Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3814751 Português
No trabalho com gêneros textuais nos Anos Iniciais, considera-se que os textos circulam socialmente em diferentes contextos de uso, com finalidades e interlocutores específicos. À luz dessa concepção, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3814738 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração

    Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para a melhoria da educação de todo o País.
    O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal – entre eles o ministro da Educação, como presidente, e integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do País.
    Como explica o professor José Fernandes de Lima, docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá competência para decidir o repasse de verbas da União para Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
    Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é canalizar discussões a respeito da educação que até hoje estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma regulação do regime de colaboração que está previsto desde a Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora. Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos Estados e dos municípios.”
    De acordo com a catedrática, o que se pretende com o SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos uma federação, mas também somos uma nação integral. É nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países federativos também contam com sistemas que articulam os diferentes níveis da educação, lembra a professora.
    A busca por esse consenso e essa colaboração é mais antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos, explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional. Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O Manifesto foi um grito de alerta que os governos não atenderam”, indica Bernardete.

Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
No período “O Manifesto foi um grito de alerta”, o verbo destacado está em qual tempo e modo verbal? 
Alternativas
Q3814737 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração

    Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para a melhoria da educação de todo o País.
    O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal – entre eles o ministro da Educação, como presidente, e integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do País.
    Como explica o professor José Fernandes de Lima, docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá competência para decidir o repasse de verbas da União para Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
    Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é canalizar discussões a respeito da educação que até hoje estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma regulação do regime de colaboração que está previsto desde a Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora. Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos Estados e dos municípios.”
    De acordo com a catedrática, o que se pretende com o SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos uma federação, mas também somos uma nação integral. É nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países federativos também contam com sistemas que articulam os diferentes níveis da educação, lembra a professora.
    A busca por esse consenso e essa colaboração é mais antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos, explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional. Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O Manifesto foi um grito de alerta que os governos não atenderam”, indica Bernardete.

Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
No trecho “canalizar discussões a respeito da educação que até hoje estavam dispersas”, o termo destacado estabelece relação sintática entre o substantivo antecedente e a oração subsequente, exercendo função específica na estrutura do período. Considerando esse uso, assinale a alternativa correta quanto à classe gramatical do termo “que”. 
Alternativas
Q3814736 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração

    Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para a melhoria da educação de todo o País.
    O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal – entre eles o ministro da Educação, como presidente, e integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do País.
    Como explica o professor José Fernandes de Lima, docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá competência para decidir o repasse de verbas da União para Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
    Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é canalizar discussões a respeito da educação que até hoje estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma regulação do regime de colaboração que está previsto desde a Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora. Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos Estados e dos municípios.”
    De acordo com a catedrática, o que se pretende com o SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos uma federação, mas também somos uma nação integral. É nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países federativos também contam com sistemas que articulam os diferentes níveis da educação, lembra a professora.
    A busca por esse consenso e essa colaboração é mais antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos, explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional. Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O Manifesto foi um grito de alerta que os governos não atenderam”, indica Bernardete.

Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
Quanto ao número de fonemas e dígrafos, a palavra consensos é composta por: 
Alternativas
Q3814735 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Sistema Nacional de Educação busca equilíbrio entre autonomia e colaboração

    Com a Lei Complementar 220, sancionada pelo presidente Lula no dia 31 de outubro passado, o Brasil deu o passo decisivo para a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE). Apelidado de “SUS da Educação”, o SNE tem como objetivo articular os sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. A perspectiva é que o trabalho conjunto dos entes federativos possa contribuir para a melhoria da educação de todo o País.
    O que essa nova lei faz, na prática, é criar instâncias de interação entre União, Estados e municípios. A primeira delas é a Comissão Intergestores Tripartite da Educação (Cite). Essa comissão reúne cinco membros ligados ao governo federal – entre eles o ministro da Educação, como presidente, e integrantes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – cinco dos Estados e cinco dos municípios, representando cada uma das regiões do País.
    Como explica o professor José Fernandes de Lima, docente da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e expresidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), a Cite terá competência para decidir o repasse de verbas da União para Estados e municípios e suas contrapartidas, os parâmetros de qualidade e de avaliação geral e a maneira como Estados e municípios deverão interagir. De acordo com Lima, a ideia é reunir todas as instâncias para estabelecer as regras gerais.
    Para a professora Bernardete Angelina Gatti, titular da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, a novidade que o SNE traz é canalizar discussões a respeito da educação que até hoje estavam dispersas. “Como não conseguimos fazer uma regulação do regime de colaboração que está previsto desde a Constituição, esse sistema vem fazer isso”, explica a professora. Segundo Bernardete, a lei não define nenhum poder vinculante, o que garante flexibilidade para as ações. “A ideia é ter alguns consensos básicos, sem perder a autonomia dos Estados e dos municípios.”
    De acordo com a catedrática, o que se pretende com o SNE é garantir algum consenso nacional. “Afinal, nós somos uma federação, mas também somos uma nação integral. É nessa perspectiva que o SNE faz sentido.” Outros países federativos também contam com sistemas que articulam os diferentes níveis da educação, lembra a professora.
    A busca por esse consenso e essa colaboração é mais antiga do que a Constituição e conta com quase 100 anos, explica Bernardete. Remete ao Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que já falava de um sistema nacional. Mas, como aconteceu durante todo o século 20 e nas primeiras décadas do 21, a sugestão dos pioneiros ficou de lado. “O Manifesto foi um grito de alerta que os governos não atenderam”, indica Bernardete.

Fonte: https://jornal.usp.br/cultura/sistema-nacional-de-educacao-buscaequilibrio-entre-autonomia-e-colaboracao.
Ao apresentar a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE), o texto desenvolve uma argumentação que articula informações legais, institucionais e avaliativas. Considerando o sentido global do texto, assinale a alternativa que melhor expressa a finalidade central atribuída ao SNE. 
Alternativas
Q3814663 Português
A música Angélica, de Chico Buarque e Miltinho, foi inspirada pela dor de Zuzu Angel diante do desaparecimento de seu filho Stuart. Considerando a letra da música e o contexto histórico, analise as afirmativas a seguir sobre o título e seu significado:

I. O nome “Angélica” não corresponde ao nome real do filho de Zuzu Angel, funcionando como uma construção poética que universaliza a experiência do luto materno;
II. O título remete a elementos simbólicos ligados à pureza e à inocência, reforçando a dimensão angelical e intensificando a carga emocional da narrativa lírica;
III. A escolha do nome “Angélica” permite ao eu lírico construir um distanciamento entre a realidade factual e a expressão artística do luto, ampliando a dimensão metafórica da obra;
IV. O título indica que a música se restringe à esfera da ficção, desvinculando-se da experiência concreta de Zuzu Angel;
V. A função do título é exclusivamente sonora e estética, não apresentando implicações interpretativas ou simbólicas.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3814662 Português
Analise as assertivas:

1. O eu lírico é uma mãe que perdeu o filho. Ela se expressa diretamente, mostrando sentimentos de dor, saudade e impotência. A repetição de perguntas como “Quem é essa mulher” revela um olhar introspectivo e emocional, típico de alguém enlutado que tenta dar sentido à própria dor;
2. O luto se manifesta em várias formas, pode ser como a saudade e ausência física do filho: “Só queria embalar meu filho que mora na escuridão do mar” indica que o filho não está mais presente, sugerindo morte ou desaparecimento. Também pode ser com o desejo de cuidado e proteção: “Só queria agasalhar meu anjo e deixar seu corpo descansar” mostra que o eu lírico ainda quer cuidar do filho, mesmo sabendo que não pode mais, evidenciando a impossibilidade da perda;
3. Há uma linguagem poética e simbólica, usando metáforas e símbolos: “escuridão do mar” representa a morte ou o desaparecimento, um espaço de sofrimento e ausência. “dobrar um sino” sugere uma comunicação simbólica, quase ritualística, ligando dor e memória.


A alternativa correta é:
Alternativas
Q3814661 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Leia os trechos retirados do texto:

I. “Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência.”
II. “Zuzu Angel transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.”

Com base nos trechos acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3814660 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Quanto à argumentação (coerência e análise crítica do discurso), assinale a alternativa que relaciona corretamente cada trecho adaptado à sua organização textual:

1. Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira.
2. Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.
3. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.
4. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel.
5. Estude a trajetória de Zuzu Angel e reflita sobre como a moda pode ser usada como forma de denúncia e resistência.
Alternativas
Q3814658 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Com base no texto, analise as afirmativas a seguir:

I. Zuzu Angel restringiu sua denúncia política ao cenário nacional, evitando envolver a comunidade internacional em sua causa.
II. O uso de símbolos religiosos em seus desfiles reforça a ideia de sacrifício e sofrimento como parte de uma luta coletiva contra a repressão.
III. O desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, foi marcado pelo choque causado à elite internacional ao revelar, pela moda, as atrocidades do regime brasileiro.
IV. A estética da moda de Zuzu permaneceu sempre desvinculada de questões políticas, mantendo-se apenas no campo da criação artística.
V. A incorporação de cores, símbolos e recursos cênicos demonstra que cada desfile funcionava como um ato político e performático de resistência.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3814657 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Com base no texto sobre a atuação política de Zuzu Angel, analise as afirmativas a seguir e marque-as como C para correto ou E para errado.

I. Zuzu Angel utilizou sua visibilidade internacional na moda para denunciar a violência do regime militar brasileiro.
II. As coleções de protesto criadas por Zuzu destacavam símbolos de repressão e violência, transformando a moda em instrumento de resistência política.
III. Apesar de sua dor, Zuzu optou por não envolver autoridades estrangeiras em sua luta, mantendo o protesto em seu país de origem.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q3814656 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Analise as afirmativas a seguir e marque-as com V para verdadeira ou F para falsa:

I. Zuzu Angel nasceu em Minas Gerais, cresceu no Rio de Janeiro e aprendeu costura por conta própria;
II. Sua carreira internacional começou quando foi convidada a trabalhar em ateliês de Nova York, onde apresentou desfiles antes de qualquer reconhecimento no Brasil;
III. A morte de seu filho Stuart levou Zuzu a transformar sua atuação na moda em uma luta política contra a ditadura.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q3814655 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Assinale a alternativa em que a reescrita preserva integralmente o sentido do enunciado original: “Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriram o caminho para a visibilidade internacional.''
Alternativas
Q3814654 Português
Zuzu Angel: história, resistência e legado


         Nascida Zuleika Angel Jones, em Curvelo, Minas Gerais, Zuzu Angel construiu uma carreira na moda brasileira criando roupas que exaltavam elementos da cultura nacional. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata, ganhando destaque ao criar roupas para amigas e familiares. Foi casada com o economista estadunidense Norman Angel Jones, com quem teve três filhos: Stuart, Hildegard e Ana Cristina.

        Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças e o uso de materiais brasileiros logo chamaram atenção da elite carioca e abriu o caminho para a visibilidade internacional.

            Zuzu apareceu em importantes revistas de moda, como a “Harper’s Bazaar” e o “New York Times”, e foi a primeira estilista brasileira a realizar desfiles em Nova York, além de apresentar suas criações em Los Angeles e Washington.

             Antes de se tornar um nome de peso na luta por direitos humanos, Zuzu Angel já era reconhecida por sua originalidade ao introduzir elementos brasileiros à alta costura.

           Sua trajetória na moda começou na década de 1950, quando começou a produzir roupas para vender entre amigas. A qualidade e a autenticidade de seu trabalho logo a colocaram em uma posição de destaque e teve a oportunidade de desenhar roupas para pessoas famosas da época.

            Zuzu ganhou reconhecimento ao criar peças que incorporavam elementos típicos da cultura brasileira, como rendas do Nordeste, chitas floridas, bordados manuais e estampas inspiradas na fauna e flora do país.

       No entanto, o brilho de sua carreira foi literalmente ofuscado com o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel Jones, aos 25 anos. E foi nesse momento que Zuzu transformou completamente sua carreira, saindo de trás das máquinas de costura e indo para a luta contra a ditadura.


Moda como ferramenta política


           Tendo que lidar com a dor e com a falta de respostas pelo sumiço do filho, Zuzu Angel transformou esse sentimento em uma luta pública por justiça. Valendo-se de sua projeção internacional no mundo da moda, ela buscou envolver autoridades dos Estados Unidos, país de origem de seu ex-marido, na pressão pelo esclarecimento do assassinato de seu filho.

          Criou então uma coleção de protesto, com estampas de manchas vermelhas, motivos de guerra, pássaros presos em gaiolas e anjos ensanguentados, simbolizando a repressão brutal do regime. Em seu desfile “International Dateline Collection III – Holiday and Resort”, apresentou peças que narram, por meio de imagens e bordados, sua dor e a violência do Estado.

          Os desenhos, que evocavam traços infantis, remetem à figura do filho perdido. No encerramento do desfile, Zuzu Angel usou um vestido longo preto com manto cobrindo a cabeça, cinto com cem crucifixos e um pingente de anjo, um manifesto silencioso, mas eloquente, sobre o luto transformado em resistência.

       Dessa forma, a moda tornou-se uma linguagem de protesto que transcende fronteiras e questionava as relações de poder e violação de direitos no Brasil.


Os desfiles de Zuzu Angel


         Após o assassinato de seu filho, Stuart Angel, militante do MR-8, ela passou a usar suas criações como forma de denúncia. Seus desfiles incorporavam símbolos nacionais como anjos, pássaros em gaiolas, estampas de tortura e padrões camuflados, em uma crítica direta ao regime.

       Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o desfile no consulado brasileiro em Nova York, em 1971, onde chocou a elite internacional ao revelar, por meio da moda, as atrocidades cometidas no Brasil.

     Entre suas peças mais simbólicas, havia vestidos com tecidos vermelhos que evocavam sangue e formas que lembravam feridas, representando a dor e a violência. Zuzu também recorria a símbolos religiosos, como cruzes e mantos, reforçando a dimensão sacrificial da luta por liberdade.

       Cada desfile era pensado como um ato político: música triste, iluminação dramática e figurinos carregados de significado transformavam a passarela em um palco de protesto.


O legado de Zuzu Angel


          Com o passar dos anos, Zuzu tornou-se figura central na cultura brasileira. Mas na madrugada de 14 de abril de 1976, a estilista morreu em um acidente no Túnel Dois Irmãos, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro — hoje chamado Túnel Zuzu Angel. Sua morte, estranhamente violenta, foi investigada pelas autoridades anos depois.

       Diversas investigações ponderam se foi realmente acidente ou assassinato cometido por agentes do regime. A Comissão Nacional da Verdade, em 1998, reconheceu sua morte como violenta, causada por ação estatal.

           Em 1993, foi criado o Instituto Zuzu Angel, dedicado à memória e ensino da moda no Rio. A filha Hildegard, jornalista e herdeira da luta, conseguiu em 2020 a indenização por morte violenta, confirmando o reconhecimento jurídico da culpa do Estado.

           Seu nome está no Livro de Aço do Panteão da Pátria desde 2017. Sua história inspirou o filme Zuzu Angel (2006), dirigido por Sérgio Rezende e estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira. Além disso, sua luta também está eternizada nas artes, livros e músicas como a canção “Angélica” de Chico Buarque.


(ADAPTADO. www. iclnoticias.com.br/conhecimento/zuzu-angel/)

Nos trechos:
I. Cresceu no Rio de Janeiro e desenvolveu seu talento em costura de forma autodidata; II. Durante sua trajetória na moda, a originalidade de suas peças; III. que transcende fronteiras e questionava as relações de poder.
As palavras destacadas significam, respectivamente:
Alternativas
Q3814638 Português

Nos últimos anos, o mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos tem mostrado expansão contínua, impulsionado tanto pela oferta crescente de modelos quanto pela expansão da infraestrutura de recarga, que tem avançado em várias regiões do país. Além disso, a eletrificação da frota também é observada em diferentes segmentos, indicando mudanças nos padrões de mobilidade urbana.


Com base nesse contexto, assinale a alternativa que destaca essa realidade contemporânea no Brasil.

Alternativas
Q3814635 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A felicidade é o fim que natureza humana visa. E, a felicidade é uma atividade, pois não está acessível àqueles que passam sua vida adormecidos. Ela não é uma disposição. À felicidade nada falta, ela é completamente auto-suficiente. É uma atividade que não visa a mais nada a não ser a si mesma. O homem feliz, basta a si mesmo.


Aristóteles


https://www.pensador.com/textos_de_grandes_pensadores/

Com base no texto, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa que expressa a interpretação mais adequada ao conteúdo e ao sentido global do texto.
Alternativas
Q3814603 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Aspiração

No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.

O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.

Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!

Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
No verso “O imóvel não existe”, o poeta emprega uma construção sintática simples para afirmar a ideia de movimento contínuo da vida. Considerando a análise sintática do período, analise as assertivas:

I. Trata-se de um período simples, constituído por sujeito simples e predicado verbal.
II. O termo “não” exerce a função de advérbio de negação, integrando o predicado da oração.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3814602 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Aspiração

No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.

O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.

Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!

Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
Quanto à relação entre fonemas e dígrafos de vocábulos do texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3814601 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Aspiração

No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.

O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.

Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!

Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
No verso “Que em frouxas espirais as amplidões alteia”, o termo “alteia” contribui para a ideia de elevação e movimento ascensional presente no poema. Considerando o sentido contextual e a classificação gramatical da palavra, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas:

“alteia” pode ser substituída por ________ e pertence à classe dos ________.
Alternativas
Q3814600 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Aspiração

No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! ascender! — dizem todas as cousas
As estrelas nos céus, os vermes sob as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais as amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.

O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda a parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.

Fatal gravitação tolha-me embora os pés
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional.
Oh Glória! — a aspiração! o porvir! o ideal!

Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
No verso “Fatal gravitação tolha-me embora os pés”, o eu lírico emprega uma forma verbal que expressa oposição entre limitação material e desejo de elevação espiritual. Considerando o contexto poético e o sentido assumido, o termo “tolha-me” significa: 
Alternativas
Respostas
12401: C
12402: B
12403: A
12404: C
12405: A
12406: D
12407: C
12408: E
12409: A
12410: B
12411: C
12412: E
12413: B
12414: A
12415: B
12416: B
12417: C
12418: D
12419: A
12420: B