Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q3967741 Português

Para responder à questão, considere o texto reproduzido a seguir.



Os conhecimentos sobre a língua, as demais semioses e a norma-padrão não devem ser tomados como uma lista de conteúdos dissociados das práticas de linguagem, mas[1] como propiciadores de reflexão a respeito do funcionamento da língua no contexto dessas[2] práticas. A seleção de habilidades na BNCC está relacionada com aqueles conhecimentos fundamentais para que o estudante possa apropriar-se do sistema linguístico que organiza o português brasileiro. Alguns desses objetivos, sobretudo[3] aqueles que dizem respeito à norma, são transversais a toda a base de Língua Portuguesa. O conhecimento da ortografia, da pontuação, da acentuação, por exemplo, deve estar presente ao longo de toda escolaridade, abordados conforme[4] o ano da escolaridade. Assume-se, na BNCC de Língua Portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.



Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempointegral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 out. 2025. 

Considere o fragmento reproduzido abaixo.



Assume-se, na BNCC de Língua Portuguesa, uma perspectiva de progressão de conhecimentos que vai das regularidades às irregularidades e dos usos mais frequentes e simples aos menos habituais e mais complexos.



De acordo com as normas do português escrito padrão, 

Alternativas
Q3929637 Português
Texto 1A1


   Os melhores arquitetos do mundo nunca se sentaram num banco de escola, muito menos leram um livro, não fazem a menor ideia de quem seja Oscar Niemeyer ou Lucio Costa. Os mais incríveis arquitetos da Terra fazem arquitetura muito antes de os indígenas amazônicos montarem seus tapiris no meio da selva ou dos esquimós esculpirem seus iglus no deserto de gelo.

     Animais de variadas espécies já nascem com a arquitetura escrita no corpo. Mamíferos, aves, insetos (e até protozoários) constroem seus abrigos com a matéria-prima que a natureza circundante lhes oferece. Tudo com economia, resistência, conforto, proteção e, aos olhos humanos, beleza.

      Uma das primeiras arquiteturas de bicho que a criança descobre é a teia de aranha. Mal sabe ela que aqueles fios aparentemente frágeis têm, proporcionalmente, uma resistência e uma elasticidade muito maior do que a do aço, o material de construção mais resistente que o homem já descobriu.

      Os arquitetos da natureza não padecem do mal humano de construir moradias-ostentação, muito mais para exibir do que para morar. Tudo na arquitetura animal tem uma razão funcional. E o espetáculo da forma se casa perfeitamente com a utilidade da função, sem disfarce.


Conceição Freitas. Os mais incríveis arquitetos do mundo não sabem ler nem escrever. In: Metrópoles. 19/02/2025. Internet: <www.metropoles.com/colunas> (com adaptações). 
As vírgulas presentes no primeiro período do texto 1A1  
Alternativas
Q3929488 Português
O Uraguai

Basílio da Gama 




 
O fragmento apresentado pertence ao poema épico O Uraguai (1769), do poeta Basílio da Gama, que narra artisticamente um fato histórico — a resistência indígena na disputa entre jesuítas, portugueses e espanhóis na região de Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul. No trecho selecionado, é narrada a morte de Lindoia, indígena Guarani, amada de Cacambo. Após o assassinato de Cacambo, para não ser obrigada a casar-se com Baldeta, filho do padre jesuíta Balda, Lindoia decide morrer e se deixa ser picada por uma serpente venenosa antes que seu irmão Caitutu possa evitar a tragédia. 

A partir dessas informações, julgue o item seguinte, relacionado ao fragmento apresentado de O Uraguai. 

No verso “Tanto era bela no seu rosto a morte!”, o sinal de exclamação é empregado para reforçar o sentimento de admiração pela beleza de Lindoia, entendendo-se que, em seu semblante, até mesmo a morte se mostra como algo belo.  
Alternativas
Q3929379 Português
    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatória a presença de intérprete da língua brasileira de sinais (LIBRAS) para atuar na comunicação com turistas surdos ou com deficiência auditiva em locais turísticos públicos. A proposta aprovada também prevê a oferta de tecnologias assistivas, como sistemas de alerta visual, legendas em vídeos e aplicativos. 

    O texto amplia o alcance da medida para atender também pessoas com deficiência auditiva, e não apenas surdos, e aproveita a emenda aprovada anteriormente na Comissão de Cultura, que prevê o uso de recursos de tecnologia assistiva.  

    É importante deixar claro que a oferta de intérpretes da LIBRAS e o uso de recursos de tecnologia assistiva se destinam a atender não só a comunidade surda, mas a comunidade mais ampla das pessoas com deficiência auditiva em geral.


Internet: <www.camara.leg.br> (com adaptações). 

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado. 


No trecho “e aproveita a emenda aprovada anteriormente na Comissão de Cultura, que prevê o uso de recursos de tecnologia assistiva” (segundo parágrafo), a exclusão da vírgula empregada após a palavra “Cultura” não comprometeria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto. 

Alternativas
Q3929226 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
O parágrafo a seguir servirá de mote para responder à questão.

“Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.”

No parágrafo, a vírgula foi empregada para separar, tanto elementos de uma oração, quanto orações de um só período.

Entre as orações, a vírgula foi usada para  
Alternativas
Q3928891 Português
Kuarup


    As filmagens de Kuarup são mais fiéis ao espírito do livro de Antonio Callado do que o próprio filme. Acontece. Publicado em 1967, Quarup narra, por intermédio da saga de padre Nando, as transformações vividas pelo Brasil desde o suicídio de Getúlio até a ditadura militar. A narrativa acompanha um grupo de brasileiros que se embrenha nos cafundós do Planalto Central para demarcar o centro geográfico do país. Os personagens, cada um à sua maneira, se juntam à expedição por razões idealistas, românticas, éticas e científicas, mas acabam fazendo uma viagem para dentro de si mesmos. O marco geográfico se revela um lugar hostil, habitado por um gigantesco formigueiro de saúvas agressivas. Nós, atores, produtores e técnicos, seríamos submetidos às mesmas pressões de que padeceram os heróis da literatura. Esse era o choque que Ruy Guerra, o diretor, desejava captar.
    Sondada para participar do projeto, sofri frenesis de expectativa: eu tinha 23 anos, em 1998. A vontade de me perder no Brasil profundo por quatro semanas — elas viraram dez —, alojada junto aos povos do Alto Xingu, na pele da personagem Francisca e dirigida por Guerra, ofuscava, em mim, quaisquer outras vontades. Eu me via em Uma aventura na África, abrigada numa barraca militar inglesa, discutindo o roteiro da película à luz do poente.
    Um filme não é apenas um filme: é um filme e mais a logística de dar conta da tropa que o realiza. Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses, contava com mais de uma centena de voluntários: de peões goianos a intelectuais sensíveis, de cozinheiras do Méier a atrizes burguesas, de japoneses paulistas a lendas vivas da tela grande.
    Viveríamos isolados na mata, com luz racionada, sem privacidade, banheiro ou telefone, a três horas e meia de tecoteco de um aparelho de televisão. Improviso, logística tupiniquim e espírito aventureiro se misturavam para tornar real a visão do diretor.


Fernanda Torres. Sete anos. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 13-14 (com adaptações).  
Assinale a opção em que, no trecho destacado do texto Kuarup, o emprego de vírgula(s) se justifica por separar elementos de função adverbial, tal como no trecho “Um circo grande como aquele, no meio do nada, com duração prevista de três meses” (segundo período do terceiro parágrafo). 
Alternativas
Q3925597 Português
Os sinais de pontuação contribuem para a organização e a interpretação do texto escrito. Considerando esse aspecto funcional, relacionado ao uso da pontuação, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3912512 Português
Educação e Tecnologia: Qual o impacto da tecnologia na educação moderna?


    A relação entre educação e tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca e transformadora, redefinindo os paradigmas do ensino e aprendizagem no cenário moderno. A integração da tecnologia na educação é um fenômeno que transcende o mero uso de novos dispositivos em sala de aula, influenciando metodologias, acessibilidade e a natureza da interação educacional.

    A inserção de tecnologias digitais no ambiente educacional possibilitou a criação de um espaço de aprendizado mais dinâmico e interativo. Plataformas de aprendizagem online, softwares educacionais, realidade virtual e aumentada e recursos multimídia tornaram-se ferramentas que são fundamentais para o ensino. Essas tecnologias não apenas facilitam a apresentação de conteúdos de maneiras inovadoras, mas também promovem um ambiente de aprendizagem mais engajador e personalizado, atendendo às diversas necessidades e aos estilos de aprendizado dos estudantes.

    O impacto da tecnologia na educação também se reflete na democratização do acesso ao conhecimento. Com a internet, recursos educacionais de qualidade tornaram-se acessíveis a um número maior de pessoas, independentemente de sua localização geográfica ou de seu contexto socioeconômico. Cursos online abertos e massivos (MOOCs), por exemplo, oferecem oportunidades de aprendizagem para uma ampla audiência global, permitindo que indivíduos em diferentes partes do mundo acessem educação de qualidade gratuitamente ou a custo reduzido.

    Além disso, a tecnologia na educação tem um papel crucial no desenvolvimento de habilidades pertinentes ao século XXI. Competências digitais, pensamento crítico, solução de problemas, colaboração e criatividade são habilidades cada vez mais necessárias no mercado de trabalho moderno.

    Contudo, o impacto da tecnologia na educação também apresenta desafios. Questões como a desigualdade no acesso às tecnologias, a necessidade de formação continuada de educadores para lidar com novas ferramentas e preocupações com a segurança e privacidade dos dados são pontos críticos a serem abordados.

    Dessa forma, é essencial que se promova um uso equilibrado e crítico das tecnologias educacionais, garantindo que contribuam de forma efetiva para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a equidade educacional. Assim, a integração entre educação e tecnologia continuará a ser um pilar fundamental na formação de indivíduos aptos a navegar e contribuir positivamente para o complexo cenário global.


Adaptado de: https://www.unicep.edu.br/post/educa%C3%A7%C3%A3o-etecnologia-qual-o-impacto-da-tecnologia-naeduca%C3%A7%C3%A3o-moderna. Acesso em: 23 out. 2025
Assinale a alternativa em que o emprego da pontuação está INCORRETO quanto às normas gramaticais da língua portuguesa.
Alternativas
Q3910445 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

 

O que vale nessa vida não cabe em algoritmo

 

O que vale nessa vida, nós ainda não sabemos. E talvez seja justamente essa ignorância que nos mantém vivos. Passamos séculos tentando explicar o inexplicável — com deuses, com teorias, com manuais de autoajuda — e seguimos errando, mas com elegância. Montaigne, em seus Ensaios, já desconfiava disso quando escreveu: “Mais vale uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia.” Nós, humanos, seguimos com as duas meio tortas.

O que vale nessa vida tem o nosso jeito —um jeito malfeitor, hesitante, às vezes belo por engano. O jeito de quem pensa que entende o amor, mas ainda tropeça no próprio medo. Pascal, em Pensamentos, dizia que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. E é aí que moramos: nesse espaço entre o cálculo e o caos.

Somos criaturas curiosas. Capazes de criar sinfonias e guerras, poesia e fake news, ternura e destruição. Dostoievski nos avisou, em Os Irmãos Karamázov, que “todos somos culpados de tudo e por todos”. Talvez por isso sejamos tão inquietos: carregamos a culpa de um mundo inteiro dentro do peito.

O que vale nessa vida, se ainda vale alguma coisa, talvez seja o gesto. O gesto pequeno, humano, falho —aquele que ajeita uma confusão que nem é nossa.

Guimarães Rosa dizia em Grande Sertão: Veredas: “Viver é muito perigoso.” E mesmo assim vivemos — teimosamente. Acordamos, trabalhamos, amamos e fracassamos com uma dignidade que beira o heroísmo. Entre a fome e o riso, seguimos apostando em dias melhores, mesmo sabendo que o jogo é viciado.

O que vale nessa vida talvez seja esse dom humano de suportar o insuportável. Albert Camus, em O Mito de Sísifo, chamou isso de revolta: “O único problema filosófico realmente sério é o suicídio.”

E nós, por pura teimosia, escolhemos não morrer. Escolhemos continuar. Escolhemos rir no meio da tragédia e amar mesmo sabendo que tudo desaba.

Há, em nós, um modo estranho de ajeitar o caos. T.S. Eliot, em Quatro Quartetos, escreveu: “O tempo presente e o tempo passado estão ambos talvez presentes no tempo futuro.” É o jeito dele dizer que estamos condenados a repetir o que sentimos. Que a vida é cíclica, e o que cura hoje pode ferir amanhã. Ainda assim, insistimos em chamar isso de amor.

Byung-Chul Han, em A Agonia do Eros, explica que vivemos numa era onde o outro se tornou ameaça. E é por isso que amar, hoje, é quase um ato revolucionário. Amar de verdade — sem performance, sem filtros, sem publicidade — é dizer ao mundo: “eu ainda sou humano”. Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu que “somos o que fazemos para mudar o que somos”. Talvez seja por isso que seguimos — não porque sabemos o caminho, mas porque o andar é o único verbo que nos resta.

Graciliano Ramos, o mais sóbrio dos realistas, deixou em Vidas Secas a constatação de que até o silêncio tem sede. E nós, os humanos, seguimos sedentos — de verdade, de ternura, de sentido.

Jean-Jacques Rousseau dizia em O Contrato Social que “o homem nasceu livre, e por toda parte se encontra acorrentado”. Talvez sejamos isso mesmo — seres que amam as próprias correntes. Gostamos de reclamar da prisão, mas temos medo da porta aberta.

No fim, o que vale nessa vida é o nosso jeito de continuar, mesmo quebrados, mesmo cansados, mesmo sem entender nada. O mundo se repete, o caos nos visita, mas nós, os humanos, seguimos ajeitando o impossível.

Enquanto os algoritmos tentam prever quem somos, seguimos sendo imprevisíveis. Talvez seja justamente essa falha, essa incoerência, esse jeito de tropeçar e levantar, que torna o ser humano a mais bela imperfeição da Terra.

 

Autor: Felipe Daroit (adaptado).

Considere a passagem: “Graciliano Ramos, o mais sóbrio dos realistas, deixou em Vidas Secas a constatação de que até o silêncio tem sede.” Agora, analise as assertivas quanto a aspectos sintáticos e de figuras de linguagem:
I. A expressão “o mais sóbrio dos realistas”, isolada por vírgulas, exerce função de aposto explicativo, qualificando o nome anterior.
II. A construção “o silêncio tem sede” constitui um caso de personificação, ao atribuir característica humana a um ente abstrato.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3902536 Português
TEXTO III

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JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014.

Os sinais de pontuação exercem a função de marcadores sintáticos, indicando as relações entre os elementos e organizando a hierarquia entre eles. Além disso, eles têm funções semânticas e discursivas importantes em um texto.

No trecho “Penso: se a miséria revolta até as crianças...” (linhas 97- 98), as reticências empregadas geram um efeito de sentido específico. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o efeito de sentido desse sinal de pontuação.
Alternativas
Q3902403 Português
TEXTO I


Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência completa 10 anos: avanços, desafios e o papel do Tribunal de Contas da União

Em 2025, a lei de inclusão da pessoa com deficiência completa 10 anos, com avanços em educação, acessibilidade e trabalho. O TCU contribui na fiscalização e implementação.




ROST, Maria Augusta. Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência completa 10 anos: avanços, desafios e o papel do Tribunal de Contas da União. Migalhas. 28 fev. 2025. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/425505/lei-de-inclusao-apcd-completa-10-anos-avancos-desafios-e-o-tcu. Acesso em: 25 mar. 2025.
Assinale a alternativa que apresenta a correta correspondência entre a pontuação do trecho e a justificativa de seu emprego.
Alternativas
Q3899367 Português
     
         A região da Capadócia, localizada no centro da Turquia, apresenta formações geológicas singulares originadas há milhões de anos, através de atividade vulcânica e processos erosivos. Ao observar os vales e as “chaminés de fada”, os geólogos podem identificar depósitos de cinzas vulcânicas.
 
      Estudos científicos registram alterações na cobertura do solo, na vegetação e nos processos erosivos, atribuindo-lhes relevância para compreender os impactos ambientais. Esses registros permitem avaliar a resiliência do ecossistema; ao que tudo indica, havia adaptações naturais que possibilitavam à flora e fauna manterem-se em equilíbrio nas regiões de solo vulcânico e clima semiárido, demonstrando a capacidade de sobrevivência do ambiente frente a perturbações externas.

      Além disso, a análise da morfologia do terreno e da distribuição das formações rochosas permite observar padrões de erosão e sedimentação, o que contribui para estudos topográficos e geológicos detalhados. A Capadócia, assim, representa um modelo de estudo integrativo, no qual geologia, ecologia e processos naturais se entrelaçam, oferecendo informações valiosas para pesquisas científicas e à preservação da região.
Assinale a alternativa com a informação correta a respeito das regras e uso dos sinais de pontuação presentes no texto:
Alternativas
Q3897471 Português

Texto para a questão a seguir:


A Lenda da Gárgula


As gárgulas são figuras esculpidas em pedra, comumente encontradas na arquitetura de catedrais medievais, que capturam a imaginação popular há séculos. Frequentemente retratadas como criaturas monstruosas e grotescas, sua presença imponente no alto de edifícios sagrados parece contraditória. No entanto, essas esculturas não são meros adornos; elas carregam uma rica bagagem de lendas e simbolismos que explicam sua função tanto prática quanto espiritual, servindo como guardiãs silenciosas que observam a cidade do alto.


A origem do termo e da lenda mais famosa remonta à França do século VII, na cidade de Rouen. Conta a história que um temível dragão chamado "La Gargouille" aterrorizava a região, emergindo do rio Sena para cuspir água, inundar terras e devorar barcos e habitantes. A criatura era tão poderosa que os cidadãos, desesperados, ofereciam-lhe um sacrifício humano anual para aplacar sua fúria e garantir que o resto da população fosse poupado de sua ira destrutiva.


A situação mudou com a chegada de Romanus, um clérigo que mais tarde se tornaria São Romano de Rouen. Prometendo livrar a cidade do monstro em troca da conversão de seus habitantes ao cristianismo, ele enfrentou La Gargouille. Usando apenas a sua fé e o sinal da cruz, Romanus conseguiu domar a criatura, amarrando-a com sua estola e conduzindo-a de volta à cidade, onde foi condenada à morte e queimada em uma grande fogueira na praça pública.


Da carcaça incinerada do dragão, porém, uma parte permaneceu intacta: sua cabeça e seu pescoço, que, por terem sido constantemente expostos ao fogo expelido pela própria criatura, haviam se tornado imunes às chamas. Como um troféu e um aviso, a cabeça de La Gargouille foi montada na fachada da nova igreja da cidade. Essa se tornou a primeira gárgula, estabelecendo o precedente para que outras catedrais adotassem figuras semelhantes, não apenas como um sistema para escoar a água da chuva (função prática que deu origem ao nome, do francês "gargouiller", gargarejar), mas também como um símbolo de proteção, que afasta os maus espíritos e lembra aos fiéis que, enquanto o mal existe do lado de fora, dentro da igreja eles encontrarão a salvação.


No segmento “os cidadãos, desesperados, ofereciam-lhe…”, a função das vírgulas consiste em: 
Alternativas
Q3896004 Português

Observe as orações a seguir e relacione-as corretamente às funções ou aos efeitos sintáticos dos sinais de pontuação utilizados.



Coluna 01


(__)A menina, ansiosa, aguardava o resultado da prova.


(__)João preparou-se para o discurso; porém, esqueceu as anotações.


(__)Goiás e Vila, domingo passado: o Vila deu show!


(__)O prefeito tem "aplicado" o dinheiro público, segundo rumores.


(__)O aluno — exausto após o exame — deixou a sala em silêncio.



Coluna 02   


I.Uso de dois-pontos para introduzir explicação ou comentário sobre termo anterior.


II.Uso de aspas para indicar ironia ou destaque de sentido figurado.


III.Uso de ponto e vírgula para separar orações coordenadas com vírgulas internas.


IV.Uso de travessões para dar ênfase a um termo intercalado.


V.Uso de vírgulas para isolar um predicativo deslocado ou um termo explicativo.



Correlacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta: 


     

Alternativas
Q3895974 Português
A pontuação é um dos aspectos mais complexos da escrita formal, pois exige não apenas o conhecimento das regras gramaticais, mas também a compreensão da estrutura sintática e da intencionalidade discursiva. O emprego da vírgula, do ponto e vírgula e do travessão, por exemplo, pode alterar significativamente o sentido de um enunciado.

Com base nas regras normativas de uso dos sinais de pontuação, assinale a alternativa em que a pontuação está inteiramente correta.
Alternativas
Q3895946 Português
A pontuação em língua portuguesa representa um dos aspectos mais sutis da coesão e da clareza textual. O emprego inadequado dos sinais pode alterar completamente o sentido de um enunciado. Analise, portanto, as afirmativas abaixo, que tratam de regras diversas sobre o uso da vírgula, do ponto e vírgula, dos dois-pontos, das aspas e do travessão, observando seus valores sintáticos e estilísticos:

I.Não se separa o sujeito do predicado por vírgula, ainda que o sujeito seja muito extenso ou contenha expressões intercaladas, pois esses termos possuem alto grau de coesão entre si.

II.O ponto e vírgula é utilizado para separar orações coordenadas que já contenham vírgulas internas, mantendo, assim, o equilíbrio sintático e a clareza da enumeração.

III.As orações subordinadas adverbiais deslocadas para o início do período podem ser escritas sem vírgula, desde que o sentido de tempo, causa ou condição permaneça claro.

IV.Os dois-pontos são empregados tanto para introduzir o discurso direto quanto para esclarecer ou detalhar um termo anterior, sendo obrigatória a letra minúscula após esse sinal.

V.O uso das aspas pode indicar ironia, citação direta ou destaque de uma palavra, enquanto o travessão pode substituir as vírgulas em orações intercaladas para dar maior ênfase ao termo destacado.

Em quais afirmativas o emprego e a descrição dos sinais de pontuação estão inteiramente corretos?
Alternativas
Q3895845 Português
O uso da vírgula representa um dos maiores desafios da escrita formal, pois está ligado não apenas a pausas na fala, mas também à estrutura sintática e ao grau de coesão entre os termos de uma oração. O domínio de suas regras é essencial para evitar ambiguidades e preservar a clareza textual.

Com base nas normas gramaticais que regem o uso da vírgula, analise as construções a seguir e identifique aquela em que a pontuação está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3894879 Português
O uso da vírgula é um dos tópicos mais complexos da sintaxe normativa da Língua Portuguesa, pois suas regras não estão associadas a pausas para respiração, mas sim à estrutura sintática do período. O professor deve enfatizar a regra de ouro: não se separa por vírgula o sujeito do predicado, nem o verbo de seus complementos (objetos direto e indireto). No entanto, a vírgula é obrigatória para isolar termos deslocados (como adjuntos adverbiais de longa extensão), apostos explicativos, vocativos e orações subordinadas adjetivas explicativas. O uso incorreto da vírgula pode gerar ambiguidade ou alterar drasticamente o sentido da frase. Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está plenamente de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3894341 Português
 O domínio dos sinais de pontuação, em especial o uso da vírgula, é determinante para a estruturação sintática e a clareza semântica de um texto. A vírgula não marca pausas respiratórias, mas sim relações sintáticas específicas. Seu uso indevido, como a separação entre sujeito e predicado ou entre verbo e complemento, constitui um dos erros mais graves de pontuação. Em contrapartida, sua omissão em casos obrigatórios, como no isolamento de vocativos, apostos ou orações adverbiais deslocadas, prejudica a compreensão. Acerca do uso da vírgula conforme a norma padrão, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas: 


(__)A vírgula é obrigatória para separar o sujeito do predicado em orações longas, a fim de garantir uma pausa para o leitor e facilitar a identificação do verbo principal.

(__)Orações subordinadas adjetivas restritivas, por serem essenciais ao sentido da oração principal, nunca devem ser separadas por vírgulas, diferentemente das explicativas, que exigem o isolamento.

(__)O vocativo, sendo um termo independente que serve para chamar ou interpelar o interlocutor, deve ser sempre isolado por vírgulas, independentemente de sua posição na frase.

(__)Orações subordinadas adverbiais, quando deslocadas para o início do período (antes da oração principal), devem obrigatoriamente ser separadas por vírgula.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3893331 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Respostas
1281: C
1282: C
1283: C
1284: E
1285: A
1286: B
1287: A
1288: B
1289: A
1290: B
1291: D
1292: D
1293: C
1294: D
1295: A
1296: B
1297: D
1298: D
1299: D
1300: A