Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q2433604 Português

Texto para responder às questões de 01 a 13.


Superexposição de crianças e adolescentes e a hipersexualização de influenciadores mirins nas plataformas digitais



A sociedade contemporânea perpassou por diversas mudanças no contexto social, econômico, cultural e, sobretudo, tecnológico, as quais ensejaram o surgimento do fenômeno da hiperconexão e do hiperconsumo, que, por conseguinte, permitiram o incremento de um novo paradigma tecnológico digital.

Com o advento das plataformas digitais – Facebook, Instagram, Youtube e Tik Tok, dentre outras – se alterou profundamente os padrões de comunicações previamente estabelecidos, permitindo-se que as referidas mídias sociais se transformassem em lócus, para a implementação de uma comunicação interindividual e transfronteiriça, possibilitando assim a difusão de conteúdo de forma célere e simplificada, e, afetando, intensamente, a vida dos indivíduos em sociedade e o mercado de consumo, que diante dos avanços tecnológicos se transforma em um mercado de consumo digital.

Nesse cenário, surgem personalidades digitais denominadas de digital influencers ou influenciadores digitais, os quais passaram a produzir conteúdo temático em diversas áreas (entretenimento, moda, medicina, jurídico, pets, games, lifestyle, finanças, dentre outros) e a realizar atividade publicitária para marcas, produtos ou serviços nas redes sociais.

A atuação dos influenciadores digitais, na última década, remodelou os padrões de comunicação, informação, opinião, comportamento e, especificamente, hábitos de consumo de seu público-alvo (seguidores-consumidores) no ambiente digital.

Dentre os diversos nichos de atuação dos influencers, assume especial destaque, o segmento dos influenciadores mirins, o qual atrai significativo contingente do público infantojuvenil, na qualidade de seguidores dessas webcelebridades, no âmbito das plataformas digitais.

Com efeito, a fama, prestígio e rentabilidade econômica em se tornar um influenciador digital é um grande atrativo para inúmeras crianças e adolescentes, de modo que “ser um youtuber mirim de sucesso é um negócio bastante promissor, e isso se constata pelo comportamento da família diante da atividade desenvolvida pelos pequenos”. Logo, não é incomum que os pais invistam na carreira digital de seus filhos, os quais, por vezes, se tornam a principal fonte de renda do núcleo familiar.

Os influenciadores mirins se apresentam como crianças e adolescentes, que produzem conteúdo específico para o público infantojuvenil, com o objetivo de se alcançar engajamento e contrapartidas econômicas nas mídias sociais. Muitos destes influenciadores são representados, por seus pais ou responsáveis legais, que administram suas plataformas digitais e incentivam a produção de conteúdo reiterado e em larga escala.

Destaca-se, por oportuno, que o compartilhamento realizado, nestes termos, não é, em princípio, considerado ilegal ou imoral. O problema, contudo, reside no compartilhamento excessivo, imoderado, desarrazoado, promovido pelos responsáveis legais dos infantes, que caracteriza a prática do (over)sharenting, que se configura como um exercício abusivo (disfuncional) da autoridade parental.

Um dos casos de maior notoriedade relativamente à prática do (over)sharenting e do abuso da autoridade parental envolveu o canal do YouTube Toy Freaks”, o qual à época da controvérsia contava com mais de oito milhões de seguidores. O referido canal publicou vídeos nos quais as crianças tinham que agir como se bebês fossem, inclusive, vestindo-as com roupas de bebês, forçando-as a mastigar e cuspir alimentos e, até mesmo, urinar nas próprias roupas. Logo, diante de inúmeras denúncias dos usuários da plataforma, o YouTube, em 2017, retirou o canal do ar, por violação às políticas internas de prevenção a abusos infantis.

Múltiplos são os impactos psicoemocionais advindos dessa exposição desmedida ou erotizada dos infantes, ao longo de sua vida, ensejando um processo de adultização precoce. Nesse giro, as fotos e os vídeos publicizados nas redes sociais, podem ser utilizadas de modo indevido e ilegal, como, por exemplo, por pedófilos com a finalidade de satisfazer a lascívia, pelo roubo de identidade, pela criação de memes, dentre outras situações indesejadas.

Neste ínterim, crianças e adolescentes devem ser resguardados de situações que possam implicar em riscos e danos psicoemocionais, bem como que deixem pegadas digitais que impactem o livre desenvolvimento de sua personalidade ao longo da vida. Logo, os pais e responsáveis legais, devem se abster de publicar, ou mesmo consentir que os infantes publiquem, conteúdos que ensejem à hipersexualização, posto que tais condutas configuram o exercício abusivo da autoridade parental.

Por fim, salienta-se, ainda, que inexistem regramentos legislativos e jurídicos específicos para o tratamento da controvérsia relacionada à superexposição e a hipersexualização de crianças e adolescentes no Brasil. A despeito disso, as disposições previstas na Constituição da República de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente preconizam a primazia do melhor interesse das crianças e adolescentes, dos seus direitos fundamentais e da sua proteção integral, bem como o respeito a dignidade humana dos infantes, como pilares essenciais a serem observados pelos pais/responsáveis legais, pelas plataformas digitais, pelo Estado e por toda a sociedade, com a finalidade de se garantir a adequada tutela de crianças e adolescentes no ambiente digital.


(Caio César do Nascimento Barbosa, Glayder Daywerth Pereira Guimarães e Michael César Silva. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/coluna/migalhas-de-responsabilidadecivil/385461/superexposicao-de-criancas-e-a-hipersexualizacao-deinfluenciadores. Acesso em: 27/04/2023. Adaptado.)

A sociedade contemporânea perpassou por diversas mudanças no contexto social, econômico, cultural e, sobretudo, tecnológico, as quais ensejaram o surgimento do fenômeno da hiperconexão e do hiperconsumo, que, por conseguinte, permitiram o incremento de um novo paradigma tecnológico digital.” (1º§) A reescrita do trecho anterior, cujo sentido original e correção gramatical foram preservados está corretamente indicada em:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2023 - IF-MT - Técnico em Contabilidade |
Q2432718 Português

O texto I serve de base para as questões 01 e 02.


TEXTO 1



Disponível em: <https://vejasp.abril.com.br/coluna/arte-ao-redor/15-tirinhas-mafalda-quino/>.

Acesso em 14 ago. 2022.

Dita de outra forma, a fala da personagem: "A gente tem que caminhar com a humanidade, Miguelito", manteria o sentido e a correção adequados se substituída por:

Alternativas
Q2429824 Português

Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno.

Há um ar frio e todos vocês sabem o que isso significa — é hora da temporada de gripes e resfriados, quando parece que todo mundo que você conhece está de repente espirrando, fungando ou pior. É quase como se aqueles incômodos germes de resfriado e gripe surgissem com a primeira rajada do inverno. No entanto, os germes estão presentes durante todo o ano — basta pensar no seu último resfriado do verão. Então, por que as pessoas pegam mais resfriados, gripes e agora Covid-19 quando está frio lá fora?

No que chamaram de “avanço”, os cientistas descobriram a razão biológica pela qual temos mais doenças respiratórias no inverno — o próprio ar frio prejudica a resposta imunológica que ocorre no nariz. “Esta é a primeira vez que temos uma explicação biológica e molecular sobre um fator de nossa resposta imune inata que parece ser limitada por temperaturas mais frias”, disse a rinologista Zara Patel, professora de otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço em Stanford. Ela não estava envolvida no novo estudo. Na verdade, reduzir a temperatura dentro do nariz em apenas 5ºC mata quase 50% dos bilhões de células e vírus úteis no combate a bactérias nas narinas, de acordo com o estudo de 2022 publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology.

“O ar frio está associado ao aumento da infecção viral porque você basicamente perde metade de sua imunidade apenas por essa pequena queda na temperatura”, disse o autor do estudo, Benjamin Bleier, diretor de pesquisa transnacional em otorrinolaringologia do Massachusetts Eye and Ear e professor associado em Harvard Medical School, em Boston.

“É importante recordar que se trata de estudos in vitro, o que significa que, embora se esteja utilizando tecido humano no laboratório para estudar esta resposta imunitária, não se trata de um estudo realizado dentro do nariz de alguém”, afirmou Patel por e-mail. “Muitas vezes, os resultados dos estudos in vitro são confirmados in vivo, mas nem sempre”.

O que isso afeta a sua capacidade de combater resfriados, gripes e Covid-19? Ele reduz pela metade a capacidade do sistema imunológico de combater infecções respiratórias, disse Bleier.

Acontece que a pandemia nos deu exatamente o que precisávamos para ajudar a combater o ar frio e manter a nossa imunidade elevada, disse Bleier. “As máscaras não apenas protegem você da inalação direta de vírus, mas também é como usar um suéter no nariz”, disse ele. Patel concordou: “Quanto mais quente você conseguir manter o ambiente intranasal, melhor esse mecanismo de defesa imunológica inata será capaz de funcionar. Talvez mais um motivo para usar máscaras!”

No futuro, Bleier espera ver o desenvolvimento de medicamentos tópicos nasais que se baseiem nesta revelação científica. Esses novos produtos farmacêuticos “essencialmente enganarão o nariz, fazendo-o pensar que acabou de ver um vírus”, disse ele. “Ao ter essa exposição, você terá todas essas vespas extras voando em suas mucosas protegendo você”, acrescentou.

Fonte: Cientistas descobrem por que ficamos mais resfriados e gripados no inverno | CNN Brasil

Assinale a alternativa adequada, com todas as modificações necessárias, se passarmos a palavra germes para o singular no período: “No entanto, os germes estão presentes durante todo o ano — basta pensar no seu último resfriado do verão”.

Alternativas
Q2429416 Português

Nas paredes — mas altos demais para serem lidos com facilidade, como se pendurados por timidez — estavam vários certificados acadêmicos e menções literárias.


Christ, R. Os escritores: as históricas entrevistas da Paris Review. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.


No excerto, o trecho destacado encontra-se entre travessões duplos. Esse recurso pode ser substituído, sem prejuízo ao sentido original do texto, por:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: SAAE-UNAÍ Prova: COTEC - 2023 - SAAE-UNAÍ - Procurador |
Q2429055 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda às questões que a ele se referem. Texto 01


Desenvolva as suas competências


[ ... ] É o seu jeito de fazer as coisas que qualifica aquilo que você faz e que pode ser usado com mais consciência não só para reforçar a sua marca pessoal, mas para tornar o processo de aprendizado - e de mudança - menos amedrontador.

...........Como diz Jon Acuff, no livro "Reinicie: resgate a segunda-feira, reinvente seu trabalho e nunca fique na mesma': tudo o que você faz no trabalho é uma competência. O autor segue dizendo: "não apenas as competências que se destacam em relatórios que avaliam o seu progresso. Não apenas as ações para as quais você recebe um aceno de cabeça em sinal de aprovação de um chefe numa reunião importante".

...........E dá exemplos: o modo gentil como você fala com as pessoas durante uma pausa no trabalho; sua habilidade de lidar com o atolamento de

papel na impressora; a forma como mantém a caixa de e-mail sob controle etc., tudo isso é competência. O que você tem a dizer sobre a sua forma de funcionar?

...........As pequenas coisas que você faz facilmente podem não parecer glamurosas e talvez nem sejam tão especiais, mas elas se repetem e permitem que você se expresse com autenticidade. Jon Acuff chama de "competências invisíveis", um pacote de recursos altamente valiosos porque intrinsicamente seus! É para observar, reconhecer, se apropriar e usar sem moderação esse seu jeito bom de fazer as coisas se sentindo bem.


Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 18 abr. 2023. Adaptado.

Considere o trecho "As pequenas coisas que você faz facilmente podem não parecer glamurosas e talvez nem sejam tão especiais, mas elas se repetem e permitem que você se expresse com autenticidade. (Linhas 11-12) Analise os itens abaixo tendo em vista os sentidos que podem ser atribuídos ao termo "glamurosas".

I. simples.

lI. chamativas.

IlI comuns.

IV. impressionantes.

V. proeminentes.


A alternativa que contém as palavras que poderiam substituir o termo destacado, sem prejuízo de significado, é

Alternativas
Q2429028 Português

Leia com atenção o fragmento adaptado do texto seguinte:


A manipulação da verdade

Prólogo

(Patrick Charaudeau)


(...)

A linguagem, sob suas diversas denominações

– fala, discurso, língua – não é um simples

instrumento a serviço de um pensamento

pré-construído, como seria um martelo com a

5 intenção prévia de cravar um prego. A

linguagem é este material de construção do

pensamento, inscrito no ser humano desde o

seu nascimento, que lhe permite dar sentido ao

mundo, nomeando-o, qualificando-o, tornando-o

10 acontecimento, explicando-o por meio de formas

de raciocínio. A linguagem é a atividade humana

por meio da qual se constroem não só visões

de mundo, sistemas de pensamento, saberes

de conhecimento e de crença, mas também a

15 atividade que permite aos indivíduos

estabelecerem relações sociais e, por

conseguinte, construir sua identidade (...).


(CHAURAUDEAU, Patrick. A manipulação da verdade

Do triunfo da negação às sombras da pós-verdade. São

Paulo: Editora Contexto, 2022 (p. 9 e 10).

No trecho “A linguagem é a atividade humana por meio da qual se constroem não só visões de mundo, sistemas de pensamento, saberes de conhecimento e de crença, mas também a atividade que permite aos indivíduos estabelecerem relações sociais e, por conseguinte, construir sua identidade (...)”, pode-se substituir o conectivo sublinhado, SEM QUE HAJA ALTERAÇÃO DE SENTIDO, por

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Q2427264 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões:

IRACEMA VOOU (1998)


Chico Buarque

Iracema voou

Para América

Leva roupa de lã

E anda lépida

Vê um filme de quando em vez

Não domina o idioma inglês

Lava chão numa casa de chá

Tem saído ao luar

Com um mímico

Ambiciona estudar

Canto lírico

Não dá mole pia polícia

Se pude, vai ficando por lá

Tem saudade do Ceará

Mas não muita

Uns dias, afoita,

Me liga a cobrar.

- É Iracema da América.

A reescritura da frase não contempla a norma culta em:

Alternativas
Q2406721 Português

Texto para responder à questão.







SOUZA, Otávio Tarquínio de. História dos fundadores do Império do Brasil. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2015. 5 v., com adaptações.

Considerando a estrutura linguística do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.  



As formas verbais “deixara” (linha 3), “subira” (linha 3), “feriam” (linha 5), “acompanhara” (linha 8), “melhorara” (linha 10) e “foram surgindo” (linha 11), poderiam ser substituídas, mantendo-se a coerência e a correção do texto, por havia deixado, havia subido, haviam ferido, havia acompanhado, havia melhorado e haviam surgido, respectivamente. 

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Q2397960 Português
A ilha do conhecimento



       Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que ponto podemos compreender a natureza da realidade?

       O que vemos no mundo é uma ínfima fração do que existe. Muito do que existe é invisível aos olhos, mesmo quando aumentamos nossa percepção sensorial com telescópios, microscópios e outros instrumentos de exploração. Tal como nossos sentidos, todo instrumento tem um alcance limitado. Como muito da Natureza permanece oculto, nossa visão de mundo é baseada apenas na fração da realidade que podemos medir e analisar. A ciência, nossa narrativa descrevendo aquilo que vemos e que conjecturamos existir no mundo natural, é, portanto, necessariamente limitada, contando-nos apenas parte da história. Quanto à outra parte, que nos é inacessível, pouco podemos afirmar. Porém, dados os sucessos do passado, temos confiança de que, passado tempo suficiente, parte do que hoje é mistério será incorporado na narrativa científica — desconhecimento se tornará conhecimento.

       Essa visão dos nossos limites nada tem de anticientífica ou derrotista. Também não se trata de uma proposta para que sucumbamos a algum obscurantismo religioso. Pelo contrário, o impulso criativo, o desejo que temos de sempre querer saber mais, vem justamente do flerte com o mistério, da compulsão que temos de ir além das fronteiras do conhecido. O não saber é a musa do saber.

         Nos últimos duzentos anos, avanços na física, na matemática e, mais recentemente, nas ciências da computação, nos ensinaram que a própria Natureza tem um comportamento esquivo do qual não podemos escapar. A própria Natureza — ao menos como nós percebemos — opera dentro de certos limites. O filósofo grego Heráclito já havia percebido isso quando escreveu, 25 séculos atrás, que “A Natureza ama esconder-se”.



(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento. São Paulo: Editora Record, 2023, p. 13-4 e 19)
Pode-se substituir adequadamente o segmento sublinhado pelo indicado entre parênteses no seguinte caso:
Alternativas
Q2397958 Português
A ilha do conhecimento



       Quanto podemos conhecer do mundo? Será que podemos conhecer tudo? Ou será que existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Se esses limites existem, até que ponto podemos compreender a natureza da realidade?

       O que vemos no mundo é uma ínfima fração do que existe. Muito do que existe é invisível aos olhos, mesmo quando aumentamos nossa percepção sensorial com telescópios, microscópios e outros instrumentos de exploração. Tal como nossos sentidos, todo instrumento tem um alcance limitado. Como muito da Natureza permanece oculto, nossa visão de mundo é baseada apenas na fração da realidade que podemos medir e analisar. A ciência, nossa narrativa descrevendo aquilo que vemos e que conjecturamos existir no mundo natural, é, portanto, necessariamente limitada, contando-nos apenas parte da história. Quanto à outra parte, que nos é inacessível, pouco podemos afirmar. Porém, dados os sucessos do passado, temos confiança de que, passado tempo suficiente, parte do que hoje é mistério será incorporado na narrativa científica — desconhecimento se tornará conhecimento.

       Essa visão dos nossos limites nada tem de anticientífica ou derrotista. Também não se trata de uma proposta para que sucumbamos a algum obscurantismo religioso. Pelo contrário, o impulso criativo, o desejo que temos de sempre querer saber mais, vem justamente do flerte com o mistério, da compulsão que temos de ir além das fronteiras do conhecido. O não saber é a musa do saber.

         Nos últimos duzentos anos, avanços na física, na matemática e, mais recentemente, nas ciências da computação, nos ensinaram que a própria Natureza tem um comportamento esquivo do qual não podemos escapar. A própria Natureza — ao menos como nós percebemos — opera dentro de certos limites. O filósofo grego Heráclito já havia percebido isso quando escreveu, 25 séculos atrás, que “A Natureza ama esconder-se”.



(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento. São Paulo: Editora Record, 2023, p. 13-4 e 19)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente um segmento do texto em:
Alternativas
Q2397860 Português
    Ouvi chuva durante toda a noite. Acordei antes do despertador tocar às 5h15, tamanha minha expectativa para conferir um dos maiores espetáculos naturais do mundo. Falo de uma lacuna no meu currículo de viajante: as Cataratas do Iguaçu. Assim como Fernando de Noronha, as famosas quedas d'água são uma atração que eu ainda não havia visitado.

      Claro que a justificativa para isso nunca foi a falta de interesse, mas de oportunidade.

     Na última segunda-feira, porém, eu estava otimista. Tinha uma premiação que eu iria conduzir à noite no próprio hotel do parque. E eu tinha a manhã de terça livre para me encantar com a força daquelas águas.
 
      Infelizmente era justamente esse elemento que ameaçava atrapalhar meu programa. Mas lá pelas 7h, convencido de que O aguaceiro tinha se tornado apenas uma garoa, caminhei até a grande queda, o som estrondoso de milhões de metros cúbicos despencando por segundo silenciando as batidas ansiosas do meu coração e até mesmo os distantes trovões. Quando cheguei o mais próximo que podia, tive um baque. Sozinho na área, eu tinha toda a chance de me conectar com aquela maravilha, mas me perguntei: era isso mesmo que eu esperava encontrar?

       As Cataratas do Iguaçu, assim como vários outros pontos turísticos fortes pelo mundo, nos trazem um incômodo do qual só me dei conta então: estamos tão acostumados a ver imagens deslumbrantes deles que quando estamos lá, cara a cara com a atração, parece que ela não tem mais nenhum encanto a nos oferecer. Ou tem? Chamei esse fenômeno de “anestesia turística”.

      No scroll infinito de imagens hoje nas nossas telas. que impacto essas atrações ainda são capazes de nos provocar? Nenhum, pensei rápido. Pelo menos se seu único objetivo diante delas é tirar uma selfie.

        Ir pessoalmente a um lugar desses é muito mais do que fazer um registro para o Instagram. Fiz o meu, sim, não tenha dúvidas. Mas logo em seguida mergulhe: naquilo que meus alhos estavam devorando.

      Com eles eu não apenas enxergava, mas também ouvia, degustava e sentia quase o toque poderoso do fluido em movimento na minha pele. Quando fechei as pálpebras, todos esses sentidos, inclusive o da visão, ficaram mais fortes. Pronto: eu estava livre daquele estado anestésico. A chuva já havia voltado com força e eu nem tinha percebido. Olhei em volta e continuava sozinho. No entanto, estava pleno.



(Adaptado de: CAMARGO, Zeca. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)
O comentário a respeito do assunto do texto escrito com correção gramatical e lógica está em:
Alternativas
Q2397857 Português
    Ouvi chuva durante toda a noite. Acordei antes do despertador tocar às 5h15, tamanha minha expectativa para conferir um dos maiores espetáculos naturais do mundo. Falo de uma lacuna no meu currículo de viajante: as Cataratas do Iguaçu. Assim como Fernando de Noronha, as famosas quedas d'água são uma atração que eu ainda não havia visitado.

      Claro que a justificativa para isso nunca foi a falta de interesse, mas de oportunidade.

     Na última segunda-feira, porém, eu estava otimista. Tinha uma premiação que eu iria conduzir à noite no próprio hotel do parque. E eu tinha a manhã de terça livre para me encantar com a força daquelas águas.
 
      Infelizmente era justamente esse elemento que ameaçava atrapalhar meu programa. Mas lá pelas 7h, convencido de que O aguaceiro tinha se tornado apenas uma garoa, caminhei até a grande queda, o som estrondoso de milhões de metros cúbicos despencando por segundo silenciando as batidas ansiosas do meu coração e até mesmo os distantes trovões. Quando cheguei o mais próximo que podia, tive um baque. Sozinho na área, eu tinha toda a chance de me conectar com aquela maravilha, mas me perguntei: era isso mesmo que eu esperava encontrar?

       As Cataratas do Iguaçu, assim como vários outros pontos turísticos fortes pelo mundo, nos trazem um incômodo do qual só me dei conta então: estamos tão acostumados a ver imagens deslumbrantes deles que quando estamos lá, cara a cara com a atração, parece que ela não tem mais nenhum encanto a nos oferecer. Ou tem? Chamei esse fenômeno de “anestesia turística”.

      No scroll infinito de imagens hoje nas nossas telas. que impacto essas atrações ainda são capazes de nos provocar? Nenhum, pensei rápido. Pelo menos se seu único objetivo diante delas é tirar uma selfie.

        Ir pessoalmente a um lugar desses é muito mais do que fazer um registro para o Instagram. Fiz o meu, sim, não tenha dúvidas. Mas logo em seguida mergulhe: naquilo que meus alhos estavam devorando.

      Com eles eu não apenas enxergava, mas também ouvia, degustava e sentia quase o toque poderoso do fluido em movimento na minha pele. Quando fechei as pálpebras, todos esses sentidos, inclusive o da visão, ficaram mais fortes. Pronto: eu estava livre daquele estado anestésico. A chuva já havia voltado com força e eu nem tinha percebido. Olhei em volta e continuava sozinho. No entanto, estava pleno.



(Adaptado de: CAMARGO, Zeca. Disponível em: www1.folha.uol.com.br)
Considerando o contexto e a correção gramatical, o termo sublinhado pode ser substituído pelo que se encontra entre parênteses em:
Alternativas
Q2386676 Português

Uma advertência que vira virtude



Por Fabrício Carpinejar







(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam necessárias obrigatoriamente para que se mantivesse a correção no período a seguir caso substituíssemos a palavra “você” por sua forma plural. 


“Você reclamava que não tinha um tênis de marca, ou que não poderia comprar um caderno com a estampa do momento, ou que não dispunha de uma roupa da moda, ou que deveria voltar mais cedo de uma festa”.
Alternativas
Q2386673 Português

Uma advertência que vira virtude



Por Fabrício Carpinejar







(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que apresenta a correta reescrita do trecho a seguir no futuro do presente do indicativo: “Os dizeres castigavam seu ideal ansioso de coletividade”. 
Alternativas
Q2386671 Português

Uma advertência que vira virtude



Por Fabrício Carpinejar







(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2023/08/uma-advertencia-que-viravirtude-clljxsrco000101523sa0ujwx.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que indica uma palavra que poderia substituir o vocábulo “lamúria” (l. 14) sem alterar significativamente o sentido do trecho em que ocorre. 
Alternativas
Q2379841 Português
É papel da escola desenvolver nos estudantes as habilidades de revisar, editar e reescrever os próprios textos. Em qual das alternativas estão elencados procedimentos importantes de serem abordados durante a produção textual?
Alternativas
Q2378487 Português


Ricardo Grandi Bianco. Internet: politize.com.br (com adaptações).

Julgue o item, em relação às ideias do texto. 


Estaria mantido o sentido original do texto caso o elemento de coesão “Para tanto” (linha 7) fosse substituído por Portanto. 

Alternativas
Q2374104 Português
A expressão “objetos de marfim” pode ser reescrita como “objetos ebúrneos”. Assinale a alternativa em que há correta equivalência entre as expressões:
Alternativas
Q2374101 Português
            Quando arqueólogos descobriram uma tumba na Espanha, datada de quase 5000 anos e contendo artigos luxuosos como um punhal feito com cristal de rocha, casca de um ovo de avestruz e uma presa de elefante africano, perceberam que a pessoa enterrada ali era uma figura poderosa. O que eles não sabiam é que se tratava de uma mulher.

        Pesquisadores divulgaram que a análise do esmalte dos dentes mostrou que o corpo sepultado no local perto de Sevilha não era de um homem, como se pensava anteriormente. A descoberta indica o papel de liderança que as mulheres desempenhavam nessa sociedade antiga, anterior às pirâmides do Egito, e talvez em outros lugares.

         Embora os pesquisadores não saibam exatamente quem ela era ou que papel social desempenhava, suspeitam que ela combinava poder político e religioso e é possível que fosse considerada a fundadora de um clã importante. Nenhum homem de posição semelhante foi encontrado no local. “Esse estudo lança uma nova luz sobre um problema do qual sabemos muito pouco: o papel social e político das mulheres nas primeiras sociedades pré-estatais complexas”, disse Leonardo García Sanjuán, professor de pré-história da Universidade de Sevilha.

       A Dama de Marfim, assim apelidada por haver objetos de marfim finamente trabalhados que a cercam na sepultura, mostra que as mulheres podem ter ocupado altos cargos de liderança durante a Idade do Cobre, um período de transição entre a Idade da Pedra e a Idade do Bronze.

       “O terceiro milênio antes de Cristo é uma época de grandes transformações. Na Mesopotâmia e no Egito, os primeiros séculos do terceiro milênio correspondem _________ primeiras sociedades dinásticas”, disse García Sanjuán.

        “Na Península Ibérica, é um momento de maior complexidade social, em que se intensificou __________ produção e houve maior disponibilidade de excedentes, além de uma crescente conectividade inter-regional e aumento da desigualdade social e da hierarquia política. A Dama de Marfim reflete todos esses elementos”, acrescentou.

      Nesse período, houve na Península Ibérica sociedades complexas, mas que antecederam ___________ formação de entidades políticas como estados.



(Will Dunham. Dama de Marfim sepultada na Espanha revela
o papel de liderança de mulheres na antiguidade.
www1.folha.uol.com.br, 08.07.2023. Adaptado)
No trecho “… assim apelidada por haver objetos de marfim finamente trabalhados que a cercam na sepultura…”, a expressão em destaque pode assim ser reescrita sem prejuízo do sentido e da correção gramatical:
Alternativas
Respostas
1361: D
1362: B
1363: E
1364: E
1365: D
1366: D
1367: A
1368: E
1369: E
1370: A
1371: A
1372: A
1373: C
1374: B
1375: C
1376: E
1377: E
1378: B
1379: C
1380: E