Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Leia o Texto 4 para responder à questão.

Disponível em: https://www.instagram.com/gurulino/reel/DFSdTdlx5xA/. Acesso em: 13 out. 2025.
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Quando Ponciá Vicêncio viu o arco-íris no céu, sentiu um calafrio. Recordou o medo que tivera durante toda a infância. Diziam que menina que passasse por debaixo do arco-íris virava menino. Ela ia buscar o barro na beira do rio e lá estava a cobra celeste bebendo água. Como passar para o outro lado? Às vezes ficava horas e horas na beira do rio esperando a colorida cobra do ar desaparecer. Qual nada! O arco-íris era teimoso! Dava uma aflição danada. Sabia que a mãe estava esperando por ela.
EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Rio de Janeiro: Pallas, 2023.
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li, no Jornal do Comércio, o anúncio seguinte: "Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas etc." Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me.
BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. São Paulo: Montecristo, 2013.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Fazia muito tempo que Rita Preta não recordava o infortúnio que marcou sua vida de maneira definitiva, e assim continuaria não fosse a chuva repentina que transformava, à sua frente, o espaço entre a avenida e o meio-fio num pequeno riacho. Era sempre assim: imagens que despertavam memórias distantes, boiando e submergindo na corrente das lembranças. A água arrasta folhas secas, sacolas plásticas, fragmentos de objetos, papéis e até mesmo pequenos animais. A lembrança então chega renovada e repleta de detalhes. Ela aperta a bolsa contra a cintura e ajeita o guarda-chuva para se proteger do aguaceiro que prometia parar a cidade. Algumas pessoas sobem no banco do abrigo do ônibus enquanto outras se reúnem debaixo da cobertura de concreto [...].
VIEIRA JUNIOR, Itamar. Coração sem medo. São Paulo: Todavia, 2025.

(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).
(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).
(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)
(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).
(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).
(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)
(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)
(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!
(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado)

(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).
(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).
(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)
(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).
(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).
(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)
(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)
(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!
(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado)
“Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais.

(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).
(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).
(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)
(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).
(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).
(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)
(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)
(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!
(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado)

(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).
(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).
(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)
(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).
(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).
(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)
(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)
(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!
(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado)
I – Os termos essenciais da oração: "O mundo da tela é muito diferente da página escrita” - estão escritos na ordem direta.
II – No período: “Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural?” – sublinhamos, respectivamente: pronome indefinido variável em número; contração prepositiva imposta pela regência nominal; pronome relativo; adjetivo formado por prefixação e sufixação – antônimo de favorecidos.
III – As palavras: “educação; educadores; educativa” são cognatas e se relacionam pelo sentido.
IV – As vírgulas de: “Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, ...” – separam termos que têm a mesma função sintática.

(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).
(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).
(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)
(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).
(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).
(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)
(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)
(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)
(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!
(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado)
I – A numeração (1, 2, 3) em: “Esse entorno constitui, assim¹, um mosaico de dados que, na maioria das vezes², não produz formação, mas produz perplexidade e desorientação³. – Identifica corretamente: vírgulas separando advérbio de modo; vírgulas separando advérbio de tempo; objeto direto representado por substantivos abstratos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
II – O sujeito elíptico da oração: “Estamos diante da primeira geração” – é identificado na primeira pessoa do plural pela desinência número pessoal “mos”.
III – No segmento: “A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem” – temos dois substantivos que exemplificam mudança de gênero pelo processo da heteronímia.
IV – As palavras: “decodificação” e “interrupção" não têm acento gráfico que justifique serem oxítonas, pois “TIL” é marca suprassegmental de nasalização que coincide ser usado na sílaba tônica.
____ partir desta semana, todos os estados e o Distrito Federal passam ______ contar com estoques do antídoto contra o metanol. O Ministério da Saúde recebeu ______ doação de mais de 11 mil e 500 ampolas de etanol farmacêutico da empresa Cristália Produtos Químicos.
Essa medida garante _______ reserva para todo o país do medicamento usado para o tratamento de pacientes intoxicados após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Desse lote, 10 mil e 300 unidades começaram ______ ser distribuídas nessa terça-feira. As unidades doadas se somam ________ 4 mil e 300 entregues pelos hospitais universitários federais.
O uso do etanol farmacêutico acontece exclusivamente sob prescrição e monitoramento médico. A população não deve adquiri-lo por conta própria.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude/audio/202 5-10/ministerio-da-saude-distribui-antidoto-contra-metanol-para-todo-opais. Acesso em: 16 out. 2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa corretamente a ordem das lacunas do excerto:
Pet shop, pet drive, pet care, pet sitter, pet park, pet friendly . Serviços, produtos, estabelecimentos e até espaços em empreendimentos imobiliários __________ hoje não apenas um nicho de mercado em ascensão, mas também uma mudança estrutural na sociedade, especialmente nos centros urbanos. Os animais ______ ocupando um lugar central em núcleos familiares. E a indústria de alimentos ______ um papel fundamental nessas transformações. O Brasil ______ o terceiro maior número de animais de estimação do mundo. Nesse caso, _______ aproximadamente 150 milhões, considerando aves, peixes, cães e gatos − mais de três vezes a população do estado de São Paulo. O país também ocupa o terceiro lugar no ranking do mercado pet global, com faturamento de mais de R$ 75 bilhões em 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).
(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/06/comida-de-pet-dos-restos-da-panela -aos-ultraprocessados/. Acesso em: 16 out. 2025. Adaptado.)
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas do excerto:
(__)O sujeito dos verbos "criar" e "promover" é "países europeus".
(__)"regras restritivas" e "o banimento" exercem a função de objeto direto, complementando o sentido de seus respectivos verbos.
(__)"Enquanto" é uma conjunção e tem valor temporal. Na construção do excerto, sua função é articular a oração subordinada introduzida por ela à oração principal, construindo uma relação temporal de concomitância entre as duas orações.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I.A repetição pode ser um problema de coesão textual, porém, não é o que ocorre no trecho destacado. Nele a repetição foi utilizada como recurso coesivo, enfatizando a ideia e mantendo-a no foco. Nesse caso, a repetição das palavras "aumento" e "agrotóxico" confere ênfase e força argumentativa.
II.A palavra "pornográfico" foi utilizada em sentido figurado, conferindo ao substantivo "faturamento" o sentido de indecente, imoral. Essa leitura é coerente com o conteúdo do excerto.
III.No trecho "Nada, nem inflação, nem PIB, nem lucro de banco, nada", tem-se a conjunção "nem" que, nesse contexto, exerce uma função aditiva e não alternativa.
É correto o que se afirma em:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A criação de super-humanos
Yuval Noah Harari está com 42 anos de idade e completou com muito brilho a sua trilogia autoral. Depois do “Sapiens: uma breve história da humanidade” e “Homo Deus: uma breve história do amanhã”, que já venderam mais de 12 milhões de exemplares em 45 países, o autor israelense prepara-se para lançar o seu terceiro título, “21 lições para o século 21”, em que focaliza o nacionalismo e as correntes religiosas associadas a ele.
Segundo Harari, que é professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, as principais barreiras a uma transformação da natureza humana por meio de biotecnologia e da inteligência artificial deixaram de ser técnicas e passaram a ser políticas e éticas, portanto mais frágeis.
Tomando por base os avanços na medicina e na biologia desde 1918, ele raciocina que em 2118 a bioengenharia e as interfaces diretas cérebro-computador mudarão os seres humanos, como hoje fazemos com animais: “A tentação de criar super-humanos será irresistível.” E a religião poderá nos ajudar a lidar com muitos desafios do século 21. Com a certeza de que, sobre o clima, nenhuma nação é realmente independente.
Ao se debruçar sobre o presente, o autor focaliza temas de absoluta atualidade como tecnologia, política, religião, violência, educação, fake news, justiça, ficção científica, sem deixar de referir-se à autoajuda, humildade e meditação. Alguns temas são recorrentes: a tecnologia ameaça empregos e a própria identidade humana, pensando no horizonte dos próximos anos.
Harari, com o seu conhecimento de causa, cita o homem e sua incrível capacidade de criar ficções e acreditar nelas. Isso nos distingue de outros mamíferos. As fake news, de curta ou longa duração, podem ser exemplificadas no caso das religiões, o que nos obriga a procurar sempre fontes confiáveis de informação. Assim caminha a humanidade.
O autor tem a convicção de que sociedades seculares costumam se caracterizar pela tolerância, não exatamente por um apelo à compaixão. “Essa é a leitura que faço, como historiador, das tradições do humanismo e do secularismo, desde a Renascença até o Iluminismo e as democracias liberais das últimas décadas.” (...)
NISKIER, Arnaldo. A criação de super-humanos.
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Leia o texto:
Cecília e Manuel se conheciam há muito tempo e ele a achava bastante simpática e alegre, mas não eram amigos nem inimigos, apenas conhecidos.
Entre os termos retirados do trecho e transcritos a seguir, quais são classificados como conjunções?
Leia o texto a seguir para responder à questão.

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Considere o excerto a seguir, extraído do texto-base:
“Levando em consideração os mais de 3 bilhões de DNA presentes no corpo humano, analisar e mapear a relação de cada um com diagnósticos, exames e medicamentos seria humanamente impossível. [...]”.
A respeito desse excerto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O excerto apresenta linguagem subjetiva, com tom emocional que recorre à expressividade para impactar o(a) leitor(a).
II. A construção “levando em consideração” expressa uma conclusão categórica, sem relação com causa ou condição.
III. A forma verbal “seria” contribui para expressar uma hipótese implícita, funcionando como estratégia de modalização.
IV. A palavra “presentes” concorda com o termo a que se refere, mantendo a coerência referencial e a clareza da construção.
Leia o Texto 3 para responder às questão.
Texto 3

Disponível em: https://www.lpm-blog.com.br/?p=15649. Acesso em: 12 out. 2025.