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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 249.151 questões

Q3576306 Português

Leia os Textos II e III para responder à questão.



Observe no Texto II os títulos “Segunda da carne” e “Carne de segunda”. Sobre o Texto II, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3576305 Português

Leia os Textos II e III para responder à questão.



Os Textos II e III são multissemióticos. Sobre esta característica, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3576264 Português
Leia a passagem a seguir:

Todo filósofo está aberto ____ dúvida, está sempre em marcha; o porto ____ que chega é apenas etapa de uma viagem sem fim. É preciso estar sempre disposto ____ zarpar de novo.
(Norberto Bobbio, Elogio da serenidade e outros escritos morais, 2000. Adaptado)

As lacunas devem ser, correta e respectivamente, preenchidas por:
Alternativas
Q3576263 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de regência verbal.
Alternativas
Q3576262 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3576261 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Sobre a barulheira e a verdade dos fatos


    Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente.

    A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática.

    Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento.


(Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)
No trecho “... e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado.” (3° parágrafo), a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por:
Alternativas
Q3576260 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Sobre a barulheira e a verdade dos fatos


    Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente.

    A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática.

    Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento.


(Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)
Para o autor, a substituição da imprensa pelas redes sociais
Alternativas
Q3576259 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Sobre a barulheira e a verdade dos fatos


    Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente.

    A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática.

    Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento.


(Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)
Na opinião do autor, em uma sociedade democrática, a imprensa é a única instituição capaz de
Alternativas
Q3576258 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma frase, elaborada a partir do texto, em que a norma-padrão de colocação pronominal foi plenamente respeitada. 
Alternativas
Q3576257 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:

•  “... um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar...” (4° parágrafo)
•  “... já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.” (7° parágrafo)

Preservando-se o sentido original, os trechos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Alternativas
Q3576256 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... alguém que ali chegasse para me velar” (3° parágrafo), o termo “para” apresenta o mesmo sentido da palavra destacada em:
Alternativas
Q3576255 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Considere as passagens do 4° parágrafo a seguir:

•  “... volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto...”
•  “... não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer...”

As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de
Alternativas
Q3576254 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... Humberto Werneck havia morrido.” (1° parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por:
Alternativas
Q3576253 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.” (6° parágrafo), o cronista emprega dois- -pontos a fim de
Alternativas
Q3576252 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3576251 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional.” (4o parágrafo), a palavra destacada
Alternativas
Q3576250 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
O cronista desistiu da ideia de ir ao velório porque
Alternativas
Q3575806 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


[...] seu impactante romance Torto arado (2018) conquistou em Portugal o prestigioso Prêmio LeYa, concedido por unanimidade pelo modo como representa de forma sólida e realista o universo rural brasileiro. O enredo enfatiza trabalhadores sem-terra remanescentes do regime escravista, em especial as personagens femininas duplamente vítimas da violência que impera nos grotões mais afastados, realidade representada por meio de uma sensível e sofisticada escrita, como bem notaram os jurados do concurso em sua nota de justificativa:


"O Prémio LeYa 2018 é atribuído ao romance 'Torto Arado', de Itamar Vieira Junior, pela solidez da construção, o equilíbrio da narrativa e a forma como aborda o universo rural do Brasil, colocando ênfase nas figuras femininas, na sua liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal. Sendo um romance que parte de uma realidade concreta, em que situações de opressão quer social quer do homem em relação à mulher, a narrativa encontra um plano alegórico, sem entrar num estilo barroco, que ganha contornos universais. Destaca-se a qualidade literária de uma escrita em que se reconhece plenamente o escritor. Todos estes motivos justificam a atribuição por unanimidade deste prémio."


Situando a história em uma região remota e imaginária do nordeste brasileiro, Itamar Vieira Junior abrange problemáticas que envolvem proporções maiores ligadas tanto ao modo de funcionamento histórico e social do país quanto à complexa e intrincada rede de sentimentos e emoções intrínsecas ao ser humano. Em concomitância, temos um romance que fornece elementos para debate sobre as desigualdades e violências entre cidade e campo, as desigualdades de gênero, as formas de resistência das religiões de matriz africana e indígena, as permanências e continuidades da escravidão simbolizadas na relação de mando inviolável entre patrão/dono e trabalhador/agregado, assim como do tríplice espólio sobre o trabalhador: sua mão de obra, seu produto final e seu tempo. Somada a esses fatores há também na narrativa uma implícita, mas potente reflexão sobre os sentidos da posse de terra e de uma necessária reforma agrária no território nacional. Ao mesmo tempo, portanto, em que há um "Brasil profundo" sendo problematizado, somos convidados a sentir de maneira pungente o caótico estado emocional de personagens que, mesmo vivendo sobre constante tensão, manifestam complexos e contraditórios estados emocionais.


 (Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/1270-itamar-vieira-junior. Acesso em 23 jul. 2025. Adaptado.)

Leia o texto e analise as assertivas que seguem:


I.É uma breve resenha do romance Torto Arado, de Itamar Vieira Jr., e tem como objetivo principal descrever os principais aspectos do livro e emitir uma opinião.


II.O segundo parágrafo está entre aspas por se tratar de um citação direta da nota emitida pelos jurados do Prêmio Leya, de Portugal.


III.Entre os motivos que justificam o prêmio estão a construção sólida e equilibrada da narrativa e o fato de ser possível reconhecer Itamar Vieira Jr. em sua própria escrita, resultado da qualidade literária dele.


É correto o que se afirma

Alternativas
Q3575076 Português

As frases que seguem são provérbios populares que usamos no cotidiano. Analise a pontuação de cada provérbio:


I.Quando a esmola é demais, o santo desconfia.


II.Gato escaldado tem medo de água fria.


III.Mais vale um pássaro na mão do que dois voando?


É correta a pontuaç

Alternativas
Q3575073 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

(Disponível em: https://www.instagram.com/tirinhadearmandinho/. Acesso em 17 jul. 2025.)



A respeito do texto, marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)É uma tirinha, um tipo de história em quadrinhos, e é composta obrigatoriamente por texto não verbal (desenho), podendo conter ou não texto verbal (palavras e frases).


(__)Tem como objetivo contar uma história curta.


(__)Geralmente trata de temas do cotidiano, do dia a dia.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Respostas
30341: E
30342: E
30343: A
30344: E
30345: C
30346: D
30347: B
30348: C
30349: D
30350: B
30351: E
30352: A
30353: A
30354: C
30355: B
30356: E
30357: D
30358: A
30359: D
30360: E