Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Questões Discursivas

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Q2799131 Português

Considere a regência verbal dos verbos destacados nos enunciados das alternativas abaixo. Em situações de comunicação que exigissem o emprego da variedade padrão, qual dentre esses enunciados estaria adequado?

Alternativas
Q2798009 Português

Considerando a norma culta, a concordância está incorreta na seguinte frase:

Alternativas
Q2798008 Português

Observe a regência verbal e assinale a alternativa que contraria a norma culta vigente.

Alternativas
Q2795037 Português

As questões de número 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


MOÇA BONITA NÃO PAGA?

Maíra Zapater


Em junho de 2017, uma juíza do Distrito Federal, ao julgar uma ação proposta por um homem contra os organizadores de uma festa que cobrava preços diferentes para os ingressos de homens e mulheres, declarou ser ilegal a prática. À decisão, seguiu-se agora, em julho, nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça reafirmando a ilegalidade da cobrança diferenciada e ressaltando que os estabelecimentos que não se adaptassem estariam sujeitos às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor.

Ambas as determinações geraram polêmica (aliás, como parece acontecer com tudo – ou quase tudo – que envolva demandas feministas relacionadas à desigualdade de gênero). Se até então eram frequentes, nas conversas de bar travadas tanto nas mesas quanto nas redes sociais, afirmações tais como “nunca vi feminista reclamar na hora de entrar de graça ou pagar mais barato na balada!” (em geral proferida com sua gêmea siamesa “na hora de pedir serviço militar obrigatório, as feministas ficam quietas”), agora parece que o jogo virou, e os críticos preferem manifestar sua indignação dizendo que “as feministas querem impor sua ideologia pra todo mundo e obrigar as mulheres a pagarem mais caro na balada”, “vai acabar balada”, “nunca mais ninguém vai sair pra night”, “ninguém vai pegar mais ninguém”, “as feministas vão fazer fechar as casas noturnas” e por aí vai.

Piadas à parte, e sem entrar no mérito da (in)coerência das críticas, quero, na coluna de hoje, contribuir com argumentos para a discussão, sugerindo duas perguntas para, juntos, pensarmos sobre o assunto. Parece-me ser relevante refletir sobre dois aspectos: primeiro, é discriminatório cobrar preços diferentes para homens e mulheres na balada? E, segundo: se for discriminatório, o estabelecimento (que é privado) tem liberdade de discriminar seu público, cabendo ao consumidor exercer a sua liberdade de frequentar ou não o local conforme suas próprias convicções?

Os exemplos – ainda que hipotéticos – são sempre úteis para trazer à concretude abstrações por vezes nem tão acessíveis. Então, vamos lá: um exercício sempre eficaz para examinar se a questão de gênero faz ou não diferença em determinada situação é a inversão dos gêneros dos protagonistas. Pois imaginemos que uma determinada balada resolva cobrar mais barato o ingresso dos homens. O dono do estabelecimento justifica a adoção dessa política de preços afirmando preferir que haja maioria de homens no local, porque “como todo mundo sabe, muita mulher junta sempre acaba dando confusão” e que “ninguém gosta de estar numa festa em que só tenha mulher”. “Além disso”, continua ele, “todo mundo sabe que, quando a mulherada sai pra night, só quer saber de pegação e, com certeza, vai preferir ir a um lugar onde tenha o máximo possível de homens para escolher”.

A situação hipotética pareceu estranha, de alguma forma, com a inversão dos lugarescomuns em geral apresentados para justificar a cobrança mais barata para mulheres? Bom, se a narrativa ganhou conotações diferentes em decorrência dessa inversão, significa que há expectativas diferentes para homens e mulheres colocados em uma mesma situação social e que se construiu ali uma relação desigual entre homens e mulheres – e, portanto, (no mínimo, potencialmente) discriminatória e ilícita, já que a Constituição veda o tratamento desigual entre iguais (vale lembrar que o inciso II do artigo 5º da CF estabelece que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”, o que só reforça a invalidade jurídica do fator de discriminação com o qual se pretende justificar a cobrança diferenciada).

Pois bem. Assumindo que concordamos – eu e você, leitora e leitor – que há discriminação na prática de cobrar ingresso mais barato de mulheres nas festas e casas noturnas, resta pensar no segundo questionamento que propus acima: o estabelecimento privado tem a liberdade de adotar uma política considerada discriminatória, cabendo ao público consumidor escolher se quer ou não frequentar o local?

Ilustremos com outro exemplo hipotético (ou talvez menos fictício do que gostaríamos): imaginemos que o dono de uma casa noturna queira construir uma reputação de que seu estabelecimento seja um local “onde só vai gente bonita”. Para garantir que, segundo seus critérios subjetivos e seu “tino empresarial”, seja mantido um padrão estético mínimo nos frequentadores da casa, esse proprietário estabelece uma “cota máxima” para negros no local, estipulando um número limite de pessoas negras por noite, e determinando, ainda, que pessoas brancas têm direito a um ingresso com desconto. Esse empresário se justifica dizendo o seguinte: “Não é racismo, é só uma questão de gosto. Eu concordo com o padrão hegemônico de beleza que, em geral, vemos nas revistas, novelas e filmes e acho que as pessoas brancas são mesmo mais bonitas e que é muito mais agradável estar numa balada com maioria de pessoas brancas. É só a minha opinião. Quem não concordar e tiver uma opinião diversa, não é obrigado a vir na minha casa noturna”.

Teria o nosso empresário hipotético a liberdade de adotar uma política discriminatória por entender ser a mais lucrativa para o seu estabelecimento?

Aqui tocamos no sensível ponto dos limites entre a liberdade no campo privado e o dever de atuação do Estado quando há uma violação de direitos humanos entre particulares – sim, discriminar em razão de cor, raça, religião, gênero, orientação sexual etc. viola o direito à igualdade. Da mesma forma que a discriminação racial do segundo exemplo, a discriminação de gênero é também uma forma de violação – ainda que pareça vir disfarçada do “privilégio” de pagar mais barato um ingresso.

A ideia de uma presença majoritária de mulheres diz respeito a um tipo específico de balada, na qual, seguramente, as mulheres não gozam das mesmas prerrogativas de liberdade sexual que os homens – será que as moças que “saem pra pegação” são socialmente vistas da mesma maneira que os meninos na mesma situação? Ao defender a possibilidade de manutenção de cobrança diferenciada para mulheres, não estaremos a reafirmar estereótipos profundamente prejudiciais? E, de mais a mais, não é com essa alteração que “a balada ficou cara”, não é mesmo? Que tal revermos toda essa política de preços na qual se vendem “experiências” – e, claro, vai e paga quem pode e quem quer – mas tornando esse espaço de acesso público friendly* para mulheres da mesma forma que para os homens?


Disponível em: <http://justificando.cartacapital.com.br>. Acesso em: 11 jul. 2017.


*friendly = amigável

Considere o período:


À decisão, seguiu-se (1º) agora, em julho, nota técnica da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça reafirmando (2º) a ilegalidade da cobrança diferenciada e ressaltando que os estabelecimentos que não se adaptassem estariam sujeitos às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor.


As formas verbais destacadas têm

Alternativas
Q2794359 Português

Texto para responder às questões de 01 a 10.


Facebook está construindo sua própria cidade na Califórnia


O Facebook está construindo uma espécie de minicidade para seus funcionários. A ampliação do seu campus em Menlo Park, Califórnia, será repleta de regalias para os moradores — já que os funcionários vão morar praticamente dentro do trabalho.

O Wall Street Journal relatou que a rede social de Mark Zuckerberg está trabalhando para construir uma comunidade de US$ 120 milhões, com 394 unidades habitacionais a uma curta distância de seus escritórios. Com 192 mil metros quadrados, o chamado Anton Menlo vai incluir tudo, desde um bar de esportes até uma creche para cachorros.

O projeto do Facebook ultrapassa todas as novidades que as empresas do Vale do Silício já inventaram para tornar seus escritórios mais divertidos e descolados. Porém, uma porta-voz da empresa disse que a ideia de criar a propriedade não é para reter os funcionários — que estão cada dia mais disputados entre as empresas de tecnologia.

“Certamente estamos animados para ter opções de moradia mais perto do campus, mas acreditamos que as pessoas trabalham no Facebook porque o que elas fazem é gratificante, e elas acreditam em nossa missão”, disse a porta-voz. Em outras palavras, eles dizem que não querem apenas bajular os funcionários com todas as regalias possíveis para que eles não saltem para a concorrência.

Apesar de soar como inovadora, a ideia evoca memórias das “cidades empresas”, que eram comuns na virada do século 20, onde os operários norte-americanos viviam em comunidades pertencentes ao seu empregador e recebiam moradia, cuidados de saúde, polícia, igreja e praticamente todos os serviços oferecidos em uma cidade. Porém, elas acabaram extintas por colocar os trabalhadores completamente nas mãos dos empregadores, que muitas vezes se aproveitavam para explorá-los.

É claro que ninguém espera que o Facebook faça isso. O que acontece é que os preços dos imóveis estão subindo rapidamente no Vale do Silício — calcula-se um aumento de 24% desde o quarto trimestre de 2012, e alguns funcionários da empresa acabam enfrentando problemas com isso. Além disso, a cidade do Facebook terá capacidade para abrigar apenas 10% dos funcionários da companhia.


(Disponível em: http//www.canaltech.com.br — por Redação - 03/10/2013. Acesso em 22/08/2017)

A oração destacada em “É claro QUE NINGUÉM ESPERA que o Facebook faça isso.” classifica-se como subordinada:

Alternativas
Q2794356 Português

Texto para responder às questões de 01 a 10.


Facebook está construindo sua própria cidade na Califórnia


O Facebook está construindo uma espécie de minicidade para seus funcionários. A ampliação do seu campus em Menlo Park, Califórnia, será repleta de regalias para os moradores — já que os funcionários vão morar praticamente dentro do trabalho.

O Wall Street Journal relatou que a rede social de Mark Zuckerberg está trabalhando para construir uma comunidade de US$ 120 milhões, com 394 unidades habitacionais a uma curta distância de seus escritórios. Com 192 mil metros quadrados, o chamado Anton Menlo vai incluir tudo, desde um bar de esportes até uma creche para cachorros.

O projeto do Facebook ultrapassa todas as novidades que as empresas do Vale do Silício já inventaram para tornar seus escritórios mais divertidos e descolados. Porém, uma porta-voz da empresa disse que a ideia de criar a propriedade não é para reter os funcionários — que estão cada dia mais disputados entre as empresas de tecnologia.

“Certamente estamos animados para ter opções de moradia mais perto do campus, mas acreditamos que as pessoas trabalham no Facebook porque o que elas fazem é gratificante, e elas acreditam em nossa missão”, disse a porta-voz. Em outras palavras, eles dizem que não querem apenas bajular os funcionários com todas as regalias possíveis para que eles não saltem para a concorrência.

Apesar de soar como inovadora, a ideia evoca memórias das “cidades empresas”, que eram comuns na virada do século 20, onde os operários norte-americanos viviam em comunidades pertencentes ao seu empregador e recebiam moradia, cuidados de saúde, polícia, igreja e praticamente todos os serviços oferecidos em uma cidade. Porém, elas acabaram extintas por colocar os trabalhadores completamente nas mãos dos empregadores, que muitas vezes se aproveitavam para explorá-los.

É claro que ninguém espera que o Facebook faça isso. O que acontece é que os preços dos imóveis estão subindo rapidamente no Vale do Silício — calcula-se um aumento de 24% desde o quarto trimestre de 2012, e alguns funcionários da empresa acabam enfrentando problemas com isso. Além disso, a cidade do Facebook terá capacidade para abrigar apenas 10% dos funcionários da companhia.


(Disponível em: http//www.canaltech.com.br — por Redação - 03/10/2013. Acesso em 22/08/2017)

Uma das opções a seguir está correta quanto à concordância verbal, assim como o binômio: “calcula-se um aumento” / calculam-se aumentos.

Alternativas
Q2794352 Português

Texto para responder às questões de 01 a 10.


Facebook está construindo sua própria cidade na Califórnia


O Facebook está construindo uma espécie de minicidade para seus funcionários. A ampliação do seu campus em Menlo Park, Califórnia, será repleta de regalias para os moradores — já que os funcionários vão morar praticamente dentro do trabalho.

O Wall Street Journal relatou que a rede social de Mark Zuckerberg está trabalhando para construir uma comunidade de US$ 120 milhões, com 394 unidades habitacionais a uma curta distância de seus escritórios. Com 192 mil metros quadrados, o chamado Anton Menlo vai incluir tudo, desde um bar de esportes até uma creche para cachorros.

O projeto do Facebook ultrapassa todas as novidades que as empresas do Vale do Silício já inventaram para tornar seus escritórios mais divertidos e descolados. Porém, uma porta-voz da empresa disse que a ideia de criar a propriedade não é para reter os funcionários — que estão cada dia mais disputados entre as empresas de tecnologia.

“Certamente estamos animados para ter opções de moradia mais perto do campus, mas acreditamos que as pessoas trabalham no Facebook porque o que elas fazem é gratificante, e elas acreditam em nossa missão”, disse a porta-voz. Em outras palavras, eles dizem que não querem apenas bajular os funcionários com todas as regalias possíveis para que eles não saltem para a concorrência.

Apesar de soar como inovadora, a ideia evoca memórias das “cidades empresas”, que eram comuns na virada do século 20, onde os operários norte-americanos viviam em comunidades pertencentes ao seu empregador e recebiam moradia, cuidados de saúde, polícia, igreja e praticamente todos os serviços oferecidos em uma cidade. Porém, elas acabaram extintas por colocar os trabalhadores completamente nas mãos dos empregadores, que muitas vezes se aproveitavam para explorá-los.

É claro que ninguém espera que o Facebook faça isso. O que acontece é que os preços dos imóveis estão subindo rapidamente no Vale do Silício — calcula-se um aumento de 24% desde o quarto trimestre de 2012, e alguns funcionários da empresa acabam enfrentando problemas com isso. Além disso, a cidade do Facebook terá capacidade para abrigar apenas 10% dos funcionários da companhia.


(Disponível em: http//www.canaltech.com.br — por Redação - 03/10/2013. Acesso em 22/08/2017)

Assinale a opção em que a oração reduzida destacada a seguir foi corretamente desenvolvida: “O projeto do Facebook ultrapassa todas as novidades que as empresas do Vale do Silício já inventaram PARA TORNAR SEUS ESCRITÓRIOS MAIS DIVERTIDOS E DESCOLADOS.”.

Alternativas
Q2794349 Português

Texto para responder às questões de 01 a 10.


Facebook está construindo sua própria cidade na Califórnia


O Facebook está construindo uma espécie de minicidade para seus funcionários. A ampliação do seu campus em Menlo Park, Califórnia, será repleta de regalias para os moradores — já que os funcionários vão morar praticamente dentro do trabalho.

O Wall Street Journal relatou que a rede social de Mark Zuckerberg está trabalhando para construir uma comunidade de US$ 120 milhões, com 394 unidades habitacionais a uma curta distância de seus escritórios. Com 192 mil metros quadrados, o chamado Anton Menlo vai incluir tudo, desde um bar de esportes até uma creche para cachorros.

O projeto do Facebook ultrapassa todas as novidades que as empresas do Vale do Silício já inventaram para tornar seus escritórios mais divertidos e descolados. Porém, uma porta-voz da empresa disse que a ideia de criar a propriedade não é para reter os funcionários — que estão cada dia mais disputados entre as empresas de tecnologia.

“Certamente estamos animados para ter opções de moradia mais perto do campus, mas acreditamos que as pessoas trabalham no Facebook porque o que elas fazem é gratificante, e elas acreditam em nossa missão”, disse a porta-voz. Em outras palavras, eles dizem que não querem apenas bajular os funcionários com todas as regalias possíveis para que eles não saltem para a concorrência.

Apesar de soar como inovadora, a ideia evoca memórias das “cidades empresas”, que eram comuns na virada do século 20, onde os operários norte-americanos viviam em comunidades pertencentes ao seu empregador e recebiam moradia, cuidados de saúde, polícia, igreja e praticamente todos os serviços oferecidos em uma cidade. Porém, elas acabaram extintas por colocar os trabalhadores completamente nas mãos dos empregadores, que muitas vezes se aproveitavam para explorá-los.

É claro que ninguém espera que o Facebook faça isso. O que acontece é que os preços dos imóveis estão subindo rapidamente no Vale do Silício — calcula-se um aumento de 24% desde o quarto trimestre de 2012, e alguns funcionários da empresa acabam enfrentando problemas com isso. Além disso, a cidade do Facebook terá capacidade para abrigar apenas 10% dos funcionários da companhia.


(Disponível em: http//www.canaltech.com.br — por Redação - 03/10/2013. Acesso em 22/08/2017)

O termo destacado em: “elas acreditam EM NOSSA MISSÃO.” exerce função sintática de:

Alternativas
Q2791196 Português

Considere o seguinte fragmento


Há outros 5.000 casos com inquérito instaurado, mas mais da metade deles são do ano de 2013 ou antes e 482 são ocorrências entre os anos 2007 e 2010. Os casos arrastam-se por anos sem conclusão, e mais da metade das investigações de violência doméstica são arquivadas por prescreverem antes de alguém ser formalmente acusado.


Disponível em:https://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-roraima-mais-da-metade-das-investigacoes-de-violencia-domestica-prescrevem-sem-alguem-ser-acusado/. Acesso em: 19 jul 2017 (Adaptado)


Considerando as regras prescritas pela norma-padrão da língua portuguesa acerca da concordância dos verbos e dos nomes e as questões sintáticas referentes ao fragmento, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2791190 Português

Observe o seguinte período.

Meninas têm o direito de viver em segurança, de permanecer na escola, de não serem forçadas a trabalhar, de escolherem com quem se casar e de serem ouvidas em suas famílias e comunidades.

Texto de Campanha da Plan International: Ajude milhares de meninas a

ter a chance de um futuro digno. Disponível em: https://doeplan.org.br/

por-ser-menina?gclid=CjOKCQíwhrzLBROARlsAPn1hsnX]HDCUNb\1 Z'1b T7 Th 7Y3s D,

OEuDmfjFL1JeJM91 YMiMPX_ GeZEaAocNEALw_ vi,:cB. Acesso em: 19 Jui. 2017

(Adaptado).

Acerca das questões sintáticas que envolvem esse período, é correto afirmar que

Alternativas
Q2785978 Português

Leia o trecho abaixo e, após analisar as proposições que o seguem, assinale a alternativa CORRETA.


01 “E se, ao invés de Pedro Álvares Cabral, desembarcasse

02 no Brasil a navegadora e capitã-mor da Armada Geral,

03 Isália I, que ao ouvir o primeiro grito de terra à vista, dado

04 em uníssono por suas 1.500 marinheiras, se jogasse ao

05 mar e, nadando em direção à praia, lá tirasse seu vestido

06 pesado, com o qual quase se afogou, e experimentasse

07 diante das índias, em troca dos espelhos, penas de

08 pássaros sobre seu corpo nu – os índios de tocaia só

09 observando o bafafá – e, apesar de ninguém falar a língua

10 de ninguém, nascesse a amizade entre os povos, o

11 juramento pela manutenção do paraíso e a felicidade das

12 portuguesas, que finalmente teriam encontrado o

13 Caminho das Índias, o caminho da riqueza material e

14 espiritual, espécie de caminho de Santiago de

15 Compostela, só que diferente, onde a infinita diversidade

16 cultural fosse o prêmio máximo da existência e o poema

17 de Oswaldo de Andrade achasse outro final, mesmo que

18 estivesse chovendo? Quando o português chegou/

19 Debaixo duma bruta chuva/ Vestiu o índio/ Que pena” /

20 Fosse uma manhã de sol/ O índio tinha despido/ O

21 português (Erro de Português, Oswald de Andrade) [...]”

22 (Trecho de “A Rainha Louca”, Clarice Niskier. In:

23 Revista da Cultura, Abril de 2017, p. 42, grifos da

24 autora).


No TEXTO 1:

I- “Com o qual quase se afogou” é uma oração adjetiva que amplia o sentido da expressão “vestido pesado”.

II- Pedro Álvares Cabral é o sujeito dos verbos desembarcasse, jogasse, tirasse e nascesse.

III- A oração principal desse longo período composto corresponde ao trecho “E se [...] desembarcasse no Brasil a navegadora e capitã-mor da Armada Geral, Isália I [...]” e essa oração apresenta uma condição hipotética a respeito das circunstâncias da chegada dos portugueses ao Brasil.

IV- Os termos destacados em “só que diferente” e “mesmo que estivesse chovendo”, têm valor concessivo em relação aos termos aos quais se referem, sendo estes, respectivamente, “Caminho das Índias” e “achasse outro final”.


Estão CORRETAS apenas

Alternativas
Q2784928 Português

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 8, 9 E 10.


A esfinge, um monstro mitológico alado, com a cabeça de uma mulher e o corpo de um leão, assolava a cidade de Tebas na Grécia. Emboscava jovens em um lugar ermo e os desafiava (“Decifra-me ou devoro-te!”) com o enigma: “Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois e à tarde tem três?”

O único que decifrou a charada foi Édipo, ao responder “O homem, que na infância engatinha usando quatro membros, na vida adulta anda sobre dois pés, mas na velhice precisa de um cajado como apoio”. Por ter resolvido o enigma, Édipo acabou tornando-se rei de Tebas, casando-se, sem saber, com sua mãe, Jocasta, e sofrendo um fim infeliz, como bem descrito por Sófocles em sua tragédia Édipo Rei.

A resposta de Édipo bem descreve o arco de vida dos seres humanos, que se inicia na infância e termina na decadência da velhice e na morte. Tal trajetória é a inevitável consequência da impossibilidade de manter, indefinidamente, o estado de baixa entropia que caracteriza o organismo vivente. Tudo no universo está sujeito à segunda lei da termodinâmica, que determina o fluxo do tempo e traz a velhice.

O que sempre me impressionou na história do Édipo é o fato de tantos outros jovens antes dele terem morrido por serem incapazes de responder a uma pergunta tão elementar. Talvez eles não lembrassem mais da infância e não percebessem que um dia envelheceriam. De fato, a humanidade há séculos vive tentando negar a inexorabilidade de morte, fantasiando sobre como escapar dela.

Daí vem a busca incessante pela mítica “fonte da juventude”, cujas águas seriam capazes de rejuvenescer aqueles que as bebessem. Tal fonte certamente não existe, mas, independentemente disso, a humanidade tem conseguido aumentar consideravelmente a sua expectativa de vida, através de melhor nutrição, saneamento básico, antibióticos e outros progressos da medicina.


Disponível em: <http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4315/n/tempus_fugit>. Acesso em: 14/08/17.

Em qual dos trechos a seguir, retirados do texto, há uma INADEQUAÇÃO de regência verbal, tomadas as normas da gramática tradicional como padrão de correção?

Alternativas
Q2784925 Português

O TEXTO A SEGUIR É REFERÊNCIA PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 6 E 7.


Em uma conferência que escreveu sobre o destino da literatura, Lima Barreto afirmava: “Entrando no segredo das vidas e das coisas, a literatura reforça nosso natural sentimento de solidariedade com nossos semelhantes, explicando-lhes os defeitos, realçando-lhes as qualidades e zombando dos fúteis motivos que nos separam uns dos outros. Ela tende a obrigar a todos nós a nos tolerarmos e a nos compreendermos; e, por aí, nós nos chegaremos a amar mais perfeitamente na superfície do planeta que rola pelos espaços sem fim”.

A ideia de que a arte pode ter uma função na sociedade, seja como elemento de união entre os homens, seja pelo potencial de transformação da sociedade, era cara ao escritor carioca, homenageado da 15.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Sua literatura incluía os suburbanos, negros, despossuídos de toda sorte e, nesse sentido, promovia um olhar da elite letrada sobre tais personagens esquecidos na trama urbana, bem como abarcava seus temas e reivindicações. Um tipo de arte que perdeu o sentido por longas décadas na história da literatura brasileira, mas que nos últimos anos tem mostrado sua pertinência atemporal.


Disponível em: <http://epoca.globo.com/cultura/noticia/2017/07.html>. Acesso em: 14/08/17.

Sobre os mecanismos sintáticos destacados no texto, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2783308 Português

Considerando as regras gramaticais de concordância e regência, a alternativa em que as três orações do grupo estão corretas é

Alternativas
Q2783304 Português

Leia o texto 1 para responder às questões 01 e 02.

Texto 1.


Viver mais para trabalhar mais?

Mudanças rápidas e constantes no mercado de trabalho nos levam a indagar como será o futuro profissional e quais são os desafios e benefícios desta nova era.

Carla Furtado


Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Eis a questão. Segundo dados do IBGE,

a expectativa de vida do brasileiro aumentou para 75,5 anos, enquanto o futuro nunca pareceu

tão incerto: novas profissões e formatos de carreira surgem a cada ano, obrigando os

trabalhadores a se adaptarem e se preparem para imprevistos. Pensar numa vida mais longa

05te traz insegurança ou felicidade?

"Neste momento de reformas e de crise econômica, eu percebo que as pessoas ainda

estão encarando as mudanças muito mais como ameaças do que como oportunidades",

acredita Denise Mazzaferro, mestre em Gerontologia Social. Para Denise, "Estudos mostram

que vamos trabalhar até os 70, 80 anos. Como pensar que viveremos todo esse tempo com a

10carreira que escolhemos aos 18? Nossas vidas terão mais estágios do que os hoje definidos

dentro das classificações etárias de infância, adulto e velhice." Este pode ser um desafio ainda

maior para quem deposita grandes fichas na carreira, afinal encontrar sua paixão e ganhar

dinheiro com isso é o novo objetivo dos trabalhadores que têm poder de escolha, seja quem

está ingressando no mercado de trabalho, ou quem está num momento de transição de

15carreira. Mas será possível ter diversas fortes paixões durante toda a vida profissional?

A jornada pode ser maior

A busca por propósito através do trabalho é um tanto cheia de armadilhas e frases de

efeito como "acredite em seu sonho que as coisas virão naturalmente", que enchem as

prateleiras de livros de autoajuda e nem sempre agregam muitas realidades. Alexandre

20Teixeira, jornalista que tem se dedicado à pesquisas sobre trabalho e escrito livros sobre o

tema diz:

"Na medida em que diminuiu relativamente o espaço das religiões e das ideologias

políticas na busca por significado existencial, muita gente está depositando um peso grande

disso no trabalho", explica Alexandre. "O trabalho sempre foi pensado sobretudo como uma

25forma de ter conforto material. Quando buscamos propósito para o trabalho, com frequência

acabamos descobrindo que o propósito que estamos buscando é mais amplo que o da esfera

profissional. Quem leva essa busca mais a sério, acaba acessando outras questões

existenciais." Além da busca por si só, outro lado positivo é que o autoquestionamento pode

levar a uma capacidade maior de flexibilidade a adaptação, que serão cada vez mais

30necessárias.

Enquanto na Grécia Antiga quem trabalhava eram os escravos, e atividades como

filosofia, arte, política e estudos em geral eram vistas como ociosas e dignas somente dos

cidadãos de primeira classe (o que ficou como uma espécie de herança para empresários

antiquados), gestões atuais buscam uma realidade mais equilibrada.

35"Não é todo mundo que nasce com um grande sonho ou descobre isso facilmente.

Muitas vezes a gente vai fazendo as coisas que surgem no nosso caminho, e talvez o melhor

que a gente consiga seja fazer escolhas mais conscientes e que nos deixem mais perto dos

nossos valores. Eu não acho que todo mundo vai ter esse sonho grande que virou moda dizer

que é necessário perseguir. Mas se conseguirmos olhar para nossa vida profissional com mais

40consciência, isso já será positivo e, no mínimo, renderá uma jornada de descoberta e

autoconhecimento", aposta Alexandre.

Disponível em: <http://vidasimples.uol.com.br/noticias/compartilhe/viver-mais-para-trabalhar-mais.phtml#.WOpHyYjyvIV>. Acesso em: 05 abr. 2017. (Adaptado).

Sobre os elementos linguísticos que compõem o texto e seus efeitos de sentido, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.


( ) A oração: “que tem se dedicado à pesquisas sobre trabalho” (linha 20) tem valor explicativo. Nela ocorre incoerência gramatical quanto ao uso da crase.

( ) O segundo questionamento do articulista do discurso, “Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?” (linha 1), pressupõe, semanticamente, finalidades antagônicas, ratificadas nas argumentações ao longo do texto.

( ) No período: “que enchem as prateleiras de livros de autoajuda e nem sempre agregam muitas realidades” (linhas 18-19), o conectivo em destaque tem valor adversativo. A grafia da palavra autoajuda é justificada pela mesma regra ortográfica da palavra cooperação.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2781342 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões:


A Trump o que é de César.


Há algumas semanas, um sujeito muito parecido com Donald Trump levou 33 punhaladas no meio do Central Park, em Nova York. O sangue era cênico e os punhais eram falsos, mas o furor causado pela encenação nada teve de figurativo. Entre 23 de maio e 18 de junho, milhares de pessoas enfrentaram filas para assistir ao assassinato, enquanto outras tantas campeavam a internet denunciando a peça como apologia do terror político. Nada mau, repare-se, para um texto que anda entre nós há mais de 400 anos: o espetáculo em questão é uma . montagem de Júlio César, peça escrita por William Shakespeare em 1599. Nessa adaptação, dirigida por Oskar Eustin, o personagem-título tinha uma cabeleireira desbotada e usava terno azul, com gravata vermelha mais comprida que o aconselhável; sua esposa, Calpúrnia, falava com reconhecível sotaque eslavo. Um sósia presidencial encharcado de sangue é visão que não poderia passar incólume em um pais que já teve quatro presidentes assassinados: após as primeiras sessões, patrocinadores cancelaram seu apoio, fás do presidente interromperam a peça aos gritos, e e-mails de ódio choveram sobre companhias teatrais que nada tinham a ver com o assunto - exceto pelo fato de carregarem a palavra "Shakespeare” no nome.

Trocar togas por ternos não é ideia nova. Orson Welles fez isso em 1973, no Mercury Theater de Nova York; nessa célebre montagem, o ditador romano ganhou ares de Mussolini e foi esfaqueado pelo próprio Welles, que interpretava Brutus. Nas décadas seguintes, outras figuras modernas emprestaram trajes e trejeitos ao personagem: entre elas, Charles de Gaulle, Fidel Castro e Nicolae Ceausescu. Atualizações como essas expandem, mas não esgotam, o texto de Shakespeare - é muito difícil determinar, pela leitura da peça, se a intenção do bardo era louvar, condenar ou apenas retratar, com imparcialidade, os feitos sanguinolentos dos Idos de Março. Por conta dessa neutralidade filosófica, a tarefa de identificar o protagonista da peça é famosamente complicada: há quem prefira Brutus; há que escolha Marco Antônio ou até o velho Júlio.

O texto, como bom texto, não corrobora nem refuta: ele nos observa. Tragédias não são panfletos, e obras que se exaurem em mensagens inequívocas dificilmente continuarão a causar deleite e fúria quatro séculos após terem sido escritas. Em certo sentido, a boa literatura é uma combinação bem-sucedida de exatidão e ambiguidade: se os versos de Shakespeare ainda causam tamanho alvoroço, é porque desencadeiam interpretações inesgotáveis e, às vezes, contraditórias, compelindo o sucessivo universo humano a se espelhar em suas linhas. Ao adaptar a grande literatura do passado ao nosso tempo, também nós nos adaptamos a ela: procuramos formas de comunicar o misterioso entusiasmo que essas obras nos causam e projetamos o mundo, como o vemos em suas páginas.

Não, Shakespeare não precisa ter terno e gravata para ser atual-masse o figurino cai bem, porque não vesti-lo?


(Fonte: BOTELHO, José Francisco. Revista VEJA. Data: 18 de julho de 2017)

"Não, Shakespeare não precisa de terno e gravata para ser atua! (...)”. Há um erro na classificação morfológica em:
Alternativas
Q2781140 Português

No enunciado “Nós vamos encontrá-lo, para que ele responda pelos crimes que ele está sendo acusado” (policial, em entrevista ao JPB 1 . Edição – 05/07/2015), registra-se um desvio da norma gramatical em relação:

Alternativas
Q2780670 Português

Leia o trecho abaixo e, após analisar as proposições que o seguem, assinale a alternativa CORRETA.


TEXTO 1


01

02

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“E se, ao invés de Pedro Álvares Cabral, desembarcasse

no Brasil a navegadora e capitã-mor da Armada Geral,

Isália I, que ao ouvir o primeiro grito de terra à vista, dado

em uníssono por suas 1.500 marinheiras, se jogasse ao

mar e, nadando em direção à praia, lá tirasse seu vestido

pesado, com o qual quase se afogou, e experimentasse

diante das índias, em troca dos espelhos, penas de

pássaros sobre seu corpo nu – os índios de tocaia só

observando o bafafá – e, apesar de ninguém falar a língua

de ninguém, nascesse a amizade entre os povos, o

juramento pela manutenção do paraíso e a felicidade das

portuguesas, que finalmente teriam encontrado o

Caminho das Índias, o caminho da riqueza material e

espiritual, espécie de caminho de Santiago de

Compostela, só que diferente, onde a infinita diversidade

cultural fosse o prêmio máximo da existência e o poema

de Oswaldo de Andrade achasse outro final, mesmo que

estivesse chovendo? Quando o português chegou/

Debaixo duma bruta chuva/ Vestiu o índio/ Que pena” /

Fosse uma manhã de sol/ O índio tinha despido/ O

português(Erro de Português, Oswald de Andrade) [...]”

(Trecho de “A Rainha Louca”, Clarice Niskier. In:

Revista da Cultura, Abril de 2017, p. 42, grifos da

autora).


No TEXTO 1:


I- “Com o qual quase se afogou” é uma oração adjetiva que amplia o sentido da expressão “vestido pesado”.

II- Pedro Álvares Cabral é o sujeito dos verbos desembarcasse, jogasse, tirasse e nascesse.

III- A oração principal desse longo período composto corresponde ao trecho “E se [...] desembarcasse no Brasil a navegadora e capitã-mor da Armada Geral, Isália I [...]” e essa oração apresenta uma condição hipotética a respeito das circunstâncias da chegada dos portugueses ao Brasil.

IV- Os termos destacados em “só que diferente” e “mesmo que estivesse chovendo”, têm valor concessivo em relação aos termos aos quais se referem, sendo estes, respectivamente, “Caminho das Índias” e “achasse outro final”.


Estão CORRETAS apenas

Alternativas
Q2779909 Português

“No mundo, o clima de agitação e de intensa controvérsia política se prolonga, assim como as situações ___________ dos países”. Complete a lacuna conforme concordância nominal correta.

Alternativas
Q2779646 Português

“Entretanto em 1995, os Simpsons já mostravam essa realidade em seus episódios.” Os termos “essa realidade” e “em seus episódios” são, respectivamente:

Alternativas
Respostas
30181: C
30182: A
30183: A
30184: C
30185: E
30186: B
30187: C
30188: A
30189: D
30190: D
30191: D
30192: D
30193: E
30194: A
30195: B
30196: E
30197: B
30198: D
30199: C
30200: B