Questões de Concurso Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q246680 Português
O sentido estabelecido pelo conectivo está corretamente indicado em:
Alternativas
Q246624 Português

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



“Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você.”

O conectivo “porque”, no contexto acima, estabelece relação de:
Alternativas
Q246619 Português

TEXTO 1:

                                      O LENDÁRIO PAÍS DO RECALL

                                                                                                         Moacyr Scliar

     “MINHA QUERIDA DONA: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. Sei que você sente muitas saudades, porque eu também sinto saudades de você. Lembro de você me pegando no colo, me chamando de filhinha, me dando papinha... Você era, e é, minha mãezinha querida, e é por isso que estou lhe mandando esta carta, por meio do cara que assina esta coluna e que, sendo escritor, acredita nas coisas da imaginação.

      Posso lhe dizer, querida, que vivi uma tremenda aventura, uma aventura que em vários momentos me deixou apavorada. Porque tive de viajar para o distante país do recall.

      Aposto que você nem sabia da existência desse lugar; eu, pelo menos, não sabia. Para lá fui enviada. Não só eu: bonecas defeituosas, ursinhos idem, eletrodomésticos que não funcionavam e peças de automóvel quebradas. Nós todos ali, na traseira de um gigantesco caminhão que andava, andava sem parar.

      Finalmente chegamos, e ali estávamos, no misterioso e, para mim, assustador país do recall. Um homem nos recebeu e anunciou, muito secamente, que o nosso destino em breve seria traçado: as bonecas (e os ursinhos, e outros brinquedos, e objetos vários) que tivessem conserto seriam consertados e mandados de volta para os donos; quanto tempo isso levaria era imprevisível, mas três meses era o mínimo. Uma boneca que estava do meu lado, a Liloca, perguntou, com os olhos arregalados, o que aconteceria a quem não tivesse conserto. O homem não disse nada, mas seu sorriso sinistro falava por si.

      Passamos a noite num enorme pavilhão destinado especialmente às bonecas. Éramos centenas ali, algumas com probleminhas pequenos (um braço fora do lugar, por exemplo), outras já num estado lamentável. Estava muito claro que para várias de nós não haveria volta.

      Naquela noite conversei muito com minha amiga Liloca -sim, querida dona, àquela altura já éramos amigas. O infortúnio tinha nos unido. Outras bonecas juntaram-se a nós e logo formamos um grande grupo. Estávamos preocupadas com o que poderia nos suceder.

      De repente a Liloca gritou: “Mas, gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! Vamos fazer alguma coisa!”. Nós a olhamos, espantadas: fazer alguma coisa? Mas fazer o quê?

      Liloca tinha uma resposta: vamos tomar o poder. Vamos nos apossar do país do recall.

      No começo, aquilo nos pareceu absurdo. Mas Liloca sabia do que estava falando. A mãe da dona dela tinha sido uma militante revolucionária e sempre falava nisso, na necessidade de mudar o mundo, de dar o poder aos mais fracos.

      Ora, dizia Liloca, ninguém mais fraco do que nós, pobres, desamparados e defeituosos brinquedos. Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente.

      De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. Breve estaremos governando o país do recall. Mas não se preocupe, eu a convidarei para uma visita. Você poderá vir a qualquer hora. E não precisará de recall para isso.”

                                                                                                              Folha de S. Paulo (SP) 25/2/2008



O fragmento do texto que apresenta uma estrutura sintática comparativa é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: CEPERJ - 2012 - PROCON-RJ - Advogado |
Q246562 Português
As palavras “consumismo” e “consumista” são exemplos do seguinte tipo de derivação:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: CFC Órgão: CFC Prova: CFC - 2012 - CFC - Técnico em Contabilidade |
Q245150 Português
A leitura do texto NÃO permite afirmar, quanto aos aspectos gramaticais ou semânticos, que:
Alternativas
Q244914 Português
Compreende-se corretamente que Antoinette Kuijlaars
Alternativas
Q244912 Português
Considere o último parágrafo do texto e as afirmações que seguem.

I. Nele, o autor faz a recolha das ideias mais importantes desenvolvidas na argumentação e as enfeixa em frases conclusivas, que, em consequência da densidade do raciocínio desenvolvido, são marcadas pelo tom cerradamente dogmático.

II. Nele, o autor, valendo-se do plural majestático, faz uma avaliação em prejuízo próprio, reconhecendo com humildade o mal que o erro várias vezes cometido pode acarretar a outrem.

III. Nele, o autor expressa juízos de valor acerca do fenômeno que está sendo apreciado, sem, entretanto, deixar de salvaguardar possíveis ocorrências singulares desse mesmo fenômeno.

O texto abona APENAS
Alternativas
Q244910 Português
No raciocínio desenvolvido na frase em que está inserido, o segmento que é tomado como pressuposto é:
Alternativas
Q244906 Português
Ao mencionar
Alternativas
Q244902 Português
O segmento do texto que está corretamente compreendido é:
Alternativas
Q244901 Português
O autor
Alternativas
Q244900 Português
Alguns dados biográficos são necessários para se entender essas cartas [...].

Na frase acima, a expressão para se entender
Alternativas
Q244897 Português
A correlação entre pretensão vã e pretensão desmedida
Alternativas
Q244896 Português
O namoro foi intenso e tenso, breve no tempo factual, longo na duração existencial; mas, como se diz vulgarmente, "não deu certo".

Considerado o acima transcrito, é correta a seguinte afirmativa:
Alternativas
Q244893 Português
No segundo parágrafo,
Alternativas
Q244892 Português
No primeiro parágrafo,
Alternativas
Q244891 Português
No excerto, a autora
Alternativas
Q244257 Português
Um professor de gramática tradicional, ao corrigir uma redação, leu o trecho a seguir e percebeu algumas inadequações gramaticais em sua estrutura.

Os grevistas sabiam o porque da greve, mas mão entendiam porque havia tanta repressão.

O professor corrigirá essas inadequações, produzindo o seguinte texto:
Alternativas
Q244132 Português
A palavra “descriminalizar” (1º parágrafo) é formada pelo mesmo tipo de derivação observado na palavra da seguinte alternativa:
Alternativas
Q244128 Português
“(...) um assunto importantíssimo e que tende a ficar cada vez mais premente, à medida que a população envelhece e a medicina amplia seu arsenal terapêutico.

” A locução “à medida que”, no fragmento acima, assume o seguinte valor semântico:
Alternativas
Respostas
17001: E
17002: B
17003: E
17004: B
17005: D
17006: C
17007: C
17008: B
17009: A
17010: A
17011: D
17012: A
17013: B
17014: A
17015: A
17016: B
17017: C
17018: C
17019: E
17020: C