Questões de Concurso Sobre português

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Q3789550 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 


Nas últimas décadas, as planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar a extensas plantações de mirtilos e outras frutas. Até os anos 1990, parecia improvável que o deserto costeiro pudesse se tornar um polo agrícola. No entanto, isso ocorreu em grande parte do litoral peruano, com a expansão de culturas como manga, mirtilos e abacates.


A faixa paralela ao Pacífico e às elevações andinas transformou-se em um imenso pomar e no centro de uma indústria agroexportadora em rápida expansão. Entre 2010 e 2024, as exportações agrícolas cresceram, em média, onze por cento ao ano, atingindo em 2024 mais de nove milhões de dólares. O Peru tornou-se o maior exportador mundial de uvas e mirtilos, consolidando-se como fornecedor de mercados como Estados Unidos, Europa e China.


Esse avanço teve início com as reformas econômicas da década de 1990, que reduziram barreiras comerciais e incentivaram investimentos estrangeiros. Inicialmente voltadas à mineração, essas políticas abriram espaço para uma elite empresarial que passou a apostar na exportação agrícola. O setor superou obstáculos naturais com investimentos privados em irrigação por gotejamento e grandes projetos hídricos, permitindo o cultivo em áreas antes consideradas impróprias. Somaram-se a isso inovações genéticas, como as que viabilizaram o cultivo do mirtilo, ampliando em cerca de trinta por cento a área cultivável do deserto costeiro.


Hoje, regiões como Ica e Piura são importantes centros agrícolas, e a agroexportação representa parcela relevante da economia. Em 2024, respondeu por quase cinco por cento do PIB, contra quase um e meio por cento em 2020. O impacto econômico é significativo, com geração de empregos qualificados e aumento da renda média. Contudo, os benefícios não se distribuem de forma igual: pequenos agricultores enfrentam dificuldades para acessar água e mão de obra, além de venderem suas terras a grandes empresas.


A principal controvérsia envolve a água. Em áreas onde praticamente não chove, como Ica, o abastecimento depende do lençol freático e da transposição de água de regiões vizinhas. Enquanto assentamentos dependem de caminhões-pipa, grandes propriedades mantêm poços próprios e acesso prioritário à irrigação. Apesar da fiscalização oficial, há indícios de superexploração do aquífero, com poços cada vez mais profundos e água mais cara para pequenos produtores.


Até a produção das uvas do pisco, símbolo nacional, vem sendo questionada, sob a crítica de que a exportação da fruta equivale à exportação de água. O desafio, em Ica e em todo o Peru agroexportador, é tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. A avaliação de especialistas é que a indústria de exportação é positiva para a geração de renda, mas só será viável se não comprometer o abastecimento da população nem o equilíbrio ambiental.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmnjm2wenwo.adaptado.

O texto apresenta a transformação de uma região desértica do Peru em área produtiva, destacando mudanças econômicas e desafios ligados aos recursos naturais.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3789549 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 


Nas últimas décadas, as planícies desérticas da região de Ica, no Peru, deram lugar a extensas plantações de mirtilos e outras frutas. Até os anos 1990, parecia improvável que o deserto costeiro pudesse se tornar um polo agrícola. No entanto, isso ocorreu em grande parte do litoral peruano, com a expansão de culturas como manga, mirtilos e abacates.


A faixa paralela ao Pacífico e às elevações andinas transformou-se em um imenso pomar e no centro de uma indústria agroexportadora em rápida expansão. Entre 2010 e 2024, as exportações agrícolas cresceram, em média, onze por cento ao ano, atingindo em 2024 mais de nove milhões de dólares. O Peru tornou-se o maior exportador mundial de uvas e mirtilos, consolidando-se como fornecedor de mercados como Estados Unidos, Europa e China.


Esse avanço teve início com as reformas econômicas da década de 1990, que reduziram barreiras comerciais e incentivaram investimentos estrangeiros. Inicialmente voltadas à mineração, essas políticas abriram espaço para uma elite empresarial que passou a apostar na exportação agrícola. O setor superou obstáculos naturais com investimentos privados em irrigação por gotejamento e grandes projetos hídricos, permitindo o cultivo em áreas antes consideradas impróprias. Somaram-se a isso inovações genéticas, como as que viabilizaram o cultivo do mirtilo, ampliando em cerca de trinta por cento a área cultivável do deserto costeiro.


Hoje, regiões como Ica e Piura são importantes centros agrícolas, e a agroexportação representa parcela relevante da economia. Em 2024, respondeu por quase cinco por cento do PIB, contra quase um e meio por cento em 2020. O impacto econômico é significativo, com geração de empregos qualificados e aumento da renda média. Contudo, os benefícios não se distribuem de forma igual: pequenos agricultores enfrentam dificuldades para acessar água e mão de obra, além de venderem suas terras a grandes empresas.


A principal controvérsia envolve a água. Em áreas onde praticamente não chove, como Ica, o abastecimento depende do lençol freático e da transposição de água de regiões vizinhas. Enquanto assentamentos dependem de caminhões-pipa, grandes propriedades mantêm poços próprios e acesso prioritário à irrigação. Apesar da fiscalização oficial, há indícios de superexploração do aquífero, com poços cada vez mais profundos e água mais cara para pequenos produtores.


Até a produção das uvas do pisco, símbolo nacional, vem sendo questionada, sob a crítica de que a exportação da fruta equivale à exportação de água. O desafio, em Ica e em todo o Peru agroexportador, é tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. A avaliação de especialistas é que a indústria de exportação é positiva para a geração de renda, mas só será viável se não comprometer o abastecimento da população nem o equilíbrio ambiental.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgmnjm2wenwo.adaptado.

O texto descreve o crescimento da agroexportação no Peru e seus efeitos econômicos e sociais ao longo do tempo.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3789399 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Com base na norma culta da língua portuguesa, avalie a correção do emprego do acento indicativo de crase no trecho:
"Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá."
Assinale a alternativa correta quanto à análise gramatical da ocorrência (ou não) da crase nas expressões destacadas.
Alternativas
Q3789398 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Com base no trecho "Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele", analise as afirmações abaixo em seguida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3789396 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

No trecho "que me foi entregue", retirado do período "Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue...", observa-se uma escolha normativa de colocação pronominal. Com base nas regras gramaticais da norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3789343 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O menino de 140 mil anos que pode ser híbrido mais antigo entre Homo sapiens e neandertais

 

Uma descoberta revolucionária para a compreensão da evolução da nossa espécie e dos rituais humanos modernos.


É assim que um grupo de cientistas, em um estudo publicado em julho pela revista científica L'Anthropologie, define o crânio de uma criança que viveu 140 mil anos atrás, encontrado há quase um século em uma das cavernas do Monte Carmelo, no noroeste de Israel. O local é considerado o mais antigo cemitério conhecido.


A criança tinha três a cinco anos de idade. Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.


O crânio recebeu o nome de Skhul 1º porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931.


Segundo esta nova pesquisa, sua morfologia seria a evidência mais antiga conhecida da miscigenação entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens.


É bem documentado que as duas espécies se misturaram e que nós, seres humanos modernos, temos uma herança genética neandertal entre 1% e 5%. Mas a época em que viveu Skhull 1º faz toda a diferença.


"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que liderou a pesquisa.


"Nós demonstramos que o primeiro encontro entre os neandertais e o Homo sapiens não ocorreu há cerca de 50 mil anos, como se imaginava, mas sim pelo menos cerca de 100 mil anos antes, há 140 mil anos, o que é extremamente significativo."


Mas nem todos os cientistas estão de acordo com esta conclusão.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy404ezqlg7o fragmento

"O crânio recebeu o nome de Skhul 1° porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931."
Analise o emprego da vírgula antes de 'que' e identifique a alternativa que justifica seu uso corretamente.
Alternativas
Q3789342 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O menino de 140 mil anos que pode ser híbrido mais antigo entre Homo sapiens e neandertais

 

Uma descoberta revolucionária para a compreensão da evolução da nossa espécie e dos rituais humanos modernos.


É assim que um grupo de cientistas, em um estudo publicado em julho pela revista científica L'Anthropologie, define o crânio de uma criança que viveu 140 mil anos atrás, encontrado há quase um século em uma das cavernas do Monte Carmelo, no noroeste de Israel. O local é considerado o mais antigo cemitério conhecido.


A criança tinha três a cinco anos de idade. Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.


O crânio recebeu o nome de Skhul 1º porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931.


Segundo esta nova pesquisa, sua morfologia seria a evidência mais antiga conhecida da miscigenação entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens.


É bem documentado que as duas espécies se misturaram e que nós, seres humanos modernos, temos uma herança genética neandertal entre 1% e 5%. Mas a época em que viveu Skhull 1º faz toda a diferença.


"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que liderou a pesquisa.


"Nós demonstramos que o primeiro encontro entre os neandertais e o Homo sapiens não ocorreu há cerca de 50 mil anos, como se imaginava, mas sim pelo menos cerca de 100 mil anos antes, há 140 mil anos, o que é extremamente significativo."


Mas nem todos os cientistas estão de acordo com esta conclusão.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy404ezqlg7o fragmento

"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário, explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel."
Identifique a alternativa que apresenta a justificativa correta sobre o uso da crase em 'à BBC News Mundo'. 
Alternativas
Q3789341 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O menino de 140 mil anos que pode ser híbrido mais antigo entre Homo sapiens e neandertais

 

Uma descoberta revolucionária para a compreensão da evolução da nossa espécie e dos rituais humanos modernos.


É assim que um grupo de cientistas, em um estudo publicado em julho pela revista científica L'Anthropologie, define o crânio de uma criança que viveu 140 mil anos atrás, encontrado há quase um século em uma das cavernas do Monte Carmelo, no noroeste de Israel. O local é considerado o mais antigo cemitério conhecido.


A criança tinha três a cinco anos de idade. Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.


O crânio recebeu o nome de Skhul 1º porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931.


Segundo esta nova pesquisa, sua morfologia seria a evidência mais antiga conhecida da miscigenação entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens.


É bem documentado que as duas espécies se misturaram e que nós, seres humanos modernos, temos uma herança genética neandertal entre 1% e 5%. Mas a época em que viveu Skhull 1º faz toda a diferença.


"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que liderou a pesquisa.


"Nós demonstramos que o primeiro encontro entre os neandertais e o Homo sapiens não ocorreu há cerca de 50 mil anos, como se imaginava, mas sim pelo menos cerca de 100 mil anos antes, há 140 mil anos, o que é extremamente significativo."


Mas nem todos os cientistas estão de acordo com esta conclusão.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy404ezqlg7o fragmento

Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.
O vocábulo 'biogeográfico' está grafado corretamente sem hífen, assim como os das alternativas a seguir, exceto: 
Alternativas
Q3789238 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

No tocante à organização argumentativa e às informações explícitas e implícitas no texto "Meu Avô", assinale a alternativa que revela uma compreensão coerente da ideia subjacente à relação entre memória e identidade. 
Alternativas
Q3789236 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

A partir da leitura atenta do texto "Meu Avô", assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta sobre a estrutura narrativa e os efeitos de sentido construídos pelo uso da primeira pessoa do singular.
Alternativas
Q3789235 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Analise o período composto a seguir, extraído do texto "Meu Avô":
"Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas."
Considerando a relação entre as orações e a estrutura do período, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação da oração subordinada "que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas".
Alternativas
Q3789233 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Analise o uso da regência verbal nos seguintes trechos do texto:
I. "... que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos."
II. "... que ele esquecesse meu nome."
À luz da norma culta da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3789232 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Considerando o emprego do pronome demonstrativo "esse" no trecho "Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão", assinale a alternativa que apresenta uma análise linguística coerente com a norma culta.
Alternativas
Q3789230 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Com base na frase "Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é", e à luz das regras oficiais de acentuação gráfica da língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à justificativa para o acento gráfico da forma verbal "construímos".
Alternativas
Q3789229 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Meu Avô


Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou.


Vivi dez anos sem meu avô. Dez anos com meu avô. Parece justo porque são valores iguais. Mas só de pensar que poderia ter tido mais, um pouco mais... me descontento com a vida.


Na tentativa de me satisfazer com a realidade que me foi entregue, busco na memória tudo o que já vivi com ele. Viajo tão longe no passado que faço uma mistura entre lembranças reais com criações fantasiosas minhas. Fico triste por não lembrar de tudo.


Sim, eu sei, lembrar de tudo é sofrimento, e esquecer é uma graça divina. Afinal, a gente só lembra o essencial porque podemos esquecer o que já não é essencial. Até agradeço à Deus, à angústia, aos neurônios, sei lá. Mas também sei que esquecer do essencial é uma tragédia. Uma tragédia que meu avô vive.


Não esperava que ele lembrasse de todos os detalhes dos últimos dez anos. Mas não queria que ele esquecesse meu nome, meu som. Respirando fundo, 1-2-3. Meu avô tem Alzheimer. Uma doença em que as conexões das células cerebrais se degeneram e morrem, eventualmente causando a memória e outras funções mentais importantes.


Meu avô perdeu de vista as lembranças que construímos desde que ele é. Ele, sem saber o que é, só me permite amar o que lembro do que ele já foi um dia. Mas as coisas são como são, não dá para tentar mudar algo concreto, que está ali na minha frente.


Toco a campainha. Espero que ele se lembre.


MOREIRA, Lorraine. Meu avô. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025.

Leia o excerto a seguir, extraído do texto "Meu Avô":
"Mais um dia vou tomar um cafezinho na casa do meu avô. Esse ritual se repete há quase dez anos, quando ele voltou do Japão. Eu, que nem gosto de café, faço questão de ir até lá para roubar do tempo o que o tempo me roubou."
Com base nos conceitos de tipologia textual, assinale a alternativa que apresenta a classificação predominante do trecho acima.
Alternativas
Q3789152 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos.
Em relação à análise sintática do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3789148 Português
Com base nas discussões atuais sobre Inteligência Artificial, especialmente após a popularização das IAs generativas, alguns pesquisadores têm manifestado preocupação em relação a determinados impactos dessas tecnologias. 
Qual dessas preocupações é destacada no texto apresentado?
Alternativas
Q3789143 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


A Batalha das Pipocas


Aprendi cedo que o cinema podia ser uma verdadeira zona de guerra. Quando eu tinha 5 anos, cada fileira parecia uma trincheira, e as mãos cheias de pipoca funcionavam como munição prestes a estourar. Por isso, eu sempre subia as escadas agarrada a quem estivesse à minha frente, acreditando que qualquer um poderia servir de escudo humano.


Aos 10 anos, eu e minha prima finalmente conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil. Ela, porém, cometeu o erro fatal de me deixar sozinha para comprar refrigerante. Caminhei até a penúltima fileira desviando das pipocas pelo chão e tentando ajustar os óculos 4D, lembrando-me de que cada passo era parte da missão de sobrevivência.


Sentei-me na cadeira K47, suando sob o suéter que prometia pouca proteção. A sessão estava quase vazia, e eu segurava meu pequeno saco de pipoca como quem guarda a última defesa possível. Foi então que ouvi pessoas se acomodando atrás de mim.


O filme começou, mas permaneci alerta. O homem que chegara por último desequilibrou-se, e seus dois sacos de pipoca tombaram de uma vez. Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava.


Texto Adaptado


VENTURA, Eduarda dos Reis. A batalha das pipocas. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025. 

No trecho "Sentei-me na cadeira K47", a posição do pronome oblíquo átono em relação ao verbo respeita as regras de colocação pronominal previstas na norma culta. Com base nessa análise, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para a forma "sentei-me" conforme empregada.
Alternativas
Q3789142 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


A Batalha das Pipocas


Aprendi cedo que o cinema podia ser uma verdadeira zona de guerra. Quando eu tinha 5 anos, cada fileira parecia uma trincheira, e as mãos cheias de pipoca funcionavam como munição prestes a estourar. Por isso, eu sempre subia as escadas agarrada a quem estivesse à minha frente, acreditando que qualquer um poderia servir de escudo humano.


Aos 10 anos, eu e minha prima finalmente conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil. Ela, porém, cometeu o erro fatal de me deixar sozinha para comprar refrigerante. Caminhei até a penúltima fileira desviando das pipocas pelo chão e tentando ajustar os óculos 4D, lembrando-me de que cada passo era parte da missão de sobrevivência.


Sentei-me na cadeira K47, suando sob o suéter que prometia pouca proteção. A sessão estava quase vazia, e eu segurava meu pequeno saco de pipoca como quem guarda a última defesa possível. Foi então que ouvi pessoas se acomodando atrás de mim.


O filme começou, mas permaneci alerta. O homem que chegara por último desequilibrou-se, e seus dois sacos de pipoca tombaram de uma vez. Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava.


Texto Adaptado


VENTURA, Eduarda dos Reis. A batalha das pipocas. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025. 

Considere as afirmativas abaixo, que tratam do uso da vírgula, do travessão e dos dois-pontos no trecho "Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava."
Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O uso das vírgulas em "Vi, em câmera lenta, os milhos" isola um adjunto adverbial intercalado, marcando pausa e conferindo flexibilidade sintática à oração sem prejudicar sua coesão.
(__)Os travessões inserem uma oração com valor acessório, que poderia ser substituída por vírgulas ou parênteses sem alterar a correção gramatical nem o sentido.
(__)Os dois-pontos introduzem uma citação direta do pensamento da narradora, funcionando como marca de discurso direto com valor de enumeração narrativa.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo:
Alternativas
Q3789141 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


A Batalha das Pipocas


Aprendi cedo que o cinema podia ser uma verdadeira zona de guerra. Quando eu tinha 5 anos, cada fileira parecia uma trincheira, e as mãos cheias de pipoca funcionavam como munição prestes a estourar. Por isso, eu sempre subia as escadas agarrada a quem estivesse à minha frente, acreditando que qualquer um poderia servir de escudo humano.


Aos 10 anos, eu e minha prima finalmente conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil. Ela, porém, cometeu o erro fatal de me deixar sozinha para comprar refrigerante. Caminhei até a penúltima fileira desviando das pipocas pelo chão e tentando ajustar os óculos 4D, lembrando-me de que cada passo era parte da missão de sobrevivência.


Sentei-me na cadeira K47, suando sob o suéter que prometia pouca proteção. A sessão estava quase vazia, e eu segurava meu pequeno saco de pipoca como quem guarda a última defesa possível. Foi então que ouvi pessoas se acomodando atrás de mim.


O filme começou, mas permaneci alerta. O homem que chegara por último desequilibrou-se, e seus dois sacos de pipoca tombaram de uma vez. Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava.


Texto Adaptado


VENTURA, Eduarda dos Reis. A batalha das pipocas. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025. 

Com base na estrutura oracional de "O filme começou, mas permaneci alerta", assinale a alternativa que analisa corretamente os tipos de predicado empregados em cada oração, segundo a gramática normativa. 
Alternativas
Respostas
27741: C
27742: A
27743: B
27744: A
27745: B
27746: D
27747: B
27748: A
27749: C
27750: C
27751: D
27752: D
27753: A
27754: A
27755: B
27756: B
27757: C
27758: A
27759: D
27760: C