Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Leia as sentenças a seguir:
I. Há uma sessão histórica acontecendo neste momento no evento.
II. Quando há cessão de direitos, é necessário que se preste muita atenção às entrelinhas.
As palavras cessão e sessão podem ser classificadas como:
Nas orações a seguir:
I. Há um gargalo histórico no preenchimento das vagas para médicos nas equipes.
II. O gargalo da garrafa é tão estreito que é impossível tirar as pimentas de dentro.
A palavra gargalo, nas sentenças acima:
Um senhor vai ao médico por um problema de estômago que o incomoda há um tempo. O médico lhe diz:
-Tome esta medicação pela manhã, pule um dia e assim por diante. Fará isso por uma semana, depois volte aqui. Tenho a certeza de que ficará bom.
Três dias depois o homem volta ao médico com grandes olheiras, cara de cansaço e 5 quilos mais magro. O médico, assustado, pergunta o que houve.
-Doutor, pensei que fosse morrer.
-O remédio lhe fez mal?
- Não, o remédio foi ótimo! Mas pensei que fosse morrer de tanto pular!!!
(Travaglia, Luiz Carlos. Homonímia, mundos textuais e humor. Organon, Porto Alegre, v. 9, n. 23, p. 41-50, 1995. ISSN/ISBN: 01026267)
O efeito cômico deste diálogo se deve a um tipo de:
No texto CG2A1-I, a palavra “vontade” (l.46) foi empregada como sinônima de
Trata-se de uma Carta ao Leitor, que abre uma Edição Especial “Organize suas contas” da revista Você S/A, publicada em 2015. A Carta é assinada pelo Editor Sênior Murilo Ohl.
Temos uma estratégia para você
Aqui na VOCÊ S/A, nossa missão é dar a orientação necessária para você construir um
caminho profissional feito de escolhas conscientes e voltado para a realização. Cumprimos nosso
dever quando entregamos informações úteis e práticas de carreira e dinheiro, os dois pilares da
construção de um projeto de vida. Quando essas duas frentes andam juntas, você pode tomar
decisões profissionais corajosas, consegue enfrentar os momentos difíceis e ainda pode desfrutar
dos prazeres que vão motivá-lo a evoluir mais.
Essa estratégia deve valer para os períodos em que os rumos da economia estão claros e para outros em que a incerteza é maior, como este atual. E, aqui, na VOCÊ S/A, não temos tempo para cair num pessimismo improdutivo. Se o cenário está nebuloso, vamos enfrentá-lo. Enquanto estiver lendo este especial, convém fazer esta distinção: a dificuldade de prever o cenário econômico não significa que só coisas ruins vão acontecer. Estamos falando de incerteza e do remédio para ela: a cautela. Este guia tem este propósito: ajudá-lo a atravessar 2015 no azul, traduzindo para a linguagem do seu bolso as ameaças e as oportunidades do momento. O time de especialistas em finanças e carreira reunidos na reportagem inicial deste guia, por exemplo, dá um panorama de como agir diante das dívidas, de investimentos, da inflação e da carreira no ano que começa.
Uma última recomendação: planejar as finanças é ótimo. Não encare essa tarefa como aquela lição de casa chata da 4ª série. Sim, há muitas contas para fazer. Mas na hora de olhar para seus números, mantenha à vista seus projetos pessoais de curto e longo prazo. É em nome das coisas boas da vida que você topará fazer sacrifícios. Encontre um tempo, leia o especial e bom 2015.
OHL, Murilo. Temos uma estratégia para você. Você/S/A - Edição Especial Organize suas contas. n. 24. São Paulo: Abril Editora, 2015, p. 7.
Trata-se de uma Carta ao Leitor, que abre uma Edição Especial “Organize suas contas” da revista Você S/A, publicada em 2015. A Carta é assinada pelo Editor Sênior Murilo Ohl.
Temos uma estratégia para você
Aqui na VOCÊ S/A, nossa missão é dar a orientação necessária para você construir um
caminho profissional feito de escolhas conscientes e voltado para a realização. Cumprimos nosso
dever quando entregamos informações úteis e práticas de carreira e dinheiro, os dois pilares da
construção de um projeto de vida. Quando essas duas frentes andam juntas, você pode tomar
decisões profissionais corajosas, consegue enfrentar os momentos difíceis e ainda pode desfrutar
dos prazeres que vão motivá-lo a evoluir mais.
Essa estratégia deve valer para os períodos em que os rumos da economia estão claros e para outros em que a incerteza é maior, como este atual. E, aqui, na VOCÊ S/A, não temos tempo para cair num pessimismo improdutivo. Se o cenário está nebuloso, vamos enfrentá-lo. Enquanto estiver lendo este especial, convém fazer esta distinção: a dificuldade de prever o cenário econômico não significa que só coisas ruins vão acontecer. Estamos falando de incerteza e do remédio para ela: a cautela. Este guia tem este propósito: ajudá-lo a atravessar 2015 no azul, traduzindo para a linguagem do seu bolso as ameaças e as oportunidades do momento. O time de especialistas em finanças e carreira reunidos na reportagem inicial deste guia, por exemplo, dá um panorama de como agir diante das dívidas, de investimentos, da inflação e da carreira no ano que começa.
Uma última recomendação: planejar as finanças é ótimo. Não encare essa tarefa como aquela lição de casa chata da 4ª série. Sim, há muitas contas para fazer. Mas na hora de olhar para seus números, mantenha à vista seus projetos pessoais de curto e longo prazo. É em nome das coisas boas da vida que você topará fazer sacrifícios. Encontre um tempo, leia o especial e bom 2015.
OHL, Murilo. Temos uma estratégia para você. Você/S/A - Edição Especial Organize suas contas. n. 24. São Paulo: Abril Editora, 2015, p. 7.
Contribuição bem-vinda
“É difícil parar e refletir filosoficamente nos dias de hoje. As pessoas estão sempre apressadas, atrasadas para compromissos profissionais e esquecem de desenvolver o lado intelectual”, opina o filósofo Luiz Meirelles. Nesse tumultuado cenário ganham destaque os cafés filosóficos, que em uma noite, uma vez por mês, abrem as portas para a Filosofia.
O movimento ainda engatinha no país, mas mantém uma postura firme diante dos desafios da falta de espaço. Aos poucos, o público frequentador vai aumentando e a Filosofia ganha novos adeptos, ou pelo menos, simpatizantes. O importante é que o café filosófico vai alcançando seu principal objetivo, que é promover o debate de temas filosóficos, ou seja, de temas humanos.
Platão já dizia que geralmente as pessoas vão se interessar por Filosofia quando ganham mais maturidade. Muitas vezes o despertar acontece quando a pessoa já se formou em outra faculdade e acaba se interessando por temas filosóficos.
Por melhor que seja o café filosófico, ele não garante que o participante sairá do local comprometido com o tema. Depende de cada pessoa. “Às vezes, certas leituras têm o papel de instigar a pessoa a procurar por algo mais”, acredita a filósofa Mônica Hummel.
O café filosófico apresenta modificações desde sua criação no início da década de 1990. O compromisso com o filosofar permanece presente, mas outros artefatos, como música e teatro, são usados como chamariz para o público. Apesar das alterações, a iniciativa é digna e positiva na sociedade. “Se há um espaço público no qual as pessoas buscam o conhecimento, qualquer filósofo vai festejar a iniciativa, pois é importante não somente para a Filosofia, mas, sim, para a vida”, conclui Mônica.
CÍCERO, Talita. Das ruas gregas para os cafés. Filosofia. Ano 1, n. 6. São Paulo: Editora Escala, 2007, p. 70-77. (Fragmento)
A autora do texto se vale recorrentemente de aspas para introduzir, no texto, citações que apresentam o ponto de vista de outros locutores. As citações negritadas no texto cumprem, respectivamente, a função de apresentar
Considere o título e a chamada de uma reportagem assinada por Alexandre Versignassi e publicada pela revista Superinteressante (Ed. 339, ano 27, n. 12, p. 26-27), em novembro de 2014.
Estamos amarrando cachorro com linguiça
Deixar que o Poder Executivo tenha total controle sobre a emissão de moeda é arriscado: os governos sempre tendem a imprimir mais dinheiro do que deveriam, criando inflação.
Apesar de a chamada da reportagem se referir ao risco de o Poder Executivo controlar totalmente a emissão de moeda, considerando o título (construído a partir de uma variação do provérbio “Amarrar cachorro com linguiça”), é correto inferir que o autor da reportagem pretende argumentar fortemente em defesa da ideia de que deixar o Poder Executivo controlar totalmente a emissão de moeda é uma decisão
Drummond nasceu num sobrado amplo em 1902, em Itabira do Mato Dentro, uma cidade do interior mineiro rica em minério de ferro. Era o nono filho (quatro de seus irmãos já estavam mortos) de seu Carlos de Paula Andrade e de dona Julieta Augusta Drummond de Andrade. Para os de casa, era simplesmente Carlito.
E Carlito seria poeta, se não o maior de todos em nosso país, um dos mais importantes.
OLIVEIRA, Clenir Bellezi. Drummond: o poeta que não suspirava. Discutindo Literatura. Ano 1, n. 2. São Paulo: Escala Educacional, s/d. p, 27-35. (Fragmento)
No trecho acima, o termo em negrito indica
Bactéria transgênica impede a obesidade
Micro-organismo criado por cientistas dos EUA envia sinais
para o cérebro, freando o apetite – e evitando o ganho de peso.
Trinta por cento da população mundial - 2,1 bilhões de pessoas - está acima do peso. A humanidade está perdendo a guerra contra a gordura. Mas e se existisse uma solução quase milagrosa para conter a onda de obesidade? Talvez exista. É o que indica o resultado de uma experiência feita por cientistas americanos, que criaram uma bactéria capaz de impedir o ganho de peso. É uma versão mutante da Escherichia coli, bactéria que faz parte da nossa flora intestinal e costuma ser inofensiva. Os pesquisadores colocaram uma gene a mais na E.coli. Graças a isso, ela ganhou um poder: fabricar N-acilfosfatidiletanolamina. Esse hormônio de nome comprido normalmente é produzido pelo corpo humano e tem função simples: indicar ao cérebro que a pessoa comeu o suficiente. Ele freia o apetite.
NOGUEIRA, Salvador. Bactéria transgênica impede a obesidade. Superinteressante. Ed. 339, ano 27, n. 12. São Paulo: Editora Abril, nov. 2014. p.10. (Fragmento)
A revista Seleções - Reader’s Digest de fevereiro de 2019 publicou uma matéria assinada por Sorrel Downer e intitulada “O salva-vidas”. A matéria é sobre Oscar Camps, que recebeu da Reader’s Digest o Prêmio Europeu do Ano de 2019, em reconhecimento a seu trabalho humanitário, que resgatou do mar milhares de migrantes que tentavam chegar à Europa em busca de uma vida melhor.
Cai o crepúsculo e, no mediterrâneo profundo, um barco está afundando. O bote de borracha foi projetado para suportar trinta pessoas, mas há mais de cem a bordo, entre elas muitas mulheres e crianças. Várias estão mortas; outras, moribundas, envenenadas pelos gases da exaustão. No apinhado de corpos, jovens e velhos escorregam debaixo da água que já enche metade da embarcação.
Cada um deles apostou tudo para realizar o sonho de chegar à Europa e construir uma vida nova e melhor. Não há comandante a bordo; não há abrigo, comida, água nem, muito menos, reserva de combustível. Agora, com nuvens de tempestade se juntando e as ondas ficando mais fortes, a situação é desesperadora. Mas, quando o barco está quase submerso, vem o som de um motor. Um barco se aproxima. Vozes gritam instruções: fiquem sentados, mantenham a calma.
“A primeira sensação que temos ao avistar um barco à deriva ou receber um alerta”, diz Oscar Camps, “é alegria, porque sabemos que podemos ajudar. Os problemas começam depois que todo mundo já está a salvo a bordo. Há feridos, bebês, problemas com o barco, nenhum espaço e nenhum lugar aonde ir. Cada missão de resgate é um drama humano. Nunca se sabe o que vai acontecer”.
Camps se envolveu em dezenas desses dramas humanos. Ele sabe muito bem o preço que migrantes e refugiados pagam pelo desespero de fugir de guerras, perseguição e pobreza rumo a uma vida melhor na Europa. Como fundador da Proactiva Open Arms, entidade sem fins lucrativos dedicada a resgatar quem corre risco no mar, ele passou os últimos três anos salvando homens, mulheres e crianças no Mar Egeu e no Mediterrâneo. Na última contagem, o número de vidas salvas pela Proactiva foi de 59.395.
DOWNER, Sorrel. O salva-vidas. Seleções - Reader’s Digest, fev. 2019, p. 50-57. (Fragmento)
“Agora, com nuvens de tempestade se juntando e as ondas ficando mais fortes, a situação é desesperadora. Mas, quando o barco está quase submerso, vem o som de um motor. Um barco se aproxima. Vozes gritam instruções: fiquem sentados, mantenham a calma.”
No trecho acima, os termos negritados no tempo em que se encontram têm por função
Até as 15h, a família não havia retirado o corpo para sepultamento. (linhas 41 e 42)
A respeito do período acima, analise os itens a seguir:
I. Pode ser substituído o verbo “havia” por “tinha”, sem prejuízo gramatical ou semântico.
II. A ausência de sinal indicativo de crase antes de “15h” indica um erro no período.
III. A forma verbal “havia retirado” é equivalente semanticamente a “retirara”.
Analisados os itens, pode-se afirmar corretamente que:
Na linha 41, há uma ocorrência do vocábulo necropsia. A respeito desse vocábulo, analise os itens a seguir:
I. Existe uma variante de pronúncia, igualmente aceita: necrópsia.
II. O radical necro- da palavra significa “morto”, assim como em necrose.
III. É sinônimo de autópsia.
Analisados os itens, pode-se afirmar corretamente que:
Leia as Charges I e II e responda a questão.
Charge I

Charge II

No texto CG1A1-I, a forma verbal “recrudesce”
tem o
mesmo sentido de
No trecho “Empresas que antes pensavam só em lucro agora
otimizam seus processos por meio da sustentabilidade empresarial”
do texto CG1A1-I, os verbos pensar e otimizar são
sinônimos, respectivamente, de
No texto CG3A3-II, a palavra “principalmente”
foi
empregada com o mesmo sentido de
No texto CG3A3-I, a palavra “ressarcir”
foi empregada
com o mesmo sentido de
TEXTO 1
Sozinhos na multidão: a solidão na era das redes sociais
Solidão. Essa parece ser uma palavra recorrente e uma constante no comportamento das pessoas no século XXI, o século em que o ser humano nunca esteve, teoricamente, mais conectado aos seus semelhantes em toda a sua história, através do mundo digital da Web e das redes sociais.
Por mais estranho que possa parecer, ao mesmo tempo em que a Internet abriu um mundo novo e revolucionou praticamente todas as formas conhecidas de relacionamento entre pessoas, comunidades e países, as pessoas nunca estiveram mais solitárias, e nunca foram registradas tantas ocorrências de doenças psíquicas, como os diversos transtornos de ansiedade, comportamentos compulsivos originados de quadros de carência afetiva aguda e fratura narcísica, além do impressionante aumento de queixas de depressão, nos mais diversos níveis.
Todos estão conectados, linkados e interligados aos outros através das redes sociais como Facebook, Google+ e outras muitas plataformas existentes com a mesma finalidade (teoricamente): aproximar pessoas. Entretanto, nunca estivemos tão distantes da conexão real entre as pessoas, seja afetiva ou socialmente. As pessoas hoje preferem passar mais tempo conectadas através do computador, tablet, celular ou qualquer outro dispositivo, móvel ou não, do que se encontrar fisicamente para poderem interagir no mundo real.
Pode-se ter uma medida disso ao se observar comportamentos de famílias em restaurantes, grupos de adolescentes no shopping, amigos/amigas/colegas de trabalho almoçando juntos. Chega a ser impressionante o tempo dedicado por todos aos seus dispositivos eletrônicos para envio de mensagens ou e-mails, acompanhar as atualizações feitas pelos seus respectivos “amigos” e conhecidos nas diversas redes sociais, ao invés de dedicar o mesmo tempo para tentar desenvolver algum tipo de interação ou de conexão afetiva real. No caso dos grupos de adolescentes esse fenômeno chega a ser mais impressionante (ou diria, talvez, mais preocupante).
As crianças, ao invés de se relacionarem e brincarem umas com as outras, passam a interagir umas com as outras através de seus tablets e smartphones (dados por pais que não param para avaliar se os filhos já têm idade para serem expostos ao mundo digital desta forma), mandando mensagens (ao invés de conversarem ao vivo e a cores) entre si, jogando online. Com os adolescentes, a cena não é muito diferente: numa mesma mesa pode-se ver a interação sendo feita através de smartphones e tablets, com o envio de mensagens de um para o outro (ao invés de tentar simplesmente conversar), ou através das atualizações de suas respectivas atividades no “Face” (diminutivo de Facebook, porque dá muito trabalho falar Facebook, segundo esses adolescentes, cuja marca registrada é um imenso e constante cansaço).
A este panorama, de pessoas altamente conectadas com tudo e todos à sua volta e, por si só, bastante para desencadear a
ansiedade e o aparecimento de neuroses diversas nessa sociedade global do século XXI, adicione-se o surgimento de uma
sociedade em que nunca se viu um contingente tão grande de solitários e de laços afetivos tão fluidos e instáveis, a era do
chamado “amor líquido”. Uma era em que é mais fácil deletar do que tentar resolver obstáculos e conflitos dentro dos
relacionamentos, em que todos estão ligados a todo mundo, mas poucos conseguem estabelecer relações estáveis e
saudáveis, seja do ponto de vista afetivo ou sexual.
Isso me leva a concluir que, neste novo mundo de relações digitais e fluidas, está se criando uma nova geração, na qual os relacionamentos virtuais – diferentes dos relacionamentos reais, pesados, lentos e confusos – são muito mais fáceis de entrar e sair; eles parecem inteligentes e limpos, fáceis de usar, compreender e manusear. Quando o interesse acaba, ou a situação chega a determinado ponto que exige pelo menos elaboração, sempre se pode apertar a tecla “delete”. Não sem consequências psíquicas ou com tanta leveza quanto aparenta, já que a modernidade não chega com essa velocidade ao psiquismo.
O que vemos é cada vez mais casos de pacientes com discursos fragmentados, ocorrências de dissociação de personalidade (um resultado nítido das alter personalidades tão usuais no mundo digital), quadros de carência afetiva aguda e comportamentos compulsivos diversos (muito provavelmente originados pelo abandono dos pais pós-modernos), além de transtornos de ansiedade e depressão, nos mais diversos níveis. Vivemos em um mundo onde as pessoas não só estão mais sozinhas, como estão deprimidas, ansiosas (todas buscando aceitação, acolhimento, conexões afetivas e amor), compulsivas e, paradoxalmente, conectadas com o mundo. Ou seja, ao contrário do ditado, não basta estar sozinho, mas sozinho, apesar de acompanhado.
Marcelo Bernstein. Disponível em: http://desacato.info/sozinhos-na-multidao-a-solidao-na-era-das-redes-sociais. Acesso em 16/04/2019.
Adaptado.
Analise as relações de sentido apresentadas abaixo.
1) O trecho: “Solidão. Essa parece ser uma palavra recorrente e uma constante no comportamento das pessoas no século XXI” manteria seu sentido se o termo destacado fosse substituído por ‘frequente’.
2) No trecho: “As pessoas hoje preferem passar mais tempo conectadas através do computador, tablet, celular ou qualquer outro dispositivo”, o segmento destacado equivale a ‘qualquer outro equipamento’.
3) No trecho: “No caso dos grupos de adolescentes esse fenômeno chega a ser mais impressionante (ou diria, talvez, mais preocupante).”, o termo destacado tem o mesmo sentido de ‘desgastante’.
4) No trecho: “(diminutivo de Facebook, porque dá muito trabalho falar Facebook, segundo esses adolescentes, cuja marca registrada é um imenso e constante cansaço)”, o termo destacado equivale a ‘contumaz’.
Estão corretas:
Texto I O Emblema da Sirene.
Um dos maiores especialistas em acidentes do mundo, o professor Charles Perow, da Universidade de Yale, diz que existem tragédias virtualmente inevitáveis, que decorrem de falhas de sistema. São o que ele chama de “acidentes normais". Praticamente impossíveis de antecipar, como um terremoto ao qual se segue um tsunami, são, por isso mesmo, os mais desafiadores. É possível, embora improvável, que o rompimento da barragem de Brumadinho, cuja causa ainda não foi esclarecida, venha a ser incluído na categoria dos “acidentes normais” precisam resultar em catástrofes com tamanhas perdas humanas. Aí, entra o descaso.
Tome-se o exemplo das sirenes de Brumadinho. Depois do desastre de Mariana, que deixou dezenove mortos, a lei passou a exigir que as operadoras de barragens instalassem sirenes para alertar os trabalhadores e moradores das cercanias em caso de rompimento. Cumprindo a lei, a Vale instalou sirenes em Brumadinho e orientou a população sobre rotas de fuga e locais mais seguros para se abrigar. Acontece que, na tarde da sexta-feira 25, a sirene da barragem que se rompeu não tocou. A medida de segurança mais básica, e talvez a mais eficaz para salvar vidas, simplesmente não funcionou. Porquê?
A assessoria de imprensa da Vale explica que a sirene não tocou “devido à velocidade com que ocorreu o evento”. Parece piada macabra, e não deixa de sê-lo, mas sobretudo descaso letal. Ou alguém deveria acreditar que a Vale instalou um sistema de alerta capaz de funcionar apenas no caso de acidentes que se anunciam cerimoniosamente a si mesmos, aguardam que sejam tomadas as providências de segurança e só então liberam sua fúria?
O descaso não é órfão. É filho dileto de uma mentalidade que mistura atraso com impunidade. O atraso foi o que levou as empresas de mineração a ignorar as lições de Mariana. Pior: elas trabalharam discretamente, sempre nos bastidores, para barrar iniciativas que, visando a ampliar a segurança nas barragens ,as levariam a gastar algum tempo e algum dinheiro. A impunidade é velha conhecida dos brasileiros. Três anos depois, dos 350 milhões de reais em multas aplicadas pelo Ibama à Samarco, responsável pelo desastre de Mariana, a mineradora não pagou nem um centavo até hoje.
Acidentes acontecem e voltarão a acontecer. Há os que decorrem de falha humana, os que resultam de erro de engenharia, os produzidos por falhas sistêmicas. Alguns são mais complexos do que outros. Nenhum deles, porém mesmo os inevitáveis "acidentes normais” de Perow, precisa ceifar tantas vidas. Eliminando-se o atraso e a impunidade, pode-se começar com uma sirene que toca.
Fonte: Veja,16 de fevereiro de 2019.
Texto II
I
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga
Ai, entes fosse
Mais leve a carga.
II
Entre estatais
E multinacionais
Quantos ais!
III.
A dívida interna
A dívida externa
A dívida eterna
IV
Quantas toneladas exportamos
De ferro
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
Fonte: 1984, Lira Itabirana, Carlos Drummond de Andrade.
O sinônimo do vocábulo presente no texto não está adequado em:




