Questões de Concurso Sobre substantivos em português

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Q4288607 Português
A erupção vulcânica que produziu o som mais alto registrado na história


   No começo de julho de 2026, um vulcão na Indonésia entrou em erupção e lançou colunas de cinzas de até 250 metros de altura, segundo a imprensa local.

   O vulcão Anak Krakatau entrou em erupção duas vezes: uma em 2 de julho e outra em 3 de julho, segundo reportagens que citam a agência geológica da Indonésia. Um grupo responsável pelo monitoramento da atividade vulcânica na região informou que não havia ameaça imediata às comunidades próximas.

   O Anak Krakatau surgiu em 1927 a partir de uma grande cratera submarina, conhecida como caldeira, deixada pela erupção do vulcão Krakatoa, a segunda mais letal já registrada na história. Em indonésio, Anak Krakatau significa “Filho do Krakatoa”.

    A erupção de 1883 matou mais de 36 mil pessoas e destruiu 165 vilarejos em menos de 48 horas.

   Também produziu o que é considerado o som mais alto já registrado. A explosão pôde ser ouvida a milhares de quilômetros de distância e lançou tanta cinza na atmosfera que reduziu as temperaturas em todo o planeta por anos.

     Os primeiros sinais da tragédia foram observados em maio de 1883, segundo os Centros Nacionais de Informação Ambiental dos Estados Unidos (NCEI, na sigla em inglês). O comandante de um navio de guerra alemão passava pela região quando viu nuvens de cinzas e poeira saindo do Krakatoa. Até então, o vulcão permanecia inativo havia cerca de 200 anos.

    Então, em 26 de agosto daquele ano, começaram as erupções. A primeira grande explosão do Krakatoa lançou fluxos de lava, pedra-pomes e cinzas em direção ao mar. O material provocou uma onda gigante que avançou para o norte, matando milhares de pessoas.

    No auge da erupção, a coluna de cinzas atingiu 80 quilômetros de altura, cobriu uma área  de cerca de 777 mil quilômetros quadrados e mergulhou a região na escuridão por mais de dois dias, segundo o NCEI.

Fonte: BBC News Brasil. Disponível em: bbc.com/portuguese. Acesso em: 21 jul. 2026. [trecho adaptado]
Sabendo que “animal” é hiperônimo (termo de sentido mais amplo) de “cachorro”, assinale o par em que os vocábulos se apresentam na mesma ordem, isto é, hiperônimo seguido de hipônimo:
Alternativas
Q4286659 Português
O que realmente ajuda a evitar o mofo

Embora colocar uma trouxinha de arroz cru dentro do armário possa colaborar em situações leves de mofo, alguns hábitos têm impacto muito maior na prevenção da umidade. Entre eles estão guardar apenas roupas completamente secas, abrir as portas do guarda-roupa regularmente para renovar o ar, evitar encostar o móvel diretamente em paredes com infiltração, manter o ambiente bem ventilado sempre que possível.

(Disponível em: https://l1nk.dev/jfyf66w. Acesso em: 26 jul. 2026. Adaptado.)
Analise a frase a seguir: "Manter o ambiente bem ventilado sempre que possível."
Considerando a mudança das palavras do singular para o plural, assinale a alternativa em que a frase foi corretamente reescrita, sem alteração de seu sentido.
Alternativas
Q4286568 Português
Leia o texto a seguir e complete as lacunas com as palavras corretas:
Um amigo
Um amigo é uma __________ com quem se tem prazer em compartilhar ideias de forma tranquila e __________. Não é preciso estar de acordo. O rosto do meu amigo não é igual ao meu rosto. E essa __________ me dá alegria. Se convivemos bem com nossos rostos diferentes, por que haveríamos de querer que nossas ideias fossem iguais? [...]
(Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola. 2010. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no texto: 
Alternativas
Q4285782 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Conflito de gerações



    A senhora vem me reclamar da falta de educação do rapaz que lhe tomou a vaga no estacionamento, enfiando o carro na frente; um amigo se queixa dos filhos cheios de vontade e que não tomam rumo na vida, num estado de dependência que parece epidêmico; no bar, o camarada fala do absurdo que é a atitude dos jovens com tantas reinvindicações esdrúxulas. (...)


    Uma amiga reclamou que não tem conseguido nem conversar com o filho mais, sem ser chamada de repressora ou coisa pior. O caldo entornou no dia que a mãe entrou no quarto do rapazinho para arrumar a cama e foi acusada de estar cerceando a liberdade dele, que come, dorme e se veste com o suor dela.


    Não era fácil ser jovem antes, nunca foi; mas esses métodos moderninhos, permissivos, que apostam na liberdade total, criaram um problema na cabeça dos pais que sonhavam participar da primeira mudança geracional sem conflito. Mas filhos nunca querem ser iguais aos pais.


   Se alguma geração se perdeu foi a nossa. Talvez pela culpa de ter pouco tempo com as crianças ou pela decisão de oferecer uma educação sem tantos limites, como a que veio dos pais. O fato é que alguns valores e responsabilidades fundamentais até para o civismo, a convivência social se perderam.


  Os jovens de hoje já vêm conectados à rede mundial de computadores, quase equipamentos periféricos; com isso, há um excesso de informação sem filtro e um desprezo pelo conhecimento anterior, que de alguma forma é personificado por pais e professores. Quem precisa entender aquele complicado índice da Enciclopédia Britânica se basta um clique para ter o básico que basta? 


    É uma geração que só quer o básico, até porque ninguém mais quer saber tudo, até porque sabe que o tudo muda a toda hora. Pelo menos substituíram a angústia existencial pelo prazer imediato, que cabe numa música sertaneja, numa selfie, postagem ou exibição qualquer. De modo geral, não há muito espaço para pudor ou arrependimento. (...)



ESTANA, Paulo. Conflito de gerações. Correio

Braziliense. Disponível em

<https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/conflito-de-geracoes/>.

Assinale a alternativa cuja palavra destacada no trecho está sendo empregada numa categoria morfológica diferente da sua classificação original.
Alternativas
Q4285673 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão. 

        A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar de êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas escolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante da esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então meu último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem crônica.
   
        Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que preparam para algo mais que matar a fome.
    
        Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se estivesse aguardando a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha o pedaço de bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
    
        A negrinha contida na sua expectativa, olha a garrafa de coca-cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. A mãe remexe em uma bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
   
        São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia de bolo. E enquanto ela serve a coca-cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menina repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você...”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. De súbito, dá comigo a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
    
        Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

SABINO, Fernando. A última crônica. In: Para gostar de ler - Crônicas. Volume 5. São Paulo. Ática. 2003.
Leia o trecho da crônica.
"A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acentuar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor."
Analise as afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso.
( ) No contexto, a palavra compostura refere-se ao comportamento discreto, respeitoso e contido das personagens.
( ) A palavra compostura pode ser substituída por moderação, sem prejuízo significativo do sentido do texto.
( ) No trecho, a palavra compostura indica desorganização e agitação diante da situação vivida. 
( ) A expressão "na contenção de gestos e palavras" contribui para a construção do sentido da palavra compostura.
( ) A palavra compostura foi empregada para caracterizar um comportamento marcado pela simplicidade e pela discrição.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Alternativas
Q4285669 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.

Considerando o sentido do texto, analise as afirmativas a seguir e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) Dentro do contexto do texto, a palavra “metamorfoses” pode ser substituída por “transformações” sem prejuízo significativo de sentido.
( ) A palavra “silenciosas” tem como antônimo, no contexto, a palavra “barulhentas”.
( ) A substituição da palavra “longas” por “breves” mantém o mesmo sentido do texto.
( ) No texto, “vida e borboletas” estabelecem uma relação de antonímia.
( ) Dentro do contexto do texto, a palavra “metamorfoses” restringe-se ao seu significado dicionarizado, sem contribuir para a construção de um sentido figurado ou simbólico.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4285667 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.

Ainda em relação ao texto da imagem, analise as afirmativas a seguir sobre a palavra “não”, presente no primeiro período, e assinale V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A palavra “não” é um advérbio de negação, pois exprime uma circunstância de negação ao incidir sobre o verbo quero.
( ) Se o advérbio “não” fosse retirado do texto, o sentido do primeiro período permaneceria inalterado.
( ) No contexto do Texto III, o advérbio “não” contribui para estabelecer a oposição entre o desejo de apenas conhecer a realidade e o desejo de recriá-la poeticamente.
( ) A palavra “não” é uma preposição, pois estabelece relação de dependência entre os verbos quero e saber.
( ) A palavra “não” funciona como um substantivo no primeiro período, pois nomeia uma ideia de negação apresentada pelo eu lírico.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4282724 Português

Leia a frase a seguir:

Algumas experiências ________ são muito __________.

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas: 

Alternativas
Q4282683 Português
A palavra “cientistas” é classificada morfologicamente como: 
Alternativas
Q4281705 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


A figura da “Mulher-Maravilha”, imortalizada na cultura pop como um ícone de força e invencibilidade, transbordou os limites da ficção para se converter em um perigoso mito contemporâneo. Na realidade social, esse arquétipo tem sido utilizado para romantizar a exaustão feminina, validando a sobrecarga daquelas que acumulam as responsabilidades do trabalho remunerado, das tarefas domésticas e do cuidado familiar. Longe de ser um elogio, a exaltação da mulher que “dá conta de tudo” funciona como um mecanismo de dominação que invisibiliza as desigualdades estruturais de gênero e adoece física e mentalmente as mulheres.

O sociólogo Pierre Bourdieu (2012), em sua obra A dominação masculina, explica esse fenômeno através do conceito de violência simbólica. A dominação de gênero não se dá apenas pela coerção física, mas pela introjeção de disposições (o habitus) que fazem com que os próprios dominados percebam a ordem social como natural e legítima. Quando uma mulher se orgulha de ser uma “guerreira” que dorme poucas horas por noite para dar conta da casa, dos filhos e do trabalho, ela está, muitas vezes, reproduzindo a violência simbólica que a oprime.

Em suma, o mito da “Mulher-Maravilha” é uma armadilha retórica. Ao aplaudir a capacidade feminina de suportar o insuportável, a sociedade se exime da responsabilidade de promover a igualdade de gênero. Desconstruir essa romantização é o primeiro passo para reconhecer que o trabalho de cuidado é uma responsabilidade social e coletiva, e não um fardo individual travestido de superpoder. As mulheres não precisam de capas ou títulos de heroínas; precisam de políticas públicas de cuidado, de divisão equitativa do trabalho doméstico e do direito fundamental ao descanso e à saúde.


Disponível em: https://encenasaudemental.com/comportamento/insight/o-mitoda-mulher-maravilha-a-romantizacao-da-tripla-jornada/. Acesso em: 10 maio 2026. [Adaptado].
No primeiro parágrafo, a expressão “cultura pop” é classificada morfologicamente como 
Alternativas
Q4278304 Português
Quanto ao gênero do substantivo, marque a alternativa, onde há substantivo feminino. 
Alternativas
Q4277350 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

Analise se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V), considerando o trecho.

(__) Os adjetivos "intenso" e "térmico" caracterizam o substantivo "contraste", atribuindo-lhe características distintas.
(__) Os adjetivos "quente" e "seco" caracterizam o substantivo "Sudeste", indicando propriedades da região mencionada.
(__) Os adjetivos "frio" e "úmido" modificam o substantivo "Sul", especificando características geográficas do local de origem.
(__) O adjetivo "conhecido" caracteriza o substantivo "fenômeno", acrescentando-lhe uma característica no contexto do trecho.

Assinale a alternativa CORRETA, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4277347 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, "coordenador-geral" de operações e modelagem, o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente.

Com base no termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277013 Português

Acredita quem quer



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/06/acreditaquem-quiser-cmqbiedyv02au016tdgsx6dc0.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa correta sobre as palavras que compõem o trecho a seguir, retirado do texto, considerando seu contexto de ocorrência: “de um lado, santos de olhar compassivo esperando as preces da Terra”.
Alternativas
Q4274747 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


POLUIÇÃO E SOCIEDADE


A poluição causa diversos prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população. Os poluentes lançados na atmosfera contribuem para as mudanças climáticas, intensificam o aquecimento global, favorecem o derretimento das calotas polares e alteram os regimes de chuva, a ocorrência de tempestades e outras características climáticas de diferentes regiões.


Além disso, a presença de poluentes na atmosfera interfere na quantidade de radiação solar que alcança a superfície terrestre, influenciando a evaporação da água, a formação de nuvens e o ciclo hidrológico. Essas alterações afetam o equilíbrio ambiental e podem provocar impactos em diversos ecossistemas.


A poluição do ar também compromete a saúde humana. A exposição contínua aos poluentes pode favorecer o surgimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Entre as principais fontes desses poluentes estão a circulação de veículos, os lixões, as atividades agrícolas e a queima de combustíveis fósseis.


Embora a conscientização ambiental tenha aumentado, ainda são necessárias ações efetivas para reduzir a poluição. Entre elas estão a ampliação do uso de energias limpas, a melhoria dos combustíveis, a redução das emissões de veículos, o incentivo à coleta seletiva e ao tratamento de resíduos, o fortalecimento da fiscalização e a adoção de políticas públicas que estimulem a preservação do meio ambiente. 


Por Reginaldo Borgan (2025).

No trecho " A poluição causa diversos prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população", presente no texto "POLUIÇÃO E SOCIEDADE", a palavra "poluição" classifica-se como:
Alternativas
Q4268234 Português

O que é a síndrome do coração partido e por que ela pode ser fatal



Por Drauzio Varella



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/07/o-que-e-a- sindrome-do-coracao-partido-e-por-que-ela-pode-ser-fatal-cms4mqvmg00ha014pc6a2g4b0.html – texto

adaptado especialmente para esta prova).  

São substantivos derivados a partir de outros substantivos, EXCETO: 
Alternativas
Q4267997 Português

As lições do quase



Por Helô Bacichette



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-

quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a classe gramatical às respectivas ocorrências da palavra “quase”.

Coluna 1
1. Advérbio.
2. Substantivo.

Coluna 2
( ) “Era alguém criado quase como filho”.
( ) “O quase atravessa a vida de todos nós”.
( ) “Não por acaso, a literatura também gosta dos quases”.
( ) “Quem sabe esta própria crônica seja quase um conto”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4262598 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão abaixo, a que a ele se refere.

Texto 01


Proseando


    Eu ia indo, guiando meu carro, de Pocinhos do Rio Verde para Caldas, lá em Minas, quando vi, ao longe, na estrada, um bando de crianças que caminhava pelo acostamento. Chegando mais perto, pelo jeito delas, concluí que eram escolares. Sorriam, naquela manhã de sábado, como se estivessem indo para um piquenique. Crianças felizes. Eram pássaros livres. Chegando ainda mais perto tive uma explosão de alegria. Comecei a rir. Acenei para elas. Elas acenaram para mim. Percebi o que estavam fazendo: traziam sacos nas mãos e estavam catando o lixo acumulado à beira da estrada. Isso de catar lixo nas manhãs de sábado não está nos programas. E também não cai nas provas. Mas elas estavam fazendo aquilo que, talvez, elas já soubessem: que é preciso cuidar do mundo em que vivemos. Talvez soubessem, mas as inúmeras obrigações curriculares não lhes deixavam tempo livre para fazer o essencial. Tanto assim que aquilo que estavam fazendo era num sábado... Isso é sinal de esperança. Acho bom! 


ALVES, Rubem. Proseando. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/proseando. Acesso em: 20 jun. 2026.

Assinale a passagem em que se verifica o uso de um substantivo coletivo.
Alternativas
Q4262482 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Bom dia, por favor e obrigado

  Dou “bom dia” e ele passa em silêncio, com ar de desdém. Peço “por favor” e ela me olha com curiosidade. Agradeço a um terceiro e só consigo uma expressão de indiferença.
    É só comigo ou já aconteceu com o leitor?
   Pois então somos dois. A má educação militante está se espalhando: na reunião de condomínio, no clube, no escritório. De quem é a culpa?
    Talvez tenha sido do isolamento da pandemia, talvez daqueles de maior ficha corrida na decadência da civilização contemporânea: redes sociais, polarização e overdose de telas.
    Por aqui os códigos mais ortodoxos da boa educação nunca fizeram muito sucesso, mas havia uma gentileza genuína, uma boa vontade natural. Demonstrada de maneira informal, a simpatia era a marca nacional. Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca foi por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal. Indelicadeza? Jamais.
    Você dava “bom dia” e a pessoa não respondia, mas sorria com sinceridade. Se não tinha um “por favor” literal, existiam expressões e gestos que se podiam considerar equivalentes. Na falta de um “obrigado”, valia um tapinha nas costas ou até um abraço.
    Ficavam claras as boas intenções.
    A gente se entendia, ou ao menos se respeitava. A fama de boa praça do país tropical correu mundo. A razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria, como cantou Jorge Ben Jor.
    De um tempo para cá, a mistura fina dessa educação informal desandou.
    As redes, as telas e a polarização demonstram que, no barata-voa do mundo online, o respeito é algo dispensável, quando não inconveniente. O algoritmo sabe que cortesia não dá engajamento, muito menos lucro, então promove todo tipo de discórdia e estupidez. A senhorinha que dá “bom dia” no grupo é tratada com desprezo, o rapaz que responde com calma é ignorado e quem não é um raivoso contumaz torna-se um subversivo que precisa ser bloqueado.
   Educação? Boas maneiras? Sai pra lá, vovô!
   O problema é que, depois da pandemia, esse comportamento deletério transbordou para as ruas, para as esquinas, para a convivência no mundo real. Atal gentileza nativa foi arquivada, e a boa vontade ficou na memória.
   Civilidade? Vá procurar a sua turma!
  A grosseria se tornou o padrão em todo o espectro. Muitos conservadores passaram a considerar qualquer tipo de polidez como frescura. “Bom dia” é coisa de velho; “por favor”, de fraco; dizer “obrigado” é uma humilhação desnecessária.
   Do outro lado, a coisa não anda muito melhor. Há vários progressistas, daqueles que tratam CPF como se fossem CNPJs, decretaram que quem não é da sua tribo é indigno de respeito. Como dar “bom dia” a uma pessoa que parece o opressor? Como dizer “obrigado” a quem não celebra a nossa virtude? É o que questionam, com cândida intransigência.
    Cabe a quem ainda vive no país da gentileza e da boa vontade ensinar aos neosselvagens o básico da convivência civilizada.
    “Bom dia”, “por favor” e “obrigado” são um bom começo.


Fonte: AVERSA, Leo. Bom dia, por favor e obrigado. O Globo, Rio de Janeiro, 22 abr. 2026 (Adaptado).
Observe o fragmento “Se o “bom dia”, o “por favor” e o “obrigado” eram às vezes esquecidos, nunca por rispidez; talvez por um lapso de memória ou mesmo pela falta de uma educação formal” (5º parágrafo) e analise as assertivas que seguem.

I- Os termos “nunca” e “talvez” indicam circunstância de tempo, razão pela qual são classificados morfologicamente como advérbios.
II- No excerto analisado, o termo “obrigado” classifica-se morfologicamente como substantivo.
III- No excerto apresentado, o termo “se” funciona como pronome reflexivo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4262433 Português

Leia o Texto II e responda à questão. 



No fragmento “são lactobacilos vivos”, o termo “lactobacilos” é: 

Alternativas
Respostas
1: D
2: D
3: E
4: A
5: C
6: C
7: E
8: D
9: B
10: B
11: A
12: C
13: D
14: B
15: E
16: C
17: E
18: A
19: B
20: A