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Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3128862 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
Em “Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.” (2º§), o segmento destacado apresenta como estratégia de coesão textual:
Alternativas
Q3128861 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
Considerando o gênero textual apresentado, indique, a seguir, a alternativa que apresenta características a ele relacionadas.
Alternativas
Q3128860 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
A reescrita do trecho destacado a seguir, no final do texto apresentado, “Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.” (11º§) que preserva o sentido e a correção originais, assim como a coesão e coerência das ideias expressas, está indicada em:
Alternativas
Q3128539 Português

"Quando minha mãe disse e repetiu 5 vezes 'ela está vindo de Minas', eu não sabia se Minas era um lugar ou um meio de transporte. Descobri que era um lugar, um lugar triste."


(Fernanda Caleffi Barbetta, 1+1=2|2-1=0, Cepe Editora.)


No excerto anterior, a confusão causada no entendimento da narradora-personagem se dá porque:


I. Há uma ambiguidade que só é possível, no contexto do excerto, porque a narradora-personagem não sabe o que é Minas. Sem esse conhecimento prévio, ela não consegue inferir que se trata de um lugar, provocando o efeito ambíguo no sentido.


II. A ambiguidade é provocada exclusivamente pelo uso da preposição de , que pode tanto estabelecer uma relação de origem quanto de meio de transporte, na regência do verbo vir. O correto seria a mãe dizer "ela está vindo desde Minas", evitando a confusão no entendimento da filha.


III.A narradora-personagem demonstra falta de conhecimento da geografia do país, exigindo da mãe repetir a mesma informação 5 vezes.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3128538 Português

A respeito do uso da vírgula, analise as sentenças que seguem:


I. Em "sei um pouco mais, daquele que considero como sendo meu pai", o uso da vírgula está equivocado porque não se usa vírgula separando o verbo de seu complemento.


II. Em "Em minha casa, todos nós estudamos em escolas públicas", o uso da vírgula está adequadamente posto porque a expressão "em minha casa" trata-se de um adjunto adverbial antecipado.


III. Em "O olho do sol batia sobre as roupas estendidas no varal e mamãe sorria feliz", não falta uma vírgula após "o olho do sol" porque não se usa vírgula separando o sujeito do seu predicado.


IV. Em "Mamãe contava, minha tia contava, meu tio velhinho contava, os vizinhos e amigos contavam", o uso das vírgulas está adequado porque emprega-se vírgula entre orações para separar as orações coordenadas assindéticas.


É correto que se afirma em: 

Alternativas
Q3128535 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


"Abriu os olhos, a aranha tecia. Um fio branco saído de suas entranhas unia-se a outros fios . Cecília igualou-se àquela criatura. Um estranho destino as unia naquele espaço. Pensou em Flora. Chamava-a assim por nunca ter entendido o ____________ do nome Floresta Brasileira que lhe deram. Quando se apresentaram, guardou um sorriso de deboche e de curiosidade, segurando a pergunta: ____________? Floresta a intrigava por causa da forma com que via o mundo. Via? Floresta não via, era cega. Movimentava-se nos espaços como se os soubesse por definição. Flora e Cecília, um dia o acaso as colocara frente a frente."


Miriam Alves, A cega e a negra, uma fábula. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/24-textos-das-autoras/345-mi riam-alves-textos-selecionados. Acesso em: 02 nov. 2024. Adaptado.

No excerto, complete as lacunas com porque, porquê, por que ou por quê. Em seguida, marque a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas:
Alternativas
Q3128534 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questão.


"Abriu os olhos, a aranha tecia. Um fio branco saído de suas entranhas unia-se a outros fios . Cecília igualou-se àquela criatura. Um estranho destino as unia naquele espaço. Pensou em Flora. Chamava-a assim por nunca ter entendido o ____________ do nome Floresta Brasileira que lhe deram. Quando se apresentaram, guardou um sorriso de deboche e de curiosidade, segurando a pergunta: ____________? Floresta a intrigava por causa da forma com que via o mundo. Via? Floresta não via, era cega. Movimentava-se nos espaços como se os soubesse por definição. Flora e Cecília, um dia o acaso as colocara frente a frente."


Miriam Alves, A cega e a negra, uma fábula. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/24-textos-das-autoras/345-mi riam-alves-textos-selecionados. Acesso em: 02 nov. 2024. Adaptado.

A respeito das expressões grifadas no excerto e do uso de crase, analise as sentenças que seguem e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.


(__) Em "Um fio branco saído de suas entranhas unia-se a outros fios", a crase não foi utilizada porque a preposição a está seguida de palavra masculina.


(__) Em "Um fio branco saído de suas entranhas unia-se a outros fios", haveria crase se a preposição a estivesse seguida de palavra masculina, mas no singular.


(__) Em "Cecília igualou-se àquela criatura", a crase é obrigatória porque a preposição a está seguida do pronome demonstrativo aquela e continuaria sendo obrigatório se seguida dos pronomes demonstrativos aquele e aquilo.  


(__) Em "Cecília igualou-se àquela criatura", a crase é obrigatória quando a preposição a estiver seguida do pronome demonstrativo aquela, posto que é feminino, e facultativa quando seguida dos pronomes demonstrativos aquele e aquilo , posto que são masculinos.


(__) Em "Flora e Cecília, um dia o acaso as colocara frente a frente", não há crase porque a expressão "frente a frente" deve ser escrita sem crase, uma vez que não há o uso do artigo definido a, neste contexto, antes da palavra frente , e significa "cara a cara", "face a face".


Marque a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas
Q3128533 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


"Sou mineira, filha dessa cidade, meu registro informa que nasci no dia 29 de novembro de 1946. Essa informação deve ter sido dada por minha mãe, Joana Josefina Evaristo, na hora de me registrar, por isso acredito ser verdadeira. Mãe, hoje com os seus 85 anos, nunca foi mulher de mentir. Deduzo ainda que ela tenha ido sozinha fazer o meu registro, portando algum documento da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Uma espécie de notificação indicando o nascimento de um bebê do sexo feminino e de cor parda, filho da senhora tal, que seria ela. Tive esse registro de nascimento comigo durante muito tempo. Impressionava-me desde pequena essa cor parda. Como seria essa tonalidade que me pertencia? Eu não atinava qual seria. Sabia sim, sempre soube que sou negra.


Quanto a ela ir sozinha, ou melhor, solitária para o cartório me registrar é uma dedução minha tirada de alguns fatos relativos à vida de meu pai. Aliás, de meu pai conheço pouco, pouquíssimo.


Em compensação, sei um pouco mais, daquele que considero como sendo meu pai. Dele sei o nome todo. Aníbal Vitorino e a profissão, pedreiro. Meu padrasto Aníbal, quando chegou a nossa casa, minha mãe cuidava de suas quatro filhas sozinha. Maria Inês Evaristo, Maria Angélica Evaristo, Maria da Conceição Evaristo e Maria de Lourdes Evaristo. Bons tempos, o de nós meninas. Minha mãe se constituiu, para mim, como algo mais doce de minha infância. O que mais me importava era a sua felicidade. Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela. Minha mãe chorava muito, hoje não. Tem uma velhice mais tranquila. Meu padrasto completou 86 anos e vive ao lado dela. [...]"



(EVARISTO, Conceição. Conceição Evaristo por Conceição Evaristo. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo. Acesso em 31 out. 2024. Adaptado.) 

O texto desta questão pertence ao gênero textual Autobiografia. Esse gênero tem como função:
Alternativas
Q3128532 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


"Sou mineira, filha dessa cidade, meu registro informa que nasci no dia 29 de novembro de 1946. Essa informação deve ter sido dada por minha mãe, Joana Josefina Evaristo, na hora de me registrar, por isso acredito ser verdadeira. Mãe, hoje com os seus 85 anos, nunca foi mulher de mentir. Deduzo ainda que ela tenha ido sozinha fazer o meu registro, portando algum documento da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Uma espécie de notificação indicando o nascimento de um bebê do sexo feminino e de cor parda, filho da senhora tal, que seria ela. Tive esse registro de nascimento comigo durante muito tempo. Impressionava-me desde pequena essa cor parda. Como seria essa tonalidade que me pertencia? Eu não atinava qual seria. Sabia sim, sempre soube que sou negra.


Quanto a ela ir sozinha, ou melhor, solitária para o cartório me registrar é uma dedução minha tirada de alguns fatos relativos à vida de meu pai. Aliás, de meu pai conheço pouco, pouquíssimo.


Em compensação, sei um pouco mais, daquele que considero como sendo meu pai. Dele sei o nome todo. Aníbal Vitorino e a profissão, pedreiro. Meu padrasto Aníbal, quando chegou a nossa casa, minha mãe cuidava de suas quatro filhas sozinha. Maria Inês Evaristo, Maria Angélica Evaristo, Maria da Conceição Evaristo e Maria de Lourdes Evaristo. Bons tempos, o de nós meninas. Minha mãe se constituiu, para mim, como algo mais doce de minha infância. O que mais me importava era a sua felicidade. Um misto de desespero, culpa e impotência me assaltava quando eu percebia os sofrimentos dela. Minha mãe chorava muito, hoje não. Tem uma velhice mais tranquila. Meu padrasto completou 86 anos e vive ao lado dela. [...]"



(EVARISTO, Conceição. Conceição Evaristo por Conceição Evaristo. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao-evaristo. Acesso em 31 out. 2024. Adaptado.) 

Em "portando algum documento da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte", a palavra em destaque é acentuada. Marque a alternativa em que a palavra destacada é acentuada pelo mesmo motivo da palavra Misericórdia
Alternativas
Q3128530 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O texto que segue é um excerto da música É tudo pra ontem , composta por Emicida e Gilberto Gil.


Talvez seja bom partir do final

Afinal, é um ano todo só de sexta-feira treze

'Cê também podia me ligar de vez em quando

Eu ando igual lagarta, triste, sem poder sair

Aqui o mantra que nos traz o centro

Enquanto lavo um banheiro, uma louça, querendo lavar a alma 

Na calma da semente que germina

Que eu preciso olhar minhas menina

A folha amarela, igual comida, envelhece

É a vida, acontece com pessoa e documento

É tão triste ter que vir, coisa ruim pra nos unir

E nem assim agora, mano, vamo' embora a tempo

[...]

Ao ler a afirmativa "é um ano todo só de sexta-feira treze" e considerando todo o excerto, é possível inferir que:
Alternativas
Q3128478 Português

Os excertos que seguem são trechos do conto "A carteira", de Machado de Assis. Leia os trechos e analise-os quanto à colocação pronominal dos verbos destacados:

I. De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes.

II. Ninguém o viu , salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer , lhe disse rindo:

— Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.

— É verdade, concordou Honório envergonhado.

III. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo.

IV. Eram cinco horas da tarde. Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada."

Estão adequadas, conforme a gramática formal da Língua Portuguesa, as colocações pronominais em: 

Alternativas
Q3128476 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.

Por que é importante incluir os direitos humanos no debate sobre as mudanças climáticas e outros contextos de emergência?

Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental

Andressa Caldas, Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 21 de outubro de
2024


A América Latina enfrenta hoje um grande desafio. Além de ser a região mais desigual do planeta, nos últimos tempos também temos assistido a eventos que tensionam os Estados e suas possibilidades de intervenção e resposta, como as diferentes crises provocadas por fenômenos até então desconhecidos ou que já conhecíamos, mas que estão adquirindo novas formas.

Basta observar as recentes inundações no Rio Grande do Sul, os incêndios florestais na Amazônia, as históricas secas ou as doenças epidêmicas (como dengue, chikungunya, cólera e o vírus Zika) e pandemias que não cessam, para perceber essas consequências. Esses eventos aprofundam as desigualdades já existentes e prejudicam certos grupos populacionais, especialmente vulneráveis, em detrimento de outros.

São fatos que podemos chamar de contextos críticos e de emergência, e que ocorrem em um mundo cada vez mais afetado por crises interconectadas que envolvem crises ambientais (que podem provocar migrações forçadas), insegurança alimentar e pandemias com novas doenças.

Embora muitos Estados da região tenham feito esforços para mitigar os efeitos das crises, esses esforços muitas vezes se mostraram fragmentários e insuficientes. Da mesma forma, as coordenações regionais para gerenciar as ameaças e responder aos contextos críticos e de emergência, incluindo a pandemia de covid-19 e seus impactos posteriores, tiveram algumas limitações.

Nesse cenário, o papel da sociedade civil, redes, movimentos e organizações sociais que atuam em conjunto com a comunidade tem sido fundamental para enfrentar os desafios impostos por esses novos cenários em toda a região. Além disso, a necessidade de proteção, assistência humanitária e afirmação dos direitos humanos se tornou um tema cada vez mais relevante. 

É essencial integrar a perspectiva de direitos humanos no discurso e nas políticas públicas para criar soluções justas e equitativas frente às consequências das mudanças climáticas. A América Latina tem um papel estratégico em relação aos contextos críticos e de emergência. Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos.

A incorporação da perspectiva de direitos humanos como uma ferramenta indispensável que fornece orientações claras sobre como pensar as políticas públicas, as respostas às crises e os cenários de recuperação pode colaborar em como enfrentamos esses cenários de crise e emergência.

Valorizar o papel e protagonismo dos diversos movimentos, redes e organizações sociais que estão nos territórios e trabalham articulados com as comunidades afetadas é imprescindível para alcançar uma gestão e planejamento eficazes das políticas públicas. Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental para enfrentar esses novos riscos e desafios.

(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/21/por-que-e-importante-incluir -os-direitos-humanos-no-debate-sobre-as-mudancas-climaticas-e-outro s-contextos-de-emergencia. Acesso em 03 nov. 2024. Adaptado.)

Leia o excerto:


"Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos."


A respeito do uso da conjunção adversativa mas, pode-se afirmar que, no excerto: 


I. Ela relaciona duas ideias opostas, tratando-se de uma oração coordenada adversativa.

II. Ela carrega o sentido enfático da conjunção aditiva e e exerce a função de adição e não de adversidade, posto que compõe a série "Não é apenas... mas também...".

III. Ela pode ser facilmente substituída por qualquer outra conjunção adversativa porque todas podem assumir o valor de adição.

IV. Por compor uma locução conjuntiva, o mas pode ser substituído por como, sem prejuízo no sentido.


É o correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3128475 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.

Por que é importante incluir os direitos humanos no debate sobre as mudanças climáticas e outros contextos de emergência?

Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental

Andressa Caldas, Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 21 de outubro de
2024


A América Latina enfrenta hoje um grande desafio. Além de ser a região mais desigual do planeta, nos últimos tempos também temos assistido a eventos que tensionam os Estados e suas possibilidades de intervenção e resposta, como as diferentes crises provocadas por fenômenos até então desconhecidos ou que já conhecíamos, mas que estão adquirindo novas formas.

Basta observar as recentes inundações no Rio Grande do Sul, os incêndios florestais na Amazônia, as históricas secas ou as doenças epidêmicas (como dengue, chikungunya, cólera e o vírus Zika) e pandemias que não cessam, para perceber essas consequências. Esses eventos aprofundam as desigualdades já existentes e prejudicam certos grupos populacionais, especialmente vulneráveis, em detrimento de outros.

São fatos que podemos chamar de contextos críticos e de emergência, e que ocorrem em um mundo cada vez mais afetado por crises interconectadas que envolvem crises ambientais (que podem provocar migrações forçadas), insegurança alimentar e pandemias com novas doenças.

Embora muitos Estados da região tenham feito esforços para mitigar os efeitos das crises, esses esforços muitas vezes se mostraram fragmentários e insuficientes. Da mesma forma, as coordenações regionais para gerenciar as ameaças e responder aos contextos críticos e de emergência, incluindo a pandemia de covid-19 e seus impactos posteriores, tiveram algumas limitações.

Nesse cenário, o papel da sociedade civil, redes, movimentos e organizações sociais que atuam em conjunto com a comunidade tem sido fundamental para enfrentar os desafios impostos por esses novos cenários em toda a região. Além disso, a necessidade de proteção, assistência humanitária e afirmação dos direitos humanos se tornou um tema cada vez mais relevante. 

É essencial integrar a perspectiva de direitos humanos no discurso e nas políticas públicas para criar soluções justas e equitativas frente às consequências das mudanças climáticas. A América Latina tem um papel estratégico em relação aos contextos críticos e de emergência. Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos.

A incorporação da perspectiva de direitos humanos como uma ferramenta indispensável que fornece orientações claras sobre como pensar as políticas públicas, as respostas às crises e os cenários de recuperação pode colaborar em como enfrentamos esses cenários de crise e emergência.

Valorizar o papel e protagonismo dos diversos movimentos, redes e organizações sociais que estão nos territórios e trabalham articulados com as comunidades afetadas é imprescindível para alcançar uma gestão e planejamento eficazes das políticas públicas. Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental para enfrentar esses novos riscos e desafios.

(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/21/por-que-e-importante-incluir -os-direitos-humanos-no-debate-sobre-as-mudancas-climaticas-e-outro s-contextos-de-emergencia. Acesso em 03 nov. 2024. Adaptado.)
Em termos de gênero textual, o texto em análise trata-se de um Artigo de Opinião. A respeito desse gênero textual, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3128474 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questão.

Por que é importante incluir os direitos humanos no debate sobre as mudanças climáticas e outros contextos de emergência?

Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental

Andressa Caldas, Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 21 de outubro de
2024


A América Latina enfrenta hoje um grande desafio. Além de ser a região mais desigual do planeta, nos últimos tempos também temos assistido a eventos que tensionam os Estados e suas possibilidades de intervenção e resposta, como as diferentes crises provocadas por fenômenos até então desconhecidos ou que já conhecíamos, mas que estão adquirindo novas formas.

Basta observar as recentes inundações no Rio Grande do Sul, os incêndios florestais na Amazônia, as históricas secas ou as doenças epidêmicas (como dengue, chikungunya, cólera e o vírus Zika) e pandemias que não cessam, para perceber essas consequências. Esses eventos aprofundam as desigualdades já existentes e prejudicam certos grupos populacionais, especialmente vulneráveis, em detrimento de outros.

São fatos que podemos chamar de contextos críticos e de emergência, e que ocorrem em um mundo cada vez mais afetado por crises interconectadas que envolvem crises ambientais (que podem provocar migrações forçadas), insegurança alimentar e pandemias com novas doenças.

Embora muitos Estados da região tenham feito esforços para mitigar os efeitos das crises, esses esforços muitas vezes se mostraram fragmentários e insuficientes. Da mesma forma, as coordenações regionais para gerenciar as ameaças e responder aos contextos críticos e de emergência, incluindo a pandemia de covid-19 e seus impactos posteriores, tiveram algumas limitações.

Nesse cenário, o papel da sociedade civil, redes, movimentos e organizações sociais que atuam em conjunto com a comunidade tem sido fundamental para enfrentar os desafios impostos por esses novos cenários em toda a região. Além disso, a necessidade de proteção, assistência humanitária e afirmação dos direitos humanos se tornou um tema cada vez mais relevante. 

É essencial integrar a perspectiva de direitos humanos no discurso e nas políticas públicas para criar soluções justas e equitativas frente às consequências das mudanças climáticas. A América Latina tem um papel estratégico em relação aos contextos críticos e de emergência. Não é apenas uma região de refúgio diante das guerras, mas também pode oferecer soluções para problemas globais em energia, segurança alimentar, biodiversidade, conhecimento e na construção de políticas públicas com enfoque em direitos humanos.

A incorporação da perspectiva de direitos humanos como uma ferramenta indispensável que fornece orientações claras sobre como pensar as políticas públicas, as respostas às crises e os cenários de recuperação pode colaborar em como enfrentamos esses cenários de crise e emergência.

Valorizar o papel e protagonismo dos diversos movimentos, redes e organizações sociais que estão nos territórios e trabalham articulados com as comunidades afetadas é imprescindível para alcançar uma gestão e planejamento eficazes das políticas públicas. Gerar espaços de participação, diálogo e intercâmbio com a sociedade civil continua sendo um mecanismo fundamental para enfrentar esses novos riscos e desafios.

(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/21/por-que-e-importante-incluir -os-direitos-humanos-no-debate-sobre-as-mudancas-climaticas-e-outro s-contextos-de-emergencia. Acesso em 03 nov. 2024. Adaptado.)

Leia os excertos que seguem:


I."É essencial integrar a perspectiva de direitos humanos no discurso e nas políticas públicas para criar soluções justas e equitativas frente às consequências das mudanças climáticas."


II."A incorporação da perspectiva de direitos humanos como uma ferramenta indispensável que fornece orientações claras sobre como pensar as políticas públicas, as respostas às crises e os cenários de recuperação pode colaborar em como enfrentamos esses cenários de crise e emergência."


Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas.


(__) Em I, no trecho "no discurso e nas políticas públicas", a preposição em pode ser substituída pela preposição a, fazendo as contrações necessárias. Desse modo, teremos uma crase em "às políticas públicas". Essa substituição não causará mudança de sentido ao texto. 


(__) Em I, no trecho "frente às consequências das mudanças climáticas", a crase é facultativa.


(__) Em II, no trecho "as respostas às crises e os cenários de recuperação", a crase é obrigatória porque temos um caso de regência nominal.


(__) Ainda no mesmo trecho, "os cenários" pede a preposição a, formando a contração "aos", também devido à regência nominal da palavra "respostas".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3128454 Português
Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://historiasdagatapreta.com/2020/09/23/ja-dizia-ruy-barbosa/5Acesso em: 14 ago. 2024.


No último quadrinho da narrativa acima, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, há:
Alternativas
Q3128453 Português

Texto IV


Imagem associada para resolução da questão



DAVES, Jim. Garfield Disponível em: https://www.tirinhasengracadas.com.br/2018/04/gar  . field-ele-e-bom.html.Acesso em: 14 ago. 2024.




Em “Eu sei onde  tem chocolate ”, a expressão em destaque, nesse contexto, tem valor semântico de:

Alternativas
Q3128452 Português
Após a leitura do trecho abaixo, analise as explicações fornecidas acerca de alguns recursos linguísticos nele presentes.
“O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais de mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo”.

I- A conjunção “sobretudo”, no contexto mencionado, tem função modalizadora, com valor de reforço do enunciador ao próprio enunciado.

II- O uso do “e” em: “e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo” estabelece uma oração coordenada adversativa.

III- “filhos de mil pais e de mais de mil mães” é uma locução adjetiva que assume na oração função de predicativo do sujeito.

IV- “de ver qualquer pessoa como nos pertencendo” é uma oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3128451 Português
Assinale a única alternativa em que a palavra em destaque funciona como um advérbio.
Alternativas
Q3128447 Português

Texto I

Doa-se lindos filhotes de poodle: variação linguística, mídia e preconceito


   Falar é como andar. Geralmente, acontece naturalmente, da mesma forma, nas mesmas faixas etárias, em qualquer parte do planeta Terra, independentemente de raça, de cultura, de cor, de gênero e de ensino formal. Basta que sejamos seres humanos.

   É mesmo fato que os homens se distinguem dos outros animais por andar sobre os dois pés, por dominar um sistema de comunicação duplamente articulado (com unidades sonoras e unidades significativas), denominado 'língua natural' ou 'língua humana', e por manifestar inteligência diferenciada que os habilita a criar extensões tecnológicas de todas as partes de seu corpo, até de seu cérebro, como a criação do computador. É fato também que não temos escolha: somos humanos, então falamos. Falamos porque internalizamos ou especializamos uma língua natural específica a partir do ambiente social em que nascemos e vivemos: o domínio de uma ou mais línguas humanas é uma capacidade específica da espécie humana. Nem sabemos ainda qual é o limite do número de línguas que podemos dominar. É fato, todavia, que com 3 anos de idade, qualquer criança de qualquer parte do mundo se comunica com estruturas linguísticas complexas.

   Mas as línguas humanas não são os únicos sistemas de comunicação existentes. Todos os animais conhecidos têm sistema de comunicação, alguns já bem registrados, como o das abelhas, o dos chimpanzés, o dos golfinhos. Ser capaz de se comunicar no interior da espécie e mesmo entre as espécies não significa ter uma língua humana. Os cães de estimação, por exemplo, têm grande capacidade de comunicação com os seres humanos, olho no olho, mas não são capazes de dominar uma língua humana.

  As línguas humanas são, sem dúvida, excelentes instrumentos de comunicação, embora mal-entendidos entre os seres humanos sejam comuns, mesmo quando há domínio de uma mesma língua, de uma mesma variedade. As línguas humanas são, em verdade, mais do que excelentes instrumentos de comunicação. São, também, reflexo da cultura de um povo. São, além disso, parte da cultura de um povo. São ainda mais do que isso: são mecanismos de identidade. Um povo se individualiza, se afirma e é identificado em função de sua língua.

   Por outro lado, podemos desempenhar um papel desumano por meio das línguas humanas, como o exercício do poder desmedido, [ ], que nos leva a subjugar o outro, a alijar o outro do processo produtivo, a diminuir a sua autoestima, a fazer o outro se ... sentir incapaz, se sentir inferior, se sentir infeliz, tudo por meio de formas linguísticas. As línguas humanas podem, sim, ser excelentes instrumentos, mas podem ser também perversos instrumentos de poder e de dominação, especialmente quando se naturalizam relações espúrias entre determinadas construções linguísticas e as pessoas que as falam.


Fonte: SCHERRE, Maria Marta P. Doa-se lindos filhotes de poodle: variação linguística, mídia e preconceito. São Paulo: Parábola, 2005. p.9-10.Adaptado.

Considerando a estrutura do período composto “As línguas humanas podem, sim, ser excelentes instrumentos, mas podem ser também perversos instrumentos de poder e de dominação, especialmente quando se naturalizam relações espúrias entre determinadas construções linguísticas e as pessoas que as falam”, analise as afirmações abaixo.
I- Em “As línguas humanas podem, sim, ser excelentes instrumentos, mas podem ser também perversos instrumentos de poder e de dominação”, há uma oração coordenada sindética adversativa.
II- Que, no período composto em análise, exerce a função de conjunção integrante.
III- Que, no período composto em análise, exerce a função de pronome relativo.
IV- A oração introduzida pelo quando se classifica como oração subordinada adverbial temporal.
V- A oração introduzida pelo que se classifica como oração subordinada substantiva subjetiva.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3128446 Português

Texto I

Doa-se lindos filhotes de poodle: variação linguística, mídia e preconceito


   Falar é como andar. Geralmente, acontece naturalmente, da mesma forma, nas mesmas faixas etárias, em qualquer parte do planeta Terra, independentemente de raça, de cultura, de cor, de gênero e de ensino formal. Basta que sejamos seres humanos.

   É mesmo fato que os homens se distinguem dos outros animais por andar sobre os dois pés, por dominar um sistema de comunicação duplamente articulado (com unidades sonoras e unidades significativas), denominado 'língua natural' ou 'língua humana', e por manifestar inteligência diferenciada que os habilita a criar extensões tecnológicas de todas as partes de seu corpo, até de seu cérebro, como a criação do computador. É fato também que não temos escolha: somos humanos, então falamos. Falamos porque internalizamos ou especializamos uma língua natural específica a partir do ambiente social em que nascemos e vivemos: o domínio de uma ou mais línguas humanas é uma capacidade específica da espécie humana. Nem sabemos ainda qual é o limite do número de línguas que podemos dominar. É fato, todavia, que com 3 anos de idade, qualquer criança de qualquer parte do mundo se comunica com estruturas linguísticas complexas.

   Mas as línguas humanas não são os únicos sistemas de comunicação existentes. Todos os animais conhecidos têm sistema de comunicação, alguns já bem registrados, como o das abelhas, o dos chimpanzés, o dos golfinhos. Ser capaz de se comunicar no interior da espécie e mesmo entre as espécies não significa ter uma língua humana. Os cães de estimação, por exemplo, têm grande capacidade de comunicação com os seres humanos, olho no olho, mas não são capazes de dominar uma língua humana.

  As línguas humanas são, sem dúvida, excelentes instrumentos de comunicação, embora mal-entendidos entre os seres humanos sejam comuns, mesmo quando há domínio de uma mesma língua, de uma mesma variedade. As línguas humanas são, em verdade, mais do que excelentes instrumentos de comunicação. São, também, reflexo da cultura de um povo. São, além disso, parte da cultura de um povo. São ainda mais do que isso: são mecanismos de identidade. Um povo se individualiza, se afirma e é identificado em função de sua língua.

   Por outro lado, podemos desempenhar um papel desumano por meio das línguas humanas, como o exercício do poder desmedido, [ ], que nos leva a subjugar o outro, a alijar o outro do processo produtivo, a diminuir a sua autoestima, a fazer o outro se ... sentir incapaz, se sentir inferior, se sentir infeliz, tudo por meio de formas linguísticas. As línguas humanas podem, sim, ser excelentes instrumentos, mas podem ser também perversos instrumentos de poder e de dominação, especialmente quando se naturalizam relações espúrias entre determinadas construções linguísticas e as pessoas que as falam.


Fonte: SCHERRE, Maria Marta P. Doa-se lindos filhotes de poodle: variação linguística, mídia e preconceito. São Paulo: Parábola, 2005. p.9-10.Adaptado.

Analise o que é solicitado, a partir da leitura do enunciado abaixo:
“As línguas humanas são, sem dúvida, excelentes instrumentos de comunicação, embora mal-entendidos entre os seres humanos sem dúvida sejam comuns, mesmo quando há domínio de uma mesma língua, de uma mesma variedade”.

O elemento em destaque, sintaticamente, funciona no trecho como:
Alternativas
Respostas
45721: C
45722: A
45723: D
45724: A
45725: E
45726: C
45727: A
45728: A
45729: E
45730: E
45731: E
45732: E
45733: D
45734: A
45735: D
45736: C
45737: B
45738: D
45739: A
45740: C