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Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.123 questões

Q4207554 Português

Leia o texto a seguir, para responder à questão.


“Um homem na estrada recomeça sua vida

Sua finalidade, a sua liberdade

Que foi perdida, subtraída

E quer provar a si mesmo que realmente mudou

Que se recuperou e quer viver em paz

Não olhar para trás

Dizer ao crime: nunca mais!

Pois sua infância não foi um mar de rosas, não

Na FEBEM, lembranças dolorosas, então

Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim

Muitos morreram sim, sonhando alto assim

Me digam quem é feliz

Quem não se desespera

Vendo nascer seu filho no berço da miséria?

Um lugar onde só tinham como atração

O bar, e o candomblé pra se tomar a bênção

Esse é o palco da história que por mim será contada

Um homem na estrada [...]


(Um homem na estrada, Racionais MC’S, 1993)

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo correto para o termo “quizila”.
Alternativas
Q4206831 Português

Como é o trabalho de encontrar dinossauros?


Por Redação National Geographic Brasil



  (Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/11/como-e-o-trabalho-de-encontrar-

dinossauros-um-paleontologo-revela-os-passos-de-uma-descoberta-pre-historica – texto adaptado

especialmente para esta prova). 

No trecho retirado do texto “Estamos falando de ambientes hostis, com muitas plantas espinhosas, escassez total de água, seca, vento e sol”, o vocábulo “hostis” pode ser substituído, sem prejuízo ao sentido do texto e à correção gramatical, por:
Alternativas
Q4206755 Português

Imagem associada para resolução da questão

BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em

<https://www.instagram.com/p/DYAGxK7CW8U/>.


Em relação à expressão “não posso reclamar", na tirinha acima, é correto afirmar que, no último quadrinho, ela assume o mesmo sentido que:

Alternativas
Q4206748 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Gaiolas e passarinhos

 

Leio uma crônica publicada há algum tempo em um grande jornal catarinense e um trecho me saltou aos olhos: "Que pena que as gaiolas estão estragadas, podias ter passarinhos só para ti." Alguém disse isso porque o cronista tirou as portas das gaiolas para que os passarinhos viessem comer quando quisessem, sem prendê-los.

Infelizmente, ainda há muitos "seres humanos" que pensam como quem proferiu a frase que transcrevi, da crônica do Amílcar. Chamou-me a atenção o tema, porque ainda esta semana, ao pintar o muro da casa da minha cunhada, cuidei para não incomodar o morador de uma casinha de passarinho pendurada perto do portão. Não vi se havia ovos, mas acho que havia, pois a passarinha aparecia de vez em quando e ela e outro passarinho cantavam maviosamente, a todos os pulmões. Poderia haver ovos ou, quem sabe, filhotes.

Para que prender os passarinhos, se eles vêm cantar para a gente, graciosamente, se respeitarmos o seu direito de voarem, livres? Na minha casa, eles vêm cantar no telhado, no jardim, nas calhas, na porta da cozinha. Até entram, às vezes, se não houver ninguém à vista, para pegar os restos da comida da Xuxu, nossa pinscher de dezenove anos, que está cega e surda e acaba espalhando a comida para fora do prato.

De manhã, é uma cantoria só. Moramos na cidade, mas às vezes dá a impressão de que a gente está no sítio. Como ter coragem de prender passarinhos assim?

Bem a propósito, estava, hoje, na casa de minha tia, no Estreito, e meu primo apareceu lá, também, com seu filho. E ele trazia o que, com ele? Uma gaiola com um curió, que ele leva a todos os lugares aonde vai. E o passarinho cantava, como cantava. Maviosamente, maravilhosamente. Eu não falei nada, mas me lembrei das gaiolas "estragadas" do Amílcar, e uma tristeza imensa invadiu-me.

Será que há quem pense que os pássaros cantam por estarem felizes, dentro de uma gaiola? Que terá feito aquela pequena e bela criatura para merecer a prisão? Sei que o primo não faz por mal, ele é um bom menino, a intenção deve ser proteger o pássaro, até. Mas não se pode tirar a liberdade de um ser vivo, assim, sem mais nem menos. O ser humano é complicado. Por que tolher a liberdade de passarinhos inocentes? Apenas porque cantam magistralmente?

 

SILVA, Cristiano. Gaiolas e passarinhos. O Estado. Disponível em <https://oestadoce.com.br/opiniao/gaiolas-e-passarinhos/>.

"E o passarinho cantava, como cantava.

Maviosamente, maravilhosamente."


A palavra destacada no trecho acima remete a um modo de cantar:

Alternativas
Q4206019 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.


Proporção de crianças com celular cai; privacidade e segurança são os motivos mais citados


   A preocupação com a privacidade e a segurança se consolidou como principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o modulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado no dia 02 de julho de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

   No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que tinham o aparelho caiu pela primeira vez, desde que a pesquisa começou a ser feita em 2016. O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com 2024. A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais alegado foi a preocupação com a privacidade e a segurança, indicada por 32% dos responsáveis, 7,8 pontos percentuais a mais do que em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022. Naquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.

   O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca ainda que o grupo de 10 a 13 anos foi o único que registrou queda na posse de celular em 2025. Nas outras faixas etárias, o crescimento se manteve, fazendo com que esse uso alcançasse 89,8% da população em geral.

   "A gente tem visto cada vez mais uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve também em 2025 uma restrição ao uso de celulares nas escolas", avalia Fontes.

  Outro dado da pesquisa que fortalece essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado, de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que se mantêm desconectadas, o principal motivo alegado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.

   Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda, mas a pesquisa também identificou uma estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população geral, o uso da internet subiu de 89,2%o para 90,5%.


Fonte: https://agenciabrasrl.ebc.com br/direitos-humanos/noticia/2026- 07 /proporcao-de-criancas-com-celular-cai-seguranca-e-motivo-mais - citado (adaptado).
No trecho O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem que ocorra alteração do sentido original do texto, por: 
Alternativas
Q4205611 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dormir mal está ligado ao aumento do risco de câncer em pessoas com menos de 50 anos

-

Dois grandes estudos sugerem que a má qualidade do sono pode estar alimentando o aumento global de diagnósticos de câncer em pessoas com menos de 50 anos, de acordo com informações do The Guardian. Pesquisadores descobriram que pessoas com padrões de sono ruins tinham maior probabilidade de desenvolver câncer de intestino, mama, útero ou ovário em estágios iniciais.


Em alguns casos, pessoas com menos de 50 anos diagnosticadas com insônia apresentaram três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer em cinco anos.


"Essas descobertas sugerem que a perturbação do sono pode representar um fator de risco clinicamente relevante e potencialmente modificável na estratificação de risco de câncer em estágios iniciais, justificando investigações adicionais", afirmaram os pesquisadores, durante apresentação do trabalho no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago.


O número de jovens diagnosticados com a doença aumentou quase 80% em três décadas. Os casos mundiais de câncer de início precoce aumentaram de 1,82 milhão em 1990 para 3,26 milhões em 2019, enquanto as mortes por câncer entre pessoas na faixa dos 40, 30 anos ou menos aumentaram 27%. Por isso, identificar as causas do aumento das taxas de câncer entre adultos jovens tornou-se uma prioridade global de saúde.


Os estudos, liderados por pesquisadores do Jefferson Health New Jersey, em Stratford, Nova Jersey, e do Ochsner MD Anderson Cancer Center, em Nova Orleans, Louisiana, analisaram dados de saúde de mais de 18 milhões de adultos nos EUA com idades entre 18 e 50 anos. Os resultados mostraram que adultos com distúrbios de sono, especialmente insônia, tinham uma maior probabilidade de desenvolver câncer antes dos 50 anos.


A associação foi ainda mais morte para mulheres. Mulheres com insônia tinham cerca de três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de mama, o dobro do risco de câncer de útero, além de um aumento notável no risco de câncer de ovário.


A ciência ainda está tentando entender de que forma a falta de sono pode afetar o risco de câncer, mas uma das hipóteses é que durante o sono, o corpo repara o DNA, regula os hormônios, acalma a inflamação e permite que o sistema imunológico combata as anormalidades. Quando não há sono de qualidade, essas funções ficam prejudicadas.
No contexto da frase "sono pode estar alimentando o aumento global", o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração do sentido original, por:
Alternativas
Q4205399 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Pipas esquecidas


    Faço todos os dias o mesmo percurso, mas nunca tinha olhado para a copa daquela árvore, hoje nua por causa da poda de inverno; talvez por isso pouco atraente para mim... Vinha caminhando, sentindo o vento refrescar meu corpo úmido de suor, quando um barulho diferente me fez diminuir a marcha. Olhei em volta, procurando descobrir a sua procedência, pois naquela hora da tarde destacava-se entre os murmúrios da rua, que se preparava preguiçosamente para o jantar. Tentei identificar o som, pois não me era estranho.


    Então percebi que ele vinha do alto, de algum lugar bem em cima de mim. Parei e ergui o olhar. Ali estava: a pipa colorida, novinha, enroscada entre os galhos pelados da árvore e os fios de alta tensão. Sua rabiola de franjas debatia-se furiosamente sob o impulso do vento enquanto a pipa parecia tremer, em desespero, produzindo aquele som que chamara a minha atenção.


    Fiquei um momento a contemplá-la.

  Um pedaço de linha ainda pendia dela, enroscada na árvore... E de pronto aquela sensação de tristeza foi tomando conta de mim. Aquela pipa deveria estar no céu, dançando e fazendo piruetas, desafiando o vento para subir mais e mais alto, fazendo a alegria de alguma criança! E, no entanto, alguma fatalidade tinha-a derrubado, condenando-a a morrer ali, presa entre os galhos e os fios... Mesmo assim, ainda se debatia, em vão, e reagia às rajadas de vento como se não acreditasse que estava presa... Meu coração encolheu-se, angustiado, ao ver este quadro, pois de repente me pareceu a representação dos nossos sonhos, às vezes arrastados por maus ventos e jogados ao chão, no meio dos galhos das árvores, dos fios elétricos, detidos em sua ascensão, chorados, mas finalmente esquecidos à intempérie até perderem as cores, até o papel rasgar e se desfazer, restando tão só o esqueleto das varetas... Pois sempre fica esta triste armação resistindo, como que dizendo que ainda serve, que se alguém a resgatar e colar nela um novo papel e uma nova rabiola ainda será capaz de elevar-se e desafiar o vento, de arrancar o sorriso de uma criança... (...)


ALDUNATE, Paz. Pipas esquecidas. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronicas---pipas-esquecidas-619121.html>.

"Olhei em volta, procurando descobrir a sua procedência, pois naquela hora da tarde destacava-se entre os murmúrios da rua"
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q4205033 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dois dedos de prosa sobre café


    Os descafeinados que me perdoem, mas o café é minha bebida fundamental. Depois da água, é claro, sem a qual não seria possível prepará-lo. Café é amor em forma líquida e eu posso provar - além de prová-lo.


    Se é pra falar de amor, eu falarei do café na minha família. Afirmo sem exagero que, desde que nasci, o café foi presente na minha vida. Faz parte das minhas primeiras lembranças na casa da minha avó. E, até hoje, quando volto lá, pego a caneca de louça que era do meu avô (branca, com um padrão de florezinhas em preto perto da base) e me sirvo na garrafa térmica, que está sempre abastecida. Café preto, simples, com açúcar. Porque o café é democrático: da casa mais humilde à mansão mais luxuosa, a oferta de um café é uma declaração de boas-vindas. Praticamente uma regra da boa educação do brasileiro. De mercadinho de bairro a escritório de alto padrão, é básico ter sempre disponível uma água e um cafezinho.


    Também é um dos poucos ingredientes beneficiados com a gourmetização, que abriu para os cafeinólatras um novo universo de sabores intensos, doces, ácidos, com notas aromáticas de chocolate, de frutas, de especiarias. E, do café passado no coador à prensa francesa, os métodos são inúmeros. Café também é cultura, preparado de formas particulares em tradições diferentes, com os mesmos objetivos: servir uma bebida que une as pessoas, reger uma conversa, aquecer corpo e alma, e agradar o paladar.


    Seu simples preparo é um ritual que desperta os sentidos: o cheiro potente que vem da embalagem ao ser aberta; a textura das beiradinhas do filtro de papel ao serem dobradas com as pontas dos dedos; o deslumbre da espuma que se forma na água em contato com o pó; o som do líquido escorrendo no coador, ou aquele estalo da cápsula ao ser rompida pela máquina de espresso... e depois o aroma de café preparado na hora, que envolve o ambiente; a cor escura e brilhante na xícara; o calor do recipiente entre as mãos. E o principal: o sabor, que pode ser forte e amargo; suave e doce; mas que é sempre um alento e um toque de despertar. (...)


CARREIRO, Rose. Dois dedos de prosa sobre café. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2019/09/10/dois-dedos-de-prosa-sobre-cafe/>.

"(...) mas que é sempre um alento e um toque de despertar."


A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q4204620 Português

TEXTO I

 


O Lixo


Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.


— Bom dia.


— Bom dia.


— A senhora é do 610?


— E o senhor do 612.


— É.


— Eu ainda não o conhecia pessoalmente...


— Pois é.


— Estava revendo a sua vida no seu lixo.


— Como?


— O seu lixo. O conteúdo do seu pacote.


— Ah...


— O senhor fuma?


— Um pouco.


— Três maços por dia.


— Como é que a senhora sabe?


— Pelas embalagens.


— Ah.


— E é vegetariano.


— Sei... A senhora também examina as cascas de legumes?


— Examino não. É bem a palavra. Elas saltam aos olhos. O senhor não come carne. O senhor não gosta de frango, nem de peixe. Só de cenoura, chuchu e abóbora.


— É que eu estou num regime.


— Sei. E toma muito vinho.


— É para o coração. Me disseram que uma taça de vinho tinto...


— Duas garrafas de "Gato Negro" por dia?


— Bem...


— E o senhor gosta de ler.


— Como é que a senhora sabe?


— Pelas revistas de informática.


— Ah.


— E o senhor está com um problema de pele.


— Isso a senhora não pode saber. Não joguei nada fora que...


— O senhor comprou um creme para dermatite. A bisnaga está vazia.


— É verdade.


— E o senhor é muito sozinho.


— Por que a senhora diz isso?


— Pelos catálogos de pedidos pelo telefone. O senhor pede tudo em casa. E pelas quentinhas. O senhor não cozinha.


— É...


— O senhor não mora com ninguém. No seu lixo só tem material de uma pessoa.


— É verdade. Mas e o seu lixo?


— O meu?


— A senhora é casada, tem dois filhos, um deles ainda usa fraldas, o outro gosta de iogurte de morango, o seu marido fuma charutos, a senhora usa hidratante caro, joga fora muitas flores...


— Como é que o senhor sabe tudo isso?


— No seu lixo tem fraldas, copos de iogurte, pontas de charuto, potes vazios de creme francês e muitas flores murchas.


— Impressionado...


— O quê?


— Eu sempre achei que o lixo fosse a coisa mais particular de uma pessoa. Mas o lixo é público.


— Pois é. Os dois ficaram em silêncio por um tempo.


— O senhor quer jantar comigo hoje à noite?


— O quê?


— É que hoje eu não vou produzir lixo. Vou comer fora. E se o senhor quiser me acompanhar...


— Aceito.


— Ótimo. Só uma coisa.


— O quê?


— No meu lixo você não viu nenhuma embalagem de veneno, viu?

(Luiz Fernando Verissimo)

 Em “E é vegetariano.” A palavra destacada poderá ser substituída sem alterar o sentido por
Alternativas
Q4204506 Português

TEXTO II


Das Utopias



Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo de pasmo.

Quaisquer que sejam elas: um amor, uma glória, um objetivo...

Quaisquer que sejam...

O importante é o caminhar, não o destino.

Pois, se as coisas são inatingíveis,

É preciso não esquecer que as coisas inatingíveis

São as únicas que não nos cansam.

Mário Quintana

No verso "Não é motivo de pasmo", a palavra em destaque poderia ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, por
Alternativas
Q4203987 Português
No trecho, retirado do texto, “O dado evidencia as dificuldades de acesso contínuo aos serviços de saúde enfrentadas por essa categoria profissional” a expressão “acesso contínuo” refere-se a(à): 
Alternativas
Q4203521 Português
Eu completava 11 anos esquecida bem no meio de janeiro – o que quer dizer que talvez eu faça doze anos enquanto escrevo esse livro [01] –, ajudando minha mãe na loja de velhos. Gosto de chamar de Loja de Velhos porque parece que vendemos velhos.

Com o tempo, comecei a acreditar que isso é verdade, porque os velhinhos precisam de uma porção de coisas que já fazem parte do nosso corpo, e parece que, peça por peça, estamos vendendo velhinhos inteiros. As pessoas vão lá e pedem coisas que eu nem imaginava que alguém poderia precisar, e eu vou procurar lá em cima, em caixas com etiquetas mais ou menos em ordem alfabética. Às vezes volto para confirmar, peço para soletrarem, e acontece de simplesmente não ter, e minha mãe fica com um pouco de raiva do cliente, como se fosse culpa dele que um parente precisasse de uma coisa tão absurda. Meu aniversário caiu na terceira segunda-feira do ano. Eu li na internet que esse é o dia mais triste do ano. Todos sérios nas ruas lamentando o calor, a semana, o ano que começa, já sem qualquer esperança de Natal, ou promessa de ano-novo, e ainda longe do carnaval.

Minha mãe passou o dia sentada na frente do ventilador, abrindo e fechando um livro que eu emprestei e ela adiava desde o ano anterior, e mexendo num cacho do cabelo da frente que ela gosta de enfiar por dentro do brinco gigante de argola. Quase nenhum cliente veio, e os poucos que apareceram buscaram coisas que não tínhamos, ou não gostaram da minha explicação sobre o andador dobrável – nosso funcionário sempre tira férias em janeiro, já que eu posso ficar pra ajudar.

CARRARA, Mariana Salomão. Se deus me chamar não vou. 2ª ed. São Paulo: Editora Nós, 2024
A forma verbal “adiava”, no trecho “ela adiava desde o ano anterior”, poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q4202996 Português
Considerando o sentido da palavra destacada no texto, assinale a alternativa que apresenta um sinônimo dela:
“Ana ficou muito feliz ao receber a notícia de que havia sido aprovada no concurso. Ela comemorou com a família e agradeceu o apoio que recebeu durante os estudos.”
Alternativas
Q4202691 Português

Texto CG1A1

Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.

O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual.

De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.

Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.

Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões.

 

William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:

Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

No trecho “Como nos lembramos do que as coisas ‘deveriam’ custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor” (segundo parágrafo do texto CG1A1), ao isolar o termo ‘deveriam’ entre aspas, o autor visa 
Alternativas
Q4202689 Português

Texto CG1A1

Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.

O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual.

De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.

Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.

Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões.

 

William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:

Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

No texto CG1A1, o valor semântico do vocábulo como é
Alternativas
Q4202431 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A evolução é fato


    O conceito de evolução, conforme apresentado pela pesquisa e evidência científica, descreve o processo pelo qual a vida na Terra mudou e se diversificou ao longo de bilhões de anos. (...)

Esse conceito de evolução surgiu das ideias inovadoras de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, que introduziram a teoria da seleção natural, a qual explica como as espécies se adaptam e evoluem. A teoria é fortemente apoiada por diversas áreas da ciência, como paleontologia, ecologia, genética, biologia do desenvolvimento, biologia molecular, entre outras. As evidências vêm de várias frentes: desde o registro fóssil, que mostra a progressão das formas de vida ao longo do tempo, até o DNA, cujos sequenciamentos genéticos revelam semelhanças impressionantes entre seres distintos, sublinhando uma ancestralidade comum. Por exemplo, a comparação do DNA humano com o dos chimpanzés mostra uma semelhança de quase 98,8%, indicando um ancestral comum relativamente recente. Além disso, a teoria é ilustrada pela distribuição geográfica das espécies e por processos como radiação adaptativa e convergência adaptativa, que ocorrem quando um grupo ancestral coloniza diferentes ambientes e pode originar outras espécies. A embriologia comparativa e a biologia do desenvolvimento também mostram como pequenas variações genéticas durante as fases iniciais do desenvolvimento podem resultar em grandes diferenças na forma e função dos adultos.

    A seleção natural é fundamental para explicar a diversidade de vida no planeta e é considerada uma das teorias mais robustas da ciência. Ela busca entender não somente a variedade da vida na Terra, mas também os processos vitais que sustentam todas as formas vivas. A evolução é mais do que uma teoria sobre a origem das espécies; é o alicerce para compreendermos a biologia, influenciando desde a ecologia e a genética até a medicina e a saúde pública. (...)


NADER, Helena B. A evolução é fato. Disponível em
<https://abc.org.br/wpcontent/uploads/2024/12/ABC_Evolucao_redux.pdf>.
"A seleção natural é fundamental para explicar a diversidade de vida no planeta e é considerada uma das teorias mais robustas da ciência."

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de: 
Alternativas
Q4202377 Português
Sobre o emprego das palavras e das expressões no contexto do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4202257 Português

  Pesquisa avança na identificação de novos alvos terapêuticos para tratar câncer de mama agressivo


Por Agência Bori


(Disponível em: https://abori.com.br/saude/rnas-alvo-cancer-mama-triplo-negativo/ – texto adaptado

especialmente para esta prova).  

Sobre o emprego das palavras e das expressões no contexto do texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A expressão “alvos terapêuticos” (l. 04) diz respeito a estruturas ou moléculas celulares sobre as quais um tratamento pode atuar para combater uma doença.
( ) A palavra “modulados”, no trecho “RNAs que podem ser modulados para suprimir o crescimento tumoral”, poderia ser substituída por “regulados” ou “controlados” sem prejuízo significativo do sentido.
( ) A palavra “sistêmicas”, no trecho “o tratamento padrão costuma envolver terapias sistêmicas”, expressa a ideia oposta de “que atuam em todo o organismo”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4202176 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Tênis x frescobol


    Depois de muito meditar sobre o assunto, concluí que os casamentos são de dois tipos: há casamentos do tipo tênis e do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de vida longa.

    Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade de casamento, cada um deveria fazer a seguinte pergunta: crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?" Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar. (...)

    O tênis é um jogo feroz. Seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva que indica seu objetivo sádico, que é cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar, porque o adversário foi colocado fora do jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza do outro.

    O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la e não há ninguém derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é que ninguém erre. (...)

    O sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois sabe-se que, se é sonho é coisa delicada, do coração. Assim cresce o amor. Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...


ALVES, Rubem. Tênis x frescobol. Abrangente. Disponível em .<https://abrangente.psc.br/tenis-xfrescobol-rubem-alves/>.
"Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q4201072 Português

1.300 graus à sombra dos telheiros retos 1

2.000 cavalos invisíveis pensando

40.000 toneladas de níquel amarelo

Para sair do nível das águas esponjosas

E uma estrada de ferro nascendo do solo

Os fornos entroncados

Dão o gusa e a escória

A refinação planta barras

E lá embaixo os operários

Forjam as primeiras lascas de aço.



Anuário de Literatura, ISSNe: 2175‑7917, vol. 15, n. 1, 2010 (com adaptações).

A respeito da estrutura e dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

No verso “Forjam as primeiras lascas de aço.”, a locução adjetiva “de aço” pode ser substituída por ferruginosa, mantendo‑se o sentido original do poema, bem como a sua correção gramatical.
Alternativas
Respostas
161: B
162: D
163: E
164: D
165: C
166: C
167: E
168: A
169: C
170: C
171: A
172: A
173: B
174: C
175: A
176: E
177: C
178: C
179: C
180: E