Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3369599 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Quem foi Frida Kahlo e __________ ela é tão famosa?

A artista mexicana começou a pintar após um acidente de ônibus e se tornou uma figura emblemática em todo o mundo.

Magdalena del Carmen Frida Kahlo Calderón nasceu na Cidade do México em 6 de julho de 1907 e se destacou na história por suas obras de arte e sua personalidade intransigente e cores vibrantes.

A vida da artista foi marcada pela dor física. Em 1913, ela contraiu poliomielite e, em 1925, sofre um acidente grave de ônibus. Esse acidente foi decisivo para sua carreira. Um bonde colidiu com o ônibus em que ela estava e, como resultado do impacto, ela teve a pelve perfurada e sofreu várias fraturas: coluna vertebral, clavícula, várias costelas e uma perna. Consequentemente ela ficou incapacitada de fazer muitos movimentos e teve que permanecer imóvel em sua cama para se recuperar. Esse período de repouso a inspirou a pintar: usando um espelho, ela começou a fazer autorretratos.

De acordo com a Secretaria de Educação Pública do México, Kahlo lutou, por meio de seu trabalho e vida cotidiana, para resgatar as raízes da arte popular mexicana. Ela faleceu em 13 de julho de 1954, aos 47 anos, e seu corpo foi velado no Palácio de Belas Artes mexicano.

De acordo com um artigo da Secretaria de Cultura do México, a artista “se tornou uma figura midiática e um emblema reivindicado por diversos movimentos sociais – como o da diversidade sexual, o feminismo e o das pessoas com deficiência – não apenas por seu trabalho artístico, mas também por sua vida intensa, obra e defesa de seus ideais”.

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/05/quem-foi-frida-kahlo-e-por-que-ela-e-tao-famosa. Acesso em: 15 jan. 2025)
O emprego de aspas no último parágrafo do texto ocorre para:
Alternativas
Q3369551 Português
Não nascemos sabendo


Mario Sergio Cortella


Nós, humanos e humanas, somos portadores de um “defeito” natural que acaba por se tornar nossa maior vantagem: não nascemos sabendo!

Por isso, do nascimento ao final da existência individual, aprendemos (e ensinamos) sem parar; o que caracteriza um ser humano é a capacidade de inventar, criar, inovar e isso é resultado do fato de não nascermos já prontos e acabados. Aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

Aqueles entre nós que imaginarem que nada mais precisam aprender ou, pior ainda, não têm mais idade para aprender, estão-se enclausurando dentro de um limite que desumaniza e, ao mesmo tempo, torna frágil a principal habilidade humana: a audácia de escapar daquilo que parece não ter saída. 

A educação é vigorosa quando dá sentido grupal às ações individuais, isto é, quando se coloca a serviço das finalidades e intenções de um grupo ou uma sociedade; uma educação que sirva apenas ao âmbito individual perde impulso na estruturação da vida coletiva, pois, afinal de contas, ser humano é ser junto, e aquilo que aprendemos e ensinamos tem de ter como meta principal tornar a comunidade na qual vivemos mais apta e fortalecida. [...]

Quem não estiver aberto a mudanças e comprometido com questões de novos aprendizados estará fadado ao insucesso profissional e pessoal. Vale sempre lembrar a frase do fictício detetive chinês Charlie Chan: “Mente humana é como paraquedas; funciona melhor aberta”

[...].


Fonte: http://www.abrhba.com.br/artigos/naonascemossabendo.htm. 
Na passagem “Mente humana é como paraquedas; funciona melhor aberta” (último parágrafo), as aspas foram utilizadas:
Alternativas
Q3369240 Português
A raposa e a cegonha


        Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha, com seu bico comprido, mal pôde tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.


       Assim que chegou, a raposa como ganhar dinheiro extra se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: “Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro.”


MORAL DA HISTÓRIA: trate os outros tal como deseja ser tratado.


(https://www.revistaprosaversoearte.com/a-raposa-e-acegonha-uma-extraordinaria-fabula-de-esopo/)
Assinale a alternativa que apresenta os sinais de pontuação presentes no texto acima:
Alternativas
Q3369199 Português

Observe a pontuação da frase:


"Hoje, depois da aula, vamos ao parque."


Qual é a função da vírgula na frase? 

Alternativas
Q3367864 Português
Analise o emprego da pontuação nos enunciados a seguir:

I.Todas as noites, antes de dormir, Holly Wang acessa o DeepSeek para fazer "sessões de terapia.
II.Na China, porém jovens como Holly têm recorrido, à inteligência artificial para algo que normalmente não se espera da computação e dos algoritmos: apoio emocional.
III. Desde escrever relatórios e criar fórmulas no Excel até planejar viagens, praticar exercícios físicos e aprender novas habilidades, os aplicativos de inteligência artificial passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas ao redor do mundo.
Disponível em: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2025/02/15/os-j ovens-chineses-que-fazem-terapia-pelo-deepseek.ghtml - adaptado pa ra esta questão

Quanto à pontuação a(s) alternativa(s) correta(s) é(são): 
Alternativas
Q3366544 Português
O texto a seguir deve ser utilizado para responder a questão.

A ÁGUIA E A CORUJA

    Coruja e Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
    — Basta de guerra, disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
    — Perfeitamente — respondeu a Águia. — Também eu não quero outra coisa.
   — Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes. — Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
    — Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em nenhum outro filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
    — Está feito! concluiu a Águia. Dias depois, andando a caça, a Águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
    — Horríveis bichos! — disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
    Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
    — Quê? — disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste... Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.


(Monteiro Lobato. Fabulas. São Paulo: Brasiliense, 1972, p. 10-11.)
Sobre a pontuação no trecho: “Horríveis bichos! — disse ela.”, analise e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Rolim de Moura - RO Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Motorista de Veículos Pesados | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Borracheiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Braçal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Carpinteiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Costureira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Eletricista de Alta-Baixa Tensão | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Motorista de Veículos Leves | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Máquinas Pesadas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Mecânico de Veículos e Máquinas Pesadas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Coveiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Cozinheira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Eletricista de Veículos | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Eletricista Predial | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Lavadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Minicarregadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Pá Cerregadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Retroescavadeira | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Retroescavadeira PC | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Operador de Trator de Pneu | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Pedreiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Serviços Gerais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Soldador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Vigia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Rolim de Moura - RO - Zelador |
Q3366145 Português
"Que surpresa incrível!" pelo sinal (!) utilizado é uma frase:
Alternativas
Q3365506 Português
No período “que já existia na Europa mas não funcionava aqui no Brasil”, ocorre problema de pontuação que se deve ao fato de não haver
Alternativas
Q3365049 Português
No período “Proporcionando um alto nível de bem‑estar, conseguimos garantir que esses animais sejam saudáveis e, consequentemente, se reproduzam.”, as vírgulas empregadas para isolar a palavra “consequentemente” justificam‑se por
Alternativas
Q3364707 Português
Texto I

Somos Todos Africanos

Sempre que entram em crise, as civilizações começam a olhar para o seu passado buscando inspiração para o futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode significar um salto rumo a um estado superior da hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os paleontólogos e antropólogos que a aventura da hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis, erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens, cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil anos; e para as Américas, há 30 mil anos.

A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas em nosso código genético. Foi na África que o ser humano elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização (processo semelhante ao de um jovem que mostra plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a complexidade social que permitiu o surgimento da linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente em cada um dos seres humanos.

Vejo três eixos principais do espírito da África que podem significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global. O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos espaços africanos, nossos ancestrais entraram em profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da exploração colonialista, os atuais africanos não perderam esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim, vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.

O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra ubuntu, que significa força que conecta a todos formando a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço humano através do conjunto das conexões com a vida, a natureza, os outros e o Divino. (...)

O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos, danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da vida.

Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.


(Leonardo Boff, Jornal do Brasil, 2010 – Adaptado).
“Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.” Justifica-se o uso da vírgula, pois:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2025 - UERJ - Procurador |
Q3364453 Português

TEXTO:





Disponível em:

https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/6181/1/Apostila%20do%20curso%20Linguagem%20Simples%20no%20Setor%20Pu% CC%81blico.pdf. Acesso em: 18 fevereiro de 2025 (adaptado)

A oração subordinada adjetiva pode ou não ser antecedida por vírgula, a depender do tipo de informação que acrescenta a seu antecedente: informação essencial (sem a presença da vírgula – oração subordinada adjetiva restritiva) ou informação complementar (com a presença da vírgula – oração subordinada adjetiva explicativa). O período em que a vírgula está adequadamente empregada antes da oração adjetiva é:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Quadrix Órgão: CORE-BA Prova: Quadrix - 2025 - CORE-BA - Atendente |
Q3364365 Português




Internet: <www.mundoeducacao.uol.com.br> (com adaptações).

Quanto ao emprego de pontuação no texto, assinale a opção cuja reescrita com supressão de vírgula mantém a correção gramatical do trecho original do texto.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Ibest Órgão: CRMV-ES Prova: Ibest - 2025 - CRMV-ES - Advogado |
Q3364098 Português

Texto para a questão.





                                                                                  Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações). 

Acerca da vírgula seguinte ao verbo “fazem” (linha 5), é correto afirmar que
Alternativas
Q3364043 Português





Internet: <www.sebrae.com.br> (com adaptações).

No terceiro parágrafo do texto, sem prejuízo para a correção gramatical dos períodos e para o sentido original do texto, a vírgula poderá ser
Alternativas
Q3363930 Português
TEXTO II


Sofrimento psíquico em policiais civis: uma questão de gênero


Apesar de concebida pelo senso comum como uma instituição predominantemente masculina, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro admite também mulheres entre seus servidores. Em suas atividades diárias, elas relatam enfrentar dificuldades, frustrações e cobranças. Um estudo realizado pelo Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), uma unidade da Fiocruz, questionou 2.746 policiais, dos quais cerca de 19% eram mulheres, e descobriu que elas apresentam mais sofrimento psíquico que seus colegas de trabalho.


"Sofrimento psíquico é um conjunto de condições psicológicas que, apesar de não caracterizar uma doença, gera determinados sinais e sintomas que indicam sofrimento" explica a psicóloga Edinilsa Ramos de Souza, coordenadora do projeto. O problema pode ser causado por diversos fatores, inclusive as condições de trabalho, como falta de instalações adequadas, estresse e falta de preparo para a função. "No dia-a-dia, o policial precisa continuar com o seu trabalho e não pode demonstrar fragilidade", acrescenta. "Isso aumenta o sofrimento e, muita vezes, faz com que o profissional somatize as questões psicológicas em problemas de saúde, como pressão alta, insônia e dores de cabeça".


(Catarina Chagas)
No segmento: "Sofrimento psíquico é um conjunto de condições psicológicas que, apesar de não caracterizar uma doença, gera determinados sinais e sintomas que indicam sofrimento", o emprego das aspas justifica-se por indicar:
Alternativas
Q3363925 Português
TEXTO I

Explicar não é justificar


Os gregos e os romanos aceitavam a escravidão porque não imaginavam que uma sociedade pudesse funcionar sem escravos. Como o filósofo Sêneca, insistiam apenas em que se reconhecessem alguns direitos aos escravos: que fosse, por exemplo, proibido utilizá-los com finalidades sexuais. Estamos na mesma posição quando se trata da pobreza. Estamos convencidos de que uma sociedade justa deve procurar erradicá-la. Mas, como não conseguimos conceber os meios que permitem atingir esse objetivo, aceitamos que uma sociedade comporte grandes bolsões de pobreza. Em contrapartida, não hesitamos em condenar a prática da escravidão.


(Raymond Boudon, O relativismo. Trad. de Edson Bini. São Paulo: Loyola, 2010. p. 41)
Considerando as diretrizes da gramática normativa, faz sentido o seguinte comentário: 
Alternativas
Q3362824 Português
A alternativa ao açaí que pode ajudar a preservar a Mata Atlântica

Muitos caiçaras — povo tradicional de áreas litorâneas de partes das regiões Sul e Sudeste do Brasil — se tornaram palmiteiros, aqueles que viviam da extração do palmito.

Com a ameaça de extinção da palmeira e a evolução da legislação ambiental, a partir dos anos 1980, os palmiteiros deixaram de ser incentivados, pois extração do palmito significa a morte da planta.

Como a juçara é uma importante fonte de alimento para os animais que vivem na floresta, áreas sem a árvore perdem também a diversidade de sua fauna. Por isso, a sua preservação se tornou uma prioridade entre os defensores da Mata Atlântica.

Morador do Vale do Ribeira, Gilberto Ota é um dos ativistas em defesa da juçara. Gilberto conta que seu pai era caiçara da foz do Rio Ribeira de Iguape. A decisão de se considerar palmiteiro é mais política.

"Ao reivindicar a profissão de palmiteiro, dizemos que as gerações anteriores às famílias que hoje vivem da juçara não eram criminosos", diz ele. "Eram pessoas que trabalhavam com o cultivo da palmeira de uma forma diferente da que fazemos hoje."

A conversa vai de temas de agroecologia, vida comunitária em torno da associação que dirige e as possibilidades econômicas da juçara — mais especificamente, de seu fruto. 

O anfitrião só mostra alguma irritação quando é citado o "açaí de juçara". "Plantamos aqui a juçara, açaí é outra palmeira, lá da Amazônia", explica.

A confusão tem sua razão de ser. No Sul e Sudeste do Brasil, o açaí é consumido na forma de um creme doce e gelado, muito diferente da forma tradicional de consumo na Amazônia, em que ele faz parte de pratos salgados.

O creme se tornou tão popular no eixo Rio-São Paulo que açaí se tornou sinônimo da maneira como ele é preparado.

A juçara pode substituir o açaí nesta forma de alimento com a vantagem de ser colhido mais perto do mercado consumidor. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais são os maiores produtores do fruto da Mata Atlântica.

Ao entrar neste mercado, a juçara não compete com o açaí, segundo a pesquisadora Virgínia da Matta, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Os dois se apoiam porque há mercado para a expansão da produção de ambos", afirma.

Para ela, além do crescimento do mercado nacional, existe uma crescente procura no exterior, onde há um conhecimento cada vez maior do fruto e de seus benefícios.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4ekplyd9ro.adaptado.
Ao entrar neste mercado, a juçara não compete com o açaí, segundo a pesquisadora Virgínia da Matta.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3362057 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O lagarto de digestão lenta que foi essencial na criação do Ozempic


É uma pequena criatura, de pele brilhante e escamosa, que vagueia pelos desertos da América do Norte com passos lentos e que, indiretamente, serviu para promover uma revolução farmacológica. Seu nome científico é Heloderma suspectum, mas a maioria das pessoas conhece este réptil como monstro-de-gila.


E embora sua mordida venenosa cause sérias complicações para um ser humano, este pequeno animal um tanto desajeitado está por trás de uma das descobertas médicas que mais prometem salvar vidas no futuro.


Em seu veneno, pesquisadores descobriram uma enzima que inspirou os cientistas a desenvolver medicamentos que aumentam a atividade do receptor GLP-1, hoje vendidos nas farmácias com os nomes Ozempic, Wegovy e Mounjaro e prometem ser uma revolução no combate ao diabetes tipo 2 e à obesidade.


Assim como o monstro-de-gila foi a espécie-chave para o desenvolvimento destes medicamentos, o estudo do veneno de outros animais também já rendeu avanços importantes, como o desenvolvimento de medicamentos para controle da pressão arterial e anticoagulantes.


"As toxinas evoluem para desempenhar funções muito específicas, como se defender contra predadores ou incapacitar suas presas", explica à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, o professor Kini, que dedicou sua vida a explorar diferentes tipos de toxinas para encontrar usos alternativos para elas.


No caso do monstro-de-gila — uma das duas espécies de lagartos venenosos nativos da América do Norte — seu veneno evoluiu para imobilizar pequenas presas, devido à sua falta de agilidade.


O que os cientistas descobriram é que, além de ter um efeito sobre a presa, um hormônio presente no veneno do monstro-de-gila ajuda o metabolismo deste lagarto a desacelerar a tal ponto que ele sobrevive por até um ano com apenas seis refeições.


Ao isolá-lo, os pesquisadores descobriram que este hormônio, chamado de exendina-4, era muito semelhante ao GLP-1, uma substância que o ser humano produz naturalmente para regular os níveis de açúcar no sangue após as refeições.


No entanto, a exendina-4 é diferente do GLP-1 em uma característica fundamental: enquanto o GLP-1 humano deixa o corpo rapidamente por meio de mecanismos de excreção natural, a exendina-4 permanece por mais tempo no organismo, o que faz com que seu efeito na regulação da glicose seja mais duradouro.


Isso fornece a base para o desenvolvimento de medicamentos que atuam como agonistas do receptor de GLP-1. A primeira grande aplicação prática da exendina-4 foi no desenvolvimento de um medicamento chamado Byetta (exenatida), especificamente para tratar diabetes tipo 2.


Este tratamento reduz os níveis de glicose e, com pequenas modificações, lançou as bases para outros compostos mais resistentes e duradouros, como a semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy.


"É impressionante como uma mudança em um ou dois aminoácidos faz com que a molécula dure mais tempo na corrente sanguínea, mantendo ou até mesmo aumentando sua eficácia terapêutica", diz Kini à BBC News Mundo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj3nl8d1z8no.adaptado.
Este tratamento reduz os níveis de glicose e, com pequenas modificações, lançou as bases para outros compostos mais resistentes e duradouros.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3361953 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Passarinho


Cheguei em casa esperando o silêncio habitual, mas fui surpreendido por um canto de passarinho. O som era belíssimo e intenso, como se estivesse dentro do apartamento. Intrigado, segui o trinado até o banheiro e lá estava ele, um pequeno pássaro preto e branco, saltitando no parapeito da janela. Seu canto era dobrado, como um dueto solitário.


Fiquei imóvel, encantado com a sua performance. Ele dançava e cantava para si mesmo, alheio à minha presença. Sem aviso, alçou voo, partindo com a leveza de quem sabe exatamente para onde ir. Fiquei na esperança de que retornasse.


Cinco dias depois, ele voltou! Chamou-me com seu gorjeio inconfundível. Minha mulher e eu corremos para vê-lo, maravilhados. Mais uma vez, partiu sem despedidas, deixando apenas a lembrança de sua serenata.


E então, enquanto escrevia esta crônica, ouvi seu canto outra vez. Corri até a janela e lá estava ele, reafirmando sua presença e inspirando-me a concluir o texto.


Por que os pássaros cantam? Para mim, é uma delicadeza de Deus.


Lembrei-me da trova de Mario Quintana:


Todos esses que aí estão


Atravancando o meu caminho


Eles passarão...


Eu passarinho!


Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2021/05/30/passarinho/
Leia o trecho do texto a seguir:

"E então, enquanto escrevia esta crônica, ouvi seu canto outra vez. Corri até a janela e lá estava ele, reafirmando sua presença e inspirando-me a concluir o texto.

Por que os pássaros cantam? Para mim, é uma delicadeza de Deus.

Lembrei-me da trova de Mario Quintana:

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho
Eles passarão...
Eu passarinho!"

Com base nas regras de pontuação, analise a função dos sinais de pontuação no trecho e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3361655 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Conversinha mineira



— É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?


— Sei dizer não senhor: não tomo café.


— Você é dono do café, não sabe dizer?


— Ninguém tem reclamado dele não senhor.


— Então me dá café com leite, pão e manteiga.


— Café com leite só se for sem leite. — Não tem leite?


— Hoje, não senhor. — Por que hoje não?


— Porque hoje o leiteiro não veio.


— Ontem ele veio?


— Ontem não.


— Quando é que ele vem?


— Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.


— Mas ali fora está escrito “Leiteria”!


— Ah, isso está, sim senhor.


— Quando é que tem leite?


— Quando o leiteiro vem.


— Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?


— O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?


— Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?


— Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.


— E há quanto tempo o senhor mora aqui?


— Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos. 


— Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?


— Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.


— Para que Partido? — Para todos os Partidos, parece.


— Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.


— Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...


— E o Prefeito?


— Que é que tem o Prefeito?


— Que tal o Prefeito daqui?


— O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.


— Que é que falam dele?


— Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.


— Você, certamente, já tem candidato.


— Quem, eu? Estou esperando as plataformas.


— Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?


— Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...



SABINO, Fernando. Conversinha mineira. In: A mulher do vizinho. Editora do Autor, 1962, p. 144-146. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13152/conversinh a-mineira. Acesso em: 04 abr. 2025.

Em “Sei dizer não senhor: não tomo café.” e “Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.” O emprego de dois-pontos serve para:
Alternativas
Respostas
1901: E
1902: A
1903: C
1904: C
1905: E
1906: C
1907: D
1908: B
1909: B
1910: A
1911: D
1912: C
1913: C
1914: E
1915: B
1916: E
1917: D
1918: C
1919: A
1920: A