Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q4135086 Português

Leia o texto para responder à questão.


Projeto musical faz shows secretos em SP



    “É muito raro isso aqui”, diz a cantora Marina Melo em frente a um público de cerca de cem pessoas em São Paulo. “Um monte de gente sentada no chão, sem saber exatamente o que vai escutar, disposta a ficar em silêncio e a ouvir”.

    O espaço do palco é delimitado apenas por um tapete e um pedestal de microfone com luzinhas enroladas. A localização é um estúdio na zona oeste da capital, mas poderia ser qualquer outro canto — isso ajuda a resumir o Tranquilo, projeto musical mineiro que desembarcou em São Paulo e acontece nas noites de segunda-feira, mas nunca no mesmo lugar.

    Funciona assim: aos domingos, o perfil no Instagram do Tranquilo publica uma enquete. Quem responde recebe por mensagem a localização e os detalhes dos shows marcados para o dia seguinte. A escalação de artistas – sempre representantes da música independente e autoral – só é liberada na segunda-feira e o lineup1 não se repete.

    O projeto começou no quintal da casa do músico Thales Silva, que se sentia sem horizontes após lançar um álbum e não conseguir fazer o trabalho circular. “O artista independente não consegue furar algumas bolhas porque existem panelas que não se abrem. É como se você tivesse que expandir seu público sem ter oportunidades”, ele afirma. “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem um palco, vão ficar eternamente parados.”

    Durante as apresentações, em formato de pocket show2 e que elegem a diversidade como prioridade, o público recebe a letra de algumas composições. A localização escondida também gera curiosidade. Neste ano, o público chegou a 1200 pessoas em Belo Horizonte.

    Além de estimular a cena musical independente, o projeto se tornou uma espécie de celeiro de novos artistas com o momento “Olho no Olho”, que encerra as noites de shows com pessoas da plateia mostrando canções próprias.



(Laura Lewer. https://guia.folha.uol.com.br/shows/2023/03/ conheca-o-tranquilo-projeto-musical-que-faz-shows-quase-secretosem-sp.shtml. Publicado em 17.03.2023. Adaptado.)



1 lineup: lista, sequência.

2 pocket show: apresentação de curta duração.

Considere o trecho do quarto parágrafo.



    “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem palco, vão ficar eternamente parados.”



A reescrita desse trecho mantém o sentido original do texto na alternativa:

Alternativas
Q4077179 Português
As habilidades profissionais que inteligência artificial ainda não consegue replicar


Um relatório do grupo financeiro Goldman Sachs, publicado em 2023, estima que a inteligência artificial capaz de gerar conteúdo realiza um quarto de todo o trabalho realizado por seres humanos. Segundo o relatório, trezentos milhões de empregos serão perdidos para a automação em toda a União Europeia e nos Estados Unidos.

As consequências seriam desastrosas, de acordo com Martin Ford, autor do livro "A regra dos robôs: como a inteligência artificial transformará tudo". "Não é algo que acontecerá apenas individualmente, mas sim, de forma bastante sistêmica", diz ele. Isso traz consequências não só para alguns indivíduos, mas para toda a economia."

Felizmente, nem tudo são más notícias. Os especialistas fazem uma ressalva: ainda existem coisas que a inteligência artificial não faz, tarefas que envolvem qualidades claramente humanas, como a inteligência emocional e o pensamento criativo.

Por isso, mudar para funções centralizadas nestas habilidades ajuda a redução das chances de substituição pela inteligência artificial.

"Existem três categorias gerais que estarão protegidas no futuro próximo", afirma Ford.

"Primeiro, os empregos genuinamente criativos. Você não faz um trabalho previsível, nem simplesmente reorganiza as coisas. Você cria novas ideias e constrói algo novo."

Isso não significa, necessariamente, que todos os empregos considerados "criativos" estejam seguros. Na verdade, atividades como o design gráfico e relacionadas às artes visuais estão entre as primeiras a desaparecer. Algoritmos básicos podem orientar um robô a analisar milhões de imagens, permitindo que a inteligência artificial domine instantaneamente a estética.

Mas existe alguma segurança em outros tipos de criatividade, segundo Ford: "Na ciência, na medicina e no direito, pessoas geram novas estratégias legais ou comerciais, continuando em seus empregos."

A segunda categoria protegida, de acordo com Ford, é a dos empregos que exigem relações interpessoais sofisticadas. Ele destaca enfermeiros, consultores comerciais e jornalistas investigativos.

A terceira zona segura, na opinião de Ford, é a dos "empregos que realmente exigem muita mobilidade, agilidade e capacidade de solução de problemas em ambientes imprevisíveis". Muitos empregos no setor de serviços - eletricistas, encanadores, soldadores etc. - se encaixam nesta classificação. "São tipos de trabalho em que você lida com uma nova situação o tempo todo", acrescenta ele. Para automatizar trabalhos como estes, você precisaria de um robô de ficção científica. Você precisaria do C-3PO de Star Wars."

Embora os empregos que se enquadram nestas categorias continuarão ocupados por seres humanos, isso não significa que essas profissões estejam protegidas contra a ascensão da inteligência artificial. Na verdade, segundo a professora de economia trabalhista Joanne Song McLaughlin, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, a maioria dos empregos, independentemente do setor, tem aspectos que serão automatizados pela tecnologia.

Para ela, "em muitos casos, não existe ameaça imediata aos empregos, mas as tarefas mudarão". Os empregos humanos ficarão mais concentrados nas habilidades interpessoais, segundo McLaughlin.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51pddezq0go. Adaptado.
Isso não significa, necessariamente, que todos os empregos considerados criativos estejam seguros.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido da frase: 
Alternativas
Q4077100 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As habilidades profissionais que inteligência artificial ainda não consegue replicar


Um relatório do grupo financeiro Goldman Sachs, publicado em 2023, estima que a inteligência artificial capaz de gerar conteúdo realiza um quarto de todo o trabalho realizado por seres humanos. Segundo o relatório, trezentos milhões de empregos serão perdidos para a automação em toda a União Europeia e nos Estados Unidos.

As consequências seriam desastrosas, de acordo com Martin Ford, autor do livro "A regra dos robôs: como a inteligência artificial transformará tudo". "Não é algo que acontecerá apenas individualmente, mas sim, de forma bastante sistêmica", diz ele. Isso traz consequências não só para alguns indivíduos, mas para toda a economia."

Felizmente, nem tudo são más notícias. Os especialistas fazem uma ressalva: ainda existem coisas que a inteligência artificial não faz, tarefas que envolvem qualidades claramente humanas, como a inteligência emocional e o pensamento criativo.

Por isso, mudar para funções centralizadas nestas habilidades ajuda a redução das chances de substituição pela inteligência artificial.

"Existem três categorias gerais que estarão protegidas no futuro próximo", afirma Ford.

"Primeiro, os empregos genuinamente criativos. Você não faz um trabalho previsível, nem simplesmente reorganiza as coisas. Você cria novas ideias e constrói algo novo."

Isso não significa, necessariamente, que todos os empregos considerados "criativos" estejam seguros. Na verdade, atividades como o design gráfico e relacionadas às artes visuais estão entre as primeiras a desaparecer. Algoritmos básicos podem orientar um robô a analisar milhões de imagens, permitindo que a inteligência artificial domine instantaneamente a estética.

Mas existe alguma segurança em outros tipos de criatividade, segundo Ford: "Na ciência, na medicina e no direito, pessoas geram novas estratégias legais ou comerciais, continuando em seus empregos."

A segunda categoria protegida, de acordo com Ford, é a dos empregos que exigem relações interpessoais sofisticadas. Ele destaca enfermeiros, consultores comerciais e jornalistas investigativos.

A terceira zona segura, na opinião de Ford, é a dos "empregos que realmente exigem muita mobilidade, agilidade e capacidade de solução de problemas em ambientes imprevisíveis". Muitos empregos no setor de serviços - eletricistas, encanadores, soldadores etc. - se encaixam nesta classificação. "São tipos de trabalho em que você lida com uma nova situação o tempo todo", acrescenta ele. Para automatizar trabalhos como estes, você precisaria de um robô de ficção científica. Você precisaria do C-3PO de Star Wars."

Embora os empregos que se enquadram nestas categorias continuarão ocupados por seres humanos, isso não significa que essas profissões estejam protegidas contra a ascensão da inteligência artificial. Na verdade, segundo a professora de economia trabalhista Joanne Song McLaughlin, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, a maioria dos empregos, independentemente do setor, tem aspectos que serão automatizados pela tecnologia.

Para ela, "em muitos casos, não existe ameaça imediata aos empregos, mas as tarefas mudarão". Os empregos humanos ficarão mais concentrados nas habilidades interpessoais, segundo McLaughlin.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51pddezq0go. Adaptado.
Isso não significa, necessariamente, que todos os empregos considerados criativos estejam seguros.

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido da frase:
Alternativas
Q4076775 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As habilidades profissionais que inteligência artificial ainda não consegue replicar


Um relatório do grupo financeiro Goldman Sachs, publicado em 2023, estima que a inteligência artificial capaz de gerar conteúdo realiza um quarto de todo o trabalho realizado por seres humanos. Segundo o relatório, trezentos milhões de empregos serão perdidos para a automação em toda a União Europeia e nos Estados Unidos.

As consequências seriam desastrosas, de acordo com Martin Ford, autor do livro "A regra dos robôs: como a inteligência artificial transformará tudo". "Não é algo que acontecerá apenas individualmente, mas sim, de forma bastante sistêmica", diz ele. Isso traz consequências não só para alguns indivíduos, mas para toda a economia."

Felizmente, nem tudo são más notícias. Os especialistas fazem uma ressalva: ainda existem coisas que a inteligência artificial não faz, tarefas que envolvem qualidades claramente humanas, como a inteligência emocional e o pensamento criativo.

Por isso, mudar para funções centralizadas nestas habilidades ajuda a redução das chances de substituição pela inteligência artificial.

"Existem três categorias gerais que estarão protegidas no futuro próximo", afirma Ford.

"Primeiro, os empregos genuinamente criativos. Você não faz um trabalho previsível, nem simplesmente reorganiza as coisas. Você cria novas ideias e constrói algo novo."

Isso não significa, necessariamente, que todos os empregos considerados "criativos" estejam seguros. Na verdade, atividades como o design gráfico e relacionadas às artes visuais estão entre as primeiras a desaparecer. Algoritmos básicos podem orientar um robô a analisar milhões de imagens, permitindo que a inteligência artificial domine instantaneamente a estética.

Mas existe alguma segurança em outros tipos de criatividade, segundo Ford: "Na ciência, na medicina e no direito, pessoas geram novas estratégias legais ou comerciais, continuando em seus empregos." 

A segunda categoria protegida, de acordo com Ford, é a dos empregos que exigem relações interpessoais sofisticadas. Ele destaca enfermeiros, consultores comerciais e jornalistas investigativos.

A terceira zona segura, na opinião de Ford, é a dos "empregos que realmente exigem muita mobilidade, agilidade e capacidade de solução de problemas em ambientes imprevisíveis". Muitos empregos no setor de serviços - eletricistas, encanadores, soldadores etc. - se encaixam nesta classificação. "São tipos de trabalho em que você lida com uma nova situação o tempo todo", acrescenta ele. Para automatizar trabalhos como estes, você precisaria de um robô de ficção científica. Você precisaria do C-3PO de Star Wars."

Embora os empregos que se enquadram nestas categorias continuarão ocupados por seres humanos, isso não significa que essas profissões estejam protegidas contra a ascensão da inteligência artificial. Na verdade, segundo a professora de economia trabalhista Joanne Song McLaughlin, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, a maioria dos empregos, independentemente do setor, tem aspectos que serão automatizados pela tecnologia.

Para ela, "em muitos casos, não existe ameaça imediata aos empregos, mas as tarefas mudarão". Os empregos humanos ficarão mais concentrados nas habilidades interpessoais, segundo McLaughlin.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51pddezq0go. Adaptado.
Isso não significa, necessariamente, que todos os empregos considerados criativos estejam seguros.

Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido da frase:
Alternativas
Q3663901 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ortografia não é língua!


Vivemos numa cultura grafocêntrica, isto é, numa cultura em que a escrita exerce um papel central na vida diária das pessoas. Mesmo as analfabetas estão imersas nessa cultura, porque têm de pegar ônibus, fazer compras, lidar com dinheiro, cartão de banco, documentos, boletos, embalagens, ícones do telefone celular etc. A escrita está presente na vida delas o tempo todo, tanto quanto na das pessoas alfabetizadas. Aliás, justamente por isso, as especialistas no tema dizem que existem pessoas analfabetas, sim, mas não pessoas iletradas, já que todas têm de aprender a interagir a todo momento (com maior ou menor desenvoltura) com a letra, ou seja, com a escrita.


Nós também nos movemos no interior daquilo que se chama paisagem linguística. Por onde andamos, no meio urbano e também fora dele (dentro de um avião, por exemplo), estamos rodeadas de cartazes, letreiros de lojas, sinalização de trânsito, painéis de elevadores, publicidade colada nos postes, instruções escritas no asfalto, numeração das casas, folheto de cartomante, placas com nomes de ruas, inscrições em veículos etc. A paisagem linguística é objeto de conflitos em sociedades plurilíngues, onde os grupos de falantes de línguas minorizadas lutam para que todo esse universo de escrita também esteja grafado em sua língua não hegemônica. No Canadá, por exemplo, tudo o que chega às mãos da população tem de vir, obrigatoriamente, por lei, escrito em inglês e francês, assim como, na Bélgica, em neerlandês e francês. (...) Esse impacto da escrita na nossa vida em sociedade é tamanho que para muitas pessoas é difícil pensar em “língua” sem pensar imediatamente em “escrita”, quando não acham que são sinônimos! Mas não são.


Para essa enganosa sinonímia contribui muito o processo de escolarização. Mesmo sendo precário e quase indigente no Brasil, o ensino institucionalizado de língua se faz, evidentemente, por meio da escrita e da leitura do que está escrito. Isso explica, por exemplo, por que a grande maioria do que se chama “erro de português” é, na verdade, mero erro de ortografia: “Credo, o e-mail de fulano está cheio de erros de português”.


Vai ver, são basicamente erros de ortografia. Quando ouvimos alguém dizer [kizɛh], não temos a menor ideia de se, na hora de escrever, ela vai grafar quiser, com <s>, ou quizer, com <z>.  A pronúncia [kizɛh] é um fato de língua, mas a grafia considerada correta (por lei) é quiser, e isso não tem nada a ver com a língua, mas com as convenções que foram estabelecidas socioculturalmente para a representação escrita (sempre falha e incompleta) dos fatos de língua (por que existe debaixo, uma palavra só, e de cima, duas? Por que quiser com <s> e fizer, com <z>?). Tanto é assim que nossos avós escreviam physica mas pronunciavam [fizika], exatamente como pronunciamos hoje, apesar de escrevermos física. Por isso é que dizemos (e escrevemos): a ortografia não faz parte da língua. Aliás, até o início do século passado o que se escrevia era orthographia!


Quando, na linguística, falamos de língua, o que temos em mente é um conjunto de regularidades que permitem o funcionamento de um modo de falar presente numa dada comunidade humana: os sons que compõem esse idioma, a combinação deles, a morfologia e a sintaxe (ou seja, a gramática), as formas variantes que as e os falantes têm de dizer a mesma coisa (uma “pôça” ou uma “póça” d’água, por exemplo, é algo que independe da ortografia, que é poça para os dois casos, mas de fatores sociais variáveis, como a origem geográfica da pessoa) etc. É assim que aplicamos o rótulo de língua aos modos de falar de centenas de etnias indígenas diferentes, muito embora elas não tenham uma tradição escrita originária — são as pesquisadoras, antropólogas e linguistas, que, para empreender seus estudos, colocam no papel essas línguas, usando convenções gráficas que jamais passaram pela cabeça de quem as fala. Se nós escrevemos tupi, é porque falamos português. Se o Brasil tivesse sido invadido e colonizado por ingleses, por exemplo, o nome dessa etnia e de sua língua provavelmente seria escrito Toopee; se por franceses, toupi ou algo assim. Se fossem russos, nem sequer usariam o alfabeto latino… E nunca é demais lembrar: existem muitas centenas de línguas faladas no mundo hoje que não têm forma escrita, existem exclusivamente na forma oral — são as chamadas línguas ágrafas. No Brasil mesmo, passam de cem. São ágrafas, mas são línguas, em todos os sentidos da palavra.


Ortografia não é língua, ok. Mas é gramática? A resposta depende do que se entende por gramática. A grandíssima maioria das pessoas entende “gramática” como “livro de gramática”, uma obra que contém supostamente tudo o que existe na língua e, principalmente, tudo o que é “certo”. Assim, se o livro chamado “gramática” tem um capítulo que trata da ortografia, então a ortografia faz parte da gramática (foi disso que tentou me convencer a pessoa que me retrucou). Na ciência linguística, no entanto, gramática é um termo que desgina “todo o sistema e estrutura de uma língua ou das línguas em geral, habitualmente considerado como constituído de sintaxe e morfologia (incluindo flexões) e às vezes também fonologia e semântica”, conforme define o famoso dicionário Oxford da língua inglesa (pensei em usar a definição de um conhecido dicionário brasileiro, mas topei com um “estudo sistemático ... do sistema” e desisti).


Assim, para a teoria linguística, tanto “tu foi” quanto “tu foste” são regras da gramática do português brasileiro, assim como “as mesa pequena” e “as mesas pequenas”, para citar só esses mínimos exemplos. Significa que tudo o que é possível encontrar nos usos autênticos das pessoas que falam uma língua pertence à gramática dessa língua — e tudo o que é possível encontrar nesses usos pode ser sistematizado em regras. Sim, existe uma regra (cognitiva) que governa “as mesa pequena ficou lá fora”: se as gramáticas normativas não apresentam essa regra, o problema é delas. Observe que, na definição do dicionário Oxford, não aparece letra, pontuação, divisão silábica, acentuação gráfica… nada do que constitui o modo de escrever a língua. Por quê? Ora, porque a forma de escrever uma língua (e, principalmente, sua ortografia oficial) não faz parte da gramática dessa língua. Se eu enviar uma mensagem escrita assim: “quandu vossê xegá in caza, mi aviza”, a ortografia está errada, mas a gramática está perfeita, tanto que, lida em voz alta, qualquer falante de português brasileiro vai reconhecer ali sua língua.

[...]


A ortografia é uma decisão política, está regulamentada por lei, de modo que podemos, sim, dizer que existe erro de ortografia, mesmo sendo uma lei que não prevê sanções contra seu descumprimento. Por sua vez, a gramática (no sentido que se dá ao termo em linguística), seja de que língua for, não tem a mais remota possibilidade de ser regulamentada por lei, muito embora tanta gente acredite que os manuais de gramática normativa têm de ser seguidos à risca, como códigos penais. Não têm. Os usos da língua são múltiplos e variáveis, se transformam ao longo do tempo, o que provoca mudanças na gramática, mudanças às vezes acompanhadas pela ortografia oficial (como no caso do português, com tantas e obsessivas reformas ortográficas ao longo do século 20), às vezes não. (...)


A eficácia do ensino-aprendizagem da ortografia não depende do sistema de escrita nem da maior ou menor racionalidade de suas regras. O português tem uma ortografia bastante razoável no que diz respeito à relação letra-som, mas, com exceção de Portugal, os demais países que têm o português como língua oficial apresentam baixíssimos níveis de letramento de suas populações, incluindo o Brasil, em que o número de pessoas analfabetas funcionais ultrapassa facilmente os cem milhões (entre as quais, evidentemente, as pessoas que padecem de fome ou vivem na insegurança alimentar). Em contrapartida, o Reino Unido, que tem o inglês como língua de ensino, apresenta um índice de alfabetização superior a 99% de sua população de quase 68 milhões. O Sri Lanka, país em que se usa um sistema de escrito próprio e muito complexo para a língua cingalesa, tem 98% de sua população letrada. O espanhol tem uma ortografia muito racional e fácil de aprender, mas enquanto Cuba (11 milhões de habitantes) apresenta um índice de alfabetismo que beira os 100%, na Guatemala (17 milhões) 75% da população maior de 15 anos é analfabeta. A ortografia não faz parte da língua, mas oferecer (ou não) à população a oportunidade de aprendê-la para ler e escrever, como é direito de toda pessoa no mundo de hoje, faz parte do tipo de projeto que os diferentes governos têm para suas respectivas nações.


BAGNO, Marcos. Ortografia não é língua! (adaptado). Blog da Parábola Editorial, [s. l.], 2023. Disponível em: https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/ortografia-nao-e-lingua-1. Acesso em: 10 set. 2023. 

Observe o seguinte trecho retirado do texto:


“Assim, se o livro chamado “gramática” tem um capítulo que trata da ortografia, então a ortografia faz parte da gramática”


Desprezando-se as alterações de sentido, assinale a alternativa em que a reescrita do trecho apresentado respeita os preceitos ditados pela norma padrão da língua portuguesa. 

Alternativas
Q3611400 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Minha obra foi copiada por inteligência artificial mais do que a de Picasso


A inteligência artificial tem mudado a realidade como a conhecemos, mas para o artista digital Greg Rutkowski, tem causado grandes problemas. Ele disse que seu nome havia sido usado mais de quatrocentas mil vezes como prompt em ferramentas de inteligência artificial que geram arte desde o ano passado, mas sem o seu consentimento.

Prompts são os comandos enviados ao sistema de inteligência artificial para que ele gere a resposta almejada. Quando ele checou, disse que seu nome havia sido utilizado como prompt mais vezes do que os nomes dos artistas Pablo Picasso e Leonardo da Vinci.

Nascido na Polônia, Greg teve suas obras usadas em games como Dungeons and Dragons e Magic: The Gathering, mas tem receio de que a popularidade recém-descoberta neste mundo artificial afete trabalhos futuros.

Sites como Midjourney, Dall.E, NightCafe e Stable Diffusion são conhecidos como plataformas de inteligência artificial generativa. Eles são capazes de criar obras de arte geradas artificialmente em segundos a partir dos prompts que os usuários digitam.

As ferramentas aprenderam a coletar bilhões de imagens existentes na internet. E os artistas reclamam que isso é feito sem o consentimento deles. "Logo no primeiro mês que descobri, percebi que isso afetaria claramente minha carreira, e eu não seria capaz de reconhecer e encontrar meus próprios trabalhos na internet", diz Greg.

"Os resultados serão associados ao meu nome, mas não será a minha imagem. Não será criada por mim. Logo, os resultados confundirão as pessoas que descobrem meu trabalho. Tudo em que trabalhamos por tantos anos foi tirado de nós com muita facilidade pela inteligência artificial", acrescentou. "É bem difícil dizer se isso mudará toda a indústria a ponto de os artistas humanos se tornarem obsoletos. Acredito que meu trabalho e futuro estão sob um grande ponto de interrogação."

Embora os problemas sejam claros, há certas formas de as ferramentas de inteligência artificial serem usadas para beneficiar os artistas, de acordo com o animador Harry Hambley, artista que é a força criativa por trás do personagem Ketnipz, uma sensação da internet. "Acho que, para mim, a principal coisa que a arte generativa resolve é o tédio", diz ele. "Mas pode ser assustador, pois a internet já é um lugar selvagem, e misturar inteligência artificial com isso... não sabemos aonde vai dar."

"Se eu acho que meu trabalho será sacrificado pela inteligência artificial ou que esta fará melhor do que eu? Acredito que não. "Há mais na arte do que sua aparência. No fim das contas, há uma razão maior pela qual as pessoas se envolveram com o Ketnipz, e não acredito que seja apenas a sua mera estética".


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqq42vdygqxo. Adaptado.
"Logo no primeiro mês que descobri, percebi que isso afetaria claramente minha carreira, e eu não seria capaz de reconhecer e encontrar meus próprios trabalhos na internet", diz Greg.
Assinale a opção que contenha a nova pontuação CORRETA em alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3572284 Português

Texto 01


Com quem você quer trabalhar? 


A alternativa em que se verifica que o verbo ter poderia ser substituído pelo verbo haver é 
Alternativas
Q3570956 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.


Texto 01


Com quem você quer trabalhar? 



A alternativa em que se verifica que o verbo ter poderia ser substituído pelo verbo haver é  
Alternativas
Q3550024 Português

Leia o texto a seguir.


“– Paguei, claro que paguei. Quem trabalha merece soldo. Acontece que quando me preparava para sair, mirei pras pernas da morocha – uns gambitos finos como rama de taleira – e disse pra ela que quando morresse me deixasse as canelas por herança.”


Apparicio da Silva Rillo.



Qual alternativa é uma paráfrase do texto?

Alternativas
Q3374408 Português


BECK, Alexandre. Disponível em: <https://suburbanodigital.blogspot.com/

2020/09/tirinha-do-armandinho-professores-nos-ajudam-a-ler.html?m=1>.

Acesso em: 2 nov. 2023.

Tendo em vista a mensagem do texto e os mais variados contextos comunicativos, julgue (C ou E) o item a seguir. 


A informação original seria alterada caso a redação Alguns professores nos ajudam a ler! fosse empregada no lugar do período que compõe o primeiro quadrinho. 

Alternativas
Q3374405 Português


HENRIQUE, Ícaro. Disponível em: <https://www.educacao.df.gov.br/ ex-

aluna-da-rede-publica-recebe-premio-nacional-por-projeto-cultural/>.

Acesso em: 2 nov. 2023, com adaptações.

Com base nas informações do texto e nos recursos responsáveis pelas relações entre elas, julgue (C ou E) o item a seguir. 


A relação de sentido original seria alterada caso o trecho “cujas pesquisas demonstram criatividade e dialogam com a ciência do futuro” (linhas de 2 a 4) fosse substituído pela redação cujas pesquisas não só demonstram criatividade, como porém dialogam com a ciência do futuro.

Alternativas
Q3374398 Português

ANDRADE, Carlos Drummond de. Para gostar de ler. v. 2. Crônicas.
São Paulo: Ática, 1995, pp. 54-7, com adaptações.

Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir. 


A redação Dona Amarílis é democrata e professora, na escola pública de uma rua, o qual eu não vou contar aonde fica está totalmente de acordo com a norma-padrão e reproduz o sentido original do primeiro período. 

Alternativas
Q3214065 Português

MÃE, Valter Hugo. Autobiografia Imaginária. JL Jornal de Letras, Artes e
Ideias, Ano XXII, n. 1095, com adaptações. 

A respeito da linguagem utilizada pelo autor, julgue (C ou E) o item a seguir.


A substituição da expressão “ao menos” (linha 12) pela forma pelo menos preservaria o sentido original. 

Alternativas
Q3214064 Português

MÃE, Valter Hugo. Autobiografia Imaginária. JL Jornal de Letras, Artes e
Ideias, Ano XXII, n. 1095, com adaptações. 

A respeito da linguagem utilizada pelo autor, julgue (C ou E) o item a seguir.


De acordo com a norma-padrão, o trecho “Iluminei-me todo” (linha 5) poderia ser reescrito da seguinte maneira: Me iluminei todo

Alternativas
Q3149885 Português
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações da tira atende à norma-padrão.
Alternativas
Q3105955 Português
Festa de aniversário


Leonora chegou-se para mim, a carinha mais limpa deste mundo:
– Engoli uma tampa de Coca-Cola.
Levantei as mãos para o céu: mais esta, agora! Era uma festa de aniversário, o aniversário dela própria, que completava seis anos de idade. Convoquei imediatamente a família:
– Disse que engoliu uma tampa de Coca-Cola.
A mãe, os tios, os avós, todos a cercavam, nervosos e inquietos.
– Abra a boca, minha filha. Agora não adianta: já engoliu. Deve ter arranhado. Mas engoliu como? Quem é que engole uma tampa de cerveja? De cerveja não: de Coca-Cola. Pode ter ficado na garganta – urgia que déssemos uma providência, não ficássemos ali, feito idiotas. Tomei-a ao colo: – Vem cá, minha filhinha, conta só para mim. Você engoliu coisa nenhuma, não é isso mesmo?
– Engoli sim, papai – ela afirmava com decisão.
Consultei o tio, baixinho:
– O que é que você acha?
Ele foi buscar uma tampa de garrafa, separou a cortiça do metal:
– O que você engoliu: isto... ou isto?
– Cuidado que ela engole outra – adverti.
– Isto – e ela apontou com firmeza a parte de metal.
Não tinha dúvida: pronto-socorro. Dispus-me a carregá-la, mas alguém sugeriu que era melhor que ela fosse andando: auxiliava a digestão.
No hospital, o médico limitou-se a apalpar-lhe a barriguinha, cético:
– Dói aqui, minha filha?
Quando falamos em radiografia, revelou-nos que o aparelho estava com defeito: só no pronto-socorro da cidade.
Batemos para o pronto-socorro da cidade. Outro médico nos atendeu com solicitude.
– Vamos já ver isto.
Tirada a chapa, ficamos aguardando ansiosos a revelação. Em pouco o médico regressava:
– Engoliu foi a garrafa.
– A garrafa?! – exclamei. Mas era uma gracinha dele, cujo espírito passava ao largo da minha aflição: eu não estava para graças. Uma tampa de garrafa! Certamente precisaria operar – não haveria de sair por si mesma.
O médico pôs-se a rir de mim:
– Não engoliu coisa nenhuma. O senhor pode ir descansado.
– Engoli – afirmou a menininha.
Voltei-me para ela:
– Como é que você ainda insiste, minha filha?
– Que eu engoli, engoli.
– Pensa que engoliu – emendei.
– Isso acontece – sorriu o médico – até com gente grande. Aqui já teve um guarda que pensou ter engolido o apito.
– Pois eu engoli mesmo – comentou ela, intransigente.
– Você não pode ter engolido – arrematei, já impaciente. – Quer saber mais que o médico?
– Quero. Eu engoli, e depois desengoli – esclareceu ela.
Nada mais havendo a fazer, engoli em seco, despedi-me do médico e bati em retirada com toda a comitiva.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, RJ. 1962. Adaptado.) 
A relação de sinonímia entre vocábulos distintos diz respeito a determinados aspectos semânticos contextuais. Considerando-se a preservação do sentido original do texto, o vocábulo destacado seria substituído adequadamente pela respectiva sugestão: 
Alternativas
Q3056948 Português

Ricardo Grandi Bianco. Internet: politize.com.br (com adaptações).

A respeito das ideias veiculadas no texto, julgue o item.


Seria gramaticalmente correto e coerente com as ideias do texto reescrever o segmento “visavam mitigar a emissão de” (linha 19) da seguinte forma: objetivavam à mitigação de emissão de.

Alternativas
Q3045469 Português
Música violenta

Publicado em 14/02/2023

Paulo Pestana

Crônica



            Carmen Miranda, em 1932, gravou um samba de André Filho, o autor de Cidade Maravilhosa, que dizia assim: “Vivo feliz, no meu canto, sossegada/ Tenho amor, tenho carinho/ Tenho tudo, até pancada”.


        No mesmo ano, Noel Rosa escreveu: “Mas que mulher indigesta, merece um tijolo na testa”. Em 1930, Ary Barroso ganhou o concurso de músicas de carnaval na voz de Francisco Alves, que cantava: “Essa mulher há muito tempo me provoca/ Dá nela! Dá Nela”.


          Em 1974, outro dia mesmo, portanto, Simone gravou um samba de roda que diz: “Se essa mulher fosse minha/ Eu tirava do samba já, já/ Dava uma surra nela/ Que ela gritava: chega”. A violência, além da pancada física, era humilhante. Francisco Alves, o rei da voz, em parceria com Jorge Faraj, gravou uma valsinha em 1936: “Certas mulheres que conheço/ Que vendem conforme o preço/ Os seus amores banais/ E eu volto a chorar pensando/ Que fui bem tolo te amando/ Pois tu deves ser das tais”.


       E Mário Lago, que quatro anos depois, com Ataulfo Alves, comporia Amélia, o símbolo da mulher submissa, treinou antes com Benedito Lacerda. A música foi gravada por Orlando Silva, em 1939: “Eras no fundo uma fútil/ E foste de mão em mão/ Satisfaz tua vaidade/ Muda de dono à vontade/ Isto em mulher é comum”.


        E o fato de gostar de música não significa comunhão de ideias com os autores. Até porque muitas mulheres, de ontem e de hoje, participam da detração; Francisco Alves, que tantas músicas machistas gravou, derreteu corações femininos até a morte, em 1952, quando milhares de mulheres saíram à rua para chorar pelo ídolo.


         Amélia, música-símbolo da mulher submissa, está completando 80 anos. Ainda é ouvida em rodas de samba pela cidade. Não surpreende: a letra é de uma candura angelical diante de alguns funks atuais, alguns deles cantados por mulheres.


      É uma música importante, uma das primeiras a usar uma estrutura mais parecida com o samba ouvido nas escolas, menos estilizada do que o que se ouvia no rádio de então, criada por Ataulfo Alves [...]. Mas a letra, de Mário Lago, provocou polêmica desde o início, tanto que nenhum dos grandes cantores da época a lançou, foi gravada pelo próprio Ataulfo (e suas Pastoras).


        Amélia virou verbete de dicionário como sinônimo de submissão; a canção é condenada, vem sendo cancelada. Hoje – mesmo depois de passada a pandemia – muita gente prefere usar máscara, se esconder por trás de palavras corretas, ao invés de coibir as ações incorretas.


       Amélias e Emílias (“Eu quero uma mulher/ Que saiba lavar e cozinhar/ E de manhã cedo/ Me acorde na hora de ir trabalhar”, do samba de Wilson Baptista) são personagens de outra época. Nos funks atuais a submissão é bem mais explícita, com letras que não se ouvia nem nas músicas safadas de outros tempos.


      A sociedade vem se alternando contraditoriamente entre a amoralidade absoluta e as palavras politicamente corretas. É um mundo meio perdido e triste quando a gente vê que as pessoas estão se alienando da vida. 



PESTANA, Paulo. Música violenta. Correio Braziliense, 23 de janeiro de 2023. Crônica. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/musicaviolenta/. Acesso em: 03 mar. 2023. 
A palavra “detração”, utilizada no sexto parágrafo, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido ao trecho em que ela ocorre, por:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Ibatiba - ES Provas: IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Matemática | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Atendimento Educacional Especializado na Área de Transtornos Globais do Desenvolvimento (Autismo) - PEB AF ou PEB AI | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Atendimento Educacional Especializado na Área de Deficiência Mental/Intelectual - PEB AF ou PEB AI | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Atendimento Educacional Especializado na Área de Deficiência Visual - PEB AF ou PEB AI | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Atendimento Educacional Especializado na Área de Deficiência Auditiva - PEB AF ou PEB AI | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Educação Física | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Arte | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Inglês | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Geografia | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - História | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Ciências | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Língua Portuguesa | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Pedagogo | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor da Educação Básica dos Anos Finais - Não Habilitado (PEB-NM) | IBADE - 2023 - Prefeitura de Ibatiba - ES - Professor PEB - AF - Ensino Religioso |
Q3039917 Português

8 BILHÕES DE PESSOAS, UMA HUMANIDADE.

Assuntos da ONU

13 nov. 2022


Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fala sobre chegada da população mundial a oito bilhões em meados de novembro/22.


A população mundial chegará a oito bilhões em meados de novembro – resultado dos avanços científicos e das melhorias na alimentação, na saúde pública e no saneamento. No entanto, à medida que a nossa família humana cresce, está também cada vez mais dividida.

Bilhões de pessoas estão em dificuldades; centenas de milhões passam fome ou estão até subnutridas. Um número recorde de pessoas procura oportunidades, o alívio de dívidas e de dificuldades, das guerras e dos desastres climáticos.

Se não reduzirmos o enorme fosso entre os que têm e os que não têm, estaremos construindo um mundo de oito bilhões de pessoas repleto de tensões, desconfiança, crises e conflitos.

Os fatos falam por si só. Um pequeno grupo de bilionários possui a mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial. Os que estão entre os 1% mais ricos do mundo detêm um quinto do rendimento mundial. As pessoas nos países mais ricos podem viver até 30 anos a mais do que nos países mais pobres. À medida que o mundo se tornou mais rico e saudável nas últimas décadas, essas desigualdades também se agravaram.

Além dessas tendências de longo prazo, a aceleração da crise climática e a recuperação desigual da pandemia de COVID19 aumentam as desigualdades. Estamos na direção de uma catástrofe climática, com as emissões e as temperaturas em contínuo crescimento. Inundações, tempestades e secas estão devastando países que em quase nada contribuíram para o aquecimento global.

A guerra na Ucrânia agrava as atuais crises alimentar, energética e financeira, que atingem mais duramente as economias em desenvolvimento. Estas desigualdades têm um maior impacto nas mulheres e nas meninas e em grupos marginalizados que já são discriminados.

Muitos países do sul global enfrentam enormes dívidas, o agravamento da pobreza e da fome e os impactos crescentes da crise climática, tendo poucas oportunidades de investir numa recuperação sustentável da pandemia, na transição para as energias renováveis ou na educação e formação para a era digital. [...]

As divisões tóxicas e a falta de confiança causam atrasos e impasses numa série de questões, do desarmamento nuclear ao terrorismo, passando pela saúde. Devemos frear estas tendências prejudiciais, curar relações e encontrar soluções conjuntas para os nossos desafios comuns.

O primeiro passo passa por reconhecer que essas desigualdades desenfreadas são uma escolha que os países desenvolvidos têm a responsabilidade de reverter – já a partir deste mês na Conferência sobre as Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP27), no Egito, e na Cúpula do G20, em Bali. Espero que a COP27 resulte em um Pacto de Solidariedade Climática histórico sob o qual as economias desenvolvidas e emergentes se unam em torno de uma estratégia comum e combinem as suas capacidades e recursos para o benefício da humanidade. Os países mais ricos devem dar apoio financeiro e técnico às principais economias emergentes para a transição dos combustíveis fósseis. Esta é a nossa única esperança para cumprir as nossas metas climáticas.

Também apelo aos líderes da COP27 que cheguem a um acordo sobre um modelo de compensação aos países do sul global pelas perdas e os danos relacionados com o clima que já causam um enorme sofrimento.

A Cúpula do G20, em Bali, será uma oportunidade para abordar a situação dos países em desenvolvimento. Pedi às economias do G20 que adotem um pacote de estímulos que proporcionará aos governos do sul global investimentos e liquidez, e ajudará a aliviar e a reestruturar as suas dívidas.

Enquanto pressionamos, para que estas medidas de médio prazo sejam implementadas, estamos também trabalhando sem parar com todas as partes interessadas para impedir a crise mundial de alimentos. [...]

No entanto, entre todos estes sérios desafios, há também algumas boas notícias. O nosso mundo de oito bilhões de pessoas pode gerar enormes oportunidades para alguns dos países mais pobres, onde o crescimento populacional é mais elevado.

[...] Acredito no talento da humanidade e tenho uma enorme fé na solidariedade humana. Nestes tempos difíceis, seria bom lembrarmos as palavras de um dos observadores mais sábios da humanidade, Mahatma Gandhi: “O mundo tem o suficiente para as necessidades de todos – mas não para a ganância de todos”.

Os grandes encontros mundiais deste mês devem ser uma oportunidade para começar a reduzir as divisões e a restaurar a confiança, com base na igualdade de direitos e de liberdades de cada membro desta forte família humana de oito bilhões de pessoas.


Adaptado

https://news.un.org

No entanto, entre todos estes sérios desafios, há também algumas boas notícias.” 14º§
Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada nessa frase altera seu sentido.
Alternativas
Q2660098 Português

Texto para as questões de 1 a 10.

1 O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia

Ocupacional (COFFITO) define a terapia ocupacional

como uma profissão de nível superior voltada ao estudo,

4 à prevenção e ao tratamento de alterações cognitivas,

afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou

não de distúrbios genéticos, traumáticos e(ou) de

7 doenças adquiridas.

A terapia ocupacional beneficia pessoas de

todas as faixas etárias e que tenham alguma limitação

10 ou incapacidade de realizar tarefas do dia a dia. Mesmo

que algumas atividades pareçam muito simples, como

escovar os dentes ou vestir uma camisa, existem

13 condições de saúde que impedem ou dificultam sua

realização adequada.

O terapeuta ocupacional trabalha a partir

16 das habilidades e limitações de cada pessoa, criando

junto do paciente novas formas de fazer o que ele quer

e precisa, com a maior autonomia e independência

19 possível. As estratégias podem envolver, por exemplo,

uma modificação no modo de realizar uma atividade

para evitar sobrecarga de uma articulação, assim como

22 o planejamento abrangente de como executar uma

atividade para realizá‑la da forma mais eficiente possível.

Em alguns casos, são necessárias adaptações que podem

25 ser indicadas e elaboradas pelo terapeuta ocupacional,

seja com um equipamento de tecnologia assistiva, como

órteses e cadeiras de rodas, seja com modificações

28 ambientais para facilitar a funcionalidade e a participação

dos pacientes em diversas atividades.

Entre as atribuições desse profissional está

31 a de intervir no cotidiano das pessoas, avaliando seu

desempenho ocupacional em áreas de autocuidado,

trabalho, lazer, capacidades cognitivas, sensoriais,

34 motoras e sociais, melhorando seu dia a dia ao

possibilitar meios para que realizem atividades cotidianas

de maneira autônoma

37 Entre os espaços de atuação da terapia

ocupacional estão hospitais, clínicas, unidades de

terapia intensiva e enfermarias, centros de reabilitação,

40 ambulatórios, hospitais psiquiátricos, hospitais‑dia,

centros de atenção psicossocial, unidades básicas de

saúde (UBS), unidades de saúde da família (USFs),

43 escolas, creches, asilos, empresas, presídios, oficinas

terapêuticas e profissionalizantes.

A graduação em terapia ocupacional

46 estrutura‑se para a formação de profissional capacitado

para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com

visão ampla e global da funcionalidade humana e da

49 interação harmônica dos contextos de vida, saúde e

social, com atenção ao cuidado individual e(ou) coletivo.

Internet:<bvsms.saude.gov.br>(com adaptações).

Assinale a alternativa em que a proposta de reescrita apresentada para o primeiro período do segundo parágrafo do texto é gramaticalmente correta, coesa e coerente com as ideias do texto.

Alternativas
Respostas
1261: E
1262: E
1263: D
1264: E
1265: D
1266: D
1267: D
1268: D
1269: B
1270: C
1271: C
1272: E
1273: C
1274: E
1275: E
1276: D
1277: E
1278: C
1279: B
1280: E