Questões de Concurso Sobre português

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Biológicas |
Q4144748 Português
Texto para questão


Em uma turma da 3ª série, uma professora elaborou uma proposta para debater com os estudantes a produção e o consumo de transgênicos. Inicialmente, a professora explicou que transgênicos são organismos que tiveram seu material genético modificado pela inserção artificial de um gene de outra espécie. Após a leitura de um texto sobre os riscos dos transgênicos, a professora abriu o debate para compreender o posicionamento dos estudantes sobre o tema. Nesse momento, houve muita polêmica na aula, pois uma estudante condenou o uso indiscriminado dos transgênicos, assim como a utilização de monoculturas para a produção de alimentos em larga escala. Após sua fala, um estudante rebateu, argumentando que: “a produção de transgênicos é essencial para diminuição da insegurança alimentar”. A aula foi finalizada com uma dinâmica de produção e socialização de material de divulgação (como cartazes, panfletos, fanzines, cards entre outros) que evidenciou os dilemas do consumo de alimentos transgênicos.
O uso do recurso didático no encerramento da aula promove a autonomia dos estudantes porque
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Biológicas |
Q4144737 Português
Texto para questão


A construção da ciência ocidental é analisada criticamente como não sendo uma exceção no cenário de desigualdades de gênero, mas sim uma manifestação de uma sociedade predominantemente masculina. Essa marca patriarcal consolida concepções de inferioridade feminina e exclusão das mulheres dos espaços de produção intelectual. Mesmo atualmente, persistem desafios como a maternidade, uma vez que as mulheres são as principais responsáveis por criar seus filhos, o que as tira por muito tempo de pesquisas. Interrupções na carreira científica podem ter consequências bastante críticas; a maternidade não deve ser vista como um obstáculo, mas como parte da experiência humana. Para isso, a proposta é enfrentar a histórica misoginia fortemente entranhada em nosso imaginário masculino, e que se reconheça a importância de transformar a Ciência em um espaço mais inclusivo. Nesse contexto, para um projeto sobre a participação das mulheres na ciência, uma professora propôs às estudantes que investigassem os impactos da maternidade, o perfil e a história de vida nas trajetórias profissionais de pesquisadoras de uma universidade da região.
O procedimento de produção de dados utilizado para atingir o objetivo de uma pesquisa sobre as relações entre gênero e ciência discutidas no texto é a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Biológicas |
Q4144717 Português
Texto para questão


Uma professora planejou a seguinte proposta de Sequência Didática Investigativa (SDI) cujo objeto de estudo é a espécie vegetal Solanum paniculatum (Solanaceae), popularmente conhecida como jurubeba, amplamente distribuída pela América tropical, especialmente no Cerrado brasileiro. Seus frutos são utilizados para fins culinários; e os demais órgãos, na medicina popular para tratar disfunções hepáticas e gástricas.


Q45_46.png (688×384)
Qual alternativa relaciona a metodologia utilizada com o resultado esperado na SDI?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Biológicas |
Q4144713 Português
Texto para questão

TEXTO 1


Discursos e práticas científicas, como produções inseridas em uma cultura, participam dos processos de alterização. Esse conceito faz referência aos processos culturais de delimitação das formas possíveis da construção do eu e do outro em um determinado marco sócio-histórico. Ele é utilizado para definir o padrão de normalidade em cada sociedade. Com base nesse padrão, geram-se hierarquizações entre grupamentos humanos, a partir da configuração de escalas de superioridade e inferioridade — de segregação e marginalização das pessoas consideradas anormais e inferiores. Esse fato aconteceu com Henrietta Lacks (1920- 1951), que, aos 30 anos de vida, foi diagnosticada com carcinoma epidermoide do colo do útero. Submetida aos procedimentos de tratamento da doença, Lacks, mulher negra e pobre vivendo em plena vigência das leis de segregação racial nos Estados Unidos, teve amostras de suas células coletadas e armazenadas sem seu consentimento. Desde a década de 1920, pesquisadores analisavam amostras de tecidos de pessoas enfermas a fim de usá-las para investigar a causa e a cura do câncer. Até a amostra de Henrietta Lacks, todas as células recolhidas com esse propósito, após um tempo em cultura, morriam. No caso das células de Henrietta, elas não morreram. Como o pesquisador em questão codificava as células usando as duas primeiras letras do primeiro e último nome de cada paciente, as células de Henrietta Lacks — e a própria Henrietta — foram nomeadas de “HeLa”.


PAIVA, A. S.; SILVA, E. P. Q. Mulher, raça, ciência e livro didático: leitura feminista interseccional do caso de Henrietta Lacks. Cadernos de Gênero e Tecnologia, n. 47, 2023 (adaptado).



TEXTO 2


A luta entre a boxeadora da Argélia Imane Khelif e a italiana Angela Carini, ambas categoria até 66 quilos, nas olimpíadas de Paris (2024), durou só 46 segundos e terminou com a vitória da argelina. A repercussão da prova, porém, ficou em cima de um outro acontecimento. Em 2023 a Associação Internacional de Boxe desclassificou Khelif de um campeonato por ela não ter passado no teste de gênero realizado pela organização. Isso aconteceu porque os níveis de testosterona da atleta não cumpriram critérios de elegibilidade da associação. Segundo a pesquisadora consultada pela reportagem, essa verificação pode ser imprecisa e acabar ficando específica para atletas que teriam uma aparência, entendida socialmente, como masculinizada, em especial pelos dirigentes de entidades esportivas.


Disponível em: www.nexojornal.com.br. Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Considerando o conceito de alterização apresentado no Texto 1, a intersecção entre o caso de Henrietta Lacks e Imane Khelif pode ser identificada na(s) 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Ciências Biológicas |
Q4144704 Português
Texto para questão



Um professor de Biologia de uma escola agrícola localizada no Cerrado utilizou um aplicativo que, por meio de imagens e de sons capturados pelo celular, identifica taxonomicamente espécies botânicas e zoológicas. Ele levou a turma a uma unidade de conservação para registros fotográficos. A intenção do professor, ao explorar o Cerrado com esse aplicativo, foi estudar a fauna e a flora do bioma. Ele constatou que a imagem mais recorrente que os estudantes fotografaram foi a de uma planta e de uma ave nativas da região.
Para incluir estudantes com grau severo de daltonismo, o professor, ao utilizar o aplicativo, necessita
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Artes Visuais |
Q4142450 Português
Texto para questão


TEXTO 1

Q42_44.png (344×221)

MOTTA, A. A água é uma máquina do tempo. Arte híbrida contemporânea. Acervo da artista, 2023.

Disponível em: https://alinemotta.com. Acesso em: 15 jul. 2025 (adaptado).


TEXTO 2


A produção de Aline Motta mobiliza linguagens híbridas — como cinema, fotografia, performance e escrita — para investigar memórias apagadas pelo colonialismo. Em A água é uma máquina do tempo, a artista reorganiza arquivos pessoais e históricos em instalações e vídeos. Sua prática se dá como uma escavação sensível, ativando camadas de pertencimento e identidade por meio de uma narrativa poética e crítica.
Com base na ideia da artista, de que a “água é uma máquina do tempo”, uma professora incentivou os estudantes, em sala de aula de adultos, a
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Q4135635 Português
“O texto é uma máquina preguiçosa que(1) exige que(2) os leitores façam a sua parte.” (Umberto Eco)
Considere as afirmativas a seguir, preenchendo as lacunas com 1 ou 2, de acordo com a identificação das palavras destacadas no pensamento apresentado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
- ___ introduz uma oração objetiva direta.
- ___ introduz uma oração de valor adjetivo.
- ___ é uma palavra de natureza pronominal.
- ___ é uma palavra de natureza conjuntiva.
- ___ exerce a função de sujeito.
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Q4135634 Português
Imagem associada para resolução da questão Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMDCE__uE7e/?img_index=5. Acesso em: 28 de out. 2025.
Em relação ao sentido das palavras empregadas na tirinha, assinale a alternativa correta.
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Q4135633 Português
Assinale a alternativa em que a forma verbal apresentada entre parênteses substitui corretamente a palavra destacada no enunciado. 
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Q4135632 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta em relação à ocorrência ou não de crase. 
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Q4135631 Português
“A biografia dos poetas é revelada pelas palavras, pelos poemas que escrevem.” (Myriam Fraga)
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, em relação à palavra destacada no período.
“Trata-se de uma palavra de natureza ______________ que introduz uma oração de valor _____________ com o sentido de ______________ e que pode ser substituída adequadamente por ‘_________’.”
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Q4135630 Português
“Quando eu alertei os turistas, os ladrões já tinham surrupiado os seus pertences. Da próxima vez, vou procurar me antecipar, como têm feito alguns guardas municipais.”
Assinale a alternativa que apresenta, na mesma ordem, o tempo verbal do indicativo em que se encontram as formas destacadas, seguidas do sentido expresso em cada uma delas.
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Q4135629 Português
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
“Você só seria atendido novamente se ______________ uma nova avaliação do processo e ______________ o seu direito. Quando ___________ isso, tudo vai ser resolvido.”
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Q4135628 Português
Montanha


Rachel de Queiroz


Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso.

Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos.

(...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
“Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano.”
As palavras destacadas no trecho caracterizam a seguinte figura de linguagem e seu correspondente efeito de sentido: 
Alternativas
Q4135627 Português
Montanha


Rachel de Queiroz


Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso.

Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos.

(...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
Em relação ao seu tipo e gênero, o texto “Montanha” se enquadra como 
Alternativas
Q4135626 Português
Montanha


Rachel de Queiroz


Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso.

Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos.

(...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
Assinale a alternativa cuja afirmação condiz com o conteúdo apresentado no texto “Montanha”.
Alternativas
Q4133004 Português
Na mesma UBS, a equipe identifica aumento de casos de baixo peso em crianças menores de dois anos e atraso nas consultas de puericultura. Após discussão, decidem revisar o acompanhamento das famílias e intensificar visitas domiciliares, priorizando ações de orientação alimentar e de estímulo ao aleitamento materno. Essa conduta está alinhada à política de atenção integral à saúde da criança, pois 
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Q4132789 Português
Vygotsky estudou o tema da liberdade para além das conclusões experimentais: os problemas em que a sorte era o principal fator forneciam subsídios para pensar o problema do livre-arbítrio, os problemas éticos em que o sujeito deve acatar uma ação e desejar a outra, superando as relações condicionadas que regem o comportamento animal, buscando entender a consciência humana, que transcende a pesquisa das reações compartilhadas por seres humanos e animais.

Diante dessas formulações sobre o assunto, conclui-se que
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Q4132776 Português
Quando crianças jogam um jogo de damas, revelando nas jogadas estratégias visíveis para antecipar possíveis táticas para a vitória, pode-se entender as relações entre pensamento e linguagem em uma perspectiva vigotskiana, como sendo a expressão de
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Q4130948 Português
De acordo com as perspectivas teóricas contemporâneas, o cotidiano pode ser compreendido como 
Alternativas
Respostas
22561: B
22562: B
22563: A
22564: A
22565: B
22566: D
22567: E
22568: A
22569: C
22570: D
22571: B
22572: D
22573: A
22574: C
22575: E
22576: B
22577: E
22578: C
22579: A
22580: B