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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.628 questões

Q4209796 Português
Uma fonte de biodiversidade

Por Igor Zolnerkevic


(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Sobre o trecho retirado do texto “À medida que mudava de curso, cada rio depositava grandes quantidades de areia e lama ao longo de extensas áreas chamadas de leques aluviais”, analise as assertivas a seguir:


I. A locução “À medida que” introduz uma oração subordinada adverbial proporcional.


II. O sujeito da oração principal é “grandes quantidades de areia e lama”.


III. O segmento “chamadas de leques aluviais” exerce função de oração reduzida de particípio com valor adjetivo.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q4209794 Português
Uma fonte de biodiversidade

Por Igor Zolnerkevic


(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Em relação à regência verbal e ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto.


• “O estudo sugere que o deslocamento desses rios pela planície amazônica poderia explicar ____ distribuição atual de seis grandes áreas de endemismo”.


• “A pesquisa demandou viagens ____ floresta para analisar as camadas sedimentares de grandes barrancos expostos nos rios Solimões e Japurá [...]”. 


• “Esse cenário começou a mudar há cerca 350 mil anos, quando quedas no nível do mar, associadas ____ aumento do gelo nas calotas polares, reduziram o nível dos rios”.

Alternativas
Q4209789 Português
Uma fonte de biodiversidade

Por Igor Zolnerkevic


(Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-fonte-de-biodiversidade/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Sobre os mecanismos de coesão textual utilizados no texto, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.


I. A conjunção “mas”, em “mas começou na frente do computador” (l. 10) estabelece uma relação de contraste entre a realização de viagens de campo e o início da pesquisa.


II. A locução conjuntiva “À medida que”, no trecho “À medida que mudava de curso” (l.21), estabelece uma relação de proporcionalidade entre os fatos apresentados na oração.


III. O pronome demonstrativo “Essas”, em “Essas evidências sugerem uma interpretação mais complexa” (l. 33), refere-se aos padrões atuais de distribuição das espécies na Amazônia Central.

Alternativas
Q4209744 Português
Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro

Por José Eustáquio Diniz Alves

(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-
brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, à classe gramatical e à função sintática corretas.
Essa oportunidade está intimamente ligada a um envelhecimento populacional ativo e saudável”.

Coluna 1
1. Adjetivo e adjunto adnominal.
2. Adjetivo e predicativo do sujeito.
3. Pronome e adjunto adnominal.
4. Advérbio e adjunto adverbial.

Coluna 2
( ) “Essa”.
( ) “intimamente”.
( ) “ligada”.
( ) “populacional”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4209743 Português
Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro

Por José Eustáquio Diniz Alves

(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-
brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática da oração sublinhada no período a seguir, retirado do texto:
“desde que políticas públicas, iniciativas privadas e a sociedade civil abandonem a percepção de que a população idosa é um ‘peso morto’”. 
Alternativas
Q4209741 Português
Desafios e oportunidades do envelhecimento populacional brasileiro

Por José Eustáquio Diniz Alves

(Disponível em: https://exame.com/economia/os-desafios-e-oportunidades-do-envelhecimento-populacional-
brasileiro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).  
No trecho “A chamada economia prateada, embora ainda esteja em processo de consolidação como conceito, refere-se ao conjunto de atividades econômicas”, retirado do texto, a conjunção “embora” é __________ e poderia ser substituída por __________, __________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a sua correção gramatical.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
Alternativas
Q4209684 Português
O custo invisível da obsolescência programada

    Três anos atrás, durante o Ironman, prova de triatlo realizada em Fortaleza, o organizador do evento olhou para o meu tênis e perguntou quanto tempo havia que eu o usava. Respondi que era praticamente novo; tinha cerca de um ano. Ele não hesitou: “Troque. O amortecedor já foi”. Mais tarde, em São Paulo, comprei uma bicicleta elétrica. Em menos de um ano, o painel queimou e ela parou de funcionar. Perguntei na loja se aquilo era obsolescência programada. O atendente não entendeu o termo. Traduzi: tempo de vida. O mecânico sorriu.
    Um tênis com prazo oculto. Uma bicicleta elétrica, símbolo da modernidade sustentável, interrompida por uma peça pequena, decisiva e substituível. O futuro, ao que parece, também foi programado para durar pouco — embora às vezes tenhamos que admitir, como o filósofo francês, nascido na Argélia, Louis Althusser (1918-1990), que “o futuro dura muito tempo” (título do seu desconcertante relato autobiográfico publicado postumamente, em 1992).
   Quando estudei a sociedade industrial na universidade, sobretudo a partir de outro pensador francês, Raymond Aron (1905-1983), uma questão central era como a indústria superou a produção artesanal. Precisava demonstrar superioridade: era mais rápida, mais barata, mais durável. Mas quando ela dominou a forma de produzir, precisou também dominar a arte de fazer substituir. A durabilidade tornou-se obstáculo. O método fashion foi incorporado a quase tudo. Objetos cotidianos passaram a viver sob o império de uma vida útil cada vez mais curta.
    Durante décadas, a obsolescência programada foi tratada como crítica clássica ao capitalismo de consumo. Hoje, porém, precisa voltar ao centro do debate por outra razão: suas consequências urbanas e climáticas. Tudo desemboca nas cidades. Os produtos entram, circulam, são consumidos e descartados nelas. A cidade tornou-se o grande território de recepção daquilo que a economia produz em massa e abandona em velocidade crescente. O problema já não é o consumidor que troca antes do esperado o que comprou. É o efeito sistêmico de bilhões de trocas aceleradas sobre infraestrutura, aterros, cadeias de reciclagem, logística reversa e financiamento municipal.
    A crise climática e a crise dos resíduos estão mais ligadas do que parece. A produção incessante pressiona recursos e emissões; a compressão do tempo de vida dos objetos inunda as cidades de rejeitos, plástico, sucata eletrônica e passivos materiais. A ironia é objetiva: enquanto as cidades enfrentam enchentes e calor extremo, precisam administrar a montanha crescente de restos da economia contemporânea.
    Já nos anos 1970, a equação I = PAT – ou seja, o impacto ambiental está relacionado à população, à afluência (consumo médio por pessoa) e à tecnologia – acendia um alarme para o tema. O que não se percebeu foi que a variável tecnologia não atuaria como vetor de eficiência e sim como acelerador do descarte. A inovação que deveria reduzir o impacto por unidade passou a multiplicar as unidades e a encurtar seu tempo de vida.
    Não se trata de denunciar moralmente a obsolescência. Trata-se de perguntar quem paga seus custos urbanos. Taxas de lixo já recaem sobre cidadãos. No entanto, isso basta? Com eventos extremos mais frequentes e pressão crescente sobre serviços urbanos, o arranjo é cada vez mais insustentável.
    Há uma direção concreta. Se o ciclo de vida dos produtos gera custos que recaem sobre as cidades, a responsabilidade estendida do produtor precisa alimentar fundos urbanos de adaptação climática. Vincular carga fiscal à vida útil declarada criaria incentivo real à durabilidade e receita proporcional ao passivo que cada cadeia produtiva transfere ao território. Não é panaceia. Contudo, é o tipo de mecanismo que nomeia o custo onde ele nasce e o cobra de quem o produz.
    A obsolescência programada não produz apenas objetos descartáveis. Produz cidades que pagam com enchentes, aterros esgotados e orçamentos corroídos ao preço de um modelo que nunca foi desenhado para durar.

(Por: Elcio Batista. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/o-custo-invisivel-da-obsolescencia-programada/. Acesso em: junho de 2026.)
No trecho “Hoje, porém, precisa voltar ao centro do debate por outra razão: suas consequências urbanas e climáticas.” (4º§), a expressão “outra razão” estabelece referência predominantemente:
Alternativas
Q4209681 Português
O custo invisível da obsolescência programada

    Três anos atrás, durante o Ironman, prova de triatlo realizada em Fortaleza, o organizador do evento olhou para o meu tênis e perguntou quanto tempo havia que eu o usava. Respondi que era praticamente novo; tinha cerca de um ano. Ele não hesitou: “Troque. O amortecedor já foi”. Mais tarde, em São Paulo, comprei uma bicicleta elétrica. Em menos de um ano, o painel queimou e ela parou de funcionar. Perguntei na loja se aquilo era obsolescência programada. O atendente não entendeu o termo. Traduzi: tempo de vida. O mecânico sorriu.
    Um tênis com prazo oculto. Uma bicicleta elétrica, símbolo da modernidade sustentável, interrompida por uma peça pequena, decisiva e substituível. O futuro, ao que parece, também foi programado para durar pouco — embora às vezes tenhamos que admitir, como o filósofo francês, nascido na Argélia, Louis Althusser (1918-1990), que “o futuro dura muito tempo” (título do seu desconcertante relato autobiográfico publicado postumamente, em 1992).
   Quando estudei a sociedade industrial na universidade, sobretudo a partir de outro pensador francês, Raymond Aron (1905-1983), uma questão central era como a indústria superou a produção artesanal. Precisava demonstrar superioridade: era mais rápida, mais barata, mais durável. Mas quando ela dominou a forma de produzir, precisou também dominar a arte de fazer substituir. A durabilidade tornou-se obstáculo. O método fashion foi incorporado a quase tudo. Objetos cotidianos passaram a viver sob o império de uma vida útil cada vez mais curta.
    Durante décadas, a obsolescência programada foi tratada como crítica clássica ao capitalismo de consumo. Hoje, porém, precisa voltar ao centro do debate por outra razão: suas consequências urbanas e climáticas. Tudo desemboca nas cidades. Os produtos entram, circulam, são consumidos e descartados nelas. A cidade tornou-se o grande território de recepção daquilo que a economia produz em massa e abandona em velocidade crescente. O problema já não é o consumidor que troca antes do esperado o que comprou. É o efeito sistêmico de bilhões de trocas aceleradas sobre infraestrutura, aterros, cadeias de reciclagem, logística reversa e financiamento municipal.
    A crise climática e a crise dos resíduos estão mais ligadas do que parece. A produção incessante pressiona recursos e emissões; a compressão do tempo de vida dos objetos inunda as cidades de rejeitos, plástico, sucata eletrônica e passivos materiais. A ironia é objetiva: enquanto as cidades enfrentam enchentes e calor extremo, precisam administrar a montanha crescente de restos da economia contemporânea.
    Já nos anos 1970, a equação I = PAT – ou seja, o impacto ambiental está relacionado à população, à afluência (consumo médio por pessoa) e à tecnologia – acendia um alarme para o tema. O que não se percebeu foi que a variável tecnologia não atuaria como vetor de eficiência e sim como acelerador do descarte. A inovação que deveria reduzir o impacto por unidade passou a multiplicar as unidades e a encurtar seu tempo de vida.
    Não se trata de denunciar moralmente a obsolescência. Trata-se de perguntar quem paga seus custos urbanos. Taxas de lixo já recaem sobre cidadãos. No entanto, isso basta? Com eventos extremos mais frequentes e pressão crescente sobre serviços urbanos, o arranjo é cada vez mais insustentável.
    Há uma direção concreta. Se o ciclo de vida dos produtos gera custos que recaem sobre as cidades, a responsabilidade estendida do produtor precisa alimentar fundos urbanos de adaptação climática. Vincular carga fiscal à vida útil declarada criaria incentivo real à durabilidade e receita proporcional ao passivo que cada cadeia produtiva transfere ao território. Não é panaceia. Contudo, é o tipo de mecanismo que nomeia o custo onde ele nasce e o cobra de quem o produz.
    A obsolescência programada não produz apenas objetos descartáveis. Produz cidades que pagam com enchentes, aterros esgotados e orçamentos corroídos ao preço de um modelo que nunca foi desenhado para durar.

(Por: Elcio Batista. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/o-custo-invisivel-da-obsolescencia-programada/. Acesso em: junho de 2026.)
Na passagem: “O futuro, ao que parece, também foi programado para durar pouco – embora às vezes tenhamos que admitir, [...]” (2º§), a substituição da conjunção “embora” preserva a correção gramatical e o sentido original do período somente em:
Alternativas
Q4209608 Português
No período “Outro dia, vi um vídeo que me emocionou”, retirado do texto, qual é a classificação da oração subordinada que o compõe?
Alternativas
Q4209607 Português

Sobre o trecho retirado do texto “o contato com animais reduz níveis de cortisol, diminui a percepção de estresse e pode aumentar a liberação de um hormônio associado ao vínculo e ao bem-estar, como a ocitocina”, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.



I. O sujeito das formas verbais “reduz”, “diminui” e “pode aumentar” é o termo “o contato com animais”.


II. As expressões “níveis de cortisol” e “a percepção de estresse” exercem a função de objeto direto de formas verbais do trecho.


III. A expressão “como a ocitocina” exerce função de adjunto adverbial de modo, pois indica a maneira como o hormônio atua no organismo humano.

Alternativas
Q4209606 Português
Sobre o trecho “Cresce também o número de profissionais que incorporam animais de apoio emocional ao cuidado clínico da ansiedade e da depressão”, retirado do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4209605 Português

No trecho a seguir, retirado do texto, se a palavra “efeito” for flexionada no plural, quantas outras alterações serão necessárias para manter a correção gramatical do texto?



“Não por acaso, esse efeito tem sido incorporado ao cuidado de pessoas com depressão, ansiedade, fobias ou em situações de isolamento prolongado, como internações”.

Alternativas
Q4209598 Português
Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, a respeito dos recursos coesivos, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4209371 Português
O domínio da regra do acento grave indicativo de crase é indispensável para a produção de textos formais e para a interpretação adequada de diferentes construções sintáticas. Considerando as normas de emprego da crase, leia atentamente as afirmativas a seguir e identifique em quais delas o emprego da crase está correto. 

I.A comissão retornará à universidade após a conclusão da visita técnica.
II.O candidato comprometeu-se à estudar com maior dedicação para a próxima etapa do concurso.
III.O parecer faz referência àquilo que foi deliberado na reunião anterior.
IV.Os participantes chegaram à partir das 14 horas para realizar o credenciamento.
V.A servidora encaminhou o processo às oito horas da manhã, conforme o cronograma estabelecido.

Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas em que o emprego da crase está correto. 
Alternativas
Q4209370 Português
A colocação pronominal constitui um dos aspectos sintáticos disciplinados pela norma-padrão da língua portuguesa. O emprego de próclise, mesóclise e ênclise depende da presença de fatores sintáticos específicos, como palavras atrativas, tempo verbal e posição do verbo na oração. Considerando essas regras, correlacione as construções apresentadas na Coluna 1 com o tipo de colocação pronominal indicado na Coluna 2.

Coluna 1
(__)Não me informaram sobre a alteração do cronograma da seleção.
(__)Convidar-te-ei para participar da comissão organizadora do evento.
(__)Entregaram-lhe toda a documentação exigida pela banca examinadora.
(__)Quando nos encaminharão o resultado definitivo do processo seletivo?
(__)Comprometeram-se a cumprir integralmente as exigências previstas no edital.

Coluna 2
I.Próclise.
II.Mesóclise.
III.Ênclise.

Correlacione as colunas e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4209351 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta.
Alternativas
Q4209316 Português
Os vícios de linguagem comprometem a clareza, a correção e a eficácia da comunicação, podendo ocorrer em diferentes níveis da língua. Leia atentamente as afirmativas a seguir e identifique aquelas em que há a presença do vício de linguagem conhecido como ambiguidade.

I.O gerente informou ao supervisor que seu relatório seria encaminhado à diretoria no mesmo dia.
II.O pesquisador revisou cuidadosamente o artigo antes de submetê-lo à revista científica.
III.A professora encontrou a coordenadora quando saía de sua sala.
IV.Os estudantes participaram da palestra e registraram as principais informações apresentadas pelo conferencista.
V.Carlos avisou a Fernando que seu irmão chegaria mais tarde ao encontro.

Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas em que ocorre ambiguidade. 
Alternativas
Q4209315 Português
 A concordância nominal apresenta regras específicas que variam de diferentes formas. Em situações de comunicação formal, o domínio dessas regras contribui para a construção de textos adequados à norma-padrão da língua portuguesa. Considerando as regras de concordância nominal da norma-padrão da língua, assinale a alternativa em que a concordância nominal está correta. 
Alternativas
Q4209314 Português
A regência nominal consiste na relação estabelecida entre um nome e o termo que o complementa. A regência inadequada configura desvio em relação à norma-padrão e é recorrente em textos produzidos em contextos formais. Considerando as regras de regência nominal, leia atentamente as afirmativas a seguir e identifique em quais delas há erro na regência nominal.

I.O servidor permaneceu convicto que a decisão administrativa seria mantida após o julgamento do recurso.
II.O relatório apresentado pela comissão estava compatível com as normas previstas no regulamento interno.
III.Os novos procedimentos são adequados à realidade da instituição e atendem às exigências legais.
IV.A pesquisadora afirmou ter a impressão que os resultados da análise precisariam de nova conferência.
V.Os estudantes permaneceram desconfiados sobre a veracidade das informações divulgadas durante a palestra. 

Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas em que há erro de regência nominal. 
Alternativas
Q4209216 Português

Texto III:


‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas 

Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026 


Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.

Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.

Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.

Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).

Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.

Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.

Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.

O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.

Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.

Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.

Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.

Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.

“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.

Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.

Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.

A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.

Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.

Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.

“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.

É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.

“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.

O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.

Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.

O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.

[...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026. 

No fragmento “Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez”, os elementos em destaque iniciam orações que podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Respostas
781: D
782: C
783: D
784: C
785: A
786: B
787: C
788: D
789: D
790: C
791: A
792: B
793: A
794: B
795: D
796: A
797: D
798: A
799: D
800: D