Questões de Concurso Sobre português

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Q3702292 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


Captura_de tela 2025-11-03 160635.png (873×700)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das alternativas abaixo NÃO apresenta erro de concordância verbal?
Alternativas
Q3702291 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “O objetivo é desenvolver o potencial dos participantes, sob a ótica da economia da cultura”, as palavras em destaque são classificadas, na ordem em que aparecem, como:
Alternativas
Q3702290 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nas regras gramaticais, a palavra “inovação”, mencionada no texto, é acentuada por qual motivo?
Alternativas
Q3702289 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na palavra “trabalho”, a relação das letras “lh” é classificada como um(a):
Alternativas
Q3702288 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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No trecho retirado do texto “o Sesc deu início ao Projeto Laboratório Sesc de Artes, Mídias, Tecnologias e Juventudes — LabMais, uma plataforma educativa e cultural”, qual é a função do travessão (—)?
Alternativas
Q3702287 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “informalidade” é formada por:
Alternativas
Q3702286 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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No seguinte trecho retirado do texto “Precisamos pensar o jovem como um potencial para a inovação e o futuro”, a conjunção “como” tem valor de:
Alternativas
Q3702285 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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Considerando a correta flexão verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas na linha 30.
Alternativas
Q3702284 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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Na frase “Os jovens criam conteúdos nas mais diversas linguagens”, o sujeito é:
Alternativas
Q3702283 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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No trecho “novos desafios a essas gerações” (l. 10) e contexto em que se encontra no texto, qual é o antônimo da palavra em destaque? 
Alternativas
Q3702282 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a regência das formas verbais e nominais, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 2, 7 e 17.
Alternativas
Q3702281 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 10, 15 e 24. 
Alternativas
Q3702280 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
O trecho retirado do texto “é urgente pensar em estratégias que possibilitem aos jovens alçarem novos voos” expressa a(o): 
Alternativas
Q3702279 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
No texto, há trechos que expressam opinião e trechos que expressam fatos. Nesse sentido, assinale a alternativa abaixo que apresenta um fato. 
Alternativas
Q3702278 Português
O potencial transformador das juventudes brasileiras

Por José Carlos Cirilo


Captura_de tela 2025-11-03 160635.png (873×700)

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/09/o-potencial-transformador-dasjuventudes-brasileiras-cmfnws4lx00zh014yyq3vnqgf.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base no texto, qual foi o dado estatístico apresentado como boa notícia inicial?
Alternativas
Q3701974 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


É possível evitar os microplásticos?



Os microplásticos estão presentes em praticamente todos os ambientes do planeta — no gelo da Antártida, em animais marinhos, na água potável e até no sangue humano. Um estudo das universidades Columbia e Rutgers revelou que a água engarrafada contém, em média, duzentos e quarenta mil partículas de nanoplástico por litro, grande parte vinda da própria embalagem. A OMS já alertou que fragmentos menores que dez micrômetros podem ser absorvidos pelo organismo, embora ainda faltem pesquisas conclusivas sobre os riscos à saúde.


O problema também alcança a agricultura. Pesquisas indicam que o uso de lodo de esgoto como fertilizante e outros processos contaminam extensas áreas de cultivo nos Estados Unidos e na Europa, o que faz com que fragmentos de plástico cheguem aos alimentos. Em geral, eles se acumulam nas raízes, afetando mais vegetais como cenouras e nabos do que folhosos como a alface.


As alternativas propostas — como plásticos biodegradáveis ou a substituição por garrafas de vidro — também trazem desafios ambientais, já que esses materiais se decompõem lentamente ou demandam recursos que causam impacto. Além disso, microplásticos estão presentes no sal, na cerveja e na água da torneira, principalmente por fibras têxteis.


Apesar da disseminação, há pesquisas promissoras: fungos, bactérias e insetos capazes de degradar plásticos, técnicas de filtragem, tratamentos químicos e até ímãs sendo testados. Assim, embora os microplásticos façam parte de nosso cotidiano, a ciência busca caminhos para reduzir seus efeitos.



Fonte:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1wwzx2lzgo.adaptado.

Os microplásticos estão presentes em praticamente todos os ambientes do planeta.



Assinale a alternativa correta quanto à análise sintática da oração.

Alternativas
Q3701947 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Em: “O estopim para tanta raiva foi um único evento.”, o infinitivo do verbo destacado é 
Alternativas
Q3701946 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A divisão silábica (indicada por pontos) de todas as palavras está CORRETA em: 
Alternativas
Q3701945 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A concordância verbal está INCORRETA em:
Alternativas
Q3701944 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
ERRO de ortografia em: 
Alternativas
Respostas
27221: B
27222: E
27223: A
27224: B
27225: C
27226: B
27227: A
27228: B
27229: D
27230: A
27231: C
27232: E
27233: E
27234: C
27235: B
27236: C
27237: D
27238: B
27239: C
27240: D