Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
Foram encontradas 14.710 questões
O meme “se tudo der errado, viro CLT” escancara algo
muito maior do que piadas nas redes. Pra muita gente,
especialmente jovens e até crianças, trabalhar com carteira
assinada virou sinônimo de pegar ônibus lotado, ouvir bronca
de chefe e ganhar mal, enquanto influenciadores vendem o
sonho do sucesso fácil no digital. Mas será que rasgar a CLT é
o caminho?
Os direitos que ela garante nasceram justamente para
proteger o trabalhador de abusos. Antes da lei, não existia limite
de jornada, garantia de salário em caso de doença, nem
controle do trabalho infantil. Além disso, empreender on-line
pode parecer libertador, mas é bem mais difícil do que parece.
Um estudo com 40 mil perfis pequenos no Instagram mostrou
que só 1,4% passou dos 5 mil seguidores em 4 meses.
e só 1,4% passou dos 5 mil seguidores em 4 meses.
No fim das contas, o problema não é a CLT. É o modelo de
trabalho exploratório que muitos brasileiros enfrentam e isso
precisa mudar. O debate é urgente: queremos menos direitos
ou empregos mais dignos?
Disponível em: https://www.facebook.com/cebmsaomateus/posts/-o-meme-setudo-der-errado-viro-clt-escancara-algo-muito-maior-do-que-piadasnas/1316825950451370/. Acesso em: 21 ago. 2025
Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:
I."É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."
II."Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."
III."Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."
(Os excertos foram extraídos de:
https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.)
A pontuação está correta em:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Domingas, Catarina e Juliana foram três mulheres negras que viveram em São Paulo entre os séculos 18 e 19 e que tiveram algo em comum: foram mães que viveram as violências da escravidão. Os fragmentos dessas vivências ficaram registrados em documentos judiciais e cartas de alforria, e é a partir desses documentos que a historiadora Enidelce Bertin vem reconstituindo as histórias de vida delas e de outras mulheres negras do período.
A partir dos documentos de arquivo, a historiadora descobriu que Juliana trabalhou por décadas para Inácia e sua mãe, tendo ajudado a criar a senhora e seus irmãos. Reconhecendo os bons serviços de Juliana, em 1773, Inácia lhe concedeu a alforria. Mas permaneceram no cativeiro as duas filhas de Juliana.
Catarina também obteve o reconhecimento de sua senhora pelos bons serviços prestados. Em 1805, a senhora registrou a carta de alforria que concedia a liberdade a Catarina. Mas seus filhos não tiveram a mesma sorte. Enquanto os mais velhos continuaram a servi-la, o mais novo, ainda um bebê, ficaria com a mãe apenas até desmamar. Para a senhora escravista, o menino era uma promessa de investimento para aumentar seu patrimônio.
Muitas décadas depois, Domingas viveu algo diferente. Ela tinha 24 anos quando abriu uma ação judicial contando que foi “posta para fora de casa” na ocasião dos partos de seus dois filhos, Turíbia e Acelino. Era maio de 1881 e o alvo do processo era Urbano Augusto da Silva Macedo, a quem Domingas acusava de abandono senhorial. Na época, com a Lei do Ventre Livre em vigor, os senhores já não davam valor aos filhos das mulheres escravizadas, pois não podiam mais reivindicá-los como propriedade e tomá-los como parte de seu patrimônio.
Enidelce argumenta que a maternidade negra no período pode ser encarada como um “campo de disputas entre aqueles que viam a sua razão de ser na ‘produção de crias’” e no cuidado dos filhos dos senhores, e as mulheres que “ansiavam por proteção e liberdade para seus filhos”, conforme escreve.
“Nem sempre a resistência é visível na documentação, justamente porque o discurso senhorial está ali mais bem representado. Quando aquelas mulheres estão tentando comprar sua alforria, quando tentam ficar próximas de suas crianças, há indícios de resistência. Mas o que me interessa mais é tirar essas pessoas da invisibilidade”, conta a pesquisadora.
(Silvana Salles, Historiadora reconstitui histórias de vida da maternidade negra durante a escravidão. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=901049. Adaptado)
I."De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncava perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue." (Graciliano Ramos)
II.Inimigo de tanta gente na faixa dos 40 a 50 anos, o colesterol já não pode ser considerado a causa principal de problemas cardíacos.
III."Não só por observação direta e pessoal como por entreouvir comentários de parentes e amigos, fiquei sabendo que a Farmácia Brasileira ia de mal a pior." (Erico Veríssimo)
O uso ou não da vírgula foi corretamente empregado em:
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Dinte do estado do mundo não surpreende que tantas
pessoas acompanhem, ansiosas, o trajeto de um meteorito, o 3I/
Atlas, e rezem para que seja uma nave alienígena.
Para essas pessoas, entre as quais se incluem alguns
cientistas desesperados, o meteorito representa a derradeira
esperança da Humanidade. Os extraterrestres viriam salvar-nos
de nós mesmos — da nossa crueldade, da nossa ganância e da
nossa incompetência. Teriam o coração generoso de Mahatma
Gandhi, o talento pacifi cador de Nelson Mandela e a inteligência
bem-humorada de Chimamanda Adichie. Viriam em missão
diplomática e pedagógica, trazer-nos a paz, e, ao mesmo tempo,
explicar-nos como se administra um planeta.
Durante séculos, erguemos os olhos para os céus em busca
de deuses. Agora procuramos engenheiros. Mudou o vocabulário,
não a fé. A teologia foi substituída pela astrobiologia. Já não
esperamos o Messias — aguardamos o bom marciano.
Os massacres se multiplicam, as democracias ameaçam
entrar em colapso, os glaciares derretem, o clima enlouquece.
Diante desse cenário, a Humanidade, incapaz de arrumar a
própria casa, começa a sonhar com um síndico intergaláctico. Que
venha alguém de fora, mais sensato, mais lúcido, menos violento,
que nos diga com voz doce e levemente metálica: “Queridos
terráqueos, isto assim não pode continuar. Vamos tentar fazer
diferente?”
Quanto a mim, acho que morreria de vergonha no momento
em que o nosso bom alienígena descesse da sua nave para
apertar a mão a Donald Trump, a Vladimir Putin ou a Xi Jinping.
Talvez existam, de fato, civilizações alienígenas conscientes
da nossa existência. Suspeito que olharão para nós com imensa
piedade — ou, pior, com profundo terror.
Acredito que uma civilização só consiga alcançar um estado
de desenvolvimento tecnológico muito avançado se tiver sido
capaz, antes, de abandonar a violência e a crueldade.
Civilizações violentas tendem a servir-se do conhecimento
para produzir armas cada vez mais letais, desgastando-se em
guerras absurdas, muito antes de aprenderem a navegar entre as
estrelas. É o que está acontecendo com a nossa.
O mais provável é que o 3I/Atlas não passe de uma grande
pedra vagando sem destino — como nós. No íntimo, porém,
também eu gostaria que fosse uma nave espacial. Imagino-a
pousando suavemente no discoporto de Barra do Garças, na
Serra Azul, em Mato Grosso. Dela desceriam seres luminosos,
dotados de infi nita paciência, que, com um simples estalar de
dedos, transformariam em água todas as armas existentes no
planeta. [...]
Não virá ninguém. Nenhum gigante alado atravessará
as nuvens para nos ensinar boas maneiras cósmicas.
Continuaremos assassinando crianças, incendiando fl orestas,
discutindo em casa e no trânsito. A nave que aguardamos somos
nós: enguiçada, ruidosa, movida a contradições. Cada pequeno
gesto de solidariedade para com os mais frágeis representa um
conserto improvisado no casco. Cada sorriso sincero, um reparo
na fuselagem.
Chegaremos algum dia a navegar entre as estrelas?
Sempre que assisto ao noticiário, duvido. Depois escuto a
gargalhada da minha fi lha e volto a acreditar.
Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-agualusa/coluna/2025/11/
esperando-os-aliens.ghtml. Acesso em 01/11/2025
Leia o texto a seguir e responda à questão.
TEXTO III

Disponível em: https://www.tribunaribeirao.com.br/charge-15-03-2025/
Se a nossa existência não tem por fim imediato a dor, pode-se dizer que não tem razão alguma de ser no mundo. Porque é absurdo admitir que a dor sem fim que nasce da miséria inerente à vida e enche o mundo seja apenas um puro acidente, e não o próprio fim. Cada desgraça particular parece, é certo, uma exceção, mas a desgraça geral é a regra.
Assim como um regato corre sem ímpetos enquanto não encontra obstáculos, do mesmo modo, na natureza animal, a vida corre inconsciente e descuidosa quando coisa alguma se lhe opõe à vontade. Se a atenção desperta, é porque a vontade não era livre e se produziu algum choque. Tudo o que se ergue em frente da nossa vontade, tudo o que a contraria ou lhe resiste, isto é, tudo o que há de desagradável e de doloroso, sentimo-lo ato contínuo e muito nitidamente. Não nos atentamos à saúde geral do nosso corpo, mas notamos o ponto ligeiro onde o sapato nos molesta; não apreciamos o conjunto próspero dos nossos negócios, e só pensamos numa ninharia insignificante que nos desgosta. – O bem-estar e a felicidade são, portanto, negativos, só a dor é positiva.
Não conheço nada mais absurdo que a maior parte dos sistemas metafísicos, que explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário, é positivo, visto que se faz sentir… O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto.
Acrescente-se a isso que, em geral, achamos as alegrias abaixo da nossa expectativa, ao passo que as dores a excedem sobremaneira.
Se quereis num momento esclarecer-vos a esse respeito, e saber se o prazer é superior ao desgosto, ou se apenas se compensam, comparai a impressão do animal que devora outro com a impressão do que é devorado.
SCHOPENHAUER, Arthur. As dores do mundo. Tradução de Jair Barboza. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 1.
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Disponível em:
<https://www.portaldaliteratura.com/pensamentos.p
hp?tema=49>

Com base no texto acima, julgue o item a seguir.
No segmento 'A persistência de práticas insustentáveis e a implementação de políticas públicas que, por vezes, priorizam o desenvolvimento econômico em detrimento da sustentabilidade ambiental, dificultam a reversão desse cenário preocupante', o termo 'que' introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa, contribuindo para esclarecer o tipo de 'políticas públicas'. A retirada das vírgulas que isolam essa oração não alteraria a correção gramatical, mas introduziria uma restrição ao significado de 'políticas públicas', modificando a interpretação original do autor.
Analise o texto abaixo e as afirmativas a seguir.
O passeio
Pedro planejou o passeio por semanas. Ao acordar, pensou: “Será que vai chover hoje?” — afinal, a previsão não estava clara. Decidiu, então, levar guarda-chuva, capa de chuva e até uma sacola plástica para proteger os lanches. Durante o trajeto, viu crianças correndo, cachorros brincando, vendedores chamando: “Doces! Balas! Pipoca!” Pedro respirou fundo, sorriu e disse consigo mesmo: “Valeu a pena todo o planejamento.”
I - O uso do travessão em “— afinal, a previsão não estava clara” indica uma explicação adicional, e o efeito é de destaque ou comentário do narrador.
II - As reticências após “Doces! Balas! Pipoca!” seriam necessárias para indicar hesitação ou fala interrompida, mas não aparecem no texto, pois o autor quis transmitir urgência e ritmo acelerado.
III - A pontuação com vírgulas em “guarda-chuva, capa de chuva e até uma sacola plástica” separa itens de uma lista, obedecendo a norma culta.
IV - Entre aspas, em “Será que vai chover hoje?”, a pontuação correta seria colocar o ponto de interrogação fora das aspas, pois ele pertence à frase narrada e não à fala de Pedro.
Marque a alternativa correta: