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Questões de Concurso Comentadas sobre uso da vírgula em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 5.059 questões

Q4233264 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Publicidade de bets começa a ter aviso sobre risco de

dependência e perdas



    As empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, estão tendo que se enquadrar em regras mais duras de publicidade, anunciou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. As novas normas passaram a valer desde o último dia 17 de julho. As medidas incluem a obrigatoriedade de advertências nas campanhas publicitárias, restrições às estratégias de marketing e o reforço da fiscalização sobre empresas que atuam de forma irregular.


    Uma das portarias determina que toda publicidade de empresas autorizadas seja acompanhada de mensagens de advertência semelhantes às utilizadas em propagandas de cigarros, bebidas alcoólicas e medicamentos. As campanhas devem exibir uma das seguintes mensagens:


• “Ministério da Fazenda adverte: apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: aposta não é investimento”.

    A segunda portaria, elaborada em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, estabelece novas restrições para as campanhas das empresas autorizadas. Entre as medidas está a proibição de apresentar apostas como forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro, de criar senso de urgência para estimular apostas e de utilizar comentaristas, especialistas ou influenciadores para induzir o público a apostar. As novas regras ainda proíbem a divulgação de históricos de premiações ou resultados anteriores capazes de induzir apostas.


    “Todos os canais estão sujeitos a essas regras. Todo comentarista está proibido de induzir. Os comentaristas ou especialistas que comentam jogos ou mesas-redondas têm, de algumas pessoas, um tom de autoridade e, ao passar uma informação, também induzem ao jogo”, afirmou o ministro.


    Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo das novas medidas é reduzir práticas publicitárias consideradas abusivas, ampliar a proteção ao consumidor e reforçar o combate ao mercado ilegal de apostas no Brasil.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-

07/publicidade-de-bets-tera-aviso-sobre-risco-de-dependencia-e-

perdas (adaptado)

No primeiro parágrafo do texto, registra-se o seguinte trecho: As empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets, estão tendo que se enquadrar em regras mais duras de publicidade. O termo sublinhado justifica o uso das vírgulas por se tratar de
Alternativas
Q4231873 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4228275 Português

Texto CG1A1


Cerca de quatro a cada dez cargos de liderança no Poder Executivo brasileiro são ocupados por pessoas negras ou indígenas. Apesar de representarem juntas a maior parte da população brasileira, elas são 39% das lideranças nos ministérios, nas autarquias e nas fundações. Essa porcentagem aumentou 17% ao longo dos últimos 25 anos. Homens brancos seguem, no entanto, ocupando sozinhos a maior fatia das posições de liderança, 35%.

Os dados são do estudo inédito Lideranças negras no Estado brasileiro (1995-2024). O estudo promove um levantamento do perfil daqueles que ocupam os quadros de liderança, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE). A pesquisa considera os últimos 25 anos, o que corresponde a sete gestões presidenciais. Além disso, o estudo apresenta entrevistas aprofundadas com 20 dessas lideranças.

De acordo com os dados levantados, em 1999, homens negros ou indígenas ocupavam 13% dos cargos de liderança no Poder Executivo. Já as mulheres negras ou indígenas ocupavam 9% dessas posições. Juntos, esses homens e mulheres preenchiam 22% dos cargos. Na mesma época, os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%.

Em 2024, o cenário mudou. Homens negros ou indígenas passaram a ocupar 24% dos cargos, e as mulheres negras ou indígenas, 15%. As mulheres brancas estão em 26% dos cargos de liderança, e os homens brancos seguem ocupando a maior porcentagem, 35%.

O estudo também destaca alguns marcos de ações afirmativas no serviço público que promoveram mudanças no perfil das lideranças no Poder Executivo. Entre eles está a Lei n.º 12.990/2014, que reserva às pessoas negras 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

“O aumento da presença de pessoas negras em posições de liderança no Poder Executivo nos últimos anos representa um avanço importante, porém ainda insuficiente. Os dados revelam que há um trabalho significativo a ser realizado para garantir a equidade racial e de gênero no Brasil. Investir em políticas que ampliem a presença de líderes pretos, pardos e indígenas no serviço público e que promovam a sua permanência nesses cargos é necessário e urgente para a democracia. Essa iniciativa impactará positivamente o país”, diz Alessandra Benedito, vice-presidente de Equidade Racial da Fundação Lemann.


Internet: (com adaptações).

No trecho “os homens brancos estavam em 37% das posições de liderança, e as mulheres brancas, em 29%” (terceiro parágrafo do texto CG1A1), a vírgula empregada após “mulheres brancas”
Alternativas
Q4225791 Português
A pontuação organiza o fluxo do texto, delimita pausas e entonações, e esclarece o sentido das orações. O emprego adequado da vírgula, em especial, exige cuidado: ela isola termos explicativos, separa elementos em enumeração e marca intercalações, porém seu uso indevido pode comprometer a clareza da frase. Leia as alternativas com atenção e assinale a que o emprego da pontuação está totalmente correto: 
Alternativas
Q4224107 Português
No trecho retirado do texto “alguns pacientes relatam piora importante dos sintomas com frutas mais ácidas’, afirma Cynara”, a vírgula foi utilizada para:
Alternativas
Q4223851 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Considerando o trecho “Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.” (14º§), é correto afirmar que a vírgula:
Alternativas
Q4222272 Português
Quanto à correta pontuação, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Vírgula.
B- Aspas.
C- Asterisco.
D- Dois-pontos.
Coluna II.
1- Usamos para isolar o nome do lugar quando seguido de data.
2- Utilizamos nos dicionários e nas enciclopédias, para remeter a um verbete.
3- Recorremos para marcar a supressão de uma conjunção (conectivo).
4- Empregamos para enfatizar um termo, uma palavra ou uma expressão dentro da estrutura oracional. 
Alternativas
Q4221178 Português
Observe a seguinte frase:
“Não há pessoa que não ame a liberdade, mas quem é justo a exige para todos, quem é injusto, apenas para si mesmo.”
Assinale a observação correta sobre sua composição ou significação.
Alternativas
Q4219774 Português
        A evolução das tecnologias de informação, aliada à crescente capacidade de coleta e armazenamento de dados, intensificou os debates sobre a posse e o uso ético dessas informações. A dicotomia entre as esferas pública e privada mostra‑se cada vez mais complexa e desafiadora, especialmente no contexto digital. Entretanto, considerar que dados de fácil acesso, como registros pessoais de usuários nas redes sociais, são informações públicas que podem ser utilizadas sem autorização e consentimento é uma interpretação equivocada e descontextualizada.

        A separação entre o público e o privado tornou‑se um dos principais debates éticos e políticos dos séculos XX e XXI. A construção e a aplicação dessa dualidade foram cruciais para as estruturas econômicas capitalistas e para a consolidação do ideal liberal da democracia burguesa nesse período. Todavia, na contemporaneidade, o rápido desenvolvimento tecnológico, especialmente no que tange à capacidade de registrar, armazenar e acessar informações, originou novos desafios sociais relacionados à posse e ao uso de dados. Com isso, o conflito entre o bem coletivo e o individual tem ocupado lugar central nas discussões das Ciências Humanas.

        A filósofa Hannah Arendt, em sua obra A Condição Humana, fez uma análise do conceito de público no âmbito da política e da ética. Ela considerou o público como um espaço compartilhado onde os humanos se reúnem para interagir e construir uma realidade social, sustentada na pluralidade de perspectivas e pela busca de um entendimento mútuo. Nesse ínterim, o público contrapõe‑se ao privado, que pertence ao espaço da necessidade (biológica, laboral e familiar) e da intimidade (espaço seguro para o amadurecimento emocional e das relações autênticas, garantidor da privacidade e da liberdade).

        Nos campos da Ética, o público é aquilo que diz respeito ao interesse do coletivo em detrimento dos interesses pessoais. Todavia, com o surgimento da Internet, e em especial das redes sociais, passou‑se a entender por público aquilo que pode ser divulgado sobre uma pessoa. Logo publicar textos, fotos, áudios e vídeos nas redes sociais significa que qualquer pessoa, com acesso ao site ou à rede social, pode visualizar essas informações em um local específico. Entretanto, o acesso público à informação não significa que o usuário as cede para usos alheios a seu conhecimento e a sua autorização.

Meucci, A. Dados públicos e ética na pesquisa:
um ensaio sobre a privacidade contextual.
Internet: <doi.org>  (com adaptações).
Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência do texto caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após o termo
Alternativas
Q4219704 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A economia da longevidade

José Eustáquio

     O Brasil está prestes a atingir um marco demográfico histórico: pela primeira vez, terá mais pessoas de 60 anos ou mais do que crianças e adolescentes de zero a 14 anos. Segundo projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2029 o país contará com 40,1 milhões de idosos, superando os 39,2 milhões de jovens com menos de 15 anos.
     O Censo Demográfico de 2022 já evidenciou essa transição em nível regional. Em dois estados, a população idosa superava a jovem: no Rio Grande do Sul, havia 115 idosos para cada 100 jovens; no Rio de Janeiro, 106 para cada 100. Entre as 27 capitais, cerca de 55% já apresentavam mais idosos do que jovens. Porto Alegre destacava-se como a capital mais envelhecida, com 137 idosos para cada 100 jovens, enquanto São Paulo, a maior cidade do país, registrava 103 para cada 100.
     A idade mediana da população brasileira era de 18 anos em 1950, chegou a 34 anos em 2022 e deve atingir 49 anos em 2072, quando o país celebrará os 250 anos da Independência. Nessa data, a razão de idosos poderá alcançar 317 para cada 100 jovens. O envelhecimento populacional tende, assim, a consolidar-se como a principal característica demográfica do Brasil no século 21 — um processo que traz desafios relevantes, mas também oportunidades.
    O principal desafio decorre do esgotamento do primeiro bônus demográfico. A proporção de pessoas em idade ativa (15 a 59 anos) já está em declínio, o que pode gerar crise fiscal e estagnação econômica caso o país mantenha uma visão estática das relações intergeracionais, baseada em um ciclo de vida rígido — com jovens apenas estudando, adultos exclusivamente trabalhando e idosos integralmente aposentados.
    A narrativa da catástrofe demográfica tornou-se recorrente. No entanto, o envelhecimento deve ser encarado com perspectiva construtiva, pois há outras duas janelas estratégicas para promover prosperidade e bem-estar.
     O segundo bônus demográfico, ou bônus da produtividade, ao contrário do primeiro, não é transitório. Seus efeitos podem se prolongar indefinidamente, desde que haja investimentos contínuos em educação, saúde, ciência e infraestrutura. Esses fatores elevam a produtividade do trabalho, permitindo que a economia produza mais com menor uso de insumos humanos e ambientais, compensando a redução da força de trabalho.
    A outra fronteira estratégica é o terceiro bônus demográfico, ou bônus da longevidade, associado à expansão de vidas saudáveis e ativas. Esse bônus depende de como a sociedade se organiza para viver mais e melhor, ampliando os anos com autonomia e sem incapacidades severas. Nesse contexto, o capital humano acumulado ao longo da vida permite que os idosos continuem contribuindo, compartilhando experiência, conhecimento e capacidades produtivas. O professor Andrew Scott, em “The Longevity Economy” (2021), publicado na The Lancet Healthy Longevity, argumenta que esse marco exige uma mudança de paradigma: deixar a ideia de uma “sociedade que envelhece” para construir uma “sociedade da longevidade”. Na primeira, acrescentam-se anos à vida; na segunda, adiciona-se vida aos anos.
     A “sociedade que envelhece” costuma ser vista pela ótica dos custos, como a expansão dos gastos com previdência e saúde. Já a “sociedade da longevidade” enfatiza a transformação do ciclo de vida. Scott destaca a maleabilidade do envelhecimento — a possibilidade de intervenções que permitam viver não apenas mais, mas com mais saúde, maior integração social e níveis mais elevados de produtividade.
     A economia da longevidade exige superar o etarismo e construir trajetórias de vida mais flexíveis e multietapas, com requalificação ao longo da vida, mudanças de carreira e maior inclusão das gerações maduras no mercado de trabalho, além de maior capacidade de adaptação por parte dos indivíduos, das empresas e das políticas públicas.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/aeconomia-dalongevidade.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&ut m_campaign=compwa. Acesso em: 25 maio 2026. 
Assinale a alternativa que analisa corretamente o uso da pontuação no excerto. 
Alternativas
Q4218199 Português
Dados do IBGE sobre saúde de estudantes levantam temas para a formulação de políticas públicas

     A quinta edição da PeNSE trata de temas como consumo de cigarros eletrônicos, abuso sexual e segurança e traz informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos das redes pública e privada.
   O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a quinta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024). A PeNSE é uma ação promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE e o Ministério da Educação. Ela investiga informações que permitem conhecer e dimensionar os fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo a professora Luciane Sá de Andrade, do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, a pesquisa é importante porque gera dados suficientes para a melhoria de políticas públicas voltadas para a faixa etária pesquisada.
    A PeNSE tem o objetivo de coletar dados essenciais de diferentes aspectos da vida dos adolescentes e investigar, segundo o Ministério da Saúde, a frequência e distribuição de fatores de riscos para doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e questões de conflito e violência dentro do ambiente escolar e familiar. Luciane explica que a visão plural de saúde é fundamental dentro da pesquisa. “Não é só a saúde do ponto de vista biológico ou de uma doença instalada, mas também aspectos que podem interferir ou produzir estados relacionados à saúde também, como saúde mental, a questão da violência fora e dentro da escola, saúde sexual e reprodutiva. Ela é uma pesquisa bem completa.”.
   Os pontos ressaltados na pesquisa orientam o desenvolvimento de políticas públicas, principalmente o Programa Saúde na Escola (PSE), que associa duas áreas interdependentes: educação e saúde. “A educação é um dos determinantes de saúde por uma das abordagens teóricas na relação saúde e educação. Dentro das políticas públicas elas estão interligadas pelo Programa Saúde na Escola (PSE) e, até antes disso, pela área de saúde escolar. Nós podemos pensar também que melhores níveis de educação possibilitam às pessoas maior acesso e melhores condições de saúde. Não só pela educação, mas há outros determinantes interligados a isso, como renda, como saneamento básico e outros determinantes aí envolvidos na produção da saúde.”.
[...] 
    A integração entre outros agentes da sociedade é importante para o desenvolvimento de políticas públicas. “A PeNSE é esse retrato de como estão os jovens, crianças e adolescentes em relação a diferentes questões relacionadas à saúde. E isso traz elementos muito importantes para essa construção ou reformulação das políticas públicas na área e para as ações. A universidade pode colaborar também no desenho dessas políticas públicas e por meio da extensão que já faz com ações junto à escola, junto às Secretarias de Saúde, junto aos Ministérios”, diz Luciane.

Adaptado de: https://jornal.usp.br/atualidades/dados-do-ibge-sobresaude-de-estudantes-levantam-temas-para-a-formulacao-depoliticas-publicas/. Acesso em: 23 abr. 2026.
Em relação ao uso correto de sinais de pontuação, respeitando-se a norma-padrão, a supressão das vírgulas em “[...] a frequência e distribuição de fatores de riscos para doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, vacinação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e questões de conflito e violência dentro do ambiente escolar e familiar”
Alternativas
Q4218063 Português
“Podemos mudar a forma a frase a construção o tom e o estilo mas não podemos mudar nossa pessoa” (Patrick Deville).

Assinale a alternativa em que a forma reescrita do pensamento acima se encontra com a pontuaçao totalmente correta. 
Alternativas
Q4218000 Português
        Há muitos séculos, o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Os alquimistas podiam estar buscando a transmutação de metais. Outros buscavam o elixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou que, pelo menos, aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia a dia, que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química.

        Veículos totalmente recicláveis, construídos com materiais mais resistentes, porém mais leves do que o aço. Moradias seguras e confortáveis, erguidas rapidamente e de baixo custo. Produtos que, ao entrar em contato com o solo, são degradados e se transformam em substâncias que ajudam a recuperar a fertilidade da terra. Plantações de vegetais que produzem plásticos. Combustíveis de alto rendimento energético e não‑poluentes. Substâncias capazes de tornar inertes os esgotos de toda uma cidade. Recuperação de áreas devastadas por séculos de exploração. Sonhos? Não para a química, uma ciência que constantemente amplia as fronteiras do conhecimento.

        Voltada para o futuro, a indústria química investe grande parte do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Foi a indústria química que, com as fibras sintéticas, permitiu ao setor têxtil ampliar a produção e baratear os preços das roupas. Com os plásticos, foram criadas embalagens que conservam alimentos e remédios por longos períodos, tubos resistentes à corrosão e peças e componentes utilizados pelas mais diferentes indústrias. Isto para ficar apenas em alguns exemplos. Da mesma forma, será a indústria química que facilitará ao homem desenvolver processos e materiais que lhe permitirão assegurar alimento, moradia e conforto às novas gerações. Muito do futuro do homem e do planeta está sendo desenhado hoje pela química.

Internet:<abiquim.org.br>  (com adaptações).
A vírgula após “Com o tempo”, em “Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias.”, é justificada porque isola
Alternativas
Q4217902 Português
Todo cuidado é pouco com as misturas caseiras para limpeza!

A combinação de produtos seguros pode levar a um resultado tóxico e colocar em risco a sua saúde.

        É comum ter em casa álcool e água sanitária para limpeza e desinfecção dos ambientes. Quando regularizados pela Anvisa e utilizados conforme as recomendações do fabricante, são dois produtos seguros. Mas você sabia que a mistura desses dois produtos pode resultar na criação do clorofórmio gasoso, um gás com alto poder de intoxicação?

        Sobram vídeos nas redes sociais sobre misturas caseiras que, supostamente, limpam com mais eficiência e com baixo custo financeiro. O que esses vídeos não dizem é que essas misturas podem ter um grande impacto na saúde das pessoas e dos animais, com riscos de internações e morte.

        A Anvisa está alerta e tem tomado providências para combater esses vídeos. Uma dessas iniciativas é o “Mistura Explosiva: limpando conceitos, clareando ideias”, projeto do Conselho Federal de Química e da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), que tem o apoio da Agência. O objetivo do projeto é conter a viralização dos vídeos que incentivam a sociedade a realizar misturas caseiras para limpeza e outras finalidades.

        É fundamental que todos tenham em mente que a manipulação de produtos de limpeza deve ser feita de acordo com as orientações estritas do fabricante, descritas no rótulo dos produtos. Deve‑se observar a indicação correta de uso, ou seja, a finalidade do produto, para que ele serve, os respectivos cuidados e se há a necessidade de se utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara e óculos. Vale ressaltar que, também nos rótulos, é possível encontrar as providências que devem ser adotadas em caso de acidentes.

        A regra número 1 é adquirir produtos regularizados. Isso porque esses produtos passaram por avaliações que comprovaram sua eficácia e segurança para os usos aprovados. A regra número 2 é seguir à risca as orientações do fabricante. E agora, com a popularização das plataformas digitais e redes sociais, a regra número 3 é evitar misturinhas caseiras ensinadas por supostos profissionais ou donas de casa.

Internet: <gov.br>  (com adaptações).
No trecho “Mistura Explosiva: limpando conceitos, clareando ideias”, o uso da vírgula é justificado porque indica
Alternativas
Q4216624 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


Algofobia


Trecho do livro “Sociedade paliativa” de autoria de Byung-Chul Han 


    “Dize tua relação com a dor, e te direi quem és!” Este ditado de Ernst Jünger pode ser extrapolado para a sociedade como um todo. A nossa relação com a dor mostra em que sociedade vivemos. Dores são cifras. Elas contêm a chave para o entendimento de toda a sociedade. Assim, cada crítica da sociedade tem de levar a cabo uma hermenêutica da dor. Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].


    Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social. Conflitos e controvérsias que poderiam levar a confrontações dolorosas têm cada vez menos espaço. A algofobia se estende também à política. A coação à conformidade e a pressão por consenso crescem. A política se orienta em uma zona paliativa e perde toda vitalidade. A “falta de alternativa” é um analgésico político. O “centro” difuso atua paliativamente. Em vez de debater e lutar pelos melhores argumentos, entregamo-nos à compulsão por sistema [Systemzwang]. Uma pós-democracia se anuncia. Ela é uma democracia paliativa. Por isso, Chantal Mouffe demanda uma “política agonística”, que não evita confrontações dolorosas. A política paliativa não é capaz de visões ou de reformas penetrantes. Ela prefere tomar analgésicos de curto efeito, que apenas aceleram disfunções e rejeições. A política paliativa não tem nenhuma coragem para a dor. Desse modo, o igual [das Gleiche] avança.


    Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente. Também a psicologia segue essa mudança de paradigma e passa, da psicologia negativa como “psicologia do sofrimento”, para a “psicologia positiva”, que se ocupa com o bem-estar, a felicidade e o otimismo. Pensamentos negativos devem ser evitados. Eles devem ser substituídos imediatamente por pensamentos positivos. A psicologia positiva submete a própria dor a uma lógica do desempenho. A ideologia neoliberal da resiliência transforma experiências traumáticas em catalisadores para o aumento do desempenho. Fala-se até mesmo de crescimento pós traumático. O treino de resiliência como treino de resistência espiritual tem de formar, a partir do ser humano, um sujeito de desempenho permanentemente feliz, o mais insensível à dor possível.



A missão de felicidade da psicologia positiva e a promessa de um oásis de bem-estar medicamente produzível são irmanadas. A crise de opioides estadunidense tem [um] caráter paradigmático. Dela toma parte não apenas a cobiça material de uma empresa farmacológica. Antes há, em seu fundamento, uma suposição fatal para a existência humana. Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”.



A sociedade paliativa coincide com a sociedade do desempenho. A dor é vista como um sinal de fraqueza. Ela é algo que deve ser ocultado ou ser eliminado por meio da otimização [wegzuoptimieren]. Ela não é compatível com o desempenho. A passividade do sofrer não tem lugar na sociedade ativa dominada pelo poder [Können]. Hoje se remove à dor qualquer possibilidade de expressão. Ela é, além disso, condenada a calar-se. A sociedade paliativa não permite avivar, verbalizar a dor em uma paixão.



A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir [Gefällt-mir]. Ela degenera em uma mania de curtição [Gefälligkeitswahn]. Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. Assim, sufocamo-la com os resíduos [Schlacken] da positividade, que se acumulam sob a superfície da cultura de curtição.



Fonte: Han, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. 1.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.

Em “Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor.”, sobre o uso das vírgulas isolando a expressão “ou seja” e com base na gramática normativa da língua portuguesa, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4216357 Português
Assinale a frase que mostra uma falha de pontuação.
Alternativas
Q4215975 Português

O PUXADOR DE PALMAS 

Antonio Prata 


    Não sei se é verdade que ao bater as botas vemos um túnel de luz – e taí um mistério que não tenho pressa em desvendar. O que venho descobrindo empiricamente é que quando uma pessoa muito especial parte, cria um túnel de luz do lado de cá, ajudando os que ficam a fazer a passagem. Tem o susto, a dor, mas aos poucos vão surgindo as memórias, histórias engraçadas vão brotando e quando você vê, um papo que começou com “meus pêsames” termina em risada.


    Eu não conhecia direito o Marcão, mas ele era dessas pessoas que a gente não precisa conhecer direito pra conhecer bem. Vivia de guarda abaixada, o sorriso à mostra, principalmente quando falava da filha mais velha, Renatinha, minha amiga e colega de trabalho. Todo dia, há três anos, eu, a Renata, a Thais, o Chico e a Hela escrevemos uma série em longas reuniões Zoom. Quando o Marcão faleceu, não faz nem duas semanas, preparei-me pra uma Renata deprimida, calada: eu não contava com o túnel de luz. A cada dia a Renatinha traz uma história, uma memória, um traço do pai que nos leva às lágrimas ou às gargalhadas – não raro, ao mesmo tempo.


    Anteontem ela nos contou que um dos maiores orgulhos do Marcão era ser “puxador de palmas”. Ele era aquele cara que no teatro ou num show aplaude primeiro, forte, convicto, arrastando milhares atrás de si.


    Você pode achar que não há grande mérito em ser puxador de palmas. Que seria uma virtude caxias, tipo: ser o primeiro a chegar numa fila ou o primeiro a acordar na família. Nada disso.


    Pedro, meu querido cunhado, mencionou outro dia como o entusiasmo está fora de moda. O arrebatamento é tratado como uma fraqueza. Ficar enlevado é coisa de criança. No mundo das redes sociais, com as opiniões transformadas em commodities, nos tornamos todos “brokers” de nós mesmos, num “day-trade” infernal. Nos exibimos em tempo real nessas vitrines virtuais, ansiosos para que nosso valor seja estabelecido hora a hora pelo número de views, likes, reposts.


    Como todo mercado, é um terreno competitivo, hostil. Nos apresentamos, portanto, segurados pela ironia, alavancados pelo sarcasmo, contando com circuit breaker do cinismo. Sai um filme, um álbum novo, um livro, as pessoas consultam as opiniões de duas dúzias antes de dar um pio (ou, agora que mudou o nome, pontificar sobre o X da questão). Na dúvida, falam mal, como se não gostar decorresse de profunda atividade intelectual e o alumbramento de uma espécie de reflexo instintivo.


    Diametralmente oposto aos habitantes desta savana vital está o puxador de palmas. O puxador de palmas não tá na bolsa de valores, tá na praça, tá na roda. O que diz com o aplauso é “não importa o que o cês acharam, eu adorei!”. Uma mente amolecida pelo sol da savana veria no “puxador de palmas” um líder. Um influenciador. Talvez lançasse um livro de autoajuda: “Aplauda antes para ser aplaudido depois – como gerir pessoas e liderar equipes”.


    Não, amizade. O puxador de palmas não tá nem aí pro que os outros pensam, pra quem vem atrás, é o contrário. Ele é alguém que está à vontade dentro de si, despreocupado. Sua convicção não vem da análise macro e microeconômica das tendências culturais, vem do coração.


    Esse é o tipo de assunto que surge toda vez que a Renatinha, no meio da lida, evoca o Marcão, orgulhoso puxador de palmas. De repente, do pranto faz-se o riso. Das mãos espalmadas faz-se o encanto. Faz-se de um Zoom uma aventura errante. De repente, não mais que de repente.


Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/05/o-puxa

dor-de-palmas.shtml. Acesso em: 24 mar. 2026.

Em relação ao emprego de sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4214958 Português
Asma: programa promove mudança de comportamento, estimula atividade física e reduz sintomas 


Uma intervenção baseada em entrevistas motivacionais, aconselhamentos e incentivos aumentou a atividade física entre pessoas com asma moderada e grave, apontam pesquisadores do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Os participantes realizaram um programa de caminhadas, com metas estabelecidas semanalmente em conversa com os profissionais de saúde, até chegarem a ao menos 7.500 passos por dia, considerado nível ideal para diminuir os sintomas da doença.
As orientações mudaram o comportamento das pessoas com asma em direção a um estilo de vida mais ativo fisicamente, e a intervenção também reduziu sintomas de ansiedade e depressão. O artigo que descreve o trabalho recebeu o prêmio ERS Congress Sponsorship, da European Respiratory Society (ERS), em setembro, e foi publicado no periódico científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice.
Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse. “Um estudo anterior do nosso grupo de pesquisa sugere que as pessoas que caminham mais que 7.500 passos diários têm menos sintomas de asma”, afirma ao Jornal da USP o fisioterapeuta Fabiano Francisco de Lima, que conduziu o estudo realizado no Laboratório de Investigação em Fisioterapia e Exercício (Liffe) do HC. “Sendo assim, o aumento da atividade física leva a essa melhoria.”
Durante o estudo, os pesquisadores usaram metas semanais para encorajar os participantes a atingirem seus objetivos. “O programa tinha oito sessões presenciais semanais, com duração de até 90 minutos”, relata o pesquisador. As entrevistas foram realizadas no HC. “Cada integrante recebeu um monitor de atividade física (smartwatch), disponível comercialmente, com um alarme que vibrava quando a meta diária recomendada de passos era atingida.”
A pesquisa incluiu 100 pessoas com asma moderada e grave, com média de idade de 52 anos, orientadas a realizar caminhadas diárias, que eram aumentadas até atingirem 7.500 passos. “O número de passos era monitorado no smartwatch pelo próprio paciente”, explica Lima. “Os participantes tinham uma meta individual diária de passos a ser atingida, que era ajustada semanalmente em conversas com cada um.”
Segundo o fisioterapeuta, os resultados do estudo mostram que é possível fazer com que as pessoas com asma aumentem os níveis de atividade física, o que contribui para a melhora do controle clínico e da qualidade de vida. “Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde recomendem sua prática”, ressalta. “Os resultados mostram também que o perfil que melhor responde à intervenção comportamental são pessoas com asma que caminham menos e têm peso menor.” Para o futuro, os pesquisadores preparam um estudo sobre as principais barreiras enfrentadas pelas pessoas com asma para realizar atividade física.


Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/asma-programa-promove-mudanca-decomportamento-estimula-atividade-fisica-e-reduz-os-sintomas/ (adaptado).
Ainda considerando a organização sintática da oração “Os principais sintomas da asma são falta de ar, chiado no peito (sibilos), sensação de aperto no peito e tosse”, pode-se afirmar que as vírgulas são empregadas para:
Alternativas
Q4213410 Português
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
Tendo em vista que a pontuação é um dos elementos utilizados para conferir organização e clareza ao texto, acerca do trecho “O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.” (2º§), é correto afirmar que:
Alternativas
Q4209682 Português
O custo invisível da obsolescência programada

    Três anos atrás, durante o Ironman, prova de triatlo realizada em Fortaleza, o organizador do evento olhou para o meu tênis e perguntou quanto tempo havia que eu o usava. Respondi que era praticamente novo; tinha cerca de um ano. Ele não hesitou: “Troque. O amortecedor já foi”. Mais tarde, em São Paulo, comprei uma bicicleta elétrica. Em menos de um ano, o painel queimou e ela parou de funcionar. Perguntei na loja se aquilo era obsolescência programada. O atendente não entendeu o termo. Traduzi: tempo de vida. O mecânico sorriu.
    Um tênis com prazo oculto. Uma bicicleta elétrica, símbolo da modernidade sustentável, interrompida por uma peça pequena, decisiva e substituível. O futuro, ao que parece, também foi programado para durar pouco — embora às vezes tenhamos que admitir, como o filósofo francês, nascido na Argélia, Louis Althusser (1918-1990), que “o futuro dura muito tempo” (título do seu desconcertante relato autobiográfico publicado postumamente, em 1992).
   Quando estudei a sociedade industrial na universidade, sobretudo a partir de outro pensador francês, Raymond Aron (1905-1983), uma questão central era como a indústria superou a produção artesanal. Precisava demonstrar superioridade: era mais rápida, mais barata, mais durável. Mas quando ela dominou a forma de produzir, precisou também dominar a arte de fazer substituir. A durabilidade tornou-se obstáculo. O método fashion foi incorporado a quase tudo. Objetos cotidianos passaram a viver sob o império de uma vida útil cada vez mais curta.
    Durante décadas, a obsolescência programada foi tratada como crítica clássica ao capitalismo de consumo. Hoje, porém, precisa voltar ao centro do debate por outra razão: suas consequências urbanas e climáticas. Tudo desemboca nas cidades. Os produtos entram, circulam, são consumidos e descartados nelas. A cidade tornou-se o grande território de recepção daquilo que a economia produz em massa e abandona em velocidade crescente. O problema já não é o consumidor que troca antes do esperado o que comprou. É o efeito sistêmico de bilhões de trocas aceleradas sobre infraestrutura, aterros, cadeias de reciclagem, logística reversa e financiamento municipal.
    A crise climática e a crise dos resíduos estão mais ligadas do que parece. A produção incessante pressiona recursos e emissões; a compressão do tempo de vida dos objetos inunda as cidades de rejeitos, plástico, sucata eletrônica e passivos materiais. A ironia é objetiva: enquanto as cidades enfrentam enchentes e calor extremo, precisam administrar a montanha crescente de restos da economia contemporânea.
    Já nos anos 1970, a equação I = PAT – ou seja, o impacto ambiental está relacionado à população, à afluência (consumo médio por pessoa) e à tecnologia – acendia um alarme para o tema. O que não se percebeu foi que a variável tecnologia não atuaria como vetor de eficiência e sim como acelerador do descarte. A inovação que deveria reduzir o impacto por unidade passou a multiplicar as unidades e a encurtar seu tempo de vida.
    Não se trata de denunciar moralmente a obsolescência. Trata-se de perguntar quem paga seus custos urbanos. Taxas de lixo já recaem sobre cidadãos. No entanto, isso basta? Com eventos extremos mais frequentes e pressão crescente sobre serviços urbanos, o arranjo é cada vez mais insustentável.
    Há uma direção concreta. Se o ciclo de vida dos produtos gera custos que recaem sobre as cidades, a responsabilidade estendida do produtor precisa alimentar fundos urbanos de adaptação climática. Vincular carga fiscal à vida útil declarada criaria incentivo real à durabilidade e receita proporcional ao passivo que cada cadeia produtiva transfere ao território. Não é panaceia. Contudo, é o tipo de mecanismo que nomeia o custo onde ele nasce e o cobra de quem o produz.
    A obsolescência programada não produz apenas objetos descartáveis. Produz cidades que pagam com enchentes, aterros esgotados e orçamentos corroídos ao preço de um modelo que nunca foi desenhado para durar.

(Por: Elcio Batista. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/o-custo-invisivel-da-obsolescencia-programada/. Acesso em: junho de 2026.)
Considere o seguinte trecho do 4º§: “Tudo desemboca nas cidades. Os produtos entram, circulam, são consumidos e descartados nelas.”. A união dos dois períodos pode ser realizada por diferentes recursos de pontuação. Nesse contexto, assinale, a seguir, a alternativa em que o emprego dos sinais de pontuação está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e preserva a coesão e a coerência do trecho original. 
Alternativas
Respostas
1: A
2: E
3: C
4: C
5: D
6: C
7: C
8: B
9: E
10: D
11: D
12: D
13: A
14: E
15: B
16: C
17: E
18: D
19: A
20: A