Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q4345103 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
“A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.”

Nesse trecho, a expressão “cortina de fumaça” está associada à ideia de: 
Alternativas
Q4344739 Português
Q1_10.png (825×627)

CARDOSO, Juraciara Vieira. A vida útil. Estado de Minas. 20/07/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2026/07/7463360-a-vida-util.html. Acesso em 12 set. 2026.
Assinale a alternativa cuja palavra apresenta o mesmo sentido da destacada em "O meu excesso era o mesmo do garçom" (linhas 20-21).
Alternativas
Q4344738 Português
Q1_10.png (825×627)

CARDOSO, Juraciara Vieira. A vida útil. Estado de Minas. 20/07/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2026/07/7463360-a-vida-util.html. Acesso em 12 set. 2026.
No trecho "e a voz solícita demais ao anotar o pedido" (linha 15), o termo destacado poderia ser substituído sem prejuízo do sentido por:
Alternativas
Q4341837 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
A expressão "um prazer desavergonhado", usada para caracterizar a forma como Tamara enfrenta os riscos da expedição, produz sentido que ultrapassa a descrição objetiva. No contexto, essa expressão sugere que a navegadora:
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Q4340911 Português
Leia o texto a seguir:


Faça você mesmo - com IA

Na Listone, de processamento de madeira, a tecnologia ajuda até a criar produtos para o cliente montar em casa


    A madeira ainda passa longe da inteligência artificial no imaginário de muita gente. Na Listone, empresa de São Paulo que processa madeira nobre para pisos e painéis, a tecnologia já entrou no dia a dia. Ela ajuda a pesquisar mercados, traduzir catálogos, analisar concorrentes, organizar planilhas e apoiar a gestão financeira. Também virou ferramenta para testar novos produtos.

     Fundada em 2011 por Rogerio Oezau, a Listone nasceu para atuar na etapa de produção da madeira. A empresa trabalha com painéis e pisos feitos de madeira engenheirada, uma técnica que cruza camadas do material em sentidos diferentes para reduzir problemas como empenamento e dilatação. Hoje, a empresa tem nove funcionários e atende cerca de 20 clientes de grande porte, principalmente indústrias.

     A gestão diária está nas mãos de Vivian Ortiz, sócia do fundador, com quem também é casada. Ela entrou de vez no negócio em 2019, depois de anos ajudando a empresa enquanto mantinha um emprego formal. “A gente não tinha dinheiro para investir no começo, então eu não podia deixar de ser CLT”, diz. “Sempre acreditei no negócio, mesmo sem saber nada sobre madeira.” Em 2025, a Listone faturou cerca de 5 milhões de reais. Para 2026, projeta expansão entre 2,4% e 5% e quer entrar em mercados internacionais.

     A inteligência artificial também foi usada na criação da Encaixe Urbano, marca voltada para o consumidor final, com prateleiras e suportes no modelo “faça você mesmo”. “O logotipo, o conceito e o posicionamento foram desenvolvidos com apoio da inteligência artificial,” diz Ortiz.


BRANCO, L; ARBEX, J. Primeiro Lugar. Revista Exame, São Paulo, 2026.
No primeiro período do texto, a expressão “passa longe” afasta-se de sua acepção denotativa de deslocamento espacial para ser empregada em sentido figurado. Na articulação das ideias do parágrafo, esse recurso semântico projeta uma noção de distanciamento físico no plano das abstrações com o objetivo de ilustrar a:
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Q4340346 Português
Com barreira do mercado chinês, exportação de carne bovina cai 22% em agosto
Depois de atingir o limite estipulado pela China, Brasil registra queda nas exportações de carne bovina

    O Brasil começa a sentir os efeitos da barreira comercial imposta pela China. Em agosto, as exportações totais de carne bovina brasileira somaram 233 toneladas. O volume é 22% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025. Em reais, houve queda de 15% na mesma comparação. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
    Para proteger os seus produtores locais que se sentem pressionados pelos preços do Brasil, a China criou no ano passado um limite de exportação da carne bovina brasileira. Até 1,1 milhão de tonelada, a alíquota é de 12%. Depois, há uma sobretaxa de 55%.
    O Brasil já atingiu a cota e para os pecuaristas brasileiros não vale a pena enviar com taxa extra. Em agosto, a China recebeu 19 mil toneladas de carne bovina brasileira, uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em receita, foram US$ 100 milhões – recuo de 88,6%.
     “Esse movimento já era esperado pelo setor. Houve uma antecipação importante dos embarques para a China no primeiro semestre e, com o esgotamento da cota, o fluxo naturalmente diminuiu. O desafio agora é continuar ampliando a presença brasileira em outros mercados”, afirma o presidente da ABIEC, Roberto Perosa.
    A China é o maior comprador de carne bovina do Brasil. Para amenizar a redução, pecuaristas buscam novos destinos ou reforço nos que já existem. É o caso dos Estados Unidos, cuja exportação registrou alta de 276% em relação a agosto de 2025.

Fonte: RIBAS, Raphaela. Revista Oeste. Com barreira do mercado chinês, exportação de carne bovina cai 22% em agosto. https://revistaoeste.com/economia/brasil-registra-quedanas-exportacoes-de-carne-bovina/ (adaptado). 
Leia os períodos abaixo antes de responder ao que se pede.
I. “Para proteger os seus produtores locais que se sentem pressionados pelos preços do Brasil, a China criou no ano passado um limite de exportação da carne bovina brasileira.” (2º par.)
II. “Em agosto, a China recebeu 19 mil toneladas de carne bovina brasileira, uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.” (3º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos de mesma natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
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Q4340296 Português

Leia o texto a seguir.



Energia solar: cobrança de ICMS na conta de luz pode ser contestada?



    "Instalei painéis solares em minha residência e percebi que a conta de luz continua cobrando ICMS sobre parte da energia que eu mesmo produzo, envio para a rede elétrica e depois utilizo como crédito. Essa cobrança é permitida? Posso pedir que ela seja suspensa e recuperar os valores já pagos?"

    Segundo o advogado Rodrigo Martins, a cobrança deve ser analisada com cuidado. “A energia excedente produzida pelo consumidor e injetada na rede para posterior compensação não é vendida à distribuidora: a lei trata a operação como uma espécie de empréstimo gratuito”, explica.

    Por isso, Rodrigo destaca que há decisões judiciais, em especial do Tribunal de Justiça do Rio, reconhecendo que não incide ICMS sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição vinculada à energia gerada para consumo próprio e compensada, pois não existe venda nem transferência de propriedade. A situação é diferente do ICMS sobre a energia efetivamente fornecida pela concessionária, hipótese em que a tarifa de uso integra a base de cálculo da cobrança.

    Na esfera administrativa, o Estado mantém entendimento favorável à cobrança sobre o uso da rede, razão pela qual pode ser necessário recorrer à Justiça. Antes, é indispensável conferir a fatura e separar a energia compensada do custo de disponibilidade, energia reativa, demanda e encargos de conexão. Confirmada a tributação sobre energia própria compensada, o consumidor pode pedir a interrupção das cobranças e a devolução do que pagou indevidamente nos últimos cinco anos, apresentando as contas e os comprovantes.



Fonte: https://odia.ig.com.br/colunas/reclamar-adianta/2026/09/7297040-energia-solarcobranca-de-icms-na-conta-de-luz-pode-ser-contestada.html. Acesso em 01/09/2026. Excerto. Adaptado. 

“Segundo o advogado Rodrigo Martins, a cobrança deve ser analisada com cuidado” (2º parágrafo). No trecho, a palavra em destaque poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por:
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Q4340088 Português

Leia o texto a seguir:



A chave do sótão



    Naquela manhã de sábado, Miguel acordou antes do amanhecer e percebeu um ruído estranho vindo do sótão. A casa ainda estava silenciosa, e até o velho relógio da sala parecia marcar as horas mais devagar. Curioso, ele calçou os chinelos e subiu a escada com uma lanterna na mão.

    Ao chegar lá em cima, encontrou sua irmã Helena ajoelhada diante de um baú antigo. Ela segurava uma pequena chave enferrujada e tentava, sem sucesso, abrir a fechadura. Miguel aproximou-se em silêncio, enquanto a chuva começava a bater nas telhas. Depois de alguns instantes, perguntou-lhe o que fazia ali tão cedo.

    Helena explicou que, na noite anterior, havia encontrado a chave escondida entre as páginas de um livro pertencente ao avô. Os dois imaginaram que ela pudesse abrir o baú, guardado no sótão desde que se mudaram para aquela casa. Quando finalmente conseguiram girar a chave, ouviram um estalo seco e trocaram um olhar de surpresa.

    Dentro do baú, porém, não havia joias nem objetos valiosos. Havia apenas fotografias antigas, cartas amareladas e um pequeno caderno. Miguel abriu o caderno e reconheceu a letra do avô, que havia morrido muitos anos antes. Na primeira página, encontrou uma frase curta: “Para que vocês nunca esqueçam de onde vieram”.



Fonte: Texto criado para fins didáticos, em 30/08/2026. 

No 1º parágrafo do texto, a expressão “o velho relógio da sala parecia marcar as horas mais devagar” contribui para: 
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Q4339707 Português
O tormento da Inteligência Artificial

(Michel Alcoforado)


    Acompanho o avanço da inteligência artificial com um misto de fascínio e apreensão. Não é a primeira vez que as máquinas nos colocam contra a parede. O que será que será?
    Desde a invenção da máquina a vapor, lá no século XVIII, convivemos com o medo de sermos substituídos por aquilo que nós mesmos criamos. Primeiro vieram as engrenagens que dispensaram braços do campo. Depois, as máquinas chegaram às fábricas e milhões de trabalhadores braçais, para sobreviver, precisaram encostar o umbigo no balcão do setor de serviços. Agora, depois do campo, das fábricas e dos escritórios, para onde vamos? Ninguém sabe.
    Desta vez, a falta de rumo é democrática. Com força, atormenta gente com ou sem diploma. Profissões construídas sobre anos de estudo, diplomas caros e crença de que pensar era um território exclusivamente humano vão desaparecer. Um passeio rápido por qualquer plataforma de inteligência artificial gratuita choca pela velocidade com que as traquitanas escrevem relatórios, traduzem idiomas, sugerem estratégias ou resolvem problemas que antes exigiriam horas de concentração. Pensar virou commodity e já não garante um lugar na fila do pão.
    Um relatório recente do Fórum Econômico Mundial indica que uma parcela relevante dos trabalhadores qualificados verá parte de suas tarefas ser absorvida por sistemas automatizados. [...]
      Tal movimento inaugura uma nova condição: a de vigilância permanente sobre a própria relevância. Entramos em uma espécie de jogo de gato e rato, no qual cada profissional precisa avaliar continuamente o que ainda é insubstituível em si e o que já pode ser replicado por uma máquina. [...]


(Disponível: https://oglobo.globo.com/cultura/michel-alcoforado/coluna/2026/02/otormento-da-inteligencia-artificial.ghtml. Acesso em 04/06/2026) 
No campo econômico, “commodity” refere-se a um bem padronizado, amplamente disponível. Assim, assinale a alternativa que melhor aponta o sentido de: "Pensar virou commodity" (3º§).
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Q4339124 Português
TEXTO I
O sapo e o escorpião

Certo dia, um escorpião viu um sapo à beira de um riacho. Visto que queria cruzar esse curso de água para o lado oposto, chamou este animal verdinho e lhe disse:
- Poderia o amigo ajudar-me a atravessar para o outro lado? Mas o Sapo, desconfiado, reconheceu em quem o interpelava um inimigo mortal e, movido de grande prudência, retrucou-lhe:
- Certeza que não, pois você me fará mal. Nisso, o escorpião respondeu:
- Tal fato é impossível, pois nós dois teríamos um fim trágico. O sapo, convencido pelo outro, acreditou nessa ideia, colocando o Escorpião sobre as suas costas enquanto se movimentava para o lado oposto do ribeiro. Tudo parecia correr bem, até que este segundo ergueu o ferrão e cravou-o nas costas do pobre anfíbio que, agonizando atônito, bradou:
- Por que fizeste tamanha maldade? Nisso, antes do naufrágio, o escorpião lhe respondera:
- Ora, ser traiçoeiro está na minha natureza e isso eu não posso impedir, caro amigo!

Fonte: ESOPO. Fábulas de Esopo. O sapo e o escorpião. Fonte: 82 Fábulas de Esopo em prosa. (adaptado).
Marque a alternativa que apresenta Antônimos, de acordo com a leitura do texto I: 
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Q4339122 Português
TEXTO I
O sapo e o escorpião

Certo dia, um escorpião viu um sapo à beira de um riacho. Visto que queria cruzar esse curso de água para o lado oposto, chamou este animal verdinho e lhe disse:
- Poderia o amigo ajudar-me a atravessar para o outro lado? Mas o Sapo, desconfiado, reconheceu em quem o interpelava um inimigo mortal e, movido de grande prudência, retrucou-lhe:
- Certeza que não, pois você me fará mal. Nisso, o escorpião respondeu:
- Tal fato é impossível, pois nós dois teríamos um fim trágico. O sapo, convencido pelo outro, acreditou nessa ideia, colocando o Escorpião sobre as suas costas enquanto se movimentava para o lado oposto do ribeiro. Tudo parecia correr bem, até que este segundo ergueu o ferrão e cravou-o nas costas do pobre anfíbio que, agonizando atônito, bradou:
- Por que fizeste tamanha maldade? Nisso, antes do naufrágio, o escorpião lhe respondera:
- Ora, ser traiçoeiro está na minha natureza e isso eu não posso impedir, caro amigo!

Fonte: ESOPO. Fábulas de Esopo. O sapo e o escorpião. Fonte: 82 Fábulas de Esopo em prosa. (adaptado).
“Certo dia, um Escorpião viu um Sapo à beira de um riacho.”. Avalie as afirmações abaixo sobre a palavra em destaque, antes de julgar o que se pede.
I. É um substantivo concreto.
II. É uma palavra que se encontra no grau diminutivo.
III. Ela é sinônima de “ribeiro” em “...enquanto se movimentava para o lado oposto do ribeiro.”
IV. Ela representa um local distante de onde ocorrem os fatos com os personagens.
Levando-se em consideração o texto I, pode-se dizer que se encontra correto o que foi dito apenas em: 
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Q4338957 Português

Esclerose múltipla deixa pistas no sangue muito antes dos sintomas


A esclerose múltipla costuma ser diagnosticada apenas quando os sintomas já se tornaram evidentes. No entanto, a ciência está se aproximando de um cenário diferente: identificar sinais da doença anos antes da primeira crise clínica.


A condição neurológica, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, provoca um ataque do próprio sistema imunológico contra a bainha de mielina —estrutura que reveste os neurônios e garante a rápida transmissão dos impulsos nervosos. Quando esse processo começa, o cérebro pode acumular danos por muito tempo antes que surjam sintomas perceptíveis.


É justamente essa fase inicial que pesquisadores tentam desvendar. Um estudo publicado na revista Nature Medicine identificou biomarcadores sanguíneos capazes de sinalizar a presença da esclerose múltipla até sete anos antes dos primeiros sintomas.


A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte americanos acompanhados durante mais de uma década. Todos desenvolveram esclerose A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte-americanos acompanhados durante mais de uma década.


Os pesquisadores identificaram um conjunto de 21 biomarcadores que, avaliados em conjunto, podem ajudar a antecipar o reconhecimento da doença e monitorar sua evolução. Entre eles, a glicoproteína oligodendrócita da mielina (MOG) chamou atenção por surgir até sete anos antes dos sintomas. Sua presença indica os primeiros sinais de dano à mielina, alvo principal da doença.


Pouco depois, ocorre um aumento da proteína IL-3, associada ao recrutamento de células de defesa que passam a atacar estruturas do sistema nervoso central. Em seguida, surge a elevação da cadeia leve de neurofilamento (NfL), marcador que indica lesão direta dos neurônios.


Os achados reforçam uma ideia que os neurologistas observam há anos: a esclerose múltipla começa muito antes do primeiro surto. Enquanto o paciente ainda não apresenta alterações neurológicas evidentes, processos inflamatórios já podem estar em andamento.


Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas convivem durante anos com sintomas aparentemente inespecíficos, como fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações de humor, ansiedade ou irritabilidade, sem imaginar que essas manifestações possam estar relacionadas à doença.


O avanço também pode preencher uma lacuna importante da prática clínica. Hoje, a progressão da esclerose múltipla é monitorada principalmente por sintomas e exames de imagem. O problema é que a ressonância magnética nem sempre consegue mostrar toda a atividade inflamatória que ocorre dentro das lesões cerebrais.


Nesse contexto, biomarcadores sanguíneos poderiam funcionar como uma espécie de termômetro biológico, permitindo identificar inflamações em atividade, avaliar o risco de progressão e verificar se os tratamentos estão controlando adequadamente a doença.


Os especialistas ressaltam, porém, que esses marcadores não devem ser interpretados isoladamente. Algumas dessas proteínas também se alteram em outras doenças neurológicas, o que torna indispensável a associação com avaliação clínica, exames de imagem e outros testes laboratoriais.


A expectativa é que, no futuro, a combinação desses biomarcadores com ferramentas de inteligência artificial permita um acompanhamento mais personalizado. O objetivo seria identificar precocemente pacientes com maior risco de sequelas e iniciar intervenções antes que danos irreversíveis ocorram.


 Extraído de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/06/16/esclerose-multipla-pode-ser-detectada-anos-antes-dos-sintomas.ghtm

No último parágrafo do texto, lê-se: "O objetivo seria identificar precocemente pacientes com maior risco de sequelas..." Assinale a opção que apresenta, respectivamente, um sinônimo contextual para "sequelas" e um antônimo perfeito para "precocemente":
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Q4338617 Português
        Os gastos com viação e obras públicas foram excessivos. Lamento, entretanto, não me haver sido possível gastar mais. Infelizmente a nossa pobreza é grande. E ainda que elevemos a receita ao dobro da importância que ela ordinariamente alcançava, e economizemos com avareza, muito nos falta realizar. Está visto que não me preocupei com todas as obras exigidas. Escolhi as mais urgentes. Fiz reparos nas propriedades do município, remendei as ruas e cuidei especialmente de viação. Possuímos uma teia de aranha de veredas muito pitorescas, que se torcem em curvas caprichosas, sobem montes e descem vales de maneira incrível. O caminho que vai a Quebrangulo, por exemplo, original produto de engenharia tupi, tem lugares que só podem ser transitados por automóvel Ford e por lagartixa. Sempre me pareceu lamentável desperdício consertar semelhante porcaria.

Graciliano Ramos. Relatório do prefeito Graciliano Ramos. Brasília: Conselho Federal de Administração, 2018, p. 14-15 (com adaptações).

Julgue o próximo item, em relação às características textuais e a aspectos linguísticos do texto precedente, bem como às ideias nele veiculadas.


No trecho "tem lugares que só podem ser transitados por automóvel Ford e por lagartixa", a palavra "lagartixa" está empregada em sentido conotativo, como uma referência coloquial a determinado tipo de veículo.

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Q4338603 Português
        A província sofreria as influências que o trem levou para as demais regiões onde apareceu: facilitaria o conhecimento da corte e do mundo, a discussão de temas políticos, sociais, científicos e culturais. A leitura de jornais passaria a ser um hábito obrigatório nas viagens. Maceió aumentará os seus serviços públicos, suas diversões, atraindo a gente do interior, os fazendeiros. Os homens de negócio passarão a viajar com mais frequência às cidades servidas pelos trens e aos locais vizinhos. As revistas ilustradas completarão uma cultura orientada pelas ideias progressistas. Surgirá um tipo de crônica falada pelos passageiros, pelo pessoal dos trens e pela alegria irreverente de alguns elementos jocosos, que levariam para a ponta dos trilhos o sal de suas anedotas.

Douglas Apratto Tenório. Capitalismo e ferrovias no Brasil. Curitiba: HD Livros, 1996, p. 106.

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.


No último período do texto, é expressa a ideia de disseminação das histórias contadas no interior do trem para fora dele, ou seja, "para a ponta dos trilhos".

Alternativas
Q4338597 Português
        A formação do sistema rodoviário brasileiro participou do processo de artificialização desigual do território e criou parcela importante das condições necessárias a uma vida de relações mais complexa e abrangente em atendimento a finalidades precisas do Estado e das grandes empresas. Isso foi possível graças à indissociabilidade entre a circulação, a produção e o consumo e as bases materiais do território. A formação e o aperfeiçoamento do sistema rodoviário brasileiro constituíram uma rede desigual tanto em extensão quanto em densidade e qualidade. Essa rede possibilitou a expansão e a interiorização da ocupação de nosso território e as ligações necessárias para a formação de um mercado unificado. Imprimiu a materialidade de um tempo múltiplo e desigual verificado na disposição dos sistemas de engenharia e na força que o Estado, os homens e as firmas possuem para utilizá-los.

Marcos Xavier. Os sistemas de engenharia e a tecnicização do território. O exemplo da rede rodoviária brasileira. In: Milton Santos e Maria Laura Silveira.
O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro, São Paulo: Editora Record, 2006, p. 340 (com adaptações). 

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente. 


Do emprego recorrente do adjetivo "desigual" (primeiro, terceiro e último períodos) infere-se que a formação do sistema rodoviário brasileiro foi totalmente nociva ao desenvolvimento do Brasil.

Alternativas
Q4338512 Português
Texto para a questão.


Lei Seca chega aos 18, e não pode caducar


   Instituir tolerância zero para a ingestão de álcool por condutores é um dos marcos da segurança viária brasileira. Se antes os motoristas podiam consumir uma quantidade limitada de bebida alcoólica sem serem punidos e, quando flagrados embriagados, não respondiam criminalmente por isso, desde junho de 2008, não há mais benevolência legal para tais condutas. A Lei Seca deu início a um grande processo de mudança de hábitos ao volante. Chega à maioridade com a eficácia reconhecida e o desafio de conter novas e velhas ameaças à paz no trânsito.

   Em 18 anos, foram aplicadas mais de 3,7 milhões de multas no país, com São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador liderando o ranking das cidades que registraram mais infrações: 257 mil, 228 mil, 133 mil, 74 mil e 63 mil, respectivamente. Nacionalmente, a média de multas durante o período é de 23 por hora, considerando os condutores que foram flagrados no bafômetro e os que se recusaram a fazer o teste. E é aí que se evidencia um dos grandes desafios na consolidação da Lei Seca: dois terços das infrações são referentes ao segundo desfecho.

  Ainda que os motoristas que se recusam a serem examinados também respondam por infração gravíssima e estejam sujeitos às mesmas penalidades administrativas, a estratégia adotada pode dificultar um manejo em prol da segurança viária. Os últimos cinco anos com dados fechados sobre a Lei Seca são ilustrativos nesse sentido. Enquanto, de 2021 a 2025, o número de flagrantes caiu 15%, o de negações ao teste do bafômetro subiu 63%. Isso em um cenário de aumento geral das penalizações de quase 40%.

   Inferir que, depois de 18 anos, segue forte uma crença na falta de fiscalização e/ ou um desdém com as graves consequências da combinação álcool e volante não é, dessa forma, um exagero. O próprio relatório sobre a maioridade da Lei Seca alerta para “uma tendência preocupante de aumento nas infrações relacionadas à recusa do teste do bafômetro”, indicando “a implementação de campanhas de conscientização juntamente com a intensificação das fiscalizações”, considerando sobretudo os perfis dos infratores. São punidos principalmente condutores do sexo masculino e habilitados há um tempo relativamente curto ─ de zero a cinco anos.

   Acende-se, assim, um outro alerta: em tempos de flexibilização das regras de obtenção da CNH ─ inclusive para motociclistas ─, se há uma nova geração menos preocupada com a segurança viária, é inadmissível qualquer recuo que comprometa a aprendizagem da legislação de trânsito. Ao contrário: há de identificar as brechas que favorecem iniciantes a cometerem infração gravíssima e, prontamente, corrigi-las.

   Também chama a atenção o fato de estatisticamente as mulheres serem mais resistentes ao bafômetro ─ os homens apresentam 13% menos chance de se recusar a fazer o teste quando provocados pelas autoridades, segundo o relatório. São elas também que vêm registrando um aumento expressivo no consumo abusivo de álcool ─ de 9,2% para 15,7% entre 2006 e 2024. Desconsiderar uma possível conexão entre os dois fenômenos é, no mínimo, temerário.

   Ao longo dos anos, a Lei Seca salvou dezenas de milhares de vidas – cálculos mais modestos estimam em 50 mil. Tem seus efeitos reconhecidos internacionalmente. Mas, como toda a boa política pública, tem que acompanhar os desafios impostos pelas dinâmicas socioeconômicas para não caducar. Não faltam sinais de alerta. Desconsiderá-los é pôr em risco um dos maiores avanços civilizatórios dos tempos recentes.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/06/7446395-lei-seca-chega-aos-18-e-nao-pode-caducar.htm
Considerando as complexas relações de paronímia na língua portuguesa, assinale a única alternativa em que o emprego dos termos destacados atende plenamente à norma-padrão e ao sentido contextual adequado ao universo temático do texto.
Alternativas
Q4338506 Português
Texto para a questão.


Lei Seca chega aos 18, e não pode caducar


   Instituir tolerância zero para a ingestão de álcool por condutores é um dos marcos da segurança viária brasileira. Se antes os motoristas podiam consumir uma quantidade limitada de bebida alcoólica sem serem punidos e, quando flagrados embriagados, não respondiam criminalmente por isso, desde junho de 2008, não há mais benevolência legal para tais condutas. A Lei Seca deu início a um grande processo de mudança de hábitos ao volante. Chega à maioridade com a eficácia reconhecida e o desafio de conter novas e velhas ameaças à paz no trânsito.

   Em 18 anos, foram aplicadas mais de 3,7 milhões de multas no país, com São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador liderando o ranking das cidades que registraram mais infrações: 257 mil, 228 mil, 133 mil, 74 mil e 63 mil, respectivamente. Nacionalmente, a média de multas durante o período é de 23 por hora, considerando os condutores que foram flagrados no bafômetro e os que se recusaram a fazer o teste. E é aí que se evidencia um dos grandes desafios na consolidação da Lei Seca: dois terços das infrações são referentes ao segundo desfecho.

  Ainda que os motoristas que se recusam a serem examinados também respondam por infração gravíssima e estejam sujeitos às mesmas penalidades administrativas, a estratégia adotada pode dificultar um manejo em prol da segurança viária. Os últimos cinco anos com dados fechados sobre a Lei Seca são ilustrativos nesse sentido. Enquanto, de 2021 a 2025, o número de flagrantes caiu 15%, o de negações ao teste do bafômetro subiu 63%. Isso em um cenário de aumento geral das penalizações de quase 40%.

   Inferir que, depois de 18 anos, segue forte uma crença na falta de fiscalização e/ ou um desdém com as graves consequências da combinação álcool e volante não é, dessa forma, um exagero. O próprio relatório sobre a maioridade da Lei Seca alerta para “uma tendência preocupante de aumento nas infrações relacionadas à recusa do teste do bafômetro”, indicando “a implementação de campanhas de conscientização juntamente com a intensificação das fiscalizações”, considerando sobretudo os perfis dos infratores. São punidos principalmente condutores do sexo masculino e habilitados há um tempo relativamente curto ─ de zero a cinco anos.

   Acende-se, assim, um outro alerta: em tempos de flexibilização das regras de obtenção da CNH ─ inclusive para motociclistas ─, se há uma nova geração menos preocupada com a segurança viária, é inadmissível qualquer recuo que comprometa a aprendizagem da legislação de trânsito. Ao contrário: há de identificar as brechas que favorecem iniciantes a cometerem infração gravíssima e, prontamente, corrigi-las.

   Também chama a atenção o fato de estatisticamente as mulheres serem mais resistentes ao bafômetro ─ os homens apresentam 13% menos chance de se recusar a fazer o teste quando provocados pelas autoridades, segundo o relatório. São elas também que vêm registrando um aumento expressivo no consumo abusivo de álcool ─ de 9,2% para 15,7% entre 2006 e 2024. Desconsiderar uma possível conexão entre os dois fenômenos é, no mínimo, temerário.

   Ao longo dos anos, a Lei Seca salvou dezenas de milhares de vidas – cálculos mais modestos estimam em 50 mil. Tem seus efeitos reconhecidos internacionalmente. Mas, como toda a boa política pública, tem que acompanhar os desafios impostos pelas dinâmicas socioeconômicas para não caducar. Não faltam sinais de alerta. Desconsiderá-los é pôr em risco um dos maiores avanços civilizatórios dos tempos recentes.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/06/7446395-lei-seca-chega-aos-18-e-nao-pode-caducar.htm
No trecho “Ao longo dos anos, a Lei Seca salvou dezenas de milhares de vidas - cálculos mais modestos estimam em 50 mil”, retirado do último parágrafo do texto, o vocábulo em destaque confere ao número apresentado o sentido de que ele constitui uma:
Alternativas
Q4338416 Português
 Texto para a questão.


O PAPEL DAS GUARDAS MUNICIPAIS


    A Guarda Municipal ocupa, hoje, posição central no debate sobre a segurança pública brasileira. Por muito tempo, prevaleceu no imaginário popular a ideia de que essas corporações se limitariam à chamada vigilância patrimonial, isto é, ao zelo pelos bens e instalações do município. Essa narrativa, contudo, vem sendo superada à medida que as guardas assumem, de fato, o papel de segurança pública primária nas cidades.

     A Constituição Federal, em seu art. 144, § 8º, já previa que os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. Foi, todavia, com a edição da Lei nº 13.022/2014 – o Estatuto Geral das Guardas Municipais – que as competências dessas instituições ganharam contornos mais precisos. Entre os princípios mínimos de atuação, o estatuto destaca a proteção dos direitos humanos fundamentais, a preservação da vida e o patrulhamento preventivo.

    Estabelece-se, assim, uma analogia esclarecedora: tal como ao município cabe oferecer a saúde básica e a educação básica, previstas, respectivamente, nos artigos 196 e 205 da Carta Magna, também lhe compete a segurança pública básica. O caráter preventivo, e não meramente repressivo, é o que distingue a guarda das demais forças e, gradativamente, legitima sua atuação perante a população.

    Presentes em mais de 1.400 cidades brasileiras, as guardas municipais consolidaram-se como serviço indispensável, sobretudo às comunidades mais carentes. Trata-se, em síntese, de instituição fundamental para a manutenção da ordem e da segurança, reconhecida como base do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).


Texto adaptado.
SOARES, Ramon. O papel das Guardas Municipais. Fonte Segura, São Paulo, ed. 254, 6 nov. 2024. Disponível em: https://fontesegura.forumseguranca.org. br/o-papel-das-guardas-municipais/. Acesso em: 7 jun. 2026.
No trecho “Essa narrativa, contudo, vem sendo superada à medida que as guardas assumem, de fato, o papel de segurança pública primária”, o vocábulo “narrativa” deve ser interpretado, no contexto, como:
Alternativas
Q4337175 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.


A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.


Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."


É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".


Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".


O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.


Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.


Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.


"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.


Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.


Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.


Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.


Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".


Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.


"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.


Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.


Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.


Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.


A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.

"A busca por alternativas 'mais saudáveis' ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca."


Assinale a alternativa CORRETA quanto ao sentido da palavra 'novo' no contexto apresentado. 

Alternativas
Q4337167 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.


A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.


Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."


É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".


Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".


O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.


Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.


Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.


"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.


Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.


Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.


Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.


Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".


Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.


"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.


Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.


Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.


Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.


A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.

"Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas 'combinações' também recomendam evitar o álcool."


Considerando o sentido que a palavra 'benefícios' assume no contexto, assinale a alternativa CORRETA que apresenta um termo que pode substituí-la, sem alteração do sentido essencial do trecho.

Alternativas
Respostas
81: E
82: C
83: C
84: E
85: B
86: B
87: B
88: A
89: E
90: B
91: C
92: A
93: E
94: C
95: E
96: C
97: C
98: C
99: B
100: E