Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do ...

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Q2632676 Português

A evolução da representação da Arquitetura


Por Santiago Baraya


  1. De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias,
  2. sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a
  3. capacidade do ser humano de imaginar e dar forma a modelos tridimensionais da realidade. A
  4. Arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam dessa
  5. faculdade. Considerando isso, neste artigo, procuramos explorar como a representação da
  6. Arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel ___
  7. imagem idealizada por quem a projetou.
  8. A representação de um projeto de Arquitetura, como objetivo principal, deve ser capaz de
  9. comunicar a essência da ideia concebida por seu projetista, permitindo que outras pessoas
  10. também possam visualizar ou acessar esta outra realidade. E embora essas projeções e imagens
  11. estejam se tornando cada dia mais “reais” e até banais em nossa vida cotidiana , é
  12. importante ressaltar que a representação da Arquitetura foi sendo desenvolvida lentamente
  13. através dos séculos para alcançar o seu atual estado da arte.
  14. Filippo Brunelleschi, arquiteto italiano do século XV, foi quem utilizou, pela primeira vez, a
  15. matemática para dar voz ___ inteligência espacial mencionada anteriormente, forjando uma
  16. técnica de representação da Arquitetura e do espaço que viria a ser conhecida como “perspectiva
  17. linear.” Essa descoberta causou tamanha revolução no campo da representação que ainda hoje,
  18. mais de sei...entos anos depois, o desenho em perspectiva segue sendo estudado e ensinado nas
  19. escolas de Arquitetura, arte e design do mundo todo.
  20. Embora noções de perspectiva ainda hoje sejam a base da representação na Arquitetura,
  21. tais regras também podem ser bastante restritivas, minando a nossa capacidade de imaginação,
  22. a qual vai muito além de qualquer cânone.
  23. Séculos mais tarde, o domínio do desenho em perspectiva foi a porta de entrada de Frank
  24. Lloyd Wright na Arquitetura. O mais famoso arquiteto norte-americano era conhecido por sua
  25. destreza sobre a prancheta, um personagem capaz de ilustrar com altíssimo grau de refinamento
  26. e precisão as suas mais incríveis ideias, imagens que ainda hoje impressionam pela proximidade
  27. com a realidade da obra construída.
  28. Em virtude do rápido avanço tecnológico e da incorporação de novas ferramentas a partir da
  29. segunda metade do século XX, a representação na Arquitetura evoluiu não apenas em termos
  30. técnicos, passando por uma profunda transformação em matéria de conteúdo.
  31. Muitos anos se passaram até que a representação na Arquitetura passasse a incorporar
  32. novas ferramentas, as quais já estavam sendo utilizadas amplamente em outras áreas, como a
  33. fotografia, o cinema e o design. Atualmente, fora algumas exceções, a visualização na
  34. Arquitetura está se tornando cada dia mais dependente de imagens geradas por computadores,
  35. uma espécie de resignação, como se já não houvesse mais alternativas ao hiper-realismo.
  36. As principais tendências apontam para uma completa fusão entre as técnicas de visualização
  37. na Arquitetura e a realidade virtual e aumentada. E embora essas ferramentas, ainda hoje,
  38. demandem a utilização de uma série de dispositivos multissensoriais, podemos dizer que nunca
  39. antes a visualização esteve tão próxima da realidade.No entanto, técnicas mais simples como o
  40. desenho ___ mão e a colagem, quando combinadas com tudo aquilo que os modelos 3D podem
  41. nos oferecer, ainda podem ser muito úteis e seguem sendo utilizadas por arquitetos e arquitetas
  42. ao redor do mundo. Pode ser que as técnicas artesanais nunca deixem de existir, mas é inegável
  43. que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da
  44. Arquitetura.


(Disponível em: www.archdaily.com.br/br/942582/a-evolucao-da-representacao-na-Arquitetura-e-qual-e-o-seu-futuro – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho sublinhado com a substituição das duas formas verbais pelo verbo “contribuir” conjugado no futuro do indicativo:


“É inegável que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da Arquitetura”.

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Conjugação Verbal no Futuro do Indicativo, com ênfase na transformação de uma locução verbal para a forma simples do verbo “contribuir” — acordo com as exigências da norma-padrão.

Explicação do conceito:

No trecho “têm muito a contribuir”, a locução verbal expressa uma possibilidade ou expectativa quanto a ações futuras. A forma equivalente, usando o Futuro do Indicativo, torna-se “contribuirão muito”, indicando que essas ações ainda vão se realizar.

Destaque normativo: Segundo Evanildo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), o Futuro do Indicativo é utilizado para fatos considerados certos ou esperados para o porvir. Exemplo: “Eles têm a fazer” = “Farão”. Da mesma maneira, “elas têm muito a contribuir” = “elas contribuirão muito”.

Justificativa da alternativa correta:

Alternativa B) “contribuirão muito” é a correta, pois:

  • Emprega o verbo “contribuir” na forma simples, conjugada no Futuro do Indicativo, na 3ª pessoa do plural, mantendo o sentido de expectativa e certeza de contribuição futura.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) “contribuíram muito”: Está no Pretérito Perfeito (ação já concluída no passado), alterando o sentido original do trecho para algo que já ocorreu.
  • C) “contribuiriam muito”: Futuro do Pretérito (ações hipotéticas ou condicionais), inadequado aqui, pois a frase original exprime certeza.
  • D) “contribuirá muito”: Futuro do Indicativo, mas na 3ª pessoa do singular, discordando do sujeito plural “elas”.
  • E) “contribuiria muito”: Futuro do Pretérito, singular e hipotético, diferente do contexto afirmativo e plural exigido.

Síntese do raciocínio:

Ao encontrar locuções como “ter a + infinitivo” (por exemplo, “têm a contribuir”) e o comando exigir a transformação para verbo simples no Futuro do Indicativo, pense em “elas terão que contribuir” → “contribuirão”. Essa análise, centrada na conjugação e no tempo verbal, ajuda a evitar a pegadinha do tempo passado ou do condicional.

Dica: Em interpretação de texto para concursos, atente-se ao tempo e modo verbais: futuro expressa certeza de ação porvir; pretérito indica algo já realizado; condicional, ação eventual. Atenção também à concordância verbal no plural!

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Comentários

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“É inegável que elas ainda têm muito a contribuir para o futuro da representação e da visualização da Arquitetura”.

“É inegável que elas ainda contribuirão muito para o futuro da representação e da visualização da Arquitetura”.

LETRA B

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