Questões de Concurso Sobre português

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Q3449693 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a Amazônia e a COP30


'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso

Adriano Stringhini
Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp


        Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.


        Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.


        A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]


        Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]


        Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.


        A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo. 


        Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.


        Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]


        Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseekopenai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
Assinale a alternativa em que o elemento em destaque atua na coesão catafórica do texto.
Alternativas
Q3449692 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a Amazônia e a COP30


'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso

Adriano Stringhini
Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp


        Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.


        Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.


        A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]


        Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]


        Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.


        A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo. 


        Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.


        Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]


        Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseekopenai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
A respeito das relações sintático-semânticas estabelecidas entre partes do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3449690 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a Amazônia e a COP30


'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso

Adriano Stringhini
Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp


        Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.


        Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.


        A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]


        Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]


        Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.


        A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo. 


        Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.


        Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]


        Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseekopenai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
Em relação ao emprego dos verbos em destaque nos seguintes excertos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3449689 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a Amazônia e a COP30


'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso

Adriano Stringhini
Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp


        Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.


        Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.


        A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]


        Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]


        Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.


        A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo. 


        Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.


        Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]


        Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseekopenai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025. 
Assinale a alternativa correta sobre o termo “se” no excerto “Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem.”.
Alternativas
Q3449152 Português
A sílaba facilita a pronúncia e a compreensão das palavras, enquanto a divisão silábica auxilia na ortografia, na hifenização e na alfabetização (BECHARA, 2019).

Qual das afirmações a seguir apresenta a definição mais precisa sobre sílaba e divisão silábica?
Alternativas
Q3449147 Português
Os tipos de sílabas podem ser classificados em simples e compostas, conforme a quantidade de fonemas presentes em seu núcleo (CUNHA, 2013).
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3449145 Português

A carta é um gênero textual que se caracteriza pela comunicação escrita entre remetente e destinatário, podendo ter diferentes finalidades, como pessoais, comerciais ou oficiais (BECHARA, 2019).


Qual das alternativas a seguir apresenta uma descrição correta sobre a estrutura e a organização de cartas como gênero textual?

Alternativas
Q3449144 Português

A redação de bilhetes e avisos é fundamental para comunicações breves e objetivas no cotidiano, sendo utilizada em ambientes pessoais, escolares e profissionais (GARCIA, 2018).


Qual das proposições a seguir apresenta uma caracterização correta sobre os bilhetes e os avisos como formas de comunicação escrita?

Alternativas
Q3449118 Português

Uma mulher com autismo e dificuldade de aprendizagem  erroneamente mantida em um hospital psiquiátrico na Inglaterra por anos, desde que tinha apenas sete anos de idade, e em segregação prolongada por mais de duas décadas.


(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd elz9jwp8do.adaptado)


Assinale a alternativa em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.

Alternativas
Q3449114 Português

Nas últimas semanas, conforme detalhado no plano de ação para 2025-26, o sistema público de saúde afirmou que pretendia reduzir a dependência de cuidados de saúde mental em regime de internação para pessoas com dificuldade de aprendizagem e autistas, obtendo uma redução mínima de 10%.


(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd elz9jwp8do.adaptado)


Assinale a alternativa em que todos os vocábulos sejam substantivos de mesmo número.

Alternativas
Q3448891 Português

Gelo derreteu sob nossos pés: a dramática foto de huskies correndo sobre água que revela rápido degelo da Groenlândia


Em junho de 2019, uma imagem impressionante de cães da raça husky siberiano viralizou rapidamente e assombrou o mundo. Ela mostrava os animais aparentemente andando sobre a água na Groenlândia.


A foto foi tirada pelo cientista climático Steffen Olsen, do Instituto Meteorológico Dinamarquês. Ele é o líder do projeto europeu Blue Action, que pesquisa os efeitos das mudanças no Ártico sobre o clima do planeta.


"Eu me surpreendi ao ver que tantas pessoas achavam bonita aquela foto. Eu a vi como uma situação assustadora."


Os cachorros, na verdade, caminhavam em meio a uma camada de água derretida, da altura de um tornozelo humano, sobre o gelo marinho em Inglefield Bredning, no noroeste da Groenlândia.


"Aprendi a ver a foto como uma ilusão", conta Olsen. "As pessoas não veem o gelo marinho, mas os cães andando sobre a água."


Olsen tirou a foto enquanto viajava com uma equipe de cientistas que monitorava as condições do mar e do gelo perto de Qaanaaq, uma das cidades localizadas mais ao norte do planeta. Eles recuperavam instrumentos científicos que haviam instalado durante o inverno.


"Viajávamos há algumas horas e ficou claro que  derretimento era muito grave. O gelo derreteu mais ou menos abaixo dos nossos pés enquanto caminhávamos sobre ele", relembra Olsen.


"Os caçadores locais e eu estávamos muito surpresos; procurávamos pontos secos para retirar os cães e os esquis da água e não havia nenhum em vista. Os cachorros costumam hesitar muito para colocar as patas na água, segundo Olsen.


"Normalmente, quando encontramos água, é porque existem rachaduras no gelo marinho e os cães precisam pular sobre a água e eles odeiam isso. Mas estava muito quente e achamos que eles estavam felizes por poderem refrescar as patas." Ele conta que, naquele dia, as temperaturas atingiram 14 °C.


Os cientistas conseguiram recuperar seus instrumentos alguns dias depois, quando a água já havia se infiltrado nas pequenas rachaduras da cobertura de gelo.


"Você tem um curto período de tempo para regressar, até que o gelo entre em colapso e se rompa", explica Olsen.


O cientista conta que ficou surpreso com o rápido derretimento observado quando ele tirou a foto. Ele só havia experimentado este evento extremo uma vez, durante seus quinze anos, realizando pesquisas na Groenlândia. Não é comum que o derretimento ocorra com tanta rapidez, segundo ele.


"É preciso ter uma onda súbita de ar quente quando ainda há neve fresca sobre o gelo marinho sólido", explica Olsen. Por isso, este é um exemplo de evento extremo se desenvolvendo no início da estação".


Casos de derretimento como o presenciado por Olsen, normalmente, só ocorrem no final da estação, no fim de junho ou julho.


Estes eventos têm efeito bola de neve, gerando novos derretimentos, à medida que existe menos neve e gelo para refletir os raios solares de volta para o espaço e manter a superfície fria.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c05m26gd3rno.adaptado.


É preciso ter uma onda súbita de ar quente quando ainda há neve fresca sobre o gelo marinho sólido", explica Olsen.


De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3448890 Português

Gelo derreteu sob nossos pés: a dramática foto de huskies correndo sobre água que revela rápido degelo da Groenlândia


Em junho de 2019, uma imagem impressionante de cães da raça husky siberiano viralizou rapidamente e assombrou o mundo. Ela mostrava os animais aparentemente andando sobre a água na Groenlândia.


A foto foi tirada pelo cientista climático Steffen Olsen, do Instituto Meteorológico Dinamarquês. Ele é o líder do projeto europeu Blue Action, que pesquisa os efeitos das mudanças no Ártico sobre o clima do planeta.


"Eu me surpreendi ao ver que tantas pessoas achavam bonita aquela foto. Eu a vi como uma situação assustadora."


Os cachorros, na verdade, caminhavam em meio a uma camada de água derretida, da altura de um tornozelo humano, sobre o gelo marinho em Inglefield Bredning, no noroeste da Groenlândia.


"Aprendi a ver a foto como uma ilusão", conta Olsen. "As pessoas não veem o gelo marinho, mas os cães andando sobre a água."


Olsen tirou a foto enquanto viajava com uma equipe de cientistas que monitorava as condições do mar e do gelo perto de Qaanaaq, uma das cidades localizadas mais ao norte do planeta. Eles recuperavam instrumentos científicos que haviam instalado durante o inverno.


"Viajávamos há algumas horas e ficou claro que  derretimento era muito grave. O gelo derreteu mais ou menos abaixo dos nossos pés enquanto caminhávamos sobre ele", relembra Olsen.


"Os caçadores locais e eu estávamos muito surpresos; procurávamos pontos secos para retirar os cães e os esquis da água e não havia nenhum em vista. Os cachorros costumam hesitar muito para colocar as patas na água, segundo Olsen.


"Normalmente, quando encontramos água, é porque existem rachaduras no gelo marinho e os cães precisam pular sobre a água e eles odeiam isso. Mas estava muito quente e achamos que eles estavam felizes por poderem refrescar as patas." Ele conta que, naquele dia, as temperaturas atingiram 14 °C.


Os cientistas conseguiram recuperar seus instrumentos alguns dias depois, quando a água já havia se infiltrado nas pequenas rachaduras da cobertura de gelo.


"Você tem um curto período de tempo para regressar, até que o gelo entre em colapso e se rompa", explica Olsen.


O cientista conta que ficou surpreso com o rápido derretimento observado quando ele tirou a foto. Ele só havia experimentado este evento extremo uma vez, durante seus quinze anos, realizando pesquisas na Groenlândia. Não é comum que o derretimento ocorra com tanta rapidez, segundo ele.


"É preciso ter uma onda súbita de ar quente quando ainda há neve fresca sobre o gelo marinho sólido", explica Olsen. Por isso, este é um exemplo de evento extremo se desenvolvendo no início da estação".


Casos de derretimento como o presenciado por Olsen, normalmente, só ocorrem no final da estação, no fim de junho ou julho.


Estes eventos têm efeito bola de neve, gerando novos derretimentos, à medida que existe menos neve e gelo para refletir os raios solares de volta para o espaço e manter a superfície fria.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c05m26gd3rno.adaptado.


Por isso, este é um exemplo de evento extremo "se desenvolvendo" no início da estação.


A norma-padrão de colocação pronominal destacada na frase denomina-se:

Alternativas
Q3448884 Português

Gelo derreteu sob nossos pés: a dramática foto de huskies correndo sobre água que revela rápido degelo da Groenlândia


Em junho de 2019, uma imagem impressionante de cães da raça husky siberiano viralizou rapidamente e assombrou o mundo. Ela mostrava os animais aparentemente andando sobre a água na Groenlândia.


A foto foi tirada pelo cientista climático Steffen Olsen, do Instituto Meteorológico Dinamarquês. Ele é o líder do projeto europeu Blue Action, que pesquisa os efeitos das mudanças no Ártico sobre o clima do planeta.


"Eu me surpreendi ao ver que tantas pessoas achavam bonita aquela foto. Eu a vi como uma situação assustadora."


Os cachorros, na verdade, caminhavam em meio a uma camada de água derretida, da altura de um tornozelo humano, sobre o gelo marinho em Inglefield Bredning, no noroeste da Groenlândia.


"Aprendi a ver a foto como uma ilusão", conta Olsen. "As pessoas não veem o gelo marinho, mas os cães andando sobre a água."


Olsen tirou a foto enquanto viajava com uma equipe de cientistas que monitorava as condições do mar e do gelo perto de Qaanaaq, uma das cidades localizadas mais ao norte do planeta. Eles recuperavam instrumentos científicos que haviam instalado durante o inverno.


"Viajávamos há algumas horas e ficou claro que  derretimento era muito grave. O gelo derreteu mais ou menos abaixo dos nossos pés enquanto caminhávamos sobre ele", relembra Olsen.


"Os caçadores locais e eu estávamos muito surpresos; procurávamos pontos secos para retirar os cães e os esquis da água e não havia nenhum em vista. Os cachorros costumam hesitar muito para colocar as patas na água, segundo Olsen.


"Normalmente, quando encontramos água, é porque existem rachaduras no gelo marinho e os cães precisam pular sobre a água e eles odeiam isso. Mas estava muito quente e achamos que eles estavam felizes por poderem refrescar as patas." Ele conta que, naquele dia, as temperaturas atingiram 14 °C.


Os cientistas conseguiram recuperar seus instrumentos alguns dias depois, quando a água já havia se infiltrado nas pequenas rachaduras da cobertura de gelo.


"Você tem um curto período de tempo para regressar, até que o gelo entre em colapso e se rompa", explica Olsen.


O cientista conta que ficou surpreso com o rápido derretimento observado quando ele tirou a foto. Ele só havia experimentado este evento extremo uma vez, durante seus quinze anos, realizando pesquisas na Groenlândia. Não é comum que o derretimento ocorra com tanta rapidez, segundo ele.


"É preciso ter uma onda súbita de ar quente quando ainda há neve fresca sobre o gelo marinho sólido", explica Olsen. Por isso, este é um exemplo de evento extremo se desenvolvendo no início da estação".


Casos de derretimento como o presenciado por Olsen, normalmente, só ocorrem no final da estação, no fim de junho ou julho.


Estes eventos têm efeito bola de neve, gerando novos derretimentos, à medida que existe menos neve e gelo para refletir os raios solares de volta para o espaço e manter a superfície fria.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c05m26gd3rno.adaptado.


Eu a vi como uma situação assustadora.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase,

Alternativas
Q3448847 Português
Oscar 2026: mudança de regra exige que votantes assistam a todos os filmes indicados 


A Academia anunciou uma nova regra para o Oscar 2026, nesta segunda-feira (21). A partir de agora, para que os membros se tornem aptos a votar, será necessário assistir a todos os filmes da categoria, algo que não era obrigatório antes.


"Em uma mudança de procedimento, os membros da Academia agora devem assistir a todos os filmes indicados em cada categoria para serem elegíveis para votar na rodada final do Oscar. Todos os indicados designados também serão incluídos na votação final", informou a organização. 


De acordo com a revista "Variety", a Academia vai monitorar a atividade de visualização por meio de sua plataforma de streaming exclusiva para membros, a Academy Screening Room. Caso os votantes assistam aos longas em festivais, exibições ou eventos privados, será necessário enviar um formulário para comprovação.


Na época da premiação deste ano, fontes anônimas votantes revelaram a revistas como "Variety" e "Entertainment Weekly" que não assistiram a todas as obras indicadas nas respectivas categorias que votavam. Entre os filmes mencionados estava o brasileiro "Ainda Estou Aqui", nomeado a três categorias e vencedor de Melhor Filme Internacional.


A 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia acontecerá em 15 de março de 2026, também teve mudanças quanto a filmes que usam inteligência artificial e outras ferramentas digitais. O uso de IA não contribui nem prejudica as chances de obter uma indicação, mas a produção será julgada levando em consideração o grau em que um ser humano esteve no centro da autoria criativa. Dependendo, isto pode ter impacto sobre qual filme será premiado.


Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/2025/04/7043336-oscar-2026-mudanca-deregra-exige-que-votantes-assistam-a-todos-os-filmes-indicados.html. Acesso em: 22 abr. 2025. Excerto.
“De acordo com a revista ‘Variety’, a Academia vai monitorar a atividade de visualização por meio de sua plataforma de streaming exclusiva para membros, a Academy Screening Room” (3º parágrafo). O termo em destaque poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3448846 Português
Oscar 2026: mudança de regra exige que votantes assistam a todos os filmes indicados 


A Academia anunciou uma nova regra para o Oscar 2026, nesta segunda-feira (21). A partir de agora, para que os membros se tornem aptos a votar, será necessário assistir a todos os filmes da categoria, algo que não era obrigatório antes.


"Em uma mudança de procedimento, os membros da Academia agora devem assistir a todos os filmes indicados em cada categoria para serem elegíveis para votar na rodada final do Oscar. Todos os indicados designados também serão incluídos na votação final", informou a organização. 


De acordo com a revista "Variety", a Academia vai monitorar a atividade de visualização por meio de sua plataforma de streaming exclusiva para membros, a Academy Screening Room. Caso os votantes assistam aos longas em festivais, exibições ou eventos privados, será necessário enviar um formulário para comprovação.


Na época da premiação deste ano, fontes anônimas votantes revelaram a revistas como "Variety" e "Entertainment Weekly" que não assistiram a todas as obras indicadas nas respectivas categorias que votavam. Entre os filmes mencionados estava o brasileiro "Ainda Estou Aqui", nomeado a três categorias e vencedor de Melhor Filme Internacional.


A 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia acontecerá em 15 de março de 2026, também teve mudanças quanto a filmes que usam inteligência artificial e outras ferramentas digitais. O uso de IA não contribui nem prejudica as chances de obter uma indicação, mas a produção será julgada levando em consideração o grau em que um ser humano esteve no centro da autoria criativa. Dependendo, isto pode ter impacto sobre qual filme será premiado.


Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/2025/04/7043336-oscar-2026-mudanca-deregra-exige-que-votantes-assistam-a-todos-os-filmes-indicados.html. Acesso em: 22 abr. 2025. Excerto.
“A Academia anunciou uma nova regra para o Oscar 2026, nesta segunda-feira (21). A partir de agora, para que os membros se tornem aptos a votar, será necessário assistir a todos os filmes da categoria, algo que não era obrigatório antes” (1º parágrafo). No trecho em destaque, veicula-se o sentido de:
Alternativas
Q3448845 Português
Oscar 2026: mudança de regra exige que votantes assistam a todos os filmes indicados 


A Academia anunciou uma nova regra para o Oscar 2026, nesta segunda-feira (21). A partir de agora, para que os membros se tornem aptos a votar, será necessário assistir a todos os filmes da categoria, algo que não era obrigatório antes.


"Em uma mudança de procedimento, os membros da Academia agora devem assistir a todos os filmes indicados em cada categoria para serem elegíveis para votar na rodada final do Oscar. Todos os indicados designados também serão incluídos na votação final", informou a organização. 


De acordo com a revista "Variety", a Academia vai monitorar a atividade de visualização por meio de sua plataforma de streaming exclusiva para membros, a Academy Screening Room. Caso os votantes assistam aos longas em festivais, exibições ou eventos privados, será necessário enviar um formulário para comprovação.


Na época da premiação deste ano, fontes anônimas votantes revelaram a revistas como "Variety" e "Entertainment Weekly" que não assistiram a todas as obras indicadas nas respectivas categorias que votavam. Entre os filmes mencionados estava o brasileiro "Ainda Estou Aqui", nomeado a três categorias e vencedor de Melhor Filme Internacional.


A 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia acontecerá em 15 de março de 2026, também teve mudanças quanto a filmes que usam inteligência artificial e outras ferramentas digitais. O uso de IA não contribui nem prejudica as chances de obter uma indicação, mas a produção será julgada levando em consideração o grau em que um ser humano esteve no centro da autoria criativa. Dependendo, isto pode ter impacto sobre qual filme será premiado.


Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/2025/04/7043336-oscar-2026-mudanca-deregra-exige-que-votantes-assistam-a-todos-os-filmes-indicados.html. Acesso em: 22 abr. 2025. Excerto.
Quanto ao gênero, o texto pode ser classificado como um exemplo de:
Alternativas
Q3448844 Português
Oscar 2026: mudança de regra exige que votantes assistam a todos os filmes indicados 


A Academia anunciou uma nova regra para o Oscar 2026, nesta segunda-feira (21). A partir de agora, para que os membros se tornem aptos a votar, será necessário assistir a todos os filmes da categoria, algo que não era obrigatório antes.


"Em uma mudança de procedimento, os membros da Academia agora devem assistir a todos os filmes indicados em cada categoria para serem elegíveis para votar na rodada final do Oscar. Todos os indicados designados também serão incluídos na votação final", informou a organização. 


De acordo com a revista "Variety", a Academia vai monitorar a atividade de visualização por meio de sua plataforma de streaming exclusiva para membros, a Academy Screening Room. Caso os votantes assistam aos longas em festivais, exibições ou eventos privados, será necessário enviar um formulário para comprovação.


Na época da premiação deste ano, fontes anônimas votantes revelaram a revistas como "Variety" e "Entertainment Weekly" que não assistiram a todas as obras indicadas nas respectivas categorias que votavam. Entre os filmes mencionados estava o brasileiro "Ainda Estou Aqui", nomeado a três categorias e vencedor de Melhor Filme Internacional.


A 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia acontecerá em 15 de março de 2026, também teve mudanças quanto a filmes que usam inteligência artificial e outras ferramentas digitais. O uso de IA não contribui nem prejudica as chances de obter uma indicação, mas a produção será julgada levando em consideração o grau em que um ser humano esteve no centro da autoria criativa. Dependendo, isto pode ter impacto sobre qual filme será premiado.


Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/2025/04/7043336-oscar-2026-mudanca-deregra-exige-que-votantes-assistam-a-todos-os-filmes-indicados.html. Acesso em: 22 abr. 2025. Excerto.
Com relação ao uso da inteligência artificial e de outras tecnologias na avaliação de filmes no Oscar 2026, depreende-se que:
Alternativas
Q3448843 Português
Oscar 2026: mudança de regra exige que votantes assistam a todos os filmes indicados 


A Academia anunciou uma nova regra para o Oscar 2026, nesta segunda-feira (21). A partir de agora, para que os membros se tornem aptos a votar, será necessário assistir a todos os filmes da categoria, algo que não era obrigatório antes.


"Em uma mudança de procedimento, os membros da Academia agora devem assistir a todos os filmes indicados em cada categoria para serem elegíveis para votar na rodada final do Oscar. Todos os indicados designados também serão incluídos na votação final", informou a organização. 


De acordo com a revista "Variety", a Academia vai monitorar a atividade de visualização por meio de sua plataforma de streaming exclusiva para membros, a Academy Screening Room. Caso os votantes assistam aos longas em festivais, exibições ou eventos privados, será necessário enviar um formulário para comprovação.


Na época da premiação deste ano, fontes anônimas votantes revelaram a revistas como "Variety" e "Entertainment Weekly" que não assistiram a todas as obras indicadas nas respectivas categorias que votavam. Entre os filmes mencionados estava o brasileiro "Ainda Estou Aqui", nomeado a três categorias e vencedor de Melhor Filme Internacional.


A 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia acontecerá em 15 de março de 2026, também teve mudanças quanto a filmes que usam inteligência artificial e outras ferramentas digitais. O uso de IA não contribui nem prejudica as chances de obter uma indicação, mas a produção será julgada levando em consideração o grau em que um ser humano esteve no centro da autoria criativa. Dependendo, isto pode ter impacto sobre qual filme será premiado.


Fonte: https://odia.ig.com.br/diversao/2025/04/7043336-oscar-2026-mudanca-deregra-exige-que-votantes-assistam-a-todos-os-filmes-indicados.html. Acesso em: 22 abr. 2025. Excerto.
A partir da leitura do texto, com relação à nova regra da Academia para o Oscar 2026, é possível inferir que:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IDESG Órgão: CIM Polo Sul Prova: IDESG - 2025 - CIM Polo Sul - Motorista |
Q3448766 Português

Seremos a penúltima geração?

É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024


        Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta. 



        Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz. 



        "Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.


        "Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".


        Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.


        Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.


        É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.


PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024.Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado

No penúltimo parágrafo do texto, há uma lacuna propositadamente inserida. Analise o referido trecho e, em seguida, assinale a alternativa cuja expressão de função coesiva completa adequadamente a lacuna indicada, considerando-se, para isso, a norma padrão da língua portuguesa.  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IDESG Órgão: CIM Polo Sul Prova: IDESG - 2025 - CIM Polo Sul - Motorista |
Q3448765 Português

Seremos a penúltima geração?

É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta

Antonio Prata | Escritor e roteirista, autor de "Por quem as panelas batem" | 21 set. 2024


        Na semana passada, o cientista Carlos Nobre publicou no UOL um artigo aterrador. Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite. Pode ser um ponto fora da curva, devido ao El Niño. Mas pode não ser — e isso seria terrível. Talvez, como sugere o texto, daí em diante não tenha mais volta. 



        Segue abaixo uma parte do extenso currículo do Carlos Nobre, tirado do seu perfil no UOL. "Formado pelo ITA e pós-graduado pelo MIT. Membro da Academia Brasileira de Ciências, membro estrangeiro da Academia de Ciências dos EUA e da Royal Society da Grã-Bretanha". Colaborou em vários relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Um deles levou o Nobel da Paz. "Foi coordenador geral do CPTEC-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) e criador do CCST-Inpe (Centro de Ciência do Sistema Terrestre) e do CemadenMCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais)". Trata-se, portanto, de alguém que parece ter algum conhecimento de causa, né? Vejamos o que nos diz. 



        "Se passarmos de 2°C, todos os recifes de coral do mundo serão extintos. Se passarmos de 2,5°C, vamos perder de 50% a 70% da Amazônia, e grande quantidade do solo congelado da Sibéria, do Canadá e do Alasca, o chamado permafrost, será descongelado. Com isso, vamos jogar [na atmosfera] uma gigantesca quantidade de gases de efeito estufa que estão ali aprisionados.". Isso, evidentemente, aceleraria ainda mais o processo de aquecimento.


        "Se a temperatura global aumentar em 4°C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável, especialmente as regiões tropicais e equatoriais". (...) "A situação seria tão drástica que, no século 22, as únicas áreas habitáveis no mundo seriam regiões como o Ártico, a Antártida e as grandes cadeias montanhosas, como os Alpes e o Himalaia".


        Eu não estarei vivo em 2100, mas meus filhos, nascidos em 2013 e 2015, provavelmente sim. Me dou conta agora de que, se não fizermos algo imediatamente, meus netos encararão o apocalipse causado por 7 bilhões de pessoas abandonando a quase totalidade da superfície terrestre para tentar se espremer no círculo polar ártico e antártico. É óbvio que não caberá todo mundo naquelas faixas. É óbvio que haverá guerras, extermínios, faltará comida, água, remédios, tudo.


        Eu cresci num mundo ________ cientistas e ativistas alertavam para possíveis catástrofes lá pelo meio ou fim do século 21. Elas já chegaram. O Rio Grande do Sul alagado. Brasil inteiro queimando. O céu branco em São Paulo. A chuva preta em Santa Catarina.


        É surreal que a humanidade não esteja, neste exato momento, se debruçando sobre o problema como fizemos durante a pandemia de Covid. Pior: no debate para presidente do país mais poderoso do mundo, Kamala Harris teve que se "defender" das "acusações" de Trump de que iria parar de extrair combustíveis fósseis. Garantiu a seus eleitores que continuará perfurando. Enquanto isso, no Brasil, um candidato desmiolado grita "Você não é homem! Você não é homem!" e o outro responde com uma cadeirada. É triste constatar, mas talvez não sejamos mesmo merecedores deste adorável planeta.


PRATA, Antonio. Seremos a penúltima geração? Folha de São Paulo, 21 de setembro de 2024.Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2024/09/seremos-a-penultima-geracao.shtml. Acesso em: 23 out. 2024. Adaptado

Releia o trecho a seguir.


“Desde o Acordo de Paris, a meta era reduzir a emissão de gases para chegar a 2050 com, no máximo, 1,5°C de aumento na temperatura. Nos últimos dois anos, nós atingimos esse limite.”



Assinale a alternativa que apresenta uma expressão capaz de conectar coerentemente os dois períodos contidos nesse trecho, tendo em vista as ideias neles explicitadas.

Alternativas
Respostas
39481: E
39482: B
39483: D
39484: C
39485: D
39486: B
39487: B
39488: A
39489: B
39490: C
39491: C
39492: D
39493: B
39494: D
39495: B
39496: A
39497: C
39498: A
39499: B
39500: A