Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q2638504 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os atrativos da formação técnica profissionalizante


Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lopes

.

1 ............O ensino é fundamental para a formação de um bom profissional. É através dos estudos que

2 o aluno obtém conhecimento e prática para enfrentar os desafios da carreira. São várias opções

3 de ensino para quem quer seguir uma profissão: cursos de graduação, técnicos e tecnólogos são

4 algumas delas. Com um período menor do que um curso superior, porém apresentando um

5 conteúdo e prática voltados diretamente para o mercado de trabalho, os cursos técnicos

6 ganharam espaço entre os alunos que buscam uma carreira profissional, mas não querem

7 esperar tanto tempo para começar a trabalhar. Há muito tempo, o ensino superior não é o único

8 caminho para o desenvolvimento de uma nova carreira. Hoje, os cursos técnicos qualificam os

9 estudantes em diversas habilidades técnicas, acadêmicas e de empregabilidade.

10 Independentemente de o estudante desejar seguir para uma faculdade ou para um emprego,

11 esse tipo de educação o ajudará na preparação para o futuro, um futuro em que o mercado de

12 trabalho estará cada vez mais exigente, competitivo e mutável. A certificação técnica é um

13 grande chamariz para qualquer currículo. Os cursos técnicos têm duração média de um ano

14 meio, o que garante um acesso mais rápido a um diploma em diversas áreas que apresentam

15 carência de profissionais. A educação técnica também pode ser realizada durante o ensino médio

16 ou logo após a sua conclusão. Com isso, quem busca um curso técnico demonstra que se

17 preocupa com a sua carreira, estando disposto a gastar tempo, dinheiro e esforço para maximizar

18 os seus conhecimentos, habilidades e competências.

19 O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da competitividade

20 do país, para a retomada do crescimento da economia num ritmo mais vigoroso e para a criação

21 de melhores oportunidades de emprego. A qualificação técnica adequada se torna ainda mais

22 importante no momento em que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos

23 trabalhadores. O ensino técnico permite que os estudantes sejam protagonistas de seu futuro,

24 com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades. Com a recente reforma do

25 ensino médio, iniciou-se um longo processo para alinhar o sistema educacional às melhores

26 experiências internacionais, com a flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações

27 desenvolvidas perceberam essa necessidade há muito tempo e partiram na frente, investindo

28 pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em média, 50,4% dos

29 estudantes do ensino médio também matriculados em cursos profissionalizantes. Na Áustria,

30 esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de 70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%,

31 proporção que dificulta a inserção dos brasileiros no mercado de trabalho.

32 A formação técnica tem claros efeitos na renda. Um curso profissionalizante pode ser o

33 primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um diploma universitário.

34 Para alguns jovens, a inserção rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista

35 da cidadania e a continuação dos estudos. A educação profissional no Brasil é uma das principais

36 apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira.

37 Diante dos desafios que temos pela frente, urge preparar jovens e adultos para um mercado

38 em profunda mutação tecnológica e de cultura organizacional. A educação profissional deve ser

39 vista como fator de desenvolvimento e fortalecida como um investimento do país no futuro. Os

40 cursos técnicos podem transformar a vida de um jovem. Com eles, o aluno pode conquistar seu

41 espaço e abrir várias portas no mercado de trabalho. As escolas técnicas oferecem uma grande

42 variedade de cursos técnicos para quem sonha ingressar no mercado com rapidez e qualidade.

43 Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já

44 que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções. Com essas

45 qualificações, ele ganha experiência e tem mais facilidade de entrar no mercado de trabalho.


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “mutável” (l. 12) pode ser substituído, sem que haja alteração no sentido original da mensagem, por:

Alternativas
Q2638480 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os atrativos da formação técnica profissionalizante


Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lopes

.

1 ............O ensino é fundamental para a formação de um bom profissional. É através dos estudos que

2 o aluno obtém conhecimento e prática para enfrentar os desafios da carreira. São várias opções

3 de ensino para quem quer seguir uma profissão: cursos de graduação, técnicos e tecnólogos são

4 algumas delas. Com um período menor do que um curso superior, porém apresentando um

5 conteúdo e prática voltados diretamente para o mercado de trabalho, os cursos técnicos

6 ganharam espaço entre os alunos que buscam uma carreira profissional, mas não querem

7 esperar tanto tempo para começar a trabalhar. Há muito tempo, o ensino superior não é o único

8 caminho para o desenvolvimento de uma nova carreira. Hoje, os cursos técnicos qualificam os

9 estudantes em diversas habilidades técnicas, acadêmicas e de empregabilidade.

10 Independentemente de o estudante desejar seguir para uma faculdade ou para um emprego,

11 esse tipo de educação o ajudará na preparação para o futuro, um futuro em que o mercado de

12 trabalho estará cada vez mais exigente, competitivo e mutável. A certificação técnica é um

13 grande chamariz para qualquer currículo. Os cursos técnicos têm duração média de um ano

14 meio, o que garante um acesso mais rápido a um diploma em diversas áreas que apresentam

15 carência de profissionais. A educação técnica também pode ser realizada durante o ensino médio

16 ou logo após a sua conclusão. Com isso, quem busca um curso técnico demonstra que se

17 preocupa com a sua carreira, estando disposto a gastar tempo, dinheiro e esforço para maximizar

18 os seus conhecimentos, habilidades e competências.

19 O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da competitividade

20 do país, para a retomada do crescimento da economia num ritmo mais vigoroso e para a criação

21 de melhores oportunidades de emprego. A qualificação técnica adequada se torna ainda mais

22 importante no momento em que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos

23 trabalhadores. O ensino técnico permite que os estudantes sejam protagonistas de seu futuro,

24 com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades. Com a recente reforma do

25 ensino médio, iniciou-se um longo processo para alinhar o sistema educacional às melhores

26 experiências internacionais, com a flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações

27 desenvolvidas perceberam essa necessidade há muito tempo e partiram na frente, investindo

28 pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em média, 50,4% dos

29 estudantes do ensino médio também matriculados em cursos profissionalizantes. Na Áustria,

30 esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de 70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%,

31 proporção que dificulta a inserção dos brasileiros no mercado de trabalho.

32 A formação técnica tem claros efeitos na renda. Um curso profissionalizante pode ser o

33 primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um diploma universitário.

34 Para alguns jovens, a inserção rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista

35 da cidadania e a continuação dos estudos. A educação profissional no Brasil é uma das principais

36 apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira.

37 Diante dos desafios que temos pela frente, urge preparar jovens e adultos para um mercado

38 em profunda mutação tecnológica e de cultura organizacional. A educação profissional deve ser

39 vista como fator de desenvolvimento e fortalecida como um investimento do país no futuro. Os

40 cursos técnicos podem transformar a vida de um jovem. Com eles, o aluno pode conquistar seu

41 espaço e abrir várias portas no mercado de trabalho. As escolas técnicas oferecem uma grande

42 variedade de cursos técnicos para quem sonha ingressar no mercado com rapidez e qualidade.

43 Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já

44 que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções. Com essas

45 qualificações, ele ganha experiência e tem mais facilidade de entrar no mercado de trabalho.


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes propostas de substituição da conjunção “porém” (l. 04) que preservam o sentido original da mensagem.


I. Contudo.

II. Porquanto.

III. Não obstante.


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Educação Especial (Profissional de Apoio) | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Atividades de Ciências | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Educação Infantil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Ensino Fundamental | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Tecnologia Educacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar Intérprete Educacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Anos Iniciais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Artes Cênicas e/ou Teatro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Artes Música | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Artes Plásticas e/ou Visuais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Dança | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de História | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português e Inglês |
Q2637347 Português

Assinale a alternativa em que o segundo texto, mais formal e técnico, é paráfrase do primeiro.

Alternativas
Q2635873 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito por Monteiro Lobato, para responder as próximas questões.

“Um cachorro de má índole acusou uma pobre ovelhinha de lhe haver furtado um osso.

- Para que furtaria eu esse osso – alegou ela – se sou herbívora e um osso para mim vale tanto quanto um pedaço

de pau?

- Não quero saber de nada. Você furtou o osso e vou já levá-la aos tribunais.

E assim fez. Queixou-se ao gavião e pediu-lhe justiça. O gavião reuniu o tribunal para julgar a causa, sorteando

para isso doze urubus esfomeados.

Comparece a ovelha. Fala. Defende-se de forma cabal, com razões muito semelhantes às do cordeirinho que o

lobo em tempos comeu.

Mas o júri, composto de carnívoros gulosos, não quis saber de nada e deu a sentença:

- Ou entrega o osso já, ou condenamos você à morte!

A ré tremeu: não havia escapatória!... Osso não tinha e não podia, portanto, restituir; mas tinha a vida e ia entregá-la em pagamento do que não furtara.

Assim aconteceu. O cachorro sangrou-a, retalhou-a, reservou para si um bom pedaço e dividiu o restante com os

juízes famintos, a título das custas processuais...

Moral da história: Fiar-se na justiça dos poderosos, que tolice!... A justiça deles não vacila em tomar do branco e

solenemente decretar que é preto”. (Texto com adaptações).

No início do texto selecionado, a expressão “de má índole” poderia ser substituída, sem alterar o sentido da história, por:

Alternativas
Q2635819 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.


“O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. Primeiro: é com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. Segundo: pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: ‘Você me desculpe, mas’... ‘Você não me leve a mal, mas’... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: ‘Eu vou lhe falar com toda a minha franqueza’. Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, podia-se organizar a ‘Semana da Felicidade’. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Pai e da Mãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na ‘Semana da Felicidade’ para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. E dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre o seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. Na criação da ‘Semana da Felicidade’, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia: federal ou municipal. Ou a que departamento de turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço apenas que não me tirem a alegria”. (Seja feliz e faça os outros felizes, de Antônio Maria, com adaptações).

Em dado momento de sua argumentação, o autor do texto trata da “propaganda ostensiva de rádios e televisores”. Marque a alternativa que indica um possível sinônimo do adjetivo “ostensiva”.

Alternativas
Q2635816 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.


“O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. Primeiro: é com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. Segundo: pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: ‘Você me desculpe, mas’... ‘Você não me leve a mal, mas’... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: ‘Eu vou lhe falar com toda a minha franqueza’. Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, podia-se organizar a ‘Semana da Felicidade’. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Pai e da Mãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na ‘Semana da Felicidade’ para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. E dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre o seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. Na criação da ‘Semana da Felicidade’, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia: federal ou municipal. Ou a que departamento de turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço apenas que não me tirem a alegria”. (Seja feliz e faça os outros felizes, de Antônio Maria, com adaptações).

No trecho “talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério”, a expressão “a sério” poderia ser substituída, sem prejuízo ao sentido do texto, por:

Alternativas
Q2635527 Português

Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 6 a 10.


Luís Bernardo Honwana é um dos precursores da literatura moçambicana e um dos maiores intérpretes da moçambicanidade. Quando tinha 22 anos, em 1964, fez publicar uma obra seminal e fundadora da moderna ficção moçambicana - Nós Matamos o Cão Tinhoso. O início desta obra é um dos mais belos que se podem cotejar entre nós: "O Cão Tinhoso tinha uns olhos azuis que n/lo tinham brilho nenhum, mas eram enormes e estavam sempre cheios de lágrimas, que lhe escorriam pelo focinho. Metiam medo aqueles olhos, assim tão grandes, a olhar como uma pessoa a pedir qualquer coisa sem querer dizer".

O Jovem autor de Nós Matamos o Cão Tinhoso redigira uma nota biográfica Igualmente singular: "Não sei se sou realmente escritor. Acho que apenas escrevo sobre coisas que, acontecendo à minha volta, se relacionem Intimamente comigo ou traduzam fatos que me pareçam decentes. Este livro de histórias é o testemunho em que tento retratar uma série de situações e procedimentos que talvez interesse conhecer".

A realidade que estas histórias narram ultrapassa, em muito, a circunstância da mera biografia. Estes textos denunciavam, de forma resoluta e corajosa, uma realidade social profundamente injusta e desigual. Textos breves, quase todos, à exceção daquele que nomeia o volume. Este livro é uma surpreendente obra literária e é um libelo acusatório virulento. Provavelmente, a grande literatura seja Isso mesmo: a combinação entre as faculdades da arte em si e o poder de esta nos Interpelar com a realidade que ilustra ou denuncia.


(Disponível em: https://opais.co.mz. Adaptado)

Mantendo a correção gramatical e o sentido, o segmento sublinhado pode ser substituído pelo que se encontra entre parênteses em:

Alternativas
Q2634762 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.


Lei estadual garante suspensão de contrato de

fidelização por má prestação de serviço


O Procon de João Pessoa divulgou, neste sábado (9), o alerta de que a Lei Estadual 11.879/2021 garante ao consumidor paraibano a inclusão de cláusulas liberando a fidelização contratual junto às empresas de telefonia em suas várias modalidades (fixa, móvel e de banda larga), sem nenhum ônus ao cliente, caso fique constatada a má qualidade do serviço nos contratos de adesão a esses serviços.

O assunto costuma gerar dúvidas entre os clientes, conforme aponta o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra. Segundo ele, o Procon-JP é acionado com frequência para tratar da execução da lei.

“A lei prevê que o cliente pode questionar o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária, inclusive com a liberação da fidelização”, crava.

De acordo com a legislação, o atendimento insatisfatório ficará caracterizado quando houver o expresso descumprimento de quaisquer das cláusulas contratuais ou de regras estabelecidas pela agência reguladora competente, no caso a Anatel, para esse tipo de serviço.

A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização’. A Lei também prevê que caberá às prestadoras de serviços o ônus da prova pelo não descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato ou pela não frustração das legítimas expectativas do contratante quanto à qualidade de prestação do serviço.

Rougger Guerra explica que, apesar da legislação federal considerar que a fidelização por desistência por parte do consumidor é legal e que pode até gerar multa para o cliente caso esteja previsto no contrato, a legislação estadual de 2021 regula que, se houver a constatação de má prestação do serviço, o cliente pode requerer o fim do contrato sem arcar com nenhum ônus.

A legislação estadual também regula as penalidades para a empresa que descumprir o contrato junto ao cliente, indicando o que está previsto na lei 8.078/1999 (Código de Defesa do Consumidor – CDC), pode ir de multas à suspensão temporária dos serviços.


https://portalcorreio.com.br. Em 09/09/2023.

“A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização. ”


Considerando o fragmento, analise as assertivas a seguir:


( ) “textualmente” pode ser substituído por “metaforicamente”, pois não modifica o sentido do texto.

( ) “má” pode ser substituído por “mal”, pois não compromete a norma gramatical.

( ) “ônus” é acentuado e justificado pela mesma regra de “ônibus”.

( ) “cláusula” têm o mesmo significado de “revogação”.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Q2633420 Português

Viver é um grito

Por Adriana Antunes

01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa

02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e

03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa

04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um

05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem

06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que

07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.

08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.

09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes

10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja

11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto

12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada

13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a

14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir

15 a janela e ver o dia lá fora.

16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem

17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento

18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.

19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do

20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É

21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se

22 apagando.

23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa

24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama

25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual alternativa a seguir apresenta a correta reescrita da frase “Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim” no futuro do indicativo?

Alternativas
Q2633379 Português

Cigarros Eletrônicos: um crime continuado

Por Dráuzio Varella

  1. No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
  2. campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
  3. sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
  4. traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
  5. Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
  6. fumo era punido com retaliação financeira.
  7. A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
  8. companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
  9. de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
  10. custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
  11. leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
  12. Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
  13. medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
  14. consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
  15. fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
  16. Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
  17. perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
  18. eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
  19. subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
  20. de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
  21. se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
  22. cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
  23. finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
  24. Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
  25. vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
  26. fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
  27. ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
  28. ajudava a parecer adultos.
  29. Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
  30. escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
  31. largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
  32. começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
  33. décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
  34. dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
  35. Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
  36. eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
  37. dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
  38. para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
  39. continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na linha 35, a locução conjuntiva “para que” indica _________ e poderia ser substituída por _________, _________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a correção gramatical do período.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q2633375 Português

Cigarros Eletrônicos: um crime continuado

Por Dráuzio Varella

  1. No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
  2. campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
  3. sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
  4. traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
  5. Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
  6. fumo era punido com retaliação financeira.
  7. A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
  8. companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
  9. de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
  10. custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
  11. leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
  12. Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
  13. medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
  14. consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
  15. fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
  16. Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
  17. perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
  18. eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
  19. subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
  20. de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
  21. se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
  22. cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
  23. finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
  24. Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
  25. vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
  26. fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
  27. ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
  28. ajudava a parecer adultos.
  29. Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
  30. escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
  31. largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
  32. começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
  33. décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
  34. dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
  35. Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
  36. eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
  37. dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
  38. para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
  39. continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “inócua” (l. 27) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.

Alternativas
Q2633309 Português

Abaixo o trote nas universidades


Por Dráuzio Varella


  1. O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
  2. caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
  3. por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
  4. consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
  5. Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
  6. nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
  7. veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
  8. se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
  9. no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
  10. No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
  11. meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
  12. universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
  13. Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
  14. repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
  15. tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
  16. deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
  17. Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
  18. faculdade?
  19. Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
  20. que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
  21. responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
  22. prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
  23. mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
  24. técnicas.
  25. As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
  26. brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
  27. fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
  28. Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
  29. e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
  30. civilizada no ambiente universitário.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam necessárias caso a palavra “estudante” fosse substituída por sua forma plural no trecho abaixo:


“O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula”.

Alternativas
Q2633307 Português

Abaixo o trote nas universidades


Por Dráuzio Varella


  1. O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
  2. caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
  3. por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
  4. consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
  5. Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
  6. nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
  7. veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
  8. se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
  9. no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
  10. No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
  11. meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
  12. universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
  13. Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
  14. repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
  15. tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
  16. deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
  17. Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
  18. faculdade?
  19. Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
  20. que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
  21. responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
  22. prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
  23. mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
  24. técnicas.
  25. As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
  26. brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
  27. fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
  28. Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
  29. e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
  30. civilizada no ambiente universitário.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um pronome relativo que poderia substituir adequadamente a expressão sublinhada no trecho “desde o dia em que põe os pés na sala de aula”.

Alternativas
Q2633301 Português

Abaixo o trote nas universidades


Por Dráuzio Varella


  1. O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
  2. caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
  3. por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
  4. consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
  5. Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
  6. nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
  7. veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
  8. se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
  9. no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
  10. No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
  11. meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
  12. universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
  13. Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
  14. repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
  15. tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
  16. deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
  17. Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
  18. faculdade?
  19. Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
  20. que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
  21. responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
  22. prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
  23. mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
  24. técnicas.
  25. As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
  26. brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
  27. fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
  28. Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
  29. e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
  30. civilizada no ambiente universitário.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta palavra que poderia substituir corretamente a conjunção “Embora” (l. 13) sem causar alteração de sentido ao trecho em que ocorre.

Alternativas
Q2632994 Português

TEXTO:


CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO


Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.

Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.

Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.

Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.

Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.

Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.

As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.

Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.

Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.


I - Em “Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas”, a palavra destacada pode ser substituída por “monitoram” sem prejudicar o sentido.

II – Em “Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros”, a palavra destacada pode ser substituída por “extensão” sem prejudicar o sentido.

III – Em “[...] 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais”, a palavra destacada pode ser substituída por “extensa” sem prejudicar o sentido.

Alternativas
Q2632929 Português

TEXTO:

O CORPO TEM UM SALDO NEGATIVO DE SONO ACUMULADO?


Mais ou menos. Você até pode dormir 10h no sábado para compensar aquele ronco de 4h horas que você puxou na sexta. Mas essa hora extra na cama, embora nos deixe perceptivelmente mais despertos e tentos, não cancela magicamente os danos de longo prazo à saúde: as chances de desenvolver hipertensão, diabetes, doenças coronárias e até a propensão a fazer lanchinhos após o jantar (que são ruins para o metabolismo) permanecem maiores.

Um estudo calculou que, para compensar os malefícios de uma única hora de sono perdida, precisamos de até quatro noites com oito horas de sono regular – o tempo exato depende da vulnerabilidade de cada um à privação do sono. Chutar o balde é fácil, difícil é ir buscar.


Fonte: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/o-corpo-tem-um-saldo-negativo-de-sono-acumulado/.

No trecho “para compensar os malefícios de uma única hora de sono perdida”, assinale a alternativa que indica a palavra que pode ser usada para substituir “malefícios” sem causar prejuízo.

Alternativas
Q2632678 Português

A evolução da representação da Arquitetura


Por Santiago Baraya


  1. De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias,
  2. sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a
  3. capacidade do ser humano de imaginar e dar forma a modelos tridimensionais da realidade. A
  4. Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa
  5. faculdade. Considerando isso, neste artigo, procuramos explorar como a representação da
  6. Arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel ___
  7. imagem idealizada por quem a projetou.
  8. A representação de um projeto de Arquitetura, como objetivo principal, deve ser capaz de
  9. comunicar a essência da ideia concebida por seu projetista, permitindo que outras pessoas
  10. também possam visualizar ou acessar esta outra realidade. E embora essas projeções e imagens
  11. estejam se tornando cada dia mais “reais” e até banais em nossa vida cotidiana , é
  12. importante ressaltar que a representação da Arquitetura foi sendo desenvolvida lentamente
  13. através dos séculos para alcançar o seu atual estado da arte.
  14. Filippo Brunelleschi, arquiteto italiano do século XV, foi quem utilizou, pela primeira vez, a
  15. matemática para dar voz ___ inteligência espacial mencionada anteriormente, forjando uma
  16. técnica de representação da Arquitetura e do espaço que viria a ser conhecida como “perspectiva
  17. linear.” Essa descoberta causou tamanha revolução no campo da representação que ainda hoje,
  18. mais de sei...entos anos depois, o desenho em perspectiva segue sendo estudado e ensinado nas
  19. escolas de Arquitetura, arte e design do mundo todo.
  20. Embora noções de perspectiva ainda hoje sejam a base da representação na Arquitetura,
  21. tais regras também podem ser bastante restritivas, minando a nossa capacidade de imaginação,
  22. a qual vai muito além de qualquer cânone.
  23. Séculos mais tarde, o domínio do desenho em perspectiva foi a porta de entrada de Frank
  24. Lloyd Wright na Arquitetura. O mais famoso arquiteto norte-americano era conhecido por sua
  25. destreza sobre a prancheta, um personagem capaz de ilustrar com altíssimo grau de refinamento
  26. e precisão as suas mais incríveis ideias, imagens que ainda hoje impressionam pela proximidade
  27. com a realidade da obra construída.
  28. Em virtude do rápido avanço tecnológico e da incorporação de novas ferramentas a partir da
  29. segunda metade do século XX, a representação na Arquitetura evoluiu não apenas em termos
  30. técnicos, passando por uma profunda transformação em matéria de conteúdo.
  31. Muitos anos se passaram até que a representação na Arquitetura passasse a incorporar
  32. novas ferramentas, as quais já estavam sendo utilizadas amplamente em outras áreas, como a
  33. fotografia, o cinema e o design. Atualmente, fora algumas exceções, a visualização na
  34. Arquitetura está se tornando cada dia mais dependente de imagens geradas por computadores,
  35. uma espécie de resignação, como se já não houvesse mais alternativas ao hiper-realismo.
  36. As principais tendências apontam para uma completa fusão entre as técnicas de visualização
  37. na Arquitetura e a realidade virtual e aumentada. E embora essas ferramentas, ainda hoje,
  38. demandem a utilização de uma série de dispositivos multissensoriais, podemos dizer que nunca
  39. antes a visualização esteve tão próxima da realidade.No entanto, técnicas mais simples como o
  40. desenho ___ mão e a colagem, quando combinadas com tudo aquilo que os modelos 3D podem
  41. nos oferecer, ainda podem ser muito úteis e seguem sendo utilizadas por arquitetos e arquitetas
  42. ao redor do mundo. Pode ser que as técnicas artesanais nunca deixem de existir, mas é inegável
  43. que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da
  44. Arquitetura.


(Disponível em: www.archdaily.com.br/br/942582/a-evolucao-da-representacao-na-Arquitetura-e-qual-e-o-seu-futuro – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um pronome relativo que poderia substituir corretamente “as quais” (l. 32).

Alternativas
Q2632676 Português

A evolução da representação da Arquitetura


Por Santiago Baraya


  1. De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias,
  2. sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a
  3. capacidade do ser humano de imaginar e dar forma a modelos tridimensionais da realidade. A
  4. Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa
  5. faculdade. Considerando isso, neste artigo, procuramos explorar como a representação da
  6. Arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel ___
  7. imagem idealizada por quem a projetou.
  8. A representação de um projeto de Arquitetura, como objetivo principal, deve ser capaz de
  9. comunicar a essência da ideia concebida por seu projetista, permitindo que outras pessoas
  10. também possam visualizar ou acessar esta outra realidade. E embora essas projeções e imagens
  11. estejam se tornando cada dia mais “reais” e até banais em nossa vida cotidiana , é
  12. importante ressaltar que a representação da Arquitetura foi sendo desenvolvida lentamente
  13. através dos séculos para alcançar o seu atual estado da arte.
  14. Filippo Brunelleschi, arquiteto italiano do século XV, foi quem utilizou, pela primeira vez, a
  15. matemática para dar voz ___ inteligência espacial mencionada anteriormente, forjando uma
  16. técnica de representação da Arquitetura e do espaço que viria a ser conhecida como “perspectiva
  17. linear.” Essa descoberta causou tamanha revolução no campo da representação que ainda hoje,
  18. mais de sei...entos anos depois, o desenho em perspectiva segue sendo estudado e ensinado nas
  19. escolas de Arquitetura, arte e design do mundo todo.
  20. Embora noções de perspectiva ainda hoje sejam a base da representação na Arquitetura,
  21. tais regras também podem ser bastante restritivas, minando a nossa capacidade de imaginação,
  22. a qual vai muito além de qualquer cânone.
  23. Séculos mais tarde, o domínio do desenho em perspectiva foi a porta de entrada de Frank
  24. Lloyd Wright na Arquitetura. O mais famoso arquiteto norte-americano era conhecido por sua
  25. destreza sobre a prancheta, um personagem capaz de ilustrar com altíssimo grau de refinamento
  26. e precisão as suas mais incríveis ideias, imagens que ainda hoje impressionam pela proximidade
  27. com a realidade da obra construída.
  28. Em virtude do rápido avanço tecnológico e da incorporação de novas ferramentas a partir da
  29. segunda metade do século XX, a representação na Arquitetura evoluiu não apenas em termos
  30. técnicos, passando por uma profunda transformação em matéria de conteúdo.
  31. Muitos anos se passaram até que a representação na Arquitetura passasse a incorporar
  32. novas ferramentas, as quais já estavam sendo utilizadas amplamente em outras áreas, como a
  33. fotografia, o cinema e o design. Atualmente, fora algumas exceções, a visualização na
  34. Arquitetura está se tornando cada dia mais dependente de imagens geradas por computadores,
  35. uma espécie de resignação, como se já não houvesse mais alternativas ao hiper-realismo.
  36. As principais tendências apontam para uma completa fusão entre as técnicas de visualização
  37. na Arquitetura e a realidade virtual e aumentada. E embora essas ferramentas, ainda hoje,
  38. demandem a utilização de uma série de dispositivos multissensoriais, podemos dizer que nunca
  39. antes a visualização esteve tão próxima da realidade.No entanto, técnicas mais simples como o
  40. desenho ___ mão e a colagem, quando combinadas com tudo aquilo que os modelos 3D podem
  41. nos oferecer, ainda podem ser muito úteis e seguem sendo utilizadas por arquitetos e arquitetas
  42. ao redor do mundo. Pode ser que as técnicas artesanais nunca deixem de existir, mas é inegável
  43. que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da
  44. Arquitetura.


(Disponível em: www.archdaily.com.br/br/942582/a-evolucao-da-representacao-na-Arquitetura-e-qual-e-o-seu-futuro – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho sublinhado com a substituição das duas formas verbais pelo verbo “contribuir” conjugado no futuro do indicativo:


“É inegável que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da Arquitetura”.

Alternativas
Q2632667 Português

A evolução da representação da Arquitetura


Por Santiago Baraya


  1. De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias,
  2. sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a
  3. capacidade do ser humano de imaginar e dar forma a modelos tridimensionais da realidade. A
  4. Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa
  5. faculdade. Considerando isso, neste artigo, procuramos explorar como a representação da
  6. Arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel ___
  7. imagem idealizada por quem a projetou.
  8. A representação de um projeto de Arquitetura, como objetivo principal, deve ser capaz de
  9. comunicar a essência da ideia concebida por seu projetista, permitindo que outras pessoas
  10. também possam visualizar ou acessar esta outra realidade. E embora essas projeções e imagens
  11. estejam se tornando cada dia mais “reais” e até banais em nossa vida cotidiana , é
  12. importante ressaltar que a representação da Arquitetura foi sendo desenvolvida lentamente
  13. através dos séculos para alcançar o seu atual estado da arte.
  14. Filippo Brunelleschi, arquiteto italiano do século XV, foi quem utilizou, pela primeira vez, a
  15. matemática para dar voz ___ inteligência espacial mencionada anteriormente, forjando uma
  16. técnica de representação da Arquitetura e do espaço que viria a ser conhecida como “perspectiva
  17. linear.” Essa descoberta causou tamanha revolução no campo da representação que ainda hoje,
  18. mais de sei...entos anos depois, o desenho em perspectiva segue sendo estudado e ensinado nas
  19. escolas de Arquitetura, arte e design do mundo todo.
  20. Embora noções de perspectiva ainda hoje sejam a base da representação na Arquitetura,
  21. tais regras também podem ser bastante restritivas, minando a nossa capacidade de imaginação,
  22. a qual vai muito além de qualquer cânone.
  23. Séculos mais tarde, o domínio do desenho em perspectiva foi a porta de entrada de Frank
  24. Lloyd Wright na Arquitetura. O mais famoso arquiteto norte-americano era conhecido por sua
  25. destreza sobre a prancheta, um personagem capaz de ilustrar com altíssimo grau de refinamento
  26. e precisão as suas mais incríveis ideias, imagens que ainda hoje impressionam pela proximidade
  27. com a realidade da obra construída.
  28. Em virtude do rápido avanço tecnológico e da incorporação de novas ferramentas a partir da
  29. segunda metade do século XX, a representação na Arquitetura evoluiu não apenas em termos
  30. técnicos, passando por uma profunda transformação em matéria de conteúdo.
  31. Muitos anos se passaram até que a representação na Arquitetura passasse a incorporar
  32. novas ferramentas, as quais já estavam sendo utilizadas amplamente em outras áreas, como a
  33. fotografia, o cinema e o design. Atualmente, fora algumas exceções, a visualização na
  34. Arquitetura está se tornando cada dia mais dependente de imagens geradas por computadores,
  35. uma espécie de resignação, como se já não houvesse mais alternativas ao hiper-realismo.
  36. As principais tendências apontam para uma completa fusão entre as técnicas de visualização
  37. na Arquitetura e a realidade virtual e aumentada. E embora essas ferramentas, ainda hoje,
  38. demandem a utilização de uma série de dispositivos multissensoriais, podemos dizer que nunca
  39. antes a visualização esteve tão próxima da realidade.No entanto, técnicas mais simples como o
  40. desenho ___ mão e a colagem, quando combinadas com tudo aquilo que os modelos 3D podem
  41. nos oferecer, ainda podem ser muito úteis e seguem sendo utilizadas por arquitetos e arquitetas
  42. ao redor do mundo. Pode ser que as técnicas artesanais nunca deixem de existir, mas é inegável
  43. que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da
  44. Arquitetura.


(Disponível em: www.archdaily.com.br/br/942582/a-evolucao-da-representacao-na-Arquitetura-e-qual-e-o-seu-futuro – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita, mantendo a correção gramatical e a ideia original, do trecho a seguir:


“A Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa faculdade”.

Alternativas
Q2632663 Português

A evolução da representação da Arquitetura


Por Santiago Baraya


  1. De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias,
  2. sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a
  3. capacidade do ser humano de imaginar e dar forma a modelos tridimensionais da realidade. A
  4. Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa
  5. faculdade. Considerando isso, neste artigo, procuramos explorar como a representação da
  6. Arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel ___
  7. imagem idealizada por quem a projetou.
  8. A representação de um projeto de Arquitetura, como objetivo principal, deve ser capaz de
  9. comunicar a essência da ideia concebida por seu projetista, permitindo que outras pessoas
  10. também possam visualizar ou acessar esta outra realidade. E embora essas projeções e imagens
  11. estejam se tornando cada dia mais “reais” e até banais em nossa vida cotidiana , é
  12. importante ressaltar que a representação da Arquitetura foi sendo desenvolvida lentamente
  13. através dos séculos para alcançar o seu atual estado da arte.
  14. Filippo Brunelleschi, arquiteto italiano do século XV, foi quem utilizou, pela primeira vez, a
  15. matemática para dar voz ___ inteligência espacial mencionada anteriormente, forjando uma
  16. técnica de representação da Arquitetura e do espaço que viria a ser conhecida como “perspectiva
  17. linear.” Essa descoberta causou tamanha revolução no campo da representação que ainda hoje,
  18. mais de sei...entos anos depois, o desenho em perspectiva segue sendo estudado e ensinado nas
  19. escolas de Arquitetura, arte e design do mundo todo.
  20. Embora noções de perspectiva ainda hoje sejam a base da representação na Arquitetura,
  21. tais regras também podem ser bastante restritivas, minando a nossa capacidade de imaginação,
  22. a qual vai muito além de qualquer cânone.
  23. Séculos mais tarde, o domínio do desenho em perspectiva foi a porta de entrada de Frank
  24. Lloyd Wright na Arquitetura. O mais famoso arquiteto norte-americano era conhecido por sua
  25. destreza sobre a prancheta, um personagem capaz de ilustrar com altíssimo grau de refinamento
  26. e precisão as suas mais incríveis ideias, imagens que ainda hoje impressionam pela proximidade
  27. com a realidade da obra construída.
  28. Em virtude do rápido avanço tecnológico e da incorporação de novas ferramentas a partir da
  29. segunda metade do século XX, a representação na Arquitetura evoluiu não apenas em termos
  30. técnicos, passando por uma profunda transformação em matéria de conteúdo.
  31. Muitos anos se passaram até que a representação na Arquitetura passasse a incorporar
  32. novas ferramentas, as quais já estavam sendo utilizadas amplamente em outras áreas, como a
  33. fotografia, o cinema e o design. Atualmente, fora algumas exceções, a visualização na
  34. Arquitetura está se tornando cada dia mais dependente de imagens geradas por computadores,
  35. uma espécie de resignação, como se já não houvesse mais alternativas ao hiper-realismo.
  36. As principais tendências apontam para uma completa fusão entre as técnicas de visualização
  37. na Arquitetura e a realidade virtual e aumentada. E embora essas ferramentas, ainda hoje,
  38. demandem a utilização de uma série de dispositivos multissensoriais, podemos dizer que nunca
  39. antes a visualização esteve tão próxima da realidade.No entanto, técnicas mais simples como o
  40. desenho ___ mão e a colagem, quando combinadas com tudo aquilo que os modelos 3D podem
  41. nos oferecer, ainda podem ser muito úteis e seguem sendo utilizadas por arquitetos e arquitetas
  42. ao redor do mundo. Pode ser que as técnicas artesanais nunca deixem de existir, mas é inegável
  43. que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da
  44. Arquitetura.


(Disponível em: www.archdaily.com.br/br/942582/a-evolucao-da-representacao-na-Arquitetura-e-qual-e-o-seu-futuro – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica a palavra que poderia substituir o vocábulo “banais” (l. 11) sem causar alterações significativas ao texto.

Alternativas
Respostas
1321: B
1322: D
1323: B
1324: D
1325: D
1326: A
1327: B
1328: E
1329: E
1330: E
1331: C
1332: C
1333: D
1334: E
1335: C
1336: C
1337: E
1338: B
1339: D
1340: D