

Hoje tirei parte do meu dia para algumas compras. Primeiro, fui a um shopping e depois a uma loja de bairro, duas experiências bem distintas.

No shopping, entrei numa loja onde não precisei falar com ninguém: escolhi, experimentei, paguei no caixa automático e saí, tudo de forma rápida e prática. Depois, passei no supermercado do térreo, comprei alguns itens e novamente utilizei o caixa automático. Tudo foi conveniente e rápido.

Na parte da tarde, fui à pequena loja na minha rua para um serviço de fechamento de box. Lá, fui atendido por um senhor que teve dificuldade devido a um problema de visão, resultado de um AVC. Ele se desculpou, mas manteve-se atencioso e prestativo. Conversamos, e ele compartilhou a história do seu AVC.

Apesar das limitações, sua dedicação e o atendimento emocionalmente afetuoso deixaram-me sensibilizado. Ao sair da loja, fiquei refletindo sobre como andamos em busca de conveniência, mas o calor humano e a emoção são insubstituíveis. Às vezes, é preciso desacelerar e valorizar a humanidade em nossas interações diárias.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado

https://cronicaseagudas.com/2024/11/24/as-compras/
No texto "Às Compras", em que situação a vírgula pode ser empregada de forma semelhante à que aparece em "Ele se desculpou, mas manteve-se atencioso e prestativo"?
Alternativas
Q3241342 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão:

Às compras

Hoje tirei parte do meu dia para algumas compras. Primeiro, fui a um shopping e depois a uma loja de bairro, duas experiências bem distintas.

No shopping, entrei numa loja onde não precisei falar com ninguém: escolhi, experimentei, paguei no caixa automático e saí, tudo de forma rápida e prática. Depois, passei no supermercado do térreo, comprei alguns itens e novamente utilizei o caixa automático. Tudo foi conveniente e rápido.

Na parte da tarde, fui à pequena loja na minha rua para um serviço de fechamento de box. Lá, fui atendido por um senhor que teve dificuldade devido a um problema de visão, resultado de um AVC. Ele se desculpou, mas manteve-se atencioso e prestativo. Conversamos, e ele compartilhou a história do seu AVC.

Apesar das limitações, sua dedicação e o atendimento emocionalmente afetuoso deixaram-me sensibilizado. Ao sair da loja, fiquei refletindo sobre como andamos em busca de conveniência, mas o calor humano e a emoção são insubstituíveis. Às vezes, é preciso desacelerar e valorizar a humanidade em nossas interações diárias.

Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado

https://cronicaseagudas.com/2024/11/24/as-compras/
Assinale a alternativa em que o uso da vírgula é obrigatório.
Alternativas
Q3241155 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O cobiçado busto de Platão

Não se deve aceitar encomenda de amigos e familiares em viagens.

Jamais vai relaxar de verdade.

Em nossa estada na Grécia, minha esposa assumiu uma missão: comprar um busto em gesso do pensador Platão para sua prima Maria Dulce Reis. Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Acima, só o seu filho Otávio.

Beatriz não tinha como negar. Afinal, Dulce nunca pedira nada.

Em Atenas, entramos em várias lojinhas de lembranças e souvernirs locais. Eu sentia que iríamos percorrer a cidade inteira em busca do tesouro.

Eu dizia:

— Compre logo! Garanta logo! Depois não vai ter mais oportunidade de vir aqui.

Ou ela achava Platão grande demais, ou pequeno demais. Ou feio demais, ou chique demais.

Minha preocupação era apenas não errar a pessoa. Afinal, todos os expoentes da Grécia Antiga se parecem.

Um erro assim custaria caro, tínhamos que evitar. Não daria para retornar a Atenas, devolver o item e solicitar o cidadão certo.

Foi tamanho o pânico na idealização do presente que deixamos para escolher nas praias de Mykonos e Santorini. Só que lá não havia nada de bustos, de pensadores, de Acrópole.

Bateu o desespero. E agora?

Recomendei que Beatriz relaxasse. Certamente localizaríamos o produto no aeroporto de Atenas.

No nosso embarque, porém, quando não mais conseguiríamos reverter a situação, não existia Platão nas prateleiras do comércio do terminal internacional.

Partimos para o Plano B: trazer qualquer coisa de Platão: chaveiro, ímã, camiseta, bloco de notas, caneta, lápis. Compramos de tudo e raciocinamos: funcionaria como o equivalente a um busto.

Não é que Beatriz esqueceu a sacola no bagageiro do avião em nossa conexão?

Arrasada com o fracasso da expedição, Beatriz não desistiu. Tentou uma última cartada: adquirir o busto de Platão pela internet, no Mercado Livre. Mentiria que era da Grécia.

Com a lupa da malandragem, ampliou imagem por imagem das ofertas. Buscava uma estátua que não tivesse o nome em português. Se possível, uma com a inscrição como em Atenas, nos artigos para turista:

"Pláton". Não precisava ser o original .

Quando finalmente chegou o pacote, ela percebeu que se tratava de um boneco de plástico, não de gesso, feito em impressora 3D, com as linhas pontilhadas no rosto. E, para piorar, estava escrito em letras garrafais: PLATÃO.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/7/26/o-cobicado-busto-de-platao
Assinale a alternativa que apresenta uma frase cuja vírgula é de uso facultativo.
Alternativas
Q3240586 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Sobre estar maduro


Quando somos jovens, fazemos de tudo para parecermos maduros.


Entretanto, no menor deslize expomos nossa criança interior.


Quando somos maduros, o que mais queremos é voltar a juventude.


Parece tardio, uma vez que as marcas de uma vida pesada já nos condicionaram a viver sem sorrisos.


E as rugas salientes se confundem com um ar de rabugice.


Sorrir é um ato de dar e receber.


E à medida que ficamos mais velhos, reclamar é mais fácil que sorrir.


Nós não somos assim, somos condicionados a estar assim.


Bem, ser maduro é muito mais que isso...


... tão complicado quanto não ser!


Talvez devêssemos ser maduros sem perder o sorriso...


... e quando ninguém estiver olhando: ser uma criança!


Rian Lopes


https://cronicas-curtas.blogspot.com/search?updated-max=2016-02-23 T06:52:00-08:00&max-results=15

No trecho "Quando somos maduros, o que mais queremos é voltar à juventude.", a vírgula é utilizada corretamente para:
Alternativas
Q3239402 Português
Querido 2025


Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda


Juraciara Vieira Cardoso|Professora da Universidade Federal de Lavras, graduada em Direito, mestre em Direito Constitucional e doutora em Filosofia do Direito|30/12/2024

       Enquanto todos se despedem do ano que se passou, olho com um misto de temor e esperança para sua chegada. Quero chegar até você de branco, como em todos os anos, pois nada é mais precioso que a paz. Você, querido 2025, é rotineiramente comparado a uma página em branco, e nutro em mim o desejo de te escrever apenas com minhas letras e versos, o que significa ser cada vez mais eu e menos os que os outros esperam que eu seja.

     Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda. Extrair do peso de qualquer realidade que você me apresentar, sua dimensão de aprendizado e potencial para me transformar em um ser humano melhor, mais capaz de ter empatia e sentir verdadeiramente a dor do meu semelhante. Que você me ensine, caro 2025, a1 ouvir mais e falar menos, guardando mais tempo para a reflexão do que para a falação, que muito diz, mas pouco ensina.

      Que a paz perpétua idealizada por Kant seja alcançada. Não uma paz utópica, construída com sonhos, mas fruto de uma obrigação racional de seres humanos vulneráveis, que não devem se deixar guiar pela violência ou pela barbárie, mas sim para a superação do caos. Nos ajude a nos reconhecermos como parceiros de uma mesma jornada existencial, ________ fim irremediavelmente é a morte, que a2 todos une, mas que não deve ser encontrada nos conflitos armados.

       Espero que, ao longo dos seus dias, você seja zeloso em ensinar para toda a humanidade que somos cada vez mais interdependentes e que o voo de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas. Ou seja, nossas ações TEM/TÊM consequências que não podemos prever exatamente, de modo que é preciso ser cauteloso quando se está a3 falar em permissão para tirar vidas de pessoas inocentes, seja lá em nome de qual justificativa for. Em vez disso, nos ensine a importância de construir pontes que nos CONECTA/CONECTAM.

       Que, em um mundo repleto de informação, consumismo e individualismo, você, Caro 2025, nos mostre o valor de um sorriso inesperado, a beleza de acompanhar uma flor desabrochando ou o êxtase de assistir ao pôr do sol. Nos faça perceber que é no agora que a vida acontece, não no passado nostálgico ou no futuro que nos traz ansiedade. Nos DÊ/DEEM suas mãos em direção a4 percepção de que a felicidade possível requer que vejamos beleza na nossa vida nua, sem os disfarces que nos AFASTA/AFASTAM de quem somos.

      E por falar em "quem somos", que você nos encha de coragem para lidarmos com nossas sombras, nos ensinando a acolher em nós não somente a parte que nos agrada, mas também aquela com a qual temos dificuldade em conviver. Que possamos olhar para os nossos erros, hesitações e limitações, sem fugirmos do incômodo de aceitar essas realidades como partes inerentes do conflituoso processo de existir.

       Nos 365 dias em que estaremos sob seus auspícios, nos ajude a criar conexões onde antes havia divergências, nos ensinando que quando um perde, todos nós perdemos. Que consigamos perceber que as grandes modificações começam em gestos cotidianos simples de gentileza, nos quais consideramos o outro ser humano em igualdade de condições e não com superioridade moral.

       Querido 2025, desejo que você seja um ano de reconciliação, de aprendizado e de harmonia para toda a humanidade, não deixando que nossa indiferença e egoísmo nos roubem a chance de construirmos um futuro que inclua a todos. Que seja um ano no qual tenhamos coragem de romper com as barreiras invisíveis que nos separam em nome da construção de algo verdadeiramente novo!


CARDOSO, Juraciara Vieira. Querido 2025. Estado de Minas, 30 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/12/7022362-querido-2025.html. Acesso em: 04 jan. 2025. Adaptado.
Querido 2025


Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda


Juraciara Vieira Cardoso|Professora da Universidade Federal de Lavras, graduada em Direito, mestre em Direito Constitucional e doutora em Filosofia do Direito|30/12/2024

       Enquanto todos se despedem do ano que se passou, olho com um misto de temor e esperança para sua chegada. Quero chegar até você de branco, como em todos os anos, pois nada é mais precioso que a paz. Você, querido 2025, é rotineiramente comparado a uma página em branco, e nutro em mim o desejo de te escrever apenas com minhas letras e versos, o que significa ser cada vez mais eu e menos os que os outros esperam que eu seja.

     Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda. Extrair do peso de qualquer realidade que você me apresentar, sua dimensão de aprendizado e potencial para me transformar em um ser humano melhor, mais capaz de ter empatia e sentir verdadeiramente a dor do meu semelhante. Que você me ensine, caro 2025, a1 ouvir mais e falar menos, guardando mais tempo para a reflexão do que para a falação, que muito diz, mas pouco ensina.

      Que a paz perpétua idealizada por Kant seja alcançada. Não uma paz utópica, construída com sonhos, mas fruto de uma obrigação racional de seres humanos vulneráveis, que não devem se deixar guiar pela violência ou pela barbárie, mas sim para a superação do caos. Nos ajude a nos reconhecermos como parceiros de uma mesma jornada existencial, ________ fim irremediavelmente é a morte, que a2 todos une, mas que não deve ser encontrada nos conflitos armados.

       Espero que, ao longo dos seus dias, você seja zeloso em ensinar para toda a humanidade que somos cada vez mais interdependentes e que o voo de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas. Ou seja, nossas ações TEM/TÊM consequências que não podemos prever exatamente, de modo que é preciso ser cauteloso quando se está a3 falar em permissão para tirar vidas de pessoas inocentes, seja lá em nome de qual justificativa for. Em vez disso, nos ensine a importância de construir pontes que nos CONECTA/CONECTAM.

       Que, em um mundo repleto de informação, consumismo e individualismo, você, Caro 2025, nos mostre o valor de um sorriso inesperado, a beleza de acompanhar uma flor desabrochando ou o êxtase de assistir ao pôr do sol. Nos faça perceber que é no agora que a vida acontece, não no passado nostálgico ou no futuro que nos traz ansiedade. Nos DÊ/DEEM suas mãos em direção a4 percepção de que a felicidade possível requer que vejamos beleza na nossa vida nua, sem os disfarces que nos AFASTA/AFASTAM de quem somos.

      E por falar em "quem somos", que você nos encha de coragem para lidarmos com nossas sombras, nos ensinando a acolher em nós não somente a parte que nos agrada, mas também aquela com a qual temos dificuldade em conviver. Que possamos olhar para os nossos erros, hesitações e limitações, sem fugirmos do incômodo de aceitar essas realidades como partes inerentes do conflituoso processo de existir.

       Nos 365 dias em que estaremos sob seus auspícios, nos ajude a criar conexões onde antes havia divergências, nos ensinando que quando um perde, todos nós perdemos. Que consigamos perceber que as grandes modificações começam em gestos cotidianos simples de gentileza, nos quais consideramos o outro ser humano em igualdade de condições e não com superioridade moral.

       Querido 2025, desejo que você seja um ano de reconciliação, de aprendizado e de harmonia para toda a humanidade, não deixando que nossa indiferença e egoísmo nos roubem a chance de construirmos um futuro que inclua a todos. Que seja um ano no qual tenhamos coragem de romper com as barreiras invisíveis que nos separam em nome da construção de algo verdadeiramente novo!


CARDOSO, Juraciara Vieira. Querido 2025. Estado de Minas, 30 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/12/7022362-querido-2025.html. Acesso em: 04 jan. 2025. Adaptado.

As vírgulas empregadas em todas as ocorrências de "caro 2025" e de "querido 2025" no texto são obrigatórias, pois: 
Alternativas
Q3237708 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.



Querido 2025


Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda



Juraciara Vieira Cardoso|Professora da Universidade Federal de Lavras, graduada em Direito, mestre em Direito Constitucional e doutora em Filosofia do Direito|30/12/2024



    Enquanto todos se despedem do ano que se passou, olho com um misto de temor e esperança para sua chegada. Quero chegar até você de branco, como em todos os anos, pois nada é mais precioso que a paz. Você, querido 2025, é rotineiramente comparado a uma página em branco, e nutro em mim o desejo de te escrever apenas com minhas letras e versos, o que significa ser cada vez mais eu e menos os que os outros esperam que eu seja.


    Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda. Extrair do peso de qualquer realidade que você me apresentar, sua dimensão de aprendizado e potencial para me transformar em um ser humano melhor, mais capaz de ter empatia e sentir verdadeiramente a dor do meu semelhante. Que você me ensine, caro 2025, a1 ouvir mais e falar menos, guardando mais tempo para a reflexão do que para a falação, que muito diz, mas pouco ensina.


    Que a paz perpétua idealizada por Kant seja alcançada. Não uma paz utópica, construída com sonhos, mas fruto de uma obrigação racional de seres humanos vulneráveis, que não devem se deixar guiar pela violência ou pela barbárie, mas sim para a superação do caos. Nos ajude a nos reconhecermos como parceiros de uma mesma jornada existencial, ________ fim irremediavelmente é a morte, que a2 todos une, mas que não deve ser encontrada nos conflitos armados.


    Espero que, ao longo dos seus dias, você seja zeloso em ensinar para toda a humanidade que somos cada vez mais interdependentes e que o voo de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas. Ou seja, nossas ações TEM/TÊM consequências que não podemos prever exatamente, de modo que é preciso ser cauteloso quando se está a3 falar em permissão para tirar vidas de pessoas inocentes, seja lá em nome de qual justificativa for. Em vez disso, nos ensine a importância de construir pontes que nos CONECTA/CONECTAM.


    Que, em um mundo repleto de informação, consumismo e individualismo, você, Caro 2025, nos mostre o valor de um sorriso inesperado, a beleza de acompanhar uma flor desabrochando ou o êxtase de assistir ao pôr do sol. Nos faça perceber que é no agora que a vida acontece, não no passado nostálgico ou no futuro que nos traz ansiedade. Nos DÊ/DEEM suas mãos em direção a4 percepção de que a felicidade possível requer que vejamos beleza na nossa vida nua, sem os disfarces que nos AFASTA/AFASTAM de quem somos.


    E por falar em "quem somos", que você nos encha de coragem para lidarmos com nossas sombras, nos ensinando a acolher em nós não somente a parte que nos agrada, mas também aquela com a qual temos dificuldade em conviver. Que possamos olhar para os nossos erros, hesitações e limitações, sem fugirmos do incômodo de aceitar essas realidades como partes inerentes do conflituoso processo de existir.


    Nos 365 dias em que estaremos sob seus auspícios, nos ajude a criar conexões onde antes havia divergências, nos ensinando que quando um perde, todos nós perdemos. Que consigamos perceber que as grandes modificações começam em gestos cotidianos simples de gentileza, nos quais consideramos o outro ser humano em igualdade de condições e não com superioridade moral.


    Querido 2025, desejo que você seja um ano de reconciliação, de aprendizado e de harmonia para toda a humanidade, não deixando que nossa indiferença e egoísmo nos roubem a chance de construirmos um futuro que inclua a todos. Que seja um ano no qual tenhamos coragem de romper com as barreiras invisíveis que nos separam em nome da construção de algo verdadeiramente novo!



CARDOSO, Juraciara Vieira. Querido 2025. Estado de Minas, 30 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/12/7022362-querido-2025.html. Acesso em: 04 jan. 2025. Adaptado.

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.

Querido 2025
Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda
Juraciara Vieira Cardoso|Professora da Universidade Federal de Lavras, graduada em Direito, mestre em Direito Constitucional e doutora em 
Filosofia do Direito|30/12/2024

    Enquanto todos se despedem do ano que se passou, olho com um misto de temor e esperança para sua chegada. Quero chegar até você de branco, como em todos os anos, pois nada é mais precioso que a paz. Você, querido 2025, é rotineiramente comparado a uma página em branco, e nutro em mim o desejo de te escrever apenas com minhas letras e versos, o que significa ser cada vez mais eu e menos os que os outros esperam que eu seja.
    Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda. Extrair do peso de qualquer realidade que você me apresentar, sua dimensão de aprendizado e potencial para me transformar em um ser humano melhor, mais capaz de ter empatia e sentir verdadeiramente a dor do meu semelhante. Que você me ensine, caro 2025, a1 ouvir mais e falar menos, guardando mais tempo para a reflexão do que para a falação, que muito diz, mas pouco ensina.
    Que a paz perpétua idealizada por Kant seja alcançada. Não uma paz utópica, construída com sonhos, mas fruto de uma obrigação racional de seres humanos vulneráveis, que não devem se deixar guiar pela violência ou pela barbárie, mas sim para a superação do caos. Nos ajude a nos reconhecermos como parceiros de uma mesma jornada existencial, ________ fim irremediavelmente é a morte, que a2 todos une, mas que não deve ser encontrada nos conflitos armados.
    Espero que, ao longo dos seus dias, você seja zeloso em ensinar para toda a humanidade que somos cada vez mais interdependentes e que o voo de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas. Ou seja, nossas ações TEM/TÊM consequências que não podemos prever exatamente, de modo que é preciso ser cauteloso quando se está a3 falar em permissão para tirar vidas de pessoas inocentes, seja lá em nome de qual justificativa for. Em vez disso, nos ensine a importância de construir pontes que nos CONECTA/CONECTAM.
    Que, em um mundo repleto de informação, consumismo e individualismo, você, Caro 2025, nos mostre o valor de um sorriso inesperado, a beleza de acompanhar uma flor desabrochando ou o êxtase de assistir ao pôr do sol. Nos faça perceber que é no agora que a vida acontece, não no passado nostálgico ou no futuro que nos traz ansiedade. Nos DÊ/DEEM suas mãos em direção a4 percepção de que a felicidade possível requer que vejamos beleza na nossa vida nua, sem os disfarces que nos AFASTA/AFASTAM de quem somos.
    E por falar em "quem somos", que você nos encha de coragem para lidarmos com nossas sombras, nos ensinando a acolher em nós não somente a parte que nos agrada, mas também aquela com a qual temos dificuldade em conviver. Que possamos olhar para os nossos erros, hesitações e limitações, sem fugirmos do incômodo de aceitar essas realidades como partes inerentes do conflituoso processo de existir.
    Nos 365 dias em que estaremos sob seus auspícios, nos ajude a criar conexões onde antes havia divergências, nos ensinando que quando um perde, todos nós perdemos. Que consigamos perceber que as grandes modificações começam em gestos cotidianos simples de gentileza, nos quais consideramos o outro ser humano em igualdade de condições e não com superioridade moral.
    Querido 2025, desejo que você seja um ano de reconciliação, de aprendizado e de harmonia para toda a humanidade, não deixando que nossa indiferença e egoísmo nos roubem a chance de construirmos um futuro que inclua a todos. Que seja um ano no qual tenhamos coragem de romper com as barreiras invisíveis que nos separam em nome da construção de algo verdadeiramente novo!
CARDOSO, Juraciara Vieira. Querido 2025. Estado de Minas, 30 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/12/7022362-querido-2025.html. Acesso em: 04 jan. 2025. Adaptado.

As vírgulas empregadas em todas as ocorrências de "caro 2025" e de "querido 2025" no texto são obrigatórias, pois:
Alternativas
Q3237553 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.



Querido 2025


Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda



Juraciara Vieira Cardoso|Professora da Universidade Federal de Lavras, graduada em Direito, mestre em Direito Constitucional e doutora em Filosofia do Direito|30/12/2024



    Enquanto todos se despedem do ano que se passou, olho com um misto de temor e esperança para sua chegada. Quero chegar até você de branco, como em todos os anos, pois nada é mais precioso que a paz. Você, querido 2025, é rotineiramente comparado a uma página em branco, e nutro em mim o desejo de te escrever apenas com minhas letras e versos, o que significa ser cada vez mais eu e menos os que os outros esperam que eu seja.


    Já adianto que não prometo nada a você, a não ser nunca desistir de tentar, independentemente do tamanho da queda. Extrair do peso de qualquer realidade que você me apresentar, sua dimensão de aprendizado e potencial para me transformar em um ser humano melhor, mais capaz de ter empatia e sentir verdadeiramente a dor do meu semelhante. Que você me ensine, caro 2025, a1 ouvir mais e falar menos, guardando mais tempo para a reflexão do que para a falação, que muito diz, mas pouco ensina.


    Que a paz perpétua idealizada por Kant seja alcançada. Não uma paz utópica, construída com sonhos, mas fruto de uma obrigação racional de seres humanos vulneráveis, que não devem se deixar guiar pela violência ou pela barbárie, mas sim para a superação do caos. Nos ajude a nos reconhecermos como parceiros de uma mesma jornada existencial, ________ fim irremediavelmente é a morte, que a2 todos une, mas que não deve ser encontrada nos conflitos armados.


    Espero que, ao longo dos seus dias, você seja zeloso em ensinar para toda a humanidade que somos cada vez mais interdependentes e que o voo de uma borboleta no Brasil pode causar um tornado no Texas. Ou seja, nossas ações TEM/TÊM consequências que não podemos prever exatamente, de modo que é preciso ser cauteloso quando se está a3 falar em permissão para tirar vidas de pessoas inocentes, seja lá em nome de qual justificativa for. Em vez disso, nos ensine a importância de construir pontes que nos CONECTA/CONECTAM.


    Que, em um mundo repleto de informação, consumismo e individualismo, você, Caro 2025, nos mostre o valor de um sorriso inesperado, a beleza de acompanhar uma flor desabrochando ou o êxtase de assistir ao pôr do sol. Nos faça perceber que é no agora que a vida acontece, não no passado nostálgico ou no futuro que nos traz ansiedade. Nos DÊ/DEEM suas mãos em direção a4 percepção de que a felicidade possível requer que vejamos beleza na nossa vida nua, sem os disfarces que nos AFASTA/AFASTAM de quem somos.


    E por falar em "quem somos", que você nos encha de coragem para lidarmos com nossas sombras, nos ensinando a acolher em nós não somente a parte que nos agrada, mas também aquela com a qual temos dificuldade em conviver. Que possamos olhar para os nossos erros, hesitações e limitações, sem fugirmos do incômodo de aceitar essas realidades como partes inerentes do conflituoso processo de existir.


    Nos 365 dias em que estaremos sob seus auspícios, nos ajude a criar conexões onde antes havia divergências, nos ensinando que quando um perde, todos nós perdemos. Que consigamos perceber que as grandes modificações começam em gestos cotidianos simples de gentileza, nos quais consideramos o outro ser humano em igualdade de condições e não com superioridade moral.


    Querido 2025, desejo que você seja um ano de reconciliação, de aprendizado e de harmonia para toda a humanidade, não deixando que nossa indiferença e egoísmo nos roubem a chance de construirmos um futuro que inclua a todos. Que seja um ano no qual tenhamos coragem de romper com as barreiras invisíveis que nos separam em nome da construção de algo verdadeiramente novo!



CARDOSO, Juraciara Vieira. Querido 2025. Estado de Minas, 30 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2024/12/7022362-querido-2025.html. Acesso em: 04 jan. 2025. Adaptado.

As vírgulas empregadas em todas as ocorrências de "caro 2025" e de "querido 2025" no texto são obrigatórias, pois:
Alternativas
Q3237068 Português

O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.



Sobre a Paz



A paz propõe, por um lado, o conflito e, por outro, a harmonia, como quem sobe uma escada


01/01/2025|LÚCIA HELENA GALVÃO — Professora, escritora, palestrante, compositora e professora de filosofia na Nova Acrópole



    Vivemos em um tempo em que frases, como respeito [à] diversidade, harmonia e paz, aparecem naquelas nuvens de palavras que mais circulam nos diálogos1 virtuais, algumas expressas em conceitos que se distanciam bem da origem dessas palavras. Sob a luz da filosofia prática, vale refletirmos sobre esses temas.


    Na natureza, a diversidade, por exemplo, não é uma diferenciação para opor as partes, para colocá-las em conflito, mas é o reconhecimento do valor de cada parte para que possamos compor um todo harmonioso2 . Quanto mais cada um de nós reconhece sua própria identidade, mais pode se harmonizar com os demais, assim como temos diferentes cores harmonizadas em uma pintura ou diferentes notas musicais em uma bela melodia.


      O conceito3 de paz é um daqueles que parece ter passado pelo efeito do "telefone sem fio", e foi sendo esvaziado4 ao longo da história, gerando posições bem confusas, que mais têm a ver com passividade do que com paz propriamente dita.


    Na etimologia da palavra paz, encontramos, no latim, pax e, no proto-indo-europeu, pak, que significa "travar", "fixar", "juntar". Ou seja, em geral, a paz estava relacionada [à] ideia de pacto, de acordo firmado, uma espécie de acordo de não agressão. A paz, então, tem a ver com acordo? Parece que sim. Os chamados filósofos contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau), por exemplo, propunham uma espécie de pacto, conhecido como contrato social, em que, por meio da imposição de uma série de regras, o homem passaria de um estado natural para o início da vida social e política. Mas será que é desse pacto que a paz trata? De uma imposição de regras que se cumpre por COERSÃO / COERÇÃO e medo, ou de um pacto do homem com sua própria consciência, que se cumpre voluntariamente para termos o PREVILÉGIO / PRIVILÉGIO de sermos verdadeiramente humanos?

 

       Outro elemento importante para compreendermos é que a paz não é sinônimo de passividade. A paz propõe, por um lado, o conflito e, por outro, a harmonia, como quem sobe uma escada: há um momento de conflito/desequilíbrio, que se resolve em um instante de harmonia e estabilidade, e assim por diante. Sem ambos os fatores, não mudamos de patamar, não passamos ao próximo degrau. Mas é um conflito momentâneo regido pela necessidade de crescimento de todos os envolvidos, e não o destrutivo conflito entre PRETENSOS / PRETENÇOS "donos da verdade". Logo, a paz significa um estado de bem-estar quando estamos alinhados com a natureza, e uma das necessidades da natureza é harmonizar, e outra é de crescer. Para isso, harmonia e conflito inteligentemente superado são necessários. Mas essa dualidade exterior nada tem a ver com o que acontece dentro do ser humano, que, coerente com seus valores e princípios em ambos os momentos, conserva um estado de serenidade e equilíbrio constante.


       TÃOPOUCO / TAMPOUCO a paz tem [à] ver com passividade. Ser passivo, diante do mal e da injustiça, é ser agressivo por cumplicidade. Nosso corpo é um excelente exemplo de paz: harmonioso por dentro, mas atento a qualquer agressor que tente penetrar nele. Será a nossa imunidade belicista? Ou ela está a favor da vida? Temos que ser fiéis seguidores dos valores que caracterizam a natureza humana: fraternidade, justiça, veracidade etc., mas apenas certificando-nos de que, por dentro, não haja um espírito de parcialidade, ódio, rancor ou vingança, pois isso nubla nossa noção de justiça e veracidade.


     A filosofia aponta-nos caminhos para que a gente pare de confundir paz com passividade e encontre na paz uma ação coerente e constante de busca de elevarmos nossa consciência para um patamar mais humanista, de tal maneira que interesse prioritariamente para nós o bem do todo, do outro, da comunidade humana, buscando [à] unidade para além das diferenças.


       Procuremos celebrar, na nossa vida, aquelas coisas que dão ao ser humano um aprimoramento no sentido de se tornar cada vez mais verdadeiramente humano. E é claro que a filosofia trabalha exatamente para essas questões: ela nos abre caminho para que possamos ter uma visão mais reflexiva sobre a vida, o seu sentido e o sentido da nossa presença no mundo.


(Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7023626-sobre-a-paz.html. Acesso em: 01 jan. 2025. Adaptado.) 


Identifique a alternativa que descreve corretamente o emprego das quatro vírgulas sinalizadas com colchetes no trecho a seguir.

"Temos que ser fiéis seguidores dos valores que caracterizam a natureza humana: fraternidade[,] justiça[,] veracidade etc., mas apenas certificando-nos de que, por dentro, não haja um espírito de parcialidade[,] ódio[,] rancor ou vingança, pois isso nubla nossa noção de justiça e veracidade." 
Alternativas
Q3236763 Português

        Se alguém quer aprender a tocar um instrumento, precisa fazer aulas e praticar. Se a meta é fortalecer os músculos, é fundamental se exercitar com regularidade. Para quem quer ser mais feliz – no trabalho e na vida – a lógica é a mesma: é necessário estimular o cérebro.


        Juliana Sawaia, cientista de dados e pesquisadora sobre felicidade no trabalho, explica que a felicidade é um senti mento construído e influenciado por fatores internos e externos. No trabalho, ela passa por motivos como engajamento, paixão e satisfação com o ambiente e a função exercida.


        “Não dá para definir se alguém é feliz ou não como se fosse uma pergunta de sim ou não. É uma questão que engloba inúmeros elementos que variam de tempos em tempos para cada profissional”, explica.


        Um estudo norte-americano mostrou que os brasileiros têm experimentado emoções negativas no trabalho. Os dados colocaram o Brasil em quarto lugar entre os países com os trabalhadores mais tristes da América Latina.


        Não existe fórmula mágica que possa agradar a todos e transformar os trabalhadores em pessoas mais felizes. As exigências mudam bastante de um ser humano para outro. Mas, como uma habilidade, a felicidade pode ser construída no dia a dia. Juliana destaca que, além das responsabilidades das organizações, o profissional também precisa ter a intencionalidade para encontrar o bem-estar.


        “A felicidade é um alvo que muda muito. Talvez o que te faz feliz hoje não vá causar o mesmo sentimento amanhã e vice-versa. O ponto é entender no dia a dia como você pode ser um pouco mais feliz”, comenta.


(Geovanna Hora. “Pesquisadora da felicidade indica 5 hábitos para ser mais feliz no trabalho; veja quais são”. Disponível em: https://www.estadao.com.br. 02.01.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que está reescrito em conformidade com a norma-padrão de emprego da vírgula o seguinte trecho do 4o parágrafo: “Os dados colocaram o Brasil em quarto lugar entre os países com os trabalha dores mais tristes da América Latina.”
Alternativas
Q3236710 Português
Qual das frases a seguir está INCORRETA em relação à pontuação?
Alternativas
Q3236400 Português
Futuro da Inteligência Artificial e a necessidade da ética relacional para uma governança inclusiva


   Estamos vivendo a era da datificação, em que todos os aspectos da vida social são transformados em dados. Esse processo, fundamental para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), nos promete um futuro onde decisões complexas podem ser automatizadas e otimizadas em uma escala sem precedentes. No entanto, isso frequentemente simplifica a complexidade da vida humana em métricas e números, ignorando as relações e os contextos que tornam cada indivíduo único. Quando esses dados são usados em sistemas de IA, eles podem acabar reforçando as mesmas desigualdades e exclusões que pretendiam resolver.

   Os dados que alimentam esses sistemas muitas vezes refletem contextos históricos de desigualdade. Como Coté (2022) observa, ao moldar identidades e comportamentos humanos em padrões digitais, a datificação impõe limites às representações, limitando a diversidade de experiências humanas e, em muitos casos, perpetuando estereótipos. Isso pode resultar em decisões enviesadas, criando um ciclo de exclusão e discriminação. Esse desafio nos obriga a questionar a suposta neutralidade dos algoritmos e a refletir sobre como essas decisões automatizadas moldam a sociedade, frequentemente favorecendo certos grupos em detrimento de outros.

   Pensando em uma governança que seja realmente inclusiva, Browne (2023) propõe a criação de “AI Public Body” – uma entidade pública que permite a participação de cidadãos comuns, especialmente daqueles mais afetados pelas tecnologias de IA, nas decisões sobre o uso dessas tecnologias. Inspirado em modelos de democracia deliberativa, esse corpo incluiria a voz de comunidades diversas, trazendo uma nova perspectiva para as decisões que, até hoje, são dominadas por especialistas técnicos.

   Esse modelo representa uma mudança significativa na forma como entendemos a governança, enfatizando que a IA não deve ser apenas uma questão de precisão técnica, mas também de justiça e representatividade. A inclusão dessas vozes no processo de governança cria um espaço onde os efeitos sociais das tecnologias podem ser mais bem compreendidos e endereçados, resultando em uma governança que reflete a diversidade da sociedade.

    A justiça algorítmica muitas vezes é tratada como uma questão de otimização matemática, ajustando dados e métricas para minimizar desigualdades estatísticas. No entanto, como Van Nuenen (2022) aponta, a justiça social na IA deve ir além dos ajustes técnicos, considerando as complexas desigualdades estruturais que esses dados representam. Em vez de se limitar a resultados estatísticos, a justiça social exige uma compreensão mais profunda do impacto das decisões tecnológicas na vida das pessoas.

    No caso de algoritmos usados em concessão de crédito ou reconhecimento facial, é essencial entender que esses sistemas não operam em um vácuo: eles são parte de uma sociedade com uma longa história de desigualdade. Para que a IA seja realmente justa, ela deve ser projetada com o compromisso de mitigar essas desigualdades, considerando as realidades vividas por comunidades marginalizadas e integrando suas vozes no desenvolvimento e na aplicação dessas tecnologias.


(Carine Roos. Em: 08/02/2025. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao. Fragmento.)
Em “Esse processo, fundamental para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), nos promete um futuro onde decisões complexas podem ser automatizadas e otimizadas em uma escala sem precedentes.” (1º§), as vírgulas:

I. Podem ser substituídas por travessões.
II. Podem ser substituídas pelos parênteses.
III. Foram empregadas com adequação de acordo com a norma culta.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3236168 Português
A guinada latina da Netflix com adaptação do clássico “Cem Anos de Solidão”

A ambiciosa empreitada lidera leva de produções baseadas em clássicos da literatura latina.

    Quando Gabriel García Márquez (1927-2014) lançou “Cem Anos de Solidão”, em 1967, um de seus objetivos confessos era de que a história fosse tão monumental e vertiginosa que desencorajasse qualquer tentativa de adaptação audiovisual. “Desejo que a comunicação com meus leitores seja direta, por meio das palavras, para que imaginem os personagens como quiserem – e não com o rosto emprestado de um ator na tela”, dizia ele. Em sua obra-prima, o futuro Nobel de Literatura narra uma trama que perpassa sete gerações e tem como pano de fundo a idílica “Macondo”. Nesse local no Caribe colombiano, situações insólitas, como uma chuva que cai sem parar por quatro anos, onze meses e dois dias, e fantasmas que retornam do além porque não há nada para fazer lá, dividem espaço com ações bastante humanas, como a exploração de trabalhadores pela indústria bananeira ou uma guerra civil que devastou o país.
    Em seu conjunto, enfim, o romance parece desafiar qualquer tentativa de síntese ou tradução visual – e o próprio Gabo recusou propostas polpudas para transformá-lo em filme. [...] Dez anos após a morte do autor, a Netflix abraçou a audaciosa tarefa e, com anuência dos herdeiros, lança em 11 de dezembro uma suntuosa adaptação de “Cem Anos de Solidão”, sob a forma de uma minissérie de dezesseis episódios.
    Totalmente falada em espanhol, filmada na Colômbia e com a maioria dos atores e da equipe nascida no país – exigências dos filhos de Gabo – a produção é o passo mais ambicioso de um movimento de resgate das principais obras do realismo mágico, o estilo consagrado pelo escritor – não só na Colômbia, mas em toda a América Latina. [...]
    A aposta da Netflix em “Cem Anos de Solidão” ilumina outro fenômeno notável: nos últimos anos, a produção audiovisual colombiana deu um tremendo salto de qualidade. O país tornou-se um polo forte de produções para o streaming, como o filme “Pimpinero: Sangue e Gasolina”, do Prime Video, e séries da própria Netflix, como “Bolívar”, sobre o herói nacional que liderou movimentos de independência na região, e a adolescente “Sempre Bruxa”, ambientada em Cartagena das Índias. Pelo visto, a viagem mágica pela América Latina está só começando.

(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/Acesso em: dezembro de 2024. Adaptado.)

Sobre a pontuação do trecho “A aposta da Netflix em ‘Cem Anos de Solidão’ ilumina outro fenômeno notável: nos últimos anos, a produção audiovisual colombiana deu um tremendo salto de qualidade.” (4º§), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O ponto final foi utilizado para sinalizar uma pausa maior.

( ) A vírgula foi empregada para isolar um termo essencial do período.

( ) Os dois-pontos foram utilizados para indicar uma citação. A sequência está correta em

Alternativas
Q3235429 Português
Acessibilidade (in)visível 

    Acessibilidade é uma daquelas palavras que pode parecer simples e direta: criar condições para que todos possam participar da sociedade de forma plena e igualitária. Mas, na prática, é um desafio gigantesco no Brasil. Apesar de termos mais de 18 milhões de pessoas com deficiência no país, e mais da metade serem negras, segundo o IBGE, os debates sobre acessibilidade precisam ganhar mais espaço, especialmente enquanto as soluções reais continuam inacessíveis para muitos.
    Esse é um debate, aliás, que deveria interessar a todos. Primeiramente, porque ninguém está livre de precisar de dispositivos de acessibilidade em algum momento da vida. Nosso país está envelhecendo e, à medida que ganhamos idade, nossa mobilidade, visão, audição e outras funções tendem a mudar. Em segundo lugar, aquilo que facilita a vida de pessoas com deficiência também pode ser útil para o restante da sociedade. Quer um exemplo? O envio de mensagens de voz começou como recurso de acessibilidade e virou parte da rotina de milhões de pessoas.
    Dispositivos e estruturas acessíveis não beneficiam só uma parcela da população; tornam o mundo mais funcional para todos. Imagine ruas, transportes e serviços públicos que considerem as necessidades de pessoas cegas ou surdas, cadeirantes, idosos, pessoas com deficiências invisíveis. Não seria somente mais inclusivo, como mais eficiente e humano.
     O problema é que, muitas vezes, o discurso não acompanha a prática. Rampas com inclinação errada, banheiros adaptados em empresas onde ninguém com deficiência é contratado ou mesmo a ausência de recursos básicos como legendas em filmes brasileiros, como apontou recentemente o influenciador Ivan Baron ao criticar a falta de closed caption na obra-prima “Ainda estou aqui”. Esses problemas são apenas a ponta do iceberg de uma questão sistêmica.
    E o que dizer dos preços de dispositivos de acessibilidade? Um elevador residencial ou uma cadeira de rodas motorizada podem custar o equivalente a anos de salário para muitas famílias. O acesso ao apoio psicológico ou terapias especializadas, especialmente para pessoas no espectro autista, é restrito e, muitas vezes, depende de planos de saúde caros.
    Outro ponto que precisa de atenção é a visibilidade das deficiências invisíveis, como transtornos mentais, condições neurológicas ou deficiências cognitivas, que frequentemente ficam fora do debate. Essa invisibilidade contribui para que o foco esteja apenas nas adaptações físicas, deixando de lado outras necessidades igualmente importantes.
    Há avanços significativos, mas ainda limitados. Uma boneca cadeirante, por exemplo, é um produto inspirador, mas quantas lojas físicas e virtuais a tornam disponível de forma acessível? Não deveria ser apenas um item “instagramável” ou usado para campanhas publicitárias que buscam prêmios de inovação. Deveria ser um produto comum, encontrado em qualquer prateleira, porque a inclusão precisa estar na rotina.
    Portanto, a acessibilidade precisa deixar de ser um tema isolado. Empresas, governos e sociedade como um todo têm a ganhar ao priorizar essa pauta. Acessibilidade é incrível, mas precisa ser mais do que uma palavra bonita. Precisa ser acessível na prática.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/ela/luana-genot/coluna/2024/acessibilidade-invisivel.ghtml. Acesso em: dezembro de 2024. Adaptado.)



Assinale a alternativa em que a justificativa quanto ao emprego da vírgula se DIFERE dos demais.
Alternativas
Q3235101 Português
O emprego dos sinais de pontuação está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3234355 Português
Qual das frases a seguir está INCORRETA em relação à pontuação?
Alternativas
Respostas
161: D
162: A
163: A
164: D
165: C
166: A
167: B
168: B
169: D
170: A
171: B
172: C
173: B
174: B
175: E
176: A
177: B
178: D
179: E
180: D