Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Nesse trecho, a expressão “cortina de fumaça” está associada à ideia de:


I. “Para proteger os seus produtores locais que se sentem pressionados pelos preços do Brasil, a China criou no ano passado um limite de exportação da carne bovina brasileira.” (2º par.)
II. “Em agosto, a China recebeu 19 mil toneladas de carne bovina brasileira, uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.” (3º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos de mesma natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
Leia o texto a seguir.
Energia solar: cobrança de ICMS na conta de luz pode ser contestada?
"Instalei painéis solares em minha residência e percebi que a conta de luz continua cobrando ICMS sobre parte da energia que eu mesmo produzo, envio para a rede elétrica e depois utilizo como crédito. Essa cobrança é permitida? Posso pedir que ela seja suspensa e recuperar os valores já pagos?"
Segundo o advogado Rodrigo Martins, a cobrança deve ser analisada com cuidado. “A energia excedente produzida pelo consumidor e injetada na rede para posterior compensação não é vendida à distribuidora: a lei trata a operação como uma espécie de empréstimo gratuito”, explica.
Por isso, Rodrigo destaca que há decisões judiciais, em especial do Tribunal de Justiça do Rio, reconhecendo que não incide ICMS sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição vinculada à energia gerada para consumo próprio e compensada, pois não existe venda nem transferência de propriedade. A situação é diferente do ICMS sobre a energia efetivamente fornecida pela concessionária, hipótese em que a tarifa de uso integra a base de cálculo da cobrança.
Na esfera administrativa, o Estado mantém entendimento favorável à cobrança sobre o uso da rede, razão pela qual pode ser necessário recorrer à Justiça. Antes, é indispensável conferir a fatura e separar a energia compensada do custo de disponibilidade, energia reativa, demanda e encargos de conexão. Confirmada a tributação sobre energia própria compensada, o consumidor pode pedir a interrupção das cobranças e a devolução do que pagou indevidamente nos últimos cinco anos, apresentando as contas e os comprovantes.
Fonte: https://odia.ig.com.br/colunas/reclamar-adianta/2026/09/7297040-energia-solarcobranca-de-icms-na-conta-de-luz-pode-ser-contestada.html. Acesso em 01/09/2026. Excerto. Adaptado.
Leia o texto a seguir:
A chave do sótão
Naquela manhã de sábado, Miguel acordou antes do amanhecer e percebeu um ruído estranho vindo do sótão. A casa ainda estava silenciosa, e até o velho relógio da sala parecia marcar as horas mais devagar. Curioso, ele calçou os chinelos e subiu a escada com uma lanterna na mão.
Ao chegar lá em cima, encontrou sua irmã Helena ajoelhada diante de um baú antigo. Ela segurava uma pequena chave enferrujada e tentava, sem sucesso, abrir a fechadura. Miguel aproximou-se em silêncio, enquanto a chuva começava a bater nas telhas. Depois de alguns instantes, perguntou-lhe o que fazia ali tão cedo.
Helena explicou que, na noite anterior, havia encontrado a chave escondida entre as páginas de um livro pertencente ao avô. Os dois imaginaram que ela pudesse abrir o baú, guardado no sótão desde que se mudaram para aquela casa. Quando finalmente conseguiram girar a chave, ouviram um estalo seco e trocaram um olhar de surpresa.
Dentro do baú, porém, não havia joias nem objetos valiosos. Havia apenas fotografias antigas, cartas amareladas e um pequeno caderno. Miguel abriu o caderno e reconheceu a letra do avô, que havia morrido muitos anos antes. Na primeira página, encontrou uma frase curta: “Para que vocês nunca esqueçam de onde vieram”.
Fonte: Texto criado para fins didáticos, em 30/08/2026.
I. É um substantivo concreto.
II. É uma palavra que se encontra no grau diminutivo.
III. Ela é sinônima de “ribeiro” em “...enquanto se movimentava para o lado oposto do ribeiro.”
IV. Ela representa um local distante de onde ocorrem os fatos com os personagens.
Levando-se em consideração o texto I, pode-se dizer que se encontra correto o que foi dito apenas em:
Esclerose múltipla deixa pistas no sangue muito antes dos sintomas
A esclerose múltipla costuma ser diagnosticada apenas quando os sintomas já se tornaram evidentes. No entanto, a ciência está se aproximando de um cenário diferente: identificar sinais da doença anos antes da primeira crise clínica.
A condição neurológica, que afeta principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, provoca um ataque do próprio sistema imunológico contra a bainha de mielina —estrutura que reveste os neurônios e garante a rápida transmissão dos impulsos nervosos. Quando esse processo começa, o cérebro pode acumular danos por muito tempo antes que surjam sintomas perceptíveis.
É justamente essa fase inicial que pesquisadores tentam desvendar. Um estudo publicado na revista Nature Medicine identificou biomarcadores sanguíneos capazes de sinalizar a presença da esclerose múltipla até sete anos antes dos primeiros sintomas.
A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte americanos acompanhados durante mais de uma década. Todos desenvolveram esclerose A descoberta foi feita após a análise de mais de 5.000 proteínas em amostras de sangue de 134 militares norte-americanos acompanhados durante mais de uma década.
Os pesquisadores identificaram um conjunto de 21 biomarcadores que, avaliados em conjunto, podem ajudar a antecipar o reconhecimento da doença e monitorar sua evolução. Entre eles, a glicoproteína oligodendrócita da mielina (MOG) chamou atenção por surgir até sete anos antes dos sintomas. Sua presença indica os primeiros sinais de dano à mielina, alvo principal da doença.
Pouco depois, ocorre um aumento da proteína IL-3, associada ao recrutamento de células de defesa que passam a atacar estruturas do sistema nervoso central. Em seguida, surge a elevação da cadeia leve de neurofilamento (NfL), marcador que indica lesão direta dos neurônios.
Os achados reforçam uma ideia que os neurologistas observam há anos: a esclerose múltipla começa muito antes do primeiro surto. Enquanto o paciente ainda não apresenta alterações neurológicas evidentes, processos inflamatórios já podem estar em andamento.
Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas convivem durante anos com sintomas aparentemente inespecíficos, como fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações de humor, ansiedade ou irritabilidade, sem imaginar que essas manifestações possam estar relacionadas à doença.
O avanço também pode preencher uma lacuna importante da prática clínica. Hoje, a progressão da esclerose múltipla é monitorada principalmente por sintomas e exames de imagem. O problema é que a ressonância magnética nem sempre consegue mostrar toda a atividade inflamatória que ocorre dentro das lesões cerebrais.
Nesse contexto, biomarcadores sanguíneos poderiam funcionar como uma espécie de termômetro biológico, permitindo identificar inflamações em atividade, avaliar o risco de progressão e verificar se os tratamentos estão controlando adequadamente a doença.
Os especialistas ressaltam, porém, que esses marcadores não devem ser interpretados isoladamente. Algumas dessas proteínas também se alteram em outras doenças neurológicas, o que torna indispensável a associação com avaliação clínica, exames de imagem e outros testes laboratoriais.
A expectativa é que, no futuro, a combinação desses biomarcadores com ferramentas de inteligência artificial permita um acompanhamento mais personalizado. O objetivo seria identificar precocemente pacientes com maior risco de sequelas e iniciar intervenções antes que danos irreversíveis ocorram.
Extraído de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/06/16/esclerose-multipla-pode-ser-detectada-anos-antes-dos-sintomas.ghtm
Julgue o próximo item, em relação às características textuais e a aspectos linguísticos do texto precedente, bem como às ideias nele veiculadas.
No trecho "tem lugares que só podem ser transitados por automóvel Ford e por lagartixa", a palavra "lagartixa" está empregada em sentido conotativo, como uma referência coloquial a determinado tipo de veículo.
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item seguinte.
No último período do texto, é expressa a ideia de disseminação das histórias contadas no interior do trem para fora dele, ou seja, "para a ponta dos trilhos".
Julgue o item subsequente, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
Do emprego recorrente do adjetivo "desigual" (primeiro, terceiro e último períodos) infere-se que a formação do sistema rodoviário brasileiro foi totalmente nociva ao desenvolvimento do Brasil.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.
A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.
Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."
É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".
Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".
O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.
Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.
Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.
"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.
Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.
Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.
Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.
Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".
Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.
"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.
Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.
Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.
Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.
A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.
"A busca por alternativas 'mais saudáveis' ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca."
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao sentido da palavra 'novo' no contexto apresentado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
A geração sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade, e por que isso preocupa.
A busca por alternativas "mais saudáveis" ao consumo de bebidas alcoólicas ajudou a criar um novo mercado para substâncias divulgadas nas redes sociais como drogas sociais sem a ressaca.
Elas são vistas como a "alternativa mais limpa e segura", diz Liam Knowles, pesquisador de dependência química da Universidade de Teesside. "[Os usuários] não se sentem tão mal no dia seguinte e é um medicamento, então as pessoas pensam que é mais seguro."
É difícil saber exatamente quantos jovens estão usando remédios que necessitam prescrição médica e peptídeos não regulamentados para socializar, já que muitos os obtêm sem receita médica. Knowles acredita que "provavelmente há um número considerável de pessoas que estão se tornando viciadas".
Hashtags relacionadas aos medicamentos geram milhares de vídeos em plataformas de mídia social, com usuários sendo incentivados a criar seus próprios coquetéis de medicamentos, conhecidos online como "stacking".
O crescente interesse nessas substâncias surge à medida que os jovens adultos evitam cada vez mais o álcool, o que rendeu à Geração Z o apelido de "geração sóbria". Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas "combinações" também recomendam evitar o álcool.
Uma pesquisa realizada no ano passado pela organização beneficente Drinkaware revelou que 26% dos jovens de 18 a 24 anos no Reino Unido não consumiam álcool, em comparação com 7% em 2012.
Entretanto, a professora Emily Jones, psicóloga do King's College London, acredita que a pandemia da covid pode ter contribuído para o aumento da ansiedade social, particularmente entre os jovens.
"O isolamento social, na prática, ensinou a todos a ter medo da interação social", diz ela.
Para os jovens que desejam experimentar, a pregabalina tornou-se um foco particular.
Um estudo publicado na revista Nature Communications estimou que o consumo global da droga mais do que quadruplicou entre 2008 e 2018.
Entretanto, também houve um aumento acentuado nas mortes relacionadas à pregabalina. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostram que a pregabalina foi mencionada em 2.360 certidões de óbito por envenenamento relacionado a medicamentos na Inglaterra e no País de Gales entre 2020 e 2024, em comparação com 768 entre 2015 e 2019.
Uma dessas mortes foi a de Alex Cottam, um engenheiro de software de 27 anos de Eccles, descrito por sua mãe, Michelle, como "adorável, inteligente e popular".
Ele tinha prescrição de pregabalina para tratar sua ansiedade, mas sua mãe diz que ele "ficou viciado" e começou a aumentar seu estoque comprando a droga em sites ilegais.
"Não consigo parar de pensar todos os dias que a pregabalina matou meu filho", disse ela à BBC em 2024.
Na Inglaterra, a pregabalina foi reclassificada como droga controlada de Classe C em 2019: quem a compra sem receita médica pode ser condenado a dois anos de prisão (embora, na prática, poucas pessoas sejam presas). Ela continua sendo amplamente prescrita para epilepsia, dor neuropática e ansiedade. Os consultores independentes de drogas do governo do Reino Unido também iniciaram uma revisão para examinar o uso indevido.
Na Jordânia, Ucrânia e Índia, pesquisadores também observaram um aumento no abuso de pregabalina.
Na China, o governo intensificou o controle sobre o medicamento no início deste ano, proibindo a maior parte das vendas online e estabelecendo limites para a quantidade que pode ser fabricada em cada província.
A GERAÇÃO sóbria': por que cada vez mais jovens trocam o álcool por remédios de ansiedade — e por que isso preocupa. BBC News Brasil, [S. l.], [2026]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr78gqw7qqo. Acesso em: 22 ago. 2026.
"Os mesmos influenciadores que divulgam os benefícios dessas 'combinações' também recomendam evitar o álcool."
Considerando o sentido que a palavra 'benefícios' assume no contexto, assinale a alternativa CORRETA que apresenta um termo que pode substituí-la, sem alteração do sentido essencial do trecho.