Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4351180 Português
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL

Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano


    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.

    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.

    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.

    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.

    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.

     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 


Vocabulário:

Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
No último parágrafo, o trecho “que deveria servir à saúde do corpo social” apresenta, com o termo anterior, uma relação de:
Alternativas
Q4351177 Português
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL

Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano


    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.

    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.

    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.

    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.

    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.

     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 


Vocabulário:

Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
No trecho “mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema” (4º parágrafo), a conjunção expressa um efeito de sentido de:  
Alternativas
Q4350821 Português
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Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
Na oração: “A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares...”, o sujeito da locução verbal passiva “foi feita” classifica-se como 
Alternativas
Q4350819 Português
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Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
Analise o trecho a seguir: “Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual...”. A conjunção em destaque estabelece entre as orações uma relação semântica de 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Agente de Correição | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Aux. Serviços Gerais – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Serviços Gerais – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria D – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria A/B - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Computador – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de computador - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Máquinas CNH categoria D ou E - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico de Enfermagem – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico em Saúde Bucal - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia – 40h (EDUCAÇÃO) |
Q4350771 Português

TEXTO I


TRABALHO, RENDA E TRANSFORMAÇÕES PRODUTIVAS


O mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças relevantes nos últimos anos. As pesquisas domiciliares do IBGE acompanham ocupação, desemprego e rendimentos. Esses indicadores permitem observar avanços, mas também desigualdades persistentes. A redução da desocupação não significa, isoladamente, trabalho de melhor qualidade. É necessário considerar a informalidade, a remuneração e a proteção previdenciária. Trabalhadores informais podem gerar renda sem dispor das garantias de um emprego formal. Por isso, quantidade de ocupações e qualidade dos vínculos são dimensões relacionadas, mas não equivalentes, da dinâmica econômica e social. O Ministério do Trabalho e Emprego, por sua vez, divulga registros administrativos sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com vínculo formal. Esses registros e as pesquisas do IBGE não medem exatamente o mesmo fenômeno, razão pela qual seus resultados devem ser interpretados segundo cada metodologia. Além disso, transformações tecnológicas alteram tarefas e exigem novas competências. A qualificação profissional, contudo, não funciona como chave mágica para todo problema: a criação de oportunidades também depende do crescimento econômico e dos investimentos. Políticas de emprego tornam-se mais efetivas quando articulam formação, proteção social e estímulos à atividade produtiva, sem ignorar diferenças regionais e sociais. Assim, compreender o trabalho exige olhar além de um único número, pois indicadores são bússolas, não retratos completos da realidade.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre economia e trabalho) 


Com base no texto acima, julgue o item a seguir.

Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original, a oração “Esses registros e as pesquisas do IBGE não medem exatamente o mesmo fenômeno” poderia ser reescrita como “Nem esses registros nem as pesquisas do IBGE mede exatamente o mesmo fenômeno”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Agente de Correição | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Aux. Serviços Gerais – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Serviços Gerais – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria D – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria A/B - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Computador – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de computador - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Máquinas CNH categoria D ou E - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico de Enfermagem – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico em Saúde Bucal - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia – 40h (EDUCAÇÃO) |
Q4350768 Português

TEXTO I


TRABALHO, RENDA E TRANSFORMAÇÕES PRODUTIVAS


O mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças relevantes nos últimos anos. As pesquisas domiciliares do IBGE acompanham ocupação, desemprego e rendimentos. Esses indicadores permitem observar avanços, mas também desigualdades persistentes. A redução da desocupação não significa, isoladamente, trabalho de melhor qualidade. É necessário considerar a informalidade, a remuneração e a proteção previdenciária. Trabalhadores informais podem gerar renda sem dispor das garantias de um emprego formal. Por isso, quantidade de ocupações e qualidade dos vínculos são dimensões relacionadas, mas não equivalentes, da dinâmica econômica e social. O Ministério do Trabalho e Emprego, por sua vez, divulga registros administrativos sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com vínculo formal. Esses registros e as pesquisas do IBGE não medem exatamente o mesmo fenômeno, razão pela qual seus resultados devem ser interpretados segundo cada metodologia. Além disso, transformações tecnológicas alteram tarefas e exigem novas competências. A qualificação profissional, contudo, não funciona como chave mágica para todo problema: a criação de oportunidades também depende do crescimento econômico e dos investimentos. Políticas de emprego tornam-se mais efetivas quando articulam formação, proteção social e estímulos à atividade produtiva, sem ignorar diferenças regionais e sociais. Assim, compreender o trabalho exige olhar além de um único número, pois indicadores são bússolas, não retratos completos da realidade.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre economia e trabalho) 


Com base no texto acima, julgue o item a seguir.

No trecho “A qualificação profissional, contudo, não funciona como chave mágica para todo problema”, a substituição de “contudo” por “portanto” preservaria a relação de contraste estabelecida com as ideias anteriores.
Alternativas
Q4350702 Português
Contar segredos alivia. Quando vejo uma plateia lotada, um grupo de pessoas em relativa concentração, costumo perguntar se alguém tem um segredo de família que gostaria de contar para mim. Eu coleciono. Já colecionei búzios, pedras, santos, coisas que ocupam espaço. Segredos contados são leves como o vento; sempre terei lugar para mais um.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/socorro-acioli/2026/07/aceito- doacoes-para-minha-colecao-de-segredos.shtml  


Assinale a opção em que a reescrita do período "Segredos contados são leves como o vento; sempre terei lugar para mais um." preserva adequadamente a relação de sentido estabelecida entre as orações.
Alternativas
Q4350701 Português
A partir do dia 23 de maio, o Museu de Arte da Bahia (MAB) recebe a exposição Mundo Zira – Ziraldo Interativo. Após passar por Brasília, Rio, Belo Horizonte, São Paulo e Natal, a mostra desembarca em Salvador e convida o público a mergulhar no universo criativo do artista Ziraldo.
O percurso reúne experiências sensoriais, jogos com personagens e instalações inspiradas em clássicos como Flicts, O Menino Maluquinho, O Menino Quadradinho e A Turma do Pererê. Em cartaz até 13 de setembro, a mostra se conecta com o público de forma afetiva e lúdica, apresentando obras de um dos maiores nomes da cultura brasileira.
https://www.salvadordabahia.com

No trecho "O percurso reúne experiências sensoriais, jogos com personagens e instalações inspiradas em clássicos (...)", a organização dos elementos da enumeração busca principalmente 
Alternativas
Q4350634 Português

ESTUDO CIENTÍFICO ABORDA TRADIÇÃO DAS FITINHAS DO

SENHOR DO BONFIM


    Assim que subirem a Colina Sagrada nesta quinta-feira, 16, concluindo o cortejo religioso entre a Basílica da Conceição da Praia e a Basílica Senhor do Bonfim, em Salvador, fiéis católicos e adeptos do Candomblé seguirão a tradição de amarrar fitinhas no pulso ou nas grades que cercam a igreja. 


    Encaradas como um amuleto, as fitinhas devem ser atadas com três nós, cada um deles representando uma graça a ser alcançada. É preciso ter paciência, porém: a devoção prevê que os pedidos serão concretizados apenas quando a fita se romper naturalmente. Mas quanto tempo leva para que a fitinha do Senhor do Bonfim se rompa? E qual a probabilidade de que ela quebre em um curto espaço de tempo? [...] 


https://revistacenarium.com.br 

No trecho "É preciso ter paciência, porém: a devoção prevê que os pedidos serão concretizados apenas quando a fita se romper naturalmente.", uma reescrita que preserva as relações de sentido entre as informações apresentadas é: 
Alternativas
Q4350518 Português
    Uma das maiores mentiras deste século é a afirmação corriqueira de que “na crise climática, estamos todos no mesmo barco”. Não estamos. Mas não estamos mesmo. Como também não estávamos na eclosão da pandemia de covid-19, que desde o início matou mais negros e pobres. E como não estaremos nas próximas pandemias que ainda virão, consequência da destruição da natureza e do processo de circulação capitalista de pessoas e de mercadorias. 

    O fato que precisa ser afirmado em voz bem alta em todas as oportunidades é que, para enfrentar a crise climática e se adaptar a ela, a minoria que a provocou tem luxuosos iates com tecnologia de ponta, enquanto a maioria tem um barquinho de papel.

    Enquanto o número de refugiados climáticos cresce, produzidos pelas secas e inundações, assim como pela fome e pela violência que seguem seu rastro, supermilionários e bilionários constroem bunkers em “paraísos” como a Nova Zelândia, para se proteger das alterações do clima e dos desvalidos que ela produzirá. E, claro, manter seus privilégios intactos também no fim do mundo. Apocalipse, sim, mas em ambiente climatizado e bebendo vinhos exclusivos. 

Eliane Brum. Banzeiro òkòtó: uma viagem à Amazônia centro do mundo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p.71 (com adaptações).



Julgue o próximo item, relativo à ideia e a aspecto linguístico do texto apresentado.
No trecho “a maioria tem um barquinho de papel” (segundo parágrafo), a flexão do verbo ter no plural — têm — conferiria ao texto maior grau de formalidade, visto que a concordância padrão, segundo as normas gramaticais, é feita, no caso em questão, com o sentido plural evocado pelo termo “maioria”. 
Alternativas
Q4350513 Português
    Toda nação constrói para si alguns mitos básicos, que têm, em seu conjunto, a capacidade de produzir nos cidadãos o sentimento de pertencer a uma comunidade única, a qual permaneceria para sempre inalterada — “deitad[a] eternamente em berço esplêndido”, conforme verseja nosso Hino Nacional. Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão quando escapam do momento que as viu nascer e passam a fazer parte da lógica do senso comum ou se transformam em retórica nacional.

    O certo é que, quando viram mitologia, esses discursos perdem sua capacidade crítica para serem lidos apenas de uma maneira, a partir de um só pressuposto: aquele que exalta a criação de um passado glorioso e de uma história única, somente enaltecedora. Além da burla da mestiçagem racial, tal espécie de utopia de Estado costuma imaginar uma idílica sociedade patriarcal, com sua hierarquia tão enraizada quanto virtuosa. É uma forma de narrativa que não se baseia obrigatoriamente em fatos, uma vez que seleciona, em primeiro lugar, uma mensagem final e só depois arruma um bom argumento para justificá-la. 

Lilia Moritz Schwarcz. Sobre o autoritarismo brasileiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20 (com adaptações). 





A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No trecho “quando escapam do momento que as viu nascer” (primeiro parágrafo), a oração introduzida pelo vocábulo “que” exerce a função sintática de complemento nominal de “momento”, pois completa seu sentido. 
Alternativas
Q4350510 Português
    Toda nação constrói para si alguns mitos básicos, que têm, em seu conjunto, a capacidade de produzir nos cidadãos o sentimento de pertencer a uma comunidade única, a qual permaneceria para sempre inalterada — “deitad[a] eternamente em berço esplêndido”, conforme verseja nosso Hino Nacional. Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão quando escapam do momento que as viu nascer e passam a fazer parte da lógica do senso comum ou se transformam em retórica nacional.

    O certo é que, quando viram mitologia, esses discursos perdem sua capacidade crítica para serem lidos apenas de uma maneira, a partir de um só pressuposto: aquele que exalta a criação de um passado glorioso e de uma história única, somente enaltecedora. Além da burla da mestiçagem racial, tal espécie de utopia de Estado costuma imaginar uma idílica sociedade patriarcal, com sua hierarquia tão enraizada quanto virtuosa. É uma forma de narrativa que não se baseia obrigatoriamente em fatos, uma vez que seleciona, em primeiro lugar, uma mensagem final e só depois arruma um bom argumento para justificá-la. 

Lilia Moritz Schwarcz. Sobre o autoritarismo brasileiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20 (com adaptações). 





A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No primeiro período do texto, o referente do pronome relativo “a qual” é o vocábulo “nação”. 
Alternativas
Q4350408 Português
Texto:


— O senhor não tem relógio?

— Não.

— E como faz para saber as horas?

— Não sei.

— Mas precisa saber as horas!

— Para quê?

— Para não se atrasar!

— Eu nunca me atraso.

— Como não?

— Chego sempre na hora que quero.


SABINO, Fernando. O homem nu. Rio de Janeiro: Record, 1997. Adaptado.
No diálogo, a fala “Chego sempre na hora que quero” rompe com a expectativa do interlocutor ao apresentar o desejo individual como referência para a chegada.

Em uma reformulação que preserve esse sentido, está de acordo com a norma-padrão a seguinte construção:
Alternativas
Q4350248 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.



Considerando o emprego das vírgulas no período, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4350247 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho.



Assinale a alternativa correta quanto à função sintática dos termos destacados. 

Alternativas
Q4350245 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

 O princípio fundamental consiste em "viver" com extrema austeridade durante a vida profissional para "se aposentar" o mais cedo possível.


Analise se as afirmativas a seguir, quanto à regência dos verbos destacados na frase apresentada, são falsas (F) ou verdadeiras (V):



(__) O verbo "viver" é empregado como verbo intransitivo, e a expressão "com extrema austeridade" exerce função de adjunto adverbial de modo.


(__) O verbo pronominal "aposentar-se" é empregado com sentido de retirar-se da atividade profissional e não apresenta complemento verbal expresso no trecho.


(__) A expressão "com extrema austeridade" exerce função de objeto indireto do verbo "viver", pois a preposição "com" é exigida pela regência desse verbo no contexto.


(__) O pronome "se" exerce função de objeto direto do verbo "aposentar", e sua retirada preserva a mesma estrutura sintática e o mesmo sentido da forma pronominal "aposentar-se".



Assinale a alternativa correta, "de cima para baixo".

Alternativas
Q4350244 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

Ele próprio admite "que se pode chamar" isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.



Considerando a posição do pronome "se" na locução verbal "se pode chamar", assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4350243 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

O casal "reconhecia" que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por "ficarem" tão obcecados em não gastar dinheiro.


Analise as proposições a seguir sobre os tempos, os modos e as formas nominais dos verbos destacados na frase.



I. O verbo "reconhecia" está conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, podendo expressar uma ação habitual ou duradoura no passado.


II. O verbo "reconhecia" está conjugado no pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação pontual e concluída no passado.


III. O verbo "ficarem" está empregado no infinitivo impessoal, pois não apresenta marca de pessoa ou de número.


IV. O verbo "ficarem" está empregado no infinitivo pessoal, flexionado na terceira pessoa do plural, com sujeito desinencial recuperável no contexto.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4350242 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit.


Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:



I. Na expressão "quase um milhão de membros", a forma "um" está no masculino singular por concordar com o substantivo "milhão", enquanto "membros" permanece no plural por especificar os indivíduos contabilizados.



PORQUE



II.O advérbio "quase" indica aproximação numérica e modifica a expressão "um milhão de membros", sem sofrer variação de gênero ou número.



Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4350098 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cuidados com a pele, alimentação e hidratação são essenciais no verão e festas de fim de ano.


23/12/2025 - 17:33 - Secretaria da Saúde


O verão costuma ser lembrado como a estação das férias, da praia, da piscina e das festas de fim de ano. Mas, em meio à rotina mais intensa de lazer, viagens e encontros familiares, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a necessidade de atenção redobrada com a pele, a alimentação e a hidratação. Eles são fatores que podem impactar diretamente no bem-estar de cada um.

Os cuidados com a pele impactam diretamente na saúde e podem evitar doenças sérias, como o câncer de pele. No Paraná, de janeiro a setembro de 2025, foram realizados 7.906 procedimentos cirúrgicos em oncologia relacionados à pele; de outubro de 2024 a setembro de 2025, o total chegou a 10.431 procedimentos. No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 220 mil novos casos de câncer de pele até o fim de 2025.

"É importante lembrar que a maior parte dos problemas causados pela longa exposição do sol são evitáveis. Aproveite o verão, mas não esqueça do protetor, de beber muita água e não abusar das comidas pesadas para que os dias sejam apenas de diversão", disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

USE PROTETOR - O período mais crítico para exposição solar vai das 9h às 16h, mas as ondas de calor exigem cuidados ao longo de todo o dia e o uso do protetor solar é indispensável. O Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo recomendado para adultos é 30; pessoas de pele clara devem optar por FPS 50. 

A reaplicação deve ser feita a cada duas horas e sempre após banho de mar, rio ou piscina. Para quem permanece em ambientes internos, a reposição duas vezes ao dia costuma ser suficiente.

DENGUE - O verão também exige atenção ao uso de repelentes, que evitam picadas de mosquitos e a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Segundo a Vigilância da Sesa, nem todos os repelentes têm eficácia comprovada contra o Aedes aegypti.

A Sesa reforça que o repelente precisa ter determinadas substâncias para ser eficaz. A substância mais recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a Icaradina. Ela é segura para adultos e para crianças acima de 2 anos, devendo estar presente em concentrações entre 20% e 25%, o que garante proteção de até 10 horas.

Outras substâncias eficazes são o DEET, com concentração mínima de 10%, e o IR3535 (EBAAP). Para identificar a composição, é fundamental verificar o rótulo do produto. 

ALIMENTAÇÃO - As festas de fim de ano e as férias provocam o desregramento da alimentação. O cardápio do Natal brasileiro, por exemplo, ainda é uma adaptação de países frios e baseado em alimentos gordurosos, mas que consumimos em pleno verão.

É preciso adotar algumas estratégias que podem ser importantes para aproveitar o melhor desses momentos de celebração entre amigos e família, sem prejuízos significativos à saúde como:

Não vá com muita fome: faça um lanche nutritivo antes da celebração, coma uma fruta, tome um copo de leite, isso vai te permitir escolher com mais calma os alimentos que pretende consumir, sem grandes excessos;

Reconheça seus sinais de fome e saciedade. Se permita comer o que gosta e só consome nessa época do ano, mas sirva-se de uma quantidade moderada;

Coma devagar e desfrute do que está consumindo;

Tenha atenção com as bebidas, elas podem aumentar muito as calorias ingeridas sem aumentar a saciedade. Tome bastante água;

Mantenha-se ativo e siga fazendo exercícios.

HIDRATAÇÃO - O calor intenso exige hidratação constante e não é qualquer líquido que repõe o que o corpo precisa. Bebidas alcoólicas, mesmo geladas, aumentam a desidratação. A orientação é priorizar água, sucos naturais, água de coco ou isotônicos.

Adolescentes e adultos devem consumir pelo menos dois litros de água por dia, aumentando a quantidade em caso de exposição prolongada ao sol, práticas esportivas ou esforço físico.

A Sesa alerta sobre o cuidado especial com os idosos, que são mais vulneráveis à desidratação e à hipertermia. A desidratação atinge mais as pessoas acima de 50 anos, conforme levantamento da Diretoria de Gestão em Saúde, da Sesa. Dos 3.453 casos registrados neste ano (entre janeiro e setembro), 2.351, ou seja, 68% são da faixa etária a partir dos 50 anos.

A Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa recomenda:

• Ingerir líquidos com frequência (água, água de coco, sucos leves, chás e isotônicos) e evitar álcool e cafeína.

• Consumir alimentos leves, como frutas, verduras e carnes magras.

• Usar roupas claras, leves e calçados firmes; evitar chinelos para prevenir quedas; usar chapéu e óculos ao sair ao sol.

• Manter a casa ventilada e reduzir a entrada de calor nas janelas; usar ventiladores, climatizadores ou ar-condicionado quando possível.

• Praticar exercícios no início da manhã ou fim da tarde.

• Evitar sol nos horários mais quentes e aplicar filtro solar diariamente.

• Manter os alimentos refrigerados e reforçar a higiene no preparo para evitar intoxicações.

• Redobrar o uso de repelente e eliminar possíveis criadouros de mosquitos. Sinais de alerta pela falta de hidratação:

• Boca, língua e lábios secos

• Diminuição do volume urinário

• Temperatura elevada e pulso rápido

• Dor de cabeça • Tontura

• Náuseas • Letargia

• Confusão mental


Em situações de emergência, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima ou ligar para o SAMU (192).
No que tange às funções sintáticas dos termos destacados no texto, considere as assertivas a seguir.

I. No trecho "Os cuidados com a pele impactam diretamente na saúde", a expressão "Os cuidados com a pele" exerce a função de sujeito composto do verbo "impactam".
II. Em "Adolescentes e adultos devem consumir pelo menos dois litros de água por dia", a expressão "dois litros de água" atua como objeto direto do verbo "consumir".
III. Em "Praticar exercícios no início da manhã ou fim da tarde", as expressões "no início da manhã" ou "fim da tarde" indicam o momento da prática de exercícios, logo, exercem a função de adjunto adverbial de tempo.
IV. Em "O cardápio do Natal brasileiro, por exemplo, ainda é uma adaptação de países frios", "uma adaptação de países frios" desempenha o papel de predicativo do sujeito.
V. Em "O verão também exige atenção ao uso de repelentes, que evitam picadas de mosquitos e a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya", os termos "dengue, zika e chikungunya" funcionam como vocativo.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
821: B
822: B
823: A
824: C
825: E
826: E
827: C
828: E
829: B
830: E
831: E
832: E
833: C
834: C
835: C
836: B
837: B
838: C
839: A
840: D