Questões de Concurso
Sobre substantivos em português
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(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0q0188yzq7o. adaptado)
Assinale a opção em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.
Assinale a opção que contenha apenas substantivos.
Black Friday: como os robôs influenciam você na disputa por pechinchas
A Black Friday e a onda de compras de Natal chegaram. Mas qualquer pechincha envolvendo um novo console ou aquela placa de vídeo disputada provavelmente será abocanhada por um exército de robôs trabalhando para aqueles que procuram ter lucro com os preços baixos nesse período.
Esses robôs (bots) são programas em funcionamento constante que afetam o comércio online há anos. Mas, desde a pandemia de covid-19, o comércio eletrônico aumentou consideravelmente.
E qual o problema que eles causam? Bem, os robôs de varejo vasculham todas as páginas de sites de comércio por todo o mundo de olho no momento exato em que um item é colocado à venda. E, daí, eles alertam seus administradores para que possam vencer a multidão de consumidores em busca de preços baixos. Alguns dos programas até compram automaticamente o produto, mais rapidamente do que qualquer ser humano é capaz.
É por isso que algumas mercadorias ficam fora de estoque em lojas comuns, mas estão disponíveis por milhares de dólares a mais do que o preço inicial em sites como o eBay.
Isso é apenas "a ponta do iceberg", diz Thomas Platt, da empresa de gerenciamento de robôs Netacea. Robôs abocanham o estoque de tudo, de brinquedos fofinhos a coleções de filmes.
Se houver um nicho de mercado ou um lançamento de alto padrão, "essas indústrias serão alvo dos algoritmos", explica Platt.
Em 2020, o lançamento da placa de vídeo de jogos para PC da Nvidia, a 3080, ilustrou "o caso mais extremo do que os robôs podem fazer", disse um dos moderadores do fórum do Reddit, um grupo de caçadores de pechinchas que se ajudam a encontrar peças de computadores.
Menos de um segundo após o lançamento, todas as peças acabaram. Os usuários em sites de varejo não viram um botão 'comprar agora', mas sim, um botão 'esgotado', já que todo o estoque tinha sido imediatamente adquirido por robôs, com uma ou outra pessoa sortuda lá no meio da lista de compradores.
Rob Burke, ex-diretor de comércio eletrônico internacional da grande varejista internacional GameStop, diz que os robôs sempre foram um problema.
"Às vezes, mais de 60% do tráfego no nosso site, representando centenas de milhões de visitas por dia, era de robôs que monitoram preços. Especialmente, às vésperas de grandes lançamentos." Essa situação cria um certo dilema ético para as lojas.
"Por um lado, você só quer vender o produto. Então, quem se importa se foi um robô ou um cliente real? Por outro, se nenhum, ou muito poucos de seus clientes reais puderem adquirir um produto com você, eles naturalmente buscarão outro lugar para comprar."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced97pvj35po.adaptado.
Assinale a opção em que todos os vocábulos sejam substantivos de mesmo gênero.
"Após longos dias de viagem, ele finalmente chegou à cidade antiga, carregando no rosto o cansaço e a satisfação da missão cumprida."
Com base na análise morfológica do trecho, qual das alternativas classifica corretamente a função de cada termo destacado?
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsecutivo.
No trecho “A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez.” (nono e décimo períodos), os vocábulos “ócio” e “nudez” classificam-se, gramaticalmente, como substantivo e adjetivo, respectivamente.
Charlatões
Um amigo meu diz que em todos nós existe o charlatão. Concordei. Sinto em mim a charlatã me espreitando. Só não vence, primeiro porque não é realmente verdade, segundo porque minha honestidade básica até me enjoa. Há outra coisa que me espreita e que me faz sorrir: o mau gosto. Ah, a vontade que tenho de ceder ao mau gosto. Em quê? Ora, o campo é ilimitado, simplesmente ilimitado. Vai desde o instante em que se pode dizer a palavra errada exatamente quando ela cairia pior – até o instante em que se diriam palavras de grande beleza e verdade quando o interlocutor está desprevenido e levaria um susto de constrangimento, e haveria o silêncio depois. Em que mais? Em se vestir, por exemplo. Não necessariamente o óbvio do equivalente a plumas. Não sei descrever, mas saberia usar um mau gosto perfeito. E em escrever? A tentação é grande, pois a linha divisória é quase invisível entre o mau gosto e a verdade. E mesmo porque, pior que o mau gosto em matéria de escrever, é um certo tipo horrível de bom gosto. Às vezes, de puro prazer, de pura pesquisa simples, ando sobre linha bamba.
Como é que eu seria charlatã? Eu fui, e com toda a sinceridade, pensando que acertava. Sou, por exemplo, formada em direito, e com isso enganei a mim e aos outros. Não, mais a mim que a todos. No entanto, como eu era sincera: fui estudar direito porque desejava reformar as penitenciárias no Brasil.
O charlatão é um contrabandista de si mesmo. Que é mesmo o que estou dizendo? Era uma coisa, mas já me escapou. O charlatão se prejudica? Não sei, mas sei que às vezes a charlatanice dói e muito. Imiscui-se nos momentos mais graves. Dá uma vontade de não ser, exatamente quando se é com toda a força. Não posso infelizmente me alongar mais nesse assunto.
LISPECTOR, C. Charlatões. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 1973. Disponível em
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
De que são feitos os dias?
De que são feitos os dias?
− De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inactuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
− do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Cecilia Meireles, Canções
https://www.tudoepoema.com.br/cecilia-meireles-de-que-sao-feitos-osdias/#google_vignette
( ) Advérbios são variáveis.
( ) Interjeições são invariáveis.
( ) Numerais são invariáveis.
( ) Substantivos são variáveis.

Coluna 1
1. Adjetivo.
2. Advérbio.
3. Pronome.
4. Substantivo.
Coluna 2
( ) “demanda” (l. 01).
( ) “esta” (l. 02).
( ) “suficientes” (l. 03).
( ) “não” (l. 05).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Relacione a 1ª coluna à 2ª:
- amor de mãe
- olho de gato
- água de rio
- cara-de-anjo
( ) fluvial
( ) angelical
( ) felino
( ) materno
Assim temos:
Professora: Bom dia, turma! Hoje vamos discutir a importância da educação para o desenvolvimento pessoal e profissional.
Aluno 1: Professora, por que a educação é tão importante para nossas vidas?
Professora: A educação é fundamental porque ela amplia nossos conhecimentos, desenvolve habilidades essenciais e abre portas para melhores oportunidades no futuro.
Aluno 2: Então, estudar e se dedicar aos estudos pode realmente fazer a diferença?
Professora: Com certeza! O esforço e a dedicação nos estudos resultam em maior aprendizado e melhores resultados acadêmicos, o que é crucial para o nosso crescimento.
Aluno 3: E como podemos aproveitar melhor as aulas?
Professora: Participando ativamente, fazendo perguntas, realizando as atividades propostas e sempre buscando mais informações além do que é apresentado em sala.

I – Na frase: “A saparia canta na lagoa” - temos o coletivo de sapo.
II – Na frase: “O sapinho fez parte do concerto na lagoa” - temos o diminutivo de sapo.
III – No verso: “Num balançado maroto” - a palavra “maroto” significa: “esperto”, “malandro”.
IV – O verbo do verso: “Desafia a cigarra em lá, sol, si” – está conjugado no pretérito perfeito do modo indicativo.
A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
(1º§) A dignidade é intrínseca: vem do próprio fato de ser humano, vem de dentro. Não é concedida – e nem retirada – por ninguém.
(2º§) “Quanto vale o homem / Menos, mais que o peso? / Hoje mais que ontem? / Vale menos velho? / Vale menos morto?”, perguntou Carlos Drummond de Andrade em um de seus poemas”.
(3º§) A melhor resposta que podemos dar ao poeta é a de que o homem sempre vale muito. Cada ser humano, independentemente de qualquer atributo ou característica (sexo, idade, raça, religião etc.) ou de qualquer comportamento que tenha adotado ou venha a adotar, tem um valor único, um significado que transcende a sua existência individual e que tem relevância para todos os demais homens. É isso que queremos expressar quando falamos em “dignidade da pessoa humana”.
(4º§) Dignidade é a especial preeminência de que alguém goza; é seu alto valor, sua nobreza. Quando falamos de dignidade do homem, referimo-nos a algo que é intrínseco: vem do próprio fato de ser humano, vem de dentro. Não é concedida – e nem retirada – por ninguém: nem pelos que nos rodeiam, nem pelo Estado, nem pela cultura, nem pelo consenso social. E não é coletiva, mas individual: não falamos da dignidade “da humanidade” em geral, mas de cada pessoa.
(5º§) Cada ser humano, único e irrepetível, é digno de respeito. É disso que trata a Declaração Universal dos Direitos do Homem quando afirma, em seu artigo 1º, que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos” e, em seu preâmbulo, que “o reconhecimento da dignidade inerente e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana é o fundamento da liberdade, justiça e paz no mundo”.
(6º§) Não falamos da dignidade “da humanidade” em geral, mas de cada pessoa. É importante ressaltar que todo ser humano é único, e singular e digno de respeito.
(7º§) O homem é um ser que sempre está em busca de algo mais, de algo que o transcenda, o que o diferencia de todos os outros animais. (...)
(8º§) O homem é um ser que esquece. Talvez não se esqueça tão facilmente daquelas questões mais triviais do dia a dia, mas acaba se esquecendo das grandes verdades a respeito de si mesmo. E uma dessas verdades é sua inviolável dignidade.
(9º§) Um olhar atento às questões diversas torna-se imprescindível.
(10º§) Esteja atento aos pequenos detalhes. Organize a trivialidade de sua vida. Busque a dignidade dignamente e se inclua entre os seres dignos!
(...)
(In: Gazeta do Povo) – (Adaptado) (https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/nossas-conviccoes/a-dignidade-da-pessoa-humana 0kzt1kd1yzf7c8zsi0b4xkbh0/) – (Acesso 21.01.2024)
I – A expressão: “Um olhar” – contém um substantivo formado por derivação imprópria, seguido do adjetivo biforme (porque existe o feminino “atenta”).
II – A contração prepositiva “às” é imposta pela regência nominal.
III – A expressão: “questões diversas” também pode ser escrita assim: “diversas questões” sem alterar o sentido semântico contextual.
IV – Na expressão: “torna-se imprescindível” – temos exemplo de mesóclise.
V – O termo “imprescindível” equivale a desnecessário.
Marque a série de análises corretas.
A PALAVRA FEIA DE ALBERTO
(1º§) Uma tarde, numa festa muito elegante, o jovem Alberto ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes. A palavra ficou flutuando como uma pequena nuvem cinzenta. Era muito feia e coberta de pelos negros e duros. Com um rápido movimento de pulsos, Alberto pegou a palavra no ar e colocou-a dentro de seu bolso traseiro.
(2º§) Foi quando começou a confusão. O Sr. Hilário atirou seu taco de críquete para o alto (...) o taco aterrissou bem em cima do dedão de Alberto. O garoto abriu a boca para gritar, mas a palavra feia saiu primeiro, muito maior e mais horrorosa do que antes. Todos os convidados ficaram chocados. Eles não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo.
(3º§) – Venha comigo, rapazinho! – Disse a mãe de Alberto.
(4º§) No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão. Enquanto Alberto esfregava a língua, a palavra feia sentou-se no ombro do garoto e ficou rindo maldosamente.
(5º§) Alberto sabia que alguma coisa precisava ser feita. A palavra fica escondida, esperando pacientemente enquanto a festa continua, e quando Alberto admirava a tia Isabella cantar ópera, a palavra encolheu e voou até a boca de Alberto.
(6º§) De repente aconteceu uma confusão, o mordomo Chives derrubou uma bandeja de ovos condimentados em cima do vestido da madame Friatta, que derrubou o coquetel na careca do Sr. Hilário, que atirou seu taco de críquete para o alto, que por fim aterrissou em cima do dedão de Alberto que gritou a palavra feia que estava em sua boca.
(7º§) Todos ficaram horrorizado, então, Alberto saiu correndo e foi bater na casa do jardineiro.
(8º§) O jardineiro, que também era um mágico praticante, abriu a porta com um sorriso. O mágico jardineiro ficou logo sabendo que Alberto tinha pegado uma palavra feia. (...) Puxou uma gaveta repleta de palavras que estalavam e cintilavam.
(9º§) – Algumas vezes precisamos de palavras muito fortes – explicou – para mostrar como estamos nos sentindo.
(10º§) Use estas palavras aqui e talvez você não tenha mais problemas. E entregou um dicionário para Alberto. (...)
(http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/mod_ii_vol2unid2.pdf)
Sobre o período transcrito a seguir, marque a alternativa com análise incorreta.
“No banheiro, a mãe de Alberto lhe entregou um pedaço de sabão”.