Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
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Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
O texto é predominantemente narrativo, pois apresenta, por meio de um narrador, uma sequência de ações em determinado tempo e em certo lugar.
REFLEXÃO SOBRE O "ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE"
(1º§)O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8069/90) foi fruto da necessidade da criação de uma Justiça especializada e cujo objetivo é de julgar as infrações cometidas pelos adolescentes entre doze e dezoito anos (artigo 2º) do ECA.
(2º§)O dicionário de Aurélio Buarque de Holanda conceitua o vocábulo adolescente como: aquele que está no começo, no início, que ainda não atingiu todo o vigor. Adolescentes são pessoas ainda em formação, cuja estrutura física e psíquica não atingiu sua plenitude, bem como a sua personalidade. Sendo assim, são pessoas especiais que merecem a criação de uma Justiça especializada, diferenciada daquela utilizada para adultos, haja vista, suas diferenças.
(3º§)Como seres especiais, cuja personalidade, intelecto, caráter estão ainda em formação a tarefa de redirecioná-los e reeducá-los é mais branda e menos trabalhosa, pois as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis em assimilar as ditas orientações. Pense nisso, redobre sua atenção para com os seres humanos em formação! Eles merecem o nosso carinho!
(4º§)O ECA, portanto, prevê um tratamento diferenciado para os adolescentes infratores, classificando-os como pessoas especiais de direitos, procurando garantir que sua formação seja sólida e harmoniosa perante a sociedade, garantindo assim a retomada de uma vida social plena sem problemas ou incidentes, lastreados em valores éticos, sociais e familiares, afastando-os de uma vida pregressa gregária que não deve prevalecer, em nenhuma hipótese durante ao seu desenvolvimento, sob pena de se tornar um doente incurável.
(Reflexões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - Jus.com.br | Jus Navigandi) - (Adaptado)
(__)No texto, temos exemplo de discurso dissertativo coerente e coeso com o tema apresentado.
(__)O período do (2º§) "O dicionário de Aurélio Buarque de Holanda conceitua o vocábulo adolescente como: aquele que está no começo, no início, que ainda não atingiu todo o vigor" - está escrito com dois pontos, para introduzir um esclarecimento, as duas primeiras vírgulas separam expressão que tem a mesma função de "no começo".
(__)Uso de termos oxítonos, paroxítonos e proparoxítonos, conforme se pode exemplificar pela série: "atenção, caráter, hipótese".
(__)Uso de figuras de linguagem, como metáforas e comparações para conceituar o conteúdo do "ECA", conforme está escrito no (2ª§) do texto.
Marque a alternativa com a série CORRETA:
REFLEXÃO SOBRE O "ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE"
(1º§)O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8069/90) foi fruto da necessidade da criação de uma Justiça especializada e cujo objetivo é de julgar as infrações cometidas pelos adolescentes entre doze e dezoito anos (artigo 2º) do ECA.
(2º§)O dicionário de Aurélio Buarque de Holanda conceitua o vocábulo adolescente como: aquele que está no começo, no início, que ainda não atingiu todo o vigor. Adolescentes são pessoas ainda em formação, cuja estrutura física e psíquica não atingiu sua plenitude, bem como a sua personalidade. Sendo assim, são pessoas especiais que merecem a criação de uma Justiça especializada, diferenciada daquela utilizada para adultos, haja vista, suas diferenças.
(3º§)Como seres especiais, cuja personalidade, intelecto, caráter estão ainda em formação a tarefa de redirecioná-los e reeducá-los é mais branda e menos trabalhosa, pois as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis em assimilar as ditas orientações. Pense nisso, redobre sua atenção para com os seres humanos em formação! Eles merecem o nosso carinho!
(4º§)O ECA, portanto, prevê um tratamento diferenciado para os adolescentes infratores, classificando-os como pessoas especiais de direitos, procurando garantir que sua formação seja sólida e harmoniosa perante a sociedade, garantindo assim a retomada de uma vida social plena sem problemas ou incidentes, lastreados em valores éticos, sociais e familiares, afastando-os de uma vida pregressa gregária que não deve prevalecer, em nenhuma hipótese durante ao seu desenvolvimento, sob pena de se tornar um doente incurável.
(Reflexões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - Jus.com.br | Jus Navigandi) - (Adaptado)
O texto abaixo servirá de base para responder à questão.
Rodrigo Hübner Mendes *
*Mestre em gestão da diversidade humana pela Fundação Getúlio Vargas
Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/rodrigo-mendes/2021/06/11/capacitismo-raro-em-nos so-vocabulario-comum-em-nossa-atitude.htm. Acesso em: 26 set. 2022. [Adaptado]
Leia o texto abaixo e responda à questão.
Aconteceu em Natal
Sanderson Negreiros
O trânsito ontem à tarde na Rua João Pessoa estava uma delícia. Servido com caviar, batatinhas e molho pardo. Uma delícia de trânsito.
Às 16 horas em ponto, dei entrada com meu carango varonil na referida artéria. Por que as ruas chamavam-se antigamente de artérias? É porque nelas corria sangue, disse-me Vetusto, repórter policial, do tempo em que, ao morrer uma criança, escrevia-se: “Ontem, alou-se aos céus, a interessante garota”.
Cheguei no começo da João Pessoa e pensei com os três botões da minha camisa: vou provar a mim mesmo que sou edição modesta de Fittipaldi e atravessarei estas ruas em menos de meia hora. Não vos conto minha decepção: às 17h30 é que conseguia chegar no chamado Grande Ponto. E vos informo de minha epopeia, minha odisseia, minha ilíada.
Para passar ao largo do Centro Cearense, gastei 20 minutos. Havia carros por cima das calçadas, carros por cima dos outros e, num realismo fantástico, um Volks que tinha subido numa mangueira parnasiana.
Perguntareis: como isso é possível? Na Rua João Pessoa, depois das 4 da tarde, tudo é possível. Não sei ainda se tudo é permitido.
Pensei em Jean-Luc Godard, para filmar aquele apocalipse subdesenvolvido. Imprensara meu carango de tal maneira que fui jogado fora dele. Foi preciso o guarda para o caos, isto é, o trânsito; e dar vez aos meus direitos institucionais, dizendo-me: “O senhor pode voltar para o seu carro e assumir a direção”. Gostei e voltei.
Dei continuação ao fluxograma, ao esquema, ao organograma, ao... qualquer coisa de fila de carros que ia em demandada do Grande Ponto. De repente, aquele susto, inevitável: um corcel amarelo-hepatite ia por cima da parede. Como uma lagartixa profissional.
Depois de uma hora intensa de empurra-empurra, vi em minha frente uma camioneta parada, no meio da rua, que não era mais rua, mas um ringue. Fechei os olhos, e um sujeito gritou de trás: “Passe por cima. Passe por cima”.
Alguém botou um tobogã invertido e apenas liguei a primeira. Logo senti que havia ultrapassado mais um obstáculo olímpico.
A caminhada continuou. Quando atingi a possibilidade de passar em frente à APERN, uma mulher disse para mim: “Nunca me viu?”. Respondi: “Nunca. Never. A senhora pertence ao planeta Terra?”.
E segui em frente. Ia me esquecendo: nesse tempo todo, choveu cinco vezes e fez verão outras tantas. Ouvimos trovões pianíssimos, em fita gravada; e trovões reais, em alta fidelidade. Houve tempestade em curto circuito e tempestades que só conhecemos em filmes coloridos da Metro, como o que contava a queda de Roma.
O Grande Ponto era um mar de cabeças unânimes (perdoem a imagem). Um mar compacto; não havia brecha sequer para que alguém espirrasse sem atingir a moral do outro. Hippies, defensores da contracultura, ex-hippies, artistas pops, pintores ops, singulares personalidades que não pagam ainda o INPS.
E, diante de tal quadro, vi o impossível acontecer, pelo menos em Natal: um motorista impaciente levantou-se do seu carro e caminhou por cima das cabeças como pudesse se repetir a imagem do Evangelho: de Cristo andando sobre as águas.

- NEGREIROS, Sanderson. Aconteceu em Natal. In: SOBRAL, Gustavo; MACEDO, Helton Rubiano de (Orgs.).
Cinco cronistas da cidade. Natal: EDUFRN, 2017. p. 145-148.
Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/bitstream/123456789/23773/1/Cinco%20cronistas%20da%20cidade.pdf.
Acesso em: 26 set. 2022.
Leia o texto abaixo e responda à questão.
Aconteceu em Natal
Sanderson Negreiros
O trânsito ontem à tarde na Rua João Pessoa estava uma delícia. Servido com caviar, batatinhas e molho pardo. Uma delícia de trânsito.
Às 16 horas em ponto, dei entrada com meu carango varonil na referida artéria. Por que as ruas chamavam-se antigamente de artérias? É porque nelas corria sangue, disse-me Vetusto, repórter policial, do tempo em que, ao morrer uma criança, escrevia-se: “Ontem, alou-se aos céus, a interessante garota”.
Cheguei no começo da João Pessoa e pensei com os três botões da minha camisa: vou provar a mim mesmo que sou edição modesta de Fittipaldi e atravessarei estas ruas em menos de meia hora. Não vos conto minha decepção: às 17h30 é que conseguia chegar no chamado Grande Ponto. E vos informo de minha epopeia, minha odisseia, minha ilíada.
Para passar ao largo do Centro Cearense, gastei 20 minutos. Havia carros por cima das calçadas, carros por cima dos outros e, num realismo fantástico, um Volks que tinha subido numa mangueira parnasiana.
Perguntareis: como isso é possível? Na Rua João Pessoa, depois das 4 da tarde, tudo é possível. Não sei ainda se tudo é permitido.
Pensei em Jean-Luc Godard, para filmar aquele apocalipse subdesenvolvido. Imprensara meu carango de tal maneira que fui jogado fora dele. Foi preciso o guarda para o caos, isto é, o trânsito; e dar vez aos meus direitos institucionais, dizendo-me: “O senhor pode voltar para o seu carro e assumir a direção”. Gostei e voltei.
Dei continuação ao fluxograma, ao esquema, ao organograma, ao... qualquer coisa de fila de carros que ia em demandada do Grande Ponto. De repente, aquele susto, inevitável: um corcel amarelo-hepatite ia por cima da parede. Como uma lagartixa profissional.
Depois de uma hora intensa de empurra-empurra, vi em minha frente uma camioneta parada, no meio da rua, que não era mais rua, mas um ringue. Fechei os olhos, e um sujeito gritou de trás: “Passe por cima. Passe por cima”.
Alguém botou um tobogã invertido e apenas liguei a primeira. Logo senti que havia ultrapassado mais um obstáculo olímpico.
A caminhada continuou. Quando atingi a possibilidade de passar em frente à APERN, uma mulher disse para mim: “Nunca me viu?”. Respondi: “Nunca. Never. A senhora pertence ao planeta Terra?”.
E segui em frente. Ia me esquecendo: nesse tempo todo, choveu cinco vezes e fez verão outras tantas. Ouvimos trovões pianíssimos, em fita gravada; e trovões reais, em alta fidelidade. Houve tempestade em curto circuito e tempestades que só conhecemos em filmes coloridos da Metro, como o que contava a queda de Roma.
O Grande Ponto era um mar de cabeças unânimes (perdoem a imagem). Um mar compacto; não havia brecha sequer para que alguém espirrasse sem atingir a moral do outro. Hippies, defensores da contracultura, ex-hippies, artistas pops, pintores ops, singulares personalidades que não pagam ainda o INPS.
E, diante de tal quadro, vi o impossível acontecer, pelo menos em Natal: um motorista impaciente levantou-se do seu carro e caminhou por cima das cabeças como pudesse se repetir a imagem do Evangelho: de Cristo andando sobre as águas.

- NEGREIROS, Sanderson. Aconteceu em Natal. In: SOBRAL, Gustavo; MACEDO, Helton Rubiano de (Orgs.).
Cinco cronistas da cidade. Natal: EDUFRN, 2017. p. 145-148.
Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/bitstream/123456789/23773/1/Cinco%20cronistas%20da%20cidade.pdf.
Acesso em: 26 set. 2022.

A respeito da linguagem utilizada pelo autor, julgue (C ou E) o item a seguir.
Do ponto de vista da tipologia, o texto é predominantemente narrativo.
“Dois trabalhos recentes feitos no Brasil apontam uma associação estatística significativa entre o consumo em excesso de alimentos ultraprocessados e a ocorrência de mortes evitáveis, somada à aceleração do processo de declínio cognitivo na população brasileira. Um artigo publicado em novembro passado na revista American Journal of Preventive Medicine estima que, em 2019, pelo menos 57 mil óbitos prematuros no país teriam sido causados pela ingestão em demasia de ultraprocessados. Outro estudo, que saiu em dezembro de 2022 na revista científica JAMA Neurology, sugere que o consumo exacerbado desse tipo de alimento acelera em 28% o declínio da cognição geral dos adultos.
Os alimentos ultraprocessados apresentam pouco do valor nutritivo de seus ingredientes originais. A categoria, genérica, abrange um conjunto de comidas às quais foram adicionados altos teores de açúcar, gordura, sal ou compostos químicos com a finalidade de aumentar sua durabilidade ou palatabilidade. Como exemplos desse tipo de alimento, figuram embutidos como salsichas, nuggets de frango, bolachas recheadas, refrigerantes, salgadinhos, sorvetes e doces industrializados. Os ultraprocessados são altamente calóricos. Comer um hambúrguer congelado de 80 gramas (g), por exemplo, equivale a ingerir 25% da quantidade diária recomendada de gordura. Uma lata de refrigerante representa 12% do total de açúcar que deveria ser consumido por uma pessoa em 24 horas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como mortes prematuras aquelas que ocorrem entre 30 e 69 anos e, portanto, não estão associadas apenas à velhice. Acidentes de carro, homicídios, quedas, envenenamentos estão entre as causas mais comuns de óbitos preveníveis, além das chamadas doenças não transmissíveis, como os problemas cardíacos, a obesidade e o câncer. [...]”
ELER, Guilherme. O peso dos ultraprocessados. Pesquisa Fapesp, março de 2023. Nutrição. Disponível em: (fonte:https://revistapesquisa.fapesp.br/o-peso-dosultraprocessados/. Acesso em: 06 mar. 2023.
O tipo de texto predominante nesse trecho é o:
Texto 01
Employee Experience, pessoas e tecnologia. Qual o caminho tomar?

Disponível em: https://vocesa.abril.com.br. Acesso em: 27 jul. 2023. Adaptado.
I - A presença das aspas, no primeiro parágrafo, indica o uso de citações diretas. II - O itálico assinala o uso de estrangeirismos, os quais ocorrem ao longo do texto. III - A linguagem conotativa é empregada de forma reiterada no decorrer do texto. IV - O uso de verbos na primeira pessoa marca a presença de subjetividade no texto. V - O texto, por suas características, apresenta-se como dissertativo-argumentativo.
Estão CORRETAS as afirmativas
________________, o autor tem a intenção de convencer seus leitores a partir da própria opinião e juízo de valor fundamentados em pesquisas que realizaram, ou em conhecimentos que possuem sobre determinado tema.
TEXTO I
Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação no contexto escolar: possibilidades
01 ____ Ao longo das últimas décadas, as tecnologias
02 digitais da informação e comunicação, também
03 conhecidas por TDICs, têm alterado nossas formas
04 de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e de
05 aprender. Na educação, as TDICs têm sido
06 incorporadas às práticas docentes como meio para
07 promover aprendizagens mais significativas, com o
08 objetivo de apoiar os professores na
09 implementação de metodologias de ensino ativas,
10 alinhando o processo de ensino-aprendizagem à
11 realidade dos estudantes e despertando maior
12 interesse e engajamento dos alunos em todas as
13 etapas da Educação Básica.
14 ____ As razões pelas quais as tecnologias e
15 recursos digitais devem, cada vez mais, estar
16 presentes no cotidiano das escolas, no entanto, não
17 se esgotam aí. É necessário promover a
18 alfabetização e o letramento digital, tornando
19 acessíveis as tecnologias e as informações que
20 circulam nos meios digitais e oportunizando a
21 inclusão digital.
22 ____ Nesse sentido, a Base Nacional Comum
23 Curricular contempla o desenvolvimento de
24 competências e habilidades relacionadas ao uso
25 crítico e responsável das tecnologias digitais tanto
26 de forma transversal – presentes em todas as áreas
27 do conhecimento e destacadas em diversas
28 competências e habilidades com objetos de
29 aprendizagem variados – quanto de forma
30 direcionada – tendo como fim o desenvolvimento
31 de competências relacionadas ao próprio uso das
32 tecnologias, recursos e linguagens digitais –, ou
33 seja, para o desenvolvimento de competências de
34 compreensão, uso e criação de TDICs em diversas
35 práticas sociais.
[...]
36 ____ Nesse contexto, é preciso lembrar que
37 incorporar as tecnologias digitais na educação não
38 se trata de utilizá-las somente como meio ou
39 suporte para promover aprendizagens ou despertar
40 o interesse dos alunos, mas sim de utilizá-las com os
41 alunos para que construam conhecimentos com e
42 sobre o uso dessas TDICs.
[...]
43 ____ Em resumo, incorporar as TDICs nas práticas
44 pedagógicas e no currículo como objeto de
45 aprendizagem requer atenção especial e não pode
46 mais ser um fator negligenciado pelas escolas. É
47 preciso repensar os projetos pedagógicos com o
48 olhar de utilização das tecnologias e recursos
49 digitais tanto como meio, ou seja, como apoio e
50 suporte à implementação de metodologias ativas e
51 à promoção de aprendizagens significativas, quanto
52 como um fim, promovendo a democratização ao
53 acesso e incluindo os estudantes no mundo digital.
54 Para isso, é preciso fundamentalmente revisitar a
55 proposta pedagógica da escola e investir na
56 formação continuada de professores.
57 ____ Além do uso das tecnologias para apoio à
58 prática do ensino, como apresentações digitais,
59 mostras de vídeos etc., e para o desenvolvimento
60 de pesquisas, alguns relatos propõem o uso das
61 TDICs para promover a criação de conteúdos
62 digitais. Uma possibilidade para isso é o uso de
63 softwares para a elaboração de histórias em
64 quadrinhos (HQs). Outra possibilidade está na
65 criação de conteúdos midiáticos ou multimidiáticos.
66 Com o uso de ferramentas simples e acessíveis, os
67 alunos podem criar áudios e vídeos para
68 compartilhar as aprendizagens de uma aula ou
69 sequência didática. Que tal conhecer algumas
70 dessas possibilidades?
MINISTÉRIO da Educação. Tecnologias digitais da informação e comunicação no contexto escolar: possibilidades. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/193-tecnologias-digitais-da-informacao-e-comunicacao-no-contexto-escolar-possibilidades. Acesso em: 14 fev. 2023.
Considerando o tipo do texto, é correto afirmar que é predominantemente
Texto para responder às questões 1 e 2.
A história do arquiteto capixaba e flamenguista que projetou o Centro de Treinamento (CT) do Flamengo
1 Para A Gazeta, Alexandre Feu contou como foi
projetar o espaço onde os jogadores do Flamengo treinam e
que virou uma referência no País, e deu detalhes da amizade
4 com Paulo Mendes da Rocha, autor do Cais das Artes, em
Vitória.
Nascido em Vitória, Alexandre Feu, de 65 anos,
7 contou para A Gazeta os bastidores de como foi projetar o
CT Presidente George Helal, o Ninho do Urubu, inaugurado
em 2018 no bairro Vargem Grande, na zona oeste do Rio de
10 Janeiro, e por qual razão não aceitou fazer projeto
semelhante para o Vasco.
A Gazeta – Como surgiu essa proposta de fazer um
13 projeto tão importante como o CT do Flamengo, hoje
reconhecido por todo o futebol do Brasil como um espaço
de ponta para os atletas?
16 Alexandre Feu – A gente tem um escritório de
arquitetura bastante representativo, não só no Rio, mas no
Brasil afora. Nós somos 38 arquitetos. É um escritório
19 considerado de médio para grande porte no País. Fomos
convidados pelo Flamengo para fazer um projeto. Nesse
momento, eles tinham recém-inaugurado um CT para o
22 profissional. E eles me chamaram, na verdade, para fazer o
CT da base. Fui fazer uma visita, convidado pelo então
diretor de imobiliário do Flamengo, Alexandre Wrobel, e
25 um engenheiro, que vieram aqui ao nosso escritório,
conversaram comigo e eu fui fazer uma visita ao CT
recém-inaugurado.
28 A Gazeta – Alexandre, eu queria te perguntar se
Vitória é tão bonita como o Rio de Janeiro.
Alexandre – Vitória é uma joia, cara, é uma
31 maravilha. Eu adoro Vitória. Acho uma cidade maravilhosa.
Realmente é uma cidade muito linda. É uma cidade muito
bem cuidada, isso realmente impressiona. Eu olhei essa
34 região da Praia do Canto, está muito bacana. E essa Curva da
Jurema aí... está muito gostoso. Eu tive aí recentemente,
uns 15 dias atrás, quando fui à UFES fazer uma palestra e
37 dar um workshop para os alunos da arquitetura. Acordei de
manhã, fiz uma caminhada, uma corrida na Curva da
Jurema, fui até a Praça do Papa, voltei, fui até o Iate Clube,
40 é uma maravilha isso aí, a cidade tem vida. Alegre, um
monte de gente bonita correndo, os quiosques cheios, todos
arrumadinhos. Vitória está uma beleza. E a Praia do Canto,
43 à noite, também, viva, muito bacana.
Disponível em:<https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/> . Acesso em: 11 ago. 2023, com adaptações.
Quanto aos tipos e gêneros textuais, assinale a alternativa que indica a classificação do texto apresentado.
Veja o texto a seguir:
Combate à Dengue
A picada do mosquito Aedes Aegypti tem demonstrado grande preocupação. Isso porque o aumento de mortes no país por motivo de dengue tem crescido de forma considerável nos últimos meses.
A melhor maneira de combater a doença é explorar a única arma: a prevenção.
Projetos de conscientização alertam a população para os perigos da proliferação do mosquito.
Acerca dele, podemos afirmar corretamente que o mesmo é, predominantemente, um texto:
O grande encontro dos desaparecidos
“Sem destino: 102,2 mil desapareceram em 6 meses.”
Cotidiano, 10 jul. 1999.
Uma vez ao ano os desaparecidos se reúnem. Sempre em data diferente e em local diferente: às margens de um grande rio, no meio da floresta, no alto de uma montanha. Ninguém falta. Por certos mecanismos de comunicação, do qual só os desaparecidos têm conhecimento, a notícia chega a todos e a cada um deles.
No dia aprazado lá estão.
[...]
O encontro é, sobretudo, de trabalho. Para isso, os desaparecidos são divididos em comissões temáticas, que têm como objetivo responder a perguntas cruciais: é lícito desaparecer quando há uma crise na família? O desemprego é uma boa razão para o desaparecimento? Deve uma possível reaparição ser precedida de exigências ao grupo, à comunidade, ao país?
As discussões são intensas e acaloradas. Mas há também tempo para amenidades, para amável convívio, em que os desaparecidos intercambiam experiências e relatam episódios diversos, pitorescos ou não.
SCLIAR, Moacyr. O grande encontro dos desaparecidos. In: Conto Brasileiro. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-grande-encontro-dos-desaparecidos-cronica-de-moacyr-scliar/. Acesso em: 23 out. 2023. [Adaptado]
A crônica narrativa é um gênero textual cujo tema geralmente é inspirado em fatos cotidianos. No texto apresentado, essa inspiração pode ser observada
Tipologias, materiais e técnicas construtivas da Arquitetura urbana do café, produzida em Muqui, sul do estado do Espírito Santo, entre os anos de 1918 (final da Primeira Guerra Mundial) e 1976 (após o Programa de Erradicação dos Cafeeiros Improdutivos) são objetos deste estudo. Em função de diversos determinantes históricos, o município teve boa parte de seu acervo arquitetônico urbano e rural preservado, sendo que, somente a partir do ano de 1998, foi iniciado um processo de gestão patrimonial local. Para a compreensão da Arquitetura, discutiremos a economia do café e seus reflexos na formação da cidade de Muqui, buscando compreender sua importância no contexto regional e nacional. A partir deste estudo, foi possível dividir a Arquitetura remanescente em quatro períodos distintos de evolução e, posteriormente, classificá-la de acordo com suas características tipológicas. A pesquisa tem como base o levantamento cadastral de 35 dos 45 imóveis estudados, aliado ao conhecimento prévio de todos os 272 imóveis de interesse de preservação remanescentes na cidade, atualmente tombada pelo Conselho Estadual de Cultura. A partir dela, foi possível classificar os materiais e as técnicas construtivas de forma descritiva e analítica, o que poderá contribuir para a melhoria no processo de gestão do patrimônio local.
HAUTEQUESTT FILHO, Genildo Coelho. Arquitetura urbana do café em Muqui-ES. Dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal do Espírito Santo, 2011, com adaptações.
Quanto aos tipos e gêneros textuais, o texto apresentado é classificado como
Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada
Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.
Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.
Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.
Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.
Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.
Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.
Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.
(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)
Indique o enunciado cuja construção semântica é estabelecida por meio de causa e efeito: