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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.261 questões

Q3937032 Português
Profissionais colocam qualidade de vida acima do salário, diz estudo

Pela primeira vez, pesquisa aponta equilíbrio no topo das prioridades de profissionais de diferentes idades

        A relação entre trabalhadores e empresas nos Estados Unidos passa por uma mudança estrutural. Pela primeira vez em mais de duas décadas, profissionais afirmam valorizar mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que salários elevados. A conclusão é do Workmonitor 2025 e divulgada pela revista Fortune.

        O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego, índice equivalente ao da segurança no trabalho. A remuneração aparece em terceiro lugar, com 82%, marcando a primeira vez em que o salário deixa de liderar o ranking de prioridades.

Geração Z lidera mudança

        A preferência por equilíbrio é mais forte entre trabalhadores mais jovens. Na Geração Z, 74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração. Apenas 68% colocam o salário no topo. Saúde mental também aparece em destaque: 70% dos jovens avaliam esse aspecto como essencial.

        Com isso, o relatório mostra que 40% dos profissionais da Geração Z e dos millennials aceitariam reduzir a remuneração em troca de trabalho híbrido ou remoto. A tendência se conecta ao chamado “minimalismo de carreira”, no qual jovens priorizam energia e tempo para projetos pessoais.

Flexibilidade e produtividade

        Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos. Alguns executivos defendem limites claros – caso de Marc Randolph, cofundador da Netflix, que estabeleceu a rotina de encerrar o expediente mais cedo às terças‑feiras ao longo de sua carreira.

        Outros executivos também incentivam práticas sustentáveis. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirma que bem‑estar mental e vida pessoal equilibrada são fundamentais para garantir o desempenho profissional. Ele orienta jovens profissionais a cuidar de saúde, relações pessoais e descanso.

        No entanto, parte do setor corporativo rejeita a ideia de equilíbrio como prioridade. Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


A reescrita do trecho “O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego” para O levantamento mostra, e 83% dos entrevistados consideram, o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego preserva a correção sintática, a relação entre as orações e a adequação da linguagem ao contexto do texto.

Alternativas
Q3937030 Português
Profissionais colocam qualidade de vida acima do salário, diz estudo

Pela primeira vez, pesquisa aponta equilíbrio no topo das prioridades de profissionais de diferentes idades

        A relação entre trabalhadores e empresas nos Estados Unidos passa por uma mudança estrutural. Pela primeira vez em mais de duas décadas, profissionais afirmam valorizar mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que salários elevados. A conclusão é do Workmonitor 2025 e divulgada pela revista Fortune.

        O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego, índice equivalente ao da segurança no trabalho. A remuneração aparece em terceiro lugar, com 82%, marcando a primeira vez em que o salário deixa de liderar o ranking de prioridades.

Geração Z lidera mudança

        A preferência por equilíbrio é mais forte entre trabalhadores mais jovens. Na Geração Z, 74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração. Apenas 68% colocam o salário no topo. Saúde mental também aparece em destaque: 70% dos jovens avaliam esse aspecto como essencial.

        Com isso, o relatório mostra que 40% dos profissionais da Geração Z e dos millennials aceitariam reduzir a remuneração em troca de trabalho híbrido ou remoto. A tendência se conecta ao chamado “minimalismo de carreira”, no qual jovens priorizam energia e tempo para projetos pessoais.

Flexibilidade e produtividade

        Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos. Alguns executivos defendem limites claros – caso de Marc Randolph, cofundador da Netflix, que estabeleceu a rotina de encerrar o expediente mais cedo às terças‑feiras ao longo de sua carreira.

        Outros executivos também incentivam práticas sustentáveis. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirma que bem‑estar mental e vida pessoal equilibrada são fundamentais para garantir o desempenho profissional. Ele orienta jovens profissionais a cuidar de saúde, relações pessoais e descanso.

        No entanto, parte do setor corporativo rejeita a ideia de equilíbrio como prioridade. Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


No trecho “74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração”, a expressão destacada introduz uma estrutura subordinada comparativa, estabelecendo relação de comparação entre dois termos.

Alternativas
Q3937026 Português
Profissionais colocam qualidade de vida acima do salário, diz estudo

Pela primeira vez, pesquisa aponta equilíbrio no topo das prioridades de profissionais de diferentes idades

        A relação entre trabalhadores e empresas nos Estados Unidos passa por uma mudança estrutural. Pela primeira vez em mais de duas décadas, profissionais afirmam valorizar mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que salários elevados. A conclusão é do Workmonitor 2025 e divulgada pela revista Fortune.

        O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego, índice equivalente ao da segurança no trabalho. A remuneração aparece em terceiro lugar, com 82%, marcando a primeira vez em que o salário deixa de liderar o ranking de prioridades.

Geração Z lidera mudança

        A preferência por equilíbrio é mais forte entre trabalhadores mais jovens. Na Geração Z, 74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração. Apenas 68% colocam o salário no topo. Saúde mental também aparece em destaque: 70% dos jovens avaliam esse aspecto como essencial.

        Com isso, o relatório mostra que 40% dos profissionais da Geração Z e dos millennials aceitariam reduzir a remuneração em troca de trabalho híbrido ou remoto. A tendência se conecta ao chamado “minimalismo de carreira”, no qual jovens priorizam energia e tempo para projetos pessoais.

Flexibilidade e produtividade

        Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos. Alguns executivos defendem limites claros – caso de Marc Randolph, cofundador da Netflix, que estabeleceu a rotina de encerrar o expediente mais cedo às terças‑feiras ao longo de sua carreira.

        Outros executivos também incentivam práticas sustentáveis. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirma que bem‑estar mental e vida pessoal equilibrada são fundamentais para garantir o desempenho profissional. Ele orienta jovens profissionais a cuidar de saúde, relações pessoais e descanso.

        No entanto, parte do setor corporativo rejeita a ideia de equilíbrio como prioridade. Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


No trecho “Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade”, o conector “embora” estabelece uma relação de contraste entre a valorização da flexibilidade pelos profissionais e a posição divergente de parte da liderança corporativa, contribuindo para a coerência argumentativa do texto.

Alternativas
Q3937020 Português
O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação

        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.

        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best‑sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.

        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê‑la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.

        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca‑se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.

        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.

       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.

Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


No período “Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância”, a oração iniciada por “Para que” é coordenada explicativa.

Alternativas
Q3937019 Português
O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação

        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.

        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best‑sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.

        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê‑la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.

        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca‑se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.

        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.

       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.

Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


O conector “assim”, em “Assim, a escola surge como ambiente fundamental para transformar essa realidade”, estabelece relação de consequência lógica com as informações anteriormente expostas a respeito do consumo restrito de livros.

Alternativas
Q3936895 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.



Texto 3 



Falando de Amor



(Canção de Tom Jobim)



Se eu pudesse por um dia

Esse amor, essa alegria

Eu te juro, te daria

Se pudesse esse amor todo dia

Chega perto, vem sem medo

Chega mais meu coração

Vem ouvir esse segredo

Escondido num choro canção

Se soubesses como eu gosto

Do teu cheiro, teu jeito de flor

Não negavas um beijinho

A quem anda perdido de amor 



JOBIM, Tom. Falando de Amor. (Fragmento). Disponível em:

https://www.tomjobim.com.ar/p/falandodeamor-letra-musica-video.html.

Acesso em: 22 dez. 2025. 

Em uma das frases da canção, uma vírgula poderia ser acrescentada antes de um vocativo. Em qual frase isso poderia ser feito?
Alternativas
Q3936889 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



Resumo


As Feiras de Ciências (FC) constituem-se em oportunidades de estimular o gosto pela pesquisa e afastar os estudantes da postura de meros recebedores do conhecimento, partindo da investigação para torná-los protagonistas de seu aprendizado. O objetivo deste trabalho foi identificar a percepção de estudantes de uma escola pública do Rio de Janeiro sobre o desenvolvimento de projetos e a FC. A coleta de dados ocorreu mediante aplicação de questionário após o evento. As respostas foram analisadas segundo a Tematização de Fontoura e revelaram que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas. Observa-se que os alunos entendem a importância de se tornarem protagonistas de seu aprendizado vivenciando o desenvolvimento das etapas de um projeto, perpassando pelo trabalho em grupo e desenvolvendo o pensamento crítico. Tais habilidades vão ao encontro do que almeja um ensino de ciências emancipatório e adequado às demandas da sociedade do século XXI.  


DELL ASEM, Erica Cavalcanti de Albuquerque; OLIVEIRA, Maria de Fatima

Alves. “As feiras de ciências como espaço formativo sob o olhar de discentes

da educação básica”. REnBIO – Revista de Ensino de Biologia. V. 18, n. 2 

(Jul./dez 2025), p. 637. Disponível em:

https://renbio.org.br/index.php/sbenbio/article/view/1979/586. Acesso em: 18

dez. 2025. 

Em “As respostas foram analisadas segundo a Tematização de Fontoura e revelaram que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas”, o segmento “que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas” constitui uma oração  
Alternativas
Q3936877 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cientistas registram pela primeira vez vaca usando vassoura para se coçar


Cientistas estão revendo o que acreditavam sobre as capacidades dos bovinos após a observação de um comportamento inédito protagonizado por uma vaca austríaca chamada Veronika, flagrada utilizando ferramentas com notável destreza.

O achado, relatado por pesquisadores em Viena, indica que as vacas possuem habilidades cognitivas significativamente mais complexas do que se supunha até agora.

Veronika, que vive em uma pequena vila nas montanhas do interior da Áustria, passou anos aperfeiçoando a prática de se coçar com o auxílio de galhos e cabos de vassoura, demonstrando um domínio progressivo desse comportamento.

A repercussão da história chegou a especialistas em inteligência animal na capital austríaca, que constataram que a vaca utilizava as duas extremidades de um mesmo objeto de forma funcionalmente distinta.

Para alcançar as costas ou áreas que exigiam um atrito mais intenso, Veronika recorria à parte da vassoura com cerdas. Já quando precisava de um contato mais delicado, especialmente na região sensível da barriga, optava pela extremidade lisa do cabo.

Esse tipo de uso intencional e diferenciado de ferramentas é extremamente raro no reino animal e jamais havia sido documentado em bovinos.

De acordo com Antonio Osuna-Mascaro, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, não se esperava que vacas fossem capazes de usar ferramentas e, menos ainda, que manipulassem um objeto como instrumento multifuncional.

Ele ressalta que, até então, comportamentos desse tipo haviam sido descritos de maneira consistente apenas em chimpanzés.

Os chimpanzés são o grupo que apresenta a maior diversidade de uso de ferramentas depois dos seres humanos, recorrendo, por exemplo, a gravetos para capturar formigas e cupins e a pedras para quebrar nozes.

Apesar de cerca de dez mil anos de convivência entre humanos e bovinos, esta é a primeira vez que cientistas registram formalmente uma vaca utilizando uma ferramenta.

Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça a ideia de que as vacas são mais inteligentes do que geralmente se acredita e sugere que outros indivíduos da espécie poderiam desenvolver habilidades semelhantes caso tivessem condições favoráveis.

O proprietário de Veronika, o agricultor orgânico Witgar Wiegele, afirma esperar que os talentos inesperados da vaca levem as pessoas a valorizar mais o mundo natural.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99kjyl1km1o.adaptado. 
Geralmente se acredita e sugere que "outros indivíduos da espécie poderiam desenvolver habilidades semelhantes" caso tivessem condições favoráveis.

Sintaticamente, é CORRETO afirmar que, na oração destacada:
Alternativas
Q3936784 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO I

Restos de Carnaval Clarice Lispector 

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano.

E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu. 

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria. 

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5892/restosde-carnaval
No 1º parágrafo do texto, observe o trecho:
"Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete."
Nesse período, a oração destacada exerce a função de:
Alternativas
Q3936408 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Analise as afirmações que seguem acerca do termo “quando”, extraído do trecho do Texto I: “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko” (3º parágrafo).

I- Introduz uma oração subordinada substantiva.
II- Estabelece relação de tempo.
III- Introduz uma oração coordenada.
IV- Estabelece relação de condição.
V- Introduz uma oração subordinada adverbial.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3936407 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Analise as afirmações abaixo acerca do trecho “que podem utilizar esses programas”, extraído do fragmento “Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar” (2º parágrafo).

I- O excerto revela que é permitido o uso de programa pelos autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).
II- O excerto denota que apenas alguns autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) podem usar os programas.
III- O excerto é uma oração explicativa e não restritiva.
IV- As vírgulas podem ser excluídas sem alteração de sentido.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3936405 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Considerando que o aposto é uma categoria sintática que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração, assinale a única alternativa que contém CORRETAMENTE um aposto do tipo explicativo.
Alternativas
Q3936403 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Acerca das relações morfológicas e sintáticas estabelecidas no trecho “A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs” (4º parágrafo), extraído do Texto I, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3936402 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
No trecho “Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado” (4º parágrafo), extraído do Texto I, o termo “também” contribui na construção textual para:
Alternativas
Q3936171 Português

Texto 1

 

Artesanato se torna uma forma de terapia para diferentes gerações

Especialistas explicam os benefícios terapêuticos do artesanato e como ele conecta diferentes gerações.

 

O artesanato, uma prática que envolve criar com as mãos, tem sido cada vez mais reconhecido como uma ferramenta poderosa para a saúde mental. De acordo com um estudo publicado em 2020 no periódico Frontiers in Public Health, atividades manuais como crochê, costura e tricô estão diretamente associadas ao aumento do bem-estar emocional. A pesquisa, que analisou dados de 7.182 adultos na Inglaterra, revelou que o envolvimento com a Criação de Artes e Artesanato (CAC) prevê significativamente maior satisfação com a vida.


O estudo utilizou dados do Taking Part Survey, uma pesquisa domiciliar do Reino Unido realizada entre 2019 e 2020, que investiga a participação cultural e esportiva da população. Por meio de métodos estatísticos, os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas, independentemente de fatores como idade, gênero, emprego ou saúde.


Além disso, a pesquisa destacou que o artesanato ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e estresse. Para os autores do estudo, essas práticas são uma ferramenta acessível e de baixo custo que pode ser utilizada em nível de saúde pública para promover o bem-estar emocional.

 

O papel da arteterapia na saúde mental

A psicóloga clínica Ana Paula Oliveira Bodanese, que atua há oito anos com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e trabalha com psicopatologias e adoecimento mental, explica que atividades manuais e oficinas são excelentes instrumentos terapêuticos, utilizados em diversos contextos, incluindo casos que exigem internação. Ela destaca a influência histórica da luta antimanicomial no Brasil, que promoveu a integração de pacientes por meio de oficinas terapêuticas, técnica desenvolvida pela psiquiatra Nise da Silveira. “Essas práticas revolucionaram a maneira de enxergar o tratamento em saúde mental”, afirma.


Segundo a psicóloga, a arteterapia é uma ferramenta poderosa para expressar emoções e promover autorregulação. “A arteterapia é uma ferramenta excelente para que o paciente possa expressar suas emoções.

As oficinas são interpretadas com uma ferramenta mais “segura” de expressão. Elas não substituem o tratamento psicológico e psiquiátrico convencional, mas são um elemento extra para promover saúde e bem-estar”, ressalta.


Ana Paula também enfatiza que o ato de criar algo do zero pode ajudar a construir autoestima e autoconfiança. “Com certeza! Pode ainda trazer concretude a emoções e permite a socialização quando é feito em pequenos grupos.”


Quando questionada se o crochê e a costura podem ser considerados formas de meditação ativa, a psicóloga explica que, embora não sejam meditação em si, essas atividades têm um caráter meditativo.


Ana Paula também compartilha que, em seu trabalho, busca orientar pacientes a atividades que promovam prazer e relaxamento. “Nessa orientação, buscamos as mais diversas atividades junto com os pacientes, inclusive artesanatos e outras formas de expressão.” Além disso, ela destaca que toda prática de uma nova atividade é estimulante para o cérebro.


Por fim, a psicóloga explica que pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que têm dificuldade em controlar a atenção, podem se beneficiar de atividades como o artesanato. “O aprendizado de uma habilidade tende a ser uma ótima forma de regular o foco como complemento ao tratamento tradicional”, conclui.


[…]

 

Fonte: https://jornalismo.iesb.br/saude/artesanato-se-torna-uma-forma-de-terapia-para-diferentes-geracoes/

Neste fragmento do Texto 1: “[…] os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas”, é correto afirmar que o verbo “descobriram” exerce a função de:
Alternativas
Q3935892 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Viajante espacial: porque cometa 3I/Atlas continua a intrigar?

Recentemente, o objeto acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria

Internacional| Do R7

06/11/2025 - 02h00 (Atualizado em 06/11/2025 - 02h00)


    Desde que foi avistado no início de julho, o cometa 3I/Atlas tem despertado curiosidade entre astrônomos do mundo todo. Detectado por um telescópio no Chile, o corpo celeste logo se destacou por apresentar características diferentes das de um cometa comum, sugerindo que foi formado em outro sistema estelar.

    Com velocidade e trajetória que indicam que ele não está preso à gravidade do Sol, o 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar já confirmado pela ciência. Enquanto alguns cientistas o consideram um cometa qualquer, outros chamam atenção para seu comportamento único.

    Novos debates surgiram após a aproximação do cometa com o Sol no final de outubro. Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria. Essa anomalia fez muitos cientistas reavaliarem o comportamento de cometas. Isso porque, geralmente, eles se deslocam mais lentamente, movidos pelos gases liberados de suas superfícies geladas.

    Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor, passando de um tom avermelhado para um azul intenso. A alteração chamou atenção, já que, normalmente, os cometas ficam com uma coloração vermelha devido à luz solar. Ele também apresentou um aumento repentino de brilho, indicando que grandes quantidades de material estavam sendo ejetadas, possivelmente por conta da vaporização do gelo em sua superfície, causada pelo calor.

    Astrônomos estimam que ele seja cerca de 3 bilhões de anos mais antigo que o Sistema Solar, tornando-o talvez o cometa mais velho já observado. Suas imagens mais recentes foram obtidas pelo espectrógrafo infravermelho do James Webb, que detectou grandes concentrações de dióxido de carbono em sua composição.

    As imagens do telescópio espacial mostraram que o cometa interestelar passou por uma transformação ao longo dos bilhões de anos vagando pela Via Láctea, desenvolvendo uma crosta irradiada de dezenas de metros após ser exposto a tanta radiação cósmica.

    O 3I/Atlas atingiu o periélio, ponto mais próximo do Sol, no dia 29 de outubro. Ele continua em órbita ao redor da estrela, enquanto especialistas esperam que a radiação exponha suas camadas internas. Dessa forma, será possível estudar a composição original do corpo, expandindo o que se sabe sobre cometas.

    Apesar da repercussão sobre as características estranhas do corpo celeste, a Nasa garantiu que ele não representa nenhuma ameaça para a Terra e permanecerá distante.


Fonte : Viajante espacial: por que cometa 3I/Atlas continua a intrigar? R7 Internacional, 06 nov. 2025. Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/viajante-espacial-por-que-cometa-3iatlas-continua-a-intrigar-06112025/ Acesso em: 10 nov. 2025. 
Considerando o Texto I, analise as assertivas que seguem.

I- No trecho “Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor” (4º parágrafo), o substantivo aceleração retoma o fenômeno físico mencionado anteriormente no texto, garantindo coesão referencial e continuidade temática.
II- Em “passando de um tom avermelhado para um azul intenso”, observa-se o uso de um adjunto adverbial de tempo, que expressa o momento em que a mudança ocorreu, marcando o processo gradativo descrito.
III- O uso dos substantivos aceleração, cometa, coloração e luz solar reforça a coerência temática do período, pois contribui para a construção de um campo semântico ligado à observação astronômica e aos fenômenos físicos.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3935272 Português
Texto 1


Leia com atenção a letra da música de Milton Nascimento.


Cio da Terra


Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo

Forjar no trigo o milagre do pão

E se fartar de pão


Decepar a cana

Recolher a garapa da cana

Roubar da cana a doçura do mel


Afagar a terra

Conhecer os desejos da terra

Cio da terra, propícia estação

E fecundar o chão


Fonte: https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/47414/ 
Se lambuzar de mel
Na frase “Debulhar o trigo” presente no Texto 1, como se classifica o sujeito nessa oração isolada?
Alternativas
Q3935271 Português
Texto 1


Leia com atenção a letra da música de Milton Nascimento.


Cio da Terra


Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo

Forjar no trigo o milagre do pão

E se fartar de pão


Decepar a cana

Recolher a garapa da cana

Roubar da cana a doçura do mel


Afagar a terra

Conhecer os desejos da terra

Cio da terra, propícia estação

E fecundar o chão


Fonte: https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/47414/ 
Se lambuzar de mel
Especificamente no verso “Recolher cada bago do trigo” (retirado do Texto 1), o verbo “recolher” estabelece a seguinte regência:
Alternativas
Q3935167 Português
Projeto de ressocialização do CASE Sinop abre novos caminhos para jovens em conflito com a lei


Um jovem que antes carregava em sua trajetória um ato infracional gravíssimo, passou mais de dois anos internado no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Sinop. Durante esse tempo, sua vida tomou outro rumo: concluiu o Ensino Médio, participou ativamente de projetos como o xadrez e o Vida Organizada, aprendeu a respeitar regras e a conviver em harmonia. Ao sair da unidade, decidiu mudar de cidade, conquistou um emprego lícito, ingressou em novos planos de estudo e até removeu tatuagens que o ligavam a uma organização criminosa. Hoje, leva uma vida diferente, distante do crime.

O relato é da juíza Melissa de Lima Araújo, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo (GMF) em Sinop, que acompanha de perto o trabalho desenvolvido na unidade. Para ela, histórias como essa traduzem a importância do CASE na construção de novas perspectivas para adolescentes em conflito com a lei.

"É por meio das atividades desenvolvidas na unidade que os adolescentes adquirem novas perspectivas de futuro, aprendem a seguir regras, socializar, participar de atividades socioculturais e a se preparar para uma vida afastada da criminalidade quando forem beneficiados com medidas em meio aberto", destacou a magistrada.

No CASE Sinop, diversas iniciativas socioeducativas são desenvolvidas para fortalecer habilidades emocionais, promover a cidadania e abrir horizontes. Entre elas está o Projeto Ponto de Esperança, criado em 2021, que utiliza a técnica do crochê como ferramenta pedagógica. O trabalho manual desenvolve paciência, organização, criatividade e autonomia. Hoje, são os próprios internos que ensinam os recém-chegados a confeccionar peças, em um ciclo de cooperação e solidariedade.

Outro destaque é o Clube do Livro − Descobrindo Novos Mundos, que promove rodas de leitura e debates sobre obras literárias escolhidas coletivamente. A proposta amplia o repertório cultural, estimula a reflexão crítica e fortalece a empatia entre os jovens. Na área ambiental, o projeto Verde do Amanhã implantou uma horta agroecológica dentro da unidade. Além de incentivar hábitos saudáveis, ensina técnicas de cultivo sustentável, compostagem e uso racional da água, despertando nos adolescentes consciência ecológica e responsabilidade social.

O projeto Xadrez − Estratégia para a Vida também tem se mostrado um aliado na formação dos socioeducandos, fortalecendo raciocínio lógico, concentração, disciplina e respeito às regras. Já a Brinquedoteca Temporária garante um espaço humanizado para visitas de filhos e familiares, reforçando vínculos afetivos.

Segundo a juíza Melissa Araújo, muitos adolescentes chegam ao CASE oriundos de contextos em que o crime faz parte da realidade. Nesse cenário, a unidade atua como um contraponto, apresentando alternativas de vida por meio da educação, da cultura, do esporte e da profissionalização. "Compete à unidade socioeducativa demonstrar que o estudo pode oportunizar melhores condições socioeconômicas e que o trabalho lícito é viável, desde que esses jovens estejam dispostos a abraçar essa nova realidade fora do ambiente institucional", explicou.

O CASE Sinop conta com apoio do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, universidades e comunidade local, que contribuem para o fortalecimento das ações. Para o futuro, a expectativa é ampliar os projetos já existentes e criar novas oportunidades. "Está em fase de estruturação, por exemplo, uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Sinop e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente para ensinar os internos a produzir mudas de árvores, que serão utilizadas em plantios na cidade", comentou a juíza.

A magistrada comentou sobre a necessidade de que o Estado forneça cursos profissionalizantes e um plano sociopedagógico amplo, para que os jovens saiam da unidade com uma alternativa de estudo e trabalho lícito. "Fortalecer e ampliar parcerias é essencial para que o tempo dentro do CASE seja aproveitado ao máximo para o crescimento humano e social desses adolescentes", reforçou.


https://www.tjmt.jus.br/noticias/2025/10/projeto-ressocializacao-case-si
nop-abre-novos-caminhos-para-jovens-em-conflito-a-lei

"Entre elas está o Projeto Ponto de Esperança, criado em 2021, que utiliza a técnica do crochê como ferramenta pedagógica."
Do ponto de vista sintático, é correto afirmar que a expressão 'o Projeto Ponto de Esperança' desempenha a função de:
Alternativas
Q3935160 Português
Projeto de ressocialização do CASE Sinop abre novos caminhos para jovens em conflito com a lei


Um jovem que antes carregava em sua trajetória um ato infracional gravíssimo, passou mais de dois anos internado no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Sinop. Durante esse tempo, sua vida tomou outro rumo: concluiu o Ensino Médio, participou ativamente de projetos como o xadrez e o Vida Organizada, aprendeu a respeitar regras e a conviver em harmonia. Ao sair da unidade, decidiu mudar de cidade, conquistou um emprego lícito, ingressou em novos planos de estudo e até removeu tatuagens que o ligavam a uma organização criminosa. Hoje, leva uma vida diferente, distante do crime.

O relato é da juíza Melissa de Lima Araújo, do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Socioeducativo (GMF) em Sinop, que acompanha de perto o trabalho desenvolvido na unidade. Para ela, histórias como essa traduzem a importância do CASE na construção de novas perspectivas para adolescentes em conflito com a lei.

"É por meio das atividades desenvolvidas na unidade que os adolescentes adquirem novas perspectivas de futuro, aprendem a seguir regras, socializar, participar de atividades socioculturais e a se preparar para uma vida afastada da criminalidade quando forem beneficiados com medidas em meio aberto", destacou a magistrada.

No CASE Sinop, diversas iniciativas socioeducativas são desenvolvidas para fortalecer habilidades emocionais, promover a cidadania e abrir horizontes. Entre elas está o Projeto Ponto de Esperança, criado em 2021, que utiliza a técnica do crochê como ferramenta pedagógica. O trabalho manual desenvolve paciência, organização, criatividade e autonomia. Hoje, são os próprios internos que ensinam os recém-chegados a confeccionar peças, em um ciclo de cooperação e solidariedade.

Outro destaque é o Clube do Livro − Descobrindo Novos Mundos, que promove rodas de leitura e debates sobre obras literárias escolhidas coletivamente. A proposta amplia o repertório cultural, estimula a reflexão crítica e fortalece a empatia entre os jovens. Na área ambiental, o projeto Verde do Amanhã implantou uma horta agroecológica dentro da unidade. Além de incentivar hábitos saudáveis, ensina técnicas de cultivo sustentável, compostagem e uso racional da água, despertando nos adolescentes consciência ecológica e responsabilidade social.

O projeto Xadrez − Estratégia para a Vida também tem se mostrado um aliado na formação dos socioeducandos, fortalecendo raciocínio lógico, concentração, disciplina e respeito às regras. Já a Brinquedoteca Temporária garante um espaço humanizado para visitas de filhos e familiares, reforçando vínculos afetivos.

Segundo a juíza Melissa Araújo, muitos adolescentes chegam ao CASE oriundos de contextos em que o crime faz parte da realidade. Nesse cenário, a unidade atua como um contraponto, apresentando alternativas de vida por meio da educação, da cultura, do esporte e da profissionalização. "Compete à unidade socioeducativa demonstrar que o estudo pode oportunizar melhores condições socioeconômicas e que o trabalho lícito é viável, desde que esses jovens estejam dispostos a abraçar essa nova realidade fora do ambiente institucional", explicou.

O CASE Sinop conta com apoio do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Judiciário, universidades e comunidade local, que contribuem para o fortalecimento das ações. Para o futuro, a expectativa é ampliar os projetos já existentes e criar novas oportunidades. "Está em fase de estruturação, por exemplo, uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente de Sinop e o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente para ensinar os internos a produzir mudas de árvores, que serão utilizadas em plantios na cidade", comentou a juíza.

A magistrada comentou sobre a necessidade de que o Estado forneça cursos profissionalizantes e um plano sociopedagógico amplo, para que os jovens saiam da unidade com uma alternativa de estudo e trabalho lícito. "Fortalecer e ampliar parcerias é essencial para que o tempo dentro do CASE seja aproveitado ao máximo para o crescimento humano e social desses adolescentes", reforçou.


https://www.tjmt.jus.br/noticias/2025/10/projeto-ressocializacao-case-si
nop-abre-novos-caminhos-para-jovens-em-conflito-a-lei

"Hoje, são os próprios internos que ensinam os recém-chegados a confeccionar peças, em um ciclo de cooperação e solidariedade."
O 'que' empregado no trecho é: 
Alternativas
Respostas
3501: E
3502: C
3503: C
3504: E
3505: C
3506: A
3507: C
3508: C
3509: B
3510: E
3511: D
3512: C
3513: C
3514: B
3515: C
3516: D
3517: A
3518: C
3519: C
3520: A