Questões de Concurso Sobre português

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Q3696462 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Humilhação social: um problema político em Psicologia

    A visão dos bairros pobres parece, às vezes, ainda mais impiedosa do que a visão de ambientes arruinados: não são bairros que o tempo veio corroer ou as guerras vieram abalar, são bairros que mal puderam nascer para o tempo e para a história. Um bairro proletário não é feito de ruínas. Ocorre que ali o trabalho humano sobre a natureza e sobre a cidade parece interceptado. As formas de um bairro pobre não figuram como destroços ou como edifícios decaídos, realidades fúnebres, mas em que podem restar impressionantes qualidades arqueológicas: em suas linhas corroídas e em suas formas parcialmente quebradas pode persistir a memória de uma gente.
    No bairro pobre, menos de ruína, o espetáculo mais parece feito de interrupção: as linhas e as formas estão incompletas, não puderam se perfazer. Faltam os instrumentos, faltam os materiais que suportariam o trabalho humano para a configuração de um mundo, para a fisionomia de uma cultura.
    Para a carpintaria, pode faltar madeira ou formão, um martelo, um alicate. A alvenaria é sempre adiada, interminável: a compra de tijolos, areia, massa e uma janela às vezes consumiria o salário de mais de cinco meses. Como pensar no tamanho de uma pequena horta se, quando não falta o quintal, faltam as sementes e o adubo? As rodas do samba ou os forrós contentam-se às vezes com um só pandeiro. As procissões vão sem velas e nas festas do padroeiro pode faltar a imagem do santo.
    Eis o que ouvimos de Ecléa Bosi: a mobilidade extrema e insegura das famílias pobres, migrantes ou nômade-urbanas, impede a sedimentação do passado. Os retratos, o retrato de casamento, os panos e peças do enxoval, os objetos herdados, toda esta coleção de bens biográficos não logra acompanhar a odisseia dos miseráveis. São transferidos, são abandonados ou são vendidos a preços irrisórios. A espoliação econômica manifesta-se ao mesmo tempo como espoliação do passado. E ainda: “... não há memória para aqueles a quem nada pertence. Tudo o que se trabalhou, criou, lutou, a crônica da família ou do indivíduo vão cair no anonimato ao fim de seu percurso errante. A violência que separou suas articulações, desconjuntou seus esforços, esbofeteou sua esperança, espoliou também a lembrança de seus feitos”.

(José Moura Gonçalves Filho, “Humilhação social: um problema político em Psicologia”, Psicologia USP. Adaptado)
A partir das ideias de Ecléa Bosi, citadas no texto, é correto concluir que 
Alternativas
Q3696461 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Humilhação social: um problema político em Psicologia

    A visão dos bairros pobres parece, às vezes, ainda mais impiedosa do que a visão de ambientes arruinados: não são bairros que o tempo veio corroer ou as guerras vieram abalar, são bairros que mal puderam nascer para o tempo e para a história. Um bairro proletário não é feito de ruínas. Ocorre que ali o trabalho humano sobre a natureza e sobre a cidade parece interceptado. As formas de um bairro pobre não figuram como destroços ou como edifícios decaídos, realidades fúnebres, mas em que podem restar impressionantes qualidades arqueológicas: em suas linhas corroídas e em suas formas parcialmente quebradas pode persistir a memória de uma gente.
    No bairro pobre, menos de ruína, o espetáculo mais parece feito de interrupção: as linhas e as formas estão incompletas, não puderam se perfazer. Faltam os instrumentos, faltam os materiais que suportariam o trabalho humano para a configuração de um mundo, para a fisionomia de uma cultura.
    Para a carpintaria, pode faltar madeira ou formão, um martelo, um alicate. A alvenaria é sempre adiada, interminável: a compra de tijolos, areia, massa e uma janela às vezes consumiria o salário de mais de cinco meses. Como pensar no tamanho de uma pequena horta se, quando não falta o quintal, faltam as sementes e o adubo? As rodas do samba ou os forrós contentam-se às vezes com um só pandeiro. As procissões vão sem velas e nas festas do padroeiro pode faltar a imagem do santo.
    Eis o que ouvimos de Ecléa Bosi: a mobilidade extrema e insegura das famílias pobres, migrantes ou nômade-urbanas, impede a sedimentação do passado. Os retratos, o retrato de casamento, os panos e peças do enxoval, os objetos herdados, toda esta coleção de bens biográficos não logra acompanhar a odisseia dos miseráveis. São transferidos, são abandonados ou são vendidos a preços irrisórios. A espoliação econômica manifesta-se ao mesmo tempo como espoliação do passado. E ainda: “... não há memória para aqueles a quem nada pertence. Tudo o que se trabalhou, criou, lutou, a crônica da família ou do indivíduo vão cair no anonimato ao fim de seu percurso errante. A violência que separou suas articulações, desconjuntou seus esforços, esbofeteou sua esperança, espoliou também a lembrança de seus feitos”.

(José Moura Gonçalves Filho, “Humilhação social: um problema político em Psicologia”, Psicologia USP. Adaptado)
No que se refere à comparação feita pelo autor entre os bairros pobres e as ruínas, é correto afirmar que
Alternativas
Q3696460 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão.

Captura_de tela 2025-10-30 093650.png (883×284)

(Bill Watterson, Calvin e Haroldo. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DAPD9Arv2MX/)
Na frase “Eu anseio por um entretenimento sério e de bom gosto que respeite minha inteligência!” (2º quadro), os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente e de acordo com a norma-padrão de regência e de emprego dos pronomes, por:
Alternativas
Q3696459 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão.

Captura_de tela 2025-10-30 093650.png (883×284)

(Bill Watterson, Calvin e Haroldo. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DAPD9Arv2MX/)
Com base nos elementos verbais e não verbais da tira, assinale a alternativa que explica corretamente seu efeito de humor.
Alternativas
Q3696363 Português
O Texto IVse refere à questão.

Texto IV- Blanco
Marisa Monte

Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo

Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025. 
Observe os seguintes versos da canção:

Captura_de tela 2025-10-30 085950.png (525×95)

É CORRETO afirmar sobre a palavra em destaque que é uma palavra:
Alternativas
Q3696356 Português
Para responder à questão, leia o Texto III.

Texto III

Captura_de tela 2025-10-30 085550.png (527×538)


Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DO-wPeVDngk/?img_index=1. Acesso em: 2 out. 2025.
Acerca do Texto III, analise as assertivas a seguir.

I- O substantivo “monstro” é empregado na tira de forma ambígua.
II- A frustração dos monstros é importante para o estabelecimento da coerência do texto.
III- O humor da tira gira em torno de uma quebra de expectativa.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3696354 Português
O Texto I deve ser lido para responder à questão.

Texto I

PAÍSES PRECISAM TRATAR A SOLIDÃO COMO UM PROBLEMA PÚBLICO

Sucesso de uma nação não é apenas produzir mais, é perder menos gente para o silêncio

Waldemar Magaldi Filho

20 set. 2025 às 10h10

    Quando a vida perde o fio do sentido, até um simples resfriado pode derrubar. Não é exagero poético, é uma descrição precisa do que acontece quando o organismo psíquico se vê sem horizonte, sem pertencimento, sem uma razão que amarre as horas do dia.
    Longe de um misticismo nebuloso, essa "tarefa" é o nome clássico de uma experiência cotidiana, a sensação de ter valor para alguém, de que o esforço tem direção, de que o mundo ainda nos pede algo. Quando esse chamado some, o corpo registra, a imunidade cede, a mente fecha e ficamos "bloqueados". O destino de pessoas e de sociedades muda quando o sentido deixa de existir.
    É aí que entra um termo incômodo, nascido do esforço de dois economistas, Anne Case e Angus Deaton: "mortes por desespero". A expressão reúne três causas de morte que se expandiram em certas populações ao longo das últimas décadas: suicídio, overdose de drogas e doenças hepáticas relacionadas ao álcool.
    Por trás dos números o desenho social de isolamento, perda de propósito, empregos que somem, comunidades que se desfazem, dor crônica tratada como mercadoria. O fenômeno foi fotografado com nitidez em partes dos Estados Unidos. Mas não se trata de um destino americano, é um alerta universal. Quando vínculos esgarçam e perspectivas encolhem, a curva do desespero sobe. E desespero não é só um afeto, é uma política do corpo.
    A literatura de saúde pública insiste que o sentido é também um determinante social. Não basta aconselhar resiliência individual quando as estruturas que sustentam a vida comum – trabalho digno, moradia, transporte, escola, cuidado – estão corroídas.
    Não se trata de eleger um culpado único – crises têm múltiplas causas, da inovação tecnológica aos choques geopolíticos –, mas de notar um padrão, quando políticas públicas passam a tratar a segurança econômica, a saúde, a educação e o cuidado como linhas de custo a serem comprimidas, a conta aparece em outro lugar.
    Aparece na sobrecarga das famílias, na precarização silenciosa de territórios, na medicalização do sofrimento social, na anestesia como resposta. Aretórica da meritocracia sem freios é psicologicamente tóxica porque produz um tipo de vergonha que isola. E isolamento é adubo para o desespero.
    Dizer que "a matéria ganhou primazia sobre a alma" não é uma oposição simplista entre economia má e espiritualidade boa. É uma constatação sobre prioridades, quando o preço vira a linguagem, perde estatuto de valor. O resultado é uma sociedade eficiente para produzir coisas e inábil para acolher pessoas. E, no entanto, não há contradição entre prosperidade e sentido, há desordem de metas.
    O desafio é civilizatório, alinhar incentivos econômicos a finalidades humanas. Isso significa cinco linhas de ação que cabem na pauta pública e na vida miúda: políticas de emprego que recompensem o trabalho decente; um sistema de saúde que integre cuidado mental desde a atenção primária; regulação e responsabilidade corporativa em mercados que lidam com dor e dependência; investimento em educação continuada e requalificação que devolvam horizonte a trabalhadores em transição; e, por fim, uma agenda de convivência que trate a solidão como problema público, promovendo espaços, tempos e serviços que refaçam a comunidade.


Fonte: MAGALDI FILHO, Waldemar. Países precisam tratar a solidão como um problema público. Folha de São Paulo, 20 set. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2025/09/uma-sociedade-eficiente-para-produzir-coisas-e-inabil-em-acolher-pessoas.shtml. Acesso em: 20 set. 2025. Adaptado. 
Considerando a coesão do texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3696248 Português
Analise o texto abaixo:

“A proposição de educação integral requer a integração de todos os componentes curriculares, como dispositivo para a socialização, humanização e .........(1)......... , potencializando o desenvolvimento da sensibilidade, das emoções e das .........(2).......... Relacionando, .........(3)......... e esteticamente, as várias dimensões da vida social, cultural, histórica, política e econômica […].”

MUNICÍPIO DE CHAPECÓ, Currículo do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Chapecó – SC, 2019, pp. 142-143.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
Alternativas
Q3696173 Português
Assinale a alternativa correta com relação à ocorrência ou não da crase.
Alternativas
Q3696172 Português
                                                  Imagem associada para resolução da questão


EMBASA. Disponível em <https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3167266956929511&id=1528647204124836&set=a.1531568410499382>.  

Associando as ideias presentes no cartaz acima, a expressão “pelo planeta” pode ser substituída adequadamente por: 
Alternativas
Q3696171 Português
“Às vezes a vida bate com um tijolo na sua cabeça.” (Steve Jobs)
No pensamento acima, predomina o sentido: 
Alternativas
Q3696170 Português
- Era uma hora e quarenta e um minutos.
- A lista das autoridades especiais convidadas foram feitas com muito carinho.
- A maior parte dos parentes chegaram cedo para a festa.
- Nem tudo são flores no mundo empresarial.
- Bastam que venham todos de acordo com as recomendações que lhes passei.
Em quantos enunciados acima a concordância da forma verbal destacada está correta? 
Alternativas
Q3696169 Português
Assinale a alternativa cujo enunciado apresenta todas as formas verbais empregadas corretamente.
Alternativas
Q3696168 Português
“E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público”
(“Construção”, de Chico Buarque)
Assinale a alternativa que apresenta, na mesma ordem, palavras ou expressões sinônimas dos vocábulos destacados no texto acima.
Alternativas
Q3696167 Português
Assinale a alternativa em que a grafia de todas as palavras está de acordo com o contexto em que estão sendo empregadas. 
Alternativas
Q3696166 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.


                           Analfabeto em emojis




KNOBEL, Marcelo. Analfabeto em emojis. Gama. 07 dez.

2023. Disponível em 

<https://gamarevista.uol.com.br/colunistas/marcelo-

knobel/analfabeto-em-emojis/>.

 

“Durante uma conversa numa confraternização de fim de ano, após algumas cervejas, alguém finalmente teve a coragem de me dizer que eu era muito rude”
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima altera o significado básico original do mesmo.
Alternativas
Q3696165 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.


                           Analfabeto em emojis




KNOBEL, Marcelo. Analfabeto em emojis. Gama. 07 dez.

2023. Disponível em 

<https://gamarevista.uol.com.br/colunistas/marcelo-

knobel/analfabeto-em-emojis/>.

 

Em relação ao texto “Analfabeto em emojis”, é correto afirmar que ele se desenvolve a partir de:
Alternativas
Q3696164 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.


                           Analfabeto em emojis




KNOBEL, Marcelo. Analfabeto em emojis. Gama. 07 dez.

2023. Disponível em 

<https://gamarevista.uol.com.br/colunistas/marcelo-

knobel/analfabeto-em-emojis/>.

 

É correto afirmar, em relação ao texto “Analfabeto em emojis”, que ele: 
Alternativas
Q3696111 Português
Nas frases, o ponto de interrogação é utilizado para fazer perguntas. Marque com X a frase em que aparece o ponto de interrogação. 
Alternativas
Q3696110 Português
Escolha e marque com um X a palavra que completa a frase seguinte:
A baleia-azul é o maior ___________ que existe no mundo.
Alternativas
Respostas
27621: A
27622: C
27623: B
27624: C
27625: D
27626: C
27627: C
27628: A
27629: E
27630: A
27631: A
27632: D
27633: B
27634: C
27635: D
27636: E
27637: C
27638: B
27639: D
27640: B