Questões de Concurso
Sobre pronomes pessoais oblíquos em português
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Com base no texto, julgue o item a seguir.
Em “Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.”, na forma “dele”, o pronome refere‑se ao corpo de bombeiros do qual se fala logo antes.
Leia o texto para responder à questão:
Cinco horas da tarde
Recebi agora um bilhete de mana Rita, que aqui vai colado:
9 de janeiro
“Mano,
Só agora me lembrou que faz hoje um ano que você voltou da Europa aposentado. Já é tarde para ir ao cemitério de São João Batista, em visita ao jazigo da família, dar graças pelo seu regresso; irei amanhã de manhã, e peço a você que me espere para ir comigo.
Saudades da Velha mana, Rita”.
Não vejo necessidade disso, mas respondi que sim.
10 de janeiro
Fomos ao cemitério. Rita, apesar da alegria do motivo, não pôde reter algumas velhas lágrimas de saudade pelo marido que lá está no jazigo, com meu pai e minha mãe. Ela ainda agora o ama, como no dia em que o perdeu, lá se vão tantos anos. No caixão do defunto mandou guardar um molho dos seus cabelos, então pretos, enquanto os mais deles ficaram a embranquecer cá fora.
Não é feio o nosso jazigo; podia ser um pouco mais simples, — a inscrição e uma cruz — mas o que está é bem feito. Achei-o novo demais, isso sim. Rita fá-lo lavar todos os meses, e isto impede que envelheça. Ora, eu creio que um velho túmulo dá melhor impressão do ofício, se tem as negruras do tempo, que tudo consome. O contrário parece sempre da véspera.
Rita orou diante dele alguns minutos, enquanto eu circulava os olhos pelas sepulturas próximas. Em quase todas havia a mesma antiga súplica da nossa: “Orai por ele! Orai por ela!” Rita me disse depois, em caminho, que é seu costume atender ao pedido das outras, rezando uma prece por todos os que ali estão. Talvez seja a única. A mana é boa criatura, não menos que alegre.
(Machado de Assis, Memorial de Aires)
Dentes fracos e sensíveis? Estudo traça origens na infância
Revisão de pesquisas conduzida na USP revela fatores por trás de dentição opaca e enfraquecida entre crianças
Diferente da cárie, causada por bactérias, a hipomineralização molar incisivo é um defeito de desenvolvimento que resulta na formação de dentes com menor teor de cálcio e fósforo, tornando-os porosos, hipersensíveis a estímulos térmicos e mecânicos e suscetíveis a fraturas. Estimativas indicam que uma em cada cinco crianças pode ser afetada, com o problema crescendo nas últimas décadas. Embora estudos recentes tenham identificado associações relevantes, como doenças e episódios frequentes de febre na primeira infância, exposição a poluentes ambientais, uso de álcool durante a gestação e dificuldades no parto que resultam em hipóxia, as causas moleculares do problema ainda são desconhecidas, e faltam tratamentos específicos.
Para reunir o máximo de evidências sobre os fatores determinantes da hipomineralização molar incisivo (MIH, na sigla em inglês), pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP) realizaram uma abrangente revisão de estudos publicada na revista científica Monographs in Oral Science.
“A hipomineralização resulta de uma deficiência mineral no esmalte do dente, devido a um problema que ocorre entre a gestação e os primeiros três anos de vida, e tem se tornado cada vez mais comum na prática clínica, o que destaca a urgência de intervenções precoces”, explica Francisco Wanderley Garcia de Paula-Silva, professor da Forp-USP e coordenador do trabalho. “Atualmente, muitos tratamentos falham devido à estrutura comprometida do esmalte, resultando em um elevado número de trocas de restaurações ao longo da vida das crianças.”
https://veja.abril.com.br/saude/dentes-fracos-e-sensiveis-estuda-traca-origens-na-infancia
Cálice
Gilberto Gil
Chico Buarque
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
(...)
Assinale a alternativa correta quanto ao uso do pronome oblíquo na substituição do termo destacado.
“Se alguém o convidar para a reunido, avise-me imediatamente, pois não lhe compete tomar decisões sem o meu consentimento.”
Acerca do emprego dos pronomes em destaque no período, avalie:
I. “Se” atua como pronome obliquo, indicando reflexividade do sujeito.
II. “o” refere-se ao interlocutor, desempenhando a função de objeto direto.
III. “lhe” funciona como pronome obliquo, desempenhando a função de objeto indireto.
IV. “me” atua como pronome reto, exercendo a função de sujeito.
Assinale a alternativa correta:
O pronome sublinhado refere-se, no contexto, ao ter
I- Os termos em destaque são recursos de coesão referencial e retomam “irmãos”.
II- Os termos em destaque são recursos anafóricos, que retomam o termo “irmãos”, dito posteriormente.
III- Os termos em destaque são recursos de coesão por recorrência e se classificam como pronomes pessoais do caso reto.
IV- Os termos em destaque são recursos de coesão referencial anafóricos e são classificados em pronomes pessoais do caso oblíquo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A ativista paquistanesa Malala Yousafzai é (1) mundialmente conhecida por lutar pelo direito das mulheres de estudarem, assim como por ter sobrevivido a um atentado promovido pelo Talibã, organização fundamentalista que dominava e liderava a região do Vale Swat, no Paquistão, que é bastante conservadora.
(2) Hoje, Malala vive na Inglaterra e é uma mulher (3) casada. Ela nasceu em 12 de julho de 1997, na cidade de Mingora, no Vale de Swat. O sustento de sua família, que tinha uma origem bem simples, vinha da escola fundada por seu pai, que foi quem incentivou que ela, ainda criança, entendesse a importância dos estudos.
Em 2008, o líder talibã exigiu que as escolas paquistanesas interrompessem as aulas para as meninas, o que fez com que Malala criasse o blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, no qual publicava textos sobre seu amor pelos estudos e as dificuldades de ser uma menina e estudante no Paquistão. O blog, no entanto, era escrito sob um pseudônimo, mas em poucos meses sua identidade acabou sendo revelada, o que a tornou (4) famosa em todo o mundo. Malala concedia entrevistas para diversos jornais, o que atraiu a fúria dos talibãs, que a consideravam uma ameaça contra o Islã.
O ataque contra Malala aconteceu em outubro de 2012, quando ela estava em um ônibus que a levava para casa, junto a outras meninas, após um dia na escola. Na época, ela tinha 15 anos de idade, e acabou sendo baleada na cabeça, o que chocou o Paquistão e o mundo. Para se tratar, Malala foi retirada do país com sua família e levada ao Reino Unido. Após o período de recuperação, ela voltou a frequentar a escola, dessa vez na Inglaterra, e se formou. Exatos cinco anos após o atentado contra a sua vida, Malala ingressou na faculdade.
Fonte: Educa Mais Brasil. Adaptado.
Com relação à colocação pronominal, assinalar a alternativa que preenche as lacunas CORRETAMENTE.
_________ de um conto que ouvi há muito, quando eu era criança. Contei para meu irmão, e a história não ________ como imaginei.
“− Não entendo por que tenho que (........) neste lugar para provar que ainda estou vivinho em folha! − Porque depois que vi no seu cadastro a sua idade e a sua aposentadoria, confesso que me assustei tentando entender como você consegue sobreviver com o salário que o INSS (........) paga, mensalmente.”
A alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas entre parênteses é:
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
À Beira-Mar
Por que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.
Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.
Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.
— Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.
O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral.
— Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros.
O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:
— Deixa eu jogar neles.
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:
— Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.
O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.
— Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?
— O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.
Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”
Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo [...]
Alternativas:
Ela não _______ tudo sobre a viagem, mas ______ ter sentido muita falta de casa. Alguns _______ umas dicas que ela ignorou.
Texto 03

Disponível em: https://br.pinterest.com/aline20020543/publicidade-e-propaganda/. Acesso em: 18 fev. 2025. (Adaptado)
I- O verbo “faz” se refere à máquina anunciada. II- O verbo “pergunta” se refere à máquina anunciada. III- O verbo “darão” é uma ação que se refere a filhos. IV- O pronome oblíquo “lhe” faz referência às mães. V- O pronome “lhe” é complemento indireto de “darão”.
Estão CORRETAS as afirmativas