Questões de Concurso
Sobre problemas da língua culta em português
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A partir do excerto acima, foi realizada uma reescrita com o objetivo do uso do pronome em consonância com a norma culta da língua escrita formal. Dessa forma, assinale a ÚNICA alternativa que atende a esse critério:
A observação adequada sobre uma dessas repetições é:
A frase abaixo que NÃO mostra nenhum tipo de redundância é:
Leia os Textos 2 e 3 para responde a questão
Texto 2
Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas¹. Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o. O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"²
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¹Quer dizer: muitas e más.
²Na grande hora psicanalítica, que soa para todos nós, a precisão de linguagem é fundamental.
FERNANDES, Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. 15. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1999. p. 110. [Adaptado].
Texto 3
A fábula é uma narração que se divide em duas partes: a narração propriamente dita, que é um texto figurativo, em que os personagens são animais, seres humanos etc.; e a moral, que é um texto temático, que reitera o significado da narração, indicando a leitura que dela se deve fazer. A fábula é sempre uma história de seres humanos, mesmo quando os personagens são animais.
SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 398. [Adaptado].
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tirasde-armandinho>.
A frase “Mais uma? Por quê?”, empregada na tirinha acima, pode ser reescrita corretamente da seguinte forma:

I. À expressão “não sabem usar corretamente a língua portuguesa”, subjaz uma visão de língua calcada na prescrição e no dialogismo, que desconsidera os contextos de uso.
II. Matérias como essa, publicada pelo g1, acabam por veicular preconceito linguístico ao não se darem conta de que o português no Brasil apresenta um alto grau de diversidade e de variabilidade.
III. O trecho “Não deixem de assistir essa reportagem” apresenta, segundo a prescrição gramatical, um erro de regência, o que revela uma contradição em relação ao que se preconiza como “usar corretamente a língua portuguesa”.
Está INCORRETO o que se afirma em:
Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/comunicacao/cocacola-celebra-a-versao-do-refrigerante-na-garrafa-de-vidro. Acesso em: 18 nov. 2025.
Na frase “Por que Coca-cola de vidro é tão gostosa? Porque é mais difícil de abrir e tudo o que é mais difícil é mais gostoso.”, o uso de “Por que” e “Porque” está correto pois
Há diversas pessoas desabrigadas no bairro Desterro Profundo. Na terça-feira, choveu forte, ocorreram deslizamentos e o vendaval destelhou casas. Quem não têm para onde ir, pode se abrigar provisoriamente no ginásio municipal. Agentes da defesa civil estão distribuindo água, alimentos, cobertores e roupas.
Está INCORRETO o trecho da alternativa:
“— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar. Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:”
Os termos “mas” e “mais” podem ser corretamente classificados da seguinte forma:
Amigos para o bem e para o mal
Vera Iaconelli – Psicanalista
Costumamos dizer que é na hora do perrengue que se conhece um verdadeiro amigo. Ele seria a pessoa que não larga nossa mão quando estamos por baixo. Concordo, desde que se leve em conta o outro lado: amigo suporta, igualmente, estar com a gente quando brilhamos. A amizade só se revela no intercâmbio de posições e em diferentes contextos.
Partimos da constatação freudiana de que não há relação isenta de ambivalência e que o amor e o ódio andam de mãos dadas. É através do amor que superamos nossa tendência a controlar ou destruir o outro por medo de que ele nos controle ou destrua antes. A paranoia diante da alteridade está sempre pronta a ser engatilhada; o amor a desarma.
Ele permite que a inveja dê lugar à admiração, sabendo que a primeira está sempre à espreita. Somos crianças egocêntricas que só aprendemos a dividir os brinquedos com prazer sob a condição de um insight: ser o dono da bola não é tão legal quanto ter alguém com quem jogar.
Inveja, ciúme, competição, raiva... as amizades vêm com a paleta completa de afetos humanos, acirrados pela proximidade, pelo convívio e pela longevidade das relações. O que as torna especiais é que nelas o cuidado, a empatia e a intimidade dão mais prazer do que nossa costumeira mesquinhez. Daí que ver o amigo brilhar, quando não consideramos nosso umbigo o centro do universo, pode ser fonte de um genuíno prazer.
Da mesma forma, vê-lo sofrer é dilacerante (e perdê-lo, impensável). A condição para ser um amigo digno do título é que o sadismo diante do sofrimento alheio não roube a cena. Reitero que não existe aqui nenhuma expectativa de que sejamos seres superiores, livres das limitações humanas, mas que o amadurecimento nos permite reconhecê-las, evitar que transbordem em atos danosos e, acima de tudo, desfrutar do prazer de amar e ser amado pelo outro.
O mesmo critério deveria servir para familiares, conhecidos e colegas. Mas estes têm que galgar muitos degraus para receber o especialíssimo título de amigo. A amizade é contingente e implica trocas íntimas e duradouras nas quais podemos nos fiar, quase sempre. Amigos também comem bola, mas ganham no saldo final e por insistência.
Nossos amigos não precisam ser as melhores pessoas do mundo. Basta que sejam as melhores pessoas do nosso mundo. Isso permite que mesmo os bizarros, os malas sem alça e os perdidos de plantão tenham direito a relações significativas na vida. (Considerando que todos somos um pouco bizarros, malas e perdidos, é bom que haja quem nos aguente.)
[...]
No fim das contas, amigo mesmo é aquele que sobrevive ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sem sadismo nem inveja demais, e com disponibilidade amorosa ao longo da vida.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/2025/10/amigos-para-o-bem-e-para-o-mal.shtml). Acesso em: 22 nov. 2025.