Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Acordo de Noite Subitamente
-
Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...
Acordo de Noite Subitamente
-
Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...
Considere a seguinte oração extraída do poema:
"Não sinto a Natureza lá fora"
Assinale a alternativa que apresenta a análise sintática CORRETA de um dos termos da oração.
E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? (1° parágrafo)
Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
Atenção: Leia o conto "A condição geral", de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão
O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra о sacrificio da espécie -de todas as espécies imoladas. "E a mim?" -gemeu a árvore-, "a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado".
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. "Em vez de me coçar", acrescentou, "assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?"
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
Ao se transpor o trecho acima para o discurso indireto, os verbos sublinhados assumem as respectivas formas:
Atenção: Leia o conto "A condição geral", de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão
O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra о sacrificio da espécie -de todas as espécies imoladas. "E a mim?" -gemeu a árvore-, "a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado".
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. "Em vez de me coçar", acrescentou, "assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?"
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
Atenção: Leia o conto "A condição geral", de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão
O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra о sacrificio da espécie -de todas as espécies imoladas. "E a mim?" -gemeu a árvore-, "a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado".
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. "Em vez de me coçar", acrescentou, "assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?"
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. (2° parágrafo)
Em relação à oração que a precede, a oração sublinhada expressa ideia de
Atenção: Leia o conto "A condição geral", de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão
O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra о sacrificio da espécie -de todas as espécies imoladas. "E a mim?" -gemeu a árvore-, "a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado".
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. "Em vez de me coçar", acrescentou, "assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?"
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 2012)
Charge do cartunista Duke, disponível em Google.com.
A VIDA É COMO A DENGUE
Renato Essenfelder
Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.
(...)
Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google,
digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou
sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um
exame particular, já que os planos de saúde já não
cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem
para todas as coisas de que não precisamos.
Paguei para ver.
Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário
que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que
isso, aos meus dias - se desfazia.
Não era dengue, era a vida.
Aquela doença que me andava deprimindo,
exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite
engolfou meu corpo na cama como um oceano de
algodão - era a vida.
Era a vida, que também derruba. A vida, que não
é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a
gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um
mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a
coluna, quando alguém próximo morre.
A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós
de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo
pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e
ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até
que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde
a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que
notada.
A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de
acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro,
às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao
sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe
média, escritor fatigado de 34 anos.
Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à
tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16
relatórios para esta semana.
A vida é como a dengue.
(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)
Em relação às palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto, é CORRETO afirmar que ambas
A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
Conforme Bechara, elipse é a denominação dada à omissão de um termo facilmente subentendido por faltar onde normalmente aparece, por ter sido anteriormente enunciado ou sugerido ou ainda por ser depreendido pela situação ou contexto. Algumas elipses que ocorrem com mais frequência são:
I. A da preposição em algumas circunstâncias adverbiais depreendidas pelo contexto. Por exemplo, na frase “as visitas, pés sujos, entraram na casa”.
II. A da preposição antes do conetivo que introduz as orações de complemento relativo e completivas nominais. Por exemplo, na frase “preciso que venhas aqui”.
III. A do objeto direto representado por pronome átono para aludir ao substantivo anteriormente expresso. Por exemplo, nas frases “Você recebeu a carta? Recebi sim”.
Quais estão corretas?
A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
De acordo com Cegalla, “muitas conjunções não têm classificação única, devendo, portanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contexto”. Assim considerando, a conjunção “que” pode ser, entre outras possibilidades:
I. Aditiva, quando tiver valor de “e”, como em “limpar que limpa, mas a sujeira não sai”.
II. Integrante, conforme ocorre em “os meninos que brincam muito são felizes”.
III. Comparativa, quando tiver valor de “ainda que”, como em “alguns minutos que fossem, ainda seria muito tempo”.
Quais estão corretas?
A importância da leitura

(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova).
Avalie as seguintes assertivas a respeito de frase, oração, enunciado e período, conforme ensina Bechara.
I. À unidade linguística, que se constrói apenas na língua escrita, que faz referência a uma experiência comunicada que deve ser aceita e depreendida pelo leitor se dá o nome de construção gramatical eficiente e completa, a qual deve constituir-se tão somente por uma frase curta e única.
II. Entre os tipos de enunciados, há um conhecido pelo nome de oração que, pela sua estrutura, representa o objeto mais propício à análise gramatical, por melhor revelar as relações que seus componentes mantêm entre si, sem apelar para o entorno em que está inserido (contexto e elementos extralinguísticos).
III. A oração se caracteriza por ter uma palavra fundamental, que é o verbo (ou sintagma verbal), que reúne, na maioria das vezes, duas unidades significativas entre as quais se estabelece a relação predicativa – o sujeito e o predicado.
Quais estão corretas?
Aposto: termo de caráter nominal que se junta a um substantivo, a um pronome, ou a termos equivalentes a esses, para ampliar, resumir, explicar ou desenvolver seu significado.
Qual das frases não apresenta um aposto?