Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 57.898 questões

Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Soldado |
Q3545018 Português

Leia a tira para responder a questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 16.02.2024. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do primeiro e do segundo quadros devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Soldado |
Q3545017 Português
O chá, os fantasmas, os ventos encanados

        Nasci no tempo dos ventos encanados, quando, para evitar compromissos, a gente dizia estar com enxaqueca, palavra horrível mas desculpa distinta. Ter enxaqueca não era para todos, mas só para essas senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. Quando eu via aquilo, ficava a pensar sozinho comigo (menino, naquele tempo, não dava opinião) por que é que elas não usavam, para cúmulo da elegância, um laçarote azul no dedo...

        Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” nos anúncios farmacêuticos que eu lia. Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas, não tinham tempo para isso. Mas, em compensação, me assustavam deliciosamente com histórias de assombração. Nunca me apareceu nenhuma.

        Pelo visto, era isso: nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo. A não ser através d’O tico-tico e da poesia de Camões, do qual até hoje me assombra este verso único: “Que o menor mal de tudo seja a morte!”

        Pois a verdadeira poesia sempre foi um meio de comunicação com este e com o outro mundo.

(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)
A concordância verbal e a concordância nominal atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Soldado |
Q3545014 Português
O chá, os fantasmas, os ventos encanados

        Nasci no tempo dos ventos encanados, quando, para evitar compromissos, a gente dizia estar com enxaqueca, palavra horrível mas desculpa distinta. Ter enxaqueca não era para todos, mas só para essas senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. Quando eu via aquilo, ficava a pensar sozinho comigo (menino, naquele tempo, não dava opinião) por que é que elas não usavam, para cúmulo da elegância, um laçarote azul no dedo...

        Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” nos anúncios farmacêuticos que eu lia. Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas, não tinham tempo para isso. Mas, em compensação, me assustavam deliciosamente com histórias de assombração. Nunca me apareceu nenhuma.

        Pelo visto, era isso: nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo. A não ser através d’O tico-tico e da poesia de Camões, do qual até hoje me assombra este verso único: “Que o menor mal de tudo seja a morte!”

        Pois a verdadeira poesia sempre foi um meio de comunicação com este e com o outro mundo.

(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)
Na frase – ... mas só para essas senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. (1º parágrafo) –, o pronome destacado organiza a junção de duas orações, exprimindo sentido de
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Soldado |
Q3545013 Português
O chá, os fantasmas, os ventos encanados

        Nasci no tempo dos ventos encanados, quando, para evitar compromissos, a gente dizia estar com enxaqueca, palavra horrível mas desculpa distinta. Ter enxaqueca não era para todos, mas só para essas senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. Quando eu via aquilo, ficava a pensar sozinho comigo (menino, naquele tempo, não dava opinião) por que é que elas não usavam, para cúmulo da elegância, um laçarote azul no dedo...

        Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” nos anúncios farmacêuticos que eu lia. Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas, não tinham tempo para isso. Mas, em compensação, me assustavam deliciosamente com histórias de assombração. Nunca me apareceu nenhuma.

        Pelo visto, era isso: nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo. A não ser através d’O tico-tico e da poesia de Camões, do qual até hoje me assombra este verso único: “Que o menor mal de tudo seja a morte!”

        Pois a verdadeira poesia sempre foi um meio de comunicação com este e com o outro mundo.

(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013. Adaptado)
Na passagem – Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas, não tinham tempo para isso. (2º parágrafo) –, os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de
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Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2023 - PM-SP - Soldado |
Q3545009 Português
Leia a tira para responder a questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 25.01.2024) 
Mantendo-se o sentido da tira, as duas falas do personagem, no primeiro quadro, estão corretamente reescritas em: 
Alternativas
Q3542897 Português

Analyze the sentence and answer the question


Q21.png (278×255)

Fonte: https://odb.org/ministeriospaodiario. Acesso em: 06 de out. de 2023. 

Identify the syntactic function of the highlighted expression in the sentence "Nossa Rádio Pão Diário COM VOCÊ, TODOS OS MOMENTOS DO DIA!
Alternativas
Q3542883 Português

Analise a charge e responda à questão


Q07.png (295×206)

Fonte:http://www.chargeonline.com.br/semana/son. Acesso em 09 de out. de 2023.

Identifique a estrutura sintática da frase: "Sou da base governista, só empurro carro oficial!
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Q3501866 Português
MÉTODO CIENTÍFICO: POR QUE E COMO LEVÁ-LO PARA A PRÁTICA

Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais

Por Linaldo Oliveira – 16/02/2023

        Na sociedade atual, a Educação precisa levar o jovem a compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico e a transformar a realidade em que se encontra utilizando estratégias científicas. Em outras palavras, falamos em “fazer ciência”.

        Entretanto, antes do verbo “fazer”, deveríamos enfatizar a importância de entender a ciência. De forma particular, as Ciências Naturais estão entre os componentes curriculares que abordam de forma direta a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para estruturar a sociedade e seus efeitos nos relacionamentos humanos. Ou seja, nós respiramos ciência! Entender como dependemos dela é crucial para a formação moral, cidadã e acadêmica dos nossos alunos.
       
        Olhando por essa ótica, entendemos que, ao desenvolver práticas que estimulem e desenvolvam a observação, a construção de hipóteses, a análise de dados e a conclusão dos nossos alunos, estamos formando indivíduos que futuramente serão mais socialmente ativos, críticos e criativos.


        Diversas metodologias que estão em alta hoje são baseadas nas etapas propostas pelo método científico – observação, hipótese, análise e conclusão. Quando o trabalho é interdisciplinar, estimula o estudante a utilizar o conhecimento combinado de diversas áreas – por exemplo, temos o STEAM, que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, ou o Design Thinking, que leva o aluno a trabalhar em soluções para diversas demandas selecionadas.


        Também é possível trabalhar o método científico por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Trata-se de uma oportunidade de conectar a escola e a comunidade, construindo com alunos projetos alinhados à grade curricular de forma interdisciplinar, contextualizada e significativa.


        Quando envolve uma melhoria de situações e dificuldades enfrentadas pela comunidade, os alunos costumam se sentir motivados e se engajar com as propostas. Minha sugestão é que converse com sua turma a respeito da rotina dos estudantes e das questões que enfrentam diariamente em suas comunidades. Pensar, em sala de aula, soluções para essas problemáticas geram projetos integradores que aumentam o engajamento do aluno e instigam a investigação por meio da curiosidade. 
Foi assim que aprendi a utilizar o método científico e a torná-lo algo cotidiano para os estudantes. Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21597/metodocientifico-por-que-e-como-leva-lo-para-a-pratica Acesso em: 12 abr. 2023.
Em “Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.”, a oração destacada estabelece com as anteriores uma relação sintático-semântica de 
Alternativas
Q3501862 Português
MÉTODO CIENTÍFICO: POR QUE E COMO LEVÁ-LO PARA A PRÁTICA

Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais

Por Linaldo Oliveira – 16/02/2023

        Na sociedade atual, a Educação precisa levar o jovem a compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico e a transformar a realidade em que se encontra utilizando estratégias científicas. Em outras palavras, falamos em “fazer ciência”.

        Entretanto, antes do verbo “fazer”, deveríamos enfatizar a importância de entender a ciência. De forma particular, as Ciências Naturais estão entre os componentes curriculares que abordam de forma direta a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para estruturar a sociedade e seus efeitos nos relacionamentos humanos. Ou seja, nós respiramos ciência! Entender como dependemos dela é crucial para a formação moral, cidadã e acadêmica dos nossos alunos.
       
        Olhando por essa ótica, entendemos que, ao desenvolver práticas que estimulem e desenvolvam a observação, a construção de hipóteses, a análise de dados e a conclusão dos nossos alunos, estamos formando indivíduos que futuramente serão mais socialmente ativos, críticos e criativos.


        Diversas metodologias que estão em alta hoje são baseadas nas etapas propostas pelo método científico – observação, hipótese, análise e conclusão. Quando o trabalho é interdisciplinar, estimula o estudante a utilizar o conhecimento combinado de diversas áreas – por exemplo, temos o STEAM, que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, ou o Design Thinking, que leva o aluno a trabalhar em soluções para diversas demandas selecionadas.


        Também é possível trabalhar o método científico por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Trata-se de uma oportunidade de conectar a escola e a comunidade, construindo com alunos projetos alinhados à grade curricular de forma interdisciplinar, contextualizada e significativa.


        Quando envolve uma melhoria de situações e dificuldades enfrentadas pela comunidade, os alunos costumam se sentir motivados e se engajar com as propostas. Minha sugestão é que converse com sua turma a respeito da rotina dos estudantes e das questões que enfrentam diariamente em suas comunidades. Pensar, em sala de aula, soluções para essas problemáticas geram projetos integradores que aumentam o engajamento do aluno e instigam a investigação por meio da curiosidade. 
Foi assim que aprendi a utilizar o método científico e a torná-lo algo cotidiano para os estudantes. Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21597/metodocientifico-por-que-e-como-leva-lo-para-a-pratica Acesso em: 12 abr. 2023.
Em relação ao subtítulo do texto “Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3500912 Português
Marque a frase escrita com uma contração prepositiva imposta pela regência nominal.
Alternativas
Q3500909 Português
Analise as assertivas seguintes:

I. Entre os componentes da oração: "Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável" - temos respectivamente: locução verbal, substantivo abstrato, polissílabo paroxítono; um adjetivo polissílabo proparoxítono e um adjetivo polissílabo paroxítono formado por prefixação e sufixação.
II. A expressão destacada em: "porém nossa mente não se apagará tem o mesmo sentido semântico contextual de: não será apagada.
III. A frase: "Basta-nos acreditar" está escrita com ênclise.
IV. O período conotativo: "E quando falo em escrita, não precisa ser real" - transmite ideia consecutiva.

Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3500907 Português
Sobre os componentes linguísticos do (1º§), analise as assertivas com V, para verdadeiro, ou F, para falso:

(__) O primeiro período do (1º§) é formado por orações subordinadas consecutivas.
(__) Os verbos: "mostrar" e "provar" são da mesma conjugação dos verbos: "penso" e "estou", porque todos têm a mesma vogal temática na forma nominal do infinitivo. O verbo "escrever" é de segunda conjugação; o verbo "existir" é de terceira conjugação.
(__) O pronome pessoal de tratamento do trecho: "Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo" - é dissílabo oxítono, seguido de pronome pessoal obliquo  tônico e enuncia sintonia do enunciador com um interlocutor indireto.
(__) Em cada um dos trechos: "provar que estou vivo" e "saber que eu estou vivo" - temos exemplo de conjunção subordinativa integrante.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q3500906 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


RAZÕES PELAS QUAIS EU ESCREVO

(1º§) Escrever é existir, mostrar o que penso, provar que estou vivo. Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo, pois eu quero mostrar que penso. Por isto escrever é existir.

(2º§) A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. Ler o que o outro escreve é interagir com o pensamento do outro, mas se eu não escrever ninguém saberá como penso. Por isto eu escrevo.

(3º§) Escrever passou a ser um ato de rebeldia. Espernear para existir. E não sou somente eu quem pensa assim. Outros escritores também pensam assim. Mas não estou incomodado com os que discordam. O meu mundo existe na escrita.

(4º§) E quando falo em escrita, não precisa ser real. Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável. Passa a ser real no mundo da minha fantasia.

(5º§) Eu sonho com mundos reais. Sonho com mundos muito diferentes do nosso, mas paralelos ao nosso. E neste mundo tudo é possível. Fica mais fácil existir.

(6º§) Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências.

(7º§) Somos células materiais que um dia já estiveram em outro animal ou em algum mineral. Quando ganhamos um corpo adquirimos a memória da vida atual. Seria confuso termos todas as memórias. Basta-nos acreditar. Existir... desta forma nos tornamos imortais.

(8º§) Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento! Vento que não vemos.! Deixe marcas... faça as suas e não apague as minhas, por favor...


(Mário Feijó) − (http://artesplasticas-poesias.blogspot.com.br/)
Marque o parágrafo que inicia com exemplo de sujeito elíptico, identificado pela desinência verbal de primeira pessoa do plural. 
Alternativas
Q3500905 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


RAZÕES PELAS QUAIS EU ESCREVO

(1º§) Escrever é existir, mostrar o que penso, provar que estou vivo. Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo, pois eu quero mostrar que penso. Por isto escrever é existir.

(2º§) A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. Ler o que o outro escreve é interagir com o pensamento do outro, mas se eu não escrever ninguém saberá como penso. Por isto eu escrevo.

(3º§) Escrever passou a ser um ato de rebeldia. Espernear para existir. E não sou somente eu quem pensa assim. Outros escritores também pensam assim. Mas não estou incomodado com os que discordam. O meu mundo existe na escrita.

(4º§) E quando falo em escrita, não precisa ser real. Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável. Passa a ser real no mundo da minha fantasia.

(5º§) Eu sonho com mundos reais. Sonho com mundos muito diferentes do nosso, mas paralelos ao nosso. E neste mundo tudo é possível. Fica mais fácil existir.

(6º§) Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências.

(7º§) Somos células materiais que um dia já estiveram em outro animal ou em algum mineral. Quando ganhamos um corpo adquirimos a memória da vida atual. Seria confuso termos todas as memórias. Basta-nos acreditar. Existir... desta forma nos tornamos imortais.

(8º§) Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento! Vento que não vemos.! Deixe marcas... faça as suas e não apague as minhas, por favor...


(Mário Feijó) − (http://artesplasticas-poesias.blogspot.com.br/)
Sobre os componentes linguísticos textuais, analise as assertivas com V, para verdadeiro, ou F, para falso:

(__) O elemento coesivo que inicia a frase: "Se eu não escrever ninguém saberá como penso" - enuncia ideia condicional.
(__) A frase: "As estrelas brilham no universo e vocês são estrelas brilhantes" está escrita com exemplo de homônimos perfeitos.
(__) A frase: "Aprender a ler significa apreender bons conteúdos" está escrita com exemplo de parônimos
(__) A última oração do período exclamativo: "Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento!" - É coordenada adversativa.

Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3500904 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


RAZÕES PELAS QUAIS EU ESCREVO

(1º§) Escrever é existir, mostrar o que penso, provar que estou vivo. Não basta você me olhar e saber que eu estou vivo, pois eu quero mostrar que penso. Por isto escrever é existir.

(2º§) A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. Ler o que o outro escreve é interagir com o pensamento do outro, mas se eu não escrever ninguém saberá como penso. Por isto eu escrevo.

(3º§) Escrever passou a ser um ato de rebeldia. Espernear para existir. E não sou somente eu quem pensa assim. Outros escritores também pensam assim. Mas não estou incomodado com os que discordam. O meu mundo existe na escrita.

(4º§) E quando falo em escrita, não precisa ser real. Pode ser fantasia, algo fantástico, inimaginável. Passa a ser real no mundo da minha fantasia.

(5º§) Eu sonho com mundos reais. Sonho com mundos muito diferentes do nosso, mas paralelos ao nosso. E neste mundo tudo é possível. Fica mais fácil existir.

(6º§) Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências.

(7º§) Somos células materiais que um dia já estiveram em outro animal ou em algum mineral. Quando ganhamos um corpo adquirimos a memória da vida atual. Seria confuso termos todas as memórias. Basta-nos acreditar. Existir... desta forma nos tornamos imortais.

(8º§) Pensem, reflitam, leiam, escrevam, mas não sejam somente bruma em movimento! Vento que não vemos.! Deixe marcas... faça as suas e não apague as minhas, por favor...


(Mário Feijó) − (http://artesplasticas-poesias.blogspot.com.br/)

Marque o que não se comprova na oração transcrita a seguir:



"Razões pelas quais eu escrevo".

Alternativas
Q3497851 Português

Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas, das frases, abaixo:



I-Vocês, agora, estão aptos ____dirigir.


II- Todos estavam alienados___ descontentamento de Pedro.


III- Ricardo mostrou-se avesso_____qualquer problema que pudesse ocorrer.



Considerando a regência nominal, as preposições que completam as frases, respectivamente, são: 

Alternativas
Q3497848 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
O termo destacado tem como função sintática:

Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria
Alternativas
Q3497847 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Os termos destacados, abaixo, são, sintaticamente, classificados como:

Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas.
Alternativas
Q3497846 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Assinale a alternativa correta quanto às afirmações, abaixo.

I,“Olhou-se no espelho e achou-se bonita. ( verbos na voz reflexiva)
II-“e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas”... (são predicativos do sujeito)
III-Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.
(as palavras destacadas são oxítona, paroxítona em ditongo decrescente, proparoxítona)
Alternativas
Q3497479 Português
Marque o segmento do texto que não apresenta erro(s) de concordância verbal ou nominal: 
Alternativas
Respostas
22821: B
22822: A
22823: E
22824: C
22825: E
22826: D
22827: B
22828: A
22829: E
22830: A
22831: B
22832: B
22833: D
22834: E
22835: C
22836: C
22837: C
22838: B
22839: A
22840: B