Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 14.564 questões

Q3760526 Português
Analise os trechos a seguir, que empregam recursos variados de pontuação, e assinale a alternativa correta sobre o efeito de sentido ou a regra gramatical aplicada. 
Alternativas
Q3760419 Português
Analise as assertivas a seguir sobre o emprego da pontuação nos excertos abaixo e suas implicações de sentido:
I. Na passagem “Foi só com a Constituição que nasceu o SUS - o sistema publico que transformou a saúde em um direito universal”, o travessão foi utilizado para isolar um aposto explicativo.
II. Seria gramaticalmente incorreta a inserção de uma vírgula após o sujeito em “O SUS garante pré-natal, exames e parto gratuitos”, pois a regra básica de pontuação proíbe a separação do sujeito de seu predicado.
III. O uso da vírgula na frase “Hoje, o SUS está em cada detalhe da vida de quem vive no Brasil” é obrigatório, pois o adjunto adverbial de tempo está deslocado e possui longa extensão, o que impõe sua separação do restante da oração.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3760382 Português
TEXTO I

    O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.
    Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
    O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
    Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos – e entre os – idiomas.
    O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
    Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
    Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
    Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
    O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas. O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
    No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
    Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
    Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo. 

(Sérgio Rodrigues. O vírus da linguagem. Folha de S.Paulo, 12.03.2020. Adaptado) 

Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede.



( ) Em “O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim ‘calculus’... (1º par.), as vírgulas foram empregadas a fim de isolarem uma oração subordinada adjetiva restritiva e, se fossem retiradas, alterar-se-ia o sentido do contexto.


( ) Em “Tal conhecimento, argumentou o genial autor de ‘A Biblioteca de Babel’, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. (2º par.), o pronome oblíquo átono encontra-se em posição proclítica, podendo ser facultativamente usado de forma enclítica, sem alterar a correção gramatical do contexto.


( ) Em “O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas.” (3º par.), por possui valor adverbial, a expressão em destaque poderia se encontrar entre vírgulas, já que se trata de um termo deslocado.


( ) Em “No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar.” (10º par.), todas as vírgulas foram usadas a fim de isolarem um Aposto Explicativo. 


Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a sequência. 

Alternativas
Q3759509 Português
Ajudar não dói


     “Ajudar não dói”. É o que dizia Eek, o gato, no desenho animado. Na vida real, doeu sim. Eis o ocorrido: Fabiano zapeou o professor João Zito, e lhe contou sobre tê‑lo indicado para aulas particulares. Depois de perceber que o trabalho não teria prestígio algum nem traria novos seguidores no YouTube, o pê do professor ficou tão maiúsculo quanto seu ego. E o fim da conversa pode ser resumido com o vocábulo “ultrajante”, que, segundo o youtuber, qualifica o ato espontâneo de um ser humano querer ajudá‑lo.


Internet: <folhadabaixada.com.br> (com adaptações).

Considerando o texto seus aspectos de forma e conteúdo, julgue o item a seguir.

“Eis o ocorrido: Fabiano zapeou o professor João Zito”. Nesse trecho, o sinal de dois‑pontos é empregado para introduzir uma explicação acerca do que aconteceu.
Alternativas
Q3758700 Português
A vírgula não separa sujeito e predicado; ponto e vírgula coordena membros complexos; dois-pontos introduzem explicação, enumeração e citação; aspas marcam citação, termo técnico e ironia; travessões isolam incisos (Bechara; Luft).

Selecione a alternativa normativamente adequada.
Alternativas
Q3758618 Português
Em parágrafos críticos sobre Avalovara, os dois-pontos introduzem explicações, enumerações e falas; o ponto e vírgula coordena membros extensos, próximos hierarquicamente, evitando períodos excessivamente segmentados. A escolha deve refletir a arquitetura argumentativa e a fluidez da leitura.

À luz do texto, selecione o emprego correto de doispontos e ponto e vírgula.
Alternativas
Q3758509 Português
Leia o fragmento de Machado de Assis:

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.”
(Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881)

No trecho, a pontuação é mínima, mas a clareza depende da ordem sintática. Se fosse necessário inserir uma vírgula para destacar o adjunto adverbial “durante quinze meses”, qual seria a forma correta?
Alternativas
Q3758473 Português
Assinale a alternativa em que NÃO ocorre desvio ortográfico, de norma ou de pontuação.

Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023) – COM ALTERAÇÕES 
Alternativas
Q3758471 Português
Considere o fragmento a seguir para à questão.



    Uma falácia reproduzida por “especialistas” na imprensa e por leigos nas redes sociais afirma que toda evolução do conhecimento humano é resultado de um negacionismo, e que a ciência só evolui por conta das pessoas que se recusam a acreditar na verdade estabelecida. À primeira vista, esse raciocínio pode parecer correto: quando defendeu a teoria copernicana, ou heliocêntrica, no século XVII, Galileu Galilei foi contra o que a maioria acreditava, por exemplo. Por meio de observações, experimentações e cálculos, ele corroborou a ideia de que o Sol é o centro do universo – e não a Terra, como se defendia até então. 



    Mas ir contra o senso comum não tem nada a ver com negar um fato atestado e comprovado pela ciência. Questionar algo e negar uma verdade são ações bem distintas – e só a primeira delas contribui para o avanço científico. 



    A validação não é uma questão de gosto ou de opinião, mas sim de matemática. Em última instância, é ela que descreve todos os eventos da natureza. 



Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023)



Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação INCORRETA sobre este parágrafo: 

Negar a verdade não é um posicionamento pessoal: é uma questão de saúde pública e um desafio da sociedade. Uma das consequências desse problema é o desperdício de recursos financeiros. Quando uma parcela das pessoas nega uma verdade já comprovada pela ciência e se recusa, por exemplo, a vacinar seus filhos, os pesquisadores são obrigados a dedicar mais esforços para derrubar os mitos por trás da crença equivocada. O resultado é que, devido a um negacionismo, é necessário criar mais evidências científicas sobre algo já comprovado – gastando mais dinheiro, tempo e recursos.

Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023) 
Alternativas
Q3758470 Português
Considere o fragmento a seguir para à questão.



    Uma falácia reproduzida por “especialistas” na imprensa e por leigos nas redes sociais afirma que toda evolução do conhecimento humano é resultado de um negacionismo, e que a ciência só evolui por conta das pessoas que se recusam a acreditar na verdade estabelecida. À primeira vista, esse raciocínio pode parecer correto: quando defendeu a teoria copernicana, ou heliocêntrica, no século XVII, Galileu Galilei foi contra o que a maioria acreditava, por exemplo. Por meio de observações, experimentações e cálculos, ele corroborou a ideia de que o Sol é o centro do universo – e não a Terra, como se defendia até então. 



    Mas ir contra o senso comum não tem nada a ver com negar um fato atestado e comprovado pela ciência. Questionar algo e negar uma verdade são ações bem distintas – e só a primeira delas contribui para o avanço científico. 



    A validação não é uma questão de gosto ou de opinião, mas sim de matemática. Em última instância, é ela que descreve todos os eventos da natureza. 



Fonte: https://butantan.gov.br/ (texto publicado em 19/04/2023)



Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta.
Alternativas
Q3758375 Português
Em crítica de Guimarães Rosa, períodos longos pedem hierarquização: vírgula isola adverbiais extensas deslocadas; ponto e vírgula coordena membros com pausa interna; dois-pontos anunciam enumeração/explicação/citação; travessões introduzem incidências expressivas. A pontuação não é subjetiva: mapeia macro-organização informacional, controla processamento e impede ambiguidades sintáticas. Assinale o emprego adequado.
Alternativas
Q3758054 Português
Política e politicalha

A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.

Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.

Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

(BARBOSA, R., Obras completas de Rui Barbosa). 
Assinale a opção em que o uso da vírgula seja justificado pelo mesmo motivo verificado na frase: “A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.”.
Alternativas
Q3757715 Português
A questão refere-se ao TEXTO a seguir:

Aquecimento global: um vilão nada fictício

Se você é leitor de quadrinhos ou conhece bem as histórias dos super-heróis, deve saber citar o nome de pelo menos um planeta que foi completamente devastado, deixando poucos sobreviventes.
Krypton, o planeta natal do Super-homem, foi destruído por uma explosão provocada por uma instabilidade do seu núcleo. A causa dessa instabilidade tem explicações variadas nos quadrinhos, mas o fato é que poucos sobreviveram para contar a história. Já o pacífico planeta de Czarnia foi devastado depois que Lobo, o ser mais destoante e inexplicavelmente mau do planeta, resolveu criar um enxame de escorpiões voadores microscópicos que dizimaram toda a população. Por fim, podemos citar também Zen-Whoberi, planeta cuja população foi completamente aniquilada pelos Badoon (uma raça reptiliana). Apenas Gamora sobreviveu, ao ser resgatada do planeta pelo vilão Thanos.
Mas e na Terra, será que corremos o risco de acontecer algo parecido? Existem alguns potenciais vilões capazes de acabar com a vida humana e de muitos animais, como uma guerra nuclear, a colisão de um asteroide, o enfraquecimento do campo magnético que protege o planeta, um supervírus. Mas um perigo mais iminente que muito temos discutido na atualidade são as mudanças climáticas globais (ou aquecimento global).
A atmosfera do planeta Terra é constituída por diversos gases que retêm o calor trazido pelos raios solares. Quanto maior a concentração desses gases na atmosfera, mais calor ficará acumulado no planeta. Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra. Afinal, se não fosse ele, não haveria calor acumulado no planeta e, portanto, a temperatura aqui seria tão baixa que nem existiria água no estado líquido, só gelo!
Nas últimas décadas, no entanto, o ser humano tem produzido uma quantidade tão alta de gases poluentes (por meio das indústrias, dos automóveis, do desmatamento etc.) que estamos criando uma barreira cada vez maior na atmosfera. Com isso, acumula-se cada vez mais calor no planeta, ou seja, intensifica-se o efeito estufa drasticamente.
O agravamento do efeito estufa vem sendo reconhecido pelos cientistas como o principal causador do aquecimento global. O aumento das temperaturas médias do planeta tem consequências graves para a agricultura, a pecuária e a geração de energia; pode provocar alterações nos ciclos de chuvas, intensificação de fenômenos meteorológicos (como tempestades mais intensas, secas prolongadas, furacões) e até mudanças irreversíveis em ecossistemas e extinção de várias espécies. Por isso, fala-se em ‘mudanças climáticas globais’.

www.cienciahoje.org.br/artigo/aquecimento-global-um-vilao-nada-ficticio/ - acesso em 06/08/2025
O uso das vírgulas no trecho “Esse processo, chamado de efeito estufa, ocorre naturalmente e é fundamental para a vida na Terra”, se justifica porque
Alternativas
Q3757696 Português
A questão refere-se ao texto a seguir:

Capítulo I - Mudança

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.
Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas, que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
- Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário - e a obstinação da criança irritava-o. Certamente, esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés. Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados no estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinha Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinha Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande. Ausente do companheiro, a cachorra Baleia tomou a frente do grupo. Arqueada, as costelas à mostra, corria ofegando, a língua fora da boca. E de quando em quando se detinha, esperando as pessoas, que se retardavam. [...]

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 120ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2013 - texto adaptado. 
Assinale a opção em que a retirada da vírgula gera mudança de sentido.
Alternativas
Q3757192 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Analise algumas afirmações abaixo sobre as regras de Pontuação utilizadas no texto I antes de julgar o que se pede.

( ) Em “O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo...” (1º par.), caso se retirassem as vírgulas do fragmento não se acarretaria mudança de sentido no contexto.
( ) Em “Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque.” (3º par.), poder-se-ia acrescentar uma vírgula antes da conjunção coordenativa “e” em “e o país está em choque”.
( ) Em “O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza...” (3º par.), as vírgulas foram utilizadas de forma obrigatória a fim de se isolar um Vocativo.
( ) Em “De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo...” (4º par.), a vírgula presente se justifica para marcar o deslocamento de um termo em relação à ordem direta.
Alternativas
Q3757158 Português
Leia o seguinte trecho para responder à questão:

“O funcionário olhou para os lados, deu com a minha cara cem por cento distraída, inclinou-se um pouco, vencido, disse em voz baixa_____
⸺ Se a senhora me promete segredo...” 
(CAMPOS, Paulo Mendes. Diálogo no Caju. Manchete, n. 407, 6 fev. 1960. Disponível em: <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/8150/dialogo no-caju> )

Assinale a alternativa que indica corretamente o sinal de pontuação que completa a lacuna, após a palavra “baixa”, com a pontuação utilizada para anunciar a fala de um personagem em textos de ficção: 
Alternativas
Q3757147 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


 


Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>

Qual das alternativas a seguir destaca uma pontuação utilizada para separar vocativos e uma frase presente no texto da tirinha em que o vocativo ocorre?
Alternativas
Q3756979 Português
Tudo o que não puder contar, não faça: integridade é não agir errado mesmo sozinho


    Immanuel Kant, famoso filósofo alemão do século 18, dizia: “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. Ao jogarmos um simples papelzinho pela janela não temos consciência alguma de que não se trata apenas de um simples papelzinho. O que está por trás disso é absolutamente sério. O que estamos fazendo conosco, com o meio em que vivemos e com o mundo? Há que se dizer que culpar terceiros sempre nos traz alívio.

    Mas não é um simples papelzinho... Se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia? Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, acarreta entupimento de bueiros e canalizações, levando a dispersar doenças e incômodo à população em geral.

    O âmago desta questão é a consciência. Nos dias de hoje coletamos informações prontas e não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto.

    O que seremos no futuro? Seremos seres abastecidos virtualmente, mas submergidos no lixo? A grande preocupação é que a realidade virtual se sobreponha à realidade real!

    A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática, e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental. Sustentabilidade: “Pensar globalmente, agir localmente”. Não é um simples papelzinho. É questão de educação, caráter, reflexão!

(Mario Sergio Cortella. http://mariosergiocortella.com. Adaptado)
Para a construção do sentido do texto, é necessário que se faça o bom uso de elementos coesivos tais quais pronomes e conjunções, bem como que se empreguem devidamente os sinais de pontuação. A partir disso, analise abaixo as possibilidades de reescrita de fragmentos do texto I antes de julgar o que se pede.

I- Integridade é não agir errado, mesmo sozinho. (título)
II- O lixo acarreta entupimento de bueiros e canalizações, o que leva a dispersar doenças e incômodo à população em geral. (2º par.)
III- Não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado, e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto. (3º par.)
IV- Não é um simples papelzinho, mas sim questão de educação, caráter, reflexão! (5º par.)

Pode-se afirmar que está correta a reescrita de trechos do texto I somente em:
Alternativas
Q3756978 Português
Tudo o que não puder contar, não faça: integridade é não agir errado mesmo sozinho


    Immanuel Kant, famoso filósofo alemão do século 18, dizia: “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. Ao jogarmos um simples papelzinho pela janela não temos consciência alguma de que não se trata apenas de um simples papelzinho. O que está por trás disso é absolutamente sério. O que estamos fazendo conosco, com o meio em que vivemos e com o mundo? Há que se dizer que culpar terceiros sempre nos traz alívio.

    Mas não é um simples papelzinho... Se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia? Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, acarreta entupimento de bueiros e canalizações, levando a dispersar doenças e incômodo à população em geral.

    O âmago desta questão é a consciência. Nos dias de hoje coletamos informações prontas e não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto.

    O que seremos no futuro? Seremos seres abastecidos virtualmente, mas submergidos no lixo? A grande preocupação é que a realidade virtual se sobreponha à realidade real!

    A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática, e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental. Sustentabilidade: “Pensar globalmente, agir localmente”. Não é um simples papelzinho. É questão de educação, caráter, reflexão!

(Mario Sergio Cortella. http://mariosergiocortella.com. Adaptado)
Leia cada afirmação abaixo antes de julgar o que se pede na sequência:

( ) Na passagem “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. (1º par.), nota-se o isolamento de um termo deslocado na ordem direta.
( ) Em “...de que não se trata apenas de um simples papelzinho.” (1º par.), nota-se a presença de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta que se inicia por uma preposição.
( ) Poder-se-ia utilizar um Pronome Relativo no segundo parágrafo a fim de tornar o fragmento coeso e gramaticalmente bem elaborado como aparece na sequência: “Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, cujo acarreta entupimento de bueiros e canalizações...” (2º par.).
( ) No fragmento “A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática, e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.” (5º par.), nota-se que o uso da vírgula foi mal-empregado, pois esta não deve existir antes da conjunção coordenativa “e”.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se, pela ordem, a seguinte sequência.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FACET Concursos Órgão: Prefeitura de Monteiro - PB Provas: FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Educador Físico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GAM | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fiscal de Tributos Municipais | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fisioterapeuta | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GAE | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Endocrinologista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Generalista Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Veterinário | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Nutricionista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo Endodontista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicopedagogo da Educação Infantil | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q3756704 Português
Em parágrafos ensaísticos que aproximam Casa-Grande & Senzala de crônicas paraibanas, orações adverbiais longas antepostas demandam marcação prosódico-sintática para preservar a legibilidade. Vírgulas são recurso principal para isolar segmentos deslocados; ponto e vírgula coordena períodos extensos de igual hierarquia; travessões marcam incidências expressivas. Escolhas pontuativas devem respeitar coesão, hierarquia e ritmo argumentativo.

Segundo o texto, identifique o uso pontuativo adequado ao deslocamento adverbial longo.
Alternativas
Respostas
1301: A
1302: D
1303: E
1304: C
1305: D
1306: A
1307: E
1308: C
1309: C
1310: D
1311: C
1312: C
1313: B
1314: C
1315: C
1316: D
1317: A
1318: D
1319: C
1320: B