Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4369720 Português

Leia o texto a seguir.



Nova IA adapta correção de redação

às neurodivergências dos estudantes


Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro

condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do

déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia



    Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.


    A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.


        Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.


    Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.


    De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.


    — O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.


    De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.


    — Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.


    Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.


    Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.


    Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.


    Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.


    Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.


    Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.


    Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.


    Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.


    — Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.


    De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.


    — Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.


Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.

“Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições [...]” (4º parágrafo). Nesse trecho, os dois elementos em destaque, responsáveis por introduzir orações subordinadas, são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q4369719 Português

Leia o texto a seguir.



Nova IA adapta correção de redação

às neurodivergências dos estudantes


Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro

condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do

déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia



    Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.


    A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.


        Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.


    Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.


    De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.


    — O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.


    De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.


    — Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.


    Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.


    Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.


    Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.


    Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.


    Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.


    Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.


    Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.


    Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.


    — Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.


    De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.


    — Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.


Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.

Considerando as normas da variedade padrão da língua portuguesa, a reescrita de um trecho do texto apresenta inadequação de regência em:
Alternativas
Q4369717 Português

Leia o texto a seguir.



Nova IA adapta correção de redação

às neurodivergências dos estudantes


Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro

condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do

déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia



    Uma inteligência artificial (IA) educacional foi desenvolvida para corrigir redações de estudantes neurodivergentes adaptando suas dificuldades às notas. A ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas — transtorno do espectro autista (TEA), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dislexia e disgrafia — e não os considera para a pontuação final dos alunos.


    A nova função foi implementada na Red1000, uma plataforma de correção de texto automática do grupo Cogna. Atualmente, há 2,3 mil estudantes com neurodivergências cadastrados. Isso corresponde a 5% do total de alunos que utilizam a plataforma.


        Em meia década, o número de diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas quadruplicou, passando de 294.394, em 2021, para 1.298.637 no ano passado. Os dados do Censo Escolar 2025, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam a primeira vez em que os matriculados com TEA superaram aqueles com deficiência intelectual, respondendo por mais da metade do total de alunos da chamada educação especial. Neste novo cenário, diferentes ferramentas educacionais têm sido criadas ou adaptadas para atender esses estudantes.


    Algumas escolas que utilizam a plataforma, segundo a Red1000, chegam a ter registrados com alguma neurodivergência mais de 20% dos estudantes. No Distrito Federal, um colégio privado que utiliza a ferramenta chegou a ter 26% dos alunos apenas com uma das quatro condições (TEA, TDAH, dislexia e disgrafia) que têm adaptações na IA de correção de redações.


    De acordo com Carolina Siequeroli, gerente sênior de produto e fundadora da Red1000, os alunos atípicos acabavam se desestimulando em usar a plataforma por conta das baixas notas geradas pela correção padronizada. Com a nova função, a IA identifica os tipos de problemas causados pela neurodivergência, mas não desconta a pontuação.


    — O aluno não utilizava a plataforma e deixava de treinar a redação. A ferramenta possibilitou que cada vez mais os alunos praticassem para fazer o Enem mais preparado — conta Siequeroli.


    De acordo com os desenvolvedores, as escolas precisam cadastrar os alunos apontando suas neurodivergências para ativar a correção adaptada. Para isso, ela não exige laudo ou qualquer tipo de comprovação.


    — Respeitamos a autonomia das instituições de ensino nesse processo: cabe à escola definir quando uma redação deve ser avaliada considerando necessidades educacionais específicas. Assim, mesmo que o estudante não tenha um diagnóstico formal, se a escola entender que esse tipo de avaliação é o mais adequado ao seu contexto pedagógico, ela pode solicitar essa configuração na plataforma, sem necessidade de apresentar um documento ou laudo — diz Siequeroli.


    Em alguns casos, ela pode até identificar padrões de escritas compatíveis com características frequentemente observadas em estudantes neurodivergentes. No entanto, isso não permite inferir qualquer diagnóstico — o que também não é a finalidade da tecnologia, de acordo com os idealizadores.


    Cada uma das quatro neurodivergências possuem adaptações específicas para os alunos na plataforma. Os que estão no transtorno do espectro autista, por exemplo, têm sinalizados no máximo 15 desvios de ortografia, gramática, sintaxe ou vocabulário. Caso passe disso, apenas os mais relevantes são apresentados.


    Para esse grupo, também há maior tolerância para organização textual não convencional, repetição de palavras, textos em blocos únicos, fuga ao tema ou tangenciamento.


    Já as adaptações para estudantes com TDAH procuram “reduzir o impacto de dificuldades relacionadas à atenção sustentada, revisão textual e organização da escrita, sem comprometer a avaliação do conteúdo desenvolvido”, segundo o documento Red1000 com as adaptações programadas.


    Na prática, isso significa que erros ortográficos possuem peso reduzido, pequenas distrações não geram penalizações desproporcionais e erros isolados recebem tratamento mais leve do que erros recorrentes. Além disso, transições abruptas; pequenas falhas de sequência lógica; e organização menos fluida, recebem penalizações leves quando o conteúdo principal está preservado.


    Já transtornos específicos de aprendizagem, como dislexia e disgrafia, possuem adaptações como menores punições gramaticais; marcações deixam de ser penalizadoras e passam a funcionar apenas como sinalização pedagógica; e erros repetitivos deixam de ser punidos diversas vezes. Em vez disso, quando um mesmo padrão ocorre repetidamente, ele é explicado apenas uma vez ao estudante.


    Outra adaptação aos alunos neurodivergentes é a forma como seus erros são explicados. Para eles, os comentários enfatizam mais estratégias de revisão, evolução da escrita e aspectos positivos do texto do que os erros. Os textos também passam a ter linguagem mais objetiva e orientações concretas.


    Na avaliação de Jucélia Linhares, coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Tecnologia Assistiva (Lepta) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), a IA pode ser uma ferramenta efetiva de inclusão ao identificar padrões de escrita relacionados às neurodivergências e oferecer feedback imediato e personalizado, promovendo autonomia e reduzindo a exposição do aluno.


    — Mas, para que seja efetiva, é fundamental que seja usada como ferramenta de apoio ao professor, e não como substituta, com formação docente adequada para a interpretação dos relatórios — afirmou a especialista.


    De acordo com ela, a adaptação da correção, não punindo desvios da redação que são característicos das neurodivergências, permite uma avaliação mais justa. Segundo Linhares, a ferramenta não configura “facilitação”, mas sim uma adaptação razoável ao desconsiderar na correção aspectos que são manifestações diretas da neurodivergência.


    — Ela passa a medir o conhecimento e o potencial do aluno, e não o sintoma. Isso valoriza o aprendizado, aumenta a autoestima e a motivação do estudante, evitando a desmotivação causada por notas baixas recorrentes que não refletem sua capacidade intelectual. Mas também é essencial que a plataforma e a escola utilizem um “modo simulado Enem”, sem as compensações, para que o aluno treine e desenvolva estratégias de revisão e adaptação para a prova. O objetivo da IA deve ser ainda preparar o aluno para a realidade da avaliação externa.


Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2026/08/03/nova-ia-adap-ta-correcao-de-redacao-as-neurodivergencias-dos-estudantes.ghtml. Acesso em 30/08/2026. Texto adaptado.

No título do texto “Nova IA adapta correção de redação às neurodivergências dos estudantes”, o termo em destaque classifica-se como:
Alternativas
Q4369073 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Brasil cria plano para emergências na saúde por

mudanças climáticas



    O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS, com estratégias que reúnem medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Nino é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo. O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.

    "O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde", explicita o plano de adaptação.

    O Ministério da saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas. O entendimento é que e preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.

    O Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e municípios. A preparação para os possíveis impactos do Íenômeno está organizada em cinco eixos: Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em ate 48 horas; e Organízação de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma. No médio ptazo, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

    Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

    Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.

    A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (eSUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).



Fonte: https://a genciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia /2026- OB/brasil-cria-plano-para -emergencias-na-sa ude-por-mudancasclimaticas (adaptado)

No trecho: O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências... (1º parágrafo), o verbo encontra-se flexionado na voz ativa. Transpondo-se esse mesmo trecho para a voz passiva analítica, a estrutura verbal CORRETA correspondente será:
Alternativas
Q4369072 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Brasil cria plano para emergências na saúde por

mudanças climáticas



    O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS, com estratégias que reúnem medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Nino é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo. O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.

    "O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde", explicita o plano de adaptação.

    O Ministério da saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas. O entendimento é que e preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.

    O Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e municípios. A preparação para os possíveis impactos do Íenômeno está organizada em cinco eixos: Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em ate 48 horas; e Organízação de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma. No médio ptazo, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

    Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

    Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.

    A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (eSUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).



Fonte: https://a genciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia /2026- OB/brasil-cria-plano-para -emergencias-na-sa ude-por-mudancasclimaticas (adaptado)

Considere as regras de regência e o emprego do acento indicativo de crase nas passagens do texto e analise as seguintes assertivas:



I. No trecho ...medidas voltadas à preparação do setor... (1º parágrafo), o uso da crase é obrigatório pela regência de voltadas e presença de artigo feminino.


II. Na expressão ...sensíveis às desigualdades... (3º parágrafo), a crase ocorre porque o adjetivo sensíveis rege a preposição a antes de termo feminino plural.


III. Em ...destinado a unidades de melhoria... (5º parágrafo), a ausência do acento grave justifica-se porque o termo unidades é um substantivo masculino plural.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4369071 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Brasil cria plano para emergências na saúde por

mudanças climáticas



    O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS, com estratégias que reúnem medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Nino é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo. O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.

    "O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde", explicita o plano de adaptação.

    O Ministério da saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas. O entendimento é que e preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.

    O Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e municípios. A preparação para os possíveis impactos do Íenômeno está organizada em cinco eixos: Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em ate 48 horas; e Organízação de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma. No médio ptazo, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

    Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

    Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.

    A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (eSUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).



Fonte: https://a genciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia /2026- OB/brasil-cria-plano-para -emergencias-na-sa ude-por-mudancasclimaticas (adaptado)

Sobre as concordâncias nominal e verbal com numerais expressas ao longo do texto, julgue as afirmativas abaixo em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



( ) No trecho ...contratou 18,8 mil cisternas... (5º parágrafo), o verbo flexiona-se no singular concordando com a parte inteira do numeral decimal.


( ) Em ...aporte de R$ 226,6 milhões destinado... (5º parágrafo), o termo destinado concorda em gênero e número com o substantivo singular aporte.


( ) Na expressão ...em até 48 horas... (4º parágrafo), a forma nominal horas está correta por qualificar o numeral cardinal plural 48.



Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima? 

Alternativas
Q4368766 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

Considere as duas estruturas a seguir, formuladas a partir do texto:



Estrutura I: A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos (título).


Estrutura II: a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais (quarto parágrafo).



Sob o ponto de vista da morfologia e da classificação das palavras sublinhadas, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4368764 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

Com relação à estrutura sintática e à morfossintaxe da oração O documento estabeleceu um conjunto de direitos, analise as partes que seguem:



(1ª parte): O vocábulo O classifica-se moíologicamente como artigo definido e atua sintaticamente como adjunto adnominal do núcleo do sujeito documento. 


(2ª parte): A expressão de direitos exerce a função sintática de objeto indireto da oração, visto que é introduzida pela preposição de. 


(3ª parte): A oração encontra-se estruturada na voz atíva, visto que o sujeito O documento executa a ação expressa pelo verbo estabeleceu.



Pode-se afirmar que 

Alternativas
Q4364976 Português
Leia o texto abaixo.

Só serei feliz
Se tiver grana, roupas legais e puder gastar com o que bem entender.
A gente não vai aqui repetir o velho ditado dizendo que “dinheiro não traz felicidade”, como se isso fosse um consolo para quem está sem grana. Mas também não dá para bancar a cínica e rebater afirmando que “trazer, não traz, mas compra”. Brincadeiras à parte, a verdade é que a felicidade é um estado que não se compra, D coisas mais simples da vida. Você pode experimentar, por exemplo:
Tomar um picolé; Levar seus olhos para passear e ver quanta coisa bonita existe na natureza para ser apreciada; Dividir uma pizza com os amigos; Andar de mãos dadas com o namorado;
Surpreender seu pai que chegou cansado do trabalho com um beijo carinhoso; Sair para passear com seu cachorrinho; Tomar conta da filhinha da vizinha e brincar de fazer bolinhas de sabão. Enfim, dá para resumir em poucas palavras: encontrar a felicidade é bem mais fácil do que você imaginava, não é mesmo?

Fonte: http://valdinere123.blogspot.com.br/2015/07/d10-identificar-as-marcas-linguisticas.html

Nesse texto, no trecho “mas pode ser encontrada nas coisas mais simples” (l. 6), a palavra destacada indica uma ideia de:
Alternativas
Q4364974 Português
Leia o texto abaixo.

O peixe-boi
O peixe-boi é um mamífero aquático que pode pesar até 800 quilos e medir 4 metros. O dócil animal vive em mares, lagos e rios e se alimenta de plantas - pode comer cerca de 30 quilos por dia.
O tempo de gestação do peixe-boi é de um ano e a fêmea pode gerar um só filhote por vez.
No Brasil, existem dois tipos de peixe-boi: o marinho (litoral do Nordeste) e o amazônico (rios da Amazônia ).
Há uma semana, um filhote de peixe-boi marinho, apelidado de Tinga, foi encontrado encalhado em uma praia do Ceará. Ele foi resgatado e transferido para o Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), em Itamaracá (PE).
Tinga, um recém-nascido, foi colocado num tanque e alimentado com a ajuda de uma mamadeira.
O filhote passa bem, mas está sendo medicado por causa de uma infecção .

Fonte: Folhinha, 08/06/2002.

Nesse texto, no trecho “Há uma semana, um filhote de peixe-boi marinho” (l. 8), a expressão destacada indica uma ideia de:
Alternativas
Q4362002 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

No trecho “Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio.”, a expressão “em silêncio” exerce a função sintática de
Alternativas
Q4362001 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

No trecho “Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa [...]”, o termo “à esposa” recebe acento grave porque
Alternativas
Q4361974 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, colocando em comparação os termos “sem sentido” e “sem sentir”, tendo em vista o contexto em que foram empregados.

I- O termo “sem sentido” é uma locução adjetiva com função de adjunto adnominal do substantivo “textos”.
II- O termo “sem sentido” exerce a função sintática de complemento nominal do substantivo concreto “textos”.
III- O termo “sem sentir” é uma locução adjetiva e funciona como adjunto adnominal do substantivo “textos”.
IV- O termo “sem sentir” relaciona-se ao verbo “criar” e exerce a função sintática de adjunto adverbial de modo.
V- O termo “sem sentido” assim como o termo “sem sentir”, gramaticalmente, igualam-se em classe e função.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4361973 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02

Captura_de tela 2026-10-07 070732.png (315×362)

Disponível em: https://www.facebook.com/linguaportuguesa07/posts/. Acesso em: 24 jul. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística “de escrever com IA”, presente na composição do texto 02.

I- O termo “de escrever” foi usado para completar sintática e semanticamente o substantivo abstrato “medo”.
II- O termo “com IA” expressa, semanticamente, uma circunstância, portanto exerce função de adjunto adverbial.
III- O termo “de escrever” foi usado para completar o verbo transitivo direto “Tenho”, portanto exerce a função de objeto direto.
IV- O termo “de escrever com IA” foi introduzido pela preposição “de”, portanto, exerce a função de objeto indireto do termo “medo”.
V- O termo “de escrever” contém um verbo e completa o substantivo abstrato “medo”, sendo, portanto, um complemento nominal oracional.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4361971 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor.”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- A expressão “por decisão própria” encontra-se separada por vírgula, de acordo com a norma, para separar um adjunto adverbial deslocado.
II- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de tempo; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
III- A expressão “em Cotidiano” foi usada como um adjunto adverbial de lugar; nesse caso, como ela se encontra no final da frase, o uso da vírgula é facultativo, de acordo com a norma.
IV- Os verbos da passagem foram flexionados no tempo pretérito, já que esse tempo constitui uma característica do texto narrativo.
V- Os verbos da passagem foram usados no tempo presente do modo indicativo, com exceção da forma “resolvi”, que se encontra no pretérito perfeito do modo indicativo.

Estão CORRETAS apenas afirmativas 
Alternativas
Q4361970 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 01

Despedida

    Essa crônica é uma despedida. Resolvi, por decisão própria, parar de escrever em Cotidiano. Devo ter perdido o juízo. Minha decisão contraria um dos dois maiores sonhos de cada escritor. Primeiro, o sonho de ser um best-seller. Encontrar algum livro seu nas prateleiras da livraria Laselva, nos aeroportos. Confesso: sou vítima dessa vaidade. Mas não aprendo a lição. Nos aeroportos, vou sempre visitar a Laselva na esperança de lá encontrar um dos meus livros. Saio sempre desapontado. O outro sonho dos escritores é ter seus textos publicados num jornal importante: ser lido por milhares de leitores. O que significa reconhecimento duplo: do jornal que os publica e dos leitores. Isso faz muito bem para o ego. Todo escritor tem uma pitada de narcisismo.
    Fernando Pessoa tem um poema que diz assim: “Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, tenho dó delas...” E ele se pergunta se “não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas...” Respondo: Sim. Há um cansaço. A velhice é o tempo do cansaço de todas as coisas. Estou velho. Estou cansado. Já escrevi muito. Mas, agora, meus 78 anos estão pesando. E como acontece com as estrelas, há sempre a obrigação de brilhar. A obrigação: é isso o que pesa. Quereria ser capaz de viver um poeminha do Fernando Pessoa: “Ah, a frescura na face de não cumprir um dever... Que refúgio o não se poder ter confiança em nós...” Perco o sono atormentado por deveres, pensando no que tenho de escrever. Sinto – pode ser que não seja assim, mas é assim que eu sinto – que já disse tudo. Não tenho novidades a escrever. Mas tenho a obrigação de escrever quando minha vontade é não escrever. Não é qualquer coisa que se pode publicar num jornal. O próprio nome está dizendo: “jornal”, do latim “diurnalis”; de “dies”, dia, diurno; o que acontece no dia; diário. O tempo dos jornais é o hoje, as presenças. Mas minha alma é movida pelas ausências: nos jornais, não há lugar para ressurreições.
    Acho que aconteceu comigo coisa parecida com o que aconteceu com a Cecília Meireles. Escrevendo sobre ela, Drummond falou o seguinte: “Não me parecia criatura inquestionavelmente real; por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me sempre a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Por onde erraria a verdadeira Cecília, que, respondendo à indagação de um curioso, admitiu ser seu principal defeito ‘uma certa ausência do mundo’?” Deve ser alguma doença que ataca preferencialmente os velhos e os poetas. A Cecília descrevia o tempo da sua avó como “uma ausência que se demorava”. E Rilke se perguntava: “Quem assim nos fascinou para que tivéssemos um olhar de despedida em tudo o que fazemos?” O sintoma dessa doença é aquilo que a Cecília disse: uma certa ausência do mundo.
    O místico Ângelus Silésius já havia notado que temos dois olhos, cada um deles vendo mundos diferentes: “Temos dois olhos. Com um, vemos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro, vemos as coisas da alma, eternas, que permanecem”. Jornais são seres do tempo. Notícias: coisas do dia, que amanhã estarão mortas. E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/ff0111201105.htm. Acesso em: 21 jul. 2026. 
Considere a passagem “E é por isso que vou parar de escrever: porque estou velho, porque estou cansado, porque minha alma anda pelos caminhos do Robert Frost, porque quero me livrar dos malditos deveres que me dão ordens desde que me conheço por gente...”

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.

I- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, foi usado em posição proclítica obrigatória.
II- O pronome “me”, no trecho “que me dão ordens”, funciona como objeto indireto do verbo “dão”.
III- A locução conjuntiva “desde que” foi usada para expressar ideia de condição.
IV- A conjunção “porque” constrói o recurso denominado paralelismo sintático.
V- O pronome “me”, nos dois usos, encontra-se em posição enclítica obrigatória.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4361703 Português

Leia o texto para responder a questão.


32 municípios podem perder verba do Fundeb, revela TCE


No início deste mês, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) emitiu um alerta para 32 municípios do estado que ainda estão com pendências no envio de informações para habilitar um mecanismo do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação de valor anual total por aluno (VAAT) para o ano de 2027. Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas da União ao Fundeb.

Considerando o total de 399 prefeituras, apenas 8% não registraram a documentação necessária até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento.

Ainda conforme o TCE, para garantir o recebimento, os municípios precisam cumprir principalmente duas exigências: transmitir ou retificar a sua Matriz de Saldos Contábeis (MSC) e também enviar os dados do Anexo da Educação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento.

A orientação do órgão é que os gestores também se atentem a inconsistências nos dados que já foram encaminhados aos sistemas, para não correrem o risco de perderem a complementação de verba para a educação básica. O prazo para regularização é 31 de agosto.

“O Tribunal destaca que a ausência de informações obrigatórias compromete o direito da população à educação e pode gerar impactos na Prestação de Contas Anual (PCA) dos prefeitos”, ressalta o TCE.

Execução do VAAT da Fundeb

O VAAT foi desenvolvido em 2024. Na ocasião, o Fundeb esclareceu que a modalidade de complementação permite que recursos federais seja destinado às redes de ensino com “baixa disponibilidade fiscal”. O objetivo é que os recursos do Fundeb sejam mais bem distribuídos.

Além disso, é feito um cálculo de recursos para cada município. Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.

Do montante recebido, o município deve aplicar 15% para despesas de capital e 50% deve ser destinada para a educação infantil. O restante deve ser utilizado para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).


Disponível em https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/tce-pr-alertou32-municipios-podem-perder-complementacao-fundeb/

No período “Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação...”, o sujeito da forma verbal “faltam” é classificado como
Alternativas
Q4361702 Português

Leia o texto para responder a questão.


32 municípios podem perder verba do Fundeb, revela TCE


No início deste mês, o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) emitiu um alerta para 32 municípios do estado que ainda estão com pendências no envio de informações para habilitar um mecanismo do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).

Segundo o TCE, faltam dados contábeis, fiscais e educacionais obrigatórios para habilitar uma complementação de valor anual total por aluno (VAAT) para o ano de 2027. Esse mecanismo corresponde a cerca de 10,5% das verbas repassadas da União ao Fundeb.

Considerando o total de 399 prefeituras, apenas 8% não registraram a documentação necessária até o dia 23 de junho, quando foi feito o último levantamento.

Ainda conforme o TCE, para garantir o recebimento, os municípios precisam cumprir principalmente duas exigências: transmitir ou retificar a sua Matriz de Saldos Contábeis (MSC) e também enviar os dados do Anexo da Educação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO). Cada um tem seu devido sistema federal para envio e acompanhamento.

A orientação do órgão é que os gestores também se atentem a inconsistências nos dados que já foram encaminhados aos sistemas, para não correrem o risco de perderem a complementação de verba para a educação básica. O prazo para regularização é 31 de agosto.

“O Tribunal destaca que a ausência de informações obrigatórias compromete o direito da população à educação e pode gerar impactos na Prestação de Contas Anual (PCA) dos prefeitos”, ressalta o TCE.

Execução do VAAT da Fundeb

O VAAT foi desenvolvido em 2024. Na ocasião, o Fundeb esclareceu que a modalidade de complementação permite que recursos federais seja destinado às redes de ensino com “baixa disponibilidade fiscal”. O objetivo é que os recursos do Fundeb sejam mais bem distribuídos.

Além disso, é feito um cálculo de recursos para cada município. Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.

Do montante recebido, o município deve aplicar 15% para despesas de capital e 50% deve ser destinada para a educação infantil. O restante deve ser utilizado para ações de manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE).


Disponível em https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/tce-pr-alertou32-municipios-podem-perder-complementacao-fundeb/

Analise: “Esse ponto difere da complementação de valor por aluno e ano resultado (VAAR), que considera cada estado do país na divisão de verba.” E assinale a alternativa que classifica corretamente a oração em destaque.
Alternativas
Q4360623 Português
Leia o período a seguir.

"Os pesquisadores analisarão os dados coletados durante o experimento."

Quanto ao emprego das classes de palavras, assinale a alternativa CORRETA acerca do termo em destaque.
Alternativas
Q4360621 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A cafonice do Brasil


Muito se fala sobre etarismo, uma palavra que até pouco tempo ninguém sabia que existia. Em alguns países orientais os mais velhos são reverenciados como pessoas sábias. Mas no Brasil não importa quanto sucesso você fez ou o quanto contribuiu com algo: quando chega numa certa idade todo mundo tem que seguir a cartilha do envelhecer. Especialmente se você é mulher. Caso não siga a cartilha, ou seja, não atenda às expectativas impostas pela sociedade de envelhecer dentro dos padrões da moralidade, se prepare pra zerar o dicionário de xingamentos machistas e misóginos.


O que se viu nesses últimos dias, com tantos julgamentos sobre o corpo e as roupas da Xuxa em seu show "O Último Voo da Nave", diz muito sobre nós. Digo "nós" porque boa parte dessa cartilha e fiscalização muitas vezes vem das próprias mulheres. Das que se escondem nos comentários até as ditas "influencers da moral" que fingem um discurso de crítica social só pra lacrar e ganhar likes em cima das atitudes de outras mulheres. A internet virou um refúgio de gente frustrada que arrumou um lugar pra destilar ódio disfarçado de opinião, usando o moralismo e a política pra angariar pessoas igualmente frustradas e desinformadas.


Mulheres reféns dos padrões, com seus procedimentos e magreza extrema, que se acham revolucionárias por julgarem corpos alheios. A verdadeira cafonice do Brasil. E o mais triste: ver outras mulheres curtindo, comentando e se sentindo importantes porque alguém destilou todo o preconceito que elas não tiveram coragem de mostrar.


Enquanto isso, nas escolas, meninas seguem fazendo bullying com as outras, os pais permanecem omissos e os educadores seguem preocupados com a relação violenta entre elas. Tenho uma filha adolescente e vejo claramente como a rivalidade feminina começa cedo. Comentários maldosos sobre os corpos das outras, adjetivos num tom pejorativo, exclusão de grupos, falta de empatia e dificuldade de aceitar quem é diferente. Muitas vezes com meninos incentivando tudo de camarote. Já falei pra minha filha que, cada vez que as meninas brigam entre si, os meninos se sentem mais à vontade pra julgá-las. Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação.


Feminicídio, voto feminino sendo ameaçado, crianças sendo abusadas, violência doméstica e vocês, caras amigas, gastam tempo e voz falando do corpo de outra mulher?


Xuxa lotou, aos 63 anos, um estádio por duas noites com pessoas 40+ relembrando uma época e a própria história. Era uma comemoração. E o olhar pro deslize foi o que ficou? Que olhar adoentado é esse, caras amigas, que ignora uma superprodução e foca na virilha de alguém que resolveu envelhecer celebrando a vida? O que isso traz de bom pra alguém? Qual o exemplo que vocês querem deixar pra esse mundo? Não só para as meninas mas também para os meninos que se sentem no direito de criticar o corpo feminino e achar isso normal.


Porque o elogio também é uma forma de transformação. Seus filhos aprendem gentileza com vocês e é assim que, futuramente, vão saber viver relações gentis. As críticas que viralizam não servirão em nada pra criar seres humanos melhores e nem ajudam a sociedade a entender que os corpos das meninas não pertencem aos homens.


Espero que os likes preencham a alma dessas pessoas e façam valer a pena uma existência tão medíocre. Gastar uma vida diminuindo quem vive e envelhece com as mesmas dores que você é de uma pequenez de espírito sem tamanho.


[...]
Considere o período: "Um grupo de meninas unidas é o melhor antídoto contra qualquer dominação." A respeito da estrutura sintática da oração, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
741: A
742: C
743: B
744: B
745: C
746: B
747: D
748: C
749: D
750: X
751: B
752: D
753: D
754: A
755: D
756: A
757: D
758: C
759: A
760: D