Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
Foram encontradas 3.972 questões
Leia as tirinhas a seguir e responda às questões 9 e 10.
I.
II.
(Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em: 3 jan. 2023.)
Sobre as características tipológicas e do gênero dos textos, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º As concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica deverão disponibilizar em seus sítios eletrônicos os valores arrecadados na fatura de energia elétrica e repassados às prefeituras municipais referentes à contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública previsto no art. 149-A da Constituição Federal.
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
Conforme artigo 149-A da Constituição Federal de 1988, incluído pela Emenda Constitucional nº 39, de 2002, os Municípios possuem a prerrogativa de instituir contribuição para custear a prestação do serviço de iluminação pública.
O mesmo artigo da Constituição estabelece a possibilidade de a contribuição ser cobrada na fatura de energia elétrica, medida costumeiramente adotada pelas prefeituras.
Entretanto, o que ocorre é que os consumidores de energia, apesar de pagarem pelo serviço de iluminação pública nas faturas cobradas pelas distribuidoras, não têm acesso aos valores totais arrecadados, o que dificulta a cobrança junto às prefeituras por um serviço de melhor qualidade.
Neste sentido, a presente proposta estabelece a obrigatoriedade de as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica divulgarem em seus sítios eletrônicos os valores totais arrecadados com a contribuição e repassados para as prefeituras.
A publicidade dos valores arrecadados pelas distribuidoras propiciará a transparência que deve pautar os processos públicos, além de fornecer mais uma ferramenta para que os contribuintes possam cobrar um serviço de iluminação pública de qualidade.
(Adaptado de: PROJETO DE LEI nº 5.612-A, de 2016. p. 2. Disponível em: https://www.camara.leg.br/. Acesso em: 23 dez. 2022.)
Sobre a característica tipológica predominante no texto, assinale a alternativa correta.
Leia o Texto 3 para responder às questões de 08 a 10.
Texto 3
O Real Madrid e os limites físicos e mentais
Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências por causa de uma partida, embora alguns jogos sejam explosivos e marcantes, como a magistral atuação do Manchester City na goleada sobre o Real Madrid por 4 a 0, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Parecia um time grande contra um pequeno.
O técnico Ancelotti, a direção do Real, os analistas e o mundo do futebol estão se perguntando se a partida representa o fim de uma era de protagonismo mundial de três veteranos e grandes craques, Modric, Benzema e Kroos, articuladores e maestros da equipe durante muitos anos. Penso que sim.
A idade mais avançada não é sinônimo de decadência, pois na maioria das profissões se pode aprender e evoluir com o tempo, mas no esporte o limite físico é implacável. Em alguns atletas o limite mental é ainda maior.
Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2023/05/o-real-madrid-e-os-limites-fisicos-e-mentais.shtml>. Acesso em: 21 mai. 2023. [Adaptado].
O segundo parágrafo da crônica começa com a suposição de uma pergunta e termina com uma afirmação responsiva. A coerência da estrutura coesiva desse bloco textual é semanticamente
Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.
Texto 2
Sem palavras
Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.
O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].
Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.
Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse achado da ciência.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sem-palavras.shtml>. Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].
Na diversidade tipológica textual do gênero editorial, predomina a
É normal alguém pensar em redigir uma carta, narrar um fato no estilo conto, fábula, romance ou outro tipo de texto, escrever uma receita de bolo ou de outro assunto e tipo textual diferente, sabendo que sempre haverá um interlocutor, que se considera um ser social. No momento em que alguém escreve, temos um enunciador ou emissor de uma mensagem. A partir de então, deve-se pensar que para materializar o que se pretende escrever, deve-se pensar sobre: "o motivo de escrever" (com vistas a revelar a intenção do emissor); "para quem vai escrever" (com vistas a revelar o interlocutor ou receptor da mensagem) e "como se deve escrever" (com vistas a revelar o tipo de texto usado para enviar a mensagem), estruturando, portanto, a base dos gêneros textuais orais e escritos. Dessa forma, o enunciador se vê repleto de habilidades que envolvem a escrita e que também afetam a oralidade, como componentes dos aspectos tipológicos: 1. Narrar. 2.Relatar. 3 Argumentar. 4. Expor. 5. Descrever ações.
(Por: Vânia Maria Duarte. Graduada em Letras. Equipe Brasil Escola)
Marque a alternativa com o aspecto tipológico que se pode relacionar coerentemente à sequência de informativa: "Instruções de montagem, receita, regulamento, instruções de uso, textos ´prescritivos, regras de jogo e comandos diversos".
Texto 01 “Um ensino de língua portuguesa remodelado?”
Mais recentemente, com a publicação, em 2018, da Base Nacional Comum Curricular, documento federal orientador dos currículos estaduais e dos currículos municipais de todo o país, consolidou-se o ensino de língua portuguesa com base nos gêneros discursivos, resultado da influência do fortalecimento da área dos estudos do discurso no ensino-aprendizagem da língua materna.
Inicialmente, porém, os gêneros são entendidos na escola de modo análogo ao que se fazia, em tempos anteriores, com as sequências textuais (em uma tradição antiga, restritas a narrativas, descritivas e argumentativas). Foca-se assim no ensino da estrutura composicional do gênero, tanto na produção da escrita quanto na realização da leitura.
Espera-se que o aluno classifique textos dentro da estrutura de determinado gênero e que produza determinado gênero seguindo um modelo pré-apresentado. Novamente, a normatividade pouco reflexiva entra em cena: se antes prevalecia o enquadramento da língua nas lições de metalinguagem e classificação gramatical, agora tal normatividade parece submeter-se à estrutura do gênero.
Apesar de o gênero não ser um tipo de enunciado absolutamente estável e imutável, e de abranger muito mais do que sua estrutura composicional, seu componente estilístico, essencial para o ensino-aprendizagem da língua, é quase inexplorado nesse momento inicial. Quanto à gramática, é preterida ou segue em seu antigo lugar normativo, sendo ensinada como conteúdo independente.
Com o desenvolvimento dos estudos da linguística aplicada, por meio dos quais se compreende que o trabalho sobre o gênero envolve também e principalmente seus aspectos estilísticos, é que os recursos linguístico-gramaticais ganham espaço nas aulas de língua portuguesa não mais em perspectiva normativa, mas como escolhas léxico-gramaticais das quais depende a constituição do gênero e que são responsáveis pelos efeitos de sentido dos atos enunciativos.
Ainda que essa prática não se tenha universalizado, em razão da precariedade da formação de professores no país e do pouco acesso que têm ao desenvolvimento das teorias linguísticas, parece que a gramática está em vias de encontrar um espaço que condiz com seu grandioso papel na produção de sentidos dos textos.
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Texto adaptado dos Autores: Beatriz Gil e Marcelo Módulo. Acessado em 09/05/2023 em: https://jornal.usp.br/artigos/algumas-reflexoes-sobre-o-ensino-da-lingua-portuguesa-no-brasil/
Considerando a organização estilisco-composicional, o primeiro e o segundo parágrafos do texto apresentam, dominantemente, o entrecruzamento das sequências
I- É escrito em 1ª pessoa. II- Reflete a opinião de sua autora de forma descontraída. III- O contexto de circulação do texto é a internet.
São verdadeiras, de acordo com o texto 2:
E se nos livrássemos de todos os bilionários?
No último outono, Tom Scocca, editor do blog essencial Hmm Daily, escreveu um pequeno post que está mexendo com minha cabeça desde então.
“Algumas ideias de como tornar o mundo melhor, requerem um pensamento cuidadoso e com nuances, sobre como melhor equilibrar interesses conflitantes,” ele começou. “Outras, não: Bilionários são ruins. Nós devemos nos livrar deles preventivamente. De todos eles.”
Scocca — escritor por muito tempo no Gawker, até que o site foi abafado por um bilionário — ofereceu um argumento direto para dar um tranco nos mais ricos. Um bilhão de dólares é muito mais do que alguém precisa, mesmo fazendo os maiores excessos da vida. É muito mais do que aquilo a que qualquer um poderia alegar ter direito, não importa o quanto acredite ter contribuído com a sociedade.
Em algum nível de riqueza extrema, o dinheiro inevitavelmente corrompe. Na esquerda e na direita, ele compra poder político, silencia dissidências, serve principalmente para perpetuar uma riqueza cada vez maior, frequentemente sem relação com qualquer bem social recíproco. Para Scocca, esse nível é evidentemente algo em torno de um bilhão de dólares; com mais do que isso, você é irredimível.
Escrevo sobre tecnologia. Muito de minha carreira exigiu uma pesquisa profundamente antropológica entre o reino dos bilionários. Mas estou envergonhado em dizer que nunca tinha considerado a ideia de Scocca — que se almejarmos, por meio de políticas públicas e sociais, simplesmente desencorajar as pessoas de possuir mais de um bilhão, estaremos construindo um mundo melhor.
Devo dizer que, em outubro, abolir bilionários me pareceu fora de lugar. Soava radical, impossível, e mesmo Scocca pareceu sugerir esta noção como um mero devaneio.
Mas o fato de esta ideia ter se tornado um tema central da esquerda democrática revela, paradoxalmente, a fragilidade política dos bilionários. Nos Estados Unidos, Bernie Sanders e Elizabeth Warren estão propondo novos impostos voltados aos super ricos — incluindo taxas especiais para bilionários. A deputada Alexandria Ocasio-Cortez, que também é a favor de impostos mais altos sobre os ricos, tem feito um caso moral contra a existência de bilionários. Dan Riffle, seu assessor político, recentemente mudou seu nome no Twitter para “Todo Bilionário É Uma Falha Política.” Semana passada, o Huffpost perguntou, “Bilionários deveriam existir?”
Suspeito que se a questão está recebendo tanta atenção, é porque tem uma resposta óbvia: Não: bilionários não deveriam existir — com seu poder de engolir o mundo, conquistando esse nível de adulação, enquanto o resto da economia se debate para sobreviver.
Abolir bilionários pode não parecer como uma ideia prática, mas se você pensar na proposta como um objetivo a longo prazo, à luz dos desarranjos econômicos mais profundas de hoje em dia, pode ser tudo — menos radical. Banir bilionários — buscando cortar seu poder econômico, trabalhar para reduzir seu poder político e tentar questionar seu status social — é uma visão perfeitamente clara para sobreviver ao futuro digital.
A abolição de bilionários poderia tomar diversas formas. Poderia significar evitar que as pessoas tenham mais de um bilhão em cash, mas provavelmente significaria maiores impostos sobre rendimentos, riqueza e propriedades para bilionários e pessoas a caminho de se converterem nisso. Essas ideias de políticas revelaram-se muito populares ainda que provavelmente não sejam suficientemente redistributivas para converter a maior parte dos bilionários em sub-bilionários.
Mais importante, o objetivo de abolir bilionários iria envolver remodelar estrutura da economia contemporânea, para que produza uma proporção mais igualitária entre os super ricos e restante de nós.
A desigualdade está definindo a condição econômica da era tecnológica. O software, por sua própria natureza, leva a concentrações de riqueza. Por meio dos efeitos em rede, em que a própria popularidade de um serviço assegura que ele se torne cada vez mais popular; e de economias de escala sem precedentes — em que a Amazon pode fazer a assistente digital Alexa uma única vez e vê-la trabalhar em todos os lugares, para todo mundo — a tecnologia instila uma dinâmica de o-vencedor-leva-tudo em grande parte da economia.
Mas o problema está prestes a piorar. A Inteligência Artificial está criando novas indústrias muito prósperas, que não empregam muitos trabalhadores. Se forem deixadas sem controle, tecnologia criará um mundo em que alguns bilionários controlarão uma parcela sem precedentes da riqueza global. Mas a abolição não envolve apenas política econômica. Pode também tomar a forma de vexame social e político. Há pelo menos vinte anos vivemos uma relação amorosa devastadora com os bilionários – um flerte em que o setor tecnológico avançou mais do que em qualquer outro.
(Trecho do Texto de Farhad Manjoo. Tradução de Marianna Braghini.
Publicado em 01/03/2019. Disponível em
https://outraspalavras.net/mercadovsdemocracia/e-se-nos-livrassemos
de-todos-os-bilionarios/)
A questão refere-se ao texto
acima:
Texto para o item.
Nota à odontologia tocantinense

Internet: ˂www.croto.org.br˃ (com adaptações).
Acerca da tipologia, dos sentidos do texto e dos aspectos linguísticos, julgue o item.
A nota do CRO‑TO pode ser classificada como um texto
dissertativo‑argumentativo, pois não apenas relata o
posicionamento do Conselho acerca de um tema, como
apresenta vários argumentos para convencer o leitor a
aderir a seu ponto de vista.
Texto para o item.
Dia mundial do idoso:
envelhecimento com saúde

Internet: <www.website.cfo.org.br˃ (com adaptações).
Acerca da tipologia, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O texto caracteriza‑se como informativo, uma vez
que apresenta a celebração do dia do idoso, narra
sua origem e expõe ações do CFO para a melhoria da
saúde bucal dos idosos.
Texto para o item.

Internet: www.gov.br (com adaptações).
Acerca da tipologia e dos sentidos do texto, julgue o item.
O texto, por suas características tipológicas, é:

Darwin já via emoções ligadas à neurologia e à fisiologia



(Luciano Magalhães Melo.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2023/12/darwin-javia-emocoes-ligadas-a-neurologia-e-a-fisiologia.shtml. 4.dez.2023, com
adaptações.)
Leia a descrição a seguir.
De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em seu vasto leito.
Dir-se-ia que, vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde então a beleza selvática; suas ondas são calmas e serenas como as de um lago, e não se revoltam contra os barcos e as canoas que resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor.
Não é neste lugar que ele deve ser visto; sim três ou quatro léguas acima de sua foz, onde é livre ainda, como o filho indômito desta pátria da liberdade.
Aí, o Paquequer lança-se rápido sobre o seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, deixando o pelo esparso pelas pontas do rochedo, e enchendo a solidão com o estampido de sua carreira. De repente, falta-lhe o espaço, foge-lhe a terra; o soberbo rio recua um momento para concentrar as suas forças, e precipita-se de um só arremesso, como o tigre sobre a presa.
ALENCAR, José de. O Guarani. São Paulo. L&PM Editores. 2002.
A presença de um texto descritivo como esse se justifica pela



