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Questões de Concurso Sobre substantivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.338 questões

Q3186827 Português
Em relação à classe gramatical dos substantivos, analise as afirmações a seguir:

I.'amante', 'cliente' e 'inocente' são substantivos uniformes.
II.'mestre', 'conde' e 'monge' são substantivos biformes.
III.O feminino de 'bispo' é 'episcopisa'.
IV.'aldeão' possui mais de uma forma feminina podendo ser 'aldeã' ou 'aldeoa'.
V.Os vocábulos 'aguardente', 'dinamite' e 'elipse' são substantivos femininos.
VI.'lápis', 'pires' e 'xis' possuem marca de número , sendo considerado o 's' como marca de plural.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3186335 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como o cérebro se comporta quando estamos doentes

Se alguém nos diz que vamos pegar uma gripe, a primeira coisa que pensamos são os sintomas físicos: dores musculares, tosse e febre.

Porém, o que realmente nos impacta numa infecção dessas é o cansaço extremo, a apatia, a irritabilidade e aquele "nevoeiro mental" que parece ficar conosco para sempre.

Esse conjunto de sintomas é conhecido como "comportamento de doença" e, embora seje desagradável, tem um propósito bastante importante.

Descobertas recentes apontam que os sintomas comuns durante uma infecção viral ou bacteriana não são simplesmente efeitos secundários da doença, mas têm uma função benéfica

Eles permitem que nosso corpo redirecione a energia para combater os agentes patogênicos que nos invadiram. Em outras palavras, nos sentimos mal para nos sentirmos bem depois.

No entanto, esse mecanismo também pode se tornar um efeito colateral indesejado em pacientes com câncer ou doenças autoimunes.

Essas pessoas são tratadas com medicamentos que atuam no sistema imunológico, conhecidos como interferons. Os tais interferons são naturalmente produzidos e liberados pelas células do nosso sistema de defesa quando sofremos uma infecção.

Porém, o uso terapêutico deles pode desencadear esses sintomas desagradáveis típicos do comportamento de doença.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c625xz4eqx3o adaptado) 
"Descobertas recentes apontam que os sintomas comuns durante uma infecção viral ou bacteriana não são simplesmente efeitos secundários da doença, mas têm uma função benéfica."
Em relação às classes gramaticais marque com V (verdadeiro) ou com F (falso) para as afirmativas abaixo:

(__)'descobertas', 'sintomas' e 'infecção' são substantivos.
(__)'recentes', 'comuns' são adjetivos que caracterizam o substantivo 'sintomas'.
(__)'viral' e 'bacteriana' são adjetivos que caracterizam o substantivo 'infecção'.
(__)'secundários' é um substantivo que caracteriza 'efeitos'.

O preenchimento correto dos parênteses é:
Alternativas
Q3185612 Português
Assinale da alternativa incorreta quanto aos substantivos que no masculino tem um significado e no feminino têm outro diferente:
Alternativas
Q3185610 Português
Assinale a alternativa em que há um substantivo masculino:
Alternativas
Q3185607 Português
Assinale a alternativa em que está correta a formação do plural: 
Alternativas
Q3185579 Português
O plural da palavra CRISTÃO, segue a mesma regra de formação da palavra :
Alternativas
Q3185367 Português
Assinale a alternativa que contenha apenas substantivo coletivos: 
Alternativas
Q3185338 Português
Assinale a alternativa que contenha somente substantivos abstratos: 
Alternativas
Q3182365 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



"Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos"

Identifique a alternativa que NÃO apresenta corretamente o masculino dos substantivos correspondentes :
Alternativas
Q3182195 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)



"A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores".

O vocábulo 'lobo' é um ser que forma o coletivo 'alcateia'.

Identifique a alternativa em que o coletivo NÃO se refere corretamente ao ser que o forma:
Alternativas
Q3182081 Português

Ser médico é colocar em prática o amor ao próximo


Por Antônio Carlos Lopes


Q1_5.png (688×464)


(Disponível em: www.sbcm.org.br/v2/index.php/not%C3%ADcias/3479-ser-medico-e-colocar-em-pratica-o-amor-ao-proximo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a palavra “muletas” (l. 01), analise as assertivas a seguir:

I. Trata-se de um substantivo simples e comum.
II. A palavra foi empregada em sentido figurado.
III. Um sinônimo possível, na situação em que o vocábulo ocorre no texto, é apoio.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3181454 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O bicho e o homem


A domesticação de animais começou há milhares de anos, durante o período neolítico, quando os seres humanos começaram a desenvolver práticas agrícolas e se estabelecer em comunidades permanentes, como conta o livro "Sapiens: uma breve história da humanidade" de Yuval Noah Harari. Domesticá-los era importante para que nós, humanos, pudéssemos controlar fontes de alimento, transporte e trabalho.


Quando pensamos em animais domesticados há muito tempo, o cavalo pode ser o primeiro que surge em nossa mente, já que ele serviu de meio de transporte por muitos anos. Mas muito provavelmente os cães foram os primeiros. Porém, não há um consenso sobre a "data" específica dessa transição. A maioria dos estudos apontam para 12 mil anos atrás como o começo desse processo.


Outros variam entre 15 mil a 30 mil anos atrás. Para se ter uma ideia, cientistas encontraram o crânio de um cão domesticado 33.000 anos atrás nas montanhas Altai, na Sibéria, que apresenta algumas das características de cães modernos, como contou esse artigo da revista Veja. Isso indicaria um estágio muito preliminar de domesticação − e está longe de determinar se, naquele período, a lealdade do homem era recíproca, como aponta o texto.


A teoria mais aceita de fato aponta para uma aproximação mais intensa há cerca de 11.000 anos, junto com a agricultura, como comentamos anteriormente. Ao aprender a cultivar a terra, o homem do Neolítico aprendeu também a criar animais como reserva alimentar, como explica esse artigo da Revista Superinteressante.


Os lobos, que são constantemente apontados como os primeiros ancestrais dos cachorros - mas não há também um consenso entre os pesquisadores sobre isso -, foram atraídos possivelmente pelo lixo e restos de comida deixados pelos caçadores.


Com o tempo, eles foram gradualmente selecionados por características desejáveis, como comportamento amigável e obediência, o que nos levou à criação de uma ampla variedade de raças caninas. Cada uma possuía características específicas para tarefas específicas: uns caçavam, outros protegiam e outros só faziam companhia.


A relação era vantajosa para ambas as partes: os lobos ganharam ao conviver com o homem proteção contra predadores, comida sem precisar disputá-la com outros carnívoros e até o abrigo aconchegante do calor das fogueiras. Com o passar do tempo, esses animais começaram a ser verdadeiramente venerados por sociedades antigas - e até pela nossa moderna, convenhamos. Se a mente humana acreditava estar inferiorizando outra espécie, pois bem, estavam muito enganados.


Os benefícios para nós também foram visíveis: os animais domesticados se tornaram sustento e força para guarda dos assentamentos, além de trabalho e transporte. Eles eram capazes de ver e ouvir o que não podíamos, e antecipar-se para a defesa. Isso porque não só os cães foram domesticados: depois deles vieram ovelhas, cabras, gatos, porcos, os cavalos que mencionamos anteriormente e muitos outros. Para se ter uma ideia, os gatos - que foram domesticados bem depois, há cerca de 9.000 anos - ajudavam a controlar pragas em áreas agrícolas.


(https://plenae.com/para-inspirar/quando-comecou-a-relacao-do-ser-hu mano-com-a-domesticacao/)

Em relação ao grau, ao gênero e ao número dos vocábulos retirados do texto, é INCORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3179853 Português
Na frase “Os motoristas precisam estar atentos às condições da pista”, o termo destacado é um exemplo de:
Alternativas
Q3179850 Português
Sobre flexão nominal, assinale a alternativa que apresenta a forma correta do plural da palavra "farol".
Alternativas
Q3179831 Português
Em relação às classes de palavras, analise a frase a seguir:
"Os alunos brilhantes resolveram o problema com bastante facilidade."
Na frase, as palavras "brilhantes" e "facilidade" pertencem, respectivamente, às classes gramaticais de:
Alternativas
Q3174036 Português
Considere as frases.
•  A relação cultural _______________ não é similar ___________ estabelecida entre Portugal e Brasil. •  Atualmente, o comércio _______________  está bem aquecido, pois o país asiático tornou-se o primeiro a comprar mais de US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em um ano (US$ 104,3 bilhões).
De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3170901 Português

Texto para a questão.



BELTRÃO, Eliana Santos; GORDILHO, Tereza. A conquista - Língua Portuguesa. São Paulo: FTD – PNLD, 2024

Quanto à sua classe gramatical, no texto, a palavra “altura” (linha 10) está empregada como
Alternativas
Q3163719 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.


Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.


É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.


O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.


"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.


Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.


Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta. Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.


Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.


A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Assinale a opção correta quanto às classes de palavras dos vocábulos mencionados nesta frase.
Alternativas
Q3154126 Português

 Leia o texto a seguir para responder à questão.



Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos



      A palavra “vermelho” vem do latim vermiculus, que significa “verme”. O motivo é que, por muito tempo, um pigmento vermelho comum na Europa vinha de um inseto minúsculo de nome científico Kermes vermilio. Esse bichinho excreta um composto químico batizado de ácido quermésico, que já dava cor a roupas, cerâmicas e quadros em Roma. Civilizações antigas das Américas, como astecas e maias, eram fãs de um ácido colorido similar – o ácido carmínico, presente no inseto Dactylopius coccus, a cochonilha.


    No século 15, por exemplo, Montezuma, o imperador asteca, exigiu tributo na forma de cochonilha de onze cidades conquistadas. Até hoje, o Peru e o México estão entre os maiores produtores desse pigmento. Os insetos são criados em cactos, que eles adoram parasitar.


     Para obter meio quilo de pó de carmim, é necessário pulverizar 70 mil cochonilhas secas. Até 20% do corpo do inseto de 0,5 cm consiste nesse ácido de cor vibrante, mas elas pesam frações de grama cada uma. Não rende.


     O pó escarlate se tornaria um dos produtos mais importantes da balança comercial do México colonial: só não movimentava mais dinheiro que a prata. Sua importância era tamanha que essa substância era negociada em bolsas de valores na Europa – como soja e minério de ferro são hoje, por exemplo –, e foi essencial para que a Espanha se tornasse uma potência econômica.


   Essa commodity fez muito sucesso nos retratos e cenas cristãs dramáticas do barroco. Caravaggio, o pintor italiano, utilizava frequentemente sua tonalidade cor de sangue. Quando os tintureiros europeus começaram a experimentar com o pigmento americano em tecidos, ficaram deslumbrados com sua vivacidade e concentração: o vermelho era muito mais bonito que o gerado pelos insetos do Velho Mundo.


    A Revolução Industrial e a ascensão dos corantes sintéticos no século 19, como a alizarina, mudaram o cenário. A indústria da cochonilha entrou em crise, e muitas fábricas fecharam: criar e triturar insetos aos milhões não era uma solução tão lucrativa ou escalável quanto usar pigmentos artificiais.


    O carmim de cochonilha só voltou a ser viável economicamente nas últimas décadas: embora tenha saído de cena nas artes, na construção civil e na indústria têxtil, ele ainda é uma opção biologicamente inofensiva para colorir comida e cosméticos, aprovada por agências de vigilância sanitária mundo afora. Aparece em iogurtes, balas e outras coisas sabor morango, bem como no bolo red velvet e em quase todo batom.


   No futuro, é possível que o corante passe a ser secretado por microrganismos geneticamente modificados, eliminando a preocupação dos veganos com a matança de artrópodes.



MOURÃO, M. Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em

<https://super.abril.com.br/historia/carmim-de- cochonilha-a-historia-do-pigmento-feito-de-insetos- moidos>.

A expressão “mundo afora”, que ocorre no texto [...] aprovada por agências de vigilância sanitária mundo afora” —, é composta por palavras que pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q3150590 Português
assistente (as·sis·ten·te)
adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros 1. Que ou o que dá assistência.
Disponível em: <https://dicionario.priberam.org/assistente>. Acesso em: 22 set. 2024, com adaptações.
Com base nas informações do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
481: B
482: B
483: D
484: B
485: A
486: A
487: X
488: A
489: D
490: B
491: E
492: B
493: D
494: B
495: D
496: E
497: D
498: D
499: B
500: A