E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser?...

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Q3737347 Português
    É difícil encontrar o que se busca quando não se sabe ao certo o que se procura. No que poderia consistir uma solução para o enigma da existência que fizesse sentido em termos humanos? Sabemos o que procuramos quando indagamos do sentido de uma palavra, de uma narrativa ou mesmo de uma vida individual: a semântica do termo; o enredo da trama e a "moral da história"; os valores norteadores e o propósito daquela vida no contexto particular em que ela transcorre. E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? O nó da questão não é apenas a dificuldade de formular uma conjectura minimamente plausível, mas reside na impossibilidade mesmo de sequer conceber o que possa vir a ser uma resposta adequada: pois, não importa qual seja a conjectura oferecida, ela implicará nova e justificada demanda explicativa, ou seja, um renovado -e possivelmente agravado - senso mistério. de

    Suponha, por exemplo, que gerações futuras cheguem a descobrir de algum modo o que nos aconteceu e o que tudo, afinal, significa: somos um experimento cientifico abandonado pelos deuses nos confins do "multiverso"; ou o sonho que alguém de outro mundo está sonhando; ou uma pantomima farsesca para a gratificação de um espírito maligno; ou a via crucis probatória da salvação ou danação eterna das almas na eternidade - suponha, em suma, o que foro caso. A revelação do Grande Segredo, é de supor, teria um extraordinário efeito e nos forçaria a repensar em profundidade boa parte do que imaginávamos saber sobre nós mesmos. Ao mesmo tempo, porém, a descoberta de que "pertencemos a algo maior" ou, então, de que "o verdadeiro Deus é o Acaso", descortinaria uma dimensão adicional da nossa ignorância e tornar-se-ia ela própria o Grande Mistério a ser decifrado. O hieróglifo da existência ganharia uma nova feição e o nosso "Ah! então era isso!" serviria apenas como preâmbulo de um potencializado "Mas, então, por que tudo isso?!". A ignorância infinita desconcerta o saber finito. Seja com o "a" minúsculo das metafisicas seculares ou o "A" maiúsculo das religiões, sempre haverá um além

E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? (1° parágrafo)

Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:

Alternativas

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Tema central da questão: Interpretação de texto com foco no uso de conjunções coordenativas adversativas e coesão textual.

Justificativa para a alternativa correta:

O termo contudo exerce no trecho a função de conectar duas ideias contrastantes, criando uma relação de oposição ou restrição ao raciocínio apresentado anteriormente. Segundo Cunha & Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”), as conjunções adversativas (mas, porém, contudo, entretanto, todavia, no entanto) são intercambiáveis em contextos de oposição ou contraste.

Nesse sentido, a substituição por entretanto preserva perfeitamente o sentido original e o papel coesivo do texto. Assim, a alternativa E) é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) embora: Conjunção concessiva, introduz ideia de concessão (“mesmo que”), não havendo oposição direta. Exemplo: “Embora esteja chovendo, saí.”
  • B) porquanto: Conjunção causal, indica motivo. Exemplo: “Não saiu, porquanto chovia.” Não cabe no contexto de oposição.
  • C) pois: Conjunção explicativa/conclusiva (“porque”, “portanto”). O trecho pede contraste, não explicação.
  • D) portanto: Conjunção conclusiva; introduz uma conclusão, não oposição. Exemplo: “Está tarde, portanto vou dormir.”

Como interpretar este tipo de questão:

Ao encontrar um conector, identifique a relação entre as ideias (oposição, causa, concessão, consequência). Lembre-se que “contudo”, “entretanto”, “porém”, “todavia”, “mas” e “no entanto” podem funcionar como sinônimos em contextos de oposição. Fique atento a pegadinhas: conectores de sentido errado alteram toda a lógica do texto.

Segundo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), o uso correto das conjunções adversativas é fundamental para a coesão e clareza textual.

Resumo estratégico:

Para gabaritar: Sempre que o texto pedir contraste/oposição, busque pelas conjunções adversativas. Evite confundir concessão, causa, explicação ou conclusão com oposição.

Gabarito: E) entretanto

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Comentários

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essa é pra não zerar a prova

Adversativas: Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.

#PMMG2026!

Rever.

E

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