Questões de Concurso Sobre pronomes pessoais oblíquos em português

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Q3864448 Português
A noção de oralidade e escrita como práticas sociais distintas, mas complementares, implica que o ensino de Português deve abordar as especificidades de cada modalidade, reconhecendo que a oralidade não é meramente uma versão falada da escrita, possuindo gêneros, estratégias e estruturas próprias que devem ser desenvolvidas de forma sistemática em sala de aula, mas sem a interferência de gêneros escritos para não contaminar a espontaneidade.
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Q3861213 Português
Leia para responder às questões. 

O sistema gastrointestinal desempenha papel essencial na digestão e absorção de nutrientes, mas enfrenta riscos diários devido a hábitos alimentares inadequados e estresse. Doenças como dispepsia, refluxo gastroesofágico e gastroparesia afetam milhões de pessoas, especialmente adultos com diabetes ou hipertensão, causando dor abdominal superior, inchaço pós-refeição e desconforto que piora à tarde ou após as refeições. Prevenir esses problemas exige atenção a sinais leves, como dor epigástrica aliviada pelo jejum, promovendo uma vida saudável e produtiva.


Cuidados Alimentares

Adote uma dieta equilibrada, com refeições menores e frequentes, evitando alimentos gordurosos, picantes ou ácidos que agravam a dispepsia. Consuma fibras de frutas, vegetais e grãos integrais para regular o trânsito intestinal e prevenir constipação, que pode intensificar dores abdominais. Hidrate-se bem e evite jejuns prolongados, priorizando o controle glicêmico em diabéticos para reduzir riscos de gastroparesia.


Hábitos Diários

Mastigue devagar e evite deitar logo após comer, permitindo que o estômago esvazie adequadamente e minimizando refluxo. Pratique exercícios moderados, como caminhadas pós-prandiais, para estimular a motilidade gastrointestinal sem sobrecarga. Reduza o estresse com técnicas de relaxamento, pois ele exacerba sintomas funcionais como plenitude epigástrica.


Consulta e Medicamentos

Monitore sintomas persistentes, como dor leve diária, e consulte um médico para avaliação, especialmente se em uso de antidiabéticos, anti-hipertensivos ou aspirina. Evite automedicação com inibidores de bomba de prótons sem orientação, optando por ajustes personalizados. Exames como endoscopia ajudam a descartar úlceras, garantindo prevenção precoce de complicações graves.
A coesão textual garante a retomada de ideias para evitar repetições. No trecho "Reduza o estresse com técnicas de relaxamento, pois ele exacerba sintomas funcionais...", o pronome pessoal destacado atua como elemento anafórico, retomando o termo:
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Q3724315 Português

Textos de referência para responder à questão proposta.

 

Texto 01

 

Por que é hora de democratizar a CNH no Brasil?

Renan Filho

Ministro dos Transportes

 

A proposta do Ministério dos Transportes para ampliar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação parte de uma realidade alarmante: 20 milhões de brasileiros dirigem sem a CNH. O dado da pesquisa Perfil do Condutor Brasileiro, do Instituto Nexus, revela o que se tornou evidente: o atual modelo de formação de condutores é caro, burocrático e excludente.

[...]

A percepção geral é de que o serviço não entrega o que cobra: 66% acham o valor injustificável, e 69% defendem reformas para reduzir custos e burocracia. Para 60% da população, tornar a autoescola opcional, como já ocorre em muitos países, é o caminho certo. Os efeitos do modelo atual comprometem diretamente a segurança no trânsito. Motos já representam 42% da frota nacional, chegando a 60% no Maranhão, onde mais de 70% dos proprietários de motos não têm habilitação: são mais de 1 milhão de pessoas apenas neste estado!

[...]

A modernização proposta não compromete a segurança no trânsito. Ao contrário, busca aprimorá-la por meio da inclusão e formalização dos condutores. Hoje, é por meio das provas teóricas e práticas aplicadas pelos Detrans que se avalia a aptidão dos candidatos à CNH. Esse modelo de avaliação continuará. O que muda é a forma como o cidadão poderá se preparar de forma teórica e prática: nas autoescolas, por meio de ensino a distância ou com plataforma digital disponibilizada pela Senatran e instrutores independentes devidamente preparados e credenciados pelos Detrans.

[...]

Democratizar a CNH é enfrentar uma exclusão estrutural com responsabilidade. É reduzir desigualdades, ampliar oportunidades e salvar vidas nas ruas e estradas do país.

 

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/08/porque-e-hora-de-democratizar-a-cnh-no-brasil.shtmlAceso em: 23 ago. 2025. Com adaptações

 

 

  

Texto 02

Demagogia ao volante

Ministro quer acabar com obrigatoriedade de treinamento prévio para tirar habilitação

 

O Ministério dos Transportes pretende acabar com a obrigatoriedade de aulas de condução nas chamadas autoescolas para quem deseja obter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) das categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). O objetivo seria “democratizar” o acesso à carteira de motorista, segundo informou o ministro Renan Filho.

Em princípio, é sempre bem-vinda qualquer medida tendente a eliminar intermediários compulsórios nas relações sociais mais corriqueiras. O cartorialismo é uma das faces mais antigas e renitentes do nosso atraso.

[...]

A alegação de que países como Inglaterra e Japão dispensaram esse treinamento prévio para conceder habilitação não serve como argumento. [...]

A diferença, óbvia, é que o Brasil tem fiscalização frouxa, incapaz de tirar das ruas os motoristas inabilitados ou despreparados. É lícito imaginar que sem a obrigatoriedade de treinamento profissional prévio, por pior que seja, haverá ainda mais acidentes.

De fato, há toda uma indústria montada em torno da emissão de licença para dirigir, o que encarece o processo e, não raro, resulta em corrupção. Mas nada disso muda o fato de que é preciso exigir dos candidatos a motorista ou motociclista que tenham preparo mínimo, com conhecimento das regras de trânsito e de manejo do veículo, para serem habilitados.

 

Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/demagogia-aovolante/Acesso em: 24 ago. 2025. Com adaptações.

“O dado da pesquisa Perfil do Condutor Brasileiro, do Instituto Nexus, revela o que se tornou evidente:”


Nessa frase, as palavras “o” e “que” são, respectivamente, 

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Q3551440 Português
Filme A Baleia (2022, Darren Aronofsky)

        Inicio este meu texto sobre o filme “A Baleia” (The Whale, 2022) direcionando as luzes das ribaltas diretamente para o diretor Darren Aronofsky e sua coragem em dirigir mais um drama da sua filmografia peculiar, muitas vezes capaz de nos fazer pensar por dias sobre, quase sempre boquiaberto ao final da história e com uma lição de vida, neste drama uma doença crônica tão presente na vida humana do século XXI: a obesidade mórbida.
    
        Charlie é o protagonista de “A Baleia”, personagem interpretado de maneira descomunal, visceral pelo até então ausente ator, Brendan Fraser. Este ressurge ao cinema de forma triunfal e irreconhecível, outro profissional que merece quase que todo o mérito pelo sucesso desta perene obra da sétima arte, e porque não um soco no estômago para conscientizar dramaticamente o mundo sobre a obesidade.

        Utilizando-me da figura de linguagem metafórica, Moby Dick sobrevive encalhado; à sua volta espalha-se uma abundante opção de alimentos calóricos, cercando-o à distância de um braço. O corpulento se move raramente, quando o faz – no caso de necessidade – é via movimentos parcos, sofríveis, devido à incapacidade de força física para sustentar a adiposidade crescente; tudo isso sob o teto de seu habitat escuro, limitado a quatro paredes.

        A figura de linguagem utilizada no parágrafo acima deste, nada mais é do que uma alegoria do decadente cenário em que se passa o filme e do moribundo personagem que se encontra afundado em seu sofá, vezes comendo, outras ministrando aulas de inglês à distância, comunicada aos seus alunos via áudio com a ausência proposital da câmera do notebook.

        O filme já nos dá as boas-vindas com o impacto lastimável de Charlie se masturbando ao assistir a uma cena de pornô gay, interrompida por um gemido confuso de prazer misturado a dor, mas que pela mão ao peito a última opção seja a mais provável. Na continuação da cena anterior, rapidamente Charlie retira um texto de uma pasta e começa a lê-lo, logo o segundo personagem bate à porta e entra em cena, trata-se do jovem missionário Thomas (Ty Simpkins), este é encarregado a dar continuidade à leitura do texto capaz de acalmar o angustiante coração do protagonista.

        Uma vez ou outra Charlie recebe a visita de sua única amiga – e enfermeira -, Liz (Hong Chau). As visitas de Liz resultam quase sempre no monitoramento da pressão de Charlie, mas apesar de todo o cuidado dedicado ao recluso amigo, há um paradoxo quanto a isso, pois ela abre mão de dar a ele alimentos nada saudáveis como um pote imenso de frango frito, cena esta que ao ver causa um certo desespero, um passo largo rumo ao precipício.

        A fotografia escura de Matthew Libatique ajuda a captar com potência a atmosfera enfadonha do ambiente em que a história é narrada. É triste de ver a rotina sofrível do protagonista. A lente do diretor Darren Aronofsky capta com perfeição ângulos impactantes da obesidade mórbida do protagonista, neste ponto vale parabenizar também o trabalho da equipe de maquiagem.

        É angustiante ver os passos de Charlie sustentado em seu andador, situações simples de mobilidade tornam-se complexas para ele, o esforço no breve movimento de agachar para pegar uma chave que caiu no chão torna-se impossível, dói de ver. As adaptações instaladas sobre a cama para ajudá-lo a se deitar antecipa em nós o sofrimento dele, uma luta diária.

        Brendan Fraser deixa transbordar em seus olhos a dor existente na alma do personagem. De dor o ator entende, ele passou anos mergulhado em diversos problemas pessoais como cirurgias, divórcio, exploração midiática, morte familiar traumática e uma depressão que o fez se afastar por anos da indústria cinematográfica.

        De volta ao drama do filme, o passado de Fraser é confrontado nas visitas de sua filha, a jovem rebelde Ellie (Sadie Sink), esta possui um certo desprezo pelas atitudes passadas do pai, a relação dos dois não é nada amistosa, isso do lado da garota; ela o maltrata e o humilha, é a maneira que ela encontra para descontar tudo o que ele fez a ela e à mãe, abandono e traição são tatuagens marcadas para sempre na vida de Ellie.

        A forma ríspida da menina sobra até para o garoto Thomas, este chega à casa para tentar levar a palavra do Senhor Jesus Cristo e acaba que ninguém está interessado em ouvir o que ele tem a trazer de luz espiritual àquela casa tão escura e de ínfima luz. A pouca fé de todos se dilui por situações do passado, como é o caso da enfermeira Liz, o trauma dela é quanto à imposição dos pais adotivos para que ela frequentasse a igreja Nova Vida, por coincidência a mesma do missionário, e que também traumatizou a vida de Charlie.

        Assim que entra em cena a reserva em dinheiro (herança) de Charlie e a sua ex-esposa, Mary (Samantha Morton), as verdades são reveladas e os diálogos entre os personagens se tornam calorosos e cheios de ressentimentos, a intensidade das discussões se dá entre todos, aqui é possível perceber que quando o dinheiro aparece, os interessados se transformam, neste momento quem mais sofre é Charlie e, inevitavelmente, nos juntamos ao sofrimento dele nos momentos finais do filme.

        A cena de compulsão alimentar de Charlie é aterrorizante, um prelúdio para o que virá, junto ao momento em que ele decide liberar a câmera e revelar a sua imagem aos alunos. Antes desta cena, o estopim para a atitude de revelar a sua identidade foi aceso na última tentativa de Thomas em ajudá-lo, quando ele mostra uma passagem bíblica. Adiante, as dores no peito se intensificam e o último encontro entre pai e filha revela o significado da redação sobre Moby Dick escrita por ela, na oitava série. Você vai no mínimo marejar os olhos quando ver o último esforço do gigante Charlie.

        O filme “A Baleia” (The Whale) insere na trama uma doença crônica que afeta milhões de crianças, jovens e adultos pelo mundo; existem pessoas sendo irresponsáveis ao romantizar a obesidade, há até influenciadora digital que o faça. O estímulo não deve ser à autoaceitação, mas sim à mudança de vida, construir um hábito saudável através de uma alimentação balanceada, da prática de exercícios físicos e, se possível, até na busca por ajuda psicológica.

        Darren Aronofsky não titubeia ao retratar a obesidade sem fantasias, não pensa em agradar a hipocrisia do politicamente correto. Por aí é possível ver pessoas escrevendo e falando que “A Baleia” é um filme gordofóbico, preconceituoso, devido ao seu título e como são mostrados os perigos mortais que a obesidade pode trazer à vida. Chego a ser redundante quanto às precauções. Este longa-metragem é um alerta audiovisual para que as pessoas cuidem da saúde.

        Um assunto tão sério deve sim ser demonstrado para chocar, para fazer as pessoas tirarem a bunda do sofá e a cara da tela do smartphone e se exercitar. A Baleia é até um eufemismo diante dos malefícios que a obesidade mórbida traz à saúde. Repito aqui, a qualidade do filme é avassaladora, ainda mais com a irretocável atuação do renascido ator Brendan Fraser caracterizado sob a impactante maquiagem.

Disponível em https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-a-baleia-2022/. Adaptado. Acessado em 06.maio.2024. 
No período “O corpulento se move raramente, quando o faz – no caso de necessidade – é via movimentos parcos, sofríveis...”, extraído do Texto, o termo destacado exerce função gramatical de
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Q3546717 Português
   Na longa e inconclusiva busca de equilíbrio entre liberdade e segurança, o comunitarismo ficou firme ao lado da última. Também aceitou que os dois valores humanos ambicionados estio em oposição, e que não se pode querer mais de um sem renunciar a um tanto, talvez grande parte, do outro. Uma possibilidade que os comunitários não admitem é que a ampliação e o enraizamento da liberdade humana podem aumentar a segurança, que a liberdade e a segurança podem crescer juntas, e menos ainda que cada uma só pode crescer em conjunto com a outra.

   A imagem da comunidade é a de uma ilha de tranquilidade caseira e agradável num mar de turbulência e hostilidade. Ela tenta e seduz, levando os admiradores a impedir-se de examina-la muito de perto, pois a eventualidade de comandar as ondas e domar os mares já foi retirada da agenda como uma proposição tanto suspeita quanto irrealista. Ser o único abrigo da a essa visão da comunidade um valor adicional, e esse valor continua a crescer à medida que a bolsa onde se negociam outros valores da vida se torna cada vez mais caprichosa e imprevisível  

Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir. 


No segundo parágrafo, as formas pronominais “Ela” e “la”, em “examiná-la”, referem-se, em uma sequência lógica, ao mesmo termo: “comunidade”.  

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Q3542766 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.


Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o pronome “os”, em “os cerca” (final do terceiro parágrafo), fosse empregado em posição enclítica, da seguinte forma: cerca-os. 

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Q3468602 Português
Leia a tira para responder à questão.


Q31_34.png (665×241)


(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 16.04.2025)
A habilidade EF06LP12 do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019) prevê que os alunos utilizem, “ao produzir textos em diferentes gêneros, recursos de coesão referencial (nomes e pronomes)”. Com base nessa informação, os alunos devem reconhecer que, na frase “Chegou a carta que eu escrevi a mim mesmo!”, os termos destacados expressam sentido de
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Q3457946 Português

Quanto mais difícil, melhor


    Assim como os historiadores, bibliotecários e arquivistas, vivo profissionalmente às voltas com livros centenários, documentos antigos e recortes amarelados. Isso significa coabitar com poeira, mofo e populações inteiras de fungos. O problema é que sou alérgico a bolor e sofro as consequências do manuseio dessas relíquias. Um amigo me perguntou se uso máscara para trabalhar. Respondi: “Não. Uso espirro. A cada espirro voam várias gerações de fungos”.


    A incompatibilidade entre certas condições físicas e a profissão de seus portadores pode ser dramática. Minha amiga, a feminista Rose Marie Muraro, nascida quase cega, precisava usar óculos muito grossos e lupa para conseguir ler. E qual era sua profissão? Leitora da Editora Vozes. Portinari, para muitos o maior pintor brasileiro, era alérgico a certas tintas. Morreu em 1962, envenenado por elas, depois de 40 anos de trabalho. E Garrincha, cujos dribles você sabe, tinha uma perna para dentro e outra para fora, como dois parênteses lado a lado: )).


    Beethoven era surdo, o que, pelo visto, não lhe fazia diferença. Django Reinhardt, imortal guitarrista do jazz, tinha dois dedos paralisados na mão esquerda. E a Harold Lloyd, um dos grandes da comédia no cinema mudo americano, faltavam dois na direita — e foi sem eles que escalou um edifício em Nova York em seu filme “O Homem-Mosca” (1923), fazendo ele próprio quase todas as cenas.
    John Wayne, Humphrey Bogart, James Stewart, Frank Sinatra, Bing Crosby, Fred Astaire, Gene Kelly, Henry Fonda e Sean Connery tinham algo em comum: eram carecas. Não que haja problema nisso (e eu mesmo já posso tecnicamente ser chamado de), mas, na velha Hollywood, Ava Gardner, Grace Kelly e Raquel Welch nunca poderiam ser beijadas por carecas, ainda que galãs. Sem problema — as perucas eram tão perfeitas que ninguém notava.
    

        Este artigo deve me custar uns cinco espirros.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/ 2023/12/quanto-mais-dificilmelhor.shtml?pwgt=kye73frks3762ppiv3c8ms8a gtyutnr6i2zmqyam6pqtcz5u&utm_source=whats app&utm_medium=social&utm_campaign=comp wagift. Acesso em: 20 dez. 2023.Adaptado.
Releia o parágrafo abaixo:

    Beethoven era surdo, o que, pelo visto, não lhe fazia diferença. Django Reinhardt, imortal guitarrista do jazz, tinha dois dedos paralisados na mão esquerda. E a Harold Lloyd, um dos grandes da comédia no cinema mudo americano, faltavam dois na direita — e foi sem eles que escalou um edifício em Nova York em seu filme “O Homem-Mosca” (1923), fazendo ele próprio quase todas as cenas.

Numere os parênteses conforme a nomenclatura de cada pronome

1. “o”                   
2. “que”               
3. “lhe”              
4. “eles”            
5. “seu”              
6. “todas”     

() possessivo
() indefinido 
() relativo
() pessoal oblíquo tônico
() demonstrativo
() pessoal oblíquo átono
       A ordem correta é
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Q3437701 Português
Contador é achado morto pela família, com ferimentos no rosto e peito,
em casa de alto padrão em SP; Polícia investiga homicídio

        Um contador foi encontrado morto pela família, na manhã de quinta‑feira (16), na casa de alto padrão onde ele morava, na Zona Norte de São Paulo. Leandro Trusko Machado foi achado no corredor da residência, com ferimentos no rosto e no peito. A suspeita é de que ele tenha sido baleado. Aparentemente nenhum pertence da vítima foi levado.

        A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como homicídio no 13º Distrito Policial (DP), Casa Verde. A investigação será feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a última atualização desta reportagem nenhum suspeito pelo crime havia sido identificado ou preso. A arma do crime não foi encontrada, mas havia marca de disparo numa parede.

        Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), como os parentes de Leandro contaram à polícia, resolveram ir até o imóvel depois que o contador parou de responder as mensagens. Ele foi encontrado pela mãe e pelo irmão. Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.

        A investigação irá buscar câmeras do imóvel e da vizinhança, que possam ter gravado a entrada e saída de algum suspeito do assassinato de Leandro. A residência dele fica na Rua Locarno, no bairro Jardim Leonor Mendes de Barro. Em princípio, o sistema de segurança da casa estaria desligado no momento do crime em razão da falta de energia na região.

       “Foi solicitada perícia ao local, bem como exames necroscópico, toxicológico, sexológico e de material genético. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos”, informa trecho da nota divulgada pela pasta da Segurança, por meio de sua assessoria de imprensa.

        O celular da vítima foi apreendido para análise. O DHPP também ouvirá os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas.

        Vizinhos contaram aos policiais que viram ao menos dois homens suspeitos passando pelo local num carro Hyundai HB20. De acordo com eles, a dupla havia entrado num terreno vizinho à casa de Leandro e o veículo tinha se envolvido num acidente numa rua próxima.

        A reportagem não conseguiu localizar parentes de Leandro para comentar o assunto.

Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir. 


Em “Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.”, na forma “dele”, o pronome refere‑se ao corpo de bombeiros do qual se fala logo antes.

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Q3415758 Português
Versões


Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido. Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, casado com a Doralice… Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz — aliás, o nome do bar é Imaginário —, sentou um cara do meu lado direito e se apresentou: — Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo. E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.
— Por quê? Sua vida não foi melhor do que a minha?
— Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei à seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia…
— Eu sei, eu sei… — disse alguém sentado ao lado dele. Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:
— Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.
— Como é que você sabe?
— Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei… Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Se não tivesse ido nos pès do atacante…
— Ele chutaria para fora.
Quem falou foi o outro sósia nosso, que em seguida se apresentou.
— Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. Embarquei com festa no Rio…
— E o que aconteceu? — perguntamos os três em uníssono.
— Lembra aquele avião da Varig que caiu na chegada em Paris?
— Você…
— Morri com 28 anos. Bem que tínhamos notado sua palidez.
— Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo…
— E ter levado o chute na cabeça…
— Foi melhor — continuou — ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…
— Você deve estar brincando. — disse alguém sentado à minha esquerda. Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.
— Quem é você?
— Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.
Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.
— Quem é você? — perguntei.
— Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.
— E...? Ele não respondeu. Só fez um sinal com o dedão virado para baixo.


VERISSIMO, L. F. (Adaptado). Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz — aliás, o nome do bar é Imaginário —, sentou um cara do meu lado direito e se apresentou: — Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.

As palavras em destaque no excerto apresentado são, respectivamente, pronomes dos tipos:
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Q3381670 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O zelador do labirinto

   Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.

    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.

   Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

   — Como sair?

   — A saída! Onde fica a saída?

   — É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

   Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!

   Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

   — Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...

   — Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.

  Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?

  O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?

   A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A palavra “aquilo”, que ocorre em Aquilo era terrível.”, classifica-se gramaticalmente como:
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Q3381038 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
(Mario Quintana)
Na linha 4, a palavra “mim” é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2024 - UEFS - Técnico em Enfermagem |
Q3349434 Português
As revelações de nova pesquisa sobre condições do planeta Urano

Até pouco tempo atrás, os cientistas acreditavam que o planeta Urano e suas cinco maiores luas eram mundos completamente estéreis, sem possibilidade de vida.

Agora, eles descobriram que as luas do gigante gelado podem ter oceanos e até ser capazes de sustentar vida, dizem os cientistas.

Muito do que sabemos sobre elas foi coletado pela nave espacial Voyager 2 da Nasa, que visitou o planeta há muitos anos.

Uma nova análise dos mesmos dados mostra que a visita da Voyager coincidiu com uma poderosa tempestade solar, o que levou a uma ideia enganosa de como o sistema uraniano realmente é.

Urano é um planeta nos confins do sistema solar composto por um núcleo rochoso cercado por gelo.

É um dos planetas mais frios, e inclinado para o lado em comparação com outros planetas — o que também o torna um dos planetas mais estranhos.

Cientistas tiveram a chance de analisar Urano com mais detalhes pela primeira vez em 1986, quando a Voyager 2 passou por ele e tirou fotos sensacionais do planeta e de cinco das suas maiores luas.

Mas o que impressionou os cientistas é que as informações coletadas pela Voyager 2 e enviadas para a Terra mostram que o sistema planetário de Urano, o planeta e suas luas, é ainda mais estranho do que se pensava. 

Os dados coletados pelos instrumentos da nave indicavam que eles eram inativos, diferentemente de outros sistemas planetários. Eles também mostravam que o campo magnético de Urano era estranhamente distorcido — era meio esmagado e empurrado para longe do Sol.

O campo magnético segura quaisquer gases e outros materiais que saiam do planeta e suas luas.

A Voyager 2 não encontrou esses materiais, o que era um indício de que o planeta e suas luas eram inativos e estéreis.

Isso foi uma surpresa, porque nenhum dos outros planetas do sistema solar é assim.

Mas uma nova pesquisa resolveu este mistério de longa data. Ela mostrou que a Voyager 2 passou pelo planeta em um dia ruim.

O estudo mostra que, quando a Voyager passava por Urano, o Sol desencadeava uma tempestade solar que criou um poderoso vento que soprou o material dos planetas para fora do campo magnético.

 "Então, por quarenta anos, tivemos uma visão incorreta de Urano e de suas cinco maiores luas", explica o pesquisador William Dunn, da University College London.

"Esses resultados demonstram que o sistema uraniano é mais emocionante do que se pensava anteriormente", diz Dunn.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy4nd3ewljo.adaptado.
É um dos planetas mais frios, e inclinado para o lado em comparação com outros planetas — o que também "o torna" um dos planetas mais estranhos.
Na expressão destacada, tem-se:
Alternativas
Q3333958 Português

Leia o texto para responder à questão:


Cinco horas da tarde


Recebi agora um bilhete de mana Rita, que aqui vai colado:

9 de janeiro


“Mano,

Só agora me lembrou que faz hoje um ano que você voltou da Europa aposentado. Já é tarde para ir ao cemitério de São João Batista, em visita ao jazigo da família, dar graças pelo seu regresso; irei amanhã de manhã, e peço a você que me espere para ir comigo.

Saudades da Velha mana, Rita”.

Não vejo necessidade disso, mas respondi que sim.


10 de janeiro


     Fomos ao cemitério. Rita, apesar da alegria do motivo, não pôde reter algumas velhas lágrimas de saudade pelo marido que lá está no jazigo, com meu pai e minha mãe. Ela ainda agora o ama, como no dia em que o perdeu, lá se vão tantos anos. No caixão do defunto mandou guardar um molho dos seus cabelos, então pretos, enquanto os mais deles ficaram a embranquecer cá fora.


    Não é feio o nosso jazigo; podia ser um pouco mais simples, — a inscrição e uma cruz — mas o que está é bem feito. Achei-o novo demais, isso sim. Rita fá-lo lavar todos os meses, e isto impede que envelheça. Ora, eu creio que um velho túmulo dá melhor impressão do ofício, se tem as negruras do tempo, que tudo consome. O contrário parece sempre da véspera.


    Rita orou diante dele alguns minutos, enquanto eu circulava os olhos pelas sepulturas próximas. Em quase todas havia a mesma antiga súplica da nossa: “Orai por ele! Orai por ela!” Rita me disse depois, em caminho, que é seu costume atender ao pedido das outras, rezando uma prece por todos os que ali estão. Talvez seja a única. A mana é boa criatura, não menos que alegre.


(Machado de Assis, Memorial de Aires)

Com base no conceito de Prática de Análise Linguística (Currículo Paulista: etapa ensino médio, 2020), quanto ao uso significativo das palavras no texto, identifica-se emprego de termo com função de realce em:
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Q3330801 Português

Dentes fracos e sensíveis? Estudo traça origens na infância 


Revisão de pesquisas conduzida na USP revela fatores por trás de dentição opaca e enfraquecida entre crianças


Diferente da cárie, causada por bactérias, a hipomineralização molar incisivo é um defeito de desenvolvimento que resulta na formação de dentes com menor teor de cálcio e fósforo, tornando-os porosos, hipersensíveis a estímulos térmicos e mecânicos e suscetíveis a fraturas. Estimativas indicam que uma em cada cinco crianças pode ser afetada, com o problema crescendo nas últimas décadas. Embora estudos recentes tenham identificado associações relevantes, como doenças e episódios frequentes de febre na primeira infância, exposição a poluentes ambientais, uso de álcool durante a gestação e dificuldades no parto que resultam em hipóxia, as causas moleculares do problema ainda são desconhecidas, e faltam tratamentos específicos.

Para reunir o máximo de evidências sobre os fatores determinantes da hipomineralização molar incisivo (MIH, na sigla em inglês), pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP) realizaram uma abrangente revisão de estudos publicada na revista científica Monographs in Oral Science. 

“A hipomineralização resulta de uma deficiência mineral no esmalte do dente, devido a um problema que ocorre entre a gestação e os primeiros três anos de vida, e tem se tornado cada vez mais comum na prática clínica, o que destaca a urgência de intervenções precoces”, explica Francisco Wanderley Garcia de Paula-Silva, professor da Forp-USP e coordenador do trabalho. “Atualmente, muitos tratamentos falham devido à estrutura comprometida do esmalte, resultando em um elevado número de trocas de restaurações ao longo da vida das crianças.”


https://veja.abril.com.br/saude/dentes-fracos-e-sensiveis-estuda-traca-origens-na-infancia  

Na frase “... a hipomineralização molar incisivo é um defeito de desenvolvimento que resulta na formação de dentes com menor teor de cálcio e fósforo, tornando-os porosos, hipersensíveis”, o termo grifado pode ser classificado morfológica e sintaticamente como: 
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Q3322399 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Voltou muito cansado. Os campos o levaram para longe. O caroço de tucumã o levara também, aquele caroço que soubera escolher entre muitos no tanque embaixo do chalé. Quando voltou já era bem tarde. A tarde sem chuva em Cachoeira lhe dá um desejo de se embrulhar na rede e ficar sossegado como quem está feliz por esperar a morte. Os campos não voltaram com ele, nem as nuvens nem os passarinhos e os desejos de Alfredo caíram pelo campo como borboletas mortas. Mais para longe já eram os campos queimados, a terra preta do fogo e os gaviões caçavam no ar os passarinhos tontos. E a tarde parecia inocente, diluída num sossego humilde e descia sobre os campos queimados como se os consolasse. Voltava donde começavam os campos escuros. Indagava por que os campos de Cachoeira não eram campos cheios de flores, como aqueles campos de uma fotografia de revista que seu pai guardava. Ouvira Major Alberto dizer à D. Amélia: campos da Holanda. Chama-se a isso prados.


    Alfredo estava cansado, mais cansado ainda talvez porque perdera o caroço de tucumã no princípio dos campos queimados. O caroço saltara da mão e se escondeu num buraco de terra. Então não podia compreender, nem mesmo fazia grande esforço para isso, porque era que voltava mais fatigado, como que trazendo nos ombros a própria noite para o chalé.


(JURANDIR, Dalcídio. Chove nos Campos de Cachoeira. Ciclo do Extremo-Norte, Romance I. 8 ed. Bragança: Pará.grafo Editora, 2019, p. 23)

Qual a função morfossintática do vocábulo destacado no excerto: “Os campos o levaram para longe”?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Unoesc Órgão: Prefeitura de Maravilha - SC Provas: Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Enfermeiro | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Fonoaudiólogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Médico EMAD | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Odontólogo Saúde da Família | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Pedagogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Anos Iniciais | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Arte | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Ciências | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Atletismo e Paradesporto | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futebol de Campo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futsal Feminino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Ginástica Rítmica | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Handebol Feminino e Masculino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Taekwondo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Tênis de Mesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Voleibol | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Especial | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Física | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Infantil | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Geografia | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor História | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Inglês | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Língua Portuguesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Matemática |
Q3320529 Português
Inteligência artificial, o Prêmio Nobel e a soberania brasileira


    Em 2024, os prêmios Nobel de Física (John Hopfield, da Universidade de Princeton, EUA)e o de Química (Geoffrey Hinton, da Universidade de Toronto, Canadá), destacaram o papel crescente da inteligência artificial (IA) em diversas áreas do conhecimento.

    Fato é que a ficção científica sempre expandiu os limites da nossa imaginação. Hoje, a IA, que foi apresentada ao grande público em filmes como "Eu, Robô" e "Her", já faz parte do nosso cotidiano, desde a otimização de cidades até diagnósticos médicos. À medida que a tecnologia avança, a fronteira entre ficção e realidade se torna mais tênue, levando-nos a refletir sobre o futuro que desejamos.

    Sua contribuição à física e ao estudo de sistemas complexos ajudou a moldar os fundamentos teóricos que permitiram o avanço das redes neurais e da IA moderna. Desenvolveu a rede de Hopfield, uma IA inspirada no cérebro humano, capaz de armazenar e recuperar memórias, mesmo com informações incompletas ou distorcidas [...] Seu trabalho serviu de base para GeoffreyHinton, que criou a máquina de Boltzmann, uma rede que usa conceitos de física estatística.

    Por que isso é relevante? Esses avanços são fundamentais para o desenvolvimento de modelos de IA, como o ChatGPT, que está transformando nossa forma de interagir com a tecnologia. Esses modelos foram construídos com base em conceitos de energia e probabilidade, essenciais na física para descrever sistemas complexos. Assim, fica claro porque o prêmio de física reconheceu um trabalho tão fundamental para a humanidade.

    Mas o que [...] esses prêmios têm a ver com inteligência artificial? Hassabis e Jumper desenvolveram o AlphaFold, uma IA que usa redes neurais profundas, [...] para prever estruturas de proteínas com alta precisão, revolucionando áreas como o design de medicamentos. [...] Em2021, a DeepMind liberou gratuitamente o código do AlphaFold e os dados para treinar o modelo, promovendo a ciência aberta e o progresso social, além de destacar a importância dos softwares livres.

    Onde o Brasil se encaixa nisso tudo? A IA é fundamental para a soberania do país, impulsionando a independência tecnológica em setores como defesa e agricultura. Com centros como o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), a COPPE/UFRJeoC4IA/USP, o Brasil tem potencial. Porém, para competir globalmente, é essencial investir em infraestrutura e capacitação, como prevê o Plano Brasileiro de IA (PBIA). A questão é: o Brasil tem um projeto sólido para de fato competir nesse campo?



(Folha de SP, Fábio Santos é engenheiro, professor e pesquisador no Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ. https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ciencia-fundamental/2024/10/inteligencia-artificial-o-premio-nobel-e-a-soberania-brasileira.shtml acesso em 29/out/2024, adaptado especialmente para essa prova)
Assinale a alternativa em que o termo em destaque é um pronome.
Alternativas
Q3307775 Português

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO


SONETO DE FIDELIDADE


De tudo, ao meu amor serei atento

antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:

Grupo Artístico e Cultural, 1986).


Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema. 

No verso "Eu possa me dizer do amor (que tive)": 
Alternativas
Q3303062 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
A passagem destacada em negrito em – Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado... – está reescrita de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3302070 Português
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta

Cálice

Gilberto Gil
Chico Buarque

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
(...)
Alternativas
Respostas
181: E
182: A
183: C
184: B
185: C
186: E
187: D
188: A
189: E
190: E
191: E
192: C
193: A
194: B
195: D
196: D
197: C
198: B
199: B
200: D