Questões de Concurso Sobre português

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Q4118387 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à concordância dos verbos destacados:

I.Tanto o malabarismo quanto a palhaçaria são práticas da arte circense.
II.Faz parte da cultura brasileira não só o cinema como o circo.
III.O circo, com seus artistas, lutou para que a arte fosse reconhecida como manifestação da cultura brasileira.
IV.Nem o circo nem o grafite deveriam ser excluídos do reconhecimento como arte popular no Brasil.

Está correta a concordância dos verbos destacados em:
Alternativas
Q4118386 Português
Cada um dos excertos a seguir apresenta um uso das variações dos porquês. Analise cada excerto quanto a esse uso:

I.Acho que amadurecer tem um pouco a ver com isso: deixar de medir os dias apenas pelo que produziram e começar a notar melhor o que eles ofereceram. Por que sim, a vida passa rápido.

II.Em quantas vezes a vida ainda tentou se oferecer a mim de um jeito simples, sem espetáculo, e eu quase não percebi porquê estava ocupado demais tentando acompanhar a velocidade do mundo.

III.Hoje vejo que uma parte importante do que me fez entender a vida melhor aconteceu justamente nesses intervalos menos vistosos, quando nada extraordinário estava acontecendo por fora e, por isso mesmo, alguma coisa podia finalmente acontecer por dentro. É curioso pensar nisso, porque a pressa nos acostuma a acreditar que só os grandes momentos têm valor.

IV.Hoje, olhando para trás, essa cena me parece quase um luxo. Talvez por que uma das descobertas mais desconcertantes da vida adulta seja esta: o tempo ganha velocidade sem pedir licença. Você mal se acostuma com o começo do ano e já está ouvindo alguém falar de Natal.


Está correto o uso em:
Alternativas
Q4118385 Português
Leia o excerto a seguir e complete as lacunas com a(s) ou à(s):

Durante ____ Copa América de 2024, o guatemalteco Humberto Panjoj, árbitro assistente da partida entre Canadá e Peru, desmaiou na beira do campo. A causa foi desidratação, causada pelo calor intenso. A partida tinha começado ____ 17 horas, sob temperatura de 34ºC e umidade de 53%, na cidade americana de Kansas City, que estará entre ____ dezesseis cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo. Depois que Panjoj foi retirado do campo, a partida transcorreu normalmente. O Canadá venceu por 1 ____ 0. [...]
O episódio chama ____ atenção para um fantasma que ronda a Copa do Mundo. Os três países que sediarão a competição − Estados Unidos, México e Canadá − de 11 de junho ____ 19 de julho estarão entre o fim da primavera e o início do verão.
(Disponível em: https://l1nk.dev/k6uq9gq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
Alternativas
Q4118384 Português
Leia o excerto a seguir:
"Outro dia eu estava guardando roupa limpa quando encontrei uma camiseta antiga, já meio 'cansada' na gola, dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém e ganharam a utilidade mais nobre de guardar uma vida ou uma lembrança dentro. Na hora me lembrei de um fim de tarde da minha juventude, eu usando aquela camiseta, sentado na calçada da casa da minha mãe, sem nada urgente para fazer e sem a menor culpa por isso."
(Disponível em: https://sl1nk.com/i0ved4z. Acesso em 15 mai 2026. Adaptado.)

Os pronomes demonstrativos mostram o que é deduzível do contexto ou da situação(o que foi mencionado antes ou que ainda será mencionado). Isso implica em o referente não estar apenas explícito na materialidade do texto, mas também externo ao texto, o que exige do leitor a mobilização de conhecimentos para estabelecer as relações e construir os sentidos de sua leitura. Analise os pronomes demonstrativos destacados no excerto, assim como as sentenças a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O pronome "essa" em "dessas que perderam a utilidade de impressionar alguém", substitui o substantivo "camisetas", evitando sua repetição desnecessária.

(__)Ainda a respeito do pronome "essa", autor não se refere a uma camiseta específica que está próxima a ele, mas a um tipo de camiseta que ele julga ser comum também para o leitor: uma camiseta qualquer, que qualquer pessoa pode ter, bastante usada.

(__)Em "eu usando aquela camiseta", o papel do pronome demonstrativo é determinar o substantivo, ou seja, o autor não se refere a qualquer camiseta, mas à mencionada no início do texto, de gola "cansada", e que o fez rememorar uma situação.

(__)Em "sem a menor culpa por isso", o pronome demonstrativo tem como referente todo o fato narrado pelo autor do texto.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4118383 Português
Uma Copa com temperaturas altas já era algo de se esperar neste ano, a julgar pelo calor que caracterizou as duas edições mais recentes do torneio realizadas na região na mesma época do ano − no México em 1986 e nos Estados Unidos em 1994. A diferença é que, desde então, a humanidade continuou acelerando a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, aumentando a temperatura média do planeta e agravando a crise climática, que tem aumentado a frequência e a intensidade de ondas de calor e tempestades. [...]

Os riscos que as condições climáticas trazem para a Copa vêm sendo alardeados pelo menos desde novembro de 2024. Um estudo publicado na revista Scientific Reports, assinado por um grupo de cinco cientistas da Polônia e da Alemanha, avaliou se o calor e outros parâmetros climáticos poderiam representar uma ameaça aos atletas, levando em conta as condições meteorológicas das cidades que sediarão jogos do torneio. A análise mostrou que 10 dos 16 estádios da Copa "têm risco muito alto de apresentar condições de estresse térmico extremo", a depender do horário do dia, conforme concluiu o estudo.

O perigo é mais elevado no período entre 14 e 17 horas, quando a radiação solar e as temperaturas são mais intensas. De acordo com o estudo, as condições climáticas mais extremas apareceram nas cidades de Arlington (na Grande Dallas) e Houston, ambas no Texas, e de Monterrey, no México. Nessas cidades, o índice de estresse térmico usado pelos cientistas − que leva em conta o calor, a umidade, a radiação solar e o esforço físico dos atletas − pode alcançar um patamar que os autores consideram inaceitável. Nessas condições, os jogadores têm a sensação térmica equivalente a uma temperatura de 49,5 °C e podem perder uma quantidade muito grande de água durante a partida. Mas o trabalho foi criticado por não levar em conta que alguns estádios − incluindo os de Arlington e Houston − têm cobertura retrátil e sistemas de climatização, o que deve reduzir o risco de estresse térmico para os atletas.



(Disponível em: https://l1nk.dev/k6uq9gq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
No uso da língua, o emprego dos tempos e dos modos verbais não acontece de modo fixo, por exemplo: passado para indicar fatos apenas já concluídos ou modo subjuntivo para indicar apenas o que é suposto, possível, incerto. A língua é dinâmica e, nesse sentido, é possível usar o presente do indicativo para exprimir outros sentidos para além de indicar que o fato acontece no instante da enunciação. Isso posto, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os usos do presente do indicativo (verbos em destaque) a seus respectivos sentidos:
Primeira coluna: usos do presente do indicativo
1.A Terra realiza um movimento em torno de seu próprio eixo, cuja duração é de aproximadamente 24 horas.
2.No próximo dia 21 de junho, entramos no inverno, mas já faz frio em algumas partes do hemisfério sul.
3.Se você quer uma vida longa e ativa, precisa mudar seus hábitos agora.
4.Se, durante a viagem de férias, eu me levanto todos os dias às 5h para correr, minha irmã se aborreceria demais.
Segunda coluna: sentidos
(__)Usa-se o presente do indicativo em referência a algo que ainda acontecerá e tem-se certeza.
(__)Usa-se o presente do indicativo para indicar uma condição futura, possível de acontecer, mas incerta.
(__)Usa-se o presente do indicativo para declarar algo que acontece habitualmente, que é atemporal.
(__)Usa-se o presente do indicativo para indicar uma ação possível de ter acontecido no passado, como condição para outra ação acontecer.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4118382 Português
Uma Copa com temperaturas altas já era algo de se esperar neste ano, a julgar pelo calor que caracterizou as duas edições mais recentes do torneio realizadas na região na mesma época do ano − no México em 1986 e nos Estados Unidos em 1994. A diferença é que, desde então, a humanidade continuou acelerando a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, aumentando a temperatura média do planeta e agravando a crise climática, que tem aumentado a frequência e a intensidade de ondas de calor e tempestades. [...]

Os riscos que as condições climáticas trazem para a Copa vêm sendo alardeados pelo menos desde novembro de 2024. Um estudo publicado na revista Scientific Reports, assinado por um grupo de cinco cientistas da Polônia e da Alemanha, avaliou se o calor e outros parâmetros climáticos poderiam representar uma ameaça aos atletas, levando em conta as condições meteorológicas das cidades que sediarão jogos do torneio. A análise mostrou que 10 dos 16 estádios da Copa "têm risco muito alto de apresentar condições de estresse térmico extremo", a depender do horário do dia, conforme concluiu o estudo.

O perigo é mais elevado no período entre 14 e 17 horas, quando a radiação solar e as temperaturas são mais intensas. De acordo com o estudo, as condições climáticas mais extremas apareceram nas cidades de Arlington (na Grande Dallas) e Houston, ambas no Texas, e de Monterrey, no México. Nessas cidades, o índice de estresse térmico usado pelos cientistas − que leva em conta o calor, a umidade, a radiação solar e o esforço físico dos atletas − pode alcançar um patamar que os autores consideram inaceitável. Nessas condições, os jogadores têm a sensação térmica equivalente a uma temperatura de 49,5 °C e podem perder uma quantidade muito grande de água durante a partida. Mas o trabalho foi criticado por não levar em conta que alguns estádios − incluindo os de Arlington e Houston − têm cobertura retrátil e sistemas de climatização, o que deve reduzir o risco de estresse térmico para os atletas.



(Disponível em: https://l1nk.dev/k6uq9gq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
A partir da leitura atenta do texto, analise as sentenças a seguir:

I.O texto permite ao leitor compreender que, ao pensar na Copa do Mundo de Futebol que acontecerá este ano, na América do Norte, é necessário olhar criticamente para a questão climática, uma vez que, nos últimos 40 anos, a humanidade não freou a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, logo, a temperatura média do planeta não estagnou, nem reduziu, o que poderá contribuir para temperaturas elevadas durante os jogos em 2026.

II.Um estudo concluiu que, apesar de a minoria dos estádios que sediarão os jogos correrem risco muito elevado de apresentar condições de estresse térmico extremo, essa é uma questão que requer atenção, cuidado e medidas antecipadas.

III.O período de maior possibilidade de estresse térmico extremo é à tarde. Considerando as variáveis calor, umidade, radiação solar e esforço físico, nesse período, os atletas podem sofrer uma queda elevada de água no organismo.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4118381 Português
Circo passa a ser reconhecido por lei como cultura popular brasileira


Medida reconhece manifestações circenses como parte do patrimônio cultural e artístico nacional.

A atividade circense passou a ser oficialmente reconhecida como manifestação da cultura e da arte popular brasileira. A medida foi sancionada pelo presidente da República [...] e reconhece diferentes formas de expressão ligadas ao circo, como malabarismo, acrobacias, números de equilíbrio — entre eles corda bamba e perna de pau — além da palhaçaria. O texto destaca a relevância histórica e cultural da atividade circense para a formação artística e para a identidade cultural brasileira.

Com a medida, o setor passa a contar com maior respaldo institucional como patrimônio cultural, o que pode fortalecer políticas públicas voltadas à valorização, preservação e incentivo das atividades circenses em diferentes regiões do país.

Reconhecimento e preservação cultural

A sanção da lei ocorre em meio a reivindicações de artistas e companhias circenses por mais apoio do poder público. O setor enfrenta dificuldades relacionadas ao financiamento de atividades itinerantes, manutenção de espaços culturais e formação de novos profissionais. Entidades ligadas à cultura avaliam que o reconhecimento oficial pode ampliar o acesso do circo a editais, programas de incentivo e ações de preservação do patrimônio imaterial brasileiro.

Tradicionalmente marcado pela atuação familiar e pela transmissão de conhecimentos entre gerações, o circo é considerado uma das manifestações mais antigas da cultura popular brasileira.


(Disponível em: https://l1nq.com/7q7esvu. Acesso em: 12 mai. 2026. Adaptado.)
As expressões nominais são importante recurso de coesão textual. No texto, esse recurso foi usado diversas vezes. Analise as sentenças considerando o texto como um todo:

I.O autor do texto utiliza as expressões "A atividade circense" (primeiro parágrafo) e "o setor" (segundo parágrafo) para retomar "Circo" no título. Além de evitar a repetição, possibilitam a introdução de novas informações, ou seja, a progressão das ideias.

II."A medida" (primeiro parágrafo) se refere à "lei", no título. Porém, usá-la no texto foi um equívoco, pois a palavra já aparece no subtítulo.

III.A expressão "O texto" (segundo parágrafo) não está clara, uma vez que pode se referir tanto ao texto da lei como ao texto em si, escrito para publicação. O autor deveria ter escolhido uma expressão mais clara.

IV.O autor do texto erra ao tomar "manifestação da cultura e da arte popular brasileira" como sinônimo de ser "parte do patrimônio cultural e artístico nacional". Isso prejudica a coesão textual e a progressão das ideias.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4118380 Português
Circo passa a ser reconhecido por lei como cultura popular brasileira


Medida reconhece manifestações circenses como parte do patrimônio cultural e artístico nacional.

A atividade circense passou a ser oficialmente reconhecida como manifestação da cultura e da arte popular brasileira. A medida foi sancionada pelo presidente da República [...] e reconhece diferentes formas de expressão ligadas ao circo, como malabarismo, acrobacias, números de equilíbrio — entre eles corda bamba e perna de pau — além da palhaçaria. O texto destaca a relevância histórica e cultural da atividade circense para a formação artística e para a identidade cultural brasileira.

Com a medida, o setor passa a contar com maior respaldo institucional como patrimônio cultural, o que pode fortalecer políticas públicas voltadas à valorização, preservação e incentivo das atividades circenses em diferentes regiões do país.

Reconhecimento e preservação cultural

A sanção da lei ocorre em meio a reivindicações de artistas e companhias circenses por mais apoio do poder público. O setor enfrenta dificuldades relacionadas ao financiamento de atividades itinerantes, manutenção de espaços culturais e formação de novos profissionais. Entidades ligadas à cultura avaliam que o reconhecimento oficial pode ampliar o acesso do circo a editais, programas de incentivo e ações de preservação do patrimônio imaterial brasileiro.

Tradicionalmente marcado pela atuação familiar e pela transmissão de conhecimentos entre gerações, o circo é considerado uma das manifestações mais antigas da cultura popular brasileira.


(Disponível em: https://l1nq.com/7q7esvu. Acesso em: 12 mai. 2026. Adaptado.)
A concordância nominal está corretamente feita no excerto a seguir: "A atividade circense passou a ser oficialmente reconhecida como manifestação da cultura e da arte popular brasileira."
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Outra possibilidade de concordância, considerando o contexto em destaque, seria o adjetivo "brasileira" ser posto no plural, mantendo o feminino porque ele se refere a dois substantivos de mesmo gênero.

(__)Considere a seguinte construção: O cinema e a música brasileiros são manifestações da nossa cultura. O adjetivo "brasileiros", nesse contexto, está no masculino plural porque há duas palavras determinadas de gêneros diferentes (cinema e música), fazendo a concordância corretamente. Também poderia estar no feminino singular, concordando com o substantivo mais próximo.

(__)Em O circo, o cinema e a música brasileira são manifestações da nossa cultura , ao concordar apenas com o substantivo mais próximo, o adjetivo se limita a qualificar apenas este. Se o autor da sentença quiser se referir aos três elementos, obrigatoriamente, deve colocar o adjetivo com o gênero da maioria dos substantivos, portanto, ficando no masculino plural.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4118209 Português

O texto a seguir refere-se à questão.


Texto 3


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/14/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml 

A partir da leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4118208 Português

O texto a seguir refere-se à questão.


Texto 3


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/14/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml 

Sobre as palavras presentes no primeiro quadro do texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4118207 Português

O texto a seguir refere-se  à questão.



Texto 2


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/21/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml

Qual é a relação sintático-semântica estabelecida entre as orações presentes no segundo quadro do texto? 
Alternativas
Q4118206 Português

O texto a seguir refere-se  à questão.



Texto 2


Fonte: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/21/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml

Assinale a alternativa cuja reescrita fornecida altere substancialmente o sentido da frase presente no primeiro quadro do texto. 
Alternativas
Q4118205 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o item destacado é um pronome relativo que retoma uma palavra mencionada anteriormente. 
Alternativas
Q4118204 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


A respeito do seguinte excerto: “Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações [...]”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4118203 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa que analisa corretamente o emprego das classes de palavras presentes no excerto “Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente?”. 
Alternativas
Q4118202 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale alternativa em que a palavra destacada é acentuada pelo mesmo motivo que o termo destacado em “Entenda por que ser multitarefa é um mito que faz mal ao cérebro”. 
Alternativas
Q4118201 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o uso da(s) vírgula(s) se justifica porque ela(s) isola(m) uma oração adverbial descolocada de sua posição canônica. 
Alternativas
Q4118200 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o termo “como” exerce a mesma função textual que em “Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes.”. 
Alternativas
Q4118199 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Sobre os elementos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4118198 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Acerca da estrutura e da formação de algumas palavras presentes no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
1201: E
1202: E
1203: B
1204: B
1205: D
1206: A
1207: B
1208: A
1209: B
1210: A
1211: C
1212: C
1213: A
1214: B
1215: B
1216: E
1217: C
1218: D
1219: A
1220: B