Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

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Q2328187 Português
Leia o Texto 1 para responder a questão.

Texto 1


    Como se referir a pessoas que possuem deficiência? A pergunta é feita com frequência ao Núcleo de Inclusão. A resposta é muito simples: Pessoa com Deficiência, que é a forma correta e oficial.
    Essa terminologia foi definida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, sendo aprovado em 13 de dezembro de 2006 pela Assembleia Geral da ONU. O termo foi ratificado no Brasil, com equivalência de emenda constitucional, pelo Decreto Legislativo nº 186/2008 e promulgado pelo Decreto nº 6.949/2009.
   Pessoa Portadora de Deficiência (PPD) ou Portador de Necessidades Especiais (PNE) são termos incorretos e devem ser evitados, uma vez que não traduzem a realidade de quem possui deficiência. A deficiência não se porta, ela é uma condição existencial da pessoa.
    Esperamos que essa primeira Semente da Inclusão tenha sido útil para você. Acreditamos que o respeito à diversidade é solo fértil para o desenvolvimento de ideias inovadoras e garantia de uma Justiça acessível para todos.
    Para mais informações, procure o Núcleo de Inclusão do TJDFT.

MORAGAS, Vicente Junqueira. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Território. Disponível em:<https://www.tjdft.jus.br/acessibilidade/publicacoes/sementes-da-inclusao/como-se-referir-a-pessoas-que-possuem-deficiencia>. Acesso em: 10 nov. 2023. [Adaptado].
Em relação à organização textual e ao tema abordado, o segundo parágrafo apresenta característica
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Q2326021 Português
Leia o texto a seguir.

     Leve e equilibrada. A água mineral de Caxambu retira lentamente sua pureza do coração das montanhas de Minas. Pouco mineralizada, essa água mineral pode ser bebida por todos, em todos os momentos do dia.

Sobre a estrutura e os componentes desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta. 
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Q2325552 Português

A partir da letra de canção, abaixo, responda a questão.



Assum preto


Luiz Gonzaga


Tudo em vorta é só beleza


Sol de abril e a mata em frô


Mas Assum Preto, cego dos óio


Num vendo a luz, ai, canta de dor



Mas Assum Preto, cego dos óio


Num vendo a luz, ai, canta de dor



Tarvez por ignorança


Ou mardade das pió


Furaro os óio do Assum Preto


Pra ele assim, ai, cantá mió



Furaro os óio do Assum Preto


Pra ele assim, ai, cantá mió 



Assum Preto veve sorto


Mas num pode avuá


Mil vez a sina de uma gaiola


Desde que o céu, ai, pudesse oiá



Mil vez a sina de uma gaiola


Desde que o céu, ai, pudesse oiá



Assum Preto, o meu cantar


É tão triste como o teu


Também roubaro o meu amor


Que era a luz, ai, dos óios meus


Também roubaro o meu amor


Que era a luz, ai, dos óios meus.



Disponível em: <https://www.letras.mus.br/luiz-gonzada/47082/>. Acesso em 10 de novembro. 2023.



Quanto a tipologia textual e o uso da linguagem é CORRETO afirmar que se trata de um texto

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Q2325218 Português
A partir do fragmento do poema “No caminho com Maiakovski” (1968) de Eduardo Alves da Costa, responda a questão.


Tu sabes,

conheces melhor do que eu

a velha história.

Na primeira noite eles se aproximam

E roubam uma flor do nosso jardim. 
Indique a estrutura linguística (tipo textual) que possibilitou a construção do poema “No caminho com Maiakovski”:
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Q2325081 Português

 

    

 


                                                                                (Drauzio Varella.

          https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2023

            /11/humani dade-sente-o-impacto-do-aquecimento-global-

                                                          na-saude.shtml. 15.nov.2023)

Com uma abordagem em que os elementos centrais são ideias, e não fatos, é correto afirmar que, com o autor se colocando em primeira pessoa, o texto se classifica em relação à sua tipologia como
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Q2324668 Português
Texto para o item.


SEÇÃO V – Da Área Geográfica de Atuação



Internet: ˂www.crmv‑mt.implanta.net.br˃ (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto, julgue o item.


A substituição do termo “submetido” (linha 20) por levado mantém a relação de sentido que o termo original estabelece, bem como a correção gramatical do trecho.

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Q2324659 Português
Texto para o item



Internet: ˂www.stj.jus.br> (com adaptações).

Acerca da tipologia e dos sentidos do texto, julgue o item.


O texto em questão trata de uma crônica expositiva, pois aborda aspectos cotidianos da vida social com exposição dos termos e conceitos jurídicos.

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Q2324497 Português
Texto 1A1-I


           Machado de Assis viria a sofrer, no governo do presidente Prudente de Morais, o que considerou uma grave injustiça. Julgando lhe ser agradável e querendo deixar-lhe mais tempo livre para seus trabalhos literários, o novo ministro, Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda — pai do grande tribuno parlamentar Maurício de Lacerda e avô de Carlos Lacerda — resolveu substituir Machado de Assis na Diretoria de Viação, que então ocupava, deixando-o como simples adido à Secretaria de Estado, percebendo os vencimentos que lhe competissem. Machado ficou muito magoado, achando que o ministro o julgara um inútil. Queixou-se muito, em cartas aos amigos, não se conformando em ficar de braços cruzados, ganhando o dinheiro da nação sem trabalhar. Foi durante esse período que escreveu uma de suas obras-primas, Dom Casmurro; sempre demonstrara, em seus romances, contos e crônicas, profunda aversão aos parasitas. E era sincero. Não queria ser um deles. E não sossegou enquanto não voltou à atividade, embora diminuído funcionalmente: de diretor de um departamento, passou a ser simples secretário do ministro Severino Vieira. Quando este se demitiu, no governo de Campos Sales, para candidatar-se ao governo da Bahia, o ministro da justiça, Epitácio Pessoa, nomeado para substituir interinamente Severino Vieira, não se deu bem com Machado de Assis. Jovem, irrequieto, Epitácio estava então veraneando em Petrópolis. Pela manhã, atendia ao expediente da pasta da justiça. À tarde, ia para o outro ministério, onde Machado de Assis lhe fazia minuciosas exposições sobre cada assunto, apresentando-lhe em seguida as minutas dos despachos. Epitácio queria sempre abreviar as exposições, a fim de não perder a barca que saía da Prainha para Mauá, no fundo da baía, de onde, nos fins do século XIX, partia o trem para Petrópolis. Algumas vezes perdeu a barca, só tomando a segunda e chegando à casa já em plena noite. Por isso, um dia disse a respeito de Machado: “Grande escritor, mas péssimo secretário!”. Talvez Machado, sem o dizer, pensasse a mesma coisa de Epitácio: “Moço inteligente, mas muito afobado para ser um bom ministro!”.

        Machado passou vários anos constrangido e humilhado até encontrar, em Lauro Müller — o grande ministro da viação que iniciou as obras do Porto do Rio de Janeiro e fez construir a Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco — quem lhe fizesse justiça. Lauro Müller fez Machado voltar a ser diretor.


Raymundo Magalhães Jr. Machado de Assis funcionário público. In: Revista do Serviço Público, Brasília, 56(2), abr. – jun./2005, p. 237-248 (com adaptações). 
No texto 1A1-I, predomina o tipo textual
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Q2324232 Português
A maioria dos textos descritivos mostra uma preparação textual. Assinale a opção em que o segmento descritivo é introduzido sem qualquer segmento preparatório. 
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Q2322825 Português
Leia o segmento textual a seguir.

“É uma hora da madrugada. Diante da porta de Maria, solteira, velha e fofoqueira de profissão, para um cavalheiro de alta estatura, abrigado por um grande casaco negro. A escuridão da noite de outono não permite distinguir nem o rosto nem as mãos do cavalheiro; mas só a sua maneira de tocar a campainha revela firmeza, seriedade e algo imponente.”


Sobre esse segmento textual, assinale a afirmativa correta.
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Q2322553 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


O trecho de texto apresentado é predominantemente dissertativo e introduz um tema que provavelmente será detalhado mais adiante.

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Q2322058 Português
Texto 1 – Surpreendente "creche" de dinossauros é descoberta em sítio na Bolívia [adaptado]


Na região de Tarija, cerca de 350 pegadas possibilitaram a cientistas criar hipóteses sobre o comportamento da megafauna; mas registros correm risco de ser perdidos


Por Redação Galileu

28/03/2023


     Um grupo de pesquisadores descobriu, na região de Tarija, no sul da Bolívia, um sítio paleontológico que pode guardar os registros mais antigos de dinossauros em toda a América do Sul. A “creche”, como foi apelidada, provavelmente serviu de rota migratória há 150 milhões de anos e guarda pegadas de indivíduos jovens e adultos. Os resultados do estudo foram publicados em julho na revista Historical Biology.

     O achado traz nova complexidade ao acervo fóssil do país, que agora conta com mais 350 peças paleontológicas para ser avaliadas, além de acender um alerta para os deslizamentos de terra na região. Esses eventos catastróficos podem provocar o desaparecimento ou o atraso de novas descobertas sobre a antiga fauna.

Viagem no tempo

     A partir da avaliação da região e dos fósseis encontrados, os especialistas garantem que o registro retrata a transferência de um grande grupo. Eles trabalham com o cenário de que dois saurópodes adultos (do tipo brontossauro) conduziram centenas de seus filhotes ao longo do trajeto, em um comportamento de rebanho e proteção dos jovens.
   
    Ainda foram identificados no espaço dois ornitópodes (especificamente, iguanodontes) e um terópode (do tipo tiranossauro), que também parecem ter feito o caminho juntos. Essa trilha parece ter seu início no sul do Peru, passando pelo centro da Bolívia e chegando até o norte da Argentina.
     
       Até agora, o país só tinha registros do início e do fim da era desses répteis gigantes. “Com essa descoberta, a Bolívia passa a ter um sítio com pegadas de dinossauros dos três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo”, afirma Sebastián Apesteguía, um dos autores do estudo, em entrevista ao jornal espanhol El País.

       O artigo descreve as pegadas dos saurópodes adultos como arredondadas e semelhantes às de elefantes, com 75 a 95 centímetros de diâmetro. Com base nisso, os cientistas calcularam que seus quadris estariam quase quatro metros acima do solo, seus corpos teriam cerca de 20 metros de comprimento do nariz à cauda e seriam capazes de caminhar em uma velocidade média de 5 km/h. Por outro lado, as pegadas dos jovens dinossauros medem entre 15 e 30 centímetros de diâmetro.
       
       Embora os investigadores avisem que não há garantia absoluta de que os saurópodes viajavam em rebanho, eles defendem que as provas apontam para isso. Se a migração fosse individual ou de um agrupamento menor, os rastros dos indivíduos mais jovens seriam encontrados dentro ou sobrepostos aos maiores, não ao seu lado.

[...] 

Risco de perda

      A descoberta do sítio foi inesperada e aconteceu logo após chuvas torrenciais na primavera de 2019, que resultaram em deslizamentos de terra às margens do rio Santa Ana, perto da cidade de Entre Ríos. Mas, da mesma forma como foram encontrados, esses fósseis podem ser perdidos.

       Devido a novos deslizamentos de terra na região, os cientistas buscam apoio das autoridades locais para assumir medidas de proteção ao sítio e às pegadas. “É impossível proteger os fósseis construindo uma estrutura inteira na bacia hidrográfica. O que deve ser feito agora é a digitalização das impressões. Tarija é um patrimônio e os mais incríveis fósseis de sua megafauna estão espalhados pelo mundo em exposições de destaque”, destaca Apesteguía.

         Méndez Torres, outro autor do estudo, acrescenta que a falta de cultura científica contribui para o problema de gestão. “Em lugares onde há achados do Quaternário, as pessoas dançam sobre os fósseis porque há setores onde é totalmente impossível [mover-se] sem pisar em um disco", pontua. "Mastodontes, gliptodontes, preguiças e inúmeros outros espécimes são totalmente abandonados, mesmo em locais onde há placas alertando para multas por retirada de fósseis sem autorização. Com meus próprios olhos, vi como um amador pegou dez moedas, pagou a multa e as levou embora. Infelizmente, é isso que vivemos na Bolívia.”

        Enquanto ocorrem esses entraves na busca por uma solução, os fósseis seguem desprotegidos. Em 2020, por exemplo, os cientistas contam que um deslizamento levou à perda de mais de 30 pegadas. Na ocasião, mesmo frente a pedidos feitos pela comunidade paleontológica, as autoridades responsáveis por retirar os blocos das estradas simplesmente os levaram embora, sem tomar os devidos cuidados de recuperação e armazenamento desse material.


Disponível em: revistagalileu.globo.com/ciência/noticia/surpreendente-crechede-dinossauros-e-descoberta-em-sitio-na-bolivia
“‘É impossível proteger os fósseis construindo uma estrutura inteira na bacia hidrográfica. O que deve ser feito agora é a digitalização das impressões. Tarija é um patrimônio e os mais incríveis fósseis de sua megafauna estão espalhados pelo mundo em exposições de destaque’, destaca Apesteguía.” (Texto 1, 9º parágrafo)

Embora os modos de organização predominantes no texto 1 sejam a narração e a exposição, a passagem acima, localizada no 9º parágrafo, tem caráter argumentativo.

Em relação à estrutura interna dessa passagem, é correto afirmar que seus três períodos correspondem, respectivamente, aos seguintes elementos da argumentação:
Alternativas
Q2320397 Português



Internet: <www.crb15.org.br> (com adaptações).

Com base na leitura do texto e em seus aspectos linguísticos, de forma e de conteúdo, julgue o item a seguir.

É correto afirmar que o texto apresenta características do tipo injuntivo/instrucional.
Alternativas
Q2320282 Português
Texto CB1A1-I

    Criado em 22 de novembro de 1968, por meio da Lei n.º 5.537, o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação e Pesquisa (INDEP) foi transformado em Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do Decreto n.º 872, de 15 de dezembro de 1969. Subsequentemente, a autarquia passou por mudanças que diversificaram suas funções, ampliaram a abrangência dos programas executados, ao mesmo tempo em que o volume de recursos gerenciados aumentou. Todas essas mudanças trouxeram desafios para a gestão das políticas e exigiram novas competências do corpo funcional da instituição.  

  Inicialmente, o FNDE funcionava apenas como órgão arrecadador, fiscalizador e gerencial. Era responsável, principalmente, por gerir uma das principais fontes de recursos do Ministério da Educação (MEC), o salário educação, transferindo para os estados e o Distrito Federal 2/3 dos recursos arrecadados. Em 1997, com a extinção da Fundação de Assistência ao Estudante (FAE), o FNDE ganhou novas atribuições, tornando-se responsável pelas políticas de assistência ao educando referentes às áreas alimentar e nutricional, didático-pedagógicas (livros, bibliotecas e material escolar) e apoio complementar (transporte escolar e assistência à saúde).

  Mais responsabilidades foram transferidas para a autarquia em 1998, quando foram extintas as delegacias regionais do Ministério da Educação (DEMEC), o que exigiu sua reorganização a fim de responder às responsabilidades pelo acompanhamento e fiscalização da arrecadação e execução dos projetos e programas do MEC. Também passou a fazer parte das atribuições do FNDE a análise de prestação de contas dos recursos liberados para estados e municípios. Em 2004, houve a transferência da gestão do Fundo de Desenvolvimento da Escola e do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio, o que, novamente, ampliou o conjunto de funções da autarquia.

Cinara Gomes de Araújo Lobo; Julia Maurmann Ximenes.
A construção da gestão do conhecimento no FNDE – um processo.
Cadernos do FNDE, Brasília, v.1, n.1, jan-jun 2020, p. 11 (com adaptações). 
Julgue o item que se segue, a respeito do texto CB1A1-I e das ideias por ele veiculadas.

Para atingir seu propósito comunicativo, o texto é construído com base nas tipologias textuais narrativa e expositiva. 
Alternativas
Q2320176 Português

Considere a seguinte peça para responder a questão.






Retirado de https://www.meioemensagem.com.br/comunicacao/20110606- hortifruti-lan-a-campanha

A tipologia textual predominante na peça é:
Alternativas
Q2316432 Português
Os vira-latas de Tiradentes



1 Anos atrás não havia problema em não curtir cachorro. Era como não comer jiló ou não jogar gamão. Gosto pessoal. Hoje, sou visto quase como um pária por não achar graça em interagir com quadrúpedes, em ter as costas das mãos babadas ou a blusa tatuada por patas de cães desconhecidos. Creem que seja falta de empatia — e provavelmente acham que, na etimologia de "empatia", esteja a palavra "pata".


2 Numa das últimas eleições havia um candidato a deputado que propunha destinar verbas do SUS para cachorros. Todos sabemos que as verbas públicas são finitas. Falta dinheiro pra tudo, inclusive pra saúde. Dar dinheiro do SUS pra tratar sarna de um basset significa, portanto, tirar dinheiro de gente. O que estava por trás da proposta — nem tão por trás, na verdade — era que entre uma pessoa e um cachorro, devemos optar pelo cachorro.


3 Ainda não li nenhuma obra de sociologia que explique o fenômeno, mas acredito que haja uma ligação direta entre o esgarçamento dos laços sociais e a ascensão dos lulus-da-pomerânia. Culpamos Zuckerberg por tudo, mas há de se considerar que parte da responsabilidade pelo murundu contemporâneo seja da Cobasi.


4 No meu bairro, onde 20 anos atrás havia duas videolocadoras excelentes, agora há dois pet shops — e ninguém vai me convencer de que trocar Fellini por Royal Canin faz da Terra um lugar melhor. São quase antípodas, o cinema e o totó. O primeiro nos faz refletir sobre o mundo, problematiza a realidade, traz uma questão para o nosso sábado à noite. O segundo é um red-bull do narcisismo, um viés de confirmação para nossa estropiada autoestima.


5 Vira-latas, porém, são outra história. Estou há dois dias em Tiradentes para participar da FLITI, uma feira literária. De longe admiro, trupicando pelo calçamento de pedras, entre os sobrados centenários, velhos ídolos da pena. Nestas últimas 48 horas, porém, tenho idolatrado mesmo é a turma dos cachorros.


6 Um bando de vira-latas está para os bichos de estimação como o bando de Lampião está para uma reunião de condomínio. Tô nem aí pra bicho de estimação. Sou fã dos cachorros de Tiradentes. Ontem à tarde estavam Reinaldo Moraes e Bob Wolfenson no meio da maior discussão sobre o erotismo na fotografia e na literatura, um vira-latas caramelo adentrou o palco na maior malemolência, parou na frente dos dois e passou a lamber suas partes íntimas.


7 Ninguém se incomoda com eles — e por que deveríamos? Sabemos — e eles, mais ainda— que são os donos da cidade. Aquele filho de pastor com fox paulistinha é um barão, você pensa. O salsicha com boxer é visconde. O supracitado caramelo, de raça indefinida, manco, certamente é um conde — se fosse ser humano, usaria uma bengala de ouro e marfim.


8 Ainda não li nenhuma obra de sociologia que trate do assunto, mas acredito que haja uma ligação direta e inversa entre as redes sociais e os vira-latas. Eles são uma espécie de anti-Instagram. A expressão física do #nofilter. Um aprazível #TBT todos os dias da semana.


9 Ontem de madrugada, chegando de uma festa — sob o mesmo teto em que, há uns 150 anos, provavelmente, Joaquim José da Silva Xavier trocou suas inconfidências — avistei o vira-latas caramelo. A rua estava vazia. Só uma cigarra, distante, quebrava o silêncio. Ao nos cruzarmos eu disse "boa-noite". Ele, sem nem me olhar, abanou o rabo. Dormi o sono dos justos, recém-intitulado grão-duque de São José do Rio das Mortes, capitania de Minas Gerais, reino de Portugal. 


Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2023/10/os-vira-latas-de-tiradentes.shtml
O texto trata mais especificamente sobre:
Alternativas
Q2316196 Português
Assinale a opção em que o comentário a respeito do fragmento apresentado está inadequado.
Alternativas
Q2316193 Português
Leia o seguinte fragmento textual descritivo.

      “O guia nos levou a um restaurante chinês. Era um bonito lugar que parecia bastante confortável. No interior, a luz era baixa o que dava ao restaurante um ambiente romântico. Nós nos sentamos a uma mesa no fundo da sala. Ao nosso lado, belos peixes nadavam em um aquário. À nossa direita, uma cascata de água corria, fazendo uma bela melodia. Sobre nossas cabeças, um ventilador agitava energicamente o ar. Um agradável odor de peixe assado saía da cozinha. Tivemos um grande prazer em degustar os pratos chineses.”

Sobre esse fragmento textual, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2316176 Português
Assinale a opção que apresenta o comentário adequado a respeito de um dos fragmentos argumentativos citados.
Alternativas
Q2316166 Português
Leia o texto a seguir.

      “O deputado acordou cedo, pois aquele era um dia importante para ele, visto ser o autor do projeto que ia ser apreciado por uma comissão. Ao chegar à Câmara dirigiu-se imediatamente a seu gabinete e, com a ajuda de auxiliares, passou a comunicar-se com alguns membros da comissão a fim de alertá-los para a importância do projeto. Chegada a hora, dirigiu-se ao local onde ocorreria a discussão e ficou satisfeito ao ver que estavam presentes muitos deputados aliados.”

Sobre a estruturação narrativa desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Respostas
1101: C
1102: C
1103: C
1104: E
1105: D
1106: E
1107: E
1108: E
1109: D
1110: C
1111: C
1112: C
1113: C
1114: C
1115: B
1116: A
1117: D
1118: B
1119: D
1120: E