Questões de Concurso Sobre português

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Q3695611 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

 O texto evidencia a importância do momento em que o tratamento é iniciado, sugerindo que, apesar de existir uma margem de tempo para a aplicação do antídoto, o fator temporal continua sendo decisivo para a recuperação do paciente. Assim, a ideia central está relacionada à influência da precocidade no sucesso terapêutico.


Com base nessa interpretação, qual das alternativas apresenta a compreensão mais adequada sobre a relação entre o tempo e a eficácia do antídoto? 

Alternativas
Q3695610 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

 A fala do médico reforça a importância do tempo como fator determinante na recuperação de pacientes intoxicados por metanol. Nesse contexto, o trecho destaca que a agilidade na adoção das medidas terapêuticas influencia diretamente a evolução clínica do quadro. 


Considerando as informações apresentadas, qual das alternativas expressa corretamente a relação entre o tempo de atendimento e a eficácia do tratamento?

Alternativas
Q3695609 Português

Antídoto à base de etanol exige ação rápida, alerta especialista


O aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil tem mobilizado autoridades de saúde e levantado questões sobre o tratamento adequado. O etanol farmacêutico surge como principal antídoto, mas seu uso requer cuidados específicos e administração hospitalar.


O cardiointensivista Werlley Januzzi explica que o etanol age como inibidor competitivo da enzima álcool desidrogenase, bloqueando a formação de metabólitos tóxicos do metanol, especialmente o ácido fórmico. Este último é o principal responsável por complicações graves como acidose metabólica, cegueira e insuficiência renal.


A eficácia do tratamento está diretamente relacionada à rapidez do atendimento médico. "Quanto mais precoce for feita a hidratação e administração do etanol, melhores os resultados", afirma Januzzi. Embora o antídoto possa ser administrado após seis horas da intoxicação, os melhores resultados são obtidos nas primeiras horas.


O especialista ressalta que o etanol utilizado é exclusivamente farmacêutico, administrado de forma intravenosa em ambiente hospitalar, com dosagem calculada conforme o peso do paciente. Os efeitos colaterais mais comuns incluem hipoglicemia e sonolência excessiva, principalmente em pacientes idosos ou desnutridos.


Com o aumento dos casos, os protocolos de atendimento nos prontos-socorros foram adaptados. A triagem passou a incluir perguntas específicas sobre consumo de bebidas alcoólicas, buscando identificar rapidamente possíveis casos de intoxicação por metanol. O objetivo é prevenir danos irreversíveis, que em casos extremos podem ser letais.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/antidoto-a-base-de-etanol-exige-ac ao-rapida-alerta-especialista/

O trecho destaca uma mudança importante nas práticas hospitalares diante do crescimento dos casos de intoxicação por metanol. As novas medidas adotadas pelos prontos-socorros indicam uma tentativa de tornar o atendimento mais preventivo e eficiente, revelando uma preocupação com a detecção precoce e a redução de riscos graves aos pacientes.


Considerando essas informações, qual das alternativas expressa de modo adequado a principal finalidade da adaptação dos protocolos hospitalares?

Alternativas
Q3695534 Português
Analise as frases a seguir.

I. Tudo é uma questão que nem sei explicar o ___________. 
II. Já nem sei ____________ estamos tão aflitos.
III. Você não quer falar __________?
IV. Sei __________ procuro me informar sempre.

Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas nas frases a seguir.
Alternativas
Q3695221 Português
LEIA o texto a seguir.


__ Nem sempre o que pretendemos falar é o que realmente escrevemos.
__ Não entendi.
__ Então preste atenção nestas frases que escrevi:
I. Surgiu a primavera.
II. Surgiu à primavera.
__ Para mim não mudou nada; nem mesmo a estação.
                                                   (As palavras no contexto) 

Ao afirmar que a fala e a escrita apresentam formas diferentes de entendimento, o personagem cita duas frases com uma mínima mudança na grafia. Levando em consideração as duas propostas citadas pelo personagem, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3695173 Português
Os vícios de linguagem comprometem a clareza, a correção e a elegância da comunicação. É comum que esses desvios passem despercebidos na linguagem cotidiana, mas em contextos formais de escrita e oralidade, sua presença afeta diretamente a credibilidade e a precisão do discurso. Considerando os principais tipos de vícios de linguagem, analise as alternativas abaixo e assinale aquela em que há ocorrência de barbarismo.
Alternativas
Q3695172 Português
Analise as afirmativas abaixo sobre os tipos de predicado — verbal, nominal e verbo-nominal:

I.O predicado verbal tem como núcleo um verbo de ligação e expressa estado ou qualidade atribuída ao sujeito.
II.O predicado nominal tem como núcleo um verbo de ação e dispensa a presença de predicativo do sujeito.
III.O predicado verbo-nominal apresenta dois núcleos: um verbo nocional que indica ação e um nome que exprime estado ou qualidade, funcionando como predicativo.
IV.O predicado verbal pode apresentar dois núcleos, desde que haja um verbo de ligação seguido de predicativo do objeto.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3695085 Português
A estrutura da oração é formada por diferentes termos que cumprem funções específicas dentro da construção sintática. Analise a relação correta entre as colunas a seguir, associando cada termo à sua respectiva função ou característica.

Coluna A
(__)Indicam circunstâncias, especificações ou explicações adicionais, podendo ser retirados sem comprometer o sentido principal da oração.
(__)Formam a base da estrutura oracional, sendo indispensáveis à existência da oração.
(__)Completam o sentido de verbos, nomes ou indicam o agente da voz passiva.

Coluna B
I.Termos acessórios; II.Termos essenciais; III.Termos integrantes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta ao preencher a Coluna A:
Alternativas
Q3695082 Português
Associe corretamente a Coluna I, que apresenta períodos compostos, à Coluna II, que indica o tipo de coordenação presente em cada um.

Coluna I
(__)Fez as malas, saiu apressado, pegou o táxi. (__)Estudou muito, mas não conseguiu ser aprovado. (__)Ou você aceita as regras, ou desiste do jogo. (__)Choveu demais, portanto, a estrada ficou alagada.
Coluna II
I.Coordenação assindética II.Coordenação sindética adversativa III.Coordenação sindética alternativa IV.Coordenação sindética conclusiva


Assinale a alternativa com a sequência correta na Coluna I:
Alternativas
Q3695078 Português
Considerando os erros mais frequentes de regência nominal, analise as alternativas abaixo e assinale aquela que está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3694816 Português
Leia o texto IV para responder à questão.

Texto IV

Q14_15.png (318×425)

F o n t e : Dis p o n í v e l em: h t t p s: / / 3 . b p . b l o g s p o t . c om/- 4 - q FLfCNY6 0 /WBSAg rG0MMI/AAAAAAAABmk / nKCbVoGXS _ c f 5 sMe - eCGcecDRKw_BlMpQCLcB/s1600/Prof%2Bmeme%2B6.jpg. Acesso em: 23 set. 2025.
Observe o verbo “ver” que aparece nos quatro momentos do texto. Sobre ele, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3694815 Português
Leia o texto IV para responder à questão.

Texto IV

Q14_15.png (318×425)

F o n t e : Dis p o n í v e l em: h t t p s: / / 3 . b p . b l o g s p o t . c om/- 4 - q FLfCNY6 0 /WBSAg rG0MMI/AAAAAAAABmk / nKCbVoGXS _ c f 5 sMe - eCGcecDRKw_BlMpQCLcB/s1600/Prof%2Bmeme%2B6.jpg. Acesso em: 23 set. 2025.
Sobre o texto, analise as assertivas que seguem.

I- A linguagem não verbal não colabora na produção de sentidos.
II- A linguagem verbal, isoladamente, é suficiente para a compreensão global de sentidos.
III- Para uma leitura com construção completa de sentidos desse texto, a leitura da linguagem verbal e da linguagem não-verbal são importantes.
IV- Reconhecer os contextos de referência dos textos não verbais colabora para a compreensão do texto atual.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3694814 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Analise as assertivas sobre o trecho “O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar!”.

I- Verde e azul, apesar de se classificarem normalmente como adjetivos, aqui funcionam como substantivos.
II- “O verde e o azul” constituem o sujeito composto da oração.
III- “O verde e o azul” são adjuntos adnominais, já que são adjetivos.
IV- “lá longe ainda” funciona como locução adverbial de lugar.
V- Há um verbo elíptico no trecho.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3694813 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
No trecho em destaque “São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros.”, qual figura de linguagem se observa?
Alternativas
Q3694812 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Sobre o texto, afirma-se que ele:
Alternativas
Q3694811 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Assinale a alternativa que traz CORRETAMENTE o gênero do texto lido e a explicação sobre este gênero.
Alternativas
Q3694810 Português
O texto III deve ser lido para se responder à questão.


Texto III

A ilusão do fim de semana


    Há algo errado nisto.

    Onde havia florestas construímos cidades de concreto, asfalto e vidro. Aí vivemos. Ou melhor: trabalhamos. Mas como o lugar onde trabalhamos não é onde queremos viver, então no fim de semana rumamos para onde há floresta ou praia, onde, além do verde e do azul, se pode respirar.

    Chegamos. Acabamos de encostar o carro na garagem da casa de campo, fazenda ou do hotel nas montanhas.

    Chegar aqui não foi fácil. Duas, cinco, às vezes dez horas de engarrafamento. O verde e o azul, lá longe ainda, difíceis de alcançar. E a gente ali na estrada entalado num terrível rito de ultrapassagem. [..] O simples fato de nos aproximarmos do verde já muda o clima psicológico dentro do carro. Vai ficando para trás a fuligem da cidade. E ao subir a serra começa uma descontração no diafragma. Aqueles que estavam tensos, indo para a natureza, já tornam suas frases mais macias, já começam a ficar mais amorosos. Algumas brigas de casal vão se diluindo na passagem da cidade para o campo.

    Enfim, chegamos. São desembarcadas as malas, as portas e janelas da casa e corpo se abrem e a clorofila começa a entrar pelos poros. As flores continuaram a elaborar suas cores em nossa ausência. Os pássaros continuaram a emplumar as estações. [...]

     À noite pode-se acender a lareira e ali se ficar prostrado com um copo de uísque ou vinho, uma xícara de chá ou café, olhando, olhando o fogo como um primitivo na caverna de si mesmo.

    Todavia, essa incursão no paraíso vai acabar. O fim de semana escoou-se. Já começamos a refazer as malas e a ficar ansiosos e de mau humor. Vamos começar a descer a serra para retornar ao campo de concentração urbana. Mal sinalizadas, as estradas vez por outra nos deixam ver um cão morto no asfalto. [...]

    Aproximamo-nos da cidade. A temperatura começa a subir, um calor abafado vai grudando na pele. O mau cheiro irrita as narinas, o ruído agride os tímpanos. O ritmo do pulso é tenso e há um cruzar de buzinas, faróis, anúncios e sempre a possibilidade de uma emergente violência.

    Chegamos ao apartamento ou casa. Descarregamos tudo pelo elevador com ar de vitória e derrota. Na sala, jornais, correspondência acumulada. O dia seguinte já nos espreita na treva. Aí começaremos a fazer novos planos para fugir da cidade. Planejaremos outro feriado e contaremos quanto tempo falta para a aposentadoria.

    Há algo de errado nisto. E persistimos.


Fonte: SANTANNA. Affonso Romano de. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997. p. 43-46. Adaptado.
Sobre os elementos da narrativa presentes no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3694809 Português
Leia o texto II para responder à questão.


Q6_8.png (396×273)

Fonte: Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4538-1.jpg Acesso em: 07 mar. 2025. 
Qual fato provoca o humor na charge?
Alternativas
Q3694808 Português
Leia o texto II para responder à questão.


Q6_8.png (396×273)

Fonte: Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4538-1.jpg Acesso em: 07 mar. 2025. 
Sobre a charge, qual o tema central do texto?
Alternativas
Q3694807 Português
Leia o texto II para responder à questão.


Q6_8.png (396×273)

Fonte: Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4538-1.jpg Acesso em: 07 mar. 2025. 
Observe as falas dos dois primeiros balões e as palavras que foram destacadas: “Vovô, você está velho demais para frequentar uma faculdade.” e “Meu jovem, não existe idade para parar de aprender. Só envelhece quem para de aprender.” Respectivamente, qual função desempenham os termos em destaque nos períodos em que estão?
Alternativas
Respostas
27681: D
27682: A
27683: A
27684: D
27685: A
27686: D
27687: D
27688: B
27689: A
27690: C
27691: B
27692: D
27693: E
27694: E
27695: A
27696: B
27697: B
27698: E
27699: A
27700: C