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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.261 questões

Q3938584 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.
No excerto a seguir, a repetição do vocábulo demarcado indica uma coesão do tipo:

“Puras, mas depois da guerra...Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito.”
Alternativas
Q3938583 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.

Em se tratando da regência do verbo destacado a seguir, é correto afirmar que:



“Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra [...]”

Alternativas
Q3938582 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.
“Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira [...]”

Sobre o trecho realçado anteriormente, é verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Q3938552 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Rastros do ChatGPT

Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos 


    A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

    Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

    A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
O trecho: “Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024” recebeu nova redação, sem alterar o sentido e mantendo a correção gramatical, em:
Alternativas
Q3938549 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Rastros do ChatGPT

Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos 


    A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

    Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

    A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Marque a assertiva CORRETA acerca das relações sintáticas estabelecidas no trecho “A associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa” (1º parágrafo). 
Alternativas
Q3938547 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


Rastros do ChatGPT

Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos 


    A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

    Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

    A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
No fragmento “Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar” (2º parágrafo), extraído do Texto I, o trecho “já entre os autores” funciona como:
Alternativas
Q3938513 Português
Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais


    Anos atrás, eu achava que os 80 anos me encontrariam num estado de serenidade plena. Claro que não tinha a pretensão de resolver as contradições do mundo, muito menos a de decifrar os mistérios da condição humana, mas achava que estaria livre das angústias e dos desacertos existenciais que me atormentavam.

    Eu estava enganado. Os medos, a ansiedade, as frustrações e perdas atribuídas ao envelhecimento são universais, não importa se você tem 40 ou 70, ou 90 anos. Lord Byron escreveu aos 36 anos: “Meus dias estão nas folhas amarelas/ As flores e frutos do amor se foram/ O verme, a doença, e o luto/ São somente meus”.

    A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais. Eles viviam cercados por tantos perigos, que pensar nos problemas da velhice não fazia o menor sentido. Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas. Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis que se referiam à velhice como fonte inesgotável de dores, limitações cognitivas, prazeres perdidos e decadência física.

    Montagne escreveu há mais de 450 anos: “Que fantasia inútil esperar a morte causada pela perda dos poderes trazida pela idade avançada... Uma vez que essa é a mais rara das mortes... Nós a chamamos de natural, como se fosse contrário à natureza ver um homem quebrar o pescoço numa queda, afogar-se num naufrágio, ser dizimado pela peste ou pleurisia... Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros”. 

    Desde Montagne, a expectativa de vida aumentou devagar. Num de seus textos, Machado de Assis se refere a um “velho gaiteiro de 50 anos”. Anos atrás, quem chegava aos 60 anos era sexagenário. No início da carreira, ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.

    Em meados do século 20, o crítico literário Irving Howe escreveu: “Já tendo chegado aos 60 anos, penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. Outras vezes penso no desejo de mais tempo: para terminar outro livro, o fim de outro tirano para ser celebrado. As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva”. Com a mesma idade, William Yeats publicou o poema: “O que farei com este absurdo/ Oh coração, Oh coração atormentado – esta caricatura,/ Idade decrépita que foi amarrada a mim/ Como a cauda num cachorro?”.

    Howe e Yeats morreram sem saber que, no século seguinte, os brasileiros com mais de 60 anos constituiriam a faixa etária que mais cresce. Se eles tivessem chegado a essa idade no Brasil de hoje, teriam a expectativa de viver mais 22 anos, em média.

    Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência às recomendações médicas de “fazer repouso”, o desafio agora é envelhecer com sabedoria, o que implica em aceitar as limitações impostas pelo corpo, sem abandonar a atividade física e o desejo de experimentar o novo. É combater a vontade de desistir, de isolar-se, de achar que não vale a pena viver, de se queixar de tudo e de todos, o tempo inteiro.

    É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos: terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. Você compraria um vinho idoso ou da terceira idade? Pior ainda quando dizem que temos cabeça de jovem. Como você se sentiria aos 30 se lhe dissessem que sua cabeça é de 15?

    Em mais de 50 anos de oncologia, adquiri a impressão de que quem passou a existência sem fé religiosa, como eu, aceita com mais naturalidade a ideia do eterno não ser. Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. Ou, de acordo com a linguagem simples de seu José Araújo, carcereiro do antigo Carandiru: “Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa”.


(Por: Drauzio Varella. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise sintaticamente o fragmento “[...] ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.” (5º§). Além da oração principal, o período desse trecho é composto por: 
Alternativas
Q3938509 Português
Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais


    Anos atrás, eu achava que os 80 anos me encontrariam num estado de serenidade plena. Claro que não tinha a pretensão de resolver as contradições do mundo, muito menos a de decifrar os mistérios da condição humana, mas achava que estaria livre das angústias e dos desacertos existenciais que me atormentavam.

    Eu estava enganado. Os medos, a ansiedade, as frustrações e perdas atribuídas ao envelhecimento são universais, não importa se você tem 40 ou 70, ou 90 anos. Lord Byron escreveu aos 36 anos: “Meus dias estão nas folhas amarelas/ As flores e frutos do amor se foram/ O verme, a doença, e o luto/ São somente meus”.

    A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais. Eles viviam cercados por tantos perigos, que pensar nos problemas da velhice não fazia o menor sentido. Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas. Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis que se referiam à velhice como fonte inesgotável de dores, limitações cognitivas, prazeres perdidos e decadência física.

    Montagne escreveu há mais de 450 anos: “Que fantasia inútil esperar a morte causada pela perda dos poderes trazida pela idade avançada... Uma vez que essa é a mais rara das mortes... Nós a chamamos de natural, como se fosse contrário à natureza ver um homem quebrar o pescoço numa queda, afogar-se num naufrágio, ser dizimado pela peste ou pleurisia... Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros”. 

    Desde Montagne, a expectativa de vida aumentou devagar. Num de seus textos, Machado de Assis se refere a um “velho gaiteiro de 50 anos”. Anos atrás, quem chegava aos 60 anos era sexagenário. No início da carreira, ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.

    Em meados do século 20, o crítico literário Irving Howe escreveu: “Já tendo chegado aos 60 anos, penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. Outras vezes penso no desejo de mais tempo: para terminar outro livro, o fim de outro tirano para ser celebrado. As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva”. Com a mesma idade, William Yeats publicou o poema: “O que farei com este absurdo/ Oh coração, Oh coração atormentado – esta caricatura,/ Idade decrépita que foi amarrada a mim/ Como a cauda num cachorro?”.

    Howe e Yeats morreram sem saber que, no século seguinte, os brasileiros com mais de 60 anos constituiriam a faixa etária que mais cresce. Se eles tivessem chegado a essa idade no Brasil de hoje, teriam a expectativa de viver mais 22 anos, em média.

    Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência às recomendações médicas de “fazer repouso”, o desafio agora é envelhecer com sabedoria, o que implica em aceitar as limitações impostas pelo corpo, sem abandonar a atividade física e o desejo de experimentar o novo. É combater a vontade de desistir, de isolar-se, de achar que não vale a pena viver, de se queixar de tudo e de todos, o tempo inteiro.

    É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos: terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. Você compraria um vinho idoso ou da terceira idade? Pior ainda quando dizem que temos cabeça de jovem. Como você se sentiria aos 30 se lhe dissessem que sua cabeça é de 15?

    Em mais de 50 anos de oncologia, adquiri a impressão de que quem passou a existência sem fé religiosa, como eu, aceita com mais naturalidade a ideia do eterno não ser. Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. Ou, de acordo com a linguagem simples de seu José Araújo, carcereiro do antigo Carandiru: “Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa”.


(Por: Drauzio Varella. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
A respeito da pontuação empregada no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) No trecho “‘Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa’.” (10º§), as vírgulas foram utilizadas apenas para isolar o vocativo, que é um termo acessório da oração.
( ) Em “[...] penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia.” (6º§), pode-se observar a utilização de sinais que marcam pausas e sinais que marcam melodia.
( ) No 5º§, as aspas acentuam o valor significativo de uma expressão.
( ) Empregou-se vírgula de maneira equivocada em “A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais.” (3º§).

A sequência está correta em 
Alternativas
Q3938508 Português
Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais


    Anos atrás, eu achava que os 80 anos me encontrariam num estado de serenidade plena. Claro que não tinha a pretensão de resolver as contradições do mundo, muito menos a de decifrar os mistérios da condição humana, mas achava que estaria livre das angústias e dos desacertos existenciais que me atormentavam.

    Eu estava enganado. Os medos, a ansiedade, as frustrações e perdas atribuídas ao envelhecimento são universais, não importa se você tem 40 ou 70, ou 90 anos. Lord Byron escreveu aos 36 anos: “Meus dias estão nas folhas amarelas/ As flores e frutos do amor se foram/ O verme, a doença, e o luto/ São somente meus”.

    A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais. Eles viviam cercados por tantos perigos, que pensar nos problemas da velhice não fazia o menor sentido. Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas. Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis que se referiam à velhice como fonte inesgotável de dores, limitações cognitivas, prazeres perdidos e decadência física.

    Montagne escreveu há mais de 450 anos: “Que fantasia inútil esperar a morte causada pela perda dos poderes trazida pela idade avançada... Uma vez que essa é a mais rara das mortes... Nós a chamamos de natural, como se fosse contrário à natureza ver um homem quebrar o pescoço numa queda, afogar-se num naufrágio, ser dizimado pela peste ou pleurisia... Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros”. 

    Desde Montagne, a expectativa de vida aumentou devagar. Num de seus textos, Machado de Assis se refere a um “velho gaiteiro de 50 anos”. Anos atrás, quem chegava aos 60 anos era sexagenário. No início da carreira, ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.

    Em meados do século 20, o crítico literário Irving Howe escreveu: “Já tendo chegado aos 60 anos, penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. Outras vezes penso no desejo de mais tempo: para terminar outro livro, o fim de outro tirano para ser celebrado. As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva”. Com a mesma idade, William Yeats publicou o poema: “O que farei com este absurdo/ Oh coração, Oh coração atormentado – esta caricatura,/ Idade decrépita que foi amarrada a mim/ Como a cauda num cachorro?”.

    Howe e Yeats morreram sem saber que, no século seguinte, os brasileiros com mais de 60 anos constituiriam a faixa etária que mais cresce. Se eles tivessem chegado a essa idade no Brasil de hoje, teriam a expectativa de viver mais 22 anos, em média.

    Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência às recomendações médicas de “fazer repouso”, o desafio agora é envelhecer com sabedoria, o que implica em aceitar as limitações impostas pelo corpo, sem abandonar a atividade física e o desejo de experimentar o novo. É combater a vontade de desistir, de isolar-se, de achar que não vale a pena viver, de se queixar de tudo e de todos, o tempo inteiro.

    É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos: terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. Você compraria um vinho idoso ou da terceira idade? Pior ainda quando dizem que temos cabeça de jovem. Como você se sentiria aos 30 se lhe dissessem que sua cabeça é de 15?

    Em mais de 50 anos de oncologia, adquiri a impressão de que quem passou a existência sem fé religiosa, como eu, aceita com mais naturalidade a ideia do eterno não ser. Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. Ou, de acordo com a linguagem simples de seu José Araújo, carcereiro do antigo Carandiru: “Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa”.


(Por: Drauzio Varella. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise os trechos a seguir.

I. “A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, [...]” (3º§).
II. “Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência às recomendações médicas de ‘fazer repouso’, o desafio agora é envelhecer com sabedoria, [...]” (8º§).
III. “Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis [...]” (3º§).

De acordo com a norma-culta da Língua Portuguesa, a concordância está correta em
Alternativas
Q3938507 Português
Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais


    Anos atrás, eu achava que os 80 anos me encontrariam num estado de serenidade plena. Claro que não tinha a pretensão de resolver as contradições do mundo, muito menos a de decifrar os mistérios da condição humana, mas achava que estaria livre das angústias e dos desacertos existenciais que me atormentavam.

    Eu estava enganado. Os medos, a ansiedade, as frustrações e perdas atribuídas ao envelhecimento são universais, não importa se você tem 40 ou 70, ou 90 anos. Lord Byron escreveu aos 36 anos: “Meus dias estão nas folhas amarelas/ As flores e frutos do amor se foram/ O verme, a doença, e o luto/ São somente meus”.

    A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais. Eles viviam cercados por tantos perigos, que pensar nos problemas da velhice não fazia o menor sentido. Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas. Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis que se referiam à velhice como fonte inesgotável de dores, limitações cognitivas, prazeres perdidos e decadência física.

    Montagne escreveu há mais de 450 anos: “Que fantasia inútil esperar a morte causada pela perda dos poderes trazida pela idade avançada... Uma vez que essa é a mais rara das mortes... Nós a chamamos de natural, como se fosse contrário à natureza ver um homem quebrar o pescoço numa queda, afogar-se num naufrágio, ser dizimado pela peste ou pleurisia... Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros”. 

    Desde Montagne, a expectativa de vida aumentou devagar. Num de seus textos, Machado de Assis se refere a um “velho gaiteiro de 50 anos”. Anos atrás, quem chegava aos 60 anos era sexagenário. No início da carreira, ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.

    Em meados do século 20, o crítico literário Irving Howe escreveu: “Já tendo chegado aos 60 anos, penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. Outras vezes penso no desejo de mais tempo: para terminar outro livro, o fim de outro tirano para ser celebrado. As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva”. Com a mesma idade, William Yeats publicou o poema: “O que farei com este absurdo/ Oh coração, Oh coração atormentado – esta caricatura,/ Idade decrépita que foi amarrada a mim/ Como a cauda num cachorro?”.

    Howe e Yeats morreram sem saber que, no século seguinte, os brasileiros com mais de 60 anos constituiriam a faixa etária que mais cresce. Se eles tivessem chegado a essa idade no Brasil de hoje, teriam a expectativa de viver mais 22 anos, em média.

    Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência às recomendações médicas de “fazer repouso”, o desafio agora é envelhecer com sabedoria, o que implica em aceitar as limitações impostas pelo corpo, sem abandonar a atividade física e o desejo de experimentar o novo. É combater a vontade de desistir, de isolar-se, de achar que não vale a pena viver, de se queixar de tudo e de todos, o tempo inteiro.

    É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos: terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. Você compraria um vinho idoso ou da terceira idade? Pior ainda quando dizem que temos cabeça de jovem. Como você se sentiria aos 30 se lhe dissessem que sua cabeça é de 15?

    Em mais de 50 anos de oncologia, adquiri a impressão de que quem passou a existência sem fé religiosa, como eu, aceita com mais naturalidade a ideia do eterno não ser. Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. Ou, de acordo com a linguagem simples de seu José Araújo, carcereiro do antigo Carandiru: “Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa”.


(Por: Drauzio Varella. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No trecho “‘As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva.’” (6º§), o verbo “supor” introduz uma oração subordinada:
Alternativas
Q3938197 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fantasias de policiais para prender ladrões de celular no Carnaval deram certo.


Criatividade é tudo! A Polícia Militar de São Paulo voltou a usar um "disfarce" pra lá de inusitado como parte da estratégia de segurança durante o Carnaval de rua. Os agentes atuaram fantasiados de extraterrestres e prenderam quatro suspeitos durante um megabloco neste sábado (7), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Os policiais faziam parte de uma operação integrada da Polícia Militar com a Polícia Civil, incluindo equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O uso de fantasias foi adotado como estratégia para permitir a circulação entre os foliões de forma discreta.


Segundo as autoridades, um suspeito foi preso por furto de celulares e outros três por venda de bebidas adulteradas. As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia.


O uso de fantasias integra o planejamento de segurança para grandes eventos de rua durante o Carnaval. Segundo a polícia, a caracterização dos policiais permite que os agentes se misturem ao público, permitindo que eles observem as grandes aglomerações.


No caso do megabloco no Ibirapuera, os policiais vestidos de extraterrestres acompanharam a movimentação dos foliões desde o início do evento.


De acordo com a Polícia Militar, a estratégia busca reduzir a previsibilidade das ações policiais e dificultar a atuação de criminosos em ambientes com grande fluxo de pessoas.


Além dos policiais infiltrados, o esquema de segurança contou com postos de observação em pontos estratégicos do circuito. O monitoramento aéreo foi feito com o uso de drones e do helicóptero Águia.


Segundo a Polícia Militar, essa combinação de recursos permite acompanhar o deslocamento do público e apoiar as equipes em solo sempre que necessário. A integração entre as forças policiais facilita a identificação de ocorrências e a resposta imediata.


A Secretaria da Segurança Pública informou que a estratégia seguirá sendo utilizada ao longo do Carnaval em eventos com grande concentração de pessoas.


https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/02/10/fantasias-policiais-prender-ladroes-celular-carnaval-deram-certo-video

"As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial, e o material apreendido foi encaminhado para perícia."


Analise a concordância no trecho acima e marque com V, para as afirmativas verdadeiras, ou com F, para as falsas.



(__)A palavra 'registradas' está no plural e flexionada no feminino para concordar com 'Distrito Policial".


(__)A palavra 'apreendido' está no singular para concordar com 'material'.


(__)A forma verbal 'foram' concorda com 'ocorrências', que também está no plural.


(__)O artigo 'as' não concorda com nenhum termo da oração.



A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q3937384 Português
        A atuação do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal envolve não apenas a fiscalização do exercício profissional, mas também a produção contínua de atos administrativos, pareceres técnicos, comunicações oficiais e documentos normativos destinados a profissionais, instituições e à sociedade em geral. Nesse contexto, a linguagem escrita assume papel central, pois é por meio dela que se materializam decisões, orientações e informações de interesse público.

        A clareza textual, a correção gramatical e a precisão vocabular são requisitos indispensáveis para a segurança jurídica e para a transparência administrativa. Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas, comprometer a eficácia dos atos administrativos e fragilizar a credibilidade institucional do Conselho. Assim, o domínio da língua portuguesa não se restringe a uma exigência formal, mas configura instrumento essencial de trabalho do servidor público.

        Além disso, a comunicação institucional deve observar princípios como impessoalidade, objetividade e padronização, especialmente em ambientes digitais, nos quais a informação circula com rapidez e amplo alcance. Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília, 2018 (com adaptações).

Acerca dos mecanismos de coesão e dos aspectos sintáticos, julgue o item a seguir.


O período “Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas” apresenta sujeito simples.

Alternativas
Q3937382 Português
        A atuação do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal envolve não apenas a fiscalização do exercício profissional, mas também a produção contínua de atos administrativos, pareceres técnicos, comunicações oficiais e documentos normativos destinados a profissionais, instituições e à sociedade em geral. Nesse contexto, a linguagem escrita assume papel central, pois é por meio dela que se materializam decisões, orientações e informações de interesse público.

        A clareza textual, a correção gramatical e a precisão vocabular são requisitos indispensáveis para a segurança jurídica e para a transparência administrativa. Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas, comprometer a eficácia dos atos administrativos e fragilizar a credibilidade institucional do Conselho. Assim, o domínio da língua portuguesa não se restringe a uma exigência formal, mas configura instrumento essencial de trabalho do servidor público.

        Além disso, a comunicação institucional deve observar princípios como impessoalidade, objetividade e padronização, especialmente em ambientes digitais, nos quais a informação circula com rapidez e amplo alcance. Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília, 2018 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do valor semântico de palavras e expressões no contexto do texto.


No trecho “Além disso”, o fragmento funciona como conector responsável pela progressão argumentativa do texto.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: Quadrix Órgão: CRF-DF Prova: Quadrix - 2026 - CRF-DF - Assistente I |
Q3937268 Português
        No âmbito dos conselhos profissionais, a linguagem utilizada nos atos administrativos ultrapassa a mera função informativa, assumindo papel estratégico na consolidação da legitimidade institucional. A escolha lexical, a organização sintática e o encadeamento lógico das ideias revelam não apenas domínio da norma‑padrão, mas também compromisso com a clareza, a impessoalidade e a precisão exigidas na administração pública.

        Nesse contexto, desvios gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações semânticas não se restringem ao plano formal do texto: afetam diretamente sua interpretação, comprometem a segurança jurídica dos atos e fragilizam a comunicação entre a instituição e a sociedade. Assim, a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas, interpretar implícitos discursivos e avaliar criticamente os efeitos de sentido produzidos pelo texto.

        Dessa forma, o domínio avançado da língua portuguesa configura‑se como instrumento indispensável à eficiência administrativa, à transparência e ao fortalecimento da credibilidade dos conselhos profissionais.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, 2018 (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item seguinte, à luz da morfossintaxe, da concordância, da regência, da crase e da reescrita.


A expressão “compromisso com a clareza” apresenta complemento regido por preposição exigida pelo substantivo.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: Quadrix Órgão: CRF-DF Prova: Quadrix - 2026 - CRF-DF - Assistente I |
Q3937267 Português
        No âmbito dos conselhos profissionais, a linguagem utilizada nos atos administrativos ultrapassa a mera função informativa, assumindo papel estratégico na consolidação da legitimidade institucional. A escolha lexical, a organização sintática e o encadeamento lógico das ideias revelam não apenas domínio da norma‑padrão, mas também compromisso com a clareza, a impessoalidade e a precisão exigidas na administração pública.

        Nesse contexto, desvios gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações semânticas não se restringem ao plano formal do texto: afetam diretamente sua interpretação, comprometem a segurança jurídica dos atos e fragilizam a comunicação entre a instituição e a sociedade. Assim, a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas, interpretar implícitos discursivos e avaliar criticamente os efeitos de sentido produzidos pelo texto.

        Dessa forma, o domínio avançado da língua portuguesa configura‑se como instrumento indispensável à eficiência administrativa, à transparência e ao fortalecimento da credibilidade dos conselhos profissionais.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, 2018 (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item seguinte, à luz da morfossintaxe, da concordância, da regência, da crase e da reescrita.


Em “a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas”, a concordância verbal está adequada.

Alternativas
Q3937149 Português
Biblioteca Pio Vargas fecha 2025 com 20 mil atendimentos

        A Biblioteca Estadual Pio Vargas encerrou 2025 com crescimento expressivo em serviços e ações culturais, registrando 20 mil locações e cerca de 1.500 participantes em trabalhos educacionais e visitas guiadas, totalizando 19.819 atendimentos gerais até novembro.

         Ao longo do ano, a unidade ampliou e diversificou sua programação, reforçando iniciativas de estímulo à leitura por meio de mediações literárias, oficinas, visitas escolares, serviços como empréstimo domiciliar, consulta local, estante literária e campanhas de doação de livros.

        A programação voltada ao público escolar foi um dos principais destaques, recebendo instituições municipais, estaduais, particulares e grupos de turistas que participaram de atividades formativas sobre leitura e práticas bibliotecárias.

      O atendimento mensal também demonstrou aumento, com agosto registrando o maior fluxo do ano, somando 2.243 demandas, seguido por maio (2.079) e novembro (1.849).

        De janeiro a dezembro, a biblioteca contabilizou 5.779 visitações gerais, 3.672 empréstimos domiciliares, 4.460 consultas locais, 1.966 atendimentos via Estante Literária, 3.667 registros de doações e 3.001 de usuários de computadores.

        O acervo da unidade segue em constante expansão e hoje reúne 84.555 volumes, entre livros, periódicos, obras de referência e materiais de estudo, atualizados continuamente por meio de novas aquisições e doações recebidas ao longo do ano.

        Com esses resultados, a unidade reafirma sua importância como espaço de cultura, formação e democratização do acesso ao conhecimento em Goiás.

        Situada na Praça Cívica, no prédio do Centro Cultural Marietta Telles Machado, a biblioteca oferece acesso gratuito ao acervo, consulta local e atividades educativas. O funcionamento é de segunda a sexta‑feira, das 8 às 17 horas, com espaço para leitura, estudo e empréstimo de periódicos.

Internet:<agenciacoradenoticias.go.gov.br>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


No parágrafo, em que são listados os dados quantitativos anuais das diversas atividades da biblioteca, a concordância nominal está correta, uma vez que, em enumerações desse tipo, os numerais cardinais concordam obrigatoriamente com o primeiro substantivo da série, e os adjetivos pospostos ajustam‑se por atração semântica ao conjunto global da enumeração.

Alternativas
Q3937144 Português
Mato Grosso possui um dos melhores sistemas de bibliotecas públicas do país, avalia CFB

        O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil, segundo o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). “Somos o único setor que trabalha gestão pública para bibliotecas no Estado. Coordenamos 167 bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça é o nosso laboratório, onde todos os testes são feitos para serem disseminados para o interior”, afirma a bibliotecária Waldineia Ribeiro de Almeida, coordenadora do sistema, ligada à secretaria estadual de Cultura, Esporte e Lazer.

        A instituição, que tem importância literária e social dentro do Estado, está sediada no Palácio de Instrução, prédio histórico e imponente, construído entre os anos de 1911 e 1914, e inicialmente arquitetado para abrigar a sede da Escola Normal e a Escola Modelo, funcionando mais tarde também a Escola Liceu Cuiabano, quadrilátero do Largo da Matriz, região significativa no período colonial e próximo ao quartel da Força Nacional. O prédio que abriga a Biblioteca Estevão de Mendonça surgiu quando a arquitetura cuiabana sofreu grande influência dos italianos. “No final do século XIX trouxeram uma nova maneira de construir para Cuiabá. A estética mudou e as obras passaram a incluir ornamentos ecléticos e plantas neoclássicas”, explica o arquiteto da Secel, Robinson Araújo.

        A coordenadora também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local. “Em datas comemorativas, como aniversário da cidade e do Estado, chegamos a receber 1.000 pessoas por dia para visitas orientadas e direcionadas. Já diariamente cerca de 100 pessoas passam por aqui. A nossa sala de acervo geral tem catalogado mais de 30 mil exemplares de livros, e a sala Mato Grosso é a mais procurada. Nela temos todas as referências de literatura mato‑grossense”, destaca.

        A informação é da secretaria estadual de Comunicação.

Internet:<sonoticias.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


No período “O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil” há uma oração subordinada adjetiva restritiva implícita que delimita o sentido do sujeito.

Alternativas
Q3937142 Português
Mato Grosso possui um dos melhores sistemas de bibliotecas públicas do país, avalia CFB

        O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil, segundo o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). “Somos o único setor que trabalha gestão pública para bibliotecas no Estado. Coordenamos 167 bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça é o nosso laboratório, onde todos os testes são feitos para serem disseminados para o interior”, afirma a bibliotecária Waldineia Ribeiro de Almeida, coordenadora do sistema, ligada à secretaria estadual de Cultura, Esporte e Lazer.

        A instituição, que tem importância literária e social dentro do Estado, está sediada no Palácio de Instrução, prédio histórico e imponente, construído entre os anos de 1911 e 1914, e inicialmente arquitetado para abrigar a sede da Escola Normal e a Escola Modelo, funcionando mais tarde também a Escola Liceu Cuiabano, quadrilátero do Largo da Matriz, região significativa no período colonial e próximo ao quartel da Força Nacional. O prédio que abriga a Biblioteca Estevão de Mendonça surgiu quando a arquitetura cuiabana sofreu grande influência dos italianos. “No final do século XIX trouxeram uma nova maneira de construir para Cuiabá. A estética mudou e as obras passaram a incluir ornamentos ecléticos e plantas neoclássicas”, explica o arquiteto da Secel, Robinson Araújo.

        A coordenadora também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local. “Em datas comemorativas, como aniversário da cidade e do Estado, chegamos a receber 1.000 pessoas por dia para visitas orientadas e direcionadas. Já diariamente cerca de 100 pessoas passam por aqui. A nossa sala de acervo geral tem catalogado mais de 30 mil exemplares de livros, e a sala Mato Grosso é a mais procurada. Nela temos todas as referências de literatura mato‑grossense”, destaca.

        A informação é da secretaria estadual de Comunicação.

Internet:<sonoticias.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


A oração “que tem importância literária e social dentro do Estado”, isolada por vírgulas, classifica‑se como oração subordinada adjetiva explicativa, pois acrescenta informação acessória sem restringir o referente nominal.

Alternativas
Q3937140 Português
Mato Grosso possui um dos melhores sistemas de bibliotecas públicas do país, avalia CFB

        O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil, segundo o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). “Somos o único setor que trabalha gestão pública para bibliotecas no Estado. Coordenamos 167 bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça é o nosso laboratório, onde todos os testes são feitos para serem disseminados para o interior”, afirma a bibliotecária Waldineia Ribeiro de Almeida, coordenadora do sistema, ligada à secretaria estadual de Cultura, Esporte e Lazer.

        A instituição, que tem importância literária e social dentro do Estado, está sediada no Palácio de Instrução, prédio histórico e imponente, construído entre os anos de 1911 e 1914, e inicialmente arquitetado para abrigar a sede da Escola Normal e a Escola Modelo, funcionando mais tarde também a Escola Liceu Cuiabano, quadrilátero do Largo da Matriz, região significativa no período colonial e próximo ao quartel da Força Nacional. O prédio que abriga a Biblioteca Estevão de Mendonça surgiu quando a arquitetura cuiabana sofreu grande influência dos italianos. “No final do século XIX trouxeram uma nova maneira de construir para Cuiabá. A estética mudou e as obras passaram a incluir ornamentos ecléticos e plantas neoclássicas”, explica o arquiteto da Secel, Robinson Araújo.

        A coordenadora também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local. “Em datas comemorativas, como aniversário da cidade e do Estado, chegamos a receber 1.000 pessoas por dia para visitas orientadas e direcionadas. Já diariamente cerca de 100 pessoas passam por aqui. A nossa sala de acervo geral tem catalogado mais de 30 mil exemplares de livros, e a sala Mato Grosso é a mais procurada. Nela temos todas as referências de literatura mato‑grossense”, destaca.

        A informação é da secretaria estadual de Comunicação.

Internet:<sonoticias.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


O conector “por ser”, empregado no trecho “A coordenadora também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local”, estabelece relação de causa e consequência, contribuindo para a coerência lógica do parágrafo e para a progressão do sentido textual.

Alternativas
Q3937137 Português
Mato Grosso possui um dos melhores sistemas de bibliotecas públicas do país, avalia CFB

        O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil, segundo o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). “Somos o único setor que trabalha gestão pública para bibliotecas no Estado. Coordenamos 167 bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça é o nosso laboratório, onde todos os testes são feitos para serem disseminados para o interior”, afirma a bibliotecária Waldineia Ribeiro de Almeida, coordenadora do sistema, ligada à secretaria estadual de Cultura, Esporte e Lazer.

        A instituição, que tem importância literária e social dentro do Estado, está sediada no Palácio de Instrução, prédio histórico e imponente, construído entre os anos de 1911 e 1914, e inicialmente arquitetado para abrigar a sede da Escola Normal e a Escola Modelo, funcionando mais tarde também a Escola Liceu Cuiabano, quadrilátero do Largo da Matriz, região significativa no período colonial e próximo ao quartel da Força Nacional. O prédio que abriga a Biblioteca Estevão de Mendonça surgiu quando a arquitetura cuiabana sofreu grande influência dos italianos. “No final do século XIX trouxeram uma nova maneira de construir para Cuiabá. A estética mudou e as obras passaram a incluir ornamentos ecléticos e plantas neoclássicas”, explica o arquiteto da Secel, Robinson Araújo.

        A coordenadora também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local. “Em datas comemorativas, como aniversário da cidade e do Estado, chegamos a receber 1.000 pessoas por dia para visitas orientadas e direcionadas. Já diariamente cerca de 100 pessoas passam por aqui. A nossa sala de acervo geral tem catalogado mais de 30 mil exemplares de livros, e a sala Mato Grosso é a mais procurada. Nela temos todas as referências de literatura mato‑grossense”, destaca.

        A informação é da secretaria estadual de Comunicação.

Internet:<sonoticias.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


A enumeração presente no trecho “bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público” apresenta organização sintática adequada, pois todos os termos coordenados mantêm relação de dependência com o mesmo núcleo nominal “bibliotecas” e desempenham função adjetiva equivalente, ainda que expressa por estruturas morfossintáticas distintas.

Alternativas
Respostas
3481: C
3482: C
3483: E
3484: A
3485: A
3486: E
3487: C
3488: A
3489: A
3490: C
3491: C
3492: C
3493: C
3494: C
3495: C
3496: E
3497: E
3498: C
3499: C
3500: C