Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3938131 Português
Por que cantar é surpreendentemente bom para a saúde


Está chegando a época do ano em que o ar se enche de vozes angelicais ou ressoa com hinos vigorosos, enquanto grupos de cantores de Natal espalham sua dose de alegria festiva.

Esses cânticos e essas solenidades típicas dos corais mantêm o clima alegre e triunfante.

E talvez esses grupos de cantores enfeitados podem estar certos sobre alguma coisa. Mesmo sem perceber, ao aparecer em shoppings, estações de trem, asilos e nas ruas com músicas alegres, eles também estão beneficiando a própria saúde deles.

Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo. A prática aproxima as pessoas, prepara o corpo para combater doenças e até ajuda a aliviar a dor.

Então, talvez valha a pena você também soltar a voz e entrar no clima.

"Cantar é um ato cognitivo, físico, emocional e social", explica Alex Street, pesquisador do Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, no Reino Unido, que estuda como a música ajuda crianças e adultos na recuperação de lesões cerebrais.

Psicólogos já notam há muito tempo que cantar em grupo cria um forte senso de união, o que envolve até os participantes mais tímidos.

Estudos indicam que pessoas que não se conhecem podem formar vínculos inesperados depois de cantar juntos por uma hora.

E também não é surpresa que cantar faça bem aos pulmões e ao sistema respiratório.

Pesquisadores chegam a usar o canto como terapia para pessoas com doenças pulmonares, por exemplo.

Unidos pelo canto

Nem todos os tipos de canto são igualmente benéficos. Cantar em grupo ou em coral, por exemplo, demonstrou promover maior bem-estar psicológico do que cantar sozinho. Por isso, pesquisadores da área de educação usam o canto para estimular a cooperação, o desenvolvimento da linguagem e a regulação emocional em crianças.

Médicos também recorrem ao canto para melhorar a qualidade de vida de pessoas com diferentes condições de saúde. Em todo o mundo, pesquisadores estudam corais comunitários formados por sobreviventes de câncer e AVC, pessoas com Parkinson e demência, e seus cuidadores. No caso do Parkinson, por exemplo, o canto ajuda a manter a capacidade de articular palavras, que costuma se deteriorar com a progressão da doença.

Cantar também pode melhorar a saúde de forma geral, funcionando como um exercício muitas vezes subestimado, comparável a uma caminhada rápida. "Cantar é uma atividade física e pode trazer benefícios semelhantes aos do exercício", disse Adam Lewis, professor associado de fisioterapia respiratória da Universidade de Southampton, no Reino Unido.

Um estudo sugere que cantar, junto a exercícios vocais usados por cantores profissionais para aprimorar o ritmo e a afinação, representa um exercício comparável para o coração e os pulmões a caminhar em ritmo moderado na esteira.

Pesquisadores destacam os benefícios, muitas vezes subestimados, do canto em grupo para a saúde mental de pessoas com doenças crônicas de longa duração. Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, a prática ajuda esses pacientes a focarem no que conseguem fazer, em vez do que não podem.

"Isso cria igualdade no grupo: cuidadores deixam de ser apenas cuidadores e profissionais de saúde cantam junto da mesma forma. Poucas atividades conseguem fazer isso", disse Street.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg1n677geno 
"Estudos indicam que pessoas que não se conhecem podem formar vínculos inesperados depois de cantar juntos por uma hora.
Nos enunciados a seguir, observa-se concordância verbal e nominal adequada, assim como no trecho apresentado, EXCETO em: 
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Q3938129 Português
Por que cantar é surpreendentemente bom para a saúde


Está chegando a época do ano em que o ar se enche de vozes angelicais ou ressoa com hinos vigorosos, enquanto grupos de cantores de Natal espalham sua dose de alegria festiva.

Esses cânticos e essas solenidades típicas dos corais mantêm o clima alegre e triunfante.

E talvez esses grupos de cantores enfeitados podem estar certos sobre alguma coisa. Mesmo sem perceber, ao aparecer em shoppings, estações de trem, asilos e nas ruas com músicas alegres, eles também estão beneficiando a própria saúde deles.

Do cérebro ao coração, cantar oferece uma ampla série de vantagens, especialmente quando feito em grupo. A prática aproxima as pessoas, prepara o corpo para combater doenças e até ajuda a aliviar a dor.

Então, talvez valha a pena você também soltar a voz e entrar no clima.

"Cantar é um ato cognitivo, físico, emocional e social", explica Alex Street, pesquisador do Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, no Reino Unido, que estuda como a música ajuda crianças e adultos na recuperação de lesões cerebrais.

Psicólogos já notam há muito tempo que cantar em grupo cria um forte senso de união, o que envolve até os participantes mais tímidos.

Estudos indicam que pessoas que não se conhecem podem formar vínculos inesperados depois de cantar juntos por uma hora.

E também não é surpresa que cantar faça bem aos pulmões e ao sistema respiratório.

Pesquisadores chegam a usar o canto como terapia para pessoas com doenças pulmonares, por exemplo.

Unidos pelo canto

Nem todos os tipos de canto são igualmente benéficos. Cantar em grupo ou em coral, por exemplo, demonstrou promover maior bem-estar psicológico do que cantar sozinho. Por isso, pesquisadores da área de educação usam o canto para estimular a cooperação, o desenvolvimento da linguagem e a regulação emocional em crianças.

Médicos também recorrem ao canto para melhorar a qualidade de vida de pessoas com diferentes condições de saúde. Em todo o mundo, pesquisadores estudam corais comunitários formados por sobreviventes de câncer e AVC, pessoas com Parkinson e demência, e seus cuidadores. No caso do Parkinson, por exemplo, o canto ajuda a manter a capacidade de articular palavras, que costuma se deteriorar com a progressão da doença.

Cantar também pode melhorar a saúde de forma geral, funcionando como um exercício muitas vezes subestimado, comparável a uma caminhada rápida. "Cantar é uma atividade física e pode trazer benefícios semelhantes aos do exercício", disse Adam Lewis, professor associado de fisioterapia respiratória da Universidade de Southampton, no Reino Unido.

Um estudo sugere que cantar, junto a exercícios vocais usados por cantores profissionais para aprimorar o ritmo e a afinação, representa um exercício comparável para o coração e os pulmões a caminhar em ritmo moderado na esteira.

Pesquisadores destacam os benefícios, muitas vezes subestimados, do canto em grupo para a saúde mental de pessoas com doenças crônicas de longa duração. Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, a prática ajuda esses pacientes a focarem no que conseguem fazer, em vez do que não podem.

"Isso cria igualdade no grupo: cuidadores deixam de ser apenas cuidadores e profissionais de saúde cantam junto da mesma forma. Poucas atividades conseguem fazer isso", disse Street.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg1n677geno 
"Para Street, da Instituto de Cambridge para Pesquisa de Musicoterapia, a prática ajuda esses pacientes a focarem no que conseguem fazer, em vez do que não podem."
A oração 'no que conseguem fazer' exerce a função de:
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Q3938116 Português
TEXTO: Pode ser doloroso para alguns, mas é hora de reconhecer: a internet Millennial está morta

As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital; o protagonismo agora é da geração Z


      Em 2026, os membros mais novos da geração Millennial se tornarão trintões. É um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebração é chegado também o momento de reconhecer: a “internet Millennial”, tal como a conhecemos nos últimos 25 anos, está morta.

     Isso não significa que as pessoas nesta faixa etária estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens — elas ainda estão lá, mas algo mudou. As formas de expressão, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials estão desaparecendo ou perdendo relevância em uma inevitável troca de guarda geracional sobre a relevância do domínio digital.

     Se você acha que “fds” significa “final de semana” no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conotação negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a geração Z.

      A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relevância é extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flogão, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os serviços de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e até o “Facebook do velho testamento” (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). Não dá nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do Instagram e o Twitter (hoje chamado de X) gozam do mesmo prestígio de outrora.

   Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a existência desta internet também já saiu de cena. “Com o avanço das tecnologias e a ascensão das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas”, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil. 

    Ele faz referência ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usuários fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos serviços, longe da lógica de plataforma fechada que ganhou força na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela época exigia uma certa lógica punk de “faça você mesmo” — é dessa lógica que surge a internet colaborativa, batizada de “web 2.0”.

  O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 é uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a atenção dos usuários por meio de algoritmos viciantes. As conexões sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conteúdos.

   “Acho que fomos roubados. Para um Millennial, dói saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs estão tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informação que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informação. Isso é um projeto de poder”, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil. 


Fonte: https://www.estadao.com.br/link/culturadigital/pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-dereconhecer-a-internet-millennial-esta-morta/. Acesso em 07/01/2026. Excerto. 
“Mas não são só os serviços e ferramentas que se tornaram obsoletos” (5º parágrafo). Nesse trecho, o elemento em destaque introduz uma oração subordinada:
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Q3937504 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
"Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse."

A partir do trecho acima, analise os enunciados a seguir, considerando apenas os aspectos de concordância verbal e nominal, sem considerar outros tipos de alteração.

I.Sabemos que uma hora de atividades prolongadas contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse.
II.Sabe-se que atividades ao ar livre prolongadas contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse.
III.Sabemos que é necessário os exercícios prolongados para a melhora da qualidade do sono e a redução do estresse.

A concordância está adequada em:
Alternativas
Q3937501 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
"Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam restauração da atenção."
Considerando as funções morfossintáticas dos elementos linguísticos do trecho, identifique a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3937499 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
"Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante."
Com base na regência verbal e nominal, marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3937384 Português
        A atuação do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal envolve não apenas a fiscalização do exercício profissional, mas também a produção contínua de atos administrativos, pareceres técnicos, comunicações oficiais e documentos normativos destinados a profissionais, instituições e à sociedade em geral. Nesse contexto, a linguagem escrita assume papel central, pois é por meio dela que se materializam decisões, orientações e informações de interesse público.

        A clareza textual, a correção gramatical e a precisão vocabular são requisitos indispensáveis para a segurança jurídica e para a transparência administrativa. Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas, comprometer a eficácia dos atos administrativos e fragilizar a credibilidade institucional do Conselho. Assim, o domínio da língua portuguesa não se restringe a uma exigência formal, mas configura instrumento essencial de trabalho do servidor público.

        Além disso, a comunicação institucional deve observar princípios como impessoalidade, objetividade e padronização, especialmente em ambientes digitais, nos quais a informação circula com rapidez e amplo alcance. Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília, 2018 (com adaptações).

Acerca dos mecanismos de coesão e dos aspectos sintáticos, julgue o item a seguir.


O período “Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas” apresenta sujeito simples.

Alternativas
Q3937382 Português
        A atuação do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal envolve não apenas a fiscalização do exercício profissional, mas também a produção contínua de atos administrativos, pareceres técnicos, comunicações oficiais e documentos normativos destinados a profissionais, instituições e à sociedade em geral. Nesse contexto, a linguagem escrita assume papel central, pois é por meio dela que se materializam decisões, orientações e informações de interesse público.

        A clareza textual, a correção gramatical e a precisão vocabular são requisitos indispensáveis para a segurança jurídica e para a transparência administrativa. Textos mal redigidos, ambíguos ou em desacordo com a norma‑padrão podem gerar interpretações equivocadas, comprometer a eficácia dos atos administrativos e fragilizar a credibilidade institucional do Conselho. Assim, o domínio da língua portuguesa não se restringe a uma exigência formal, mas configura instrumento essencial de trabalho do servidor público.

        Além disso, a comunicação institucional deve observar princípios como impessoalidade, objetividade e padronização, especialmente em ambientes digitais, nos quais a informação circula com rapidez e amplo alcance. Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília, 2018 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, acerca do valor semântico de palavras e expressões no contexto do texto.


No trecho “Além disso”, o fragmento funciona como conector responsável pela progressão argumentativa do texto.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: Quadrix Órgão: CRF-DF Prova: Quadrix - 2026 - CRF-DF - Assistente I |
Q3937268 Português
        No âmbito dos conselhos profissionais, a linguagem utilizada nos atos administrativos ultrapassa a mera função informativa, assumindo papel estratégico na consolidação da legitimidade institucional. A escolha lexical, a organização sintática e o encadeamento lógico das ideias revelam não apenas domínio da norma‑padrão, mas também compromisso com a clareza, a impessoalidade e a precisão exigidas na administração pública.

        Nesse contexto, desvios gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações semânticas não se restringem ao plano formal do texto: afetam diretamente sua interpretação, comprometem a segurança jurídica dos atos e fragilizam a comunicação entre a instituição e a sociedade. Assim, a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas, interpretar implícitos discursivos e avaliar criticamente os efeitos de sentido produzidos pelo texto.

        Dessa forma, o domínio avançado da língua portuguesa configura‑se como instrumento indispensável à eficiência administrativa, à transparência e ao fortalecimento da credibilidade dos conselhos profissionais.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, 2018 (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item seguinte, à luz da morfossintaxe, da concordância, da regência, da crase e da reescrita.


A expressão “compromisso com a clareza” apresenta complemento regido por preposição exigida pelo substantivo.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: Quadrix Órgão: CRF-DF Prova: Quadrix - 2026 - CRF-DF - Assistente I |
Q3937267 Português
        No âmbito dos conselhos profissionais, a linguagem utilizada nos atos administrativos ultrapassa a mera função informativa, assumindo papel estratégico na consolidação da legitimidade institucional. A escolha lexical, a organização sintática e o encadeamento lógico das ideias revelam não apenas domínio da norma‑padrão, mas também compromisso com a clareza, a impessoalidade e a precisão exigidas na administração pública.

        Nesse contexto, desvios gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações semânticas não se restringem ao plano formal do texto: afetam diretamente sua interpretação, comprometem a segurança jurídica dos atos e fragilizam a comunicação entre a instituição e a sociedade. Assim, a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas, interpretar implícitos discursivos e avaliar criticamente os efeitos de sentido produzidos pelo texto.

        Dessa forma, o domínio avançado da língua portuguesa configura‑se como instrumento indispensável à eficiência administrativa, à transparência e ao fortalecimento da credibilidade dos conselhos profissionais.

BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. Brasília: Presidência da República, 2018 (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item seguinte, à luz da morfossintaxe, da concordância, da regência, da crase e da reescrita.


Em “a competência leitora e escritora do servidor público envolve reconhecer sutilezas linguísticas”, a concordância verbal está adequada.

Alternativas
Q3937149 Português
Biblioteca Pio Vargas fecha 2025 com 20 mil atendimentos

        A Biblioteca Estadual Pio Vargas encerrou 2025 com crescimento expressivo em serviços e ações culturais, registrando 20 mil locações e cerca de 1.500 participantes em trabalhos educacionais e visitas guiadas, totalizando 19.819 atendimentos gerais até novembro.

         Ao longo do ano, a unidade ampliou e diversificou sua programação, reforçando iniciativas de estímulo à leitura por meio de mediações literárias, oficinas, visitas escolares, serviços como empréstimo domiciliar, consulta local, estante literária e campanhas de doação de livros.

        A programação voltada ao público escolar foi um dos principais destaques, recebendo instituições municipais, estaduais, particulares e grupos de turistas que participaram de atividades formativas sobre leitura e práticas bibliotecárias.

      O atendimento mensal também demonstrou aumento, com agosto registrando o maior fluxo do ano, somando 2.243 demandas, seguido por maio (2.079) e novembro (1.849).

        De janeiro a dezembro, a biblioteca contabilizou 5.779 visitações gerais, 3.672 empréstimos domiciliares, 4.460 consultas locais, 1.966 atendimentos via Estante Literária, 3.667 registros de doações e 3.001 de usuários de computadores.

        O acervo da unidade segue em constante expansão e hoje reúne 84.555 volumes, entre livros, periódicos, obras de referência e materiais de estudo, atualizados continuamente por meio de novas aquisições e doações recebidas ao longo do ano.

        Com esses resultados, a unidade reafirma sua importância como espaço de cultura, formação e democratização do acesso ao conhecimento em Goiás.

        Situada na Praça Cívica, no prédio do Centro Cultural Marietta Telles Machado, a biblioteca oferece acesso gratuito ao acervo, consulta local e atividades educativas. O funcionamento é de segunda a sexta‑feira, das 8 às 17 horas, com espaço para leitura, estudo e empréstimo de periódicos.

Internet:<agenciacoradenoticias.go.gov.br>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


No parágrafo, em que são listados os dados quantitativos anuais das diversas atividades da biblioteca, a concordância nominal está correta, uma vez que, em enumerações desse tipo, os numerais cardinais concordam obrigatoriamente com o primeiro substantivo da série, e os adjetivos pospostos ajustam‑se por atração semântica ao conjunto global da enumeração.

Alternativas
Q3937144 Português
Mato Grosso possui um dos melhores sistemas de bibliotecas públicas do país, avalia CFB

        O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil, segundo o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB). “Somos o único setor que trabalha gestão pública para bibliotecas no Estado. Coordenamos 167 bibliotecas municipais, comunitárias e também as implantadas por meio de recursos do poder privado em parceria com o poder público. A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça é o nosso laboratório, onde todos os testes são feitos para serem disseminados para o interior”, afirma a bibliotecária Waldineia Ribeiro de Almeida, coordenadora do sistema, ligada à secretaria estadual de Cultura, Esporte e Lazer.

        A instituição, que tem importância literária e social dentro do Estado, está sediada no Palácio de Instrução, prédio histórico e imponente, construído entre os anos de 1911 e 1914, e inicialmente arquitetado para abrigar a sede da Escola Normal e a Escola Modelo, funcionando mais tarde também a Escola Liceu Cuiabano, quadrilátero do Largo da Matriz, região significativa no período colonial e próximo ao quartel da Força Nacional. O prédio que abriga a Biblioteca Estevão de Mendonça surgiu quando a arquitetura cuiabana sofreu grande influência dos italianos. “No final do século XIX trouxeram uma nova maneira de construir para Cuiabá. A estética mudou e as obras passaram a incluir ornamentos ecléticos e plantas neoclássicas”, explica o arquiteto da Secel, Robinson Araújo.

        A coordenadora também menciona que, por ser um patrimônio e ponto turístico da capital, a visitação no Palácio da Instrução é um dos maiores serviços registrados no local. “Em datas comemorativas, como aniversário da cidade e do Estado, chegamos a receber 1.000 pessoas por dia para visitas orientadas e direcionadas. Já diariamente cerca de 100 pessoas passam por aqui. A nossa sala de acervo geral tem catalogado mais de 30 mil exemplares de livros, e a sala Mato Grosso é a mais procurada. Nela temos todas as referências de literatura mato‑grossense”, destaca.

        A informação é da secretaria estadual de Comunicação.

Internet:<sonoticias.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


No período “O Sistema de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso está em primeiro lugar em políticas públicas voltadas para o livro e a leitura na região Centro‑Oeste do Brasil” há uma oração subordinada adjetiva restritiva implícita que delimita o sentido do sujeito.

Alternativas
Q3937032 Português
Profissionais colocam qualidade de vida acima do salário, diz estudo

Pela primeira vez, pesquisa aponta equilíbrio no topo das prioridades de profissionais de diferentes idades

        A relação entre trabalhadores e empresas nos Estados Unidos passa por uma mudança estrutural. Pela primeira vez em mais de duas décadas, profissionais afirmam valorizar mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que salários elevados. A conclusão é do Workmonitor 2025 e divulgada pela revista Fortune.

        O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego, índice equivalente ao da segurança no trabalho. A remuneração aparece em terceiro lugar, com 82%, marcando a primeira vez em que o salário deixa de liderar o ranking de prioridades.

Geração Z lidera mudança

        A preferência por equilíbrio é mais forte entre trabalhadores mais jovens. Na Geração Z, 74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração. Apenas 68% colocam o salário no topo. Saúde mental também aparece em destaque: 70% dos jovens avaliam esse aspecto como essencial.

        Com isso, o relatório mostra que 40% dos profissionais da Geração Z e dos millennials aceitariam reduzir a remuneração em troca de trabalho híbrido ou remoto. A tendência se conecta ao chamado “minimalismo de carreira”, no qual jovens priorizam energia e tempo para projetos pessoais.

Flexibilidade e produtividade

        Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos. Alguns executivos defendem limites claros – caso de Marc Randolph, cofundador da Netflix, que estabeleceu a rotina de encerrar o expediente mais cedo às terças‑feiras ao longo de sua carreira.

        Outros executivos também incentivam práticas sustentáveis. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirma que bem‑estar mental e vida pessoal equilibrada são fundamentais para garantir o desempenho profissional. Ele orienta jovens profissionais a cuidar de saúde, relações pessoais e descanso.

        No entanto, parte do setor corporativo rejeita a ideia de equilíbrio como prioridade. Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


A reescrita do trecho “O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego” para O levantamento mostra, e 83% dos entrevistados consideram, o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego preserva a correção sintática, a relação entre as orações e a adequação da linguagem ao contexto do texto.

Alternativas
Q3937030 Português
Profissionais colocam qualidade de vida acima do salário, diz estudo

Pela primeira vez, pesquisa aponta equilíbrio no topo das prioridades de profissionais de diferentes idades

        A relação entre trabalhadores e empresas nos Estados Unidos passa por uma mudança estrutural. Pela primeira vez em mais de duas décadas, profissionais afirmam valorizar mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional do que salários elevados. A conclusão é do Workmonitor 2025 e divulgada pela revista Fortune.

        O levantamento mostra que 83% dos entrevistados consideram o equilíbrio a principal condição para permanecer ou aceitar um emprego, índice equivalente ao da segurança no trabalho. A remuneração aparece em terceiro lugar, com 82%, marcando a primeira vez em que o salário deixa de liderar o ranking de prioridades.

Geração Z lidera mudança

        A preferência por equilíbrio é mais forte entre trabalhadores mais jovens. Na Geração Z, 74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração. Apenas 68% colocam o salário no topo. Saúde mental também aparece em destaque: 70% dos jovens avaliam esse aspecto como essencial.

        Com isso, o relatório mostra que 40% dos profissionais da Geração Z e dos millennials aceitariam reduzir a remuneração em troca de trabalho híbrido ou remoto. A tendência se conecta ao chamado “minimalismo de carreira”, no qual jovens priorizam energia e tempo para projetos pessoais.

Flexibilidade e produtividade

        Embora o desejo por flexibilidade seja amplamente compartilhado, líderes empresariais divergem sobre sua viabilidade em ambientes competitivos. Alguns executivos defendem limites claros – caso de Marc Randolph, cofundador da Netflix, que estabeleceu a rotina de encerrar o expediente mais cedo às terças‑feiras ao longo de sua carreira.

        Outros executivos também incentivam práticas sustentáveis. O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirma que bem‑estar mental e vida pessoal equilibrada são fundamentais para garantir o desempenho profissional. Ele orienta jovens profissionais a cuidar de saúde, relações pessoais e descanso.

        No entanto, parte do setor corporativo rejeita a ideia de equilíbrio como prioridade. Andrew Feldman, da fabricante de chips de IA Cerebras, por exemplo, afirmou que é irreal buscar alto desempenho com jornadas reduzidas.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


No trecho “74% consideram esse fator mais importante do que a remuneração”, a expressão destacada introduz uma estrutura subordinada comparativa, estabelecendo relação de comparação entre dois termos.

Alternativas
Q3937020 Português
O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação

        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.

        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best‑sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.

        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê‑la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.

        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca‑se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.

        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.

       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.

Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


No período “Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância”, a oração iniciada por “Para que” é coordenada explicativa.

Alternativas
Q3937003 Português

TEXTO: Uso de canetas para obesidade entre idosos exige cuidados extras; entenda


Emagrecimento rápido é fator de risco para problemas como a sarcopenia, que favorece quedas e fraturas



    As canetas de análogos de GLP-1 [...] têm se mostrado grandes aliadas no tratamento da obesidade e do diabetes, com eficácia e segurança comprovadas para diversos tipos de pacientes. Idosos também podem se beneficiar do uso desses medicamentos, mas com atenção redobrada e acompanhamento multiprofissional ainda mais rigoroso, já que os riscos associados à utilização incorreta aumentam de maneira significativa.

    Especialistas explicam que existem peculiaridades para os pacientes na terceira idade. Se usado inadvertidamente, o medicamento pode por exemplo favorecer a sarcopenia (perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular), tendo como consequência quedas e fraturas.

    Independentemente da idade, durante a perda de peso, quase um terço da redução é de massa magra, incluindo a massa muscular, cuja preservação é fundamental para manter a força, a mobilidade e a autonomia. Ao envelhecer, porém, o organismo já tende a perder músculo e ganhar gordura.

    “O corpo da pessoa idosa é diferente de um adulto jovem — tem mais gordura e menos músculo, por isso, cada grama de músculo perdido na terceira idade tem um impacto maior”, afirma o geriatra Ivan Aprahamian, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

    Por isso, nessa faixa etária, o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade, explica o endocrinologista Fernando Valente, professor da Faculdade de Medicina do ABC e diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

    “O efeito combinado do menor apetite com as náuseas e a rápida perda de peso provocadas pelas canetas pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física”, diz Aprahamian.

    Outros problemas relacionados ao uso das canetas para diabetes e obesidade são a desidratação e a perda de eletrólitos, quando o paciente fica muito tempo sem se hidratar — o que acontece devido à falta de apetite ocasionada pela medicação.

    Casos graves de desidratação podem comprometer a função renal. Junto a isso, a baixa ingestão calórica aumenta o risco de deficiências nutricionais, além de aumentar o risco de hipoglicemia, o que, em casos mais graves, pode ter como sintomas até mesmo confusão mental. 




Fonte: https://www.estadao.com.br/saude/uso-decanetas-para-obesidade-entre-idosos-exige-cuidadosextras-entenda/. Acesso em 07/01/2026. Excerto adaptado  

No trecho “o emagrecimento rápido ou acentuado pode favorecer fraqueza, quedas, fraturas e, assim, acelerar o processo de perda de funcionalidade” (5º parágrafo), estabelece-se uma relação predominante de: 
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Q3936895 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.



Texto 3 



Falando de Amor



(Canção de Tom Jobim)



Se eu pudesse por um dia

Esse amor, essa alegria

Eu te juro, te daria

Se pudesse esse amor todo dia

Chega perto, vem sem medo

Chega mais meu coração

Vem ouvir esse segredo

Escondido num choro canção

Se soubesses como eu gosto

Do teu cheiro, teu jeito de flor

Não negavas um beijinho

A quem anda perdido de amor 



JOBIM, Tom. Falando de Amor. (Fragmento). Disponível em:

https://www.tomjobim.com.ar/p/falandodeamor-letra-musica-video.html.

Acesso em: 22 dez. 2025. 

Em uma das frases da canção, uma vírgula poderia ser acrescentada antes de um vocativo. Em qual frase isso poderia ser feito?
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Q3936889 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



Resumo


As Feiras de Ciências (FC) constituem-se em oportunidades de estimular o gosto pela pesquisa e afastar os estudantes da postura de meros recebedores do conhecimento, partindo da investigação para torná-los protagonistas de seu aprendizado. O objetivo deste trabalho foi identificar a percepção de estudantes de uma escola pública do Rio de Janeiro sobre o desenvolvimento de projetos e a FC. A coleta de dados ocorreu mediante aplicação de questionário após o evento. As respostas foram analisadas segundo a Tematização de Fontoura e revelaram que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas. Observa-se que os alunos entendem a importância de se tornarem protagonistas de seu aprendizado vivenciando o desenvolvimento das etapas de um projeto, perpassando pelo trabalho em grupo e desenvolvendo o pensamento crítico. Tais habilidades vão ao encontro do que almeja um ensino de ciências emancipatório e adequado às demandas da sociedade do século XXI.  


DELL ASEM, Erica Cavalcanti de Albuquerque; OLIVEIRA, Maria de Fatima

Alves. “As feiras de ciências como espaço formativo sob o olhar de discentes

da educação básica”. REnBIO – Revista de Ensino de Biologia. V. 18, n. 2 

(Jul./dez 2025), p. 637. Disponível em:

https://renbio.org.br/index.php/sbenbio/article/view/1979/586. Acesso em: 18

dez. 2025. 

Em “As respostas foram analisadas segundo a Tematização de Fontoura e revelaram que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas”, o segmento “que os estudantes percebem as FC como espaço formativo constituído por múltiplas perspectivas” constitui uma oração  
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Q3936877 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cientistas registram pela primeira vez vaca usando vassoura para se coçar


Cientistas estão revendo o que acreditavam sobre as capacidades dos bovinos após a observação de um comportamento inédito protagonizado por uma vaca austríaca chamada Veronika, flagrada utilizando ferramentas com notável destreza.

O achado, relatado por pesquisadores em Viena, indica que as vacas possuem habilidades cognitivas significativamente mais complexas do que se supunha até agora.

Veronika, que vive em uma pequena vila nas montanhas do interior da Áustria, passou anos aperfeiçoando a prática de se coçar com o auxílio de galhos e cabos de vassoura, demonstrando um domínio progressivo desse comportamento.

A repercussão da história chegou a especialistas em inteligência animal na capital austríaca, que constataram que a vaca utilizava as duas extremidades de um mesmo objeto de forma funcionalmente distinta.

Para alcançar as costas ou áreas que exigiam um atrito mais intenso, Veronika recorria à parte da vassoura com cerdas. Já quando precisava de um contato mais delicado, especialmente na região sensível da barriga, optava pela extremidade lisa do cabo.

Esse tipo de uso intencional e diferenciado de ferramentas é extremamente raro no reino animal e jamais havia sido documentado em bovinos.

De acordo com Antonio Osuna-Mascaro, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, não se esperava que vacas fossem capazes de usar ferramentas e, menos ainda, que manipulassem um objeto como instrumento multifuncional.

Ele ressalta que, até então, comportamentos desse tipo haviam sido descritos de maneira consistente apenas em chimpanzés.

Os chimpanzés são o grupo que apresenta a maior diversidade de uso de ferramentas depois dos seres humanos, recorrendo, por exemplo, a gravetos para capturar formigas e cupins e a pedras para quebrar nozes.

Apesar de cerca de dez mil anos de convivência entre humanos e bovinos, esta é a primeira vez que cientistas registram formalmente uma vaca utilizando uma ferramenta.

Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça a ideia de que as vacas são mais inteligentes do que geralmente se acredita e sugere que outros indivíduos da espécie poderiam desenvolver habilidades semelhantes caso tivessem condições favoráveis.

O proprietário de Veronika, o agricultor orgânico Witgar Wiegele, afirma esperar que os talentos inesperados da vaca levem as pessoas a valorizar mais o mundo natural.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99kjyl1km1o.adaptado. 
Geralmente se acredita e sugere que "outros indivíduos da espécie poderiam desenvolver habilidades semelhantes" caso tivessem condições favoráveis.

Sintaticamente, é CORRETO afirmar que, na oração destacada:
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Q3936784 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO I

Restos de Carnaval Clarice Lispector 

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano.

E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu. 

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria. 

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5892/restosde-carnaval
No 1º parágrafo do texto, observe o trecho:
"Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete."
Nesse período, a oração destacada exerce a função de:
Alternativas
Respostas
1721: C
1722: E
1723: A
1724: B
1725: D
1726: C
1727: C
1728: C
1729: C
1730: C
1731: E
1732: E
1733: E
1734: C
1735: E
1736: C
1737: A
1738: C
1739: C
1740: B