Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais oblíquos em português
Foram encontradas 2.232 questões
Leia o texto a seguir para responder à questão.

PESSOA, Fernando. Navegar é preciso. Seleção de textos e comentários Rafael Arrais. Disponível em:www.textosparareflexao.blogspot.com . Acesso em: 11 fev. 2025.
Pequenos Encontros
Por Adriana Antunes

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).
“Aos poucos vamos nos (1) dando conta de (2) que somos escravos de nós (3) mesmos (4). Escravos das nossas (5) obrigações, nossas angústias”.
Com base na frase abaixo, responda à questão:
“Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro” (2º parágrafo).
O pronome oblíquo em destaque substitui a palavra:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que esperar da inteligência artificial em 2025
A inteligência artificial (IA) tornou-se um instrumento fundamental para se enfrentar grandes desafios científicos. Áreas como saúde, astronomia e exploração espacial, neurociência ou mudanças climáticas, entre outras, irão se beneficiar ainda mais no futuro.
O programa AlphaFold — desenvolvido pelo grupo
Alphabet, do Google, e que ganhou o Prêmio Nobel em
2024 — determinou a estrutura tridimensional de 200
milhões de proteínas.
Seu desenvolvimento representa um avanço significativo
na Biologia Molecular e na Medicina. Isso facilita a
concepção de novos medicamentos e tratamentos. Em
2025, esse processo começará e com acesso gratuito ao
AlphaFold para aqueles responsáveis pelo
desenvolvimento de remédios e tratamentos medicinais.
A rede ClimateNet utilizará circuitos neurais artificiais
para realizar análises espaciais precisas de grandes
volumes de dados climáticos, imprescindíveis para
compreender e mitigar o aquecimento global.
A utilização do ClimateNet será essencial em 2025 na
prevenção de eventos climáticos extremos com maior
exatidão.
Agentes autônomos de IA baseados em modelos de
linguagem são a meta para 2025 de grandes empresas
de tecnologia como OpenAI (ChatGPT), Meta (LLaMA),
Google (Gemini) e Anthropic (Claude).
Até agora, estes sistemas de IA fazem recomendações.
Em 2025, no entanto, espera-se que eles tomem
decisões por nós.
Os agentes de IA realizarão ações personalizadas e
precisas em tarefas que não sejam de alto risco, sempre
ajustadas às necessidades e preferências do usuário.
Por exemplo: comprar uma passagem de ônibus,
atualizar a agenda, recomendar uma compra específica
e executá-la.
Eles também poderão responder nosso e-mail — tarefa
que nos toma muito tempo diariamente.
Nessa linha, a OpenAI lançou o AgentGPT e o Google
lançou o Gemini 2.0. Essas plataformas são usadas para
o desenvolvimento de agentes autônomos de IA.
A noção de agentes autônomos levanta questões
profundas sobre o conceito de "autonomia humana e
controle humano".
O que significa realmente "autonomia"?
Esses agentes de IA criarão a necessidade de
pré-aprovação. Quais decisões permitiremos que estas
entidades tomem sem a nossa aprovação direta (sem
controle humano)?
Enfrentamos um dilema crucial: saber quando é melhor ser "automático" na utilização de agentes autônomos de
IA e quando é necessário tomar a decisão, ou seja,
recorrer ao "controle humano" ou à "interação
humano-IA".
O conceito de pré-aprovação ganhará enorme relevância
na utilização de agentes autônomos de IA.
Portanto, precisamos de regulamentação. Isso
proporciona o equilíbrio necessário para o
desenvolvimento de uma IA confiável e responsável e
avançar nos grandes desafios para o bem da
humanidade.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2kx2e74jyxo.adaptado.
O pronome oblíquo destacado na frase refere-se ao(s) termo(s):
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A checagem de fake news no Facebook e Instagram
A Meta anunciou que está abandonando o uso de checagem independente de fatos no Facebook e no Instagram, substituindo-os por "notas da comunidade", em um modelo semelhante ao do X, em que comentários sobre a precisão do conteúdo das postagens são deixados a cargo dos próprios usuários.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/czenenp7ze1o.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso do pronome oblíquo, na substituição do termo destacado.
Se alguém quer aprender a tocar um instrumento, precisa fazer aulas e praticar. Se a meta é fortalecer os músculos, é fundamental se exercitar com regularidade. Para quem quer ser mais feliz – no trabalho e na vida – a lógica é a mesma: é necessário estimular o cérebro.
Juliana Sawaia, cientista de dados e pesquisadora sobre felicidade no trabalho, explica que a felicidade é um senti mento construído e influenciado por fatores internos e externos. No trabalho, ela passa por motivos como engajamento, paixão e satisfação com o ambiente e a função exercida.
“Não dá para definir se alguém é feliz ou não como se fosse uma pergunta de sim ou não. É uma questão que engloba inúmeros elementos que variam de tempos em tempos para cada profissional”, explica.
Um estudo norte-americano mostrou que os brasileiros têm experimentado emoções negativas no trabalho. Os dados colocaram o Brasil em quarto lugar entre os países com os trabalhadores mais tristes da América Latina.
Não existe fórmula mágica que possa agradar a todos e transformar os trabalhadores em pessoas mais felizes. As exigências mudam bastante de um ser humano para outro. Mas, como uma habilidade, a felicidade pode ser construída no dia a dia. Juliana destaca que, além das responsabilidades das organizações, o profissional também precisa ter a intencionalidade para encontrar o bem-estar.
“A felicidade é um alvo que muda muito. Talvez o que te faz feliz hoje não vá causar o mesmo sentimento amanhã e vice-versa. O ponto é entender no dia a dia como você pode ser um pouco mais feliz”, comenta.
(Geovanna Hora. “Pesquisadora da felicidade indica 5 hábitos para ser mais feliz no trabalho; veja quais são”. Disponível em: https://www.estadao.com.br. 02.01.2025. Adaptado)
Leia o texto a seguir:
A corretora
Rubem Braga
A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele.
Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.
Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.
— A senhora não tem?
Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...
Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.
Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Paris acorda
O homem se rende ao cansaço dos seus excessos, deita às sete da noite e dorme como um lago ou como uma criança. Havia o que andar pela noite, mas os seus olhos pisados lhe fazem o grande apoio da fadiga. Como estão envelhecendo depressa, estes olhos! E como já foram ávidos e ansiosos! Agora, uma pálpebra caiu sobre a outra e, sob a sombra dos cílios, vieram sonhos feitos de saudade e pequenos cuidados. Não é possível uma evasão e um esquecimento, porque o que antes foi feito jamais deixará de ser, ao longo do sono, uma preocupação de amor e de medo.
E esse homem se desperta, às seis da manhã, com o dia frio entrando pela janela. Não tem cigarros e seria esplêndido tomar uma xícara de café com leite. A rua está mais ou menos vazia, com a exceção dos pombos que beliscam o asfalto e das mulheres encapotadas que saem dos subterrâneos. Note-se a grande tranquilidade dos pombos e o certo ar de saciedade nos olhos das mulheres. É assim que Paris acorda: pombos serenos e mulheres nem sempre.
O homem simplesmente passa. Num café da rua Marbeuf, quase esquina dos ChampsÉlysées, uma moça de olhos e nariz parecidos com os de outra o espia de enviés. Primeiro, com alguma curiosidade. Depois, com um pouco de inesperada ternura. Para esse tímido, que mastiga o seu croissant, seria bom falar-lhe, dizer uma palavra qualquer de gratidão e agrado. Sairiam os dois, talvez, pelas calçadas dos Champs-Élysées e talvez fosse belo o que eles se dissessem. Mas aqueles olhos e aquele nariz se pareciam tanto com os da outra que, como a outra, talvez ela fosse natural de coração frio.
O homem, então, pesou o mal e o bem que lhe podiam vir e, como era um rebelde, preferiu ficar sozinho, com a sua dor e o seu café au lait. Paris acordava e nada tinha a ver com isso.
MARIA, A. Paris acorda. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as
crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, p.141-142.
Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16319/paris-acorda>