Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4301554 Português

Texto para a questão.


O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA


Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.

Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.

A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.

Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.

Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.

Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.


Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.

Um revisor pretende condensar as ideias do terceiro parágrafo, preservando a relação de contraste entre a correção formal do aviso e sua limitada utilidade comunicativa. Para isso, elaborou quatro versões.


Assinale a alternativa cuja pontuação está inteiramente adequada.

Alternativas
Q4301553 Português

Texto para a questão.


O RELÓGIO QUE INTERROMPEU A PRAÇA


Às 14h17 de uma terça-feira, o relógio da praça parou. Nenhum estrondo anunciou o defeito, nenhuma engrenagem caiu sobre os bancos e ninguém pareceu perceber o silêncio dos ponteiros. Na manhã seguinte, porém, moradores que habitualmente atravessavam o lugar sem levantar os olhos passaram a consultar o mostrador imóvel. Era como se esperassem que o relógio confirmasse, por conta própria, a notícia de sua inutilidade.

Durante anos, ele fora obedecido sem ser propriamente observado. Indicava a hora das lojas, apressava estudantes e advertia os atrasados, mas permanecia tão integrado à paisagem quanto as árvores e o calçamento. Bastou que deixasse de funcionar para adquirir biografia: alguns se lembraram de quando fora instalado; outros discutiram se já atrasava antes da pane. O defeito, que duraria quatro dias, transformou um mecanismo discreto em assunto coletivo.

A prefeitura afixou no pedestal um aviso: “Informamos que o equipamento se encontra temporariamente indisponível para a marcação das horas.” A frase não continha erro e descrevia com precisão o estado do relógio; ainda assim, parecia incapaz de responder à pergunta que todos realmente faziam: quando ele voltaria a funcionar? Esse descompasso entre correção formal e utilidade comunicativa fez do aviso uma segunda atração da praça.

Um comerciante reclamou que, sem o relógio, os clientes demoravam mais diante das vitrines. Uma criança perguntou se o tempo também havia parado nas ruas vizinhas. Já o homem encarregado do conserto limitou-se a dizer que uma peça precisaria ser substituída. Cada pessoa explicava a pane com os instrumentos de que dispunha: o comerciante calculava seus efeitos, a criança ampliava suas possibilidades e o técnico delimitava suas causas.

Na sexta-feira, os ponteiros voltaram a avançar. Não houve cerimônia, mas algumas pessoas permaneceram diante do relógio até que o primeiro minuto se completasse. O conserto devolveu movimento ao mecanismo; não devolveu, porém, à praça a antiga indiferença. Por alguns dias, quem passava por ali olhava simultaneamente para a hora e para os demais observadores.

Não se tratava de elogiar o defeito. Serviços públicos existem para funcionar, e a eficiência não precisa do espetáculo da falha para ser reconhecida. O episódio apenas revelou algo menos evidente: certos objetos organizam silenciosamente a vida comum. Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.


Texto autoral, elaborado especialmente para esta prova.

No último parágrafo, lê-se:


“Embora quase desapareçam quando cumprem bem sua finalidade, tornam-se visíveis quando falham — e, às vezes, também tornam visível a comunidade que se formou ao redor deles.”


A interpretação do período exige reconhecer as relações entre seus conectores e o sentido figurado atribuído ao verbo “desaparecer”. Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q4301397 Português
"A gente quer que eles sejam __________, que pensem por si mesmos, que sejam criativos e _________. Mas, muitas vezes, a nossa própria ansiedade nos leva a podar essas qualidades, a buscar a _________ em vez do pensamento _________. É um __________.

Queremos filhos que inovem, mas temos medo de que eles errem.

Queremos que sejam fortes, mas os superprotegemos de cada arranhão.

Queremos que se expressem, mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas.

[...] o cérebro aprende pelo experimentar, pelo erro, pela tentativa e acerto. Se tiramos essas oportunidades, estamos, sem querer, limitando o desenvolvimento de suas capacidades mais __________."



(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-centro-da-tempestade-mora-em-nos/# cultivando-o-solo-interno-ferramentas-para-a-sua-calma. Acesso em: 31 jul. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir quanto à regência verbal:

I.Em "mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas", o verbo "encaixar-se" rege o complemento indireto pela preposição "em".

II.O verbo "encaixar-se" pode reger seu complemento também com a preposição "entre", a depender do contexto e do sentido pretendido. É o que acontece em: "Às vezes, as crianças não se encaixam entre nossas expectativas de pais e suas próprias vontades".

III.Em "mas os superprotegemos de cada arranhão", o verbo "proteger-se" (na variação superproteger-se) pede complemento indireto. Nesse caso, o complemento "cada arranhão" está regido pela preposição "de", mas também seria possível a preposição "contra".


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4301361 Português

Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:


“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.


Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.


Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.


Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “


[...]


(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)

No fragmento “[...] Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre." Os segmentos pouco a pouco e pedindo a Deus um milagre exercem funções sintáticas diversas, contribuindo para a expressividade do texto. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4301022 Português

Leia o texto e responda à questão.


A JANELA QUE VIAJAVA


Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.

Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.

Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.

Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.

O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.

Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.


Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.

Assinale a alternativa em que a pontuação foi empregada adequadamente para marcar vocativo, enumeração e aposto.
Alternativas
Q4301021 Português

Leia o texto e responda à questão.


A JANELA QUE VIAJAVA


Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.

Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.

Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.

Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.

O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.

Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.


Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.

A equipe redigiu orientações sobre o uso do acervo. Assinale a alternativa CORRETA quanto à regência.
Alternativas
Q4301020 Português

Leia o texto e responda à questão.


A JANELA QUE VIAJAVA


Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.

Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.

Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.

Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.

O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.

Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.


Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.

Assinale a alternativa que mantém a concordância verbal e nominal adequada.
Alternativas
Q4301017 Português

Leia o texto e responda à questão.


A JANELA QUE VIAJAVA


Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.

Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.

Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.

Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.

O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.

Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.


Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.

Em “Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens”, a palavra “dois” funciona como: 
Alternativas
Q4301013 Português

Leia o texto e responda à questão.


A JANELA QUE VIAJAVA


Quando a antiga kombi azul apareceu pela primeira vez na praça, muita gente pensou que fosse apenas mais um veículo da Prefeitura. As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.

Na lateral, uma placa anunciava: “Biblioteca em Movimento”.

Nos primeiros dias, os adultos se aproximavam com cautela. As crianças, menos desconfiadas, escolhiam histórias e sentavam-se sob as árvores. Aos poucos, quem passava a caminho do trabalho começou a reservar alguns minutos para folhear jornais, romances ou manuais. O veículo não levava apenas livros: criava uma pausa no ritmo apressado da praça.

Certa manhã, seu Antônio devolveu um livro sobre hortas domésticas e contou que havia plantado temperos em latas reaproveitadas. Na semana seguinte, trouxe fotografias das mudas e explicou o processo a dois jovens. A leitura, que começara silenciosa, transformou-se em conversa e experiência compartilhada.

O projeto também enfrentava dificuldades. Em dias de chuva, o movimento diminuía; alguns títulos eram muito procurados, enquanto outros permaneciam meses nas estantes. A equipe passou, então, a registrar os empréstimos e a ouvir sugestões dos moradores. Com esses dados, reorganizou o acervo e definiu novos pontos de parada.

Meses depois, a kombi continuava com a mesma pintura gasta. Ainda assim, já não parecia um veículo antigo. Para muitos moradores, tornara-se uma janela: não porque mostrasse uma paisagem pronta, mas porque ajudava cada leitor a enxergar possibilidades que antes passavam despercebidas.


Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.

Considere o trecho:


“As portas se abriram, porém, e revelaram prateleiras cheias de livros.”


A conjunção destacada estabelece, no contexto, ideia de: 

Alternativas
Q4300726 Português
Leia o Texto IV para responder à questão:


Texto IV


‘Temi que meu filho tivesse câncer cerebral, mas ele havia sido envenenado com vitamina D’


Hazel Martin

BBC News - 18 abril 2026


    O menino Roo, de sete anos, ficou doente no início do ano passado. Sintomas como sua perda de peso e muita sede levaram seus médicos e seus pais a recear que ele pudesse ter um tumor no cérebro.

    Mas as investigações concluíram que ele havia sido acidentalmente envenenado com uma overdose de vitamina D, prescrita para tratar das suas dores crescentes.

    A concentração do frasco de vitamina D3 em gotas consumido por Roo era cerca de sete vezes maior do que o normal. Ele fazia parte de um dentre dois lotes com defeito de produção que foram distribuídos no Reino Unido.

    A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado o tratamento prescrito até o fim.

    A vitamina D é um nutriente vital que regula o cálcio e o fosfato, mantendo a saúde dos ossos, dentes e músculos. Milhões de adultos a consomem na forma de suplementos, que são vendidos nas farmácias.

    Mas, no Reino Unido, a vitamina D em dosagem mais alta, receitada pelos médicos, ainda é classificada como suplemento alimentar e não é regulamentada pelo órgão regulador britânico, a MHRA (Agência Reguladora de Remédios e Produtos para Assistência Médica, na sigla em inglês).

    O órgão britânico responsável pelo acompanhamento das vitaminas e suplementos alimentares é a Agência de Padrões Alimentares (FSA, na sigla em inglês).

    AMHRA afirma que trabalha em conjunto com a FSA para manter a segurança do público. Mas um especialista contou à BBC que o órgão regulador de remédios deveria buscar mudanças na forma de regulamentação dos suplementos vitamínicos.

Em dezembro de 2024, Roo recebeu prescrição de uma alta dose de vitamina D3 em gotas por 12 semanas, para tentar diminuir a sua intensa dor nas pernas.

    [...]

    “Ele teve hipercalcemia e os médicos ficaram muito preocupados com esse nível tão alto de cálcio no sangue", conta a mãe.

    “Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma ressonância magnética do cérebro.”

    O misterioso caso de Roo também foi analisado por equipes do Hospital Real Infantil de Glasgow, na Escócia. E uma ligação telefônica casual com um endocrinologista forneceu a peça que faltava no quebra-cabeça.

    Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3. E, com os detalhes do lote, a equipe que cuidava de Roo conseguiu identificar o frasco que o menino ainda usava para tomar as gotas todos os dias.

     “Deduzimos dali que era o seu corpo fazendo algo estranho porque, basicamente, ele foi envenenado por aquele lote ruim”, conta Hobbs-Sargeant.

    [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9vl3g72rkwo. Acesso em: 24 abr. 2026.
Os fragmentos do Texto IV apresentam usos do se:
I- “A dosagem levou Roo a sofrer lesão renal aguda e um especialista contou à BBC que a criança teria morrido, se tivesse levado o tratamento prescrito até o fim.”
II- “Eles examinavam se poderia ser um tumor cerebral e estávamos meio que nos preparando para que ele fizesse uma ressonância magnética do cérebro.”
III- “Um colega de Manchester, na Inglaterra, havia perguntado se ele sabia de algum “lote ruim” de vitamina D3.”

Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação do item, na ordem de ocorrência.
Alternativas
Q4300724 Português
Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.


Q7_11.png (332×330)


Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026. 


Q7_11_.png (312×336)


Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
Considerando a leitura do Texto III, é possível afirmar que o termo “pois”, observado no fragmento “pois eu comprei o curso', introduz uma oração:
Alternativas
Q4300717 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade


A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.


Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00


    Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.

     É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos, pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.

    Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.

    O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição, Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes.

    Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.

    No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre 11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.

    Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.

    Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os 11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as meninas.

    As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo. Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.

    Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o agravamento de transtornos da saúde mental.

    “Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/. Acesso em: 16 abr. 2026.
No fragmento “Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável”, o termo destacado que pode ser classificado como: 
Alternativas
Q4300716 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade


A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.


Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00


    Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.

     É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos, pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.

    Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.

    O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição, Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes.

    Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.

    No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre 11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.

    Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.

    Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os 11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as meninas.

    As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo. Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.

    Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o agravamento de transtornos da saúde mental.

    “Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/. Acesso em: 16 abr. 2026.
No fragmento “Ao longo de quatro anos, pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida”, é possível observar que:

I- “De uso das tecnologias digitais” funciona como complemento nominal de “hábitos”.
II- “Das tecnologias digitais” funciona como complemento nominal e “digitais” funciona como adjunto adnominal.
III- “Uso” e “mental” são palavras que se formaram, respectivamente, por derivação regressiva e derivação sufixal.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4300613 Português
"A gente quer que eles sejam __________, que pensem por si mesmos, que sejam criativos e _________. Mas, muitas vezes, a nossa própria ansiedade nos leva a podar essas qualidades, a buscar a _________ em vez do pensamento _________. É um __________.

Queremos filhos que inovem, mas temos medo de que eles errem.

Queremos que sejam fortes, mas os superprotegemos de cada arranhão.

Queremos que se expressem, mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas.

[...] o cérebro aprende pelo experimentar, pelo erro, pela tentativa e acerto. Se tiramos essas oportunidades, estamos, sem querer, limitando o desenvolvimento de suas capacidades mais __________."



(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-centro-da-tempestade-mora-em-nos/# cultivando-o-solo-interno-ferramentas-para-a-sua-calma. Acesso em: 31 jul. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças a seguir quanto à regência verbal:

I.Em "mas nos frustramos quando a expressão deles não se encaixa nas nossas expectativas", o verbo "encaixar-se" rege o complemento indireto pela preposição "em".

II.O verbo "encaixar-se" pode reger seu complemento também com a preposição "entre", a depender do contexto e do sentido pretendido. É o que acontece em: "Às vezes, as crianças não se encaixam entre nossas expectativas de pais e suas próprias vontades".

III.Em "mas os superprotegemos de cada arranhão", o verbo "proteger-se" (na variação superproteger-se) pede complemento indireto. Nesse caso, o complemento "cada arranhão" está regido pela preposição "de", mas também seria possível a preposição "contra".


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4300293 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



O desafio da convivência em uma sociedade conectada.


    Nunca a humanidade produziu e compartilhou tantas informações quanto na atualidade. Em poucos segundos, notícias atravessam continentes, opiniões se multiplicam nas redes sociais e acontecimentos locais tornam-se conhecidos em escala mundial. Paradoxalmente, essa facilidade de comunicação não tem sido suficiente para fortalecer o diálogo entre as pessoas. Em muitos casos, observa-se justamente o contrário: opiniões divergentes passam a ser tratadas como ofensas pessoais, o respeito cede espaço à intolerância e o debate perde qualidade.

    Nesse contexto, torna-se evidente que o acesso à informação, embora indispensável, não garante, por si só, uma convivência democrática. Saber ouvir, interpretar diferentes pontos de vista e fundamentar argumentos com responsabilidade constituem habilidades tão importantes quanto dominar tecnologias ou acumular conhecimentos técnicos. Afinal, a informação somente produz transformação quando é acompanhada de reflexão crítica.

    A escola, por sua vez, desempenha papel essencial na formação de cidadãos capazes de exercer a participação social de forma ética e consciente. Mais do que transmitir conteúdos, ela deve promover experiências que desenvolvam a autonomia intelectual, o pensamento crítico e o respeito às diferenças. Esse compromisso ultrapassa os limites da sala de aula, pois prepara indivíduos para enfrentar desafios sociais cada vez mais complexos.

    Assim, em uma sociedade marcada pela velocidade das mudanças, o verdadeiro diferencial não está apenas na quantidade de informações disponíveis, mas na capacidade de utilizá-las com discernimento, responsabilidade e compromisso com o bem coletivo. O desenvolvimento de uma comunidade mais justa depende menos da tecnologia em si e muito mais da forma como as pessoas escolhem agir diante dela.

Considere o seguinte trecho retirado do texto:


"A escola deve promover experiências que desenvolvam a autonomia intelectual."


Caso a oração seja corretamente reescrita na voz passiva analítica, mantendo-se o sentido e a correção gramatical, obtém-se:

Alternativas
Q4300291 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



O desafio da convivência em uma sociedade conectada.


    Nunca a humanidade produziu e compartilhou tantas informações quanto na atualidade. Em poucos segundos, notícias atravessam continentes, opiniões se multiplicam nas redes sociais e acontecimentos locais tornam-se conhecidos em escala mundial. Paradoxalmente, essa facilidade de comunicação não tem sido suficiente para fortalecer o diálogo entre as pessoas. Em muitos casos, observa-se justamente o contrário: opiniões divergentes passam a ser tratadas como ofensas pessoais, o respeito cede espaço à intolerância e o debate perde qualidade.

    Nesse contexto, torna-se evidente que o acesso à informação, embora indispensável, não garante, por si só, uma convivência democrática. Saber ouvir, interpretar diferentes pontos de vista e fundamentar argumentos com responsabilidade constituem habilidades tão importantes quanto dominar tecnologias ou acumular conhecimentos técnicos. Afinal, a informação somente produz transformação quando é acompanhada de reflexão crítica.

    A escola, por sua vez, desempenha papel essencial na formação de cidadãos capazes de exercer a participação social de forma ética e consciente. Mais do que transmitir conteúdos, ela deve promover experiências que desenvolvam a autonomia intelectual, o pensamento crítico e o respeito às diferenças. Esse compromisso ultrapassa os limites da sala de aula, pois prepara indivíduos para enfrentar desafios sociais cada vez mais complexos.

    Assim, em uma sociedade marcada pela velocidade das mudanças, o verdadeiro diferencial não está apenas na quantidade de informações disponíveis, mas na capacidade de utilizá-las com discernimento, responsabilidade e compromisso com o bem coletivo. O desenvolvimento de uma comunidade mais justa depende menos da tecnologia em si e muito mais da forma como as pessoas escolhem agir diante dela.

Observe o período abaixo.


"Nesse contexto, torna-se evidente que o acesso à informação, embora indispensável, não garante, por si só, uma convivência democrática."


A expressão destacada "embora indispensável" estabelece, em relação à oração principal, uma ideia de: 

Alternativas
Q4298871 Português
'Corpo de celular': veja os sinais perigosos na sua postura e como reverter a rota

As preocupações com os efeitos do tempo passado diante das telas costumam se concentrar na mente. No entanto, o uso frequente de celulares e outros dispositivos também provoca consequências físicas importantes.

Descobertas recentes indicam que esses aparelhos alteram a postura do pescoço, prejudicam a visão, afetam a coordenação motora e reduzem a força muscular. Há também preocupações com o aparecimento de rugas e com a possibilidade de alguns desses problemas físicos contribuírem para declínios cognitivos e outras complicações.

Apesar disso, existem medidas capazes de reduzir os danos provocados pelo uso excessivo da tecnologia.

Uma das principais consequências está relacionada à postura. Ao olhar para a tela do celular, muitas pessoas inclinam a cabeça para a frente, aumentando consideravelmente a pressão sobre o pescoço.

Com o tempo, essa posição prejudica os discos da coluna, desgasta articulações e músculos e até reduz a capacidade pulmonar. Essa condição, conhecida como "pescoço tecnológico", também altera de forma permanente a aparência do corpo.

Exercícios realizados com orientação profissional ajudam a corrigir o problema, mas mudanças simples também podem ser adotadas imediatamente. Recomenda-se segurar o celular em uma posição mais elevada e manter a tela na altura dos olhos, a uma distância aproximada de um braço. A mesma orientação vale para os monitores de computador.

Também é importante realizar pausas frequentes durante o uso das telas, interrompendo a atividade por alguns minutos em intervalos regulares.

Outra preocupação diz respeito à pele. A repetição constante do movimento de inclinar e dobrar o pescoço contribui para o surgimento de rugas.

Os relógios inteligentes também acarretam problemas de pele quando permanecem continuamente no pulso. A região sob o aparelho torna-se escura e úmida, criando condições favoráveis ao surgimento de fungos, irritações e eczemas. 

Além disso, o contato prolongado danifica a barreira de proteção da pele e aumenta a sensibilidade a materiais como níquel, borracha, látex e outras substâncias presentes nos dispositivos. A recomendação é retirar o relógio com frequência, lavar a pele e, quando necessário, utilizar cremes protetores.

A visão também é afetada pela mudança de hábitos provocada pela tecnologia. A incidência de miopia vem aumentando há décadas, mas estudos indicam que o problema não está, necessariamente, no esforço de olhar para objetos próximos.

Pesquisas realizadas ao longo de muitos anos mostraram que o tempo passado em ambientes externos exerce efeito protetor sobre a visão. A luz natural estimula processos importantes na retina e interfere no desenvolvimento dos olhos.

Como o uso de aparelhos eletrônicos contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, a tecnologia prejudica a visão de forma indireta.

Por isso, especialistas recomendam aumentar o tempo passado ao ar livre, utilizando protetor solar e óculos escuros para evitar os efeitos prejudiciais da exposição excessiva ao sol.

Outro ponto de atenção é a força das mãos, cada vez mais considerada um indicador da saúde geral. Estudos mostram que a força de aperto está relacionada à expectativa de vida e que ela vem diminuindo em diversos países, principalmente entre pessoas mais jovens.

Esse enfraquecimento está associado ao crescimento do trabalho sedentário diante de computadores e à redução de atividades físicas.

Uma forma simples de avaliar a força das mãos é apertar uma bola de tênis e manter a pressão por alguns segundos. Caso haja dificuldade, exercícios específicos ajudam, mas o mais importante é melhorar a condição física como um todo por meio da prática regular de atividades.

A tecnologia também interfere nas habilidades motoras responsáveis pela coordenação entre mente e corpo. Embora o uso de telas possa aprimorar movimentos como clicar e deslizar os dedos, pesquisas apontam efeitos negativos sobre a coordenação motora de forma mais ampla, especialmente nas habilidades motoras finas.

Nas crianças, o aumento do tempo de tela associa-se a menor coordenação motora, o que merece atenção porque essa capacidade se relaciona ao desenvolvimento acadêmico e cognitivo.

A orientação dos especialistas não é proibir as telas, mas incluir conscientemente atividades manuais no cotidiano.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9lq9de80lo.adaptado.
Esse enfraquecimento está associado ao crescimento do trabalho sedentário diante de computadores e à redução de atividades físicas.
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I.O emprego do acento indicativo de crase em "à redução de atividades físicas" está correto, pois ocorre a fusão da preposição "a", exigida pelo termo "associado", com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "redução".
PORQUE
II.O acento grave decorre da regência do verbo "estar", que exige a preposição "a" diante do termo feminino "redução".

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4298869 Português
'Corpo de celular': veja os sinais perigosos na sua postura e como reverter a rota

As preocupações com os efeitos do tempo passado diante das telas costumam se concentrar na mente. No entanto, o uso frequente de celulares e outros dispositivos também provoca consequências físicas importantes.

Descobertas recentes indicam que esses aparelhos alteram a postura do pescoço, prejudicam a visão, afetam a coordenação motora e reduzem a força muscular. Há também preocupações com o aparecimento de rugas e com a possibilidade de alguns desses problemas físicos contribuírem para declínios cognitivos e outras complicações.

Apesar disso, existem medidas capazes de reduzir os danos provocados pelo uso excessivo da tecnologia.

Uma das principais consequências está relacionada à postura. Ao olhar para a tela do celular, muitas pessoas inclinam a cabeça para a frente, aumentando consideravelmente a pressão sobre o pescoço.

Com o tempo, essa posição prejudica os discos da coluna, desgasta articulações e músculos e até reduz a capacidade pulmonar. Essa condição, conhecida como "pescoço tecnológico", também altera de forma permanente a aparência do corpo.

Exercícios realizados com orientação profissional ajudam a corrigir o problema, mas mudanças simples também podem ser adotadas imediatamente. Recomenda-se segurar o celular em uma posição mais elevada e manter a tela na altura dos olhos, a uma distância aproximada de um braço. A mesma orientação vale para os monitores de computador.

Também é importante realizar pausas frequentes durante o uso das telas, interrompendo a atividade por alguns minutos em intervalos regulares.

Outra preocupação diz respeito à pele. A repetição constante do movimento de inclinar e dobrar o pescoço contribui para o surgimento de rugas.

Os relógios inteligentes também acarretam problemas de pele quando permanecem continuamente no pulso. A região sob o aparelho torna-se escura e úmida, criando condições favoráveis ao surgimento de fungos, irritações e eczemas. 

Além disso, o contato prolongado danifica a barreira de proteção da pele e aumenta a sensibilidade a materiais como níquel, borracha, látex e outras substâncias presentes nos dispositivos. A recomendação é retirar o relógio com frequência, lavar a pele e, quando necessário, utilizar cremes protetores.

A visão também é afetada pela mudança de hábitos provocada pela tecnologia. A incidência de miopia vem aumentando há décadas, mas estudos indicam que o problema não está, necessariamente, no esforço de olhar para objetos próximos.

Pesquisas realizadas ao longo de muitos anos mostraram que o tempo passado em ambientes externos exerce efeito protetor sobre a visão. A luz natural estimula processos importantes na retina e interfere no desenvolvimento dos olhos.

Como o uso de aparelhos eletrônicos contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, a tecnologia prejudica a visão de forma indireta.

Por isso, especialistas recomendam aumentar o tempo passado ao ar livre, utilizando protetor solar e óculos escuros para evitar os efeitos prejudiciais da exposição excessiva ao sol.

Outro ponto de atenção é a força das mãos, cada vez mais considerada um indicador da saúde geral. Estudos mostram que a força de aperto está relacionada à expectativa de vida e que ela vem diminuindo em diversos países, principalmente entre pessoas mais jovens.

Esse enfraquecimento está associado ao crescimento do trabalho sedentário diante de computadores e à redução de atividades físicas.

Uma forma simples de avaliar a força das mãos é apertar uma bola de tênis e manter a pressão por alguns segundos. Caso haja dificuldade, exercícios específicos ajudam, mas o mais importante é melhorar a condição física como um todo por meio da prática regular de atividades.

A tecnologia também interfere nas habilidades motoras responsáveis pela coordenação entre mente e corpo. Embora o uso de telas possa aprimorar movimentos como clicar e deslizar os dedos, pesquisas apontam efeitos negativos sobre a coordenação motora de forma mais ampla, especialmente nas habilidades motoras finas.

Nas crianças, o aumento do tempo de tela associa-se a menor coordenação motora, o que merece atenção porque essa capacidade se relaciona ao desenvolvimento acadêmico e cognitivo.

A orientação dos especialistas não é proibir as telas, mas incluir conscientemente atividades manuais no cotidiano.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9lq9de80lo.adaptado.
Nas crianças, o aumento do tempo de tela associa-se a menor coordenação motora, o que merece atenção "porque essa capacidade se relaciona ao desenvolvimento acadêmico e cognitivo".
A respeito da classificação e das relações sintáticas da oração destacada, analise as assertivas a seguir.
I.A oração introduzida por "porque" classifica-se como subordinada adverbial causal, uma vez que apresenta a causa pela qual o fato anteriormente expresso merece atenção.
II.O segmento destacado constitui uma oração coordenada sindética explicativa, pois acrescenta uma justificativa independente ao conteúdo da oração anterior.
III.A oração destacada estabelece a causa de a menor coordenação motora associada ao aumento do tempo de tela merecer atenção.
IV.A oração "essa capacidade se relaciona ao desenvolvimento acadêmico e cognitivo" funciona como principal, enquanto "o que merece atenção" exerce função subordinada em relação a ela.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4298865 Português
'Corpo de celular': veja os sinais perigosos na sua postura e como reverter a rota

As preocupações com os efeitos do tempo passado diante das telas costumam se concentrar na mente. No entanto, o uso frequente de celulares e outros dispositivos também provoca consequências físicas importantes.

Descobertas recentes indicam que esses aparelhos alteram a postura do pescoço, prejudicam a visão, afetam a coordenação motora e reduzem a força muscular. Há também preocupações com o aparecimento de rugas e com a possibilidade de alguns desses problemas físicos contribuírem para declínios cognitivos e outras complicações.

Apesar disso, existem medidas capazes de reduzir os danos provocados pelo uso excessivo da tecnologia.

Uma das principais consequências está relacionada à postura. Ao olhar para a tela do celular, muitas pessoas inclinam a cabeça para a frente, aumentando consideravelmente a pressão sobre o pescoço.

Com o tempo, essa posição prejudica os discos da coluna, desgasta articulações e músculos e até reduz a capacidade pulmonar. Essa condição, conhecida como "pescoço tecnológico", também altera de forma permanente a aparência do corpo.

Exercícios realizados com orientação profissional ajudam a corrigir o problema, mas mudanças simples também podem ser adotadas imediatamente. Recomenda-se segurar o celular em uma posição mais elevada e manter a tela na altura dos olhos, a uma distância aproximada de um braço. A mesma orientação vale para os monitores de computador.

Também é importante realizar pausas frequentes durante o uso das telas, interrompendo a atividade por alguns minutos em intervalos regulares.

Outra preocupação diz respeito à pele. A repetição constante do movimento de inclinar e dobrar o pescoço contribui para o surgimento de rugas.

Os relógios inteligentes também acarretam problemas de pele quando permanecem continuamente no pulso. A região sob o aparelho torna-se escura e úmida, criando condições favoráveis ao surgimento de fungos, irritações e eczemas. 

Além disso, o contato prolongado danifica a barreira de proteção da pele e aumenta a sensibilidade a materiais como níquel, borracha, látex e outras substâncias presentes nos dispositivos. A recomendação é retirar o relógio com frequência, lavar a pele e, quando necessário, utilizar cremes protetores.

A visão também é afetada pela mudança de hábitos provocada pela tecnologia. A incidência de miopia vem aumentando há décadas, mas estudos indicam que o problema não está, necessariamente, no esforço de olhar para objetos próximos.

Pesquisas realizadas ao longo de muitos anos mostraram que o tempo passado em ambientes externos exerce efeito protetor sobre a visão. A luz natural estimula processos importantes na retina e interfere no desenvolvimento dos olhos.

Como o uso de aparelhos eletrônicos contribui para que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, a tecnologia prejudica a visão de forma indireta.

Por isso, especialistas recomendam aumentar o tempo passado ao ar livre, utilizando protetor solar e óculos escuros para evitar os efeitos prejudiciais da exposição excessiva ao sol.

Outro ponto de atenção é a força das mãos, cada vez mais considerada um indicador da saúde geral. Estudos mostram que a força de aperto está relacionada à expectativa de vida e que ela vem diminuindo em diversos países, principalmente entre pessoas mais jovens.

Esse enfraquecimento está associado ao crescimento do trabalho sedentário diante de computadores e à redução de atividades físicas.

Uma forma simples de avaliar a força das mãos é apertar uma bola de tênis e manter a pressão por alguns segundos. Caso haja dificuldade, exercícios específicos ajudam, mas o mais importante é melhorar a condição física como um todo por meio da prática regular de atividades.

A tecnologia também interfere nas habilidades motoras responsáveis pela coordenação entre mente e corpo. Embora o uso de telas possa aprimorar movimentos como clicar e deslizar os dedos, pesquisas apontam efeitos negativos sobre a coordenação motora de forma mais ampla, especialmente nas habilidades motoras finas.

Nas crianças, o aumento do tempo de tela associa-se a menor coordenação motora, o que merece atenção porque essa capacidade se relaciona ao desenvolvimento acadêmico e cognitivo.

A orientação dos especialistas não é proibir as telas, mas incluir conscientemente atividades manuais no cotidiano.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9lq9de80lo.adaptado.
Há também preocupações com o aparecimento de rugas e com a possibilidade de alguns desses problemas físicos contribuírem para declínios cognitivos e outras complicações.
A respeito das relações morfossintáticas presentes no período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4298016 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras

Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.

"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.

Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.

"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe.


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Conceição Evaristo, escritora, e Clara.

(Disponível em:

https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-fotografias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.)  
"A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade."

O trecho "proposta pela professora de artes" está entre vírgulas. Assinale a alternativa que explica corretamente o uso dessa pontuação nesse contexto:
Alternativas
Respostas
1441: A
1442: B
1443: E
1444: C
1445: A
1446: D
1447: C
1448: A
1449: B
1450: D
1451: A
1452: B
1453: C
1454: D
1455: B
1456: C
1457: D
1458: C
1459: B
1460: X